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Deus Tornou-se Homem? (parte 1 de 5): Uma crença natural em Deus

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Descrição: A crença em um Deus único e serviço a Ele é inerente a todos os humanos.

  • Por Dr. A.B. Philips
  • Publicado em 10 Sep 2012
  • Última modificação em 10 Sep 2012
  • Impresso: 121
  • Visualizado: 13818 (média diária: 5)
  • Classificação: 4 de 5
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A vasta maioria dos seres humanos sempre acreditou em Deus.  Desde as civilizações mais antigas até as mais primitivas das sociedades modernas, as religiões com Deus em seu centro formaram a base da cultura humana.  De fato, a negação da existência de Deus (ateísmo) ao longo da história estava limitada a poucos indivíduos até o surgimento do comunismo no século 20.  Mesmo hoje, nas sociedades seculares do ocidente, em que cientistas sociais modernos armados com teorias darwinianas argumentam que Deus é meramente fruto da imaginação coletiva humana, a maioria esmagadora dos cidadãos, leigos e até cientistas, mantêm-se firmes a sua crença em Deus.

Consequentemente, o conjunto esmagador dos dados arqueológicos em apoio a existência de Deus levou alguns antropólogos a concluir que a crença em Deus (deísmo) deve ser inata e não aprendida.  Embora a maior parte dos cientistas sociais proponha algo diferente, descobertas científicas recentes parecem apoiar a posição minoritária de que o deísmo é inato.  Em um artigo intitulado “Ponto de Deus encontrado no Cérebro”, o Dr. Vilayanur Ramachandran da Universidade da Califórnia em San Diego disse que o fenômeno da crença religiosa em Deus é inato ao cérebro.

“Ponto de Deus” é Encontrado no Cérebro

 Steve Connor

Correspondente de Ciências

OS CIENTISTAS acreditam ter descoberto um “módulo de Deus” no cérebro, que pode ser responsável pelo instinto evolucionário do homem para acreditar em religião.

Um estudo em epiléticos, conhecidos por terem experiências profundamente espirituais, localizou um circuito de nervos na parte frontal do cérebro, que parece estar eletricamente ativo quando pensam sobre Deus.

Os cientistas disseram que embora a pesquisa e suas conclusões sejam preliminares, resultados iniciais sugerem que o fenômeno de crença religiosa está “conectado” no cérebro.

Pacientes epiléticos que sofrem de ataques repentinos do lóbulo frontal do cérebro disseram que frequentemente experimentam episódios místicos intensos e ficam obcecados com espiritualidade religiosa.

Uma equipe de neurocientistas da Universidade da Califórnia em San Diego disse que a explicação mais intrigante é que o ataque causa uma superestimulação dos nervos em uma parte do cérebro conhecida como o “módulo de Deus”.

“Pode haver maquinário neural dedicado nos lóbulos temporais referente à religião.  Pode ter evoluído para impor ordem e estabilidade na sociedade,” relatou a equipe em uma conferência semana passada.

Os resultados indicam que uma pessoa acreditar em uma religião ou mesmo em DEUS pode depender do quanto essa parte do circuito elétrico do cérebro é desenvolvida.

O Dr. Vilayanur Ramachandran, chefe da equipe de pesquisa, disse que o estudo envolveu a comparação de pacientes epiléticos com pessoas normais e um grupo que disse que era intensamente religioso.

Monitores elétricos sobre suas peles – um teste padrão para atividade nos lóbulos temporais do cérebro – mostraram que os epiléticos e as pessoas profundamente religiosas apresentavam uma resposta semelhante quando lhes eram mostradas palavras invocando crença espiritual.

Cientistas evolucionistas sugeriram que a crença em Deus, que é um traço comum, encontrada em sociedades humanas em todo o mundo e através da história, pode ter sido embutida no complexo circuito elétrico do cérebro como uma adaptação darwiniana para encorajar a cooperação entre indivíduos.

Se a pesquisa estiver correta e existir um “módulo de Deus”, isso pode sugerir que indivíduos ateus podem ter um circuito neural configurado de forma diferente.

Um porta-voz de Richard Harries, o bispo de Oxford, disse que se existe ou não um “módulo de Deus” é uma questão para os cientistas, não para os teólogos.  “Não seria surpresa se Deus tivesse nos criado com um dispositivo físico para a crença,” disse.[1]

 

Apesar da evidência crescente de que o homem está conectado com “um dispositivo físico para a crença”, o fato de o conceito de Deus ter variado enormemente entre as sociedades humanas ainda leva alguns pensadores, inclusive aqueles que creem em Deus, a concluir que as religiões devem ser feitas pelos homens.  Entretanto, pesquisa detalhada revela uma linha teológica comum ligando as várias religiões.  Essa ligação é a crença em um Ser Supremo entre os vários deuses, uma base monoteísta que pode ser encontrada até nos sistemas religiosos externamente panteístas.  Por exemplo, o conceito de Deus no Hinduísmo existe como um exemplo único entre as muitas religiões, que dá suporte à opinião que os seres humanos eram originalmente monoteístas e através de vários processos degenerativos se tornaram politeístas.  Apesar de seus muitos deuses e ídolos, o Hinduísmo tem um único Deus Supremo acima de todos, Brama.

Tradicionalmente a maioria dos antropólogos concluiu que a religião degenerou-se a partir de vários estágios de politeísmo para o monoteísmo, começando com a deificação primitiva das forças da natureza pelo homem, degenerando em diteísmo para consolidar todos os poderes sobrenaturais em dois deuses principais (um deus do bem e um deus do mal) e, finalmente, simplificando na crença em um único deus, o monoteísmo.

Assim, a religião, de acordo com antropólogos e cientistas sociais, não há origem divina; é meramente um subproduto da evolução das superstições primitivas do homem, com base em sua falta de conhecimento científico.  Dessa forma, esses mesmos teóricos acreditam que a ciência irá, no fim, desvendar todos os segredos da natureza, resultando no desuso da religião para explicar fenômenos naturais e a consequente extinção da religião.

A crença inata do homem em um Ser Supremo, entretanto, parece apoiar a visão oposta, propondo que o homem começou monoteísta mas, com o tempo, desviou-se em várias formas de politeísmo.  Essa visão é ainda mais apoiada pelo fato de ter sido constatado que todas as supostas tribos primitivas que foram "descobertas" acreditavam em um Ser Supremo.  Independente do estágio evolucionário de desenvolvimento religioso em que se encontravam na época da “descoberta”, constatou-se que a maioria acreditava em um Deus Supremo superior a todos os outros deuses e espíritos.  Assim, o conceito de um único Ser Supremo permanece na maioria das religiões como evidência de que as massas se desviaram do monoteísmo concedendo alguns dos atributos de Deus a outros aspectos da criação que, no fim, passaram a serem considerados deuses menores em alguns casos e intercessores em outros.  Entretanto, um Deus Supremo, qualquer que seja a forma que Ele assuma, está no centro da maioria das religiões.[2]



Footnotes:

[1] The Sunday Times, 2 Nov. 97, p. 19.

[2] Como Deus disse no Alcorão: “Volta o teu rosto para a religião monoteísta. É a obra de Deus, sob cuja qualidade inata Deus criou a humanidade. A criação feita por Deus é imutável. Esta é a verdadeira religião; porém, a maioria dos humanos o ignora.” (Alcorão 30:30) – IslamReligion.com

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