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Dua (Súplica) (parte 4 de 4): Até os profetas sentiram angústia e se voltaram para Deus

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Descrição: Como os profetas fizeram dua.

  • Por Aisha Stacey (© 2013 IslamReligion.com)
  • Publicado em 20 May 2013
  • Última modificação em 20 May 2013
  • Impresso: 118
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Nos três artigos anteriores sobre dua (ou seja, súplica) aprendemos muitas coisas virtuosas e inspiradoras.  Sabemos que a dua é a arma do crente, portanto, não há necessidade de recorrer ao desespero ou raiva, porque compartilhar nosso sofrimento com Deus é uma forma de alívio e de superar os fardos.  Aprendemos que a dua é a essência da adoração e que existe uma etiqueta ao suplicar a Deus por qualquer coisa, tanto em tempos de necessidade e quanto quando O louvamos e agradecemos. Discutimos a maneira porque algumas duas aparentemente não são atendidas e, finalmente hoje, em nossa quarta e última parte, examinaremos a forma como os profetas fizeram dua.

Como sabemos os profetas ao longo das épocas sempre tiveram relacionamentos próximos e especiais com Deus.  Voltaram-se para Ele em tempos de angústia e necessidade e nunca se esqueceram de louvá-Lo e agradecê-Lo pelas incontáveis bênçãos em suas vidas.  Os profetas estavam cientes da importância da paciência e gratidão e, acima de tudo, seus relacionamentos com Deus foram elos formados devido a total e completa submissão deles à Sua vontade.  Entretanto, mesmo com tamanha confiança e amor eles às vezes tinham medo ou angústia e se sentiam sozinhos e sobrepujados.

Consequentemente, os profetas se voltavam para Deus e pediam que lhes desse paciência e perseverança e os ajudassem nessa vida e abençoassem na próxima.  Invocavam Deus para fazer seus familiares e companheiros virtuosos e pacientes, fazer de si mesmos e tudo ao seu redor gratos e serenos.  Embora Deus ame que nos voltemos para Ele e falemos as palavras que fluem de nossos corações, as palavras dos profetas são mais completas e submissas à vontade de Deus do que podemos ser.  Suplicar a Deus com duas encontradas no Alcorão e nas tradições autênticas do profeta Muhammad, que Deus o louve, é uma prática virtuosa e confortante.

Quando Adão e Eva foram expulsos do paraíso, Adão voltou-se para Deus em arrependimento.

“Senhor nosso! Nós mesmos nos condenamos e, se não nos perdoares e Te apiedares de nós, seremos desventurados.” (Alcorão 7:23)

A humanidade continua a cometer erros e pecados, mas somente nos prejudicamos.  Nossos pecados e erros não prejudicam Deus.  Entretanto, se Deus não nos perdoa e tem misericórdia de nós, certamente estaremos entre os perdedores.  

Quando o profeta Jonas acordou no ventre da baleia, pensou que estava morto e deitado na escuridão de seu túmulo.  Tateou ao seu redor e percebeu que não estava em um túmulo, mas na barriga do peixe gigante.  Estava com medo e elevou sua voz chamando por Deus.

“Não há mais divindade do que Tu! Glorificado sejas! É certo que me contava entre os iníquos!” (Alcorão 21:87)

Durante toda sua vida o profeta Jó foi submetido por Deus a várias tribulações e testes, mas permaneceu perseverante, paciente e constantemente voltando-se para Deus em busca de perdão. Mesmo quando sentiu mais impotente não reclamou, mas voltou-se para Deus e implorou perdão. Disse:

“Em verdade, a adversidade tem-me açoitado; porém, Tu és o mais clemente dos misericordiosos!” (Alcorão 21:83)

O Alcorão nos relata as histórias dos profetas de Deus para que possamos aprender com elas.  Os profetas são modelos de comportamento valiosos e suas vidas não são tão diferentes das nossas.  Quantas vezes cada um de nós se jogou ao chão ou em uma cadeira em desespero?  Quantas vezes nos sentimos tão cansados física ou mentalmente que parecíamos incapazes de prosseguir por nem sequer mais um segundo?

O profeta Moisés foi forçado a fugir do Egito e entrar no deserto para enfrentar um futuro desconhecido. Depois de caminhar por mais de uma semana por areias escaldantes, chegou a um oásis. Foi lá que esse homem de honra ajudou as mulheres no poço antes de se jogar debaixo de uma árvore e clamar a Deus por ajuda.

Moisés sabia que Deus era o Único que poderia livrá-lo de seu dilema e, então, voltou-se para Deus e antes que sua súplica fosse concluída a ajuda estava a caminho.  Moisés provavelmente esperava por uma fatia de pão ou um punhado de tâmaras, mas ao invés disso Deus concedeu-lhe segurança, provisões e uma família.

“Ó meu Senhor!  Em verdade, estou necessitado de qualquer dádiva que me envies!” (Alcorão 28:24)

Existem lições para a humanidade em toda a história do profeta Moisés. Quando Moisés foi enviado por Deus para confrontar o faraó, ele temia não ser capaz de desempenhar bem as demandas de Deus, mas em vez de reclamar ou se desesperar, Moisés se voltou para Deus e fez dua.

‘Ó meu Senhor!  Dilata-me o peito.  Facilita-me a tarefa. E desata o nó de minha língua. Para que compreendam a minha fala.” (Alcorão 20:25-28)

Depois que Moisés tomou conhecimento do grande mal que seu povo havia cometido ao esculpir o bezerro de ouro, ficou zangado.  Entretanto, mesmo no meio de tamanho pecado, clamou a Deus para que tivesse misericórdia de todos.

“Tu és nosso Protetor. Perdoa-nos e apieda-Te de nós, porque Tu és o mais equânime dos indulgentes!  Concede-nos uma graça, tanto neste mundo como no outro.” (Alcorão 7:155-156)

 O rei (e profeta) Salomão era profundamente ciente do poder de Deus.  Sempre louvada Deus por qualquer condição na qual era colocado.  Disse: “Louvado Seja Deus” (Alcorão 27:15). Salomão também compreendia que nenhum poder ou força seria seu, a menos que o pedisse de Deus.  Fez dua e pediu um reino que nunca seria sobrepujado.  Deus concedeu seu pedido e o profeta Salomão reinou sobre um império que não podemos imaginar.

“Disse: ‘Meu Senhor!  Perdoa-me e concede-me um império que ninguém, além de mim, possa possuir.  porque Tu és o Agraciante por excelência.”  (Alcorão 38:35)

Essas duas são pequenos exemplos de como os profetas fizeram dua. Suas histórias e duas são encontradas em todo o Alcorão. Quando lemos as histórias dos profetas Salomão, José, Jacó ou Abraão descobrimos que eles e todos os profetas se submeteram completamente a Deus. Elevaram suas mãos em súplica e pediram ajuda somente a Deus.

Como crentes não devemos nunca esquecer que Deus ouve nossas duas e súplicas e responde.  Às vezes a sabedoria por trás das respostas está além de nossa compreensão, mas Deus deseja apenas o bem para nós.  Colocar nossa confiança em Deus e submetermo-nos à Sua vontade permitirá ao crente enfrentar qualquer tempestade e se manter firme perante a adversidade.  Nunca estamos sozinhos.

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