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Dr. Ali Selman Benoist, Ex-Católico, França

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Descrição: Um médico explica o que o afastou do Cristianismo e o levou ao Islã.

  • Por Ali Selman Benoist, MD
  • Publicado em 16 Mar 2009
  • Última modificação em 16 Mar 2009
  • Impresso: 227
  • Visualizado: 4632 (média diária: 1)
  • Classificação: 4.5 de 5
  • Classificado por: 2
  • Enviado por email: 0
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Como médico e descendente de uma família católica francesa, a escolha de minha profissão me deu uma cultura científica sólida que me preparou muito pouco para uma vida mística.  Não que não acreditasse em Deus, mas os dogmas e ritos do Cristianismo em geral e do Catolicismo em particular nunca me permitiram sentir Sua presença.  Assim, meu sentimento unitário por Deus proibiu minha aceitação do dogma da Trindade e, consequentemente, da divindade de Jesus Cristo.

Sem conhecer o Islã ainda, já estava acreditando na primeira parte do Kalima, La ilah illa ‘Allah (Não existe divindade exceto Allah) e nesses versículos do Alcorão:

“Dize: Ele é Deus, o Único! Deus! O Absoluto! Jamais gerou ou foi gerado! E ninguém é comparável a Ele!” (Alcorão 112:1-4)

Então, foi antes de tudo por razões metafísicas que aderi ao Islã.  Outras razões, também, me levaram a isso.  Por exemplo, minha recusa em aceitar os sacerdotes católicos, que, mais ou menos, reivindicam possui em nome de Deus o poder de perdoar os pecados dos homens.  Além disso, nunca pude admitir o rito católico da Comunhão, através da hóstia (ou pão sagrado), representando o corpo de Jesus Cristo, um ritual que me parece pertencer às práticas [totêmicas] de povos primitivos, onde o corpo do ancestral totem, o tabu dos viventes, tinha que ser consumido depois de sua morte, para melhor assimilar sua personalidade.  Outro ponto que me afastou do Cristianismo foi o absoluto silêncio que se mantém em relação à limpeza do corpo, particularmente antes das orações, que sempre me pareceu uma ofensa contra Deus.  Porque se Ele nos deu uma alma, também nos deu um corpo, que não temos o direito de negligenciar.  O mesmo silêncio pode ser observado, e dessa vez misturado com hostilidade, em relação à vida fisiológica do ser humano, enquanto que nesse ponto o Islã me pareceu ser a única religião de acordo com a natureza humana.

O elemento essencial e definitivo de minha conversão ao Islã foi o Alcorão.  Comecei a estudá-lo, antes de minha conversão, com o espírito crítico de um intelectual ocidental, e devo muito ao trabalho magnífico do Sr. Malek Bennabi, intitulado Le Phenomene Coranique (O Fenômeno Corânico, em tradução livre), que me convenceu de ser divinamente revelado.  Existem certos versículos desse livro, o Alcorão, revelados há mais de treze séculos, que ensinam exatamente as mesmas noções que os pesquisadores científicos modernos.   Isso definitivamente me convenceu, e me converti para a segunda parte da Kalima, ‘Muhammad Rasul ‘Allah’ (Muhammad é o Mensageiro de Allah).

Essa foi minha razão para me apresentar em 20 de fevereiro de 1953 na mesquita em Paris, onde declarei minha fé no Islã, fui registrado como muçulmano pelo Mufti da Mesquita de Paris e recebi o nome de ‘Ali Selman’.

Estou muito feliz com minha nova fé e proclamo mais uma vez:

“Testemunho que não existe deus a não ser Allah, e que Muhammad é servo e Mensageiro de Allah.”

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