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Lynda Fitzgerald, Ex-Católica, Irlanda (parte 4 de 4)
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Descrição:
Lynda finalmente aceita o Islã e fala sobre alguns conflitos internos que ela lutou para superar.
Por Lynda Fitzgerald
Publicado em 26 Apr 2010 - Última modificação em 26 Apr 2010
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Categoria: Artigos
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Reversão
Duas semanas depois fui para o
centro de divulgação. Estava realmente com medo e temia dizer algo errado. Meu
amigo Khaled e sua esposa me levaram e foi muito emocionante. No fim, todos
tínhamos lágrimas nos olhos. Chorei o tempo todo no carro, na volta para casa.
Atualização
Ainda assim, nem tudo era como
deveria ser. Ao mudar meu estilo de vida, tinha me tornado uma viciada em TV. Toda a minha vida agora revolvia em torno de oração e TV à noite. Não estava feliz, mas
era preguiçosa demais para fazer algo a respeito. Tentava ler meus livros
islâmicos, mas me sentia como se não aguentasse mais. Então rumores a meu
respeito começaram a circular no hospital e começaram a voltar para mim. Isso
realmente me irritou, porque odiava que minha vida fosse o centro da
curiosidade de todos e odiava ser foco de calúnias e rumores. Fui para casa
uma noite e me senti como se não pudesse aguentar mais. Odiava chegar e
assistir TV toda a noite e não ver e não conversar com ninguém. Os finais de
semana tinham se tornado um pesadelo. Às vezes não via
ninguém o final de semana todo. Sentia-me perdida e
sozinha. Chegou a hora da oração da noite e não queria
orar. Nunca tinha acontecido antes comigo e me
irritou. Chorei muito por duas horas.
No dia seguinte meus olhos
estavam inchados e passei o dia chorando. Khaled ficava me perguntando o que
estava errado e a princípio não contei a ele, porque me sentia envergonhada,
mesmo tendo feito a oração porque sabia que tinha que fazê-la. Finalmente
contei e ele me assegurou que se sentia assim de vez em quando e que eu não
devia me sentir mal ou irritada por causa disso. Que eu precisava mudar meu
estilo de vida, jogar tênis, fazer compras, ler um livro. Eu continuava
argumentando que não ajudaria porque continuava precisando conversar com
pessoas e que ainda me sentiria sozinha.
Naquela noite fui para casa e
senti que estava recuando. Senti que não podia prosseguir. Depois de minha oração me prostrei e orei fervorosamente: “Por
favor, Deus, não permite que me afaste de Ti, não permita que me afaste de Ti.” Sentei e me voltei para os versículos curtos
na parte de trás do Alcorão e encontrei Al-Taakathur, e depois de lê-los
percebi que tinha que abrir mão de todas essas coisas as quais continuava
ligada, como a TV e a preocupação com as pessoas e o que elas pensavam sobre
mim. Tinha que aprender a me desvincular. E senti como se todas as minhas preocupações tivessem saído dos meus
ombros.
No dia seguinte na oração da
alvorada, quando terminei minha oração, tive uma sensação para colocar minhas
mãos na minha frente enquanto suplicava. Tinha visto pessoas fazendo isso, mas
nunca entendi para quê servia. Estendi minhas mãos e orei a Deus para me
ajudar a desvincular e tentar ser uma pessoa melhor. Então coloquei as mãos
sobre meu rosto e senti uma sensação de formigamento e de bem-estar e paz. Temia
me mover e a sensação se desvanecer. Mas isso não aconteceu.
Aquele dia no trabalho recebi
uma visita de um rapaz do departamento de informática, Anwer. Nunca o tinha
encontrado antes, mas ele tinha ouvido falar de mim. Ele me disse sobre a
mesquita Rajhi e que havia aulas em inglês em uma sexta-feira. Decidi que iria
aquela sexta. Naquela semana não assisti TV, joguei tênis e pedi a um dos
nossos motoristas de limusine em quem confiava que me levasse à mesquita.
Sexta de manhã, estava muito
nervosa e no último minuto senti que não queria ir. E se fosse para a mesquita
errada? E se algo saísse errado? Quando saía pela
porta orei a Deus para me guiar e permitir que tudo corresse bem. E tudo correu bem. Encontrei os Sameers,
uma família expatriada do Sri Lanka, que vivia e trabalha na Arábia Saudita,
minha nova família, que me levaram para sua casa e me trataram como se eu fosse
parte da família. Que Deus os abençoe e recompense.
Agradeço a Ele todos os dias por escolhê-los e por me permitir encontrá-los.
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