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S. E. Levine, ex-judia, EUA (parte 2 de 2)

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Descrição: Depois de uma visão interessante de como os muçulmanos vivem, uma senhora que antes era judia descobre que o Islã é a maneira de reparar a relação com Deus, ser perdoado pelos pecados passados e a maneira suprema para a verdadeira felicidade interior.  

  • Por S. E. Levine (de islamonline.net compermissão)
  • Publicado em 27 Jan 2014
  • Última modificação em 27 Jan 2014
  • Impresso: 53
  • Visualizado: 3758 (média diária: 2)
  • Classificação: 5 de 5
  • Classificado por: 1
  • Enviado por email: 0
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Depois que o programa terminou, as mulheres foram para a cozinha preparar comida.  Irmã Basimah veio e me disse para sentar e ficar confortável até que fosse hora de comer.

“Mas me deixe ajudar”, ofereci.

“Não!  Você é nossa convidada.  Algumas irmãs americanas chegaram.  Eu as apresentarei a você”, respondeu ela.

Irmã Basimah acenou para uma das mulheres do outro lado da sala.  Ela veio e as duas mulheres se beijaram no rosto e se saudaram com uma alegre expressão árabe.  Então ambas voltaram o olhar para mim.

“Essa é Sharon.  Ela é judia.  Você faria companhia a ela até comermos?”  Disse irmã Basimah disse para a outra mulher.

“Ó, claro!”, respondeu ela.  “Oi, Sharon. Sou irmã Arwa!”

Irmã Arwa e eu sentamos e começamos a nos conhecer.  Perguntei a ela há quanto tempo era muçulmana, se era casada com um muçulmano, etc.  Então ela soltou a bomba.

“Por que vocês mataram Jesus?” perguntou ela.

“O que?” respondi.  Meu rosto deve ter mostrado meu choque e incredulidade.

“Quero dizer”, perguntou novamente, dessa vez suavizando a pergunta, “por que os judeus mataram Jesus?”

Não podia acreditar no que estava ouvindo!  Fiquei atônita e irritada com a pergunta.  Podia perceber pelo ar inocente em seu rosto que ela realmente queria saber.  Talvez nunca tivesse encontrado uma judia antes e essa fosse a primeira oportunidade real de obter uma resposta para sua pergunta inquietante.

Quando fui apresentada a ela gostei de sua companhia. Afinal, era a primeira americana que tinha visto aquela noite.  Agora queria me levantar e sair correndo da mesa.  Então a raiva passou.

Dando a ela um olhar nefasto, respondi entre dentes: “Não matamos Jesus.  Foram os romanos!”  Ela devolveu o olhar de um animal ferido.  Seus lábios abriram para dizer algo, mas antes que ela pudesse responder alguém a chamou.

“Com licença”, disse ela. “Voltarei.”  Pude ouvir o alívio em sua voz.

Um grupo de irmãs afro americanas chegou à masjid e passei o resto da noite na companhia delas.  Antes de sair para encontrar meu marido, irmã Basimah me deu seu número de telefone e me encorajou a ligar e arranjar um tempo para visitá-la.

Eu liguei e desenvolvemos uma bela relação.  Ela me falou tudo sobre Islã e Deus.  Foi dela que aprendi que ninguém matou Jesus!  Aprendi que Deus o levou para perto de Si.

Ela sabia que estava interessada no Islã e pode sentir que me coração buscava e ansiava por paz espiritual.  Uma noite, enquanto meu marido e eu visitávamos sua casa, ela foi direto ao ponto e me convidou para o Islã.

O momento decisivo aconteceu quando ela explicou que todos os meus pecados seriam perdoados quando entrasse no Islã.  Disse que eu seria renascida, como um bebê recém-nascido, sem pecados, com outra chance.  Desabei e chorei.

Queria outra chance de me acertar com Deus.  Sabe, tinha um passado de muitos problemas.  Sempre amei Deus, mas me perdi na vida.  Pedimos ao marido dela para me ajudar a dizer a shahada.

Quando disse ao meu marido o que estava prestes a fazer, ele ficou chocado e feliz ao mesmo tempo.  Perguntou se eu estava certa de minha decisão, como se não pudesse acreditar no que estava ouvindo.  Respondi que nunca estive tão certa de nada em toda a minha vida.  Não havia batalha interna, medos ou dúvidas.

Depois que disse a shahada, o marido da irmã Basimah disse “Mabruk (parabéns)!  Agora você é uma muçulmana!”

Quando voltamos para casa meu marido me deu um presente o meu próprio Alcorão e um Sahih Al-Bukhari resumido.  Antes de deixar a casa de irmã Basimah naquela noite especial, ela me deu de presente um livreto sobre modéstia para muçulmanas.  Também me deu um tapete de oração, uma roupa para oração e um hijab (lenço de cabeça).

Uso hijab desde aquele dia, al-hamdu lillah.  Nunca o tirei, nem mesmo depois dos dias terríveis que se seguiram ao 11 de setembro.

Quando me tornei muçulmana em julho de 1998, meu pai se afastou de vez.  Tinha ficado muito irritado comigo por me casar com um muçulmano e se recusava a reconhecer meu marido como seu genro.

“Mas Sharon, essa gente nos odeia!” gritava.

Todos os esforços para explicar a diferença entre a religião pacífica do Islã e a luta política entre palestinos e israelenses não levavam a nada.  Não tinha importância meu pai ter sido o primeiro de sua família a se casar fora do Judaísmo.  Minha mãe era uma católica praticante quando casaram.

Para acrescentar insulto à ofensa aos olhos dos meus pais, meu marido também era afro americano.  Antes do 11 de setembro a maioria dos americanos pensava em Malcolm X toda vez que o Islã era mencionado.  Muitos outros membros da família também deixaram transparecer como estavam desapontados e frustrados com minha decisão de casar com um “muçulmano negro.”

Meu pai morreu em agosto de 2001, um mês antes dos eventos do 11 de setembro.  A pedido da esposa de meu pai, minha família não me contou que ele tinha morrido até que seu funeral tivesse terminado.  Temiam que eu aparecesse na sinagoga vestida a caráter acompanhada de meu marido negro?

Aprendemos que a religião do Islã é para todas as pessoas e todas as épocas.  Não devia importar se um muçulmano é egípcio, paquistanês, americano, saudita, indonésio ou palestino.  Não devia importar se ele ou ela é negro, branco, vermelho ou amarelo.  Não devia importar se ele ou ela fala árabe, inglês, espanhol ou urdu.  Nossa diversidade cultural não divide nossa Ummah (nação).  Deus nos diz no Alcorão:

“Fizemos-vos como nações e tribos, de modo que vos conheçais uns aos outros.” (Alcorão 49:13)

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