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Oum Abdulaziz, Ex-Cristã, EUA (parte 1 de 4): Islã e Cristianismo

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Descrição: Como ela descobriu as principais diferenças entre o Islã e o Cristianismo em relação à “natureza” de Deus e a divindade de Jesus.

  • Por Oum Abdulaziz
  • Publicado em 10 Dec 2012
  • Última modificação em 09 Jun 2013
  • Impresso: 67
  • Visualizado: 6308 (média diária: 2)
  • Classificação: sem comentários
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Não me tornei muçulmana da noite para o dia.  De fato, a princípio aprender sobre o Islã foi muito inesperado de minha parte.  Tinha simplesmente entrado em contato com alguns muçulmanos e os questionei querendo compreender algo de suas crenças.  Fiquei surpresa ao descobrir muitas semelhanças entre os ensinamentos do Islã e do Cristianismo.  Compreendi que não podia julgar o Islã meramente pelas ações de alguns “muçulmanos” as quais tinha visto e ouvido a respeito.  Para aprender algo dos verdadeiros ensinamentos do Islã teria que me livrar de meus preconceitos e aprender com a mente aberta.  Infelizmente encontrei muitos mal entendidos entre as comunidades cristã e muçulmana, parcialmente devido à cobertura tendenciosa da mídia de ambos os lados e por conta de indivíduos muçulmanos e cristãos que não viviam de acordo com os padrões de boa conduta ensinados em ambas as grandes religiões.  Assim como os ensinamentos do Cristianismo não estão sempre aparentes nas ações do “típico cristão americano”, percebi que para entender o Islã teria que olhar além das ações de alguns muçulmanos, para chegar à verdade.  Fui encorajada por uma nova amizade com uma muçulmana sincera e amigável.  Sempre gostei de ler e sai em busca de alguns bons livros sobre o Islã.

O que mais me surpreendeu, inicialmente, foi que os muçulmanos já tinham algum conhecimento dos ensinamentos do Cristianismo, porque os muçulmanos também amam e acreditam em Jesus Cristo, que a paz esteja sobre ele.  Aprendi que a palavra “Islã” significa literalmente paz através da submissão a Deus pela crença em Sua Unicidade e pela obediência a Ele.  Assim, o Islã reivindicava ser a mesma religião pregada por todos os profetas anteriores, nos quais os muçulmanos também devem acreditar.  Esses profetas incluem Noé, Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Davi, João Batista e Jesus (que a paz esteja sobre todos eles), entre outros.  O Alcorão diz:

“E não enviamos antes de ti (Muhammad) Mensageiro algum sem que lhe revelássemos que não existe deus, exceto Deus.  Ninguém tem o direito a ser adorado exceto Eu.  Então, adorai-Me.” (Alcorão 21:25)

O Islã encoraja o casamento como meio de castidade sexual e de conforto e felicidade na vida.   Um casamento é considerado um contrato entre um homem e uma mulher com cada uma das partes tendo direitos e responsabilidades.  Com o casamento a muçulmana não perde seu nome de família ou o controle de sua propriedade.  De fato, descobri que o Islã não oprime as mulheres, como pensava anteriormente.  Aprendi que por séculos as muçulmanas tinham tido direitos que a maioria das ocidentais só obteve em anos recentes.

Também aprendi que os seguidores do Islã adoram Deus em formas surpreendentemente semelhantes à adoração descrita na Bíblia.  O muçulmano ora diariamente recitando essas palavras do Alcorão Sagrado:

“Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso. Louvado seja Deus, Senhor do Universo, Clemente, o Misericordioso, Soberano do Dia do Juízo. Só a Ti adoramos e só de Ti imploramos ajuda! Guia-nos à senda reta, à senda dos que agraciaste, não a dos abominados, nem a dos extraviados.” (Alcorão 1:1-7)

Os cristãos são chamados gentilmente no Alcorão Sagrado de Povo da Escritura ou “Povo do Livro” e são abordados diretamente.

“Dize: Ó adeptos do Livro, vinde, para chegarmos a um termo comum, entre nós e vós: Comprometamo-nos, formalmente, a não adorar senão a Deus, a não Lhe atribuir parceiros e a não nos tomarmos uns aos outros por senhores, em vez de Deus.” (Alcorão 3:64)

Também é dito aos cristãos e judeus que suas próprias escrituras os guiarão à verdade do Alcorão e da missão profética de Muhammad (2:146, 5:41-47, 7:157). Obviamente, teria que aceitar esse “desafio” e ver se minha Bíblia podia realmente endossar a origem divina do Islã.

Evidência da unidade e unicidade de Deus, como ensinadas no Islã, é encontrada em toda a Bíblia.  No Deuteronômio (32:39) é dito “Não há deus além de Mim” e em Isaías (43:10) “antes de mim Deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.” Em Êxodo (8:10) “Ninguém como o Senhor nosso Deus” e em Jeremias (10:6-7) “Ninguém há semelhante a ti, ó Senhor.”

Outros versos que afirmam o mesmo podem ser encontrados em Deuteronômio (4:35, 4:39, 6:4), Isaías (45:5, 45:21-22, 46:9), 2 Samuel (7:22), 1 Reis (8:60), 1 Crônicas  (17:20), Salmos (86:8, 89:6, 113:5), Oséias (13:4) e Zacarias (14:9). Ao ser perguntado “Qual mandamento é o primeiro de todos?”, Jesus respondeu ‘Ouve, ó Israel, o Senhor, o nosso Deus, o Senhor é o único Senhor’.” (Marcos 12:28-29). Mesmo após o ministério de Jesus, os apóstolos de Jesus compreenderam essa unicidade de Deus.

  Encontra-se evidência disso nas epístolas.  “Deus é Um” (Romanos 3:30); “Não há Deus, senão um só” (1 Coríntios 8:4), “Um Deus” (Efésios 4:6, 1 Coríntios 8:6, 1 Timóteo 2:5) e Paulo escreve a Tiago (2:19), “Crês tu que Deus é um só? Fazes bem.”

É sobre a natureza de Jesus (que a paz esteja sobre ele) que o Islã e o Cristianismo realmente diferem.  Podia concordar com os muçulmanos em basicamente quase todos os pontos, já que achava o Islã ao mesmo tempo simples e racional.  Jesus ser o Filho de Deus e parte da Trindade é a crença fundamental da maioria dos cristãos.  Jesus não ser divino, mas sim um profeta honrado de Deus é a crença fundamental de todo muçulmano.  Sabia que tinha que provar a mim mesma (para permanecer cristã) que a Bíblia inequivocamente afirma a trindade (ou seja, que Deus é Um e ainda assim feito de três partes iguais e distintas) e que uma parte da trindade é Jesus, o Filho.  Ainda assim, quando busquei diligentemente não pude encontrar base real para a trindade na Bíblia.  Não pude encontrar prova de que Jesus, ou qualquer um dos profetas que vieram antes dele (que a paz esteja sobre todos), ensinava a trindade.  Todos pregavam o monoteísmo.  E como era possível que todos os profetas fossem ignorantes da natureza básica de Deus e desorientados sobre a verdadeira religião? Não podia ser! Investigação mais profunda mostrou que a palavra “trindade” não é encontrada na Bíblia.  O verso que por anos parecia dar a ela alguma justificativa foi expurgado da versão revisada e outras versões da Bíblia, porque não é encontrado em nenhum dos antigos textos do Novo Testamento (ou seja, foi adicionado à Bíblia muito tempo depois).  Esse é o verso encontrado em 1 João (5:7) na versão do Rei Jaime: “O Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um.”

De acordo com fontes cristãs, “existem vários conceitos trinitários.  Mas geralmente o ensinamento da trindade é de que na Divindade existem três pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, mas ainda assim são um Deus.  A doutrina diz que os três são coiguais, onipotentes e incriados, tendo existido eternamente na Divindade.” (Watchtower). Essa é a doutrina fundamental da maioria das igrejas.  Como não há maneira lógica ou racional de explicar o ensinamento da trindade de que três podem ser separados e ainda assim iguais a um (1 + 1 + 1 = 1)!, a maioria das igrejas diz que essa doutrina é um “mistério”, não pode ser provada e deve ser aceita meramente pela fé.  Mas comecei a questionar como ou por que devia aceitar essa doutrina na fé, se não é explicitamente ensinada na Bíblia.  Se não era um ensinamento bíblico, de quem era esse ensinamento? Parece que o conceito da trindade evoluiu como uma explicação da suposta divindade de Jesus.  Então decidi pesquisar mais pelas provas bíblicas da divindade de Jesus.

 

 

Oum Abdulaziz, Ex-Cristã, EUA (parte 2 de 4): Jesus no Cristianismo

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Descrição: Continuação da pesquisa sobre a divindade de Jesus com base nas referências cristãs.

  • Por Oum Abdulaziz
  • Publicado em 10 Dec 2012
  • Última modificação em 10 Dec 2012
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  • Visualizado: 6214 (média diária: 2)
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Examinei algumas das “provas” apresentadas para reivindicar a divindade para Jesus (que a paz esteja sobre ele).  Alguns alegam que os milagres que realizou provam sua divindade, mas um exame mais próximo mostra que os milagres realizados por Jesus (que a paz esteja sobre ele) também foram realizados por outros.  (Caminhar sobre a água – Êxodo (14:22); ressuscitar o morto – 1 Reis (17:22), 2 Reis (4:34, 13:21); curar o cego e os leprosos – 2 Reis (5:14, 6:17, 6:20); multiplicação de alimentos – 2 Reis (4:17, 4:43-44); expulsar demônios – Mateus (12:27), Marcos (9:38), Lucas (11:19)). É claro que os apóstolos sabiam que esses milagres foram alcançados somente pelo poder de Deus.

“Varão aprovado por Deus entre vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós...” Atos 2:22

E os que foram curados também entenderam isso e glorificaram e louvaram Deus (Mateus 15:31, Lucas 13:13, 17:15 e Atos 4:21). O próprio Jesus suplica a Deus antes de ressuscitou Lázaro implorando a Deus para fazer disso um sinal para as pessoas “para que possam acreditar que Tu (Deus) me enviaste.” (João 11:42) Jesus (que a paz esteja sobre ele) diz a seus seguidores que se tivessem fé poderiam fazer o que ele fazia (Mateus 21:18-22), que outros seriam capazes de fazer “obras maiores que essas” (João 14:12) e alerta que até mesmo “os falsos cristos e falsos profetas surgiriam e fariam grandes sinais e maravilhas.” (Mateus 24:24)

Também foi necessário refletir sobre por que, no Cristianismo, Jesus (que a paz esteja sobre dele) deve ser divino.  Por que deve haver a deificação de qualquer homem? O Cristianismo majoritário ensina que Jesus deve ser divino se a morte dele deve ser suficiente para a redenção dos pecados de todos os homens.  Então, tive que perguntar: Deus morreu? Não, foi a resposta que ouvi.  Somente o homem Jesus morreu.  Por que então a morte de qualquer homem não é suficiente? O Cristianismo ensina que todos os homens são imperfeitos porque herdam o pecado do pai Adão, mas Jesus era livre dessa mancha do pecado porque não tinha pai.  Quanto mais profundamente analisava esses argumentos, mais eles me intrigavam.

Jesus (que a paz esteja sobre ele) não nasceu de uma mulher? Maria não descendia de Adão e Eva, sendo que ambos pecaram perante seu Senhor? Acreditar no conceito de pecado original, que foi passado de geração em geração, é acreditar que Adão e Eva pecaram e nunca foram completamente perdoados.  Como um Deus justo e amoroso me responsabilizaria por iniquidades que nunca cometi? Como um Deus compassivo e misericordioso me responsabilizaria por agressões que não tinha o poder de prevenir ou suprimir?

Não encontrei que Jesus (que a paz esteja sobre ele) ou qualquer dos profetas que o precederam na Bíblia ensinaram esse conceito de pecado original.  Jesus (que a paz esteja sobre ele) ensinou a natureza pura da criança.  “Deixai vir a mim os pequeninos… porque dos tais é o reino de Deus.” (Marcos 10:14) Os caminhos de Deus são justos.  “Sendo, pois, o homem justo, e praticando juízo e justiça...o tal justo certamente viverá...E se ele gerar um filho ladrão, derramador de sangue...Não viverá. Todas estas abominações ele fez, certamente morrerá...o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho.”(Ezequiel 18:5-20).

“Cada qual morrerá por seu próprio pecado.” (Jeremias 31:30)

Por que as afirmações de Deus “visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração” encontradas em Êxodo (20:5) e Deuteronômio (5:9) devem ser tomadas literalmente, quando existem muitos versos que os contradizem, como

Deuteronômio 24:16: “Não se farão morrer os pais pelos filhos, nem os filhos pelos pais; cada qual morrerá pelo seu próprio pecado.”

Foi muito interessante para mim aprender que no Islã a culpa da tentação de Adão não é colocada sobre Eva.  O Islã ensina que ambos, Adão e Eva, foram induzidos por Satanás e pecaram.  Então, clamaram:  “Senhor nosso! Nós mesmos nos condenamos e, se não nos perdoares e Te apiedares de nós, seremos desventurados.” (Alcorão 7:23) E seu Senhor os perdoou. (Alcorão 2:37)[1] Deus diz ao muçulmano:

“Nenhuma alma peca exceto contra si mesma, e nenhuma alma pecadora arca com o pecado de outra.” (Alcorão 6:164)

Nas epístolas do Novo Testamento, entretanto, uma nova doutrina toma forma, a doutrina de que Jesus (que a paz esteja sobre ele) ofereceu-se como “oferta e sacrifício físicos a Deus” (Efésios 5:2) e que não é meramente a misericórdia de Deus, mas “o sangue de Jesus...que nos purifica de todos os pecados” (1 João 1:7). E que “sem derramamento de sangue não existe perdão de pecados.” (Hebreus 9:22) Não consigo me conformar com essa doutrina por várias razões, principalmente porque essa doutrina de expiação pelo sangue é pagã em sua natureza e não pode coincidir com um Deus que é ao mesmo tempo Todo-Poderoso (ou seja, capaz de perdoar quem quiser) e Amoroso.  Jesus (que a paz esteja sobre ele) falou sobre si mesmo como “o pão da vida” em uma parábola na qual se compara com o maná enviado dos céus para Moisés, dizendo: “Aquele que comer de minha carne e beber de meu sangue...viverá para sempre.”  Mas Jesus (que a paz esteja sobre ele) prossegue explicando que não fala de corpo físico.  “As palavras que vos falo são espírito e vida.” (João 6:48-63) Comecei a sentir que talvez os muçulmanos estivessem corretos em dizer que o Cristianismo moderno é uma religião sobre Jesus e o Islã é a verdadeira religião de Jesus.

A doutrina de expiação pelo sangue era o evangelho de Paulo (2 Timóteo 2:8), um evangelho sobre o qual ele diz: “Não o recebi de homem, nem me foi ensinado, mas veio (a mim) através de revelação.” (Gálatas 1:12) Paulo nunca encontrou Jesus (que a paz esteja sobre ele) nem estudou sob os discípulos de Jesus.  Diz: “...não consultei a carne nem o sangue, nem tornei a Jerusalém, a ter com os que já antes de mim eram apóstolos, mas parti para a Arábia. Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro, e fiquei com ele quinze dias. E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor. E não era conhecido de vista das igrejas da Judéia. Depois, passados catorze anos, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé...” (Gálatas 1:16-2:1)

Quanto mais lia sobre a igreja primitiva dos estudiosos da Bíblia, mais confuso isso ficava para mim.  Paulo saiu para pregar seu evangelho de Jesus (que a paz esteja sobre ele) entre os gentios.  Atraiu um grande número de seguidores e seus próprios apóstolos.  A pregação de Paulo não era a mesma pregação aos cristãos de origem judaica, os seguidores e discípulos originais de Jesus (que a paz esteja sobre ele) e isso causou uma grande divisão na igreja primitiva.  O povo dizia: “Pertenço a Paulo” ou “pertenço a Apolo” ou ainda, “pertenço a Pedro” (1 Coríntios 1:12). Paulo finalmente separou-se dos discípulos de Pedro, Barnabé e dos seguidores de Tiago, irmão de Jesus, acusando-os de “não serem diretos sobre a verdade” e de terem “agido de forma insincera.” (Gálatas 2:13-14) Paulo repreende os coríntios por ouvirem os outros evangelhos de Jesus (que a paz esteja sobre ele) (2 Coríntios 11:4) e fala sobre si mesmo: “Porque penso que em nada fui inferior aos mais excelentes apóstolos.” (2 Coríntios 11:5)

Aprender algo da história do Cristianismo nos primeiros séculos foi surpreendente e abriu meus olhos.  Não houve consenso da doutrina essencial no início.  Teorias intermináveis foram discutidas para definir a natureza de Jesus (que a paz esteja sobre ele), propondo de tudo desde um Jesus exclusivamente humano a um Jesus exclusivamente divino, até uma possível combinação intermediária.  A religião foi sendo construída ao redor da personalidade de Jesus (que a paz esteja sobre ele) e sem um “livro” para orientação, cada vez mais atributos foram adicionados à reputação de Jesus.  A influência das sociedades pagãs existentes sobre a nova fé foi profunda, especialmente dos cultos de adoração ao sol de Roma, Pérsia, Grécia, Babilônia e Egito.  O imperador de Roma foi considerado a manifestação do deus Sol na terra.  No fim, a igreja adotou o dia do Sol romano (domingo) como o shabat cristão.  Vinte e cinco de dezembro, o aniversário tradicional do deus Sol tornou-se o aniversário de Jesus.  O símbolo da cruz tornou-se o símbolo do Cristianismo.  A cruz tinha sido por muito tempo um símbolo de redenção entre os pagãos e a “cruz de luz” também era o emblema do deus Sol.  A doutrina da trindade cristã desenvolveu-se nessa época.  As trindades sagradas são encontradas em muitos dos cultos da época entre os babilônios, hindus, romanos, persas, egípcios e caldeus.  No final do segundo século, a palavra “trindade” começa a aparecer nos escritos cristãos.  A trindade, como aprovada pelo concílio das igrejas em 431 EC, incluía Maria, a mãe de Jesus, mas ela foi substituída posteriormente pelo Espírito Santo porque alguns teólogos tinham dificuldade com o conceito de “mãe de Deus.”

Outro assunto que foi de grande interesse para mim foi a reivindicação islâmica de que a própria Bíblia previu a vinda do profeta Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele.

“...o Profeta iletrado, o qual encontram mencionado em sua Tora e no Evangelho…” (Alcorão 7:157)



Footnotes:

[1] “Adão obteve do seu Senhor algumas palavras de inspiração, e Ele o perdoou, porque é o Remissório, o Misericordioso.” (Alcorão 2:37)

 

 

Oum Abdulaziz, Ex-Cristã, EUA (parte 3 de 4): A Bíblia Cristã

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Descrição: A leitura detalhada da Bíblia cristã revelou “uma visão de segunda geração de Jesus Cristo.”

  • Por Oum Abdulaziz
  • Publicado em 17 Dec 2012
  • Última modificação em 17 Dec 2012
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Finalmente, em minha investigação, também ficou claro que devia me perguntar sobre a história e confiabilidade da Bíblia.  Comecei a pesquisar não apenas a mensagem da Bíblia, mas também perguntei a mim mesma “o que é a Bíblia?”  A maioria dos cristãos responderá que “a Bíblia é a Palavra de Deus.” Naturalmente, precisava justificar minha fé nessa escritura sendo “a Palavra de Deus.” Para mostrar que a Bíblia é a “Palavra de Deus” é necessário mostrar que as palavras de Deus foram ditadas ao homem para serem escritas por mãos humanas, e que o livro conhecido hoje como a Bíblia é um conglomerado dessas palavras de Deus.  Descobri que muitos cristãos, incluindo eu, acreditavam que a Bíblia é a “Palavra de Deus” porque tem sido tradicionalmente aceita como tal.  Então, tive que perguntar: “Quando essa tradição começou?”  A própria Bíblia diz: “Examinai tudo. Retende o bem.”

 (1 Tessalonicenses 5:21) O próprio Jesus alerta contra seguir o que é feito pelo homem, ao invés do que é dado por Deus quando cita do profeta Isaías: “Deus diz: mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.”

 (Mateus 15:9)

Comecei a examinar os homens cujas mãos escreveram essas “Palavras de Deus.” Em muitos casos, a autoria dos livros da Bíblia não é conhecida de forma definitiva.  Refiro-me especialmente a todos os livros do Velho Testamento e alguns dos livros do Novo Testamento, incluindo os Evangelhos, Hebreus, as cartas de João e Apocalipse.  Quando a autoria é desconhecida ou duvidosa, torna-se impossível julgar a integridade do autor ou do livro como sendo de revelação divina.  A maioria dos estudiosos acredita que todo o Velho Testamento tenha sido reescrito depois que o rei Nabucodonosor da Babilônia conquistou e queimou Jerusalém.

Segundo, ao ler a Bíblia encontram-se muitos erros e contradições.  [Para alguns exemplos ver versos: João 1:29 e Mateus 11:3; Mateus 21:2-7 e Marcos 11:2-7; Mateus 27:28 e Marcos 15:17; Mateus 27:55, Lucas 23:49 e João 19:25; Marcos 15:32 e Lucas 23:39-43; Atos 9:7 e Atos 22:9; Mateus 10:2-5 e Lucas 6:13-16; João 20:9 e Lucas 24:6-7; Marcos 2:25-26 e 1 Samuel 21: 1-6; João 3:13 e 2 Reis 2:11-12 e Hebreus 11:5; João 5:31 e João 8:14; Mateus 27:5 e Atos 1:18; Mateus 1:2-16 e Lucas 3:23-38; e Samuel 24:1 e 1 Crônicas 21:1; 1 Reis 7:26 e 2 Crônicas 4:5, para 100% de plágio ver 2 Reis 19 e Isaías 37.] As “Palavras” de Deus podem ter erro?  Certamente não! Uma revelação verdadeira de Deus é livre de todo erro.  Erros só podem indicar manipulações feitas pelo homem.  Na Bíblia encontra-se os profetas de Deus degradados por atos de idolatria, incesto, assassinato, adultério, etc. [2 Samuel 11:2-27, Isaías 20:2-3, Gênesis 19:30-38, 1 Reis 11, Juízes 16:1, Gênesis 32:25-30, Ezequiel 4]  Não é mais provável que Deus tenha escolhido homens de caráter excepcional para transmitir Suas mensagens?

Terceiro, uma vez que muitos cristãos afirmam que sua crença é baseada nas supostas palavras do próprio Jesus, que a paz esteja sobre ele, é importante notar que os evangelhos sinóticos não foram escritos por testemunhas oculares dos eventos que descrevem, mas retratam “uma visão de segunda geração de Jesus Cristo” (comentário da Bíblia cristã).  Também não existe registro dos ditos de Jesus (que a paz esteja sobre ele) em seu idioma original, a língua que Jesus (que a paz esteja sobre ele) falava.

Quarto, sobre as epístolas do Novo Testamento tive que me perguntar: o que torna a biografia de um homem contada por outro homem ou as cartas de um pastor para suas congregações as “Palavras de Deus”?  Pode-se responder que escreveram inspirados pelo Espírito Santo, mas quando lemos no Novo Testamento que muitos dos apóstolos ficavam cheios do Espírito Santo e então pregavam.  Isso torna todas as palavras que pregaram “Palavras de Deus”?  Quando um pastor hoje está cheio do Espírito Santo e escreve cartas para sua congregação, suas cartas devem ser consideradas as “Palavras de Deus?”

Quanto mais aprendia sobre a Bíblia, mais sabia que não podia considerá-la a Palavra inalterada de Deus.  Ainda assim, o Islã indiretamente afirmava que o que tinha sido mudado na Bíblia era menos do que o que não havia sido mudado.  O Alcorão lança descrédito sobre o “Povo do Livro”, os judeus e cristãos, por não seguirem e mudarem os significados de suas escrituras.  Tornou-se razoável e apropriado perguntar se a escritura muçulmana era melhor.  Examinei o Alcorão Sagrado da mesma forma que examinei a Bíblia.

 

 

Oum Abdulaziz, Ex-Cristã, EUA (parte 4 de 4): Conversão do Cristianismo ao Islã

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Descrição: Encontrou paz interior com a compreensão verdadeira da natureza de Deus através de uma religião não corrompida: o Islã.

  • Por Oum Abdulaziz
  • Publicado em 17 Dec 2012
  • Última modificação em 16 Dec 2012
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Realmente, estou em dívida com todos que me perguntaram por que sou muçulmana hoje, porque escrever essa resposta encorajou-me a reler a Bíblia (depois de todos esses anos) e esclareceu-me mais uma vez, em minha própria mente, os muitos argumentos que encontrei inicialmente e as razões pelas quais finalmente abracei o Islã.  Ao ler a Bíblia hoje, como muçulmana, estou surpresa pelo que encontrei nela.  Estou certa de que tinha lido cada verso na Bíblia como cristã e, ainda assim, como nunca ouvi sua mensagem completa?

Tinha sido uma cristã “renascida”.  Em uma noite carregada de emoções e de muitas lágrimas senti que o Espírito Santo tinha me despertado.  Fui salva e batizada e, por anos, frequentei os serviços da igreja várias vezes por semana.  Queria aumentar minha fé.  Tinha tantas perguntas, mas uma vez que se ultrapassa aquela experiência de salvação onde se encontra as respostas?  Cada seita e denominação ensina algo diferente.  Qual era a correta?  Ouvi muitos ensinamentos diferentes; a maioria soava bem para mim, mas quando perguntava onde na Bíblia encontrava aqueles ensinamentos, raramente recebia respostas suficientes.

De parentes, amigos e vizinhos aprendi um pouco sobre vários grupos cristãos diferentes.  Também conheci alguns judeus e ateus.  Através de amigos, fui atraída para a igreja católica.  Sua reputação como a igreja “mais antiga” e “original” teve um apelo em mim, junto com os ensinamentos (talvez não ortodoxos) de alguns padres de que Deus é diferente para cada um (ou, em outras palavras, Deus é para você o que quiser que Ele seja).  Disseram-me que podia ser católica sem ter que acreditar em tudo que vinha de Roma.

Os católicos não tinham as experiências de salvação que tinha testemunhado entre os cristãos renascidos.  Ainda assim, aparentemente tinham seus próprios “milagres”.  Um grupo tinha viajado para a Iugoslávia onde vários jovens estavam tendo visões periódicas da Virgem Maria.  Durante a viagem, os elos de metal nos rosários de uma mulher religiosa de nossa igreja tinha se transformado em ouro puro e um apresentador protestante que viajava com eles para cobrir a história tinha testemunhado a estátua da Virgem Maria chorar.

Em visitas aos meus tios frequentei sua igreja pentecostal.  Lá testemunhei meus parentes e os demais frequentadores “falarem em línguas.”  Estavam literalmente, fisicamente “tomados pelo Espírito Santo” pregando e gritando em alguma língua ininteligível, em uma voz que não era deles.  Para eles era uma experiência muito pessoal e única.  Admirava seus altos padrões morais.

Também tinha ouvido sobre grupos nova era que tinham experiências “fora do corpo”, “transcendendo” seus corpos físicos para unirem-se a “Deus” (se acreditavam em Deus) ou à “Luz” ou “Paz”.  Vários livros novos sobre experiências em transcendentalismo tornou esse assunto popular nas conversas.

Nessa época conheci alguns muçulmanos pela primeira vez em minha vida.  Ouvi deles histórias sobre vitórias milagrosas de combatentes afegãos mal armados tinham superado seus opressores soviéticos.  As histórias vindas do Afeganistão eram incríveis e sobrenaturais.  Não sabia se podia acreditar em tudo, mas sabia que era verdade que com perda mínima de vidas do lado deles os afegãos estavam expulsando o exército soviético de seu território, para estabelecer um país “islâmico”.

Questionava tudo isso.  Como pessoas de fés diferentes e conflitantes estavam todas recebendo esses sinais?  Deus pode dizer a cada um deles que estão seguindo o caminho certo?

Hoje, como muçulmana não tenho que viver em dúvida ou confusão.  Sei que os poderes do bem e do mal são capazes de realizar maravilhas “sobrenaturais”.  (A Bíblia diz o mesmo também – Mateus 24:24). Experiências com bons e maus espíritos, demônios, demoníacas, etc., (todos chamados pelos muçulmanos de ‘jinns”) são reais.  O Jinn é outro tipo de criação com livre arbítrio como o homem.  O Islã ensina que Satanás é um dos jinns, não um anjo caído como afirmado pelos cristãos.  (De acordo com o Islã, os anjos não têm livre arbítrio para desobedecer A Deus.) Alguns cristãos negam a existência dos jinns, embora sejam mencionados repetidamente na Bíblia.  (Mateus 4:24, 7:22, 8:28-33, 11:18, 12:28, 17:18; Marcos 1:34; I Timóteo 4:1; Tiago 2:19; Apocalipse 18:2) Seus “poderes” são reais e foram descritos para nós no Alcorão como sendo capazes até de “sussurrar” em nossos corações. (Alcorão 114:1-6) Mas Deus criou nossas almas na melhor proporção possível, inspirando-as com conhecimento Dele e do bem e do mal.  Deus também nos dotou de intelecto como a confirmação de fé, e a fé verdadeira está em paz tanto com a nossa natureza inata quanto com nosso intelecto.

Pela graça de Deus (exaltado seja Ele), o Islã tinha conquistado meu coração e minha mente.  Assim que reconheci os erros fundamentais de meu caminho anterior e reconheci a verdade absoluta do Islã, sabia que precisava fazer grandes mudanças em minha vida.  Para tornar minha fé aceitável para Deus, sabia que tinha que vivenciá-la.  Tinha que permitir que as convicções de meu coração governassem as ações do meu corpo.  Não podia mais negar que minha vida, minha saúde e tudo o mais vieram a mim somente pela graça de Deus.  Também não podia mais permitir-me associar nada ou ninguém com Deus em Sua divindade.  Com minha amiga muçulmana especial, também fui à mesquita (casa de adoração muçulmana) local para fazer uma confissão oral e pública de minha convicção de que só há um Deus, Allah, e ninguém é merecedor de adoração exceto Ele e que Muhammad é Seu servo e mensageiro (que a paz esteja sobre ele).

Ironicamente minha escolha de vestimenta islâmica – a coisa que imediatamente diz aos outros americanos que sou “diferente” – não devia ser estranha para todos os cristãos.  O Novo Testamento ensina que:

“… as mulheres se ataviem com traje decoroso, com modéstia e sobriedade, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos custosos.” (1 Timóteo 2:9)

Também as instrui a cobrir seus cabelos. 

“E toda mulher que ora ou profetiza, não tendo coberta a cabeça, falta ao respeito ao seu senhor, porque é como se estivesse rapada. Se uma mulher não se cobre com um véu, então corte o cabelo. Ora, se é vergonhoso para a mulher ter os cabelos cortados ou a cabeça rapada, então que se cubra com um véu.” (1 Coríntios 11:5-6)

Havia uma tradição de usar o véu entre judias também.

Como convertida ao Islã, ao invés de achá-lo opressivo, descobri que o hijab é liberador.  Sinto um senso de respeito muito maior ao deixar minha casa usando o hijab do que em minha vestimenta pré-islâmica.  O hijab liberta as mulheres dos limites da sociedade não islâmica, em que seu “valor” é determinado basicamente por sua aparência física.  Claro, existem outras razões por que continuo a colocar minha fé no Islã.  Quanto mais aprendo sobre o Islã e outras crenças, mais certa estou de que tomei a decisão certa ao seguir o Islã.  Oro que Deus concederá Sua misericórdia a mim, perdoará minhas faltas, aumentará minha fé e me manterá longe da tentação.  Encorajo você a ler o Alcorão e buscar a verdade por si mesmo.

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