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Coesão Social no Islã (parte 1 de 3): Vínculos de Fé

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Descrição: Estabelecimento da base para coesão dentro da sociedade.

  • Por Jamaal al-Din Zarabozo (© 2011 IslamReligion.com)
  • Publicado em 25 Jul 2011
  • Última modificação em 05 Feb 2017
  • Impresso: 133
  • Visualizado: 11623 (média diária: 4)
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As sociedades são compostas de indivíduos diferentes que variam em raça, etnia e religião.  Hoje existe muita conversa sobre sociedades pluralistas e como a coesão social pode ser promovida nessas sociedades.  A abordagem do Islã nessa questão é única.  No processo, cria o vínculo mais forte possível.

Antes de entrar em uma descrição do vínculo mais forte, é importante notar que o Islã ataca a principal raiz da desunião social: racismo e preconceito.  Podem-se aprovar quantas leis quiser, mas enquanto a doença está enraizada no coração, nunca pode haver verdadeira coesão social.  Nada chama mais atenção para esse fato do que os debates em andamento na Europa e EUA sobre imigração.  O ódio aos “estrangeiros”, mesmo aqueles que são membros plenos e cidadãos da sociedade, sempre impedirá a verdadeira coesão social.

O Islã varreu essa doença com um versículo que indica onde reside o verdadeiro valor de uma pessoa: Deus disse:

“Ó humanos! Nós vos criamos de um homem e de uma mulher, e vos fizemos como nações e tribos, de modo que vos conheçais uns aos outros. Sabei que o mais honrado, dentre vós, ante Deus, é o mais temente. Verdadeiramente, Deus é Onisciente, Conhecedor.” (Alcorão 49:13)

Assim, raça e etnia não devem ter qualquer efeito em relação à coesão social aos olhos de um muçulmano.  Existe, entretanto, uma diferença que o Islã leva em consideração: a diferença de fé e religião.  Por essa razão, essa discussão sobre coesão social focará na coesão social no contexto de uma sociedade pluralista com respeito à religião.

O Vínculo de Fé

Se perguntássemos a muitos hoje qual o vínculo mais forte que pode existir entre as pessoas, a maioria provavelmente responderia algo como relação de sangue, origem étnica, nacionalidade e assim por diante.  Na verdade o Alcorão mostra que esses tipos de vínculos não são tão fortes se as bases por trás dele são fracas.  No Alcorão Deus dá os exemplos de Caim e Abel, que eram irmãos e ainda assim um matou o outro e também o exemplo dos irmãos de José, que o jogaram em um poço.  Eram todos parentes de sangue e, entretanto, colocaram esse mundo acima de sua relação com outros.  Isso ocorre hoje em todo o mundo.  Os laços entre as pessoas são subservientes aos seus desejos, objetivos e necessidades desse mundo.  Muitos indivíduos rápida e facilmente estão dispostos a abrir mão de seu próprio sangue para seguir nesse mundo ou obter algo que queiram nesse mundo.

Tudo isso demonstra uma coisa: quando os laços entre as pessoas são baseados em considerações mundanas, mesmo se forem originalmente ligados pelo sangue, esses laços são deixados de lado quando as considerações mundanas exigem.   Sendo assim, não são os laços mais fortes que podem ser construídos entre as pessoas.  Os laços mais fortes que podem ser alcançados entre pessoas são os laços do Islã e da verdadeira fé.  Esses são laços forjados entre pessoas que resultam unicamente de sua crença em Deus e seu amor por Ele.  Isso foi claramente destacado por Deus no Alcorão, quando Deus declarou:

“E foi Quem conciliou os seus corações. E ainda que tivesses despendido tudo quanto há na terra, não terias conseguido conciliar os seus corações; porém, Deus o conseguiu, porque é Poderoso, Prudentíssimo.” (Alcorão 8:63)

Deus também diz:

“E apegai-vos, todos, ao vínculo com Deus e não vos dividais; recorda-vos das mercês de Deus para convosco, porquanto éreis adversários mútuos e Ele conciliou os vossos corações e, mercê de Sua graça, vos convertestes em verdadeiros irmãos; e quando estivestes à beira do abismo infernal, (Deus) dele vos salvou. Assim, Deus vos elucida os Seus versículos, para que vos ilumineis.” (Alcorão 3:103)

O Alcorão e a Sunnah mostram que o vínculo de fé é o mais forte de todos os vínculos.  Representa humanos de todo o mundo que se reúnem para somente um propósito: estabelecer a adoração a Deus somente.  Para alcançar esse objetivo, os muçulmanos trabalham juntos e se ajudam em compaixão, misericórdia e amor.

Existem na verdade vários textos do Alcorão e hadith que demonstram sem qualquer dúvida que os muçulmanos pertencem a uma fraternidade internacional e universal.[1] Em nome da brevidade, apenas uns poucos exemplos desses textos serão apresentados aqui:

Deus diz:

“Os crentes e as crentes são auliyaa (protetores) uns dos outros; recomendam o bem, proíbem o ilícito, praticam a oração, pagam o zakat, e obedecem a Deus e ao Seu Mensageiro. Deus Se compadecerá deles, porque Deus é Poderoso, Prudentíssimo.” (Alcorão 9:71)

Outro versículo diz:

“Os crentes são irmãos uns dos outros...”  (Alcorão 49:10)

Deus também diz:

“Muhammad é o Mensageiro de Deus, e aqueles que estão com ele são severos para com os descrentes, porém compassivos entre si.”  (Alcorão (48:29)

O Profeta, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, afirmou:

“O crente em relação a outro crente é como um edifício, uma parte fortalecendo a outra.” (Saheeh Al-Bukhari, Saheeh Muslim)

Outro hadith afirma:

“A parábola dos crentes em relação a seu amor, misericórdia e compaixão por outro é como o corpo: se um dos membros está ferido, todo o restante do corpo sofre com insônia e febre.” (Saheeh Muslim)

Mas essa grande irmandade do Islã não é algo simplesmente teórico. É, de fato, bem definida e apoiada por orientação prática.[2]  Tem certos componentes básicos e direitos e obrigações específicos determinados no Alcorão e na Sunnah.  Esses direitos e obrigações são devidos a todo muçulmano, de qualquer época e lugar.



Footnotes:

[1] É importante perceber que essa fraternidade é fundada sobre uma crença comum. De fato, relações de sangue chegam ao fim por causa de diferenças na religião. Deus diz sobre Noé e seu filho: “E Noé clamou ao seu Senhor, dizendo: Ó Senhor meu, meu filho é da minha família; e Tua promessa é verdadeira, pois Tu és o mais equânime dos juízes! Respondeu-lhe: Ó Noé, em verdade ele não é da tua família, porque sua conduta é injusta;” (Alcorão 11:45-46).  Assim, não-muçulmanos ficam de fora dessa fraternidade. São mais do que bem-vindos a se unirem a essa fraternidade abraçando o Islã, já que essa fraternidade não é baseada em raça, etnia ou nacionalidade.  De outra forma, por sua própria escolha de religião e crença optaram por permanecer fora dessa fraternidade. Como será discutido mais adiante, o muçulmano tem obrigações em relação a esses não-muçulmanos.

[2] É uma grande bênção que no Islã se encontre ensinamentos detalhados que resultam nos objetivos desejados enquanto que, ao mesmo tempo, são extremamente práticos e consistentes com a natureza humana.  A falta desses ensinamentos é um dos grandes dilemas enfrentados pelo Cristianismo.  Com relação à coesão social, os grandes ensinamentos encontrados no Novo Testamento são conhecidos como os “ditos duros” de Jesus. São os seguintes: “Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes. Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.” (Mateus 5:38-48). (Note que os muçulmanos estão bem cientes do fato de que as palavras de Jesus não foram preservadas de forma adequada e, consequentemente, ninguém pode argumentar que verdadeiramente essas foram suas palavras). Os próprios sábios cristãos estão perplexos. Como ensinamentos tão obviamente impossíveis ou impraticáveis podem ser aplicados? Apenas um exemplo de uma discussão dessas palavras será suficiente para mostrar o quão desconcertantes elas são: “[Para interpretar essas palavras o modelo apresentado por Joaquim Jeremias é simples, representativo e de influência contínua. De acordo com esse modelo, o sermão geralmente é visto em uma das três maneiras: (1) como um código perfeccionista, totalmente de acordo com o legalismo do Judaísmo rabínico; (2) como um ideal impossível, para levar o crente primeiro ao desespero e então a confiar na misericórdia de Deus, ou (3) como uma “ética interina”, para uma expectativa de um breve período de tempo de espera no fim dos tempos e que é agora obsoleto. Jeremias acrescenta sua própria quarta tese: o sermão é uma descrição indicativa da vida inicial no reino de Deus, que pressupõe como sua condição de possibilidade a experiência de conversão. Esquematizações mais complexas ou abrangentes foram oferecidas, mas a maioria dos intérpretes podem ser entendidos em relação às opções apresentadas por Jeremias.” Lisa Sowle Cahill, Love Your Enemies: Discipleship, Pacifism, and Just War Theory (Ame Seus Inimigos: Discipulado, Pacifismo e Teoria da Guerra Justa, em tradução livre) (Minneapolis, MN: Fortress Press, 1994), p. 27.

 

 

 

Coesão Social no Islã (parte 2 de 3): Fraternidade Islâmica

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Descrição: Os aspectos necessários de fraternidade e os vários meios práticos estabelecidos pelo Islã para alcançar essa fraternidade em sociedade.

  • Por Jamaal al-Din Zarabozo (© 2011 IslamReligion.com)
  • Publicado em 25 Jul 2011
  • Última modificação em 25 Jul 2011
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Um dos aspectos necessários dessa fraternidade é amor.  Ou seja, é uma obrigação de todos os muçulmanos amarem seus irmãos muçulmanos.  De fato, devem amá-los de uma forma semelhante à que amam a si mesmos.  Como o Profeta, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, afirmou:

“Nenhum de vocês verdadeiramente crê até que ame para o seu irmão o que ama para si mesmo.” (Saheeh Al-Bukhari, Saheeh Muslim)

Um segundo aspecto necessário dessa fraternidade é apoio, ajuda e assistência mútuos.  Quando seu irmão está sendo oprimido ou injustiçado, oferece ajuda e assistência com sua riqueza e alma, se possível.  Isso é descrito, por exemplo, nos versículos que se seguem:

“E o que vos impede de combater pela causa de Deus e dos indefesos, homens, mulheres e crianças? que dizem: Ó Senhor nosso, tira-nos desta cidade (Makka), cujos habitantes são opressores. Designa-nos, de Tua parte, um protetor e um socorredor.” (Alcorão 4:75)

Um terceiro aspecto essencial dessa fraternidade islâmica é misericórdia e ternura entre os crentes.  Vai além do simples amor, mas significa que cada irmão sente em seu coração o que seu irmão está passando.  O profeta descreveu os muçulmanos da seguinte forma:

“A semelhança dos crentes relação a seu amor mútuo e afeição é como o corpo: se um dos membros está ferido, todo o restante do corpo sofre com insônia e febre.” (Saheeh Muslim)

Um componente final necessário de nossa fraternidade são atos comuns de cortesia.   A verdadeira fraternidade tem que ser colocada em prática e não pode ser simplesmente de boca para fora.  Um aspecto belo e surpreendente do Islã é que não trata de assuntos a nível hipotético para que cada indivíduo tente entender como os objetivos podem ser alcançados.  Assim, por exemplo, o profeta detalhou atos específicos que se tem o direito de esperar de um irmão e que também devem ser executados em relação a um irmão.  Sendo assim, entre esses atos obrigatórios comuns de cortesia estão seis mencionados pelo profeta:

“Seis são os direitos de um muçulmano sobre outro muçulmano... Quando encontrá-lo, ofereça saudações; quando ele o convidar para jejuar, aceite; quando pedir seu conselho sincero, dê; quando espirrar e disser ‘alhamdulillah’, diga ‘que Deus lhe mostre misericórdia’; quando ficar doente, visite-o; e quando morrer, siga seu cortejo fúnebre.” (Saheeh Muslim)

Além dessas seis práticas bem conhecidas, a lei islâmica orienta os muçulmanos para muitas outras práticas para ajudar a gerar amor e proximidade entre os crentes, que é o objetivo óbvio da lei em si.  Então, por exemplo, se um muçulmano ama outro muçulmano em nome de Deus, deve informar o outro indivíduo desse sentimento.  O profeta explicou a razão para fazer isso quando disse:

“Se um de vocês ama seu irmão em nome de Deus, ele deve ser informado porque isso tornará o vínculo mais duradouro e o amor mais confirmado.”[1]

O Profeta também disse:

“Por Aquele em Cujas mãos está minha alma, vocês não entrarão no paraíso até que creiam. E não crerão até que amem uns aos outros. Certamente, deixem-me informá-los do que estabelecerá tal coisa: propagar a paz entre vocês.” (Saheeh Muslim)

Esse hadith pode significar a propagação de saudações de paz ou fazer ações que tragam a paz e proximidade.

O profeta também destacou a importância de presentear uns aos outros.  Ele disse:

“Troquem presentes e se amarão mutuamente.” (As-Suyooti)

O profeta também encorajou os muçulmanos a se visitarem.  Ele afirmou:

“Visitem-se ocasionalmente e o amor [entre vocês] aumentará.” (al-Tabaraani)

Além desses atos positivos, quando se evita atos proibidos os resultados também serão positivos para as relações interpessoais.  Em outras palavras, quando se evita calúnia, difamação, mentiras, traição, espionar e assim por diante, só o bem resultará de se esquivar dessas más práticas que o Islã claramente proibiu.

Pode-se concluir que a coesão social entre muçulmanos é definitivamente um dos objetivos mais buscados no Islã.  Além disso, etapas práticas são estabelecidas para assegurar que esse objetivo será alcançado.



Footnotes:

[1] Registrado por ibn Abi Dunya em Kitaab al-Ikhwaan.

 

 

Coesão Social no Islã (parte 3 de 3): Muçulmanos e Não-Muçulmanos

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Descrição: Os meios através dos quais a coesão pode ser alcançada em uma sociedade pluralista, na qual as diferenças de crença podem levar a conflito e hostilidade.

  • Por Jamaal al-Din Zarabozo (© 2011 IslamReligion.com)
  • Publicado em 01 Aug 2011
  • Última modificação em 01 Aug 2011
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Um Muçulmano vis-à-vis Não-Muçulmanos

Obviamente a sociedade não consistirá somente de muçulmanos.  Além disso, muçulmanos e não-muçulmanos seguem caminhos muito diferentes.  A vida de um muçulmano revolve inteiramente em torno da crença adequada em Deus.  A atitude de um muçulmano em relação ao outro é determinada pela atitude do outro em relação a Deus.  Um muçulmano não pode sentir afinidade e amor completos em relação a alguém que voltou suas costas para Deus, se recusa a se submeter a Deus ou ridiculariza a crença em Deus.  Simplesmente não é natural haver amor completo entre essas duas pessoas.[1]  Entretanto, mesmo com esse possível sentimento negativo no coração, um muçulmano deve lidar com não-muçulmano com base em princípios justos.  Isso se aplica a todos os não-muçulmanos - muitos não-muçulmanos não são antagonistas em relação aos muçulmanos enquanto que outros exibem escárnio e ódio claro e inequívoco em relação aos muçulmanos.[2]

Um dos princípios básicos de comportamento em relação a não-muçulmanos não beligerantes é encontrado nos seguintes versículos do Alcorão:

“Deus nada vos proíbe, quanto àqueles que não nos combateram pela causa da religião e não vos expulsaram dos vossos lares, nem que lideis com eles com gentileza e equidade, porque Deus aprecia os equitativos.” (Alcorão 60:8)

Uma obrigação importante em relação aos descrentes é tratamento adequado e justo.  Isso é descrito por um sábio muçulmano bem conhecido, Sheikh ibn Baaz, que disse:

“[o muçulmano] não pode cometer injustiça com outra pessoa em relação à sua vida, bens ou honra. Se o não-muçulmano for um cidadão do estado islâmico ou obteve outra proteção. Ele deve observar os direitos do outro. Não pode injustiçá-lo em relação a seus bens roubando-o, enganando-o ou trapaceando-o. Não pode feri-lo ou matá-lo. Sua proteção do estado garante sua segurança em relação a essas coisas.”[3]

Um muçulmano pode interagir com não-muçulmanos comprando, vendendo ou alugando deles, por exemplo.[4]  Mesmo a nível social pode haver interação, como se reunir para refeições e coisas do gênero.  Entretanto essas interações serão, por natureza, limitadas devido a diferenças em costumes e práticas sociais.  Talvez possamos dizer que o objetivo final do muçulmano em suas relações com não-muçulmanos é trazê-los para o Islã, abrindo assim a porta para que haja uma relação completa de amor e fraternidade entre eles.  Mesmo que o não-muçulmano seja antagonista e indelicado, o muçulmano sabe que deve repelir esse mal com bondade.  Deus diz:

“Jamais poderão equiparar-se a bondade e a maldade! Retribui (ó Muhammad) o mal da melhor forma possível, e eis que aquele que nutria inimizade por ti converter-se-á em íntimo amigo!” (Alcorão 41:34)

Em resumo, como ibn Baaz escreveu:

“É obrigatório para os muçulmanos lidar com os descrentes de uma maneira islâmica adotando comportamento adequado, desde que eles não estejam combatendo os muçulmanos.  Deve-se cumprir o acordado, não se deve enganá-los, traí-los e nem mentir para eles.  Se houver uma discussão ou debate entre eles, deve-se argumentar da melhor maneira e ser justo nas disputas.”  Isso é em obediência ao mandamento de Deus:

“E não disputeis com os adeptos do Livro (judeus e cristãos), senão da melhor forma, exceto com os iníquos, dentre eles.”  (Alcorão 29:46)

É sancionado para o muçulmano convidá-los para o bem, aconselhá-los e ser paciente com eles e, ao mesmo tempo, ser educado e um vizinho prestativo.  Isso porque Deus declarou:

“Convoca (os humanos) à senda do teu Senhor com sabedoria e uma bela exortação e dialoga com eles de maneira benevolente.”  (Alcorão 16:125)

Deus também disse:

“...falai ao próximo com doçura;...”  (Alcorão 2:83)[5]

Um Muçulmano vis-à-vis Sociedade como um Todo

Quando um muçulmano aceita viver em certa sociedade, ele está, em essência, fazendo um pacto com o país de que cumprirá as leis daquele estado.  Não tem o direito de violar as leis daquele estado simplesmente porque é muçulmano e o estado não é um estado islâmico.  Assim, todos os princípios de comportamento adequado descritos nesse capítulo se aplicam a um muçulmano onde quer que esteja vivendo.  Na maioria dos países hoje, muitas coisas consideradas legais são proibidas para um muçulmano.  Essas coisas legais um muçulmano simplesmente evita.  Também deve exigir direitos legais para se assegurar que não seja forçado a fazer nada proibido no Islã.  No geral, entretanto, deve estar entre os cidadãos cumpridores da lei.

Além disso, um muçulmano deve ser um fator positivo para qualquer sociedade em que esteja vivendo.  Deve ser um cidadão modelo de muitas maneiras.  Como descrito anteriormente, deve ser um bom vizinho.  Tem a obrigação de encorajar o que é bom e impedir o mal onde quer que esteja vivendo.  Além disso, deve evitar e se opor ao que a maioria das sociedades vê como os maiores crimes, como assassinato, roubo, extorsão e assim por diante.  Ademais, deve se manter longe do álcool ou uso de drogas, não sobrecarregando a sociedade como um todo com sua fraqueza pessoal e vícios.  Finalmente, deve ser justo em sua conduta com os outros membros da sociedade.

O Islã reconhece o fato de que é natural para um indivíduo amar seu país e ter afinidade com a terra na qual cresceu.  Quando os muçulmanos foram forçados a migrar de Meca, que estava sob controle dos politeístas, muitos deles expressaram seu amor por Meca.  Sendo assim, é natural para os muçulmanos desenvolverem amor pela terra na qual estejam, mesmo que o país não seja um estado islâmico.  Também é natural para os muçulmanos desejarem o melhor para sua terra natal.  Mas, infelizmente, sua idéia do que é o melhor pode não ser compartilhada ou apreciada por outros.  Por exemplo, os muçulmanos podem desejar ver o fim do jogo, prostituição e pornografia.  Os muçulmanos acreditam que é o melhor para todas as pessoas envolvidas, muçulmanos e não-muçulmanos também.  Entretanto, muitos não-muçulmanos não compartilharão desse sentimento.  Aí reside o X do problema.  Teoricamente falando, entretanto, em sociedades contemporâneas “livres”, isso não deve ser um problema.  Os muçulmanos devem ser capazes de se aterem aos seus valores e costumes - sem prejudicar outros - enquanto os outros seguem a cultura dominante em terras não-muçulmanas.  Se os países “livres” não estão dispostos a dar isso aos muçulmanos, significa que não estão dispostos a viver de acordo com seus próprios ideais.  Não é que os muçulmanos estejam tentando prejudicá-los. Estão simplesmente tentando ser bons cidadãos apesar de viverem um estilo de vida diferente da cultura dominante.

Conclusões

Mesmo em sociedades pluralistas os ensinamentos islâmicos contribuem para a coesão social.  Primeiro, o maior empecilho a essa coesão, racismo e preconceito, é removido.  Segundo, um amor e vínculo fortes são criados entre os de crença islâmica.  Terceiro, instruções claras e decisivas de comportamento justo e adequado são dados para tratamento com aqueles fora do vínculo de fé.  Quarto, o muçulmano entende sua responsabilidade em relação aqueles ao seu redor e, dessa forma, contribui para o bem de todos, aumentando ainda mais os bons sentimentos e coesão dentro da sociedade.



Footnotes:

[1] Esse fato é verdade para os secularistas também. Muitos no lado esquerdo da escala política sentem verdadeiro escárnio e inimizade em relação aos da direita e vice-versa.

[2] Existem momentos em que estados islâmicos podem entrar em Guerra com estados não islâmicos. Essas condições de beligerância não são incomuns na história da humanidade e não implicam necessariamente na impossibilidade de alguma cooperação no futuro. De fato, estados europeus constantemente se combateram, às vezes por centenas de anos, e ainda assim hoje todos pertencem à União Européia. Um estado de beligerância afetará a relação entre esses muçulmanos e não-muçulmanos. Entretanto, esse não é o caso normal no mundo hoje.  Assim, uma discussão daqueles casos está além do escopo desse trabalho.

[3] Ali Abu Lauz, compilador, Answers to Common Questions from New Muslims (Respostas a Perguntas
Comuns dos Novos Muçulmanos, em tradução livre) (Ann Arbor, MI: IANA, 1995), p. 30.

[4] Questões referentes aos parentes ou vizinhos não-muçulmanos já foram mencionadas.

[5] Ali Abu Lauz, Answers (Respostas), p. 42.

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