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As grandes mulheres por trás de grandes homens (parte 1 de 4): A mãe

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Descrição: Maria (Mariam) a filha de Imran e mãe de Jesus.

  • Por Aisha Stacey (© 2015 IslamReligion.com)
  • Publicado em 27 Jul 2015
  • Última modificação em 20 Jan 2019
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GreatWomenBehindGreatMen1.jpgPor trás de todo grande homem existe uma mulher. Por trás de todo homem existe uma grande mulher. Por trás de cada homem bem-sucedido existe uma mulher.  Essas são três versões diferentes de um ditado antigo, mais lembrado como um lema feminista dos anos 1960 e 1970.  Quando se pensa a respeito, soa verdadeiro.  Como respondemos quando ouvimos sobre o homem cuja mãe abriu mão de tudo para dar-lhe uma educação, a mulher que trabalhava em 3 empregos para educar os filhos e a mulher que fica em silêncio no pano de fundo enquanto o marido ascende ao poder como estadista, homem de negócios, político ou educador? Os homens vão às alturas enquanto as mulheres em suas vidas os nutrem, dão apoio e encorajam para que sejam os melhores homens que podem ser.  Até os profetas de Deus se beneficiaram do conselho sábio das mulheres em suas vidas.

Hoje começamos uma série de artigos sobre as grandes mulheres que ficaram não atrás, mas ao lado dos homens em suas vidas.  Essas grandes mulheres, de suas maneiras individuais, apoiaram e encorajaram os homens cujas vidas estavam repletas de perigos e mudanças monumentais.  Mães, esposas, filhas; a influência dessas mulheres sobre esses homens em suas vidas foi notável.  O Islã chama essas mulheres de o melhor da humanidade.

"As melhores mulheres da humanidade são quatro: Maria a filha de Imran Aasiyah a esposa do Faraó, Khadija bint Khuwaylid (a esposa do Profeta Muhammad), e Fátima, a filha de Muhammad, o Mensageiro de Deus[1]."

A chave do sucesso para qualquer mulher é viver de acordo com a orientação de Deus.  Como sabemos, essa orientação está contida e foi completada pelo Alcorão e as tradições do profeta Muhammad.  Comecemos com as mães. O Islã enfatiza seu papel importante em várias ocasiões.  O profeta Jesus, que a paz esteja sobre ele, diz: "... Ele me fez abençoado, onde quer que eu esteja, e me recomendou as orações, a caridade, enquanto eu viver. Ele me fez carinhoso com a minha mãe, e Ele não me fez insolente, infeliz." (Alcorão 19:30-32)

"Quando os anjos disseram, ‘Ó Maria! Por certo Deus te escolheu e te purificou, e te escolheu sobre todas as outras mulheres dos mundos." (Alcorão 3:42)

O genro do profeta Muhammad e companheiro próximo, Ali, disse: "Ouvi o profeta de Deus dizer que Maria, a filha de Imran, era a melhor entre as mulheres." [2]

Mariam, a palavra árabe para Maria, significa serva de Deus.  Maria, a mãe de Jesus, foi dedicada a Deus antes de nascer.  A mãe de Maria dedicou o filho ao templo e ao fazê-lo assegurou a liberdade de Maria, porque entendeu que a verdadeira liberdade só era alcançável por meio da submissão completa a Deus.

Maria cresceu tendo confiança completa em Deus e a história dela pode ser encontrada no Alcorão, particularmente nos capítulos 3 e 19.  No capítulo 5 do Alcorão Maria é chamada siddiqa (verdadeira) e a palavra árabe siddiqa implica mais que apenas falar a verdade.  Indica alguém que alcança um nível muito elevado de retidão.  Significa que é verdadeiro não somente consigo mesmo e aqueles ao seu redor, mas também com Deus.  Maria foi uma mulher que cumpriu sua aliança com Deus, a Quem ela adorava com submissão total.  Era piedosa, casta e devota; a mulher escolhida acima de todas as outras para ser a mãe de Jesus.

Depois do nascimento de Jesus, Maria enfrentou dificuldades incríveis. Embora fosse uma jovem mulher de fé, caráter e autocontrole, tente imaginar a coragem necessária para retornar para sua aldeia com um bebê nos braços. Deixou a aldeia como uma mulher jovem, não muito mais velha que uma criança, mas com uma reputação de piedade e retidão.  Retornou como uma mãe solteira de um recém-nascido. Imagine as conversas, a fofoca e as acusações. Quando as pessoas da cidade a cercaram e questionaram, ela seguiu as instruções de Deus e não falou.  O próprio Jesus, um bebê nos braços de Maria, falou, se declarando um profeta de Deus. (Alcorão 19:30)

O Islã nos conta muito pouco sobre a vida compartilhada por Jesus e sua mãe Maria. Claro, podemos depreender que Maria foi uma mulher de seu tempo. Com exceção de sua educação e possivelmente capacidade de ler, Maria teria vivido e aprendido exatamente como as outras garotas judias ao seu redor. Limpava a casa, cozinhava, costurava, caminhava até o poço para buscar água, mas acima de tudo era uma educadora. É fácil imaginar Jesus sentado em seu colo ou aos seus pés ouvindo as histórias de seu povo e suas orações. Também deve ter experimentado de perto o amor e confiança profundos que Maria em Deus. Quanto do caráter de Maria influenciou Jesus enquanto ele crescia?  Muito, é a resposta mais provável.

Quando Jesus cresceu e começou sua missão, Maria deve ter se comportado como qualquer outra mãe. Provavelmente engoliu as lágrimas e encorajou o filho a se empenhar para agradar a Deus. Maria deve ter sentido o perigo da missão de Jesus e, ainda assim, sem dúvida manteve sua confiança total em Deus e transmitiu ao filho sua sensação de contentamento com a vontade de Deus.

O papel da mãe é monumental e impressionante. Ela não só passa pelas alegrias e dificuldades da gravidez e parto, mas dedica toda sua vida a educar e cuidar de seus filhos.  É responsabilidade dela criá-las e educá-las para serem seres humanos virtuosos e piedosos.  Cozinha, limpa, alimenta e educa e também é responsável pelo seu bem-estar e saúde espiritual, emocional e física. O papel de uma mãe não termina quando o filho cresce e começa sua própria vida, mas prossegue e continua a influenciar os filhos e netos.

Na época atual, quando o papel da maternidade está sendo minado a todo o momento, as mulheres devem obter forças das grandes mulheres como Maria, a mãe de Jesus.



Notas de rodapé:

[1]Saheeh Al-Bukhari, Saheeh Muslim

[2] Saheeh Al-Bukhari

 

 

As grandes mulheres por trás de grandes homens (parte 2 de 4): A mãe adotiva

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Descrição: Assiya, a mãe adotiva de Moisés e esposa do faraó.

  • Por Aisha Stacey (© 2015 IslamReligion.com)
  • Publicado em 03 Aug 2015
  • Última modificação em 03 Aug 2015
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GreatWomenBehindGreatMen3.jpgOutra grande mulher que criou um grande homem a despeito das dificuldades e pressões que enfrentou foi Assiya.  É mais lembrada como a mulher do faraó. Entretanto, essa grande mulher também foi a mãe adotiva do profeta Moisés.

Como Maria, a mãe de Jesus, Assiya foi uma mulher escolhida por Deus para cuidar de uma criança que cresceria para se tornar um profeta de Deus.    Que qualidades Assiya tinha com as quais apoiou e influenciou Moisés?  Mais uma vez, foi sua confiança completa e total em Deus.  Como esposa do homem mais poderoso e arrogante em todo o Egito, Assiya estava cercada de luxo, riqueza e beleza, mas ainda assim foi capaz de reconhecer que sem Deus os seres humanos estão perdidos e incompletos.

"Muitos homens alcançaram o nível de perfeição, mas nenhuma mulher alcançou esse nível exceto Maria, a filha de Imran e Assiya, a esposa do faraó." [1]

Quando a mãe biológica de Moisés foi compelida por circunstâncias a colocar seu pequeno recém-nascido em uma cesta nas águas do rio Nilo, seu coração estava totalmente partido.  Mas Deus é o melhor dos planejadores.  A serva de Assiya atraiu Moisés do rio e presenteou a esposa do faraó com o pequeno pacote.  Assiya, em contraste com seu marido arrogante e orgulhoso, era uma mulher virtuosa e misericordiosa.   Deus abriu seu coração e Assiya ao olhar para o pequeno bebê se sentiu tomada de amor por ele.  Pediu ao marido para aceitá-lo na família.

"E a mulher do Faraó disse: Será meu consolo e teu. Não o mates! Talvez nos seja útil, ou o adoremos como filho. E eles de nada se aperceberam." (Alcorão 28:9)

Mais uma vez o Alcorão nos conta muito pouco sobre Assiya e menos ainda sobre a relação dela com seu filho adotivo Moisés.  Entretanto, como uma mulher de fé, ela deve ter tido influência profunda sobre seu filho adotivo.  Moisés era franco, acreditava em dizer o que pensava e em defender os membros mais fracos da sociedade.   Sempre que testemunhava opressão ou crueldade, achava impossível não intervir.  Hoje a psicologia nos diz que esse senso de justiça e a habilidade de ter empatia é aprendida em uma tenra idade.  São habilidades que geralmente não se pode adquirir mais tarde.  Assiya deve ter ajudado a instilar essas qualidades em seu filho adotivo.

Enquanto crescia Moisés foi considerado um rapaz sábio e visto como filho do faraó em todos os aspectos.  Sabemos das palavras do Alcorão que a mãe biológica de Moisés foi sua ama de leite.  Ibn Kathir acredita que a mãe biológica de Moisés viveu no palácio enquanto ela o amamentava e que enquanto ele crescia, ela recebeu o privilégio de visitá-lo.  A influência dela também deve ter desempenhado um papel na formação do caráter de Moisés.

"Restituímo-lo, assim, à mãe, para que se consolasse e não se afligisse, e para que verificasse que a promessa de Deus é verídica. Porém, a maioria o ignora." (Alcorão 28:13)

Possivelmente Moisés foi uma criança amada tanto por sua mãe verdadeira quanto por Assiya. Há pouca dúvida de que antes de ter se tornado um homem Moisés soube sobre os Filhos de Israel e a situação política no Egito.  Várias circunstâncias, cujos detalhes podem ser encontrados no Alcorão, [2] forçaram Moisés a fugir do Egito.  De filho real a criminoso comum, como Assiya deve ter se sentido?

Podemos depreender que Assiya sabia do perigo inerente de permitir que Moisés compreendesse as diferenças entre sua vida no palácio e a vida de sua família biológica em um distrito empobrecido. No fim o faraó descobriu que sua esposa estava adorando em segredo o Deus de Moisés.   Ficou indignado e enraivecido.  O faraó ameaçou e adulou sua esposa Assiya, mas o coração dela agora pertencia somente a Deus.  O faraó ofereceu à esposa uma escolha: aceitá-lo (o faraó) como seu deus ou continuar a adorar o Deus de Moisés e ser torturada até a morte.  Assiya escolheu tortura e morte e em seus últimos momentos dolorosos pode ser ouvida chamando por Deus.

‘Ó Senhor meu, constrói-me, junto a Ti, uma morada no Paraíso, e livra-me do Faraó e das suas ações, e salva-me dos iníquos!" (Alcorão 66:11)

Como cuidadora e educadora principal, a mãe tem muitas e grandes responsabilidades, a mais importante sendo a de ensinar os filhos confiados a ela por Deus.  É a mãe que ensina primeiro aos filhos como conhecer e amar a Deus.  A melhor maneira de instruir as crianças é pelo exemplo, porque estão aprendendo a partir do momento que podem interagir com seu ambiente.  Como mães, tanto Maria quanto Assiya ensinaram os meninos sob seus cuidados a ter confiança total no Único merecedor de confiança - Deus.



Notas de rodapé:

[1] Saheeh Al-Bukhari

[2]Deus menciona Moisés no Alcorão mais de 120 vezes e sua história atravessa vários capítulos.  É a história mais longa e detalhada de um profeta no Alcorão e é discutida em detalhes elaborados.  No capítulo 28 do Alcorão chamado "A Narrativa", os primeiros 45 versículos focam somente na história de Moisés.   

 

 

As grandes mulheres por trás de grandes homens (parte 3 de 4): A esposa

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Descrição: Khadija, a esposa do profeta Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele.

  • Por Aisha Stacey (© 2015 IslamReligion.com)
  • Publicado em 10 Aug 2015
  • Última modificação em 10 Aug 2015
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"Entre os Seus sinais está o de haver-vos criado companheiras da vossa mesma espécie, para que com elas convivais; e colocou amor e piedade entre vós. Por certo que nisto há sinais para os sensatos." (Alcorão 30:21)

GreatWomenBehindGreatMen3.jpgAmor e misericórdia entre seus corações é uma maneira bonita de descrever uma relação tranquila entre um homem e uma mulher. O casamento é um contrato sagrado, feito não entre um homem e uma mulher, mas entre um casal e Deus. É uma relação em que direitos e responsabilidades são claros e o propósito é agradar a Deus se empenhando para assegurar um lugar no paraíso.  Assim como as mães são capazes de exercer grande influência sobre seus filhos, as esposas também são capazes de influenciar seus maridos. Grandes mulheres que amam a Deus acima de tudo são uma misericórdia e seus maridos geralmente são grandes homens devido ao apoio inabalável que recebem de suas esposas.

O profeta Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, disse: "Os melhores dentre vós são os melhores para suas esposas." [1] Por que ele deixou isso claro em várias ocasiões? Possivelmente porque uma parceria baseada no amor e misericórdia só pode ser bem-sucedida, enquanto que uma relação baseada na dominação e desconfiança raramente tem sucesso, excesso em dores de cabeça e tristezas. Outra razão pode ser devido ao fato de que na Arábia pré-islâmica as mulheres eram tão desvalorizadas que as meninas eram enterradas vivas e as mulheres eram propriedade, como o gado.

Um dos maiores modelos para as mulheres, particularmente esposas, nasceu nesse tempo de ignorância e ainda assim foi capaz de ficar acima da discriminação ao seu redor e ter um dos casamentos mais bem sucedidos da história. Foi Khadija, a primeira e, por 25 anos, única esposa do profeta Muhammad. O que sabemos sobre Khadija que fez dela uma esposa fantástica e um exemplo incrível?   Por que consideramos Khadija, a filha de Khuwaylid, uma grande mulher ao lado de um grande homem?

"Maria, a filha de Imran, foi a melhor entre as mulheres (do mundo de seu tempo) e Khadija é a melhor entre as mulheres (dessa nação)." [2]  

Khadija tinha 40 anos e tinha enviuvado duas vezes quando se casou com Muhammad, com 25, que até aquele estágio não tinha recebido a missão profética. Ela era uma mulher de negócios bem-sucedida, rica e com uma reputação de lidar com deficientes, órfãos, viúvas e pobres com bondade e compaixão. Assim como o profeta Muhammad era conhecido como Al-Amin - o confiável - Khadija era conhecida como At-Tahira, a pura. Khadija ficou impressionada pela honestidade de Muhammad quando o empregou para negociar por ela na Síria e no retorno dele a Meca ela desafiou as convenções de sua época e propôs casamento a ele. Muhammad aceitou ansiosa e prontamente.

O Islã ensina que uma mulher deve sempre demonstrar ternura e cuidado por seu marido. Khadija amou e apoiou o profeta Muhammad durante os anos difíceis do estabelecimento do Islã. No espírito de parceria e companheirismo inerentes em um casamento islâmico verdadeiro, grandes homens e mulheres não encontram dificuldade em ajudar uns aos outros. O profeta Muhammad era conhecido por executar muitos dos afazeres domésticos como limpar e remendar roupas. Foi narrado em relação a ele: "Ele costumava manter-se ocupado nos afazeres domésticos e saía quando chegava o horário da oração."[3]

Khadija por seu lado mantinha um lar que era um refúgio dos problemas que Muhammad enfrentava todos os dias.  Também oferecia livremente seu tempo e conhecimento. Apoiava o marido com conselhos e opiniões e geralmente o ajudava de formas práticas. O Profeta Muhammad disse: "Esse mundo é feito de conveniências temporárias e o melhor conforto nesse mundo é uma mulher virtuosa."[4] (Esposa, mãe, filha)

Quando o profeta Muhammad recebeu a primeira revelação do anjo Gabriel, foi uma experiência muito assustadora. Embora fosse um hábito seu passar tempo sozinho em uma caverna meditando e ponderando sobre as maravilhas do universo, não esperava ser visitado por um anjo exigindo que ele, um homem iletrado, lesse. Correu para casa para sua amada esposa assim que pode dizendo "cubra-me, cubra-me!" O profeta Muhammad contou a ela o que tinha acontecido e expressou seu temor. Khadija não o menosprezou nem desacreditou nele. Ao contrário, respondeu ao seu pedido de "cubra-me" e o tranquilizou com palavras amorosas e gentis.

"Deus jamais o abandonaria. Você mantém os laços familiares, fala a verdade, dá dinheiro aos necessitados e aos destituídos, honra seus convidados e ajuda os que estão em dificuldades."[5]

Consequentemente Khadija foi a primeira pessoa a aceitar a mensagem do Islã e ficou ao lado do marido quando família e amigos se voltaram contra ele e planejaram matá-lo. Quando o grupo inicial de muçulmanos cresceu, Khadija deu apoio ao surgimento do Islã com sua riqueza e saúde. Forneceu alimentos, água e remédios para a comunidade banida e boicotada. Embora não estivesse acostumada a privações, Khadija nunca reclamou das más condições que foi forçada a suportar nem reclamou que todo seu dinheiro foi para apoiar o marido e sua missão.

 Khadija foi o exemplo perfeito para esposas em qualquer situação ou século. Um casamento aos olhos de Deus transforma duas pessoas em uma. Elas se amam e se protegem e nunca perdem de vista o que é mais importante. Khadija compreendeu que a vida real e eterna dela com Muhammad seria no paraíso, onde não precisariam de dinheiro nem conforto ou abrigo.

Um dia o anjo Gabriel veio ao profeta Muhammad e disse: "Ó mensageiro de Allah, Khadija está vindo com recipientes contendo comida e água. Quando ela chegar, transmita a ela as saudações de paz vindas de Deus, o Cuidador e Sustenedor, e minhas e dê a ela as boas novas de uma casa de pérolas no paraíso, na qual não há barulho ou trabalho duro."[6]

Khadija morreu pouco depois do fim do banimento, quase certamente como resultado das más condições que suportou. Entretanto, o amor e misericórdia entre o mensageiro de Deus e Khadija continuaram a crescer por meio dos testes e tribulações e nem mesmo a morte quebrou os laços que os uniam. Aisha[7] perguntou ao profeta Muhammad se ela tinha alcançado o mesmo que Khadija em termos de amor do profeta. Ele respondeu: "Ela acreditou em mim quando ninguém mais o fez, aceitou o Islã quando as pessoas me rejeitaram, me ajudou e confortou quando não havia ninguém para me dar a mão."[8]As palavras de Aisha também revelam o amor profundo que é possível entre um homem e uma mulher cujo casamento é baseado em buscar agradar a Deus.

Nunca senti tanto ciúme de uma mulher quanto o que sentia de Khadija. Ela tinha morrido três anos antes de ele se casar comigo. Frequentemente o ouvia fazendo elogios a ela e seu Senhor, o Exaltado e Glorioso, o tinha ordenado dar a ela as boas novas de um palácio de joias no paraíso. E toda vez que ele abatia um carneiro, ele presenteava as amigas dela com a carne[9].

Diz-se que um casamento é metade da religião[10] e isso se torna compreensível e óbvio quando somos capazes de observar um casamento com o do profeta Muhammad e Khadija. Essa grande mulher ficou ao lado de um grande homem quando ele se sentiu perdido, sozinho e preocupado.

 



Notas de rodapé:

[1] At Tirmidhi

[2] Saheeh Al-Bukhari

[3] Saheeh Al-Bukhari

[4]Ibid.

[5]Ibid.

[6] Saheeh Bukhari, Saheeh Muslim

[7] Uma esposa amada do profeta Muhammad com quem ele se casou após a morte de Khadija.

[8] Imam Ahmad

[9] Saheeh Al-Bukhari

[10] Al Bayhaqi

 

 

As grandes mulheres por trás de grandes homens (parte 4 de 4): A filha

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Descrição: Fátima, a filha do profeta Muhammad. 

  • Por Aisha Stacey (© 2015 IslamReligion.com)
  • Publicado em 17 Aug 2015
  • Última modificação em 17 Aug 2015
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"As melhores mulheres da humanidade são quatro: Maria a filha de Imran Aasiyah a esposa do Faraó, Khadija bint Khuwaylid (a esposa do Profeta Muhammad), e Fátima, a filha de Muhammad, o Mensageiro de Deus[1]."

GreatWomenBehindGreatMen4.jpgA chave do sucesso para qualquer mulher é viver de acordo com a orientação de Deus.  Essa orientação está contida no Alcorão e nas tradições do profeta Muhammad.  Em nossa discussão sobre grandes mulheres que apoiam seus homens conversamos sobre o papel de esposas e mães. Hoje é a vez das filhas.  Filhas podem ter grande influência sobre seus amados pais.  Você deve ter ouvido a expressão: "Ela dobra o pai com seus dedinhos", significando que a filha é capaz de convencer o pai facilmente.  Isso certamente é verdade, mas as filhas também podem orientar, proteger e apoiar seus pais. 

O amor de uma filha pode impulsionar um pai para coisas novas e maiores e o apoio de uma filha pode ser inestimável.  A filha que discutiremos é Fátima, a amada filha mais nova do profeta Muhammad e sua esposa Khadija.  Fátima era a mais jovem de quatro filhas.  Era uma criança quieta e sensível, devotada aos pais e próxima das irmãs.  Entretanto, quando tinha dez anos houve a oportunidade de se posicionar perante os que deviam parecer homens invencíveis e defender seu pai.  Tinha a forma de uma criança e o coração de um leão.

Um dia quando o profeta orava próximo da Caaba, alguns homens das famílias nobres de Meca trouxeram um balde com intestinos de uma camela e jogaram nas costas dele enquanto ele estava em prostração.  Eram sem dúvida pesados e cheiravam mal, mas o profeta continuou sua oração.  Fátima se posicionou no meio dos homens, sem medo de seu comportamento ameaçador.  Removeu os intestinos e atacou verbalmente os homens, que ficaram parados e não responderam à garotinha.[2]

Em outra ocasião Fátima estava com o pai enquanto ele circungirava a Caaba.  A multidão se reuniu ao redor dele e tentou estrangulá-lo com suas próprias roupas.  A jovem Fátima gritou e pediu ajuda. Nessa ocasião Abu Bakr veio para socorrer o profeta e foi seriamente espancado.  Enquanto outras meninas corriam e brincavam, Fátima testemunhava as provações do pai.  Ao invés de alegria e risos, Fátima se preocupava com o pai e defendia sua missão.  Pai e filha eram companheiros muito próximos.

O tratamento do profeta em relação à Fátima mostra claramente o amor e respeito que tinha por sua filha mais nova.  É conhecido por ter dito: "Fátima é uma parte de mim e quem a deixar zangada, me deixa zangado." [3] A vida para Fátima continuou a ser difícil e depressiva.  A perseguição e boicote dos muçulmanos continuaram sem alívio e o profeta, sua família e seguidores foram forçados a abandonar suas casas e buscar refúgio em um pequeno vale.  Foram forçados a passar vários meses de dificuldade e sofrimento e diz-se que o lamento de crianças famintas podia ser ouvido pelo vale e na cidade de Meca.  

A mãe de Fátima, a grande mulher Khadija, morreu logo depois de o boicote terminar, provavelmente devido aos meses de privação.  Fátima ficou abalada pelo sofrimento e a família temia por sua saúde, mas ela se recuperou e ficou ainda mais próxima do pai.  Cuidava dele e o apoiava de maneira tão completa que por um tempo ficou conhecida como as Umm Abi-ha, a mãe do pai.  Em uma ocasião o pai retornou para casa coberto de lama e poeira jogadas por uma multidão.  A jovem Fátima chorou como se o coração dela fosse se partir e o pai lhe disse: "Não chore minha filha, porque Deus protegerá o seu pai." [4]

O profeta Muhammad amava Fátima, entretanto, não dava a ela tratamento especial em relação a seguir o caminho de virtude.  O profeta Muhammad estava preocupado, como todo bom pai, com a outra vida de sua filha.  Um dia, ao lidar com um ladrão, o profeta foi ouvido dizendo: "Os povos antes de vocês foram destruídos porque costumavam infligir as punições legais aos pobres e perdoavam os ricos. Por Aquele em Cujas mãos está minha alma! Se minha filha Fátima fizesse isso (ou seja, roubar), eu cortaria a mão dela." 

Fátima se casou com o primo e amigo de infância Ali ibn Abu Talib.  Embora muitos homens pedissem a mão de Fátima, incluindo Abu Bakr e Omar ibn Al Khattab, o profeta Muhammad facilitou o casamento entre sua filha e Ali.  A ligação entre pai e filha continuou forte e o profeta Muhammad geralmente visitava Fátima depois que voltava de uma viagem ou batalha, antes de visitar qualquer uma de suas esposas.  Que conforto o profeta deve ter encontrado na presença de Fátima.  Talvez ela o lembrasse de sua amada Khadija, talvez ele amasse estar na presença da menininha que enfrentou a multidão para proteger o pai mais de uma vez.  Aquela menininha era agora uma muçulmana forte e engenhosa. 

Os pais não só inspiram suas  filhas, mas frequentemente são inspirados por elas.  A reputação de Fátima em relação à piedade e caridade teriam feito o pai orgulhoso e feliz.  Entretanto, um pai é um pai em primeiro lugar e quando ele descobriu que Fátima e Ali não estava orando regularmente as orações noturnas recomendadas, expressou sua desaprovação em termos inequívocos[5].  Outra vez quando Fátima pediu uma serva, o profeta Muhammad ensinou a ela e a Ali as palavras de recordação de Deus que ainda são ditas por milhões de muçulmanos no mundo hoje.

"Posso indicar algo melhor do que o que estão pedindo? Quando forem dormir digam "Subhan Allah (Como Deus é perfeito)" trinta vezes, "Alhamdulillah (Todos os louvores e agradecimentos são para Deus)" trinta vezes e "Allahu Akbar (Deus é o maior)" trinta e quatro vezes, porque isso é melhor para vocês do que uma serva."[6]

Quando o profeta Muhammad ficou seriamente doente, chamou por sua amada filha Fátima.  Ele a beijou e sussurrou algumas palavras no ouvido dela.  Fátima chorou e o pai a puxou e sussurrou novamente, e ela sorriu.  Quando a esposa do profeta Muhammad, Aisha, perguntou a ela sobre a conversa, Fátima respondeu: "Primeiro ele me disse que encontraria seu Senhor em breve e eu chorei. Então ele disse "Não chore porque você será a primeira de minha família a se juntar a mim."[7]  Então eu sorri." Em outra narrativa o profeta Muhammad disse que Fátima seria a líder das mulheres do paraíso.[8]

Fátima é uma das quatro grandes mulheres do Islã.  Foi esposa e mãe, mas foi acima de tudo, uma filha.  Uma das características que mais diferenciam uma filha muçulmana é o tratamento que dispensa aos pais.  Fátima era boa e respeitosa e cheia de compaixão e amor.  Aprendeu seus modos da dama Khadija e aprendeu a paciência de seu pai.  Deus a fez uma filha digna de ser imitada. 



Notas de rodapé:

[1]Saheeh Al-Bukhari, Saheeh Muslim

[2] Saheeh Al-Bukhari

[3]Saheeh Al-Bukhari, Saheeh Muslim

[4] Saheeh Muslim

[5] Saheeh Muslim

[6] Saheeh Al-Bukhari

[7]Ibid.

[8]Ibid.

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