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A Jornada para a Outra Vida (parte 1 de 8): Introdução

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Descrição: Introdução ao conceito da existência de vida após a morte no Islã, e como ele faz a nossa vida ter um significado e propósito.

  • Por IslamReligion.com (co-author Abdurrahman Mahdi)
  • Publicado em 09 Mar 2009
  • Última modificação em 20 Feb 2017
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Introdução

Muhammad, o Profeta do Islã que morreu em 632, relatou:

“Gabriel veio até mim e disse, ‘Ó Muhammad, viva como quiser, porque eventualmente você morrerá.  Ame a quem desejar, porque eventualmente você partirá.  Faça o que quiser, porque você pagará.  Saiba que a oração da noite[1] é a honra de um crente e seu orgulho está em não ser dependente dos outros.’” (Silsilah al-Saheehah)

Se existe uma coisa que é certa sobre a vida, é que ela tem um fim.  Essa verdade instintivamente levanta uma questão que preocupa a maioria das pessoas pelo menos uma vez em suas vidas: o que existe além da morte?

A nível psicológico, a jornada que o morto empreende é clara para todas as testemunhas.  Se considerarmos apenas causas naturais,[2] o coração parará de bater, os pulmões pararão de respirar, e as células do corpo morrerão por falta de sangue e oxigênio.  O término do fluxo de sangue para as extremidades externas em breve as tornará pálidas.  Com o corte do oxigênio, as células respirarão anaerobicamente por um período, produzindo ácido lático que causa rigor mortis - o endurecimento dos músculos do cadáver.  Então, enquanto as células começam a se decompor, o endurecimento se desvanece, a língua fica protuberante, a temperatura cai, a pele descolore, a carne apodrece, e os parasitas têm sua festa – até que tudo que resta são dentes e ossos secos.

Quanto à jornada da alma após a morte, não é algo que possa ser testemunhado, nem medido através de pesquisa científica.  Mesmo um corpo vivo, a consciência, ou alma, de uma pessoa não podem ser sujeitos à experimentação empírica.  Está simplesmente além do controle humano.  Em função disso, o conceito de uma Vida Futura – uma vida além da morte, ressurreição, e um Dia do Juízo; sem mencionar a existência de um Criador Divino, Onipotente, Seus anjos, destino e assim por diante – se encaixam no tema da crença no invisível.  A única forma na qual um homem vem a conhecer qualquer coisa do incognoscível é através de revelação divina.

“Ele possui as chaves do incognoscível, coisa que ninguém, além d’Ele, possui;  Ele sabe o eu há na terra e no mar; e não cai uma folha (da árvore) sem que Ele disso tenha ciência;  não há um só grão, no seio da terra, ou nada verde, ou seco, que não esteja registrado no Livro lúcido.” (Alcorão 6:59)

Embora tudo que chegou até nós da Torá, dos Salmos e do Evangelho – as escrituras reveladas aos profetas anteriores – falem da Vida Futura, apenas através da Revelação Final de Deus à humanidade, o Alcorão Sagrado, como revelado ao seu Último Profeta, Muhammad, nós aprendemos mais sobre a vida futura.  E como o Alcorão está, e permanecerá para sempre, preservado e sem corrupção de mãos humanas, o discernimento que ele nos dá do mundo invisível é, para o crente, tão factual, real e verdadeiro como qualquer coisa que possa ser aprendida através de esforço científico (e com margem zero de erro!).

“...Nada omitimos no Livro; então, serão congregados ante seu Senhor.” (Alcorão 6:38)

Associada à questão do que acontece após morrermos, está a pergunta: por que estamos aqui? Por que se de fato não existir propósito para a vida (ou seja, algo maior do que simplesmente viver a vida em si), a questão do que acontece após a morte se torna acadêmica, e até sem sentido.  Apenas se aceitarmos que nosso projeto inteligente, ou criação, requer uma inteligência e planejador, um Criador que nos julgará pelo que fazemos, é que a vida na terra tem qualquer sentido significativo.

“Pensais, porventura, que vos criamos por diversão e que jamais retornareis a Nós?  Exaltado seja Deus, Verdadeiro, Soberano! Não há mais divindade além d’Ele, Senhor do honorável Trono!” (Alcorão 23:115-116)

No mínimo, uma pessoa com discernimento seria forçada a concluir que a vida na terra está cheia de injustiças, crueldade e opressão; que a lei da selva, sobrevivência do mais forte, é o que conta; que se alguém não tiver felicidade nessa vida, seja devido à ausência de confortos materiais, amor físico, ou outras experiências agradáveis, então a vida simplesmente não vale a pena ser vivida.  De fato, é precisamente porque uma pessoa se desespera dessa vida mundana por ter uma fé pequena ou  imperfeita, ou mesmo nenhuma fé, em uma vida futura, que ela pode cometer suicídio.  Afinal, o que o infeliz, não-amado e não-desejado; o desanimado, (desesperadamente) deprimido e desesperado tem a perder?![3]

“Disse-lhes: E quem desespera a misericórdia do seu Senhor, senão os desviados?” (Alcorão 15:56)

Então, podemos aceitar que a nossa morte está limitada ao mero término fisiológico, ou que a vida é meramente um produto de evolução cega e egoísta?  Certamente, existe mais na morte, e o mesmo na vida, do que isso.



Footnotes:

[1] Orações rituais (salat) realizadas voluntariamente à noite após a última (isha) e antes da primeira (fajr) das cinco orações diárias.  O melhor momento para fazê-las é no terço final da noite.

[2] Embora um coração possa ser mantido batendo artificialmente, e o sangue bombeado artificialmente, se o cérebro estiver morto, o mesmo vale para o ser como um todo.

[3] De acordo com um relatório das Nações Unidas marcando o ‘Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio’, “Mais pessoas se matam a cada ano do que o total combinado das que morrem por guerras e assassinatos... Em torno de 20 a 60  milhões tentam se matar a cada ano, mas apenas um milhão delas consegue.” (Reuters, 8 de Setembro de 2006)

 

 

A Jornada para a Outra Vida (parte 2 de 8): O Crente no Túmulo

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Descrição: Uma descrição da vida no túmulo, para os crentes, entre a morte e o Dia do Juízo.

  • Por IslamReligion.com (co-author Abdurrahman Mahdi)
  • Publicado em 09 Mar 2009
  • Última modificação em 22 Jun 2010
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O Mundo do Túmulo

Nós agora daremos uma breve olhada na jornada da alma após a morte.  É de fato uma história surpreendente, ainda mais porque é verdadeira e todos nós a empreenderemos.  O conhecimento profundo que temos com referência a essa jornada, sua precisão e detalhes, é um sinal manifesto de que Muhammad foi de fato o Último Mensageiro de Deus para a humanidade.  A revelação que ele recebeu e nos comunicou de Seu Senhor é tão sem ambigüidades em sua descrição da vida futura quanto abrangente.  Nossa rápida análise desse conhecimento começará com uma exploração breve da jornada da alma crente do momento da morte até seu lugar final de descanso no Paraíso.

Quando um crente está para deixar esse mundo, os anjos com rostos brancos descem dos céus e dizem:

“Ó alma em paz, venha para o perdão de Deus e Sua satisfação.” (Hakim e  outros)

O crente ansiará por encontrar seu Criador, como o Profeta, que Deus o exalte, explicou:

“...quando o momento da morte de um crente se aproxima, ele recebe as boas novas da satisfação de Deus e de Suas bênçãos sobre ele, de modo que a partir daquele momento nada é mais querido para ele do que o que está por vir.  Ele, portanto, ama encontrar Deus, e Deus ama encontrá-lo.” (Saheeh Al-Bukhari)

A alma sai do corpo de forma pacífica como uma gota de água que emerge de um recipiente de água. Os anjos a seguram e gentilmente a extraem, dizendo:

“...Não temais, nem vos atribuleis;outrossim, regozijai-vos com o Paraíso que vos está prometido!  Temos sido os vossos protetores na vida terrena e (o seremos) na outra vida, onde tereis tudo quanto anelam as vossas almas e onde tereis tudo quanto pretendeis. Tal é a hospedagem do Indulgente, Misericordiosíssimo!” (Alcorão 41:30-32)

Uma vez extraída do corpo, os anjos envolvem a alma em uma mortalha com perfume de almíscar e ascendem aos céus.  Quando os Portões do Paraíso se abrem para a alma, os anjos a saúdam:

“Uma boa alma veio da terra, que Deus a abençoe e ao corpo no qual costumava habitar.”

...apresentando-a com os melhores nomes com as quais era chamada nessa vida.  Deus ordena que seu “livro” seja registrado e a alma é devolvida à terra.

A alma então permanece em um local de limbo em seu túmulo, o Barzakh, esperando o Dia do Juízo.  Dois temíveis e aterradores anjos chamados Munkar e Nakir visitam a alma para perguntá-la sobre sua religião, Deus e profeta.  A alma crente se senta aprumada em seu túmulo já que Deus a concede a força para responder aos anjos com plena fé e certeza.[1]

Munkar e Nakir: “Qual é a sua religião?”

Alma crente: “Islã.”

Munkar e Nakir: “Quem é o seu Senhor?”

Alma crente: “Allah.”

Munkar e Nakir: “Quem é seu Profeta?” (ou “O que você diz a respeito desse homem?”)

Alma crente: “Muhammad.”

Munkar e Nakir: “Como você tomou conhecimento dessas coisas?”

Alma crente: “Eu li o Livro de Allah (ou seja, o Alcorão) e eu acreditei.”

Então, quando a alma passa no teste, uma voz dos céus gritará:

“Meu servo falou a verdade, o supram com guarnições do Paraíso, o vistam com vestimentas do Paraíso e abram uma porta para ele no Paraíso.”

O túmulo do crente se torna amplo e espaçoso e preenchido com luz.  A ele é mostrada qual seria sua morada no Inferno – se ele tivesse sido um pecador perverso – antes de um portal ser aberto para ele toda manhã e toda noite mostrando sua verdadeira morada no Paraíso.  Atordoado de excitação e cheio de alegria antecipada, o crente continuará dizendo: ‘Quando chegará a Hora (da Ressurreição)?!  Quando chegará a Hora?!’ até que lhe seja dito para se acalmar.[2]



Footnotes:

[1] Musnah Ahmad

[2] Al-Tirmidhi

 

 

A Jornada para a Outra Vida (parte 3 de 8): O Crente no Dia do Juízo

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Descrição: Como os crentes experimentarão o Dia do Juízo, e algumas das qualidades do crente que facilitarão sua passagem pelos portões do Paraíso.

  • Por IslamReligion.com (co-author Abdurrahman Mahdi)
  • Publicado em 09 Mar 2009
  • Última modificação em 22 Jun 2010
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O Dia do Juízo

“Nesse Dia, o homem fugirá do seu irmão, da sua mãe e do seu pai, da sua esposa e dos seus filhos.  Porque nesse dia, a cada qual bastará a preocupação consigo mesmo.” (Alcorão 80:34-37)

A Hora da Ressurreição será um evento aterrador e esmagador.  Ainda assim, apesar do seu trauma, o crente estará em êxtase, assim como o Profeta Muhammad, que Deus o exalte, relatou de seu Senhor:

Deus diz, “Por Minha Glória e Majestade, Eu não darei ao Meu servo duas seguranças e dois terrores.  Se ele se sente seguro de Mim no mundo[1], Eu instilarei o temor nele no Dia em que reunirei Meus servos; e se ele Me teme no mundo, Eu o farei sentir seguro no Dia em que reunirei Meus servos.”[2]

“Não é, acaso, certo que os diletos de Deus jamais serão presas do temor, nem se atribularão? Estes são os crentes e são tementes.  Obterão alvíssaras de boas novas na vida terrena e na outra; as promessas de Deus são imutáveis.   Tal é o magnífico benefício.” (Alcorão 10:62-64)

Quando todos os humanos criados forem reunidos para se apresentarem nus e não circuncisados em uma grande planície sob o calor escaldante do Sol, uma elite de homens e mulheres piedosos terão a sombra do Trono de Deus.  O Profeta Muhammad previu quem essas almas afortunadas serão, no Dia em que não haverá nenhuma sombra:[3]

·        um governante justo que não abusou de seu poder, mas estabeleceu a justiça divinamente revelada entre as pessoas.

·        um homem jovem que cresceu na adoração de seu Senhor e controlou seus desejos para permanecer casto

·        aqueles cujos corações estavam ligados às mesquitas, desejando retornar toda vez que as deixavam

·        aqueles que amavam uns aos outros em nome de Deus

·        aqueles que foram tentados por belas mulheres sedutoras, mas seu temor a Deus os preveniu de pecar

·        aquele que despendeu sinceramente pela causa de Deus, mantendo a sua caridade em segredo.

·        aquele que chorava solitariamente por temor a Deus

Atos específicos de adoração também manterão as pessoas seguras naquele dia:

·        esforços nesse mundo para aliviar os sofrimentos dos aflitos, ajudar os necessitados e deixar passar os erros de outros aliviarão a própria aflição no Dia do Juízo[4]

·        a leniência em relação aos endividados[5]

·        os justos que são razoáveis com suas famílias e questões confiadas a eles[6]

·        aquele que controla a sua raiva[7]

·        quem quer que faça a chamada para a oração[8]

·        aquele que envelheceu no Islã[9]

·        a realização da ablução ritual (wudu’) de forma regular e correta[10]

·        os que lutaram ao lado de Jesus, filho de Maria, contra o Anticristo e seu exército[11]

·        os mártires

Deus trará o crente para perto de Si, o abrigará, cobrirá, e o perguntará sobre seus pecados.  Após reconhecer seus pecados ele acreditará que está condenado, mas Deus dirá:

“Eu ocultei seu pecado no mundo, e Eu o perdôo por ele nesse Dia.”

Ele será advertido por suas falhas,[12] mas depois receberá seu registro de boas ações em sua mão direita.[13]

“Quanto àquele a quem for entregue o registro na mão direita, será julgado com doçura e retornará, regozijado, aos seus.” (Alcorão 84:7-8)

Feliz ao olhar para seu registro, ele anunciará sua alegria:

“Então, aquele a quem for entregue o seu registro, na mão direita, dirá; ‘Ei-lo aqui! Lede o meu registro;  Sempre soube que prestaria contas!’  E ele gozará de uma vida prazenteira, em um jardim sublime, cujos frutos estarão ao seu alcance.  (E será dito àqueles que lá entrarem): ‘Comei e bebei com satisfação, pelo bem que propiciastes em dias pretéritos!’” (Alcorão 69:19-24)

O registro das boas ações será então pesado, literalmente, para determinar se excede o registro de más ações, e a recompensa ou punição será aplicada de acordo. 

“E instalaremos as balanças da justiça para o Dia da Ressurreição. Nenhuma alma será defraudada no mínimo que seja;   mesmo se for do peso de um grão de mostarda, tê-lo-emos em conta.  Bastamos Nós por cômputo.” (Alcorão 21:47)

“Quem tiver feito o bem, quer seja do peso de um átomo, vê-lo-á (os bons frutos de seu trabalho).” (Alcorão 99:7)

“O que terá mais peso na Balança de uma pessoa no Dia da Ressurreição [depois do testemunho de fé] será boas maneiras, e Deus odeia uma pessoa obscena e imoral.” (Al-Tirmidhi)

Os crentes saciarão sua sede em um reservatório especial dedicado ao Profeta Muhammad.  Quem quer que beba dele nunca experimentará sede novamente.  Sua beleza, imensidão, doçura e excelente sabor foram descritos em detalhes pelo Profeta.

Os crentes no Islã – tanto os pecadores quanto os piedosos – assim como os hipócritas, serão deixados em uma grande planície depois dos descrentes serem levados para o Inferno.  Uma grande ponte atravessando o Inferno e envolta em escuridão os separará do Paraíso.[14]  Os crentes receberão força e conforto em sua rápida travessia sobre o fogo estrondoso do Inferno e terão a ‘luz’ que Deus colocará à sua frente, guiando-os para sua eterna morada:

“(Será) o dia em que verás (ó Muhammad) os crentes e as crentes com a luz a se irradiar, ante eles, pela sua crença. Nesse dia vos alvissaremos com jardins, abaixo dos quais correm os rios, onde morareis eternamente.  Tal é o magnífico benefício.” (Alcorão 57:12)

Finalmente, após cruzar a ponte, o crente será purificado antes de entrar no Paraíso.  Todas as ofensas entre os crentes serão resolvidas para que nenhum homem nutra ressentimento em relação a outro.[15]



Footnotes:

[1] No sentido de que ele não teme a punição de Deus e assim comete pecados.

[2] Silsila Al-Saheehah.

[3] Saheeh Al-Bukhari.

[4] Saheeh Al-Bukhari.

[5] Mishkat.

[6] Saheeh Muslim.

[7] Musnad.

[8] Saheeh Muslim.

[9] Jami al-Sagheer.

[10] Saheeh Al-Bukhari.

[11] Ibn Majah.

[12] Mishkat.

[13] Saheeh Al-Bukhari. Um sinal de que eles são dos habitantes do Paraíso, em oposição àqueles que receberão seus registros em suas mãos esquerdas ou atrás de suas costas.

[14] Saheeh Muslim.

[15] Saheeh Al-Bukhari.

 

 

A Jornada para a Outra Vida (parte 4 de 8): O Crente e o Paraíso

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Descrição: Como aqueles que alcançam o sucesso do Paraíso por conta de sua fé serão recebidos.

  • Por IslamReligion.com (co-author Abdurrahman Mahdi)
  • Publicado em 09 Mar 2009
  • Última modificação em 22 Jun 2010
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Paraíso

Os crentes serão conduzidos na direção dos oito grandes portões do Paraíso.  Lá eles receberão a alegre recepção dos anjos e serão felicitados por sua chegada segura e pela salvação do Inferno.

“Em troca, os tementes serão conduzidos, em grupos, até o Paraíso e, lá chegando, abrir-se-ão as suas portas e os seus guardiães lhes dirão: ‘Que a paz esteja convosco! Quão excelente é o que fizestes! Adentrai, pois! Aqui permanecereis eternamente.’” (Alcorão 39:73)

(Será dito aos virtuosos): “E tu, ó alma em paz,   retorna ao teu Senhor, satisfeita (com Ele) e Ele satisfeito (contigo)!  Entre no número dos Meus honrados servos!  E entra no Meu Paraíso!” (Alcorão 89:27-30)

O melhor dos muçulmanos entrará no Paraíso primeiro.  O mais virtuoso deles ascenderá aos níveis mais altos.[1]

“E aqueles que comparecerem ante Ele, sendo crentes e tendo praticado o bem, obterão as mais elevadas dignidades;” (Alcorão 20:75)

“E o dos primeiros (crentes) - E quem são os primeiros (crentes)? Estes serão os mais próximos de Deus, nos Jardins do Prazer.” (Alcorão 56:10-12)

A descrição corânica do Paraíso nos dá uma visão do quanto ele é um lugar fantástico.  Uma morada eterna que preenche todos os nossos desejos, seduz todos os nossos sentidos, nos concede tudo que poderíamos querer e muito mais.  Deus descreve Seu Paraíso como tendo a terra feita de pó fino de almíscar,[2] solo de açafrão,[3] tijolos de ouro e prata, e seixos de pérolas e rubis. Abaixo dos jardins do Paraíso correm rios de água cristalina, leite, mel e vinho não intoxicante.  Os leitos de suas margens são domos de pérolas côncavas.[4]  Todo o espaço é cheio de luz cintilante, plantas com doces aromas e fragrâncias que podem ser sentidos de longe.[5]  Existem palácios luxuosos, enormes mansões, vinhedos, tamareiras, romãzeiras,[6] árvores de lótus e acácias cujos troncos são feitos de ouro.[7]  Frutos abundantes e maduros de todos os tipos: morangos, cerejas, uvas, melões, romãs; todos os tipos de fruta, tropical e exótica; qualquer coisa que o crente possa desejar!

“...aí, as almas lograrão tudo quanto lhes apetecer, bem como tudo que deleitar os olhos;” (Alcorão 43:71)

Cada crente terá a mais bela, piedosa e pura esposa, usando uma primorosa vestimenta; E haverá muito mais em um novo mundo de alegria eterna e radiante.

“Nenhuma alma caridosa sabe que deleite para os olhos lhe está reservado, em recompensa pelo que fez.” (Alcorão 32:17)

Além dos prazeres físicos, o Paraíso também dará a seus residentes um estado de bênção emocional e psicológica, como o Profeta disse:

“Quem quer que entre no Paraíso é abençoado com uma vida de alegria; ele nunca se sentirá miserável, suas roupas nunca se corroerão, e sua juventude nunca desaparecerá.  As pessoas ouvirão um chamado divino: ‘Eu concedo que seja saudável e nunca fique doente, viverá e nunca morrerá, será jovem e nunca envelhecerá, será alegre e nunca se sentirá miserável.’” (Saheeh Muslim)

Por fim, o que mais deleitará os olhos será o Rosto do Próprio Deus.  Para o verdadeiro crente, essa visão abençoada de Deus é conquistar o prêmio supremo.

“No Dia, haverá semblantes radiantes, dirigindo os seus olhares para o seu Senhor.” (Alcorão 75:22-23)

Esse é o Paraíso, a morada eterna e destino final do crente virtuoso.  Que Deus, o Altíssimo, nos faça merecedores dele.



Footnotes:

[1] Sahih al-Jami.

[2] Saheeh Muslim

[3] Mishkat

[4] Saheeh Al-Bukhari

[5] Sahih al-Jami

[6] (Alcorão 56:27-32)

[7] Sahih al-Jami

 

 

A Jornada para a Outra Vida (parte 5 de 8): O Descrente no Túmulo

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Descrição: Uma descrição da vida no túmulo, entre a morte e o Dia do Juízo, para os descrentes.

  • Por IslamReligion.com (co-author Abdurrahman Mahdi)
  • Publicado em 09 Mar 2009
  • Última modificação em 22 Jun 2010
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Quando a morte se aproxima de um descrente perverso, ele sente o calor do Inferno.  Essa mostra do que está por vir faz com que ele peça uma segunda chance na terra, para fazer o bem que ele sabia que deveria ter feito.  Qual!  O seu pedido será em vão.

“(Quanto a eles, seguirão sendo idólatras) até que, quando a morte surpreender algum deles, este dirá:  ‘Ó Senhor meu,   mande-me de volta (à terra) a fim de eu praticar o bem que negligenciei!’  Pois sim!  Tal será a frase que dirá!   E ante eles haverá uma barreira, que os deterá até ao dia em que forem ressuscitados.” (Alcorão 23:99-100)

A ira e a punição divinas são transmitidas à alma perversa por dois anjos negros terrivelmente feios que se sentam distante dela:

“Receba as boas novas da água fervente, supuração de feridas e tormentos múltiplos e semelhantes.” (Ibn Majah, Ibn Katheer)

A alma descrente não ansiará por encontrar seu Senhor Deus, como o Profeta explicou:

“Quando o momento da morte de um descrente se aproxima, ele recebe as más notícias do tormento de Deus e de Sua Retribuição, e depois disso nada é mais odioso para ele do que o que está por vir.  Conseqüentemente, ele odeia o encontro com Deus e Deus também, odeia encontrá-lo.” (Saheeh Al-Bukhari)

O Profeta também disse:

“Quem quer que ame encontrar Deus, Deus ama encontrá-lo, e quem quer que odeie encontrar Deus, Deus odeia encontrá-lo.” (Saheeh Al-Bukhari)

O Anjo da Morte se senta na cabeceira do descrente em seu túmulo e diz: “Alma perversa, saia para o desagrado de Allah” enquanto ele arrebata a alma para fora do corpo.

“Ah, se pudesses ver os iníquos na agonia da morte quando os anjos, com mãos estendidas, lhes disserem:‘Entregai-nos vossas almas!  Hoje, ser-vos-á infligido do castigo afrontoso, por haverdes dito inverdades acerca de Deus e por vos haverdes ensoberbecido perante os Seus versículos.’” (Alcorão 6:93)

“Ah, se pudésseis ver a ocasião em que os anjos receberão os descrentes, esbofeteando-os, açoitando-os e dizendo-lhes: ‘Provai o suplício do fogo infernal!’” (Alcorão 8:50)

A alma maléfica deixa o corpo com grande dificuldade, arrastada pelos anjos.[1]  O Anjo da Morte então agarra a alma e a coloca em um saco tecido com fios de cabelo que exala um odor pútrido, tão repugnante e ofensivo quanto o cheiro do cadáver em decomposição mais repugnante encontrado na terra.  Os anjos então passam a alma para outro grupo de anjos que perguntam: “Quem é essa alma perversa?”  ao que eles respondem: “Fulano, o filho de fulano e fulano” - usando os piores nomes com os quais ele era chamado durante seu tempo na terra.  Então, quando ele é trazido para a região mais baixa do céu, um pedido é feito para que o portão seja aberto para ele, mas o pedido é negado. Enquanto o Profeta descrevia esses eventos, quando chegou nesse ponto, ele recitou:

“...jamais lhes serão abertas as portas do céu, nem entrarão no Paraíso, até que um camelo passe pelo buraco de uma agulha.” (Alcorão 7:40)

Deus dirá: “Registre seu livro em Sijjin na região mais baixa da terra.”

... e sua alma é lançada.  Nesse ponto, o Profeta, que Deus o exalte, recitou:

“...porque aquele que atribuir parceiros a Deus, será como se houvesse sido arrojado do céu, como se o tivessem apanhado das aves, ou como se o vento o lançasse a um lugar longínquo.” (Alcorão 22:31)

A alma perversa é então restaurada ao seu corpo e dois temíveis e aterradores anjos, Munkar e Nakir, vêm para interrogá-la.  Após fazerem com que ela se sente, eles perguntam:

Munkar e Nakir: “Quem é o seu Senhor?”

Alma descrente: “Ai de mim, eu não sei.”

Munkar e Nakir: “Qual é a sua religião?”

Alma descrente:  “Ai de mim, eu não sei.”

Munkar e Nakir: “O que você diz sobre o que esse homem (Muhammad) enviou a você?”

Alma descrente: “Ai de mim, eu não sei.”

Ao falhar em seu teste, a cabeça do descrente é atingida com um martelo de ferro com uma força tão violenta que desintegraria uma montanha.  O choro será ouvido dos céus: “Ele mentiu, então espalhem os tapetes do Inferno para ele, e abram para ele o portão do Inferno.”[2]  O piso de seu túmulo é então aceso com um pouco do fogo ardente do Inferno, e seu túmulo é feito estreito e apertado a ponto de suas costelas ficarem entrelaçadas, enquanto seu corpo é esmagado.[3]  Então, um ser incrivelmente feio, usando vestimentas horrorosas e exalando um odor repugnante e ofensivo vem para a alma descrente e diz: “Angustie-se com o que lhe desagrada, porque esse é o dia que lhe foi prometido.”  O descrente perguntará: “Quem é você, com um rosto tão feio e trazendo o mal?”  O feio responderá: “Eu sou seus atos perversos!”  O descrente então provará um amargo remorso enquanto lhe é mostrada qual seria sua morada no Paraíso – se ele tivesse vivido uma vida virtuosa – antes de um portal ser aberto para ele toda manhã e toda noite mostrando sua verdadeira morada no Inferno.[4]  Allah menciona em Seu Livro como o povo perverso do Faraó está, nesse exato momento, sofrendo dessa exposição do Inferno dentro de seus túmulos:

“É o fogo infernal, ao qual serão apresentados, de manhã e à tarde; e no dia em que chegar a Hora, (Deus dirá): ‘Fazei entrar o povo do Faraó, para o mais severo dos castigos.’” (Alcorão 40:46)

Tomado pelo medo e repugnância, ansiedade e desespero, o descrente em seu túmulo continuará a pedir: “Meu Senhor, não traga a última hora.  “Não traga a última hora.”

O Companheiro Zaid b. Thabit narrou como o cavalo do Profeta empinou e quase o derrubou quando o Profeta Muhammad e seus Companheiros passaram por alguns túmulos dos politeístas.  O Profeta, que Deus o exalte, disse:

“Essas pessoas estão sendo torturadas em seus túmulos, e se não fosse pelo fato de que isso poderia fazê-los parar de enterrar seus mortos, eu pediria a Deus que lhes permitisse ouvir a punição no túmulo que eu (e esse cavalo) podemos ouvir.”  (Saheeh Muslim)



Footnotes:

[1] Al-Hakim, Abu Dawood, e outros.

[2] Musnad Ahmad.

[3] Musnad Ahmad.

[4] Ibn Hibban.

 

 

A Jornada para a Outra Vida (parte 6 de 8): O Descrente no Dia do Juízo

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Descrição: Alguns dos testes que o descrente enfrentará no Dia do Juízo.

  • Por IslamReligion.com (co-author Abdurrahman Mahdi)
  • Publicado em 09 Mar 2009
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Um grande terror cairá sobre os ressuscitados no poderoso Dia da Ressurreição:

“...Ele somente os tolera, até o dia em que seus olhos ficarão atônitos.” (Alcorão 14:42)

O descrente é ressuscitado de seu ‘túmulo’ como descrito por Deus:

“Dia em que sairão apressados dos seus sepulcros, como se corressem para uma meta. Seus olhares serão de humilhação, cobertos de ignomínia. Assim será o dia que lhes foi prometido.” (Alcorão 70:43-44)

O coração estará trêmulo e confuso sobre qual castigo o aguarda:

“E também haverá, nesse dia, rostos cobertos de pó. Cobertos de lugubridade.  Estes serão os rostos dos descrentes, dos perversos. (Alcorão 80:40-42)

“E não creiais que Deus está desatento a tudo quanto cometem os iníquos.   Ele somente os tolera, até o dia em que seus olhos ficarão atônitos.  Correndo a toda a brida, com as cabeças hirtas, com os olhares inexpressivos e os corações vazios.” (Alcorão 14:42-43)

Os descrentes serão reunidos da forma como nasceram – nus e não circuncisados – em uma grande planície, e serão arrastados sobre suas faces, cegos, surdos e mudos:

“No Dia da Ressurreição os congregaremos, prostrados sobre os seus rostos, cegos, surdos e mudos;   o inferno será a sua morada e, toda a vez que se extinguir a sua chama, avivá-la-emos.” (Alcorão 17:97)

“Em troca, quem desdenhar a Minha Mensagem, levará uma mísera vida, e, cego, congregá-lo-emos no Dia da Ressurreição.” (Alcorão 20:124)

Eles “encontrarão” Deus três vezes. Na primeira vez eles tentarão se defender com um argumento fútil contra Deus Todo-Poderoso, dizendo coisas como: “Os profetas não chegaram até nós!” Apesar de Allah ter revelado em Seu Livro:

“...Jamais castigamos (um povo), sem antes termos enviado um mensageiro.” (Alcorão 17:15)

“...a fim de que não digais. Não nos chegou alvissareiro nem admoestador algum!...” (Alcorão 5:19)

Na segunda vez eles apresentarão suas justificativas, enquanto reconhecem sua culpa.  Até os demônios tentarão se justificar de seus crimes de desviar os homens:

“Seu acompanhante (sedutor) dirá: ‘Ó Senhor nosso!  Eu não o fiz transgredir; porém, ele é que estava em um erro profundo.” (Alcorão 50:27)

Mas Deus, Todo-Poderoso e Justo, não será enganado.  Deus dirá:

“Não disputeis em Minha presença, uma vez que nos enviei antecipadamente a advertência.  A palavra é insubstituível perante Mim, e jamais sou injusto para com os Meus servos.” (Alcorão 50:28-29)

Na terceira vez a alma perversa encontrará seu Criador para receber seu Livro das Ações[1], um registro que nada omite.

“O Livro-registro será exposto. Verás os pecadores atemorizados por seu conteúdo, e dirão: ‘Ai de nós! Que significa este Livro? Não omite nem pequena, nem grande falta, senão que as enumera!’  E encontrarão registrado tudo quanto tiverem feito. Teu Senhor não defraudará ninguém.” (Alcorão 18:49)

Ao receberem seus registros, os perversos serão repreendidos na frente de toda a humanidade.

“Então serão apresentados em filas, ante o seu Senhor, que lhes dirá: ‘Agora compareceis ante Nós, tal como vos criamos pela primeira vez.’ Embora pretendêsseis que jamais vos fixaríamos este comparecimento.” (Alcorão 18:48)

O Profeta Muhammad disse: “Esses são os que não acreditavam em Deus!”[2]  E esses são os que Deus questionará em relação às bênçãos que eles subestimaram.  Cada um será perguntado: ‘Você achava que Nós nos encontraríamos?'  E cada um responderá: ‘Não!’  Deus dirá: ‘Eu esquecerei de vocês como vocês esqueceram de Mim!’[3]  Então, como o descrente tentará mentir para encontrar uma saída, Deus selará sua boca e as partes do seu corpo testemunharão contra ele.

“Neste dia, selaremos as suas bocas; porém, as suas mãos Nos falarão, e os seu pés confessarão tudo quanto tiverem cometido.” (Alcorão 36:65)

Além de seus próprios pecados, o descrente também carregará os pecados daqueles que desencaminhou.

“E quando lhes é dito: ‘Que é que o vosso Senhor tem revelado?’   Dizem: ‘As fábulas dos primitivos.’ Carregarão com todos os seus pecados no Dia da Ressurreição, e com parte dos pecados daqueles que, nesciamente, eles desviaram.   Que péssimo é o que carregarão!” (Alcorão 16:24-25)

A dor psicológica da privação, solidão e abandono se unirá à tortura física.

“...Deus não lhes falará, nem olhará para eles, no Dia da Ressurreição, nem tampouco os purificará, e sofrerão um doloroso castigo.” (Alcorão 3:77)

Enquanto todos os crentes terão a intercessão do Profeta Muhammad, o descrente não terá nenhum intercessor; aquele que adorou falsas divindades além do Único e Verdadeiro Deus.[4]

“...e os malfeitores não terão protetor nem ajudante.” (Alcorão 42:8)

Seus santos e conselheiros espirituais se dissociarão dele, e o descrente desejará que pudesse voltar à vida e fazer o mesmo com aqueles que agora o repudiam:

“E os prosélitos dirão: Ah, se pudéssemos voltar (à terra), repudiá-los-íamos como eles nos repudiaram! Assim Deus lhes demonstrará que suas ações são a causa de seus lamentos, e jamais se salvarão do fogo infernal.” (Alcorão 2:167)

A tristeza da alma oprimida pelo pecado será tão intensa que ele suplicará: ‘Ó Deus, tenha misericórdia de mim e coloque-me no Fogo.’[5]  E lhe será perguntado: ‘Você desejaria ter o equivalente a terra cheia de ouro para que pudesse pagar pela sua liberdade?'  Ao qual ele responderá: ‘Sim.’  Quando lhe será dito: ‘Foi pedido algo muito mais fácil que isso - adorar somente a Deus.’[6]

“E lhes foi ordenado que adorassem sinceramente a Deus, fossem monoteístas, observassem a oração e pagassem o zakat; esta é a verdadeira religião.” (Alcorão 98:5)

“Quanto aos descrentes, as suas ações são como uma miragem no deserto; o sedento crerá ser água e, quando se aproximar dela, não encontrará coisa alguma. Porém, verá ante ele Deus, que lhe pedirá contas, porque Deus é Expedito no cômputo.” (Alcorão 24:39)

“Então, Nos disporemos a aquilatar as suas ações, e as reduziremos a moléculas de pó dispersas.” (Alcorão 25:23)

A alma descrente receberá o seu registro escrito, que foi mantido pelos anjos que anotaram todos os seus atos em sua vida terrena, em sua mão esquerda e por trás de suas costas.

“Em troca, aquele a quem for entregue o seu registro na sinistra, dirá: ‘Ai de mim! Oxalá não me tivesse sido entregue meu registro, nem jamais tivesse conhecido o meu cômputo.’” (Alcorão 69:25-26)

“Porém, aquele a quem for entregue o registro, por trás das costas, suplicará, de pronto, por sua destruição.” (Alcorão 84:10-11)

Finalmente, entrará no Inferno:

“E os descrentes serão conduzidos, em grupos, até o inferno, cujas portas, quando chegaram a ele, se abrirão, e os seus guardiães lhes dirão: ‘Acaso, não vos foram apresentados mensageiros de vossa estirpe, que vos ditaram os versículos do vosso Senhor e vos admoestaram acerca do comparecimento deste dia?’ Dirão: ‘Sim! Então, o decreto do castigo recairá sobre os descrentes.’” (Alcorão 39:71)

Os primeiros a entrarem no Inferno serão os pagãos, seguidos por aqueles judeus e cristãos que corromperam a verdadeira religião de seus profetas.[7]  Alguns serão levados para o Inferno, outros cairão nele, presos por ganchos.[8]  Nesse ponto o descrente desejará que tivesse sido transformado em pó, ao invés de colher os frutos amargos de suas más ações.

“Sabei que vos temos advertido do castigo iminente, o dia em que o homem verá as obras das suas mãos, e o incrédulo dirá: ‘Oxalá me tivesse convertido em pó!’” (Alcorão 78:40)



Footnotes:

[1] Ibn Majah, Musnad e Al-Tirmidhi.

[2] Saheeh Muslim.

[3] Saheeh Muslim.

[4] Saheeh Al-Bukhari.

[5] Tabarani.

[6] Saheeh Al-Bukhari.

[7] Saheeh Al-Bukhari.

[8] Al-Tirmidhi.

 

 

A Jornada para a Outra Vida (parte 7 de 8): O Descrente e o Inferno

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Descrição: Como o Inferno receberá os descrentes.

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Ele receberá os descrentes com sua fúria e estrondo:

“...Temos destinado o tártaro para aqueles que negam a Hora:Quando este (o tártaro), de um lugar longínquo, os avistar, eles lhe ouvirão o ribombar e a crepitação.” (Alcorão 25:11-12)

Quando se aproximarem dele, anteciparão que serão presos por grilhões e que seus destinos serão servirem como combustível:

“Em verdade, aos descrentes, destinamos correntes, grilhões e o tártaro.” (Alcorão 76:4)

“Porque lhes reservamos os grilhões e o fogo.” (Alcorão 73:12)

Os anjos correrão ao receberem o comando de Deus para prendê-los e agrilhoá-los:

“(Será dito): Pegai-o e agrilhoai-o.” (Alcorão 69:30)

“...E carregaremos de pesadas argolas os pescoços dos descrentes.” (Alcorão 34:34)

Presos em correntes…

“...Então, fazei-o carregar uma corrente de setenta cúbitos.” (Alcorão 69:32)

...eles serão arrastados:

“(Ah, se tu pudesses vê-los) quando lhes forem postas as argolas nos pescoços, e forem arrastados com as cadeias.” (Alcorão 40:71)

Enquanto eles são amarrados, acorrentados e arrastados para serem jogados no Inferno, ouvirão sua fúria:

“Bem como a pena do inferno, para aqueles que negam o seu Senhor. Que funesto destino! Quando nele forem precipitados, ouvi-lo-ão rugir, borbulhante, a ponto de estalar de fúria. Cada vez que um grupo (de réprobos) for precipitado nele, os seus guardiães lhes perguntarão. Acaso, não vos foi enviado nenhum admoestador?”   (Alcorão 67:6-8)

Já que serão retirados da grande planície de encontro, nus e famintos, eles implorarão aos habitantes do Paraíso por água:

“Os condenados ao inferno clamarão os diletos do Paraíso:  ‘Derramai por sobre nós um pouco de água ou algo com que Deus vos agraciou.’  Dir-lhes-ão: Deus vedou ambos aos descrentes.’” (Alcorão 7:50)

Ao mesmo tempo em que os crentes no Paraíso serão recebidos com honra, acomodados de forma confortável, e servidos com deliciosos banquetes, o descrente fará sua refeição no Inferno:

“Logo, sereis vós, ó desviados, desmentidores. Sem dúvida que comereis do fruto do zacum, do qual fartareis os vossos estômagos.” (Alcorão 56:51-53)

Zacum: uma árvore cujas raízes estão no fundo do Inferno e cujos galhos estão em seus outros níveis; seu fruto se assemelha às cabeças dos demônios:

“Qual é melhor recepção, esta (do Paraíso) ou a da árvore do zacum?  Sabei que a estabelecemos como prova para os iníquos.  Em verdade, é uma árvore que cresce no fundo do inferno. Seus ramos frutíferos parecem cabeças de demônios.  Que os réprobos comerão, e com eles fartarão os seus bandulhos.” (Alcorão 37:62-66)

Os perversos terão outro alimento também, alguns que asfixiam[1] e alguns como arbustos espinhosos e secos.[2]

“Nem mais alimento do que o excremento; Que ninguém comerá, a não ser os pecadores.” (Alcorão 69:36-37)

E para engolir suas refeições melancólicas, uma mistura extremamente fria de seu próprio pus, sangue suor e secreção de ferimentos[3], além de água fervente e escaldante que dissolve seus intestinos:

“...a quem será dada a beber água fervente, a qual lhes dilacerará as entranhas.” (Alcorão 47:15)

A vestimenta dos habitantes do Inferno será feita de fogo e piche:

“Quanto aos descrentes, serão cobertos com vestimentas de fogo.” (Alcorão 22:19)

“As suas roupas serão de alcatrão, e o fogo envolverá os seus rostos.” (Alcorão 14:50)

Suas sandálias,[4] leito e dosséis serão igualmente feitos de fogo;[5] uma punição que envolve todo o corpo, da cabeça negligente ao pé transgressor:

“Então, atormentai-o, derramando sobre a sua cabeça água fervente.” (Alcorão 44:48)

“Será) o dia em que o castigo os cobrirá por cima e por baixo; então, ser-lhe-á dito: Sofrei as conseqüências das vossas ações!” (Alcorão 29:55)

Sua punição no Inferno variará de acordo com sua descrença e outros pecados.

“Qual! Sem dúvida que ele será precipitado naquilo que consome.  E o que te fará entender o que é aquilo que consome?  É o fogo de Deus, aceso, que abrasará os corações.  Em verdade, isso será desfechado sobre eles.  Em colunas estendidas!” (Alcorão 104:4-9)

Toda vez que a pele se queimar, será substituída por uma pele nova:

“Quanto àqueles que negam os Nossos versículos, introduzi-los-emos no fogo infernal. Cada vez que a sua pele se tiver queimado, trocá-la-emos por outra, para que experimentem mais e mais o suplício. Sabei que Deus é Poderoso, Prudentíssimo.” (Alcorão 4:56)

E o pior de tudo é que a punição continuará aumentando:

“Sofrei, pois, conquanto nada vos proporcionaremos, senão castigo.” (Alcorão 78:30)

O efeito psicológico dessa punição será tremendo.  Um castigo tão severo que aqueles que os estão recebendo implorarão para que seja multiplicado sobre aqueles que os desencaminharam:

“Exclamarão: ‘Ó Senhor nosso, àqueles que nos induziram a isto, duplica-lhes o castigo no fogo infernal!’” (Alcorão 38:61)

O audacioso fará sua primeira tentativa para escapar, mas:

“Em adição, haverá clavas de ferro (para o castigo). Toda a vez que dele (do fogo) quiserem sair, por angústia, ali serão repostos e lhes será dito: ‘Sofrei a pena da queima!’” (Alcorão 22:21-22)

Após cair várias vezes, eles pedirão ajuda a Iblis, o Grande Satanás.

E quando a questão for decidida, Satanás lhes dirá: ‘Deus vos fez uma verdadeira promessa; assim, eu também vos prometi; porém, faltei à minha, pois não tive autoridade alguma sobre vós, a não ser convocar-vos, e vós me atendestes. Não me reproveis, mas reprovai a vós mesmos. Não sou o vosso salvador, nem vós sois os meus. Renego (o fato de) que me tenhais associado a Deus, e os iníquos sofrerão um doloroso castigo!’” (Alcorão 14:22)

Deixando Satanás de lado, eles se voltarão para os anjos que guardam o Inferno para terem seu tormento reduzido, mesmo que seja por um dia:

“E os réprobos pedirão aos guardiães do inferno: ‘Invocai vosso Senhor para que nos alivie, em um só dia, do suplício!’” (Alcorão 40:49)

Após esperarem pela resposta pelo tempo que Deus desejar, os guardas retornarão e perguntarão:

“’Retrucar-lhes-ão: Acaso, não vos apresentaram, os vossos mensageiros, as evidências?’ Dirão: ‘Sim!’ Dir-lhes-ão: ‘Rogai, pois, embora o rogo dos descrentes seja improfícuo!’” (Alcorão 40:50)

Ao perderem a esperança na redução do castigo, eles buscam a morte.  Dessa vez eles se voltarão para o Guardião Chefe do Inferno, o anjo Malik, implorando-lhe por quarenta anos:

“E gritarão: Ó Malik, que teu Senhor nos aniquile! ...’” (Alcorão 43:77)

Sua resposta curta após mil anos será:

“Sabei que permanecereis aqui (eternamente)!” (Alcorão 43:77)

Eventualmente eles retornarão para Aquele Que se recusaram a se voltar nesse mundo, pedindo por uma última chance:

“Exclamarão: ‘Ó Senhor nosso, nossos desejos nos dominam, e fomos um povo extraviado! Ó Senhor nosso, tira-nos daqui! E se reincidirmos, então seremos iníquos!’” (Alcorão 23:106-107)

A resposta de Deus será:

“Entrai aí e não Me dirijas a palavra.” (Alcorão 23:108)

A dor dessa resposta será pior do que seu terrível tormento.  Porque o descrente saberá que sua estada no Inferno será por uma eternidade e a sua falta do Paraíso será absoluta e final:

“(Quanto) àqueles que rejeitaram a fé e cometeram injustiças, Deus nunca os perdoará, nem os orientará qualquer caminho, a não ser o do inferno, onde morarão eternamente, porque isso é fácil para Deus.” (Alcorão 4:168-169)

A maior privação e tristeza para um descrente será espiritual: ele será velado de Deus e será privado de vê-Lo:

“Qual! Em verdade, nesse dia, estar-lhes-á vedado contemplar o seu Senhor.” (Alcorão 83:15)

Assim como eles se recusaram a “vê-Lo” nessa vida, eles serão separados de Deus na próxima vida.  O crente zombará deles.

“Porém, hoje, os crentes rirão dos descrentes. E, reclinados sobre almofadas, observarão. Acaso, os descrentes não serão punidos, por tudo quanto tiverem cometido?” (Alcorão 83:34-36)

Seu total desespero e aflição culminarão quando a morte for trazida em forma de um porco e abatida na sua frente, para que nenhum refúgio jamais seja encontrado em uma morte final.

“E admoesta-os sobre o dia do lamento, quando a sentença for cumprida, enquanto estão negligentes e não crêem.” (Alcorão 19:39)



Footnotes:

[1]Alcorão 72:13.

[2] Alcorão 88:6-7.

[3] Alcorão 78:24-25.

[4] Saheeh Muslim.

[5] Alcorão 7:41.

 

 

A Jornada para a Outra Vida (parte 8 de 8): Conclusão

Classificação:   
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Descrição: Algumas razões para a existência do Paraíso e Inferno.

  • Por IslamReligion.com (co-author Abdurrahman Mahdi)
  • Publicado em 09 Mar 2009
  • Última modificação em 22 Jun 2010
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Muhammad, o Profeta do Islã que morreu em 632, relatou:

“Esse mundo é uma prisão para o crente, mas para o descrente ele é um Paraíso.  Enquanto que para o descrente a Vida Futura será uma prisão, para o crente será seu Paraíso.”

Uma vez, no período inicial do Islã, um cristão pobre encontrou com um dos grandes eruditos do Islã, que naquele momento estava montado em um belo cavalo e vestido com roupas finas.  O cristão recitou para o muçulmano bem-sucedido o hadith citado acima, antes de fazer a ressalva: “Ainda assim eu lhe apresento um não-muçulmano, pobre e destituído nesse mundo, enquanto você é um muçulmano rico e próspero.”   O sábio do Islã respondeu: “De fato.  Mas se você soubesse a realidade do que pode esperá-lo (de punição eterna) na Vida Futura, você se consideraria agora no Paraíso, em comparação.  E se você soubesse a realidade do que pode esperar-me (de bênção eterna) na Vida Futura, você me consideraria agora em uma prisão, em comparação.”

Portanto, é por causa da grande misericórdia e justiça de Deus que Ele criou o Paraíso e o Inferno.  O conhecimento do Inferno serve para dissuadir o homem de maus atos, enquanto um breve olhar nos tesouros do Paraíso o incita a fazer boas ações e ser virtuoso.  Aqueles que negam seu Senhor, fazem o mal e não se arrependem entrarão no Inferno: um lugar de dor e sofrimento reais.  Enquanto a recompensa para a retidão é o lugar de beleza física e perfeição inimagináveis que é Seu Paraíso.

Com freqüência as pessoas testemunham a bondade de suas próprias almas alegando que qualquer bem que elas façam é pura e exclusivamente por amor genuíno a Deus, ou por viverem um código de moral e virtude e, por causa disso, não precisam de atrativos para se comportarem dessa forma.  Mas quando Deus fala ao homem no Alcorão, Ele o faz conhecendo a volubilidade de sua alma. Os prazeres do Paraíso são reais, físicos e tangíveis.  O homem pode começar a apreciar o quão desejável o alimento, vestimenta e moradia perfeitos e infindáveis do Paraíso podem ser justamente por ter consciência do quanto essas coisas podem ser doces e gratificantes nessa realidade presente.

“Aos homens foi abrilhantado o amor à concupiscência relacionada às mulheres, aos filhos, ao entesouramento do ouro e da prata, aos cavalos de raça, ao gado e às sementeiras. Tal é o gozo da vida terrena; porém, a bem-aventurança está ao lado de Deus.” (Alcorão 3:14)

Da mesma forma, o homem pode começar a apreciar o quão tortuoso e terrível o Inferno e suas guarnições podem ser justamente por ter consciência do quão terrível uma queimadura por fogo pode ser nesse mundo.  Assim, a jornada da alma após a morte, como descrita a nós em detalhes vívidos por Deus e Seu Profeta, Muhammad, que Deus o exalte, devem servir como um incentivo para o que toda a humanidade reconhece como seu propósito nobre: a adoração e serviço de seu Criador em amor, devoção e gratidão abnegados.  Afinal,

“E lhes foi ordenado que adorassem sinceramente a Deus, fossem monoteístas, observassem a oração e pagassem o zakat; esta é a verdadeira religião.” (Alcorão 98:5)

Mas, aqueles muitos entre a humanidade que, através dos tempos, negligenciaram seu dever moral com seu Senhor Deus e com seus iguais, não esqueçam que:

“Toda a alma provará o sabor da morte e, no Dia da Ressurreição, sereis recompensado integralmente pelos vossos atos; quem for afastado do fogo infernal e introduzido no Paraíso, triunfará. Que é a vida terrena, senão um prazer ilusório?” (Alcorão 3:185)

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