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Dr. Moustafa Mould, ex-judeu, EUA (parte 4 de 5)

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Descrição: Depois de uma jornada espiritual de quase 40 anos, um linguista judeu de Boston encontra o Islã na África.  Parte 4.

  • Por Dr. Moustafa Mould
  • Publicado em 02 Feb 2015
  • Última modificação em 02 Feb 2015
  • Impresso: 66
  • Visualizado: 4020 (média diária: 2)
  • Classificação: sem comentários
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Então me apaixonei!  Ela era somali, inteligente, divertida, charmosa e uma jovem viúva com dois belos filhos.  O inglês dela era muito limitado e o meu somali quase não existente, mas podíamos nos comunicar facilmente em suaíli.  Discutimos casamento, mas havia alguns problemas práticos.

Sabia que não podia ficar por muito mais tempo na universidade de Nairóbi. Estavam tentando africanizá-la o mais rápido possível e para eles eu era apenas outro estrangeiro branco. Antes que ficasse muito velho precisava de um novo emprego, provavelmente uma nova carreira, talvez com o Departamento de Estado ou uma organização sem fins lucrativos.  Do ponto de vista dela o obstáculo era simplesmente eu não ser muçulmano.  Tinha equivocadamente pensado que qualquer muçulmano podia se casar com alguém do Povo do Livro, mas ela me corrigiu nisso muito rapidamente: os homens podem, as mulheres não!

Ela estava me falando sobre o Islã e aprendi algumas coisas dos meus colegas e outros.  Já acreditava no Deus Único como o Criador do universo e tudo que ele contém. Já acreditava nos conceitos islâmicos de tawhid e shirk e sabia a falácia de acreditar em algo como astrologia ou leitura de mãos. Há muito tempo acreditava que Jesus era um dos profetas e que Muhammad, que Deus o exalte, era um profeta e mensageiro. Também deixou de ser relevante para mim Muhammad não ser um profeta judeu.

Parei de comer porco. Não jogava, raramente bebia alguma coisa além de um cálice de vinho com um jantar especial eventual.  Estava, desde os meus dias com o Corpo da Paz, mais confortável com as noções africanas e islâmicas de modéstia, educação dos filhos, etc., do que com a "revolução sexual", o individualismo e o fenômeno de desintegração de famílias que estavam em alta nos anos 1970 e 1980 na América.  Não parecia haver muita coisa a me impedir de tornar-me um muçulmano.  Estava tão perto, mas então qual era o problema em 1983?

De fato, havia dois problemas.  Primeiro, havia a questão de minha identidade e herança cultural.  Imagino que não seja tão traumático para um cristão mudar de uma religião para outra.  Se um católico alemão se torna luterano, ou mesmo um judeu ou muçulmano, ele continua um alemão.  Certamente me sentia um americano primeiro e depois um judeu - jamais poderia me considerar russo.  Mas na América, uma nação de imigrantes, até os mais aculturados dão alguma importância às origens nacionais ou étnicas de suas famílias.  Embora não tivesse vontade de lidar com judeus como judeus ou como comunidade, estava relutante em perder aquela identidade.

O segundo obstáculo era minha família.  Embora não fossem ortodoxos, a maioria era muito tradicional, todos pró-Israel, alguns ávidos sionistas. Muitos consideravam os árabes como inimigos e esperava que também considerassem os muçulmanos como inimigos. Temia que me abandonassem por ser um louco ou mesmo um traidor. O pior de tudo é que, como ainda me amavam, ficariam magoados. 

Primeiro o mais importante: Deixei aquele problema no ar e quando meu contrato expirou não o renovei e retornei para os EUA esperando encontrar outro emprego, preferivelmente um na África oriental. Foi extremamente difícil.  Não tinha casa, renda, nem mesmo um terno para a entrevista.  Investi em um terno de lã, três gravatas e um casaco de inverno - era meu primeiro inverno em vinte anos - comprei livros sobre como redigir um currículo e preencher um formulário de submissão para empregos no governo e fiquei com um amigo em Washington. Tentei todas as agências governamentais, firmas de consultoria e organizações voluntárias que não tinham nada a ver com a África, até que meu dinheiro acabou.  Tive que voltar para Boston e ficar com minha irmã, onde tinha comida e abrigo, mas era longe de onde os empregos podiam estar.  Além disso, passava por um caso sério de choque cultural.  Então lá estava eu: quebrado, no inverno, em choque cultural, além de uma crise de meia-idade, apaixonado e tomando antidepressivos.

Consigo brincar agora, mas a dor e o medo era insuportáveis na época.  Pela primeira vez em minha vida adulta comecei a orar.  Orava muito e com frequência.  Prometi que se conseguisse voltar para a África e casar com minha amada, declararia minha submissão a Allah e me tornaria muçulmano.

Consegui um emprego temporário horrível em um depósito que pelo menos pagava pela comida, passagens de ônibus e lavanderia. Depois consegui um melhor, mas embaraçante, como recepcionista em um escritório de aconselhamento na universidade local. Podia ver que os quatro psicólogos yuppies me viam como um fracassado de 42 anos e eu concordava com eles. Por vergonha não contei a ninguém sobre mim, mas quando o telefone não estava tocando com alunos em pânico por causa das provas, lia anúncios de emprego e digitava cartas de candidatura a empregos.  Descobri que uma agência governamental estava contratando professores de inglês para o Egito - perto o suficiente - e submeti minha candidatura imediatamente.  Uma semana depois outra agência para a qual havia me candidatado seis meses antes me convidou para ir a Washington para entrevistas.

Assim que cheguei a Washington liguei para os empregos de professor de inglês para ver se conseguia uma entrevista, mas as vagas já estavam preenchidas! Mesmo assim pedi para me encontrar com eles, no caso de algo aparecer depois. Consegui a entrevista e lá me disseram: "A propósito, existe uma vaga a ser aberta em breve, mas é na Somália."

"Somália!" Quase gritei. "Isso é maravilhoso!"

"É?" me perguntou ela, de forma incrédula.

"Com certeza. Adoraria ir para lá. Já estou familiarizado com a cultura e a religião" disse em voz alta, mas pensando comigo mesmo que era apenas uma hora de Mogadício até Nairóbi e que, talvez, conseguisse encontrar meus futuros familiares.  Dei a ela minhas referências e ela conhecia todas pessoalmente.  Ele ligaria para eles e no que dependesse dela, se eu quisesse o emprego, provavelmente o teria.

Concluí minhas entrevistas na outra agência.  Até me mostraram o cubículo no escritório sem janelas onde eu provavelmente trabalharia e retornei para Boston eufórico.  Posso até ter escolha, louvado seja Deus.  Mas que escolha era essa: um contrato renovável de um ano em um país quente e poeirento - mas africano - próximo do Oceano Índico, ou um emprego de carreira civil com um plano de pensão em um escritório sem janelas no norte da Virgínia.

Duas semanas depois ela me ligou para oferecer o emprego de diretor do programa de inglês em Mogadício, dizendo que eu teria 48 horas para pensar.  Todos disseram que não havia o que pensar. Devia aceitar o emprego de carreira com pensão em Washington ou voltaria à estaca zero em um ano ou dois.  Argumentei que era um africanista, a experiência me ajudaria e faria bons contatos.  Aceitei o emprego e comecei a tomar minhas vacinas.  Duas semanas depois a outra agência me enviou uma nota, sem explicação, informando que eu não tinha conseguido o emprego sem janelas.

Alhamdulillah, poderia ter facilmente terminado sem nenhum deles, mas Allah havia me guiado para a decisão certa.  Estava empregado e provavelmente prestes a me casar.  Avisei na universidade e no último dia escrevi uma carta para os psicólogos informando-os que estava partindo para assumir uma posição como diretor de um projeto na embaixada dos Estados Unidos na Somália, assinado M. Mould, Ph.D.

Claro que tinha que parar em Nairóbi por alguns dias a caminho de Mogadício, onde tive um reencontro com muitas lágrimas com a irmã somali. Tentei fazer alguns planos futuros, mas o problema é que havia sido contratado como solteiro, o que significava que não havia benefícios para a família ou acomodações. Além disso, não tinha ideia de como seria a Somália ou o meu emprego ou por quanto tempo ficaria lá. Pensei que poderia visitar com frequência e havia sempre o telefone. Da mesma forma, ela poderia vir visitar a família, a quem não via desde a infância.

O emprego era interessante, um pouco de ensino, mas principalmente administração e gerenciamento e lidar com funcionários da embaixada.  A maioria de meus próprios alunos eram funcionários de alto nível do governo e uns poucos se tornaram bons amigos.  Fora do trabalho era uma história completamente diferente.  A cultura e atmosfera na Somália urbana era mais próxima do Oriente Médio do que da África.  Durante meus sete anos em Uganda e Quênia conhecia os idiomas e as pessoas eram abertas e amigáveis. Nunca tive problemas para me ajustar ou circular. Sempre tinha me sentido completamente em casa.  Mogadício me deu um choque cultural.  Não conhecia o idioma, ninguém sabia suaíli e os somalis educados falavam italiano, não inglês.  Todos os avisos estavam em somali. O pior eram as comunicações.  Os telefones residenciais estavam sobrecarregados e o posto telefônico era terrivelmente quente. O único serviço eficiente era o serviço telegráfico.  O correio era totalmente duvidoso, exceto para o corpo diplomático.  Às vezes era quase impossível contatar Nairóbi.

Não me entenda mal. Estava muito feliz lá, desfrutando das paisagens e cheiros, da comida italiana e somali, minhas visões do oceano, que podia alcançar a pé de minha casa e do meu escritório, descobrindo uma nova cultura.  Morava no centro em uma das seções mais antigas, atrás da embaixada italiana, e era acordado cedo pela manhã por um belo adhan do alto-falante de uma mesquita próxima.  Trabalhávamos em um cronograma muçulmano: de domingo a quinta-feira, das 7 às 15 horas.  Às sextas circulava e frequentemente me encontrava do lado de fora da pequena mesquita atrás da embaixada americana e, enquanto o incenso exalava dos portões de entrada nas vielas, parava e ouvia os sons da Jumu’ah.

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