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Dua (Súplica) (parte 1 de 4): O que é dua?

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  • Por Aisha Stacey (© 2013 IslamReligion.com)
  • Publicado em 13 May 2013
  • Última modificação em 08 Jan 2017
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Dua - uma palavra árabe escrita aqui em português. Três pequenas letras que compõem uma palavra e um tema que é amplo e de tirar o fôlego.  Esta palavra “dua” pode ser traduzida de forma superficial como súplica ou invocação.  Embora nenhuma das palavras defina dua de forma adequada.  Súplica, que significa comunicar-se com uma divindade, é mais próxima em significado do que invocação, que em alguns casos implica na convocação de espíritos ou demônios.

Na terminologia islâmica dua é o ato de suplicar.  É clamar por Deus; uma conversa com Deus, nosso Criador, nosso Senhor, o Onisciente e Todo-Poderoso. De fato a palavra deriva da raiz árabe que significa clamar ou convocar.  A dua eleva, dá poder, libera, transforma e um dos mais poderosos e eficazes atos de adoração no qual um ser humano pode se engajar.  A dua foi chamada de arma do crente. Afirma a crença da pessoa no Deus Único e elimina todas as formas de idolatria ou politeísmo. A dua é essencialmente submissão a Deus e uma manifestação da necessidade da pessoa por Deus.

O profeta Muhammad, que Deus o louve, disse: “Um servo se aproxima de seu Senhor quando está em prostração. Então, aumentem as súplicas nas prostrações.”[1]  "A súplica de cada um de vocês será concedida se não se impacientar e disser: “Supliquei ao meu Senhor, mas minha súplica não foi atendida.”[2]

Nesse ponto ao entender exatamente o que é dua, seria fácil para alguém de histórico cristão pensar que dua é oração. A dua certamente detém certas similaridades com a oração dos cristãos, entretanto, não deve ser confundida com o que os muçulmanos chamam de oração. A oração ou em árabe - salat - é um dos pilares do Islã e ao realizar as cinco orações diárias um muçulmano de fato se engaja em uma forma física de dua, pedindo a Deus que lhe conceda o Paraíso através de suas ações. Através da oração também se pode suplicar a Deus diretamente.

Para os muçulmanos a oração é um conjunto de movimentos e palavras rituais realizadas em horários fixos, cinco vezes ao dia.   Deus diz no Alcorão: “Observai a devida oração, porque ela é uma obrigação, prescrita aos crentes para ser cumprida em seu devido tempo.”  (Alcorão 4:103) Os muçulmanos oram cedo pela manhã antes do nascer do sol, no meio do dia, à tarde, no por do sol e à noite. A oração é um ato de adoração no qual um muçulmano reafirma sua crença no Deus Único e demonstra sua gratidão. É uma conexão direta entre Deus e o crente e é uma obrigação.

A dua, por outro lado, é uma forma islâmica de sentir aquela conexão com Deus a qualquer hora, em qualquer lugar. Os muçulmanos apelam a Deus frequentemente durante o dia e a noite.  Levantam suas mãos em súplica e pedem por Sua ajuda, misericórdia e perdão. A dua incorpora louvores, agradecimentos, esperança e o recorrer a Deus para ajudar os necessitados e conceder seus pedidos.

A dua pode ser feita para o indivíduo, sua família, amigos, estranhos, os em circunstâncias extremas, os crentes e até para toda a humanidade. Ao fazer dua é aceitável pedir pelo que há de bom nessa vida terrena e na vida futura. Uma pessoa ao fazer dua deve pedir que Deus lhe conceda os maiores e os menores pedidos.

O profeta Muhammad, que Deus o louve, encorajou os crentes a fazer dua.  Disse: “A dua de um muçulmano para seu irmão em sua ausência é prontamente aceita. Um anjo é designado para o seu lado. Sempre que fizer um dua benéfico para seu irmão, o anjo designado diz amém. E que você também seja abençoado com o mesmo.”[3]

Embora a dua não seja uma obrigação, existem muitos benefícios em fazer dua frequentemente para Deus com total submissão. O sentimento de proximidade com Deus que advém da dua sincera aumenta a fé, dá esperança e conforto ao angustiado e salva aquele que suplica do desespero e isolamento. Em todo o Alcorão, Deus encoraja o crente a chamar por Ele. Deus nos pede que depositemos nossos sonhos, esperanças, temores e incertezas perante Ele e que tenhamos certeza que Ele ouve cada palavra.

Só a Ti adoramos e só de Ti imploramos ajuda! (Alcorão 1:5)

E o vosso Senhor disse: Invocai-Me, que vos atenderei!  Em verdade, aqueles que se ensoberbecerem, ao Me invocarem, entrarão, humilhados, no inferno. (Alcorão 40:60)

Dize: Ó servos meus, que se excederam contra si próprios, não desespereis da misericórdia de Deus;  certamente, Ele perdoa todos os pecados, porque Ele é o Indulgente, o Misericordiosíssimo. (Alcorão 39:53)

Dize-lhes: Quer invoqueis a Deus, quer invoqueis o Clemente, sabei que d’Ele são os mais sublimes atributos!  (Alcorão 17:110)

Quando Meus servos te perguntarem de Mim, dize-lhes que estou próximo  e ouvirei o rogo do suplicante quando a Mim se dirigir.  Que atendam o Meu apelo e que creiam em Mim, a fim de que se encaminhem. (Alcorão 2:186)

O profeta Muhammad, que Deus o louve, chamou a dua de a essência da adoração.[4]  Também sugeriu que o crente seja humilde, mas firme ao fazer a dua e disse: “Quando um de vocês suplicar, não deve dizer "Ó Deus, perdoe-me se desejar", mas seja firme ao pedir e faça um grande pedido, porque o que Deus dá não é nada para Ele.”[5]

Quando fazemos dua, clamamos a Deus em nosso momento de necessidade, expressamos nossa gratidão ou por qualquer razão, incluindo simplesmente sentir o conforto de estar perto de Deus, devemos lembrar-nos de examinar nossa sinceridade e nossa intenção. A dua deve ser dirigida somente a Deus, que não tem parceiros, filhos, filhas ou intermediários. Nossa intenção ao fazer a dua deve ser agradar a Deus, obedecê-Lo e confiar Nele completamente.

Quando uma pessoa faz dua, Deus pode lhe conceder o que pediu ou desviar um dano maior do que o que foi pedido, ou Ele pode ainda reservar o pedido para a vida futura. Deus nos ordena a clamar por Ele e prometeu responder ao nosso chamado. No próximo artigo examinaremos a etiqueta de fazer dua e discutiremos por que algumas duas aparentemente não são atendidas.



Footnotes:

[1] Saheeh Muslim

[2] Saheeh Al-Bukhari, Saheeh Muslim

[3] Saheeh Muslim

[4] At Tirmidhi

[5] Saheeh Muslim

 

 

Dua (Súplica) (parte 2 de 4): Louve a Deus da forma que Ele merece ser louvado

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  • Por Aisha Stacey (© 2013 IslamReligion.com)
  • Publicado em 13 May 2013
  • Última modificação em 13 May 2013
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A dua é essencialmente submissão a Deus e um sinal de nossa necessidade por Deus.  A dua foi chamada de arma do crente porque aumenta a fé, dá esperança e conforto ao angustiado e salve aquele que suplica do desespero e isolamento.  E, talvez o mais importante, Deus ama que recorramos a Ele e nos encoraja a chama-Lo em todas as nossas necessidades e desejos.

O renomado sábio muçulmano Imam Ibn al-Qayyim descreveu a dua da seguinte maneira:  “A dua e orações para buscar refúgio em Deus são como uma arma e uma arma é tão boa quanto a pessoa que a está usando; não é simplesmente uma questão do quão afiada ela é.  Se a arma é perfeita e livre de defeitos, o braço da pessoa que a usa é forte e não há nada para impedi-la, então ela pode destruir o inimigo.  Mas se uma dessas características não estiver presente, o efeito será deficiente na mesma proporção”.

É nossa incumbência ao fazermos dua que seja da melhor maneira possível.  Como uma forma de metaforicamente afiarmos nossa espada, devemos nos esforçar para clamar a Deus da melhor maneira e com os melhores modos.  Existe etiqueta para fazer dua.  Seguir essa etiqueta é uma indicação de que uma pessoa é sincera e está se esforçando para maximizar suas chances de ter a dua aceita por Deus, que diz que “ouvirei o rogo do suplicante quando a Mim se dirigir.”  (Alcorão 2:186)

Uma crença firme e inabalável na unicidade de Deus é um ingrediente essencial para a dua.  A sinceridade e disposição sinceras de aceitar que somente Deus é capaz de mudar o curso dos eventos ou conceder pedidos também são necessárias.  O suplicante deve chamar por Deus ansiosa e urgentemente, mas deve permanecer humilde e quieto sem exasperar-se ou entediar-se.  O profeta Muhammad, que Deus o louve, gostava de dizer sua súplica três vezes e também pedia perdão três vezes.[1]

Louvar a Deus da forma que Ele merece ser louvado é o ponto de partida para uma pessoa fazer dua.  Quando o profeta Muhammad estava sentado, um homem entrou, orou e disse: "Ó Deus, perdoe-me e tenha misericórdia de mim." O profeta Muhammad o ouviu e disse: “Você foi muito apressado, adorador.  Quando tiver orado e estiver sentado, louve a Deus da forma como Ele merece ser louvado, envie bênçãos para mim e então chame por Ele.”[2]  O profeta Muhammad também recomendou levantar as mãos ao fazer dua.  Disse: “Seu Senhor, que Ele seja abençoado e exaltado, é Gentil e Generoso, e é gentil demais para deixar que Seu servo, se elevar suas mãos para Ele, voltar de mãos vazias.”[3]

Louvar a Deus da forma que Ele merece ser louvado essencialmente significa reconhecer Sua Unicidade.  Ele é o Primeiro, o Último, o Começo e o Fim.  Somente Ele tem o Poder e a Força.  Reconheça isso e envie bênçãos para o profeta Muhammad, antes de suplicar a Deus. 

Quando o suplicante interage com Deus, deve fazê-lo com humildade.  Deus nos diz no Alcorão que a humildade é uma qualidade desejável e que um crente deve chamar por seu Senhor com um misto de esperança e temor.  Esperança de que Deus ouvirá sua dua e o manterá livre dos testes e tribulações e temor de que suas ações desagradarão seu Senhor.

Invocai vosso Senhor humílima e intimamente. (Alcorão 7:55)  

Um procurava sobrepujar o outro nas boas ações, recorrendo a Nós com afeição e temor, e sendo humildes a Nós. (Alcorão 21:90)

E recorda-te do teu Senhor intimamente, com humildade e temor, sem manifestação de palavras, ao amanhecer e ao entardecer, e não sejas um dos tantos negligentes. (Alcorão 7:205)

As melhores horas para fazer dua incluem logo antes de Fajr (oração da alvorada), na última terça parte da noite, durante a última hora de sexta-feira (ou seja, a última hora antes da oração de magrebe), quando está chovendo e entre o chamado para a oração e o iqamah (o chamado para levantar imediatamente antes de a oração começar).  Outro momento excelente para fazer dua é quando o crente está em prostração.   

O crente deve se esforçar para usar as palavras mais claras e concisas ao oferecer suas súplicas.  As melhores duas são as usadas pelos profetas, entretanto, é permissível dizer outras palavras de acordo com necessidades específicas do suplicante.  Existem muitas coleções maravilhosas de duas autênticas e os crentes devem tomar cuidado extra para autenticar as duas que usam para suplicar a Deus.

Ao fazer dua é importante dizer duas autênticas encontradas no Alcorão ou tradições do profeta Muhammad ou as palavras que espontaneamente vêm à mente quando se busca proteção ou perdão de Deus.  Não é permissível estabelecer seu próprio horário específico, local ou número de repetições.  Fazê-lo seria um ato de inovação na religião do Islã e esse é um assunto muito sério.

Por exemplo, quando alguém se volta para Deus em sua hora mais triste ou em um momento de alegria, deve falar do seu coração com sinceridade e amor.  Uma pessoa nunca deve temer conversar com Deus, colocar para fora o que está em seu coração, seus anseios, amor, temores e desejos.   Entretanto, se começar a fazer rituais estranhos, como fazer uma dua 30 vezes na quarta-feira após a oração de Asr, começa o problema.  Como regra geral a dua deve ser espontânea ou autenticamente narrada.  Não é complicado. O Islã sem rituais e superstições feitas pelo homem é pura devoção a Deus, fácil e reconfortante.

Para fechar esse artigo da semana menciono situações nas quais a dua tem probabilidade de ser aceita.  Essas situações incluem quando alguém é mal tratado ou oprimido, está viajando, jejuando, em necessidade desesperada e quando um muçulmano faz dua por seu irmão ausente. 



Footnotes:

[1] Abu Dawood, An-Nasai

[2] At-Tirmidhi

[3] Abu Dawood

 

 

Dua (Súplica) (parte 3 de 4): Por que duas não são atendidas

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Descrição: Como suplicar de uma forma que tenha mais probabilidade de ser atendido.

  • Por Aisha Stacey (© 2013 IslamReligion.com)
  • Publicado em 20 May 2013
  • Última modificação em 20 May 2013
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Como crentes sabemos que Deus está acima dos céus, acima de Sua criação e, ainda assim, não limitado por quaisquer dimensões físicas.   Deus está próximo, muito próximo, daqueles que creem Nele e responde a todos os chamados.   Deus sabe todos os nossos segredos, sonhos e desejos e nada está oculto Dele.   Deus está com Sua criação por Seu conhecimento e poder.   Por que então algumas duas (súplicas) não são atendidas?

Uma grande pergunta e até os primeiros muçulmanos ficaram preocupados com a resposta.  Abu Huraira, um dos companheiros mais próximos do profeta disse que ouviu o profeta, que Deus o louve, dizer: “As duas de uma pessoa serão atendidas desde que não suplique algo pecaminoso ou para romper os laços familiares."[1]  A partir disso aprendemos que se a dua for inadequada ou o pedido for pecaminoso Deus não atenderá.

Se a pessoa fazendo dua se comunica com Deus de uma maneira arrogante, talvez reclamando ou elevando sua voz em irritação ou petulância, Deus pode não atender.  Outra razão para Deus não atender a uma dua é quando o suplicante implora ajuda ou conforto a Deus, mas se cerca de riqueza, alimento ou vestimenta ilícitos.  Não se pode engajar continuamente em comportamento e atividades pecaminosos sem um segundo de remorso e, ao mesmo tempo, esperar que Deus responda suas duas e solicitações.

O profeta Muhammad disse aos seus companheiros que “Deus está longe de toda imperfeição e só aceita o que é lícito”. Deus ordenou aos virtuosos que sigam os mesmos mandamentos que deu aos mensageiros. 

“Ó mensageiros, desfrutai de todas as dádivas e praticai o bem,  porque sou Sabedor de tudo quanto fazeis!” (Alcorão 23:51)

“Ó vós que credes!   Desfrutai de todo o bem com que vos agraciamos.” (Alcorão 2:172)

O profeta Muhammad mencionou um homem que tinha feito uma longa jornada, estava desalinhado, coberto em pó e estendeu suas mãos em direção aos céus: “Ó Senhor, ó Senhor”, mas seu alimento e sua bebida eram ilícitos. Como sua dua poderia ser aceita?”[2]

O homem descrito aqui tinha algumas das características que faz uma dua ser provavelmente aceita.  Elas foram mencionadas no final do segundo artigo abordando esse tópico.  Pode-se deduzir daquele relato que como o homem não vivia sua vida dentro dos limites lícitos, sua dua não foi aceita.

Outro ponto importante é lembrar-se de não ser apressado. Um suplicante nunca deve desistir, nunca deve dizer: “Oro e oro, faço dua após dua, mas Deus não me ouve, não me responde!"   Quando uma pessoa sente que está prestes a desistir deve fazer mais duas, continuar pedindo a Deus por mais.  Não há poder ou força, exceto com Deus.  Não há solução ou resultado, exceto vindo de Deus.   Ao suplicar a Deus a pessoa deve ser resoluta e sincera.

A dua de qualquer um de vocês será atendida, desde que não seja impaciente e diga: “Fiz dua, mas não foi atendida.[3]

Que nenhum de vocês diga: “Ó Deus, perdoe-me, se quiser. Ó Deus, tenha misericórdia de mim, se quiser. Seja resoluto no assunto, embora sabendo que ninguém pode compelir Deus fazer nada.[4]

Também é importante compreender que uma resposta a uma dua pode não ser exatamente o que você espera.  Deus pode responder e atender o desejo de uma pessoa imediatamente.  Às vezes as duas são atendidas muito rapidamente.  Entretanto, às vezes Deus responde de maneira diferente. Ele pode proteger o suplicante de algum mal ou o recompensará com algo bom, mas não exatamente o que o suplicante pediu.  É importante lembrar que Deus conhece o futuro e nós não.

“... É possível que repudieis algo que seja um bem para vós e gosteis de algo que vos seja prejudicial. Deus sabe, mas vós não sabeis.” (Alcorão 2:216)

Às vezes Deus reservará as respostas para uma dua até o Dia do Juízo, quando a pessoa mais precisará dela. 

A dua tem poder ilimitado, pode mudar muitas coisas e é um ato de adoração importante, no qual nunca devemos perder a fé.  Fazer dua demonstra nossa grande necessidade por Deus e reconhece que Ele é capaz de todas as coisas.  Ele dá e retira, mas quando confiamos em Deus completamente sabemos que Seu decreto é justo e sábio.

Fazer dua e ser paciente, porque Deus responderá da melhor maneira possível, no melhor tempo possível.  Nunca perca a esperança, nunca pare de pedir e peça cada vez mais.  Peça pelo bom nesse mundo e no outro.  A dua é a arma do crente.

“E o atendemos e o libertamos da angústia.  Assim salvamos os crentes.” (Alcorão 21:88)

“E atende (às súplicas) dos crentes, que praticam o bem, e os aumenta de Sua graça; porém, os descrentes sofrerão um severo castigo.” (Alcorão 42:26)



Footnotes:

[1] Saheeh Muslim

[2] Ibid

[3] Saheeh Bukhari, Saheeh Muslim

[4] Ibid

 

 

Dua (Súplica) (parte 4 de 4): Até os profetas sentiram angústia e se voltaram para Deus

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Descrição: Como os profetas fizeram dua.

  • Por Aisha Stacey (© 2013 IslamReligion.com)
  • Publicado em 20 May 2013
  • Última modificação em 20 May 2013
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Nos três artigos anteriores sobre dua (ou seja, súplica) aprendemos muitas coisas virtuosas e inspiradoras.  Sabemos que a dua é a arma do crente, portanto, não há necessidade de recorrer ao desespero ou raiva, porque compartilhar nosso sofrimento com Deus é uma forma de alívio e de superar os fardos.  Aprendemos que a dua é a essência da adoração e que existe uma etiqueta ao suplicar a Deus por qualquer coisa, tanto em tempos de necessidade e quanto quando O louvamos e agradecemos. Discutimos a maneira porque algumas duas aparentemente não são atendidas e, finalmente hoje, em nossa quarta e última parte, examinaremos a forma como os profetas fizeram dua.

Como sabemos os profetas ao longo das épocas sempre tiveram relacionamentos próximos e especiais com Deus.  Voltaram-se para Ele em tempos de angústia e necessidade e nunca se esqueceram de louvá-Lo e agradecê-Lo pelas incontáveis bênçãos em suas vidas.  Os profetas estavam cientes da importância da paciência e gratidão e, acima de tudo, seus relacionamentos com Deus foram elos formados devido a total e completa submissão deles à Sua vontade.  Entretanto, mesmo com tamanha confiança e amor eles às vezes tinham medo ou angústia e se sentiam sozinhos e sobrepujados.

Consequentemente, os profetas se voltavam para Deus e pediam que lhes desse paciência e perseverança e os ajudassem nessa vida e abençoassem na próxima.  Invocavam Deus para fazer seus familiares e companheiros virtuosos e pacientes, fazer de si mesmos e tudo ao seu redor gratos e serenos.  Embora Deus ame que nos voltemos para Ele e falemos as palavras que fluem de nossos corações, as palavras dos profetas são mais completas e submissas à vontade de Deus do que podemos ser.  Suplicar a Deus com duas encontradas no Alcorão e nas tradições autênticas do profeta Muhammad, que Deus o louve, é uma prática virtuosa e confortante.

Quando Adão e Eva foram expulsos do paraíso, Adão voltou-se para Deus em arrependimento.

“Senhor nosso! Nós mesmos nos condenamos e, se não nos perdoares e Te apiedares de nós, seremos desventurados.” (Alcorão 7:23)

A humanidade continua a cometer erros e pecados, mas somente nos prejudicamos.  Nossos pecados e erros não prejudicam Deus.  Entretanto, se Deus não nos perdoa e tem misericórdia de nós, certamente estaremos entre os perdedores.  

Quando o profeta Jonas acordou no ventre da baleia, pensou que estava morto e deitado na escuridão de seu túmulo.  Tateou ao seu redor e percebeu que não estava em um túmulo, mas na barriga do peixe gigante.  Estava com medo e elevou sua voz chamando por Deus.

“Não há mais divindade do que Tu! Glorificado sejas! É certo que me contava entre os iníquos!” (Alcorão 21:87)

Durante toda sua vida o profeta Jó foi submetido por Deus a várias tribulações e testes, mas permaneceu perseverante, paciente e constantemente voltando-se para Deus em busca de perdão. Mesmo quando sentiu mais impotente não reclamou, mas voltou-se para Deus e implorou perdão. Disse:

“Em verdade, a adversidade tem-me açoitado; porém, Tu és o mais clemente dos misericordiosos!” (Alcorão 21:83)

O Alcorão nos relata as histórias dos profetas de Deus para que possamos aprender com elas.  Os profetas são modelos de comportamento valiosos e suas vidas não são tão diferentes das nossas.  Quantas vezes cada um de nós se jogou ao chão ou em uma cadeira em desespero?  Quantas vezes nos sentimos tão cansados física ou mentalmente que parecíamos incapazes de prosseguir por nem sequer mais um segundo?

O profeta Moisés foi forçado a fugir do Egito e entrar no deserto para enfrentar um futuro desconhecido. Depois de caminhar por mais de uma semana por areias escaldantes, chegou a um oásis. Foi lá que esse homem de honra ajudou as mulheres no poço antes de se jogar debaixo de uma árvore e clamar a Deus por ajuda.

Moisés sabia que Deus era o Único que poderia livrá-lo de seu dilema e, então, voltou-se para Deus e antes que sua súplica fosse concluída a ajuda estava a caminho.  Moisés provavelmente esperava por uma fatia de pão ou um punhado de tâmaras, mas ao invés disso Deus concedeu-lhe segurança, provisões e uma família.

“Ó meu Senhor!  Em verdade, estou necessitado de qualquer dádiva que me envies!” (Alcorão 28:24)

Existem lições para a humanidade em toda a história do profeta Moisés. Quando Moisés foi enviado por Deus para confrontar o faraó, ele temia não ser capaz de desempenhar bem as demandas de Deus, mas em vez de reclamar ou se desesperar, Moisés se voltou para Deus e fez dua.

‘Ó meu Senhor!  Dilata-me o peito.  Facilita-me a tarefa. E desata o nó de minha língua. Para que compreendam a minha fala.” (Alcorão 20:25-28)

Depois que Moisés tomou conhecimento do grande mal que seu povo havia cometido ao esculpir o bezerro de ouro, ficou zangado.  Entretanto, mesmo no meio de tamanho pecado, clamou a Deus para que tivesse misericórdia de todos.

“Tu és nosso Protetor. Perdoa-nos e apieda-Te de nós, porque Tu és o mais equânime dos indulgentes!  Concede-nos uma graça, tanto neste mundo como no outro.” (Alcorão 7:155-156)

 O rei (e profeta) Salomão era profundamente ciente do poder de Deus.  Sempre louvada Deus por qualquer condição na qual era colocado.  Disse: “Louvado Seja Deus” (Alcorão 27:15). Salomão também compreendia que nenhum poder ou força seria seu, a menos que o pedisse de Deus.  Fez dua e pediu um reino que nunca seria sobrepujado.  Deus concedeu seu pedido e o profeta Salomão reinou sobre um império que não podemos imaginar.

“Disse: ‘Meu Senhor!  Perdoa-me e concede-me um império que ninguém, além de mim, possa possuir.  porque Tu és o Agraciante por excelência.”  (Alcorão 38:35)

Essas duas são pequenos exemplos de como os profetas fizeram dua. Suas histórias e duas são encontradas em todo o Alcorão. Quando lemos as histórias dos profetas Salomão, José, Jacó ou Abraão descobrimos que eles e todos os profetas se submeteram completamente a Deus. Elevaram suas mãos em súplica e pediram ajuda somente a Deus.

Como crentes não devemos nunca esquecer que Deus ouve nossas duas e súplicas e responde.  Às vezes a sabedoria por trás das respostas está além de nossa compreensão, mas Deus deseja apenas o bem para nós.  Colocar nossa confiança em Deus e submetermo-nos à Sua vontade permitirá ao crente enfrentar qualquer tempestade e se manter firme perante a adversidade.  Nunca estamos sozinhos.

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