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Anja, ex-cristã, Alemanha (parte 3 de 4)

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Descrição: Por um período de dois anos e meio, essa estudante universitária passou a levar o Islã muito a sério.  Parte 3.

  • Por Anja
  • Publicado em 25 Aug 2014
  • Última modificação em 24 Aug 2014
  • Impresso: 29
  • Visualizado: 4053 (média diária: 2)
  • Classificação: sem comentários
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A igreja?  Não havia nenhuma.  Nenhuma organização, nenhuma hierarquia, sem sacramentos.  Cada muçulmano pode pregar.  Ou fazer um contrato de casamento.  Ou fazer a oração fúnebre por um morto.

Interpretação de escrituras?  Em relação às partes fundamentais da crença, os muçulmanos são unidos.  Deus é Deus e os profetas eram humanos.  O Alcorão é a palavra de Deus, assim como os livros revelados a outros profetas.  Os anjos são uma realidade e a ressurreição é uma realidade.  Os eruditos islâmicos - em contraste com os eruditos cristãos - estão mais preocupados com a aplicação prática dos princípios religiosos.  Anunciam opiniões religiosas com base no Alcorão e na Sunnah, que é o exemplo do profeta Muhammad, que Deus o exalte.  Essa opinião de um especialista é chamada de "fatwa".  Nenhum sábio tem qualquer forma de autoridade concedida por Deus. Uma fatwa sempre reflete a opinião pessoal do sábio, que é baseada em evidências textuais.  Pode adotá-la ou rejeitá-la.

Em torno de 1 bilhão de pessoas no mundo testemunham essa crença.  E até hoje o Islã não perdeu sua atração.  A palavra árabe "Islã" tem as mesmas letras raiz que a palavra "Salaam", paz.  Então o significado da palavra Islã também implica em encontrar paz, paz com Deus, com o mundo e consigo mesmo.

Aprendi e compreendi.  Mas ainda não podia aceitar a verdade. Acho que era muito preguiçosa para me tornar muçulmana.  Parecia muito difícil para mim.  O Islã é algo que envolve todos os aspectos da vida.  O Cristianismo, por outro lado, tende a ser um pouco ignorante da realidade desses dias.  A devoção bem calculada, que é usada para o serviço da igreja como o vestido de domingo, é então guardada no armário pelo resto da semana.

Ainda assim comecei a tentar o Islã.  Uni-me aos vizinhos muçulmanos no jejum do mês de Ramadã.  Isso significa que não comia ou bebia entre a alvorada e o por do sol.  E toda noite nos encontrávamos para quebrar o jejum juntos.  Algumas vezes até cozinhávamos juntos.  Um aluno egípcio chamado Mohamed se mostrou um excelente cozinheiro. Mohamed me chamou de lado no meio do mês e me encorajou a perguntar. Então fiz muitas perguntas e a cada pergunta ele dava uma resposta soberba. Naquelas noites de Ramadã também tive a oportunidade de assistir às orações.  E tentei imitar o que vi na privacidade de minha casa. Curvei-me e prostrei-me.  Como não sabia as palavras que foram ditas, improvisei dizendo "Nosso pai celestial...". Também comecei a reduzir meu consumo de álcool e porco.  E uma vez até dei uma caminhada na cidade usando um lenço em meus cabelos, só para experimentar.  Finalmente aprendi por que os palestinos no alojamento de estudantes colocam uma garrafa de água no banheiro.  Para os muçulmanos é normal se lavar depois de ir ao banheiro.  Na Alemanha geralmente não há duchas manuais instaladas nos banheiros, como nos países muçulmanos.  Então tinha que ser a garrafa de água. 

Muitos muçulmanos ao meu redor estavam se perguntando por que eu estava interessada no Islã, e a realidade era que muitos deles não estavam muito preocupados com as regulamentações islâmicas.  Ouvi várias vezes: "Claro que sou muçulmano. Se estivesse em meu país, viveria de acordo com o Alcorão. Mas aqui na Europa tudo é diferente. Ainda sou jovem. Terei tempo suficiente para ser devoto no futuro."

Por outro lado havia algumas poucas pessoas se esforçando muito para viver sua crença de forma adequada.  Um dos meus vizinhos nos alojamentos pertence a essa categoria.  Mohamed, o excelente cozinheiro durante o Ramadã, tinha um bacharelado em Biofísica do Egito e tinha vindo para a Alemanha para fazer seu doutorado.  Quando o conheci ele estava na Alemanha apenas por 6 meses e ainda frequentava as aulas de alemão na universidade.

O Islã significava tudo para ele.  Ele já havia adquirido um conhecimento amplo sobre questões islâmicas.  Entre os árabes nos alojamentos ele era chamado de "sheik". Um apelido que não parecia adequado para um homem jovem e esportivo de 24 anos com cabelo preto e encaracolado.  O próprio Mohamed não gostava do nome.  Uma vez me disse que a responsabilidade era muito grande.

De fato todos que precisavam de conselho ou ajuda, vinham para o "sheik".  Se um aluno precisasse de um quarto ou se alguém precisasse ir ao hospital ou apenas quisesse vender seus livros usados, todos vinham para Mohamed.

No início nosso conhecimento se desenvolveu meio que devagar, já que Mohamed se empenhava em manter sua imagem como muçulmano praticante.  Ficou distante de qualquer tentação possível.  E para um muçulmano, as mulheres definitivamente pertencem a essa categoria.  Mas logo sua responsabilidade religiosa tomou conta.  É possível mandar embora alguém interessado no Islã?

Para mim ele era realmente uma pessoa interessante para conversar.  Poucas vezes havia encontrado alguém tão mente aberta quanto ele.  Passávamos nosso tempo discutindo o Islã e o mundo. Claro que só em lugares "neutros"... Aprendemos muito um com o outro naquela época e Mohamed se tornou um dos meus amigos mais confiáveis.

Enquanto isso eu havia perdido completamente meu interesse em meus estudos de economia.  Devido aos meus poucos esforços não tinha me saído bem nas últimas provas e decidi fazer Estudos Orientais.  Percebi que uma boa nota nessa disciplina seria mais útil do que uma nota ruim em economia.  Meus estudos estavam indo bem.  Alguns créditos de meus estudos em economia podiam ser transferidos para minha nova especialidade em sociologia.  E as novas aulas eram muito interessantes para mim.  Ofereciam uma gama completamente nova de assuntos para discussões com Mohamed.

Durante essa época finalmente comecei a apoiar os muçulmanos.  Na universidade ficava cada vez mais incomodada com a forma irônica com a qual os muçulmanos eram tratados pelos não muçulmanos.  Ainda assim não conseguia me imaginar tornando-me muçulmana.  O que é bom para as mulheres árabes não é necessariamente bom para as alemães.  Pensei comigo mesma: como uma alemã pode viver como muçulmana?  Ouvi sobre tais mulheres, mas nunca tinha encontrado nenhuma pessoalmente.  Pelo menos era o que eu pensava.  Pouco antes da primavera descobri, por acaso, que uma das alunas de minha turma de árabe era uma muçulmana alemã.

Ainda era inverno e estava frio do lado de fora.  Toda vez que essa mulher saía da sala de aula, colocava seu longo lenço de lã.  Um dia perguntei a ela se havia outra razão além do frio e ela respondeu afirmativamente.

Heide era professora, casada com um muçulmano do Líbano.  Quando se tornou muçulmana, adotou o nome de Khadija.  Participava nas aulas de árabe para ganhar créditos para um curso de graduação para ensino de estrangeiros.

Com ela aprendi que em nossa cidade havia uma organização para muçulmanas que falavam alemão.  Aceitei o convite para acompanhá-la a um dos encontros do grupo.  E a partir dali tudo começou a mudar muito rápido.

Acordamos sobre o dia e Heide se ofereceu para me dar uma carona.  Encontramos-nos na cidade.  Dessa vez Heide estava usando um lenço "de verdade" que tinha colocado de forma elegante em sua cabeça. Eu tinha levado um lenço comigo também. Estava ficando um pouco nervosa.  Como seria recebida, não sendo muçulmana?  Que tipo de mulheres estava prestes a encontrar? Heide me tranquilizou e disse que as convidadas eram sempre bem-vindas e que não havia qualquer necessidade de eu usar um lenço.

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