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O Retorno de Jesus (parte 1 de 5)

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Descrição: Semelhanças e diferenças sobre a segunda vinda de Jesus entre cristãos e muçulmanos.  O Messias no fim dos tempos de acordo com o Judaísmo.

  • Por Jeremy Boulter (© 2009 IslamReligion.com)
  • Publicado em 11 May 2009
  • Última modificação em 24 Dec 2017
  • Impresso: 1153
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Tanto o Islã quanto o Cristianismo esperam o retorno de Jesus no fim dos tempos, e ambos esperam que testes e tribulações ocorram na época.  Muitos dos temas desses testes são semelhantes, mas também são diferentes em detalhes e definição.  Ambas as religiões esperam que a nação de crentes seja vitoriosa, mas os cristãos acreditam que seja definida como os crentes no Evangelho do Novo Testamento e em Cristo como ‘o Salvador’ e ‘a Encarnação’ de Deus, enquanto o muçulmano sabe que se refere àqueles que acreditam no monoteísmo puro vinculado à submissão ao Único e Verdadeiro Deus.

O retorno de Jesus é precedido em ambas as religiões por sinais, novamente semelhantes na descrição geral, mas sutilmente diferentes nos detalhes.  Ambas as religiões ensinam que o retorno de Jesus será precedido por uma grande e poderosa figura de falsidade e tentação, chamada o Masih ad-Dajjal (O Falso Messias) pelos muçulmanos e o Anticristo pelos cristãos.  Antes desse evento outros sinais que estão de acordo incluem um aumento geral na imoralidade e fornicação, assassinato e crimes, e ilegalidade generalizada, libertinagem e distanciamento da religião e conhecimento verdadeiro.  Acompanhando esses sinais de mal-estar civil existirão guerras[1] destrutivas e desastres naturais que se sucederão.  Os detalhes e períodos, entretanto, são substancialmente diferentes, mesmo dentro de crenças particulares.  Como a crença cristã vê a segunda vinda depende da interpretação doutrinária adotada.  Quatro opiniões são predominantes: pré-milenismo histórico e dispensacionalista, pós-milenismo preterista e amilenismo.[2]

O pré-milenismo[3]  tem dois ramos de interpretação.  Ambas postulam que Jesus virá e então, após derrotar o Anticristo, governará a terra com os ‘eleitos’ por 1.000 anos antes das almas maléficas serem ressuscitadas e Satanás ser libertado no Anticristo ressuscitado[4].  Elas diferem de forma significativa com relação aos eventos que cercam a segunda vinda.

 

Pré-milenismo Dispensacionalista

 

Embora ambas concordem que isso ocorrerá durante o período de Tribulação de sete anos durante o reinado do Anticristo, uma determina o retorno dos judeus para Israel e a reconstrução do templo durante esse período de sete anos, enquanto que a outra mantém que Jesus restabelecerá Jerusalém como sua capital, reconstruindo o templo durante seu reinado.  A primeira determina que os eleitos anteriores da Igreja sejam ressuscitados antes da tribulação começar, e então escolhidos para governar com Jesus, enquanto que os judeus virtuosos serão ressuscitados junto com heróis que se mantiveram firme contra o Anticristo e morreram no fim da tribulação, anunciando seu reino de paz e fartura.  A segunda mantém que o ‘arrebatamento’ de todos os eleitos, no caso todos os santos mortos do Cristianismo e os virtuosos do Judaísmo antes do advento de Cristo, acontecerá na segunda vinda de Jesus e dessa forma constituirão, com sua descendência, os cidadãos merecedores do governo do milênio.   Quando Satanás for finalmente libertado no Anticristo ressuscitado, uma grande batalha ocorrerá com os seguidores de Satanás e Satanás, o falso profeta, será derrotado e lançado no Inferno, anunciando o fim do mundo.  Aqui, mais uma vez, dois ramos diferem.  O Histórico vê Gog e Magog como nações que Satanás lidera em rebelião quando é libertado, enquanto que o Dispensacionalista, embora concorde que Satanás liderará um exército de nações iludidas, não coloca Gog e Magog entre elas.[5]

Pré-milenismo Histórico

 

Após a derrota das forças do mal, as montanhas se desintegrarão, a terra se tornará uma planície e o Julgamento será instituído para as pessoas da terra.  Os verdadeiros crentes em Cristo serão recompensados com o paraíso e a comunhão eterna com Deus e os descrentes e pecadores que não se arrependeram serão consignados ao inferno e à separação eterna de Deus.

O Preterismo é o nome genérico para o ponto de vista encontrado em ambas as opiniões que se opõem ao pré-milenismo.  Vê o retorno de Jesus como já tendo acontecido na época da destruição do templo de Jerusalém, pelo menos em termos de julgamento.  Ou seja, vêem as pessoas julgadas quando morrem.  Dessa forma, a terra em si é eterna, e o aperfeiçoamento de nossa fé e a verdade sobre Deus é uma tarefa interminável que nos foi determinada por Deus.[6]  Entre os preteristas parciais, o momento de perfeição é a segunda vinda física de Jesus, que reinará para sempre sobre aqueles que alcançaram salvação.

O pós-milenismo vê o reinado de 1.000 anos de Jesus de uma forma mais figurativa do que literal, e considera que ele já começou.  Jesus é literalmente o rei da terra agora, julgando o morto no momento de sua morte, e a igreja cristã está em processo de aperfeiçoar sua crença nele e a derrota de Satanás.  Então Jesus retornará para derrotar o Anticristo, anunciando o fim do mundo e estabelecer a Igreja para governar com ele.

Pós-milenismo

 

O Amilenismo[7]  também vê o reinado de 1.000 anos como figurativo e já estabelecido, mas como o pré-milenismo, entende o Dia do Juízo como o dia de separar os bons dos maus e consigná-los eternamente aos seus respectivos destinos.

Amilenismo

 

Esses pontos-de-vista com frequência se sobrepõem então, não se tem certeza quando uma doutrina termina e a outra começa.  Nenhuma delas, entretanto, está em conformidade com a visão islâmica do reino de Jesus e seu papel na segunda vinda.

O Islã vê o retorno de Jesus como uma conclusão de sua vida e missão, que ele deixou incompletos.[8] Como o verdadeiro Messias, apenas ele tem o poder que lhe foi concedido por Deus de derrotar o falso Messias no final dos tempos.  Seu governo testemunhará a invasão de Gog e Magog, a quem nem ele será capaz de derrotar.  Ao contrário, ele orará a Deus que então os destruirá.  O fim de Gog e Magog anunciará o começo de um mundo hegemônico no qual todos serão crentes, ou pelo menos submissos, ao seu reino como representante de Deus.  Ele governará pela Lei de Deus como ensinada por Muhammad (ou seja, Islã) (que a misericórdia e as bênçãos de Deus estejam sobre ele), até morrer com uma idade de 70 ou 75 anos.  Nesse período haverá fartura para todos, e paz em todo o mundo.  Então, algum tempo depois dele morrer e ser enterrado, todos os muçulmanos serão pegos por uma brisa e levados para a vida futura.  As pessoas remanescentes na terra serão descrentes, e apenas elas testemunharão o capítulo final da terra.

Muitos desses eventos descritos no Islã ecoam o conceito do Messias no final dos tempos concebido no Judaísmo, embora eles acreditem que a Lei com a qual ele reinará será a Lei de Moisés, ao invés da de Muhammad, que Deus louve a ambos.  O Islã e o Judaísmo consideram a vinda do Messias como essencialmente aglomeradora, reunindo crentes dos confins da terra.  Ambas vêem seu governo como o retorno aos fundamentos da fé e da Lei.  Ambas vêem seu papel como de um líder que lutará a guerra de Deus contra as forças do mal, e que essa guerra será seguida de uma hegemonia pacífica na qual a Lei de Deus prevalecerá em todo o mundo.

Onde eles diferem é quem essa figura do final dos tempos representa.  Para os judeus, o Messias necessariamente será um líder judeu que restabelece Israel e o templo e todos os rituais em Jerusalém.  Para os muçulmanos, ele representa a vitória do Islã puro, separando hipócritas de verdadeiros crentes.

Todas as três visões do Messias no final dos tempos têm algo em comum.  Nos próximos quatro artigos, entretanto, exporemos a descrição islâmica do futuro, que é considerada como estando próxima.  Essa visão é muito clara e sujeita à pouca variação doutrinal, ao contrário das opiniões judaica e cristã.  Depende de você traçar os paralelos aparentes e rejeitar o que não reflete a verdade.



Footnotes:

[1] De destruição e assassinato mútuos

[2] As quatro opiniões estão representadas na maioria das diferentes denominações do Cristianismo. Entretanto, pode-se dividir de forma ampla a opinião pré-milenista no Dispensacionalismo Católico versus Historicismo Protestante, e a opinião preterista no Pós-milenismo Católico versus Amilenismo Protestante.

[3] Os quatro diagramas foram tirados de (http://www.blueletterbible.org/faq)

[4] O Falso Profeta é geralmente concebido como o Anticristo ressuscitado, possuído ou influenciado por Satanás, mas nem sempre. Outras interpretações o vêem como essencialmente independente, nem possuído ou ressuscitado e nem o Anticristo.

[5] Não é claro em qualquer caso como as ‘nações maléficas’ sobreviveram ao Milênio, se estão ou não constituídas de Gog e Magog.

[6] THE PAROUSIA: A Careful Look At The New Testament Doctrine Of The Lord’s Second Coming (A PARÚSIA: Um Olhar Cuidadoso na Doutrina do Novo Testamento da Segunda Vinda do Senhor, em tradução livre), de James Stuart Russell, (1878)

[7] Ver: AMILLENNIALISM, or The truth of the Return of the Lord Jesus (AMILENISMO, ou A verdade do Retorno do Senhor Jesus, em tradução livre), do Rev. D. H. Kuiper

[8] Não se refere à missão dada a ele por Deus até sua ascensão. Como Jesus não morreu, e eventualmente deve morrer, sua vida não acabou, nem foram executados os trabalhos que constituem o complemento de sua vida. Em João 16:12, Jesus pode ter aludido a isso quando disse: “Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender por agora,” logo antes de seu retiro para Getsêmani.

 

 

O Retorno de Jesus (parte 2 de 5)

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Descrição: As profecias e portentos no Islã da descida de Jesus no Alcorão e nas narrações proféticas.

  • Por Jeremy Boulter (© 2009 IslamReligion.com)
  • Publicado em 18 May 2009
  • Última modificação em 18 May 2009
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Os cristãos acreditam que Jesus está vivo home, e muitas denominações acreditam que ele esteja ativo.  Também acreditam que ele já foi ressuscitado, e que nunca morrerá novamente.  A posição islâmica, entretanto, é que ele nunca morreu e, portanto, continua vivo.  É dito no Alcorão que os judeus alegaram:

“Matamos Jesus, o filho de Maria, Mensageiro de Deus.”

Entretanto, Deus nega, já que o versículo continua:

“Embora não sendo, na realidade, certo que o mataram, nem o crucificaram, senão que isso lhes foi simulado. Porém, o fato é que não o mataram. Outrossim, Deus fê-lo ascender até Ele.” (Alcorão 4:157-8)

Essa elevação é literalmente um movimento ascendente, ser fisicamente tirado da terra até os céus, assim como ele será trazido de volta fisicamente nas asas de anjos dos céus para a terra, quando retornar.  Os cristãos estimam que sua idade era de 31-33 anos na época da ascensão, porque se considera que os evangelhos sinóticos descrevem aproximadamente 1 ano de sua vida.  O Evangelho de João descreve de forma significativa 3 anos de sua vida a partir do momento que começou sua pregação, sobre os quais Lucas diz:

“Ora, Jesus, ao começar o seu ministério, tinha cerca de trinta anos; sendo (como se cuidava) filho de José, filho de Eli;...” (Lucas 3:23 e 4:1)

Eruditos muçulmanos concordam.  Hasan Basri disse: “Jesus tinha 34”, enquanto que Sa’eed bin Mussayyib disse: “Ele tinha 33”, quando foi elevado aos céus.[1]

“Nenhum dos adeptos do Livro deixará de acreditar nele (Jesus), antes da sua morte, que, no Dia da Ressurreição, testemunhará contra eles.” (Alcorão 4:159-)

Deus, aqui, está falando sobre o ‘Povo do Livro’ acreditar em Jesus antes dele morrer bem depois dele ter sido elevado aos céus.  A implicação é de que ele não está morto ainda.  De fato, ele é mantido seguro por Deus até que complete seu termo.  Como Deus diz no Alcorão:

“Deus recolhe as almas, no momento da morte e, dos que não morreram, ainda (recolhe) durante o sono. Ele retém aqueles cujas mortes têm decretadas e deixa em liberdade outros, até um término prefixado.” (Alcorão 39:42)

E:

“Ele é Quem vos recolhe, durante o sono, e vos reanima durante o dia, bem sabendo o que fazeis, a fim de que se cumpra o período prefixado; logo, a Ele será o vosso retorno. Então, Ele vos inteirará de tudo quanto houverdes feito.” (Alcorão 6:60)

‘O termo’ denota os dias de nossas vidas, já conhecidos e confirmados por Deus.  A palavra “ser levado” é uma promessa feita por Deus a Jesus do que Deus fará quando Seu mensageiro for ameaçado pela descrença.  O Alcorão nos informa que Ele disse a Jesus:

“Ó Jesus, por certo que porei termo à tua estada na terra; ascender-te-ei até Mim e salvar-te-ei dos incrédulos,…” (Alcorão 3:55)

Sendo assim, temos uma promessa de Deus cumprida quando salvou Jesus da crucificação, e outra que será cumprida quando Ele retornar Jesus a terra e ele completar sua vida aqui – uma promessa confirmada na revelação dada à Maria na anunciação:

“Ó Maria, por certo que Deus te anuncia o Seu Verbo, cujo nome será o Messias, Jesus, filho de Maria, nobre neste mundo e no outro, e que se contará entre os diletos de Deus. Falará aos homens ainda no berço, bem como na maturidade[2], e se contará entre os virtuosos.” (Alcorão 3:45-46)

Uma vez que a meia-idade equivale a mais do que trinta e poucos anos, essa profecia se refere a ele falar às pessoas após o seu retorno. Então essa segunda promessa (de que todos acreditarão nele antes de ele morrer) se refere à sua segunda missão quando descer a terra novamente.  Quando chegar ele terá a mesma idade de quando partiu, e então viverá por outros quarenta anos.[3] O Profeta, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, disse:

“Não existe nenhum profeta entre eu e ele (Jesus), e ele descerá. Ele... ficará no mundo por quarenta anos; então morrerá e os muçulmanos oferecerão a oração fúnebre por ele.” (Abu Dawood, Ahmed)

O retorno de Jesus será próximo do fim dos tempos.  De fato, sua descida será um dos sinais maiores de que a hora final está próxima.  O Alcorão revela que:

“E (Jesus) será um sinal (do advento) da Hora. Não duvideis, pois, dela, e segui-me, porque esta é a senda reta.” (Alcorão 43:61)

Seu aparecimento será seguido de dois ou três outros portentos inconfundíveis.  Entre eles está o aparecimento da besta[4], os crentes serem levados da terra em uma lufada de vento[5], deixando apenas os descrentes para trás, e o nascimento do sol no ocidente.[6]

 Os dez sinais maiores, entre os quais está a segunda vinda de Jesus, são resumidos em um hadith:[7]

“A Hora não chegará até vejam dez sinais: a fumaça, o Falso Messias, a Besta; o sol nascer no Ocidente; a descida de Jesus, filho de Maria; o Gog e Magog; e três tremores – um no Oriente, um no Ocidente e um na Arábia, no fim dos quais fogo será expelido da direção de Aden conduzindo as pessoas para o local de sua congregação final.” (Ahmed)

Que Deus nos salve da descrença e nos preserve de estar entre os que testemunharão os momentos finais.



Footnotes:

[1] Ibn Kathîr: Stories of the Prophets; The Story of Jesus, Elevation or Crucifixion (Histórias dos Profetas, a História de Jesus, Ascensão ou Crucificação, em tradução livre), p 541

[2] A palavra usada no Alcorão é Kahl, que significa ‘de meia-idade; idoso, velho’ (Al-Mawrid al Waseet Concise Arabic-English Dictionary). De acordo com o Léxico de Mokhtar Al Sihhah Lexicon, significa acima de 35 anos e de cabelos grisalhos (sha’ib).

[3] Faslu’l-Maqaal fi Raf’i Isa Hayyan wa Nuzoolihi wa ’Qatlihi’d-Dajjal, p. 20

[4] Profetizado no Alcorão, 27.82: “E quando recair sobre eles a sentença, produzir-lhes-emos da terra uma Besta, que lhes falará.”

[5] O Profeta disse: ‘Naquele momento Deus enviará um vento agradável que levantará as pessoas por suas axilas. Ele tirará a vida de todos os muçulmanos e apenas os pecadores sobreviverão, que cometeram adultério como asnos, e a Última Hora chegará para eles.’ (Saheeh Muslim)

[6] O Profeta disse: ‘O primeiro dos sinais imediatos (da Hora) a ocorrer será o sol nascer do ocidente e o aparecimento da Besta diante das pessoas ao amanhecer. O evento que ocorrer primeiro, o outro se seguirá imediatamente.’ (Saheeh Muslim).

[7] Os sinais na narração estão listados em uma ordem diferente daquela na qual ocorrerão…

 

 

O Retorno de Jesus (parte 3 de 5)

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Descrição: O contexto da segunda vinda de Jesus, os testes e tribulações que ocorrerão antes, o surgimento do Mahdi e o advento do Maseeh ad-Dajjal (o Falso Messias) e o papel de Jesus em sua morte.

  • Por Jeremy Boulter (© 2009 IslamReligion.com)
  • Publicado em 25 May 2009
  • Última modificação em 25 May 2009
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O Surgimento do Mahdi e o Advento do Falso Messias

As circunstâncias da segunda vinda envolverão outras duas pessoas do final dos tempos, o Mahdi[1] e o Maseeh ad-Dajjal, árabe para o Falso Messias, e os testes e tribulações associados a eles.  A tarefa primária de Jesus em seu retorno será salvar o mundo do Falso Messias e uni-lo mais uma vez sob o Governo de Deus. 

O advento do Falso Messias, entretanto, será precedido por um homem que une todos os muçulmanos sob sua liderança.  Desse homem, o Profeta, que a misericórdia e as bênçãos de Deus estejam sobre ele, disse que antes do mundo terminar, uma pessoa de sua família com seu nome (Muhammad bin Abdullah) governará os árabes, enchendo a terra com equidade e justiça onde antes havia opressão e injustiça, por 7 anos.[2] Disse ainda que ele será apoiado pela nação muçulmana, da qual disse:

“Um grupo de meu povo não parará de lutar pela Verdade e prevalecerá até o Dia da Ressurreição. E Jesus, filho de Maria, descenderá e seu líder (dos muçulmanos) dirá: ‘Venha e nos lidere em oração.’” (Saheeh Muslim)

Sendo assim, antes da vinda de Jesus, a nação muçulmana defenderá a religião sob um homem que descende diretamente do profeta, que convidará Jesus para liderar a oração interrompida por sua vinda.  O tempo que ele liderará a nação muçulmana será de menos de 7 anos, mas quanto menos não se sabe exatamente.  O que é sabido é que será um comandante relutante para quem as pessoas acorrerão, somente após um exército atacando Meca ser engolido pela terra.

O Profeta, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, disse:

“Haverá desentendimento na morte de um califa e um homem do povo de Medina fugirá para Meca.  Algumas das pessoas de Meca irão até ele, o trarão contra sua vontade e declararão lealdade a ele entre o Canto[3]  e o Maqam.[4]  Uma força expedicionária será então mandada contra ele vinda da Síria, mas será engolida no deserto entre Meca e Medina.  Quando as pessoas testemunharem isso, os homens mais virtuosos da Síria e as melhores pessoas do Iraque virão até ele, e declararão lealdade entre o Canto e o Maqam.” (Abu Dawood)

“Também existirão várias campanhas, a primeira contra elementos internos[5], e então contra elementos externos. Um exército consistindo dos melhores soldados muçulmanos no mundo virão de Medina para impedir a invasão ocidental de Ash-Sham[6].”

“Quando se organizarem em fileiras, os romanos dirão: ‘Não fiquem entre nós e aqueles que fizeram prisioneiros dos nossos.  Deixe-nos combatê-los.’  Os muçulmanos dirão: ‘Não, por Deus, nunca ficaremos de lado para que possa combater nossos irmãos.’” (Saheeh Muslim)

A luta durará três dias com grande matança em todos os lados até que, no quarto dia, os remanescentes do exército muçulmano derrotarão as forças ocidentais e prosseguirão para conquistar Istambul.  Enquanto os soldados estiverem saqueando a cidade os alcançará um falso rumor de que o Falso Messias chegou, e eles retornarão à Síria.   Quando chegarem a Damasco, onde o Mahdi os preparará para a guerra contra o Falso Messias, o Falso Messias aparecerá. 

Sua estada na terra será de 40 dias. Entretanto, esses 40 dias terão algo de especial.  O primeiro dia e a primeira noite durarão um ano inteiro, o segundo um mês inteiro, e o terceiro uma semana inteira, e os 37 dias remanescentes serão normais.[7] É nesses 37 dias finais que Jesus provavelmente virá, já que matará o Falso Messias pouco depois de sua chegada. 

O Falso Messias aparecerá do oriente, no caminho entre a Síria e o Iraque[8], e sua chegada propagará grandes problemas e injustiça.  Ele estará em todo o redor, como uma nuvem levada pelo vento, vindo primeiro para um povo e depois para outro.  Convidará as pessoas a segui-lo, recompensando aqueles que responderem e afirmarem sua fé nele ordenando o céu a chover, o que fará com que a terra e os animais domésticos floresçam e produzam.  Aqueles que se recusarem sofrerão seca, fome e perda de bens.  Onde quer que vá, chamará os tesouros da terra, que se reunirão perante ele como um enxame de abelhas e ele até matará um homem, cortando-o ao meio, trazendo-o de volta à vida depois.

A Vinda de Jesus e a Morte do Falso Messias

Como pode ser visto, serão concedidos milagres ao Falso Messias para convencer as pessoas a se desviarem do caminho, e muitas o seguirão.  Alguns hadiths mencionam que muitas pessoas, especialmente os judeus[9], o tomarão pelo Messias verdadeiro, já que ele se anunciará como o representante de Deus.  Entretanto, logo ele reivindicará poder divino para si e eventualmente reivindicará ser o Senhor.[10]  Conquistará a maior parte do mundo e irá contra o Mahdi em Damasco, e esse será o momento em que o verdadeiro Messias, Jesus, descerá.

“Deus enviará o Messias, filho de Maria, que descerá no minarete branco no lado oriental de Damasco usando duas vestimentas, ligeiramente tingidas com açafrão, suas mãos se apoiando nas asas de dois anjos.  Quando ele abaixar sua cabeça, gotas de suor cairão e quando ele a levantar, gotas como pérolas se espalharão.  Todo não-crente que sentir seu aroma morrerá, e seu sopro alcançará tudo que ele for capaz de ver.” (Saheeh Muslim)

Em outro hadith é dito:

“Certamente, o momento da oração virá e então Jesus, o filho de Maria, descerá e os liderará em oração.  Quando o vir, o inimigo de Deus começará a se dissolver, como o sal se dissolve na água.” (Saheeh Muslim)

O primeiro hadith continua dizendo que ele o encontrará em Lida:

“Ele (Jesus) perseguirá o Falso Messias até capturá-lo nos portões de Lida e matá-lo.” (Saheeh Muslim)

Jesus usará uma lança guiada por Deus[11], através da qual as forças da tentação serão vencidas.

“Então, pessoas a quem Deus protegeu virão a Jesus, filho de Maria, e ele limpará seus rostos e os informará de suas posições no Paraíso.” (Saheeh Muslim)

Essa informação não é o julgamento do Dia do Juízo, mas conhecimento dado a Jesus por Deus.  Essas pessoas não são eleitas do arrebatamento cristão, mas os sobreviventes da desordem envolvendo sua vinda.  E esse é o primeiro episódio da vida do Messias em seu retorno, o qual o próximo texto elaborará, se Deus quiser.



Footnotes:

[1] Al-Mahdi literalmente significa ‘o preparador do caminho’ mas o significado do nome próprio é ‘aquele que é direcionado por Deus para a verdade’.

[2] Sunan Abu Dawood.

[3] O canto da Caaba mais próximo da porta. A pedra negra fica nesse canto.

[4] A estação de Abraão é a rocha sobre a qual ele se apoiou para construir as paredes da Caaba.

[5] A ‘Expedição de Kalb’, mencionada por Umm Salamah em Sunan Abu Dawood.

[6] Ash-Sham é a área geográfica que inclui Síria, Líbano, Jordânia, Palestina e partes do Iraque.

[7] Saheeh Muslim.

[8] A localização exata tem sido relatada em Musnad Ahmad como sendo ‘Khorastan’ou ‘Yahwadiah em Asbahan’, a última associada com Shahrstan.

[9] Anas bin Malik disse que o Mensageiro de Deus disse: “O Falso Messias será seguido por 70.000 judeus de Asbahan.’ Saheeh Muslim.

[10] Saheeh Bukhari. A evidência é indireta. No hadith são os seguidores do Falso Messias que perguntam a um homem que o nega ‘Você não acredita em nosso Senhor?’ Posteriormente, depois de matar o homem e trazê-lo de volta à vida, o Falso Messias pergunta: ‘Agora você acredita no que reivindico?’ Em dois outros hadiths da mesma fonte, o Profeta, que Deus o louve, diz: ‘Verdadeiramente, Deus não é cego de um olho! Entretanto, o Falso Messias é cego do olho direito, um olho como uma uva saltada.’ E: ‘Não existe um profeta que não tenha alertado sua nação sobre o mentiroso de um olho só (o Falso Messias); porque verdadeiramente só tem um olho, e seu Senhor, o Mais Poderosos e Sublime, não tem um olho só.’ A implicação é que não devemos confundir o Falso Messias com nosso Senhor Deus, independentemente do que ele alegar.

[11] Saheeh Muslim.

 

 

O Retorno de Jesus (parte 4 de 5)

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Descrição: Depois do Falso Messias; a anulação das falsas religiões do povo do livro, o estabelecimento da nação de Deus sob Jesus, e a invasão de Gog e Magog.

  • Por Jeremy Boulter (© 2009 IslamReligion.com)
  • Publicado em 01 Jun 2009
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O Estabelecimento da Nação de Deus sob Jesus

A morte do Falso Messias traumatizará os cristãos e judeus que o tinham seguido, porque isso lhes revelará que ele não era quem alegava ser.  De fato, o papel de Jesus em sua derrota convencerá a maioria dos cristãos sobreviventes, pelo menos, de que o Falso Messias tinha sido o Anticristo profetizado em suas próprias escrituras.  O Profeta do Islã, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, disse:

“O filho de Maria descerá entre vocês em breve e os julgará de forma justa (de acordo com a Lei de Deus[1]): quebrará as cruzes e matará os porcos...” (Saheeh Al-Bukhari)

O quebrar das cruzes pode ser figurativo ou literal: a destruição de ídolos erigidos nas igrejas e a remoção de cruzes de seus campanários, assim como a proibição do uso de cruzes pessoais como símbolos da religião; ou a destruição do mito de que foi executado pelos romanos em uma cruz na instigação feita pelos judeus.  Da mesma forma, a matança de porcos pode ser literal e figurativa: conduzir literalmente uma campanha para matar todos os porcos para que o consumo de sua carne se torne impossível, permitir que sejam mortos ou simplesmente impor novamente a proibição de Deus feita desde tempos imemoriais[2] em relação ao consumo de sua carne, forçando os criadores de porcos a se livrarem de sua criação por sua inutilidade.  De fato, duas das principais práticas cristãs serão removidas, indicando que a religião como ensinada por cristãos modernos será extinta, fazendo um retorno à religião como pretendida originalmente (Islã).

“... e não haverá Jizya.” (Saheeh Al-Bukhari)

Além disso, depois da grande perda de vidas entre os judeus, a morte de seu líder provará que ele foi uma falsa esperança.  É provável que a alegação de divindade do Falso Messias semeie dúvidas em seus corações, e quando Jesus anunciar que a Jizya[3] não será mais um meio através do qual os não-muçulmanos poderão evitar a submissão à vontade de Deus, eles estarão prontos para abrir mão da orientação de seus rabinos em favor do retorno à orientação[4] de Deus.  O fato de que nenhuma Jizya será aceita sublinha a abolição de todas as religiões, exceto uma.  Será exigido que o Povo do Livro siga a Lei do Islã que Jesus imporá.  Os obstinados que se recusarem serão perseguidos e mortos, ao invés de terem permissão de continuar em sua crença obsoleta.

“A hora não chegará até que os muçulmanos combatam os judeus e os matem.  Os judeus buscarão abrigo atrás de pedras e árvores, mas a pedra ou a árvore falará: “Ó servo de Deus, existe um judeu [obstinado] atrás de mim, venha e mate-o!”  Mas a árvore de Gharqad não falará, porque é parcial em relação aos judeus.” (Saheeh Muslim)

Não há menção nesse ponto em relação ao destino daqueles que não são nem muçulmanos nem do Povo do Livro, mas acreditamos que alguns deles também ficarão sobre o governo de Jesus, ou morrerão.  Talvez outros sejam destruídos por aqueles que são referidos como Gog e Magog.

A Invasão de Gog e Magog[5]

Quem são exatamente Gog e Magog não se sabe, embora seja sabido de um hadith, encontrado nos dois principais livros de narrações autênticas (Saheeh Al-Bukhari e Saheeh Muslim), que são das nações da humanidade[6].  Sobre eles, o Alcorão diz:

“Até que chegou a um lugar entre duas montanhas, onde encontrou um povo que mal podia compreender uma palavra.  Disseram-lhe: Ó Zul Carnain!  Gog e Magog são devastadores na terra. Queres que te paguemos um tributo, para que levantes uma barreira entre nós e eles?” (Alcorão 18:93-94)

Depois de Zul Carnain executar seu pedido (sem determinar tributo), ele lhes disse:

“Esta muralha é uma misericórdia de meu Senhor. Porém, quando chegar a Sua promessa, Ele a reduzirá a pó, porque a promessa de meu Senhor é infalível. Nesse dia, deixaremos alguns deles insurgirem-se contra os outros...” (Alcorão 18:98-99)

Isso significa que será um povo que não está sob a jurisdição de Jesus quando ele aceita o compromisso de ex-judeus e cristãos.   E Gog e Magog serão a ameaça final aos crentes antes de seu reinado de paz.  Novamente, o Alcorão diz:

“Até o instante em que for aberta a barreira do (povo de) Gog e Magog e todos se precipitarem por todas as colinas, e aproximar a verdadeira promessa. E eis os olhares fixos dos incrédulos, que exclamarão: Ai de nós! Estivemos desatentos quanto a isto; qual, fomos uns iníquos!” (Alcorão 21:96-97)

Nem mesmo Jesus será capaz de resistir à vinda de Gog e Magog, porque atropelarão a terra de forma destrutiva, como gafanhotos.

Abu Sa’id al-Khudri relatou que o profeta, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, disse que somente os muçulmanos que se retirarem para suas cidades e fortalezas com seu gado e ovelhas sobreviverão ao ataque violento.[7]  Também é dito:

Deus revelará a Jesus, filho de Maria: “Trouxe um povo dentre Minhas criaturas que ninguém será capaz de combater.  Leve meus adoradores em segurança para o Monte Tur.” (Saheeh Muslim)

Gog e Magog serão tantos que quando os últimos do bando passarem através do leito de um lago de cuja água a primeira fileira bebeu, dirão: ‘Costumava haver água aqui.’  Todos que não sejam de seu bando, exceto os muçulmanos em suas fortalezas e refúgios, serão mortos, e o bando declamará: ‘Derrotamos o povo da terra.  Agora só existe o povo dos céus [para derrotarmos]’.  Nesse momento, alguém lançará uma flecha para o céu e ela cairá de volta na terra manchada de sangue.[8]

Embora Gog e Magog pensem que conseguiram a vitória, sua ostentação será sua queda, porque o sangue em suas armas será um teste de Deus.  O próximo artigo lidará com como Gog e Magog serão derrotados, e o que acontece depois disso.



Footnotes:

[1] É por essa Leia, a Sharia que é baseada no Alcorão e no modo de Muhammad, que Jesus governará com equidade e justiça.

[2] Como registrado no Torá e também no Alcorão.

[3] Jizya: Tributo pago pelo Povo do Livro que, sob a proteção da nação islâmica da qual são cidadãos, estão livres para praticar sua religião.

[4] Deus usa a palavra ‘Al-Furqan’ para descrever tanto o que foi revelado a Muhammad, que Deus o louve, quanto o que foi revelado a Moisés e Aarão, assim como aos outros profetas. Muitos dos ensinamentos originais, não distorcidos por adições e interpretações rabínicas, apóiam e precedem a Lei prescrita pelo Último Profeta, que é a forma final da Lei de Deus.

[5] Gog e Magog se pronuncia Yajuj wa Majuj em árabe.

[6] O Profeta, que Deus o louve, disse: “Entre vós existem duas nações que nunca se aproximam de nada exceto se for para subjugar em grandes números: Yajuj e Majuj.”

[7] Em Musnad Ahmad

[8]Musnad Ahmad

 

 

O Retorno de Jesus (parte 5 de 5)

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Descrição: O fim de Gog e Magog, seguido de paz e fartura, um mundo sem guerra, a universalidade da Verdadeira Religião de Deus, e a morte de Jesus.

  • Por Jeremy Boulter (© 2009 IslamReligion.com)
  • Publicado em 08 Jun 2009
  • Última modificação em 08 Jun 2009
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O Fim de Gog e Magog

Quando Gog e Magog tiverem expulsado os muçulmanos para suas fortalezas e refúgios, e quando virem o sangue em suas armas, que retornará do céu, tomarão isso como evidência de sua vitória iminente sobre os muçulmanos.  Entretanto, naquela noite:

“Jesus e seus companheiros implorarão a Deus e Deus enviará contra eles (Gog e Magog) vermes que atacarão seus pescoços; e de manhã, todos perecerão.” (Saheeh Muslim)

Sem saber que o bando já foi destruído, os muçulmanos em suas fortalezas chamarão por um voluntário para observar o que o inimigo está fazendo.  O voluntário, sabendo que provavelmente morrerá, descerá para encontrar todos mortos, deitados uns sobre os outros.  Ao retornar, ele gritará: ‘Ó muçulmanos, alegrem-se!  Deus foi o bastante contra nossos inimigos!’[1]

Quando Jesus e o povo que se refugiou no Monte Tur descerem, encontrarão a mesma cena, sem um único lugar da terra ao seu redor livre do mau cheiro de corpos apodrecendo.  A situação será tão repugnante e perigosa para a saúde que Jesus orará a Deus novamente, e Ele enviará enormes pássaros para carregá-los[2] e jogá-los no mar onde o sol nasce.

As Consequências

Depois disso, Deus enviará uma chuva intensa e purgativa que penetrará em tudo, com duração de quarenta dias.  Ao contrário do Dilúvio[3], essa chuva torrencial será benéfica, por que:

“A terra será lavada até que pareça um espelho. Deus então ordenará a terra: ‘Traga seus frutos e restaure suas bênçãos.’” (Saheeh Muslim)

Os muçulmanos permitirão que seu gado e criações pastem novamente e eles engordarão de uma forma que nenhuma vegetação os tinha engordado antes.[4] Pomares produzirão frutos de tamanho e qualidade nunca vistos antes, e o gado produzirá um leite de excelente qualidade em enormes quantidades, suficiente para que ninguém experimente qualquer tipo de escassez.[5]

Os benefícios, então, do advento de Gog e Magog, será a dizimação dos não-crentes, deixando o mundo para uma nação de crentes e alimento em abundância depois da terra ter absorvido todos os corpos decompostos dos mortos causados por sua invasão e posterior extermínio.  Por um período a riqueza será tão abundante que as pessoas não serão capazes de encontrar a quem dar caridade.[6] Abu Hurayrah relatou que o Profeta, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, disse:

“... e não haverá Jizya. O dinheiro será abundante de modo que ninguém o aceitará (em caridade).” (Saheeh Al-Bukhari)

A redução do número de homens não será benéfica, causando um grande desequilíbrio na taxa entre os sexos.  As mulheres excederão os homens em números, possivelmente devido às baixas na guerra, como foi o caso na Alemanha depois da Segunda Guerra Mundial.[7]

O Reino e Morte de Jesus

O reino de Jesus, que Deus lhe conceda paz, será pela Lei que Muhammad, que a misericórdia e as bênçãos de Deus estejam sobre ele, trouxe.  Isso está de acordo com a Aliança que Deus fez com todos os Seus profetas.  No Alcorão, é dito:

Quando Deus aceitou a promessa dos profetas, disse-lhes: “Eis o Livro e a sabedoria que ora vos entrego. Depois vos chegou um Mensageiro que corroborou o que já tendes. Crede nele e socorrei-o.” Então, perguntou-lhes: “Comprometer-vos-eis a fazê-lo?” Disseram: “Comprometemo-nos.” Ele disse: “Testemunhai, que também serei, convosco, Testemunha disso.” (Alcorão 3:81)

O reino de Jesus, portanto, será de acordo com a Aliança com Deus, e isso é suportado por uma explicação do dito do Profeta, que a misericórdia e as bênçãos de Deus estejam sobre ele, por Abu Hurayrah, quando relatou uma pergunta que ele fez aos seus companheiros.  Ele disse:

O Mensageiro de Deus disse: “O que fariam se o filho de Maria descesse em seu meio e os liderasse como um de vocês?"

Um dos companheiros, Ibn Abu Thib, perguntou:

O que significa ‘Ele os liderasse como um de vocês’?

Abu Hurayrah respondeu:

“Ele os liderará de acordo com o Livro de seu Senhor, exaltado e louvado seja Ele, e o Caminho de seu Mensageiro, que a misericórdia e as bênçãos de Deus estejam sobre ele.”[8]

Seu reino será marcado por respeito mútuo, paz e prosperidade entre as pessoas.  Em outro hadith, Abu Hurayrah disse:

“Rancor, ódio mútuo e inveja desaparecerão e quando ele (Jesus) convocar as pessoas para aceitarem fortuna, ninguém aceitará.” (Saheeh Al-Bukhari)

A falta de rancor entre as pessoas será absoluta, não relativa, por pelo menos sete anos, quando duas pessoas serão instigadas a sentir ódio[9] e a palavra entre elas será ‘paz’.  De fato, a religiosidade e piedade serão a ordem do dia, porque para cada pessoa:

“Uma única prostração para Deus (em oração) será melhor do que o mundo todo e tudo que ele contém.” (Saheeh Al-Bukhari)

O próprio Jesus não somente governará e julgará pela Sharia islâmica, mas também completará todos os pilares islâmicos.   O Profeta do Islã disse:

“Por Aquele em Cujas mãos está a minha vida, o filho de Maria certamente invocará o nome de Deus para o Hajj ou Umrah[10] ou ambos no vale de Rauha (um vale próximo de Medina).”  (Saheeh Muslim)

Então, quarenta anos após sua segunda vinda ele morrerá, e os muçulmanos realizarão a oração fúnebre por ele.[11] E esse é o momento ao qual Deus se refere no versículo corânico:

 “Nenhum dos adeptos do Livro deixará de acreditar nele (Jesus), antes da sua morte...”  (Alcorão 4:159)

Se Deus quiser, todas as pessoas serão de um único Livro naquela época.

Conclusão

Como podemos ver, o retorno de Jesus a Terra será um evento verdadeiramente magnificente, cercado por incidentes verdadeiramente magnificentes, tão magnificentes que podem parecer fantasias.  Jesus chegará em um momento no qual o mundo estará em necessidade real da Ajuda Divina.  De fato essa Ajuda Divina virá com Jesus, mas algumas das tribulações daqueles dias serão tão grandes que nem mesmo ele será capaz de enfrentá-las, fugindo para os topos das montanhas com seus seguidores.  Somente Deus será capaz de salvar a humanidade naquele momento.  Não obstante, a Ajuda Divina não somente colocará um fim às grandes tribulações enfrentadas pela humanidade desde o princípio dos tempos - o Falso Messias e Gog e Magog - mas também virá para mostrar a verdade sobre Deus, colocando um fim em toda a falsidade, com todos se unindo sob a verdadeira religião de Deus.



Footnotes:

[1] Musnad Ahmed.

[2] Saheeh Muslim

[3] O Dilúvio que desceu sobre o povo de Noé.

[4] Musnad Ahmed

[5] Saheeh Muslim

[6] ibid

[7] A escassez de homens foi tão aguda que a conferência internacional da juventude ocorrida em Munique em 1948 sugeriu a poligamia como uma solução para as mulheres sozinhas.

[8] Saheeh Muslim

[9] Saheeh Muslim

[10] Essas são a Peregrinação Maior e Menor ao Santuário Sagrado em Meca, a primeira um pilar ritual obrigatório do Islã.

[11] Abu Hurayrah narrou que o Profeta, que Deus o louve, disse: “Ele (Jesus) viverá na terra quarenta anos e então morrerá. Os muçulmanos orarão por ele em sua oração fúnebre.” Em Musnad Ahmed e Abu Dawood

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