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A História do Alcorão (parte 1 de 4): Revelação Final de Deus

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  • Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
  • Publicado em 11 Jun 2012
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Os muçulmanos acreditam que o Alcorão seja a revelação final de Deus.  Acreditam que é a palavra literal de Deus, revelada ao longo de muitos anos, para Seu mensageiro final, Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele.  O Alcorão é cheio de sabedoria.  Cheio da maravilha e glória de Deus e um testamento à Sua misericórdia e justiça.  Não é um livro de história, de contos ou científico, embora contenha todos esses gêneros.  O Alcorão é a maior dádiva de Deus para a humanidade - é um livro como nenhum outro.  No segundo versículo do segundo capítulo do Alcorão, Deus descreve o Alcorão chamando-o de um livro no qual não há dúvidas, uma orientação para aqueles que são devotos, virtuosos e temem a Deus.  (Alcorão 2:2)

O Alcorão é fundamental para o Islã.  Acreditar nele é um requisito.  Quem não acredita no Alcorão, em sua totalidade, não pode alegar que é um muçulmano.

 “O Mensageiro crê no que foi revelado por seu Senhor e todos os crentes crêem em Deus, em Seus anjos, em Seus Livros e em Seus mensageiros. Nós não fazemos distinção entre os Seus mensageiros. Disseram: Escutamos e obedecemos. Só anelamos a Tua indulgência, ó Senhor nosso! A Ti será o retorno!” (Alcorão 2:285)

      O Islã tem duas fontes primárias, o Alcorão e as tradições autênticas do profeta Muhammad, que explicam e às vezes expandem o que está no Alcorão.  

 “Só te revelamos o Livro, para que elucides as discórdias e para que seja orientação e misericórdia para os que crêem.” (Alcorão 16:64)

O Alcorão foi transmitido ao profeta Muhammad pelo anjo Gabriel e revelado em etapas por um período de 23 anos.

 “É um Alcorão que dividimos em partes, para que o recites paulatinamente aos humanos, e que revelamos por etapas.” (Alcorão 17:106)

 O profeta Muhammad foi ordenado por Deus a transmitir o Alcorão para toda a humanidade e a responsabilidade foi um peso muito grande sobre ele.  Até em seu sermão de despedida ele conclamou as pessoas presentes a testemunharem que tinha transmitido a mensagem.

O Alcorão explica o conceito de Deus, explica em detalhes o que é permissível e o que é proibido, explica o básico de boas maneiras e moral e fornece normas sobre adoração.  Conta histórias sobre os profetas e nossos predecessores virtuosos e descreve o paraíso e o inferno.  O Alcorão foi revelado para toda a humanidade.

O livro no qual o Alcorão (as palavras de Deus) está contido é chamado um mushaf.  O Alcorão é considerado tão único em conteúdo e estilo que não pode ser traduzido; portanto, qualquer tradução é considerada uma interpretação dos significados do Alcorão.

Quando Deus enviou profetas para as várias nações, geralmente permitiu que realizassem milagres relevantes para sua época e lugar em particular.  Na época de Moisés, mágica e feitiçaria eram prevalentes e, portanto, os milagres de Moisés apelaram ao povo para o qual foi enviado.  Na época do Muhammad os árabes, embora predominantemente iletrados, eram mestres do discurso oral.  Sua poesia e prosa eram consideradas notáveis e um modelo de excelência literária.

      Quando o profeta Muhammad recitou o Alcorão - as palavras de Deus - os árabes foram tremendamente tocados por seu tom sublime e beleza extraordinária.  O Alcorão foi o milagre de Deus para o profeta Muhammad.  Muhammad era incapaz de ler ou escrever, portanto, os árabes sabiam que era improvável que tivesse produzido aquelas palavras eloquentes, mas ainda assim se recusaram a acreditar que o Alcorão fosse a palavra de Deus.  Deus então os desafiou, no Alcorão, a produzirem um texto rival.  

“E se tendes dúvidas a respeito do que revelamos ao Nosso servo (Muhammad), componde uma surata semelhante a dele (o Alcorão), e apresentai as vossas testemunhas, independentemente de Deus, se estiverdes certos.” (Alcorão 2:23)

Claro que não foram capazes de fazê-lo.  Em contraste com os que questionaram a origem do Alcorão, muitos árabes se converteram ao Islã após ouvirem a recitação.  Souberam imediatamente que aquela beleza sublime só podia se originar de Deus.  Mesmo hoje é possível ver muçulmanos comovidos até as lágrimas enquanto ouvem ou recitam o Alcorão.  De fato, algumas pessoas, incapazes de compreender uma única palavra da língua árabe, se comovem pela beleza intrínseca do Alcorão.

Depois de estabelecer que o Alcorão é a palavra de Deus e que é uma recitação, também é importante compreender que o Alcorão permaneceu inalterado por mais de 1.400 anos.  Hoje, quando um muçulmano no Egito segura seu mushaf e começa a recitá-lo, esteja certo que nas muito distantes ilhas Fiji outro muçulmano está olhando e recitando as mesmas palavras.  Não existem diferenças.  A criança na França segurando seu primeiro mushaf está tentando recitar as mesmas palavras que fluíram dos lábios do profeta Muhammad.

Deus nos assegura no Alcorão que Ele certamente protegerá Suas palavras.  Ele diz: “Nós revelamos a Mensagem e somos o Seu Preservador.” (Alcorão 15:9). Isso significa que Deus o protegerá contra qualquer parte falsa adicionada ou qualquer parte removida.[1] É protegido de adulteração e se alguém tentar distorcer os significados do Alcorão, Deus guiará alguém para expor a fraude.[2] Os muçulmanos acreditam que as revelações anteriores de Deus, incluindo o Torá e os Evangelhos de Jesus foram perdidos na antiguidade ou mudados e distorcidos, de modo que é uma fonte de conforto para eles saber que as palavras de Deus - o Alcorão - seja agora bem protegido.

Deus enviou o Alcorão dos céus para o anjo Gabriel no glorioso mês de Ramadã.  A história de como essa recitação foi revelada e como o Alcorão se tornou disponível no mundo todo, com uma interpretação dos significados traduzida em mais de 100 idiomas[3], será coberta na parte 2.



Footnotes:

[1] Do Tafseer de Ibn Jareer al-Tabari

[2] Do Tafseer de Al-Sa’di

[3] O Centro de Estudos Africanos na Universidade da Pensilvânia afirma que o Alcorão foi traduzido para 114 idiomas.

 

 

A História do Alcorão (parte 2 de 4): da Tabuleta Preservada para a Humanidade

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Descrição: Como o Alcorão foi preservado, memorizado e registrado.

  • Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
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“E também te inspiramos com um Espírito, por ordem nossa, antes do que não conhecias o que era o Livro, nem a fé; porém, fizemos dele uma Luz, mediante a qual guiamos quem Nos apraz dentre os Nossos servos. E tu certamente te orientas para uma senda reta.” (Alcorão 42:52)

O profeta Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, o mensageiro final de Deus, recebeu o Alcorão em duas etapas.  Essas palavras perfeitas de Deus foram enviadas para tirar a humanidade das trevas e levá-la para a luz; são orientação e misericórdia.  O Alcorão - as palavras de Deus, são palavras perfeitas de um Deus perfeito para Sua Criação.  Na noite conhecida como a “Noite do Decreto”, no mês islâmico de Ramadã, o Alcorão desceu da Tabuleta Preservada[1]  para o paraíso mais baixo.  Desceu dos céus para a terra em pequenas etapas. 

A revelação foi transmitida ao profeta Muhammad através do anjo Gabriel.[2]  Quando o profeta Muhammad tinha em torno de quarenta anos, começou a passar o tempo em profunda meditação.  De acordo com sua amada esposa Aisha[3], o amor à seclusão foi conferido a ele através de sonhos bons e vívidos.  Ia para a caverna conhecida como Hira para adorar o Deus Único e contemplar a vida, o universo e seu lugar no mundo. 

Uma noite, durante o Ramadã, um anjo veio até ele e pediu que lesse.  O profeta, incapaz de ler ou escrever, respondeu: “Não sei ler.”  O anjo então o segurou e pressionou seu peito com tanta força que ele mal conseguia suportar a pressão.  O anjo então liberou Muhammad e pediu mais uma vez que lesse.  Novamente ele respondeu: “Mas não sei ler.”  O anjo o segurou com força três vezes e Muhammad respondeu a cada vez que não sabia ler (ou perguntou o que deveria ler).  O anjo então relatou a ele as primeiras palavras do Alcorão.[4]

“Lê, em nome do teu Senhor Que criou; Criou o homem de algo que se agarra. Lê, que o teu Senhor é Generosíssimo, Que ensinou através do cálamo, Ensinou ao homem o que este não sabia.”  (Alcorão 96: 1-5)

Após essa primeira revelação, que Muhammad considerou assustadora, ele não foi visitado pelo anjo Gabriel por um período indeterminado de tempo.  A próxima vez que o encontrou (o anjo), estava caminhando sozinho.  O profeta Muhammad ouviu uma voz dos céus.  Quando olhou para cima viu o anjo sentado em uma cadeira entre o céu e a terra.  Muhammad estava com medo e correu para casa, buscando conforto e pedindo para ser envolto em cobertores.  A segunda revelação ocorreu nesse momento.[5]

 “Ó tu, emantado! Levante-te e admoesta!”  (Alcorão 74: 1-2)

Durante os próximos 23 anos até pouco antes da morte do profeta Muhammad, o Alcorão foi revelado em etapas. Várias razões foram sugeridas.  Alguns dizem que foi revelado lentamente para oferecer ao profeta Muhammad apoio e abordar questões à medida que surgiam. 

Aisha, a esposa do profeta, narra que quando lhe perguntaram como a inspiração divina era revelada, o profeta Muhammad respondeu: “Às vezes é como o soar de um sino. Essa forma de inspiração é a mais difícil de todas e então esse estado passa após eu ter captado o que foi inspirado.  Às vezes o anjo vem em forma de um homem e fala comigo e capto o que ele diz.”[6]  Ibn Abbas descreveu o profeta Muhammad como suportando a revelação “com grande dificuldade e movendo seus lábios rapidamente.”[7]  À medida que as palavras do Alcorão foram reveladas para o profeta Muhammad ele começou a memorizá-las.  

A memorização era considerada importante e foi amplamente praticada mesmo nos primeiros anos do Islã.  O profeta Muhammad solicitou que seus companheiros memorizassem o Alcorão e usassem várias medidas para se assegurarem que a revelação fosse preservada em suas memórias.  De acordo com Ibn Ishaq, compilador de uma das primeiras biografias do profeta Muhammad, Abdullah Ibn Masud foi o primeiro homem, depois de Muhammad, a recitar o Alcorão publicamente e nessa ocasião foi severamente espancado.  O companheiro mais próximo do profeta Muhammad, Abu Bakr, também era conhecido por recitar o Alcorão fora de sua casa em Meca.[8]

O Alcorão foi memorizado pelos companheiros durante a vida do profeta Muhammad e essa tradição continuou através das gerações seguintes.  Até hoje, os muçulmanos incapazes de ler em árabe memorizam as mesmas palavras que foram memorizadas pelos árabes do século 7 EC.  A maioria dos árabes era iletrada, incluindo o profeta Muhammad, mas a importância da palavra escrita era bem compreendida.

Preservar a revelação divina era fundamental; portanto, pessoas confiáveis e instruídas memorizaram e registraram as palavras do Alcorão.  Entre elas se incluíam os quatro homens destinados a seguir Muhammad como líderes da nação muçulmana e um homem chamado Zaid Ibn Thabit, que seria determinante na preservação do Alcorão para as gerações que se seguiriam.  

Materiais para escrita eram difíceis de conseguir e nesse período inicial partes do Alcorão foram registradas em peles de animais, pedras de cor clara, ossos e até em cascas de árvore.  Os companheiros registravam as palavras da revelação e o profeta Muhammad ouvia os homens recitarem a partir da palavra escrita para ter certeza de que não havia erros.  Pode-se dizer que o Alcorão foi registrado sob a supervisão direta do profeta Muhammad.  O Alcorão não foi revelado em ordem, mas o anjo Gabriel instruiu o profeta Muhammad sobre como compilar o Alcorão na sequência divinamente inspirada correta.



Footnotes:

[1] Lauh Al-Mahfuz (a tabuleta preservada) é o livro no qual Deus escreveu os decretos divinos e o destino de toda a criação. Estava com Deus antes da criação.

[2] Suyuti’ em Al Itqan Fi Ulum Al Quran, Beirute, 1973, Vol.  I pp. 39-40 baseado em três relatos de 'Abdullah Ibn 'Abbas, em Hakim, Baihaqi e Nasa'i.

[3] Saheeh Al-Bukhari

[4] Essas são as primeiras palavras reveladas e não devem ser confundidas com o primeiro capítulo do Alcorão porque os capítulos do Alcorão não foram revelados naquela ordem.

[5] Saheeh Al-Bukhari

[6] Ibid

[7] Ibid

[8] Ibn Hisham

 

 

A História do Alcorão (parte 3 de 4): Uma Revelação bem Preservada e Protegida

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Descrição: Como as palavras de Deus vieram a ser compiladas em livro.

  • Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
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“Nós revelamos a Mensagem e somos o Seu Preservador.” (Alcorão 15:9)

Quando Deus revelou Suas palavras de orientação para toda a humanidade - o Alcorão - Ele garantiu que o preservaria.  Uma das formas nas quais foi preservado foi que os homens, mulheres e crianças ao redor do profeta Muhammad memorizaram o Alcorão, prestando muita atenção a cada palavra.  Nos primeiros dias do Islã a ênfase era na memorização, mas logo aqueles que tinham se tornado mestres na arte de ler e escrever começaram a registrar as palavras do Alcorão em qualquer material de escrita disponível.   Escreviam em pedras planas, cascas de árvore, ossos e até em peles de animais.

À medida que as palavras de Deus eram reveladas ao profeta Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, pelo anjo Gabriel, diz-se que ele chamava um escriba para registrar as palavras quando começavam a fluir de seus lábios.  O principal escriba era um homem chamado Zaid Ibn Thabit.  Muitos companheiros relataram que o profeta Muhammad chamava Zaid dizendo “que ele traga a tábua, o pote de tinta e a omoplata.” [1] Na vida do profeta o Alcorão existiu em pedaços de material escrito, ao invés de em forma de livro.

Uma das razões porque o Alcorão não estava em forma de livro era porque não tinha sido revelado em ordem.  Os capítulos e versículos foram revelados em um período de 23 anos, geralmente em resposta a acontecimentos na vida e momentos da primeira comunidade muçulmana.  Entretanto, a ordem dos capítulos e versículos do Alcorão era conhecida pelo profeta Muhammad.  Quando o anjo Gabriel revelava as palavras divinas de Deus, também dava instruções a quais versículos e capítulos pertenciam.

O Alcorão foi registrado sob a supervisão direta do profeta Muhammad.  Uthman, um dos companheiros mais próximos do profeta, lembrava que “quando algo lhe era revelado, o profeta Muhammad chamava alguém entre os que costumavam escrever para ele e dizia “coloque os versículos no capítulo na qual isso e isso é mencionado” e se somente um versículo fosse revelado, ele dizia “coloque esse versículo nesse capítulo.” [2]

Assim, na época da morte do profeta pedaços do Alcorão eram mantidos em confiança por muitos membros da comunidade muçulmana.  Alguns tinham apenas umas poucas páginas das quais tinham aprendido a recitar e outros, como os escribas, tinham vários capítulos. Outros ainda tinham pedaços de cascas de árvore ou couro de animal contendo apenas um versículo.

Durante a época de Abu Bakr, o homem escolhido para liderar a nação muçulmana depois da morte do profeta Muhammad, a comunidade muçulmana se viu em uma época de guerra civil.  Falsos profetas surgiram e muitas pessoas desnorteadas, incapazes de manter a fé sem o profeta Muhammad, deixaram o Islã.  Batalhas e escaramuças ocorreram e muitos dos homens que tinham memorizado o Alcorão perderam suas vidas.

Abu Bakr temia que o Alcorão se perdesse e então consultou alguns dos companheiros mais antigos sobre compilar o Alcorão em um único livro.  Pediu a Zaid ibn Thabit para supervisionar a tarefa.  A princípio Zaid não se sentiu confortável fazendo algo que o profeta Muhammad não tinha especificamente autorizado.  Entretanto, concordou em coletar pedaços do Alcorão, tanto escrito quanto memorizado e compilar um livro - o Mushaf.  Nas tradições do profeta Muhammad encontramos a própria lembrança de Zaid ibn Thabit de como aconteceu a compilação do Alcorão.[3]

“Abu Bakr me procurou quando as pessoas de al-Yamamah foram mortas [ou seja, vários companheiros do profeta que combatiam o falso profeta Mussailima]. Fui até ele e encontrei Umar ibn al-Khattab sentado com ele. Abu Bakr então me disse: “Umar veio dizer que as perdas foram pesadas, entre aqueles que sabiam o Alcorão de cor. Temo que perdas mais pesadas possam ocorrer em outros campos de batalha e uma grande parte do Alcorão seja perdida.  Portanto, sugiro que você (Abu Bakr) ordene que o Alcorão seja compilado.”

Disse a Umar: “Como pode fazer algo que o mensageiro de Deus não fez?” Umar disse: “Por Deus, é uma coisa boa.” Umar continuou me incentivando a aceitar sua proposta até que Deus abriu meu coração e comecei a compreender o bem contido na ideia.  Então Abu Bakr disse (para mim).  “Você é jovem e sábio, não temos qualquer suspeita a seu respeito e você costumava registrar a inspiração divina para o mensageiro de Deus. Então busque por fragmentos do Alcorão e compile-os em um livro.”

“Por Allah (Deus), se tivessem me ordenado a mover uma das montanhas, não teria sido mais pesado para mim do que isso (a ordem para compilar o Alcorão). Então eu disse a Abu Bakr: “Como pode fazer algo que o mensageiro de Deus não fez?”Abu Bakr respondeu: “Por Deus, é uma coisa boa.” Abu Bakr continuou me incentivando a aceitar sua ideia até que Deus abriu meu coração para o que tinha aberto os corações de Abu Bakr e Umar. Consequentemente, comecei a procurar pelo Alcorão e a coletá-lo do que estava escrito em folhas de palmeira, pedras claras e também de homens que o sabiam de cor, até que o tinha compilado por inteiro.

Zaid tinha memorizado todo o Alcorão e tinha sido o escriba mais confiável do profeta Muhammad; portanto, teria sido possível para ele escrever o Alcorão inteiro a partir de sua própria memória.  Entretanto, ele não usou somente esse método.  Foi muito cuidadoso e metódico em sua compilação do Alcorão e não registrava nenhum versículo a menos que tivesse sido confirmado por pelo menos dois dos companheiros do profeta Muhammad.

Assim, o Alcorão foi escrito e compilado em forma de livro.  Permaneceu com Abu Bakr até sua morte e então passou para Umar Ibn al Khattab.  Depois da morte de Umar, foi confiado a sua filha Hafsa.  Esse, entretanto, não é o fim da história do Alcorão.  Na época de Uthman, o terceiro líder da nação muçulmana, o livro no qual o Alcorão (as palavras de Deus) estava contido, o Mushaf, foi padronizado.  O Alcorão não foi mais escrito nos vários dialetos do árabe.  Na parte 4 descobriremos como o Mushaf conhecido como o Alcorão de Uthman passou a existir.



Footnotes:

[1] Saheeh Al-Bukhari

[2] Abu Dawood

[3] Saheeh Al-Bukhari

 

 

A História do Alcorão (parte 4 de 4): No Passado, Hoje e para Sempre

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Descrição: A origem do Alcorão que temos em nossas mãos hoje.

  • Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
  • Publicado em 25 Jun 2012
  • Última modificação em 25 Jun 2012
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Quando o Alcorão foi revelado ao profeta Muhammad pelo anjo Gabriel, foi revelado em sete dialetos[1] árabes. Portanto, quando companheiros diferentes recitavam, havia algumas ligeiras diferenças na pronúncia.  Enquanto o profeta Muhammad estava vivo, ele foi capaz de esclarecer e resolver quaisquer disputas relacionadas à pronúncia.

Nas tradições do profeta Muhammad Umar Ibn Al Khattab narra um caso que claramente mostra como as pessoas ao redor do profeta eram ansiosas para preservar a autenticidade do Alcorão e que o profeta Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, foi capaz de mediar quaisquer disputas.  Ele diz:

Ouvi Hisham bin Hakim recitar de uma forma diferente da minha.  Consequentemente, estava prestes a discordar com ele (durante a oração), mas esperei até que ele terminasse. Então, levei-o ao mensageiro de Deus e disse: “O ouvi recitar de uma forma diferente daquele que me ensinou.” O profeta ordenou-me que eu o soltasse e pediu a Hisham que recitasse.  Quando ele recitou, o mensageiro de Deus disse: “Foi revelado nessa maneira.” Então me pediu que recitasse os mesmos versículos.  Quando recitei, disse: “Foi revelado nessa maneira. O Alcorão foi revelado em sete maneiras diferentes. Então, recite-o na maneira que for mais fácil para você.”

Após a morte do profeta Muhammad, centenas de milhares de não-árabes se converteram ao Islã.  Quando Uthman Ibn Affan era o líder da nação islâmica o Alcorão era recitado com muitas pronúncias e dialetos diferentes.  Muitas pessoas, especialmente aquelas novas no Islã, estavam ficando confusas e alguns dos companheiros do profeta Muhammad começaram a temer que a autenticidade do Alcorão fosse comprometida.

Durante uma viagem um dos companheiros do profeta Muhammad notou que havia muitas recitações diferentes do Alcorão no califado islâmico.  Sugeriu a Uthman que houvesse uma versão oficial recitada no dialeto da tribo dos coraixitas e escrita no estilo usado na cidade de Medina.  Todos os dialetos da língua árabe eram conhecidos por sua eloquência, mas o dialeto coraixita era considerado o mais expressivo e articulado e, ao longo de gerações, passou a ser conhecido como o dialeto do Alcorão. 

Uthman Ibn Affan sabia o Alcorão de cor e tinha profundo conhecimento do contexto e circunstâncias relacionados a cada versículo e, portanto, era uma pessoa adequada para supervisionar a padronização do Alcorão.  Como sabemos, o Alcorão tinha sido compilado durante a época de Abu Bakr e mantido sob a guarda a filha de Umar Ibn Al Khattab e esposa do profeta, Hafsah. Uthman pediu a Hafsah e ficou de posse do Mushaf original.  As tradições autênticas do profeta Muhammad relatam o evento:

Hudhaifah foi até Uthman na época em que as pessoas da Síria e do Iraque estavam em guerra com a Armênia e o Azerbaijão.  Estava alarmado por suas (do povo da Síria e Iraque) diferenças na recitação e então disse a Uthman: “Ó líder dos crentes! Salve essa nação antes que disputem sobre o Alcorão como os judeus e os cristãos disputaram sobre seus livros.” Assim, Uthman enviou uma mensagem a Hafsah dizendo: “Envie-nos o manuscrito para que possamos fazer cópias e depois retornaremos o manuscrito a você.” [2]

Mais uma vez os líderes do califado islâmico e os homens e mulheres companheiros do profeta fizeram grandes esforços para preservar as palavras de Deus e permanecerem fiéis à Mensagem.  Uthman ordenou a alguns dos companheiros mais confiáveis, incluindo Zaid Ibn Tabit pela segunda vez, que fizessem cópias cuidadosas do Mushaf dizendo: “caso discordem, copiem no dialeto dos coraixitas.” [3]

O manuscrito original foi enviado de volta para Hafsah e Uthman então ordenou que todas as outras cópias não oficiais fossem queimadas ou destruídas.  Dessa forma foi encerrada a disputa e os muçulmanos ficaram unidos.   O Alcorão de Uthman é o Mushaf usado por mais de 1,2 bilhões de muçulmanos em todo o mundo hoje.  O Alcorão permaneceu preservado de geração a geração. Cada Mushaf é uma cópia exata do original.

“Nós revelamos a Mensagem e somos o Seu Preservador.” (Alcorão 15:9)

Não se sabe exatamente quantas cópias foram feitas por Uthman, mas muitos acreditam que tenham sido cinco, sem incluir sua própria cópia.  Cada uma das cidades de Meca, Medina, Damasco, Kufa e Basra recebeu uma cópia.  Na literatura islâmica primitiva são feitas referências a essas cópias e acredita-se que as cópias originais existam até hoje na Turquia e Uzbequistão.

Ibn Batuta, no século 14 E.C disse que tinha visto cópias ou folhas das cópias do Alcorão preparado no governo de Uthman em Granada, Marrakesh, Basra e outras cidades.  Ibn Kathir relatou que tinha visto uma cópia do Alcorão de Uthman, trazida de Damasco para a Palestina.  Disse que era “muito grande, em escrita clara, firme e bela com tinta forte em pergaminho, penso, feito de couro de camelo.” [4] Ibn Jubair disse que viu um manuscrito de Uthman na mesquita de Medina no ano 1184 EC.  Alguns dizem que permaneceu em Medina até que os turcos o removeram durante a 2ª Guerra. O Tratado de Versalhes contém a seguinte cláusula:

Artigo 246: Dentro de seis meses da entrada em vigor do presente tratado, a Alemanha devolverá à Sua Majestade, rei do Hedjaz, o Alcorão original do califa Uthman, que foi removido de Medina pelas autoridades turcas e que se afirmou ter sido apresentado ao ex-imperador William II.”[5]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                                       



Footnotes:

[1] Saheeh Al-Bukhari, Saheeh Muslim

[2] Saheeh Al-Bukhari

[3] Ibid.

[4] Ulum Al-Quran: An Introduction to the Sciences of the Quran (Ulum Al-Quran: Uma Introdução às Ciências do Alcorão, em tradução livre), Ahmad Von Denffer, Islamic Foundation, Reino Unido.

[5] Major Peace Treaties of Modern History (Principais Tratados de Paz da História Moderna, em tradução livre), Nova Iorque, Chelsea House Publishers.

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