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Valerie Wright, Ex-Cristã, EUA (parte 1 de 2)

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Descrição: Uma história de uma adolescente americana que descobre o Islã a partir de muitos sinais que Deus apresentou para ela.

  • Por Valerie Wright
  • Publicado em 13 Aug 2012
  • Última modificação em 13 Aug 2012
  • Impresso: 91
  • Visualizado: 4503 (média diária: 2)
  • Classificação: sem comentários
  • Classificado por: 0
  • Enviado por email: 0
  • Comentado em: 0

Posso dizer que minha jornada para o Islã começou antes até que estivesse ciente dele.   Nasci com uma perda de audição progressiva.  Minha mãe não percebeu que tinha dificuldades auditivas até que tivesse 4 anos de idade.  Quando foi descoberta, recebi meu primeiro aparelho auditivo e comecei a frequentar uma escola onde crianças ouvintes e surdas eram integradas.

A princípio fui colocada em turmas que tinham somente crianças surdas.  Então comecei a frequentar algumas aulas com crianças ouvintes e tinha uma professora para ajudar-me a aprender como me integrar.  Sentia-me em casa lá.  Não percebi que estava sendo preparada para deixar a escola e ir para a escola pública principal.

Quando mudei de escola tive muita dificuldade em ajustar-me.  Minhas constantes mudanças para casas diferentes também aumentaram o problema.  Finalmente, no ensino médio encontrei alguma estabilidade.  Morava em uma cidade muito pequena no Texas chamada Wylie.  Quando estava com aproximadamente 12 anos, minha professora de inglês era especial: era da Turquia.  Qualquer um que conheça Wylie sabe que naquela época isso era extremamente incomum.

A professora tinha vindo para a minha pequena cidade em um programa de intercâmbio.  Claro que ela nunca falou em minha aula sobre religião, mas foi suficiente na época apenas conhecê-la.  Ela nos envolveu em um projeto de amigos por correspondência com estudantes da Turquia.  O nome da minha amiga por correspondência era Yasemin.  Ainda tenho o cartão que ela me enviou, com uma foto de mesquitas e igrejas lado a lado.  A importância disso não era aparente para mim na época, mas era apenas um entre muitos sinais que Deus tinha escolhido para mim.

Durante esse período da minha vida ansiei fiquei próxima de Deus, para agradá-Lo e receber Seu amor.  Fiquei muito envolvida na igreja de meu avô.  Ele e seus irmãos foram educados como pentecostais e o pai e o irmão dele eram pregadores.

Toda tarde vinha para casa da escola e tocava piano.  Tocava para Deus e para mim mesma, para sentir paz.  Ensinaram-me que louvar a Deus leva ao paraíso como o cheiro de incenso.  Imaginava isso enquanto tocava.  Algumas vezes cantava um pouco junto com a música, embora a música geralmente expressasse meus sentimentos intensos mais que minhas palavras jamais poderiam.

Um dia senti a presença de Deus no quarto comigo.  Foi imenso e irresistível.  O ar parecia extremamente pesado com a imensidão e majestade de Seu Ser.   Repentinamente parei de cantar e meus dedos congelaram sobre o piano.  Comecei a tremer.  Não sabia o que fazer.  Então, lentamente, por instinto (ou, devo dizer pela orientação de Deus), afastei-me do piano e prostrei-me em meus joelhos e minha cabeça.

Estremecimento e saudade inundaram minha alma.  Perplexa e sem palavras, simplesmente pensei: "Deus, por favor faça de mim uma ungida.  Torne-me especial.  Faça-me servi-Lo." Permaneci prostrada por alguns poucos minutos e então, com um suspiro profundo, levantei-me e retomei minhas outras atividades usuais.

Outra vez, nesse mesmo período de minha vida, estava em minha escola onde pais e alunos tinham se reunido para uma premiação acadêmica.  Chamaram meu nome e levantei-me para receber meu prêmio.  Depois disso, minha mãe me contou sobre algo estranho que havia acontecido.  Ela disse: "Enquanto você caminhava para receber seu prêmio, uma mulher estranha veio até mim, alguém que não conheço.  Ela disse: 'Simplesmente sinto que quando olho para sua filha tenho que lhe dizer que Deus tem um plano para ela.'" Questionei-me por um longo tempo qual seria Seu plano para mim.

Estava me sentindo deprimida pelas muitas restrições da igreja pentecostal.  Não conseguia compreender seus propósitos muito claramente.  Também estava muito perturbada pelas coisas que lia na Bíblia e quando perguntava sobre elas, não obtinha respostas satisfatórias.  De fato, minhas perguntas eram recebidas com desaprovação.  Então minha mãe e eu começamos a frequentar juntas uma igreja diferente e, novamente, em duas ocasiões separadas, dois estranhos diferentes se aproximaram de minha mãe e disseram que Deus tinha um plano para mim.

Lembro que solicitei um encontro privado com um pregador para discutir algo.  Uma das perguntas que fiz a ele foi: "Vou para o paraíso?" "Bem, você acredita em Jesus?", perguntou ele.  "Si-i-i-m ...  ," respondi.  "Então você vai para o paraíso," disse ele.  Dentro de mim não estava satisfeita com a resposta.  Estava em dúvida.  Veio o verão e fui para o acampamento da igreja, no qual dois eventos momentosos ocorreram.

Primeiro, o pregador que conversava conosco disse a todos os jovens presentes para irem para frente se quisessem que ele orasse por eles.  "Se sentem que existem barreiras entre vocês e Deus e quiserem que eu ore para que essas barreiras sejam removidas e se aproximem mais de Deus, venham", disse ele.  Eu estava entre os muitos outros que fizeram uma fila na frente.  Levantamos e ele começou a colocar sua mão na testa de cada pessoa, fazendo uma súplica.  Foi quando algo muito estranho aconteceu: Todos caíram de costas sem nem dobrar seus joelhos, como dominós! Comecei a sentir-me um pouco nervosa.   "O que está acontecendo?", me perguntei.

O pregador veio até mim.  Bateu sua mão em minha testa e empurrou-me um pouco.  Balancei e permaneci de pé, enquanto ele prosseguiu na fila e outros continuaram a cair.  No final, apenas uns pouco de nós ainda estavam de pé.  Fiquei me perguntando o que tinha acontecido com aqueles que caíram e por que eu era diferente.  Eu tinha perdido alguma coisa?

Outra experiência aconteceu quando o pregador de minha turma de jovens dava uma lição muito emocional para centenas de jovens.  Então, inesperadamente ele olhou diretamente para mim e disse: "Valerie, levante-se." Levantei e ele continuou: "Quero que saiba que Deus quer curar seus ouvidos." Ele pensou ser movido pelo "Espírito Santo" para dizer isso com autoridade.

Colocou suas mãos sobre meus ouvidos e orou.  Nada aconteceu.  Eu estava muito constrangida.  No domingo seguinte, um dos alunos em minha turma perguntou a ele por que, se tudo era possível em nome de Cristo, algumas vezes as orações não eram ouvidas.  O pregador não olhou para mim, mas jogou uma caneta em minha direção.  "Deus responde às orações," respondeu, "mas às vezes as pessoas não têm fé suficiente para recebê-la." Minha mãe e eu, claro, ficamos muito contrariadas com isso e deixamos aquela igreja.

Vaguei por um tempo, sem frequentar qualquer igreja regularmente.  Sentia-me perdida.  Sentia que continuava falhando e que, de alguma forma, não estava entendendo.  Sabia que nunca seria perfeita, mas ainda assim não me sentia bem.  Uma sensação indefinível permanecia em minha mente.

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