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O Perdão que Muhammad Mostrou aos Não-Muçulmanos (parte 1 de 2)

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Descrição: O perdão do Profeta em relação aos não-muçulmanos, mesmo aqueles que tentaram matá-lo e se opuseram à sua missão ao longo da vida dele.  Parte 1.

  • Por M. Abdulsalam (IslamReligion.com)
  • Publicado em 09 Mar 2009
  • Última modificação em 04 Mar 2018
  • Impresso: 442
  • Visualizado: 13661 (média diária: 4)
  • Classificação: 3.8 de 5
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O Profeta Muhammad, que Deus o exalte, foi descrito como uma “Misericórdia para todos os Mundos”, como Deus disse no Alcorão:

“Nós te enviamos como uma misericórdia para todos os mundos.”

Os beneficiários dessa qualidade não se restringiam apenas à nação muçulmana, mas também foram estendidos aos não-muçulmanos, alguns dos quais despenderam todos os seus esforços para prejudicar o Profeta e sua missão.  Essa misericórdia e perdão são claramente demonstrados no fato de que o Profeta, que Deus o exalte, nunca fez qualquer revanche por razões pessoais e sempre perdoou até seus piores inimigos.  Aisha disse que o Profeta nunca fez uma revanche por questões pessoais.  Ela também disse que ele nunca pagou o mal com o mal, mas que desculpava e perdoava.  Isso ficará claro, se Deus quiser, após uma análise profunda dos relatos que se seguem de sua vida.

Na primeira parte de sua missão, o Profeta viajou para a cidade de Taif, localizada nas montanhas nos arredores de Meca, para convidá-los a aceitar o Islã.  Os líderes de Taif, entretanto, foram rudes e descorteses em seu tratamento ao Profeta.  Não contentes com sua atitude insolente em relação a ele, eles incitaram algumas gangues da cidade a assediá-lo.   Essa ralé seguiu o Profeta gritando, abusando dele e jogando pedras, até que ele foi compelido a se refugiar em um pomar.  Portanto, o Profeta teve que enfrentar ainda mais obstáculos em Taif do que tinha enfrentado em Meca.  Esses bandidos, estacionados de cada lado do caminho, jogaram pedras nele até que seus pés ficaram feridos e sujos de sangue.  Essas opressões tão dolorosas desanimaram o Profeta e o colocaram em um tal estado de depressão que uma oração, citando seu desamparo e condição deplorável e a sua busca pelo auxílio de Deus, espontaneamente saiu de seus lábios:

“Ó Deus, a Ti eu me lamento por minha fraqueza, carência de recursos e humilhação perante essas pessoas.  Tu és o Misericordiosíssimo, o Senhor dos fracos e meu Mestre.  A quem Tu me confiarás?  A um estranho, com más intenções, ou um inimigo que tem poder sobre mim?  Se Tu não me atribui qualquer valor, eu não me importo, porque Teus favores são abundantes.  Eu busco refúgio na luz de Teu semblante através do qual toda escuridão é dispersada e todas as questões desse mundo e do próximo são acertadas, para que Tua ira ou Tua luz de desagrado  não descendam sobre mim.  Eu preciso somente de Teu prazer e satisfação para que Tu me habilites a fazer o bem e livrar-me do mal.  Não existe poder nem força exceto em Ti.”

O Senhor então enviou anjos das montanhas, buscando a permissão do Profeta para unirem as duas montanhas entre as quais a cidade estava localizada e esmagarem Taif.  Por conta de sua grande tolerância e misericórdia, o Mensageiro de Deus respondeu:

“Não! Eu espero que Deus fará de sua descendência um povo que adorará Deus somente, sem associar nada a Ele.” (Saheeh Muslim)

Sua misericórdia e compaixão foram tão grandes que em mais de uma ocasião o Próprio Deus o repreendeu.   Um dos maiores oponentes do Islã e um inimigo pessoal foi Abdullah bin Ubayy, o líder dos hipócritas de Medina.  Embora externamente proclamasse o Islã, em segredo ele infligiu grandes danos aos muçulmanos e à missão do Profeta.  Apesar de saber disso, o Profeta Muhammad ainda assim ofereceu sua oração fúnebre e orou a Deus para que o perdoasse.  O Alcorão menciona esse incidente com essas palavras:

“E nunca (Ó Muhammad) supliques quando um dentre eles morrer, nem te mantenhas de pé em seu túmulo. Qual! Descreram em Deus e Seu Mensageiro, e morreram como malfeitores.”

Abdullah bin Ubayy trabalhou toda sua vida contra Muhammad e o Islã, e não poupou esforços para desacreditá-lo e tentar derrotar sua missão.  Ele retirou seu apoio de trezentos homens na batalha de Uhud e, portanto, quase destruiu o suporte principal dos muçulmanos de uma única vez.   Ele se engajou em intrigas e atos de hostilidade contra o Profeta do Islã e os muçulmanos.  E foi ele quem tentou envergonhar o Profeta incitando seus aliados a acusarem falsamente a esposa do Profeta, Aisha, de adultério, para desacreditá-lo e à sua mensagem.

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