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Charles Le Gai Eaton, Ex-Diplomata Britânico (parte 1 de 6)

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Descrição: A busca pela verdade de um filósofo e escritor, enfrentada com uma batalha interna constante para harmonizar crença e ação. Parte 1: Uma infância secular e uma menção da Arábia.

  • Por Gai Eaton
  • Publicado em 01 Apr 2013
  • Última modificação em 01 Apr 2013
  • Impresso: 55
  • Visualizado: 6901 (média diária: 3)
  • Classificação: sem comentários
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Nasci na Suíça de pais britânicos, um filho da guerra.  Na época de meu nascimento o tratado final de paz que terminou a primeira guerra mundial, o tratado com a Turquia, estava sendo assinado em Lausanne.  A maior tempestade que tinha mudado a face do mundo tinha temporariamente se exaurido, mas seus efeitos estavam aparentes em todos os lugares.  Antigas certezas e a moralidade baseada nelas tinham recebido um golpe mortal.  Mas o histórico de minha família estava manchado com um conflito de sangue.  Meu pai já com 67 anos quando nasci, tinha nascido durante as guerras contra Napoleão Bonaparte.  Ambos tinham sido soldados...

Ainda assim, podia ter tido ao menos uma terra natal.  Não tive.  Embora nascido na Suíça, não era suíço.  Minha mãe tinha crescido na França e amava a França acima de todos os outros países, mas eu não era francês.  Era inglês? Nunca senti que fosse.  Minha mãe nunca se cansava de lembrar-me de que o inglês era frio, estúpido, assexuado e sem intelecto e cultura.  Não queria ser como eles.  Então, a qual lugar pertencia, se é que pertencia a algum lugar? Parece-me, em retrospecto, que essa infância estranha foi uma boa preparação para a aderência ao Islã.  Onde quer que tenha nascido e independente de raça, a terra natal do muçulmano é a Dar-ul-Islam, a Casa do Islã.  Seu passaporte, aqui e na vida futura, é a simples confissão de fé La ilaha ill-Allah.  Não espera – ou não deve esperar – segurança ou estabilidade nesse mundo e deve sempre ter em mente o fato de que a morte pode levá-lo amanhã.  Não tem raízes firmes aqui nessa terra frágil.  Suas raízes estão acima, naquilo que suporta sozinho.

Mas e o Cristianismo? Se meu pai tinha quaisquer convicções religiosas, nunca as expressou embora – em seu leito de morte, próximo dos 90 anos, tenha perguntado: “Existe um lugar feliz?” Minha educação foi deixada inteiramente ao encargo de minha mãe.  Por temperamento ela não era, acho, irreligiosa, mas tinha crescido em uma estrutura religiosa e era hostil ao que é comumente chamado de religião organizada.  De uma coisa estava certa: o filho dela deveria ser livre para pensar por si mesmo e nunca ser forçado a aceitar opiniões de segunda mão.  Estava determinada a proteger-me de ter uma religião “enfiada goela abaixo”.  Alertou uma sucessão de babás que iam e vinham na casa e  nos acompanhavam para a França durante os feriados que se jamais falassem em religião comigo, seriam sumariamente demitidas.  Quando tinha cinco ou seis anos, entretanto, suas ordens foram ignoradas por uma mulher jovem cuja ambição era tornar-se uma missionária na Arábia, salvando as almas daquele povo ignorante que estava – disse-me – perdido em uma crença pagã chamada “muçulmanismo”.  Foi a primeira vez que ouvi da Arábia e ela traçou um mapa daquela terra misteriosa.

Um dia ela me levou para um passeio próximo à Prisão Wandsworth (morávamos em Wandsworth Common na época).  Devo ter me comportado mal de alguma forma, porque ela pegou meu braço bruscamente e apontou para os portões da prisão dizendo: “Existe um homem de cabelos vermelhos no céu que o engolirá se for desobediente!” Foi a primeira vez que ouvi falar de “Deus” e não gostei do que ouvi.  Por alguma razão estava com medo de homens de cabelo vermelho (como ela deve ter conhecido) e esse em particular morando acima das nuvens e dedicado a punir meninos desobedientes soava muito assustador.  Perguntei a minha mãe sobre ele assim que cheguei em casa.  Não me lembro o que ela disse para me confortar, mas a garota foi imediatamente demitida.

No fim, muito mais tarde do que a maioria das crianças, fui enviado para a escola ou, melhor dizendo, uma série de escolas na Inglaterra e Suíça antes de chegar, com a idade de 14, em Charterhouse.  Certamente, com serviços religiosos na capela da escola e aulas em “Escritura” o Cristianismo deve ter tido algum impacto sobre mim? Não teve impacto nenhum, nem sobre mim e nem sobre meus colegas de escola.  Isso não me surpreende.  A religião não pode sobreviver, inteira e eficaz, quando está confinada a um único compartimento da vida e educação.  A religião é inteira ou não é nada; ou sobrepuja todos os estudos profanos ou é sobrepujada por eles.  Uma ou duas vezes por semana nos ensinavam sobre a Bíblia da mesma forma como éramos instruídos em outras disciplinas em outras aulas.  Supunha-se que religião não tinha nada a ver com os estudos mais importantes que formavam a espinha dorsal de nossa educação.  Deus não interferiu em eventos históricos, não determinou os fenômenos que estudamos nas aulas de ciência, não desempenhou nenhum papel nos eventos atuais e o mundo, governado inteiramente pelo acaso e por forças materiais, era para ser entendido sem referência a qualquer coisa que pudesse – ou não – existir além de seus horizontes.  Deus estava além das necessidades...

E ainda assim precisava saber o significado de minha própria existência.  Apenas aqueles que, em algum momento de suas vidas, tenham sido possuídos por tamanha necessidade podem ter ideia de sua intensidade, comparável àquela da fome física ou desejo sexual.  Não via como podia colocar um pé na frente de outro a menos que compreendesse onde estava indo e por que.  Não podia fazer nada a menos que compreendesse que parte minha ação desempenhava no esquema de coisas.  Tudo que sabia é que nada sabia - nada, quero dizer, da mais leve importância - e estava paralisado por minha ignorância como se imobilizado por uma densa neblina.

 

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