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Charles Le Gai Eaton, Ex-Diplomata Britânico (parte 2 de 6)

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Descrição: A busca pela verdade de um filósofo e escritor, enfrentada com uma batalha interna constante para harmonizar crença e ação. Parte 2: Um dilema pessoal com religiões institucionalizadas.

  • Por Gai Eaton
  • Publicado em 08 Apr 2013
  • Última modificação em 08 Apr 2013
  • Impresso: 85
  • Visualizado: 6873 (média diária: 3)
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Onde devia buscar conhecimento? Quando estava com 15 anos descobri que havia algo chamado “filosofia” e que a palavra significava “amor à sabedoria”.  Sabedoria era o que buscava, então a satisfação de minha necessidade devia estar escondida nesses livros pesados escritos por homens sábios.  Com um sentimento de excitação intensa, como um explorador já avistando a terra não descoberta, entreguei-me a Descartes, Kant, Hume, Spinoza, Schopenhauer e Bertrand Russel, ou então lia trabalhos que explicavam seus ensinamentos.  Não demorou muito para perceber que algo estava errado.  Podia ter comido mosca em busca de alimento a partir dessa fonte.  Esses homens não sabiam de nada.  Estavam apenas especulando, tirando ideias de suas próprias pobres cabeças e qualquer um pode especular (incluindo um menino de escola).  Como um garoto de 15 ou16 anos podia ter tido a insolência de descartar toda a filosofia secular ocidental como sem valor? Não é necessário ter maturidade para distinguir entre o que o Alcorão chama de dhann (“opinião”) e verdadeiro Conhecimento.  Ao mesmo tempo, a insistência constante da minha mãe de que eu não devia me importar com o que os outros pensavam ou diziam me obrigava a confiar em meu próprio julgamento.  A cultura ocidental tratava esses “filósofos” como grandes homens e alunos em universidades estudavam seus trabalhos com respeito.  Mas o que era aquilo para mim?

Algum tempo depois, quando estava no sexto ano, um professor que ficou particularmente interessado em mim fez um comentário estranho, que não entendi.  “Você é”, disse ele, “o único cético universal que conheci”.  Ele não estava referindo-se especificamente à religião.  Queria dizer que eu parecia duvidar de tudo que era tido como certo por todos.  Queria saber por que se devia supor que nossos poderes racionais, tão bem adaptados para encontrar alimento, abrigo e um par, tinham uma aplicação além do campo mundano.  Estava intrigado pela noção de que o mandamento “Não matarás” devia ser obrigatório para quem não era nem judeu ou cristão e também com o porquê de, em um mundo cheio de mulheres bonitas, a regra da monogamia devia ser ensinada como tendo uma aplicação universal.  Duvidava até de minha própria existência.  Muito tempo depois encontrei a história do sábio chinês, Chuangtzu, que, ao sonhar uma noite que era uma borboleta, acordou para questionar se era de fato o homem Chuangtzu que tinha sonhado ser uma borboleta ou uma borboleta sonhando ser Chuangtzu.  Entendi o dilema dele.

Ainda assim, quando meu professor fez esse comentário, já tinha descoberto uma chave para o que poderia ser um conhecimento mais certo.  Por acaso – embora não exista essa coisa de “acaso” – tinha visto um livro chamado “O Oceano Primordial” de certo professor Perry, um egiptólogo.  O professor tinha uma ideia fixa de que os antigos egípcios tinham viajado para parte do mundo em seus barcos de papiros, divulgando sua religião e mitologia em locais bem distantes.  Para provar sua teoria, tinha passado muitos anos pesquisando mitologias antigas e também os mitos e símbolos de povos “primitivos” de nosso tempo.  O que revelou foi uma unanimidade surpreendente de crença, apesar das diferenças entre as imagens nas quais a crença fosse expressa.  Não tinha provado sua teoria sobre os barcos de papiros; tinha, acho, provado algo muito diferente.  Parecia que, por trás da complexidade de formas e imagens, havia certas verdades universais em relação à natureza da realidade, da criação do mundo e da humanidade, e o significado da experiência humana; verdades que eram parte de nosso sangue e de nossos ossos.

Uma das principais causas da descrença no mundo moderno é a pluralidade de religiões que parecem mutuamente contraditórias.  Enquanto os europeus estavam convencidos de sua própria superioridade racial, não tinham razão para duvidar do Cristianismo como a única fé verdadeira.  A noção de que eram o auge do “processo evolucionário” facilitou a suposição de que todas as outras religiões não eram mais que tentativas ingênuas de responder a questões eternas.  Foi quando a autoconfiança racial declinou que as dúvidas surgiram.  Como era possível para um Deus bom permitir que a maioria dos seres humanos vivesse e morresse a serviço de falsas religiões? Não era mais possível para o cristão acreditar que somente ele estava salvo? Outros faziam a mesma reivindicação – os muçulmanos, por exemplo - então como alguém podia estar seguro sobre quem estava certo e quem estava errado? Para muitas pessoas, incluindo eu mesmo até chegar ao livro de Perry, a conclusão óbvia era que, já que todos não podiam estar certos, todos deviam estar errados.  A religião era uma ilusão, o produto de fantasia.  Outros podiam ter achado possível substituir “verdade científica” por “mitos” religiosos.  Eu não podia, uma vez que a ciência foi fundada sobre suposições em relação à infalibidade da razão e a realidade sentido-experiência que nunca poderia ser provada.

Quando li o livro de Perry não sabia nada do Alcorão.  Isso aconteceu muito tempo depois e o pouco que tinha ouvido sobre o Islã era distorcido por preconceitos acumulados durante milhares de anos de confrontos.  Ainda assim, sem saber já tinha dado um passo na direção do maior rival do Cristianismo.  O Alcorão assegura-nos de que nenhum povo na terra foi deixado sem orientação divina e uma doutrina de verdade, transmitida através de um mensageiro de Deus que sempre falou para o povo em sua própria “língua” e, consequentemente, em termos de suas circunstâncias particulares e de acordo com suas necessidades.  O fato de que essas mensagens foram distorcidas no curso do tempo não precisa ser mencionado e ninguém devia ficar surpreso se a verdade é distorcida à medida que passa de geração para geração, mas seria surpreendente se não existissem vestígios depois da passagem de séculos.  Agora me parece inteiramente de acordo com o Islã acreditar que esses vestígios, revestidos de mitos e símbolos (a “língua” do povo dos tempos primitivos), descendem diretamente da Verdade revelada e confirmam a Mensagem final.

 

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