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Graça, Fé e Obras (parte 1 de 4): Os Componentes da Fé

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Descrição: A relação entre fé interior e boas obras no Islã. Parte 1: O conceito islâmico de “fé” e sua relação com a fé interior e boas obras.

  • Por J. Hashmi (© 2011 IslamReligion. com)
  • Publicado em 06 Jun 2011
  • Última modificação em 06 Jun 2011
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Introdução

O Islã é uma religião que dá importância tanto à fé interior quanto às obras.  Ser um muçulmano não significa meramente executar atos rituais de adoração, nem que apenas se mantenha certa crença no coração sem que ela seja aparente nas ações.  Alguns incorretamente acreditam que o Islã coloca as obras acima da fé interior, quando de fato o Islã ensina que a fé interior é o primeiro e mais importante dos cinco pilares e fundamentos do Islã. A visão islâmica é que tanto a fé interior quanto as ações exteriores compõem o que é conhecido no Islã como “fé”.

O Islã ensina que a salvação é obtida pela Graça de Deus e que Deus concede Sua Graça aqueles que têm tanto fé interior quanto boas obras.  A diferença entre o Cristianismo ocidental e o Islã não é que uma religião crê que a fé interior seja mais importante enquanto que a outra não; de fato, tanto o Cristianismo ocidental quanto o Islã acreditam que a fé interior é o fator mais integral para obter salvação.  A diferença é que o Islã ensina que embora a fé seja o fator mais importante, não é o único.  Para alcançar a salvação a fé interior deve vir associada a boas obras.  Nesse artigo examinaremos primeiro o ponto de vista islâmico e depois daremos um olhar crítico na doutrina cristão de “somente pela fé”.

Os Componentes da Fé

O Islã ensina que as obras são um ramo da fé.  A fé (iman) não é definida como mera crença interior, mas pela soma de fé interior e obras (amal). Assim, fé e obras não são duas entidades separadas, mas sim um é parte e componente do outro.  Consequentemente, o debate sobre “fé versus obras” é irrelevante para o discurso islâmico, uma vez que a última é parte e componente da primeira.  Os muçulmanos acreditam que a fé (iman) é composta de três partes: (1) crença no coração (i’tiqad), (2) afirmação pela língua (qawl) e (3) obras (amal). 

Crença no Coração

Desses três componentes de fé, a crença no coração é considerada a mais importante.  Sendo assim, mesmo desse ângulo, é incorreto dizer que o Islã enfatiza as ações externas sobre a crença interior.  Ao contrário, nenhuma obra é aceita por Deus se não vier acompanhada de crença interior correta, como a crença de que somente Deus deve ser adorado.  Deus diz:

“Já te foi revelado, assim como aos teus antepassados: Se idolatrares, certamente tornar-se-á sem efeito a tua obra, e te contarás entre os desventurados.” (Alcorão 39:65)

 As obras só são aceitas se acompanhadas de crença correta. Assim, toda vez que Deus Todo-Poderoso menciona obras no Alcorão, a palavra “crença” a precede, indicativa da visão islâmica de que a crença tem mais importância na religião do que as obras:

“Os crentes, que praticam o bem, serão os diletos do Paraíso, onde morarão eternamente.” (Alcorão 2:82)

“Deus prometeu aos crentes que praticam o bem uma indulgência e uma magnífica recompensa.” (Alcorão 5:9)

“Os crentes, que praticam o bem, ... saibam que serão os diletos do Paraíso, onde morarão eternamente.” (Alcorão 7:42)

“Quanto aos crentes que praticam o bem, seu Senhor os encaminhará, por sua fé, aos jardins do prazer, abaixo dos quais correm os rios.” (Alcorão 10:9)

“Quanto aos crentes que praticarem o bem, o Clemente lhes concederá afeto perene.” (Alcorão 19:96)

“Quanto aos crentes que praticam o bem, saibam que os absolveremos das suas faltas e os recompensaremos com algo superior ao que houverem feito.” (Alcorão 29:7)

“E atende (às súplicas) dos crentes, que praticam o bem, e os aumenta de Sua graça.” (Alcorão 42:26)

Para explicar esse conceito os sábios muçulmanos vincularam a fé a uma árvore.  A crença no coração é considerada a raiz; está oculta sob a superfície e não é visível aos olhos.  Ainda assim, a raiz é o que dá à árvore uma fundação firme, sem a qual não haveria árvore alguma.  As obras são consideradas o que está aparente acima da superfície, como o tronco e os ramos das árvores.  Essa é uma das razões por que é impróprio debater “fé versus obras”; uma pessoa pode comparar uma árvore com outra, mas seria inválido comparar uma árvore (fé) com seus ramos (obras).  Entretanto, se compararmos crença no coração às ações dos membros, então sabemos que a primeira é a raiz ou fundação, enquanto que a última é o ramo; a raiz ou fundação é sempre mais importante que um ramo.  Um ramo pode cair e a árvore continua de pé ou brota um novo, mas se cortarmos a raiz a árvore inteira cai e cessa de existir.

A crença no coração é a fundação da árvore da fé, sem a qual ela morre.  Boas obras são o tronco e os ramos dessa árvore; se não existirem ramos e somente uma raiz, em essência não haverá árvore. Quanto mais ramos existirem, mais perfeita será a árvore.  Sendo assim, dizemos que a base da fé é a crença do coração, mas ela é incompleta sem boas obras. Enquanto uma árvore não é uma árvore sem seu tronco e ramos, uma árvore não pode se manter de pé sem sua fundação ou raiz.

Consequentemente, a posição islâmica é apresentada como: fé (iman) é o pilar fundamental e mais importante do Islã.  A fé consiste tanto da fé no coração quanto das ações do corpo.  A primeira é mais importante que a segunda e a fé cessa de existir se ela estiver ausente.

A importância da crença no coração pode ser demonstrada pelo fato de que boas obras aparentes podem ser negadas se a crença no coração não estiver presente.  Por exemplo, dar dinheiro em caridade para agradar a Deus é uma boa crença acompanhada de uma boa obra e existe uma recompensa de Deus para isso.  Ainda assim, se alguém doar dinheiro para autopromover sua generosidade para as pessoas, trata-se de uma obra aparentemente boa com uma intenção má e crença interior corrupta e, como tal, não agrada a Deus de forma alguma.  O Profeta, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, disse:

“As ações são julgadas pelas intenções.” (Al-Bukhari, Saheeh Muslim)

Isso significa que as ações da língua ou dos membros não têm valor se não estiverem enraizadas na crença do coração.

 

 

 

Graça, Fé e Obras (parte 2 de 4): Palavras, Ações e o Amor de Deus

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Descrição: A relação entre fé interior e boas obras no Islã. Parte 2: O papel das palavras e obras na relação com a fé e amor.

  • Por J. Hashmi (© 2011 IslamReligion. com)
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A Afirmação da Língua

Deve-se declarar publicamente a fé em Deus.  Até Satanás tinha crença em seu coração, mas ele não fez sua promessa de aliança a Deus. Ao contrário, se declarou em rebelião e oposição.  Sendo assim, um muçulmano deve declarar que “não há ninguém merecedor de adoração exceto Deus” e deve crer em todos os profetas de Deus que ensinaram essa mensagem.

Ibn Taimiyyah afirmou em O Livro da Fé:

“Aquele que acredita em seu coração, mas não declara verbalmente sua crença, não é considerado um crente nessa vida e nem na Outra Vida. Deus não declarou que essa pessoa - que simplesmente tem conhecimento da fé em seu coração - é um crente na Mensagem [de Deus]. Não é considerado um crente a menos que confirme com suas palavras.

Sendo assim, o discurso exterior é um aspecto essencial da fé e, de acordo com os primeiros sábios e com aqueles que os seguiram, não será salvo a menos que testemunhe verbalmente... aquele que não faz a confissão de fé, embora tenha a habilidade de fazê-lo, é um descrente.  É um descrente internamente e externamente.” (Kitab al-Iman - Livro da Fé)

A Importância das Ações

A crença no coração resulta em boas obras.  Como pode uma pessoa dizer que acredita no coração, nunca fazer boas obras?  O grande sábio Ibn Taimiyyah disse:

“E isso é por que a raiz da fé é o que está no coração e as obras externas são inevitáveis devido a ela. É inconcebível que exista fé no coração e ainda assim não existam [boas] obras dos membros [como consequência]. Ao contrário, quando os atos externos diminuem é devido à diminuição da crença que está no coração.... Uma vez que as obras estão relacionadas ao coração, certamente é desejável que um homem não se contente com a fé no coração e sim com as obras virtuosas que definitivamente a acompanham.” (al-Fatâwâ, 7/198)

O Islã ensina que não existe dicotomia entre crença e obras. Ao contrário, fé e obras se complementam mutuamente e estão interligados. A pessoa que alega crer – e não mostra isso com obras – é uma hipócrita.

Se um homem ama sua esposa no coração, ele a tratará bem com suas ações.  Se um homem negligencia e abusa de sua esposa, certamente ele não a ama de verdade. O amor se manifesta em obras. Se um homem ama sua esposa, fará o que a agrada.  Se um homem verdadeiramente ama Deus, deve demonstrá-lo em sua obediência aos mandamentos divinos.  Essa pessoa saberia como fazer boas obras para agradar Deus.  Empenhar-se-ia através de suas obras para buscar a satisfação de Deus, que é o caminho para a salvação.

Al-Hasan al-Basri, um grande sábio do Islã, explicou:

“A fé não se dá através de embelezamento ou interpretações convenientes, mas é o que se estabelece no coração e é verificado através das ações. Quem quer que fale o bem, mas não faça o bem, terá suas palavras comparadas às suas ações por Deus. Quem quer que diga o bem e faça o bem, terá suas palavras elevadas por suas ações. Porque Deus disse:

“Até a Ele ascendem as puras palavras e as nobres ações.” (Alcorão 10:35)

(Ibn Battah em Al-Ibaanah Al-Kubraa 3/120 e Al-Khateeb Al-Baghdaadi em Iqtidaa’ Al-’Ilm Al-’Amal #56.)

Fé verdadeira significa ter esperança e depender da promessa de Deus.  Deus Todo-Poderoso diz no Alcorão:

“Adora-O, pois, e encomenda-te a Ele, porque teu Senhor não está desatento de tudo quanto fazeis!” (Alcorão 11:123)

“E encomenda-te ao Vidente, Imortal, e celebra os Seus louvores.” (Alcorão 25:58)

Existe uma diferença entre esperança verdadeira em Deus e mero otimismo.  Ibn al-Qayyim (2/27-28) explicou:

“A diferença entre mero otimismo e esperança verdadeira é que o mero otimismo envolve preguiça em que a pessoa não se esforça ou se empenha [para alcançar o que deseja]. Esperança e confiança em Deus, entretanto, implicam em esforço, empenho e bela confiança [em Deus]. O primeiro [mero otimismo] é como aquele que deseja que a terra plante e semeie suas próprias sementes por ele. O segundo [esperança em Deus] é como o que [de fato] cultiva o solo, planta as sementes e então espera que a safra cresça ... A esperança não está correta, exceto se vier acompanhada pela ação.”

Shah al-Kirmani disse:

“O sinal de esperança sólida é boa obediência.” (como citado por Ibn al-Qayyim, 2/27-28)

Ibn al-Qayyim (2/27-28) continuou:

“E esperança é de três tipos: dois são louváveis e um tipo é censurável e mera ilusão. Os dois primeiros são: (1) a esperança de uma pessoa que faz um ato de obediência por Deus, sob a orientação de Deus, esperando nisso uma recompensa; (2) alguém que comete um pecado e se arrepende, esperando pelo perdão, gentileza, magnanimidade, clemência e generosidade de Deus. (3) O terceiro [tipo] é como uma pessoa que persiste no pecado e na transgressão dos limites e ainda assim espera pela misericórdia de Deus sem fazer qualquer ato [para garanti-la]. Isso é ilusão, mero otimismo e falsa esperança.”

Devemos amar Deus.  Mas não devemos amar Deus somente com nossos corações, mas amar Deus com nossas ações.  Se orarmos ao longo da noite, isso instilará em nossos corações a lembrança de Deus. Disso, vemos que uma ação (como a oração) pode reforçar nossa crença interior.  Por outro lado, ações pecaminosas diminuem a fé.  Se um homem passa a noite em fornicação ilícita, isso afetará seu coração e diminuirá sua fé.  Boas ações fortificam a crença no coração, enquanto que a ação má corrompe o coração.

A verdade é que aqueles que alegam amar Deus – e ainda assim não têm obras para provar – não têm crença em seus corações, convicção em suas línguas e suas ações não refletem coisa alguma, exceto o vazio de seus corações.  Encontramos muitas pessoas de algumas crenças que fazem alegações pomposas sobre seu suposto amor por Deus e, ainda assim, não as apóiam com suas ações.  Um muçulmano deve recitar a Declaração de Fé, ou shahada, como é conhecida em árabe.  A palavra literalmente significa “testemunhar” e significa ser uma testemunha de que não existe nada merecedor de adoração exceto Deus.  Testemunhar com a língua é uma tarefa fácil; é um sinal muito maior de crença testemunhar a glória de Deus com o corpo, ações e até mesmo com a vida.  É por isso que a palavra shahid (aquele que fisicamente dá sua vida a Deus) vem da mesma raiz de shahada (Declaração de Fé), porque a forma mais excelente de declarar a glória de Deus é com as ações e não apenas com a língua.

É uma questão de bom senso: um filho dizer ao pai que o ama é uma coisa, mas se lhe oferecer seu próprio rim, é um nível mais alto de amor.  Um homem pode dizer que ama seu país, mas é um nível mais alto para um homem arriscar sua vida no exército defendendo seu país.  Pode soar clichê, mas é um truísmo que ações falam mais alto que palavras.  Com frequência vemos que os adeptos de certas crenças estão ocupados nos dizendo quanto amam Deus, mas não sabem que nós muçulmanos estamos muito ocupados demonstrando como amamos Deus!  Demonstramos nosso amor a Deus cinco vezes ao dia, quando nos curvamos perante Ele em oração, e quando aderimos aos mandamentos de Deus.  Além disso, os muçulmanos são muito humildes e tímidos para reivindicar que nosso amor por Deus é tão forte que nos foi prometido o Paraíso!  Quem é superior: a pessoa que continuamente promove seu amor por Deus ou aquela que humildemente o manifesta em suas obras, se empenhando para agradar seu Senhor?

No Alcorão, Deus Todo-Poderoso ordenou ao profeta que dissesse aqueles que alegam amar Deus para apoiarem isso com suas obras em obediência:

“Dize: Se verdadeiramente amais a Deus, segui-me; Deus vos amará e perdoará as vossas faltas, porque Deus é Indulgente, Misericordiosíssimo.” (Alcorão 3:31)

Esse é um desafio de Deus Todo-Poderoso, no qual Ele nos diz que se nós verdadeiramente amamos Deus, devemos obedecer aos mandamentos de Deus para provar.  Se, entretanto, desafiamos as leis de Deus não O amamos realmente, e isso é falta de sinceridade e mera hipocrisia.

 

 

Graça, Fé e Obras (parte 3 de 4): A Graça de Deus

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Descrição: A relação entre fé interior e boas obras no Islã. Parte 3: A falsa noção de que se “merece” o paraíso meramente através da crença interior e boas obras.

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Graça de Deus

Algumas pessoas podem pensar que o Islã ensina que o Paraíso pode ser merecido através dos atos.  Isso não é verdade; a crença islâmica é que nem fé e nem obras nos fazem entrar no Paraíso.  Ao contrário, somente a Graça de Deus e Sua Misericórdia nos permitem entrar no Paraíso.  Acreditar em outra coisa é questionar o poder e soberania absoluta de Deus.  Deus é O Perdoador e reivindicar que o homem para conceder a si mesmo o perdão é remover os nomes e atributos de Deus. Seria exaltar a criação (ou seja, a si mesmo) à condição do Criador, tornando a si mesmo um parceiro na glória e poder de Deus. Esse é o pecado hediondo de shirk, associar parceiros na adoração a Deus.

Uma casa nessa vida terrena custa um determinado preço; quanto melhor e maior, maior é o preço.  Uma mansão custa mais que uma casa de tamanho normal e um palácio custa mais que uma mansão.  Pode-se apenas imaginar quanto custa um palácio no Paraíso!  Se as ações fossem nossa moeda, então a verdade é que nenhum de nós poderia economizar boas obras o suficiente para ser capaz de pagar por um metro quadrado de propriedade no paraíso.  Uma das razões por que nós seres humanos nunca podemos poupar boas obras suficientes é que já estamos muito endividados.  Nenhuma quantidade de boas obras pode devolver a Deus Todo-Poderoso tudo que Ele nos deu, como nossa visão, audição e equivalentes.  Consequentemente, a conclusão é que nenhum ser humano pode merecer o paraíso com base em seus próprios méritos ou atos.

Ninguém conseguirá salvação eterna devido ao seu próprio nível de fé ou obras, mas somente através da Graça de Deus.  O Profeta Muhammad, que Deus eleve seu nome, disse:

“... Fiquem cientes que nenhum de vocês pode alcançar a salvação em função de seus próprios atos.”

As pessoas lhe perguntaram: “Ó mensageiro de Deus, nem mesmo você?”

O profeta respondeu: “Nem mesmo eu, a menos que Deus me envolva com Sua Misericórdia e Graça.”

É sabido que o mais virtuoso da humanidade era o Profeta Muhammad e ainda assim vemos que mesmo ele só poderia entrar no paraíso devido à Graça de Deus.  Isso se torna ainda mais claro em outro dito profético (hadith), no qual nos é relatado sobre o homem que fez boas ações sua vida inteira e então acha que entrará no paraíso com base nisso, sem a Graça de Deus.  Essa pessoa – que é arrogante o bastante para pensar que suas próprias ações o farão merecer o paraíso – será jogada no inferno porque desacreditou na Graça de Deus.

Mas isso não diminui a importância da fé e das obras.  Os muçulmanos acreditam que Deus Todo-Poderoso concede Sua Graça e Misericórdia aqueles que têm fé e que fazem boas obras.  Deus, Todo-Poderoso, diz:

“E Ele (Deus) atende (às súplicas) dos crentes, que praticam o bem, e os aumenta de Sua graça.” (Alcorão 42:26)

Deus Todo-Poderoso nos diz que Sua Graça, Misericórdia e Amor são para aqueles que “crêem” e “fazem boas obras”:

“Quanto aos crentes que praticarem o bem, o Clemente lhes concederá afeto perene.” (Alcorão 19:96)

Os muçulmanos acreditam que Deus ama os benfeitores e odeia os malvados.  Isso contrasta com o que alguns cristãos dizem, ou seja, que Deus ama a todos, incluindo os maus e os pecadores.  Essa idéia é rejeitada até na Bíblia:

“Deus é juiz justo, um Deus que se ira com os ímpios todos os dias.” (Salmos 7:11)

“Quantas vezes sucede que se apague a lâmpada dos ímpios? que lhes sobrevenha a sua destruição? que Deus na sua ira lhes reparta dores?” (Jó 21:17)

A idéia de que Deus ama todo ser humano pode ser um ideal neo-hippie fofo, mas não faz sentido e não é apoiado pela mensagem de Deus.  Os cristãos também acreditam que Deus criou o inferno e que alguns humanos serão enviados para lá.  Deus amam aqueles a quem Ele Próprio condenou ao inferno?  Se for esse o caso, que tipo de amor é esse?  Se Deus realmente odeia o pecado e não o pecador, então por que o pecador – e não o pecado – é jogado no inferno?

Certamente, Deus não ama os malfeitores.  Que tipo de Deus amaria Adolf Hitler, Stalin, o Faraó e tantos outros opressores?  Não, Deus não ama assassinos, estupradores e criminosos.  Acreditar que Deus amaria os malfeitores é questionar a justiça de Deus.  Ao contrário, dizemos que Deus só ama o bom e odeia os maus.  Ainda assim, o atributo de Deus é que Ele é Misericordiosíssimo e se o mau se voltar para Ele em sincero arrependimento, Deus rapidamente aceitará.  

Para concluir o assunto, quem quer que seja amado por Deus entrará no Paraíso e Deus concede Seu Amor e Graça aos benfeitores, aqueles que crêem com sinceridade e fazem obras de virtude.  Deus concede Sua Graça somente aos que se empenham em obtê-la.  Como alguém pode esperar obter a Graça de Deus sem trabalhar com suas próprias mãos para obedecer aos mandamentos de Deus?

 

 

Graça, Fé e Obras (parte 4 de 4): “Somente pela Fé” e a Bíblia

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Descrição: A relação entre fé interior e boas obras no Islã. Parte 4: Um exame na Bíblia em busca do conceito “somente pela fé”.

  • Por J. Hashmi (© 2011 IslamReligion. com)
  • Publicado em 20 Jun 2011
  • Última modificação em 20 Jun 2011
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Crença em “Somente pela Fé” Rejeitada pela Bíblia

Os cristãos acreditam que os seres humanos podem obter Justificação antes de entrarem no paraíso.  Os cristãos ocidentais alegam que obtêm essa Justificação simplesmente “pela fé”.  Ainda assim, essa doutrina de “somente pela fé” é rejeitada na própria Bíblia.  É interessante notar que a palavra “fé” aparece mais de duzentas vezes no Novo Testamente e apenas uma vez está associada com a palavra “somente”.  E essa única vez que as duas palavras aparecem juntas a doutrina é de fato rejeitada:

“Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé.” (Tiago 2:24)

De fato, a passagem em sua totalidade parece negar a doutrina de “somente pela fé”. Lemos em Tiago, 2:14-18:

14. “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras?   Porventura a fé pode salvá-lo?

15. E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano,

16. E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?

17. Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.

18. Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.” (Tiago 2:14-18)

Até Satanás tinha crença em Deus e ainda assim não a apoiou com sua promessa de aliança ou com suas obras.  A Bíblia continua:

19. “Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem.

20. Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?

21. Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque?

22. Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada.

23. E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.

24. Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé.

24. E de igual modo Raabe, a meretriz, não foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emissários, e os despediu por outro caminho? Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.”
(Tiago 2:19-26)

Alguns cristãos alegam que é suficiente declarar Jesus como salvador e Deus, depois do qual uma pessoa é “renascida”.  Acreditam que essa experiência única – de declarar Jesus como seu salvador – é suficiente para ter a entrada garantida no reino dos céus.  Mas esse conceito é rejeitado pela própria Bíblia. O verso 7:21 de Mateus nos diz que meramente declarar Jesus como seu Senhor não é suficiente, mas que a pessoa tem que obedecer aos mandamentos de Deus para alcançar a salvação:

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” (Mateus 7:21)

Deus concederá a cada homem de acordo com o que tiver merecido com suas próprias mãos (ou seja, obras).  A vida eterna no reino dos céus só pode alcançada pela persistência em fazer boas obras; lemos isso na Bíblia:

“O qual recompensará cada um segundo as suas obras; a saber: A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção;” (Romanos 2:6-7)

Sendo assim, a Vida Eterna está condicionada a fazer o bem.  A Bíblia diz que aqueles que fazem o bem (ou seja, boas obras) alcançarão o paraíso e aqueles que fazem o mal (ou seja, más obras) entrarão no inferno:

“E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação.” (João 5:29)

A salvação não é alcançada da noite para o dia com alguns cristãos acreditam, mas é algo que deve ser trabalhado ao longo da vida, como a Bíblia diz:

“ ... assim também operai a vossa salvação com temor e tremor;... “ (Filipenses 2:12)

O Bíblia diz ainda:

“Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.” (Mateus 24:13)

É relatado na Bíblia que Jesus, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, disse que para entrar no paraíso deve-se obedecer aos mandamentos de Deus.  Essa é uma indicação clara de que somente a fé não é suficiente para alcançar a salvação, mas que a entrada no paraíso depende de obedecer aos mandamentos divinos.  A Bíblia diz:

Jesus respondeu:  “Se é que queres entrar na vida, guarda os mandamentos.” (Mateus 19:17)

O Perigo da Doutrina “Somente pela Fé”

Existe um grande perigo na pregação da doutrina que trivializa a importância das obras.  Frequentemente muitos cristãos pensam que porque Jesus os absolveu de seus pecados, não há necessidade de se afastar de estilos de vida pecaminosos.  Em outras palavras, Jesus lhes deu “passe livre” para pecar.  E é por isso que encontramos muitos cristãos que pecarão durante a semana e irão às igrejas somente nos domingos, satisfeitos com a idéia de que foram salvos independente de qualquer coisa.  A doutrina de “uma vez salvo, sempre salvo” leva à negligência dos deveres com Deus.  Uma religião que prega essa crença está somente fazendo com que seus seguidores se desviem da virtude.  A religião do Islã, enquanto isso, adverte seus seguidores de que a Graça de Deus é alcançada pela crença e boas obras e que devemos nos empenhar para alcançar o paraíso.  É por isso que os muçulmanos oram cinco vezes ao dia, para que possam alcançar a Graça de Deus e a salvação; é uma luta constante em direção à virtude durante o curso de uma vida inteira e não meramente um evento único.

A doutrina de somente pela fé é uma blasfêmia porque não nos é ensinada por Deus Todo-Poderoso; “somente pela fé” não é encontrada no Alcorão.  A doutrina não pode ser encontrada nem mesmo na Bíblia.  Não é adequado seguir uma crença que não encontra nenhuma base nas escrituras.

Conclusão

A salvação é alcançada pela obtenção da Graça de Deus e isso é feito tanto pela fé interior quanto pelas boas obras.  Essa crença encontra suporte tanto no Alcorão quanto na Bíblia.  A promessa de Deus é que a Graça é obtida através de “fé interior” e “boas obras”, em contraste de “somente pela fé”.

Algumas pessoas podem acreditar que lhes foi prometido o paraíso “somente pela fé”. Isso de fato significa que de fato entrarão no paraíso?  Meramente acreditar em algo não faz disso realidade.  Com que frequência ligamos a televisão e ouvimos televangelistas alegando que podemos ser salvos simplesmente declarando Jesus como nosso Senhor?   Podemos trocar o canal e ver outra pessoa nos prometendo que podemos perder cinquenta quilos em um mês apenas enrolando algum cinto de exercícios na barriga.  Essa promessa é menos duvidosa que a promessa do televangelista? 

O quanto uma pessoa precisa ser tola para comprar um daqueles cintos e confiar somente nisso, sem se preocupar com suas próprias obras (ou seja, dieta, exercícios, etc.)?  Essa pessoa – se for descuidada com sua dieta e exercícios – no fim entupirá suas artérias com gordura e morrerá de infarto, independente de sua fé interior de que deveria perder cinquenta quilos.  A crença islâmica é que aqueles pecados são pontos negros no coração espiritual; com pecados suficientes o coração inteiro se cobrirá em negridão e morrerá.  Pecados entopem o coração espiritual como a gordura entope as artérias do coração físico.  Aquele que apresenta um coração enegrecido a Deus não entrará no paraíso, independente de sua crença no conceito de “somente pela fé”.   Uma pessoa que confia em sua crença é como a que coloca sua confiança no cinto de exercícios: por um tempo essa pessoas se sentirá iludida e satisfeita com a promessa mas, no fim, a realidade mostrará sua verdadeira face e todos os homens prestarão contas por suas obras. 

Um cinto de exercícios mágico faz as pessoas se tornarem negligentes com a dieta e exercícios, porque acreditam que o cinto compensará sua deficiência.  Da mesma forma, o conceito de “somente pela fé” torna as pessoas negligentes em relação às obras.  Quando essas pessoas morrerem, ficarão desnorteadas por não terem passado suas vidas acumulando boas obras para obter a Graça de Deus.  As pessoas devem passar suas vidas fazendo boas ações, ao invés de comprar a promessa de uma caminhada sem esforço para o paraíso com base em intenções não cumpridas.

O Alcorão confirma a verdade, ao invés de nos satisfazer com falácias: os homens devem trabalhar duro para alcançar o paraíso.   É uma questão de bom senso que tamanha recompensa deva demandar um grande esforço.  Deus, Todo-Poderoso, diz:

“E empenhai-vos com denodo pela causa de Deus ; Ele vos elegeu.” (Alcorão 22:78)

E Deus diz:

“É que creiais em Deus e em Seu Mensageiro, e que sacrifiqueis os vossos bens e pessoas pela Sua causa. Isso é o melhor, para vós, se quereis saber.” (Alcorão 61:11)

Devemos nos empenhar para buscar a satisfação de Deus não apenas acreditando em nossos corações, mas demonstrando com nossas ações.  Nada é mais importante que a fé no coração, mas isso não nega a importância das ações dos membros. As obras sem a fé são insinceras e a fé sem as obras é hipocrisia.

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