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Capítulo 2, versículos 285 & 286: Crenças básicas e relação com Deus (parte 2 de 2)

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Descrição: Uma discussão dos dois últimos versículos do capítulo 2, que definem as crenças básicas de um muçulmano, sua humildade e relação com Deus.  Parte 2 explica as belas súplicas no final do capítulo.

  • Por Aisha Stacey (© 2016 IslamReligion.com)
  • Publicado em 12 Dec 2016
  • Última modificação em 12 Dec 2016
  • Impresso: 3
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Chapter-2,-Verses-285---286Part2.jpgNo artigo anterior estabelecemos que Deus não sobrecarrega uma pessoa além de sua capacidade e que cada um é responsável por suas próprias ações.   No Dia do Juízo ninguém é capaz de interceder em nome de outra pessoa.  Cada um se apresentará sozinho diante de Deus e somente Deus questionará Seus servos e os julgará.  Boas ações serão levadas em conta e geralmente serão multiplicadas.  De acordo com o princípio de que uma má ação pertence somente àqueles que a cometeram, uma pessoa será punida somente por uma má ação que efetivamente realizou, não algo que veio à mente involuntariamente.

O profeta Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, disse: "Deus perdoou minha Ummah pelo que dizem para si mesmos, desde que não pronunciem ou executem o que pensaram." [1] Também nos disse que: "Deus disse (aos Seus anjos): ‘Se Meu servo tiver a intenção de fazer uma má ação, não a registrem e, se ele a cometer, registrem como uma má ação. Se tiver a intenção de fazer uma boa ação, mas não a executar, então registrem como uma boa ação. Se ele a executar, registre-a como dez boas ações.’" [2]

A seguir Deus explica aos crentes como suplicar e pedir perdão e misericórdia.  O capítulo de abertura do Alcorão foi uma lição de como louvar e pedir orientação. Essa é uma lição sobre a melhor maneira de implorar a Deus.   Essencialmente é um apelo sincero dos crentes e uma oração ou súplica que define a relação do crente com Deus.  Implica a fraqueza humana e necessidade de misericórdia e perdão de Deus.  Não nos condenes, se nos esquecermos ou nos equivocarmos.  Erro ou esquecimento são duas características que definem o comportamento humano.  Entretanto, um crente sempre busca a ajuda de Deus e se volta para Ele arrependido. 

Subsequentemente os crentes apelam a Deus pedindo que não os sobrecarregue como os que vieram antes de nós.  Esse é um apelo dos fracos para o Todo-Poderoso.  No passado as pessoas carregavam fardos muito pesados que, portanto, contribuíam para que falhassem em seus deveres com seu Senhor.  Leis severas foram estabelecidas para as nações anteriores por conta do que impuseram a si mesmas; esse capítulo esboçou vários episódios que indicam isso na história dos filhos de Israel. Com isso em mente encontramos um apelo apaixonado por facilidade e leis que sejam fáceis de seguir e cumprir.

Tolera-nos, perdoa-nos e tem misericórdia de nós.  Essa frase encapsula a única garantia real de sucesso nessa vida e admissão ao Paraíso: a misericórdia de Deus.  Não importa o quanto uma pessoa se empenhe, não alcançará nada a menos que Deus lhe conceda Sua misericórdia.  Aisha, a esposa amada do profeta Muhammad, nos transmitiu que o profeta disse que ninguém alcançará o Paraíso em virtude somente de suas ações.  Ela relatou ter perguntado a ele: "Nem mesmo tu?" e ele respondeu: "Nem mesmo eu, a menos que Deus me conceda Seu perdão e misericórdia." [3]

Tu és nosso Protetor significa que Tu és nosso apoiador e ajudante.  Os crentes dizem que Tu és procurado para todo tipo de ajuda, Tu és o Único em Quem verdadeiramente nos apoiamos.  Não existe poder ou força exceto em Ti, Ó Senhor.  A linha final apela para a vitória sobre os descrentes.  Significa aqueles que rejeitam a mensagem, se recusam a aceitar a religião oferecida a eles e aqueles que negam a Unicidade de Deus.   Essa é uma afirmação que estimula os crentes a colocarem sua total confiança em Deus, que é capaz de fazer todas as coisas e defender a Verdadeira Religião contra seus inimigos.

Em mais de uma narração das tradições[4] do profeta Muhammad está registrado que Deus respondeu a essa súplica com as palavras "Eu farei" e em outra narração é dito que Deus respondeu "Eu fiz".  Esse longo capítulo que cobre muitas normas e regulamentações termina detalhando as obrigações de um crente nessa vida, enfatizando que Deus conhece bem Sua criação e considera as fraquezas e deficiências da humanidade.  Afirma que Deus não sobrecarregará os crentes.  Em conclusão, esses versículos finais são um resumo conciso dos temas do capítulo e também um resumo das características centrais da fé de um crente.



Notas de rodapé:

[1] Saheeh Muslim, Saheeh Bukhari, Ahmad, An-Nasa’ie

[2] Saheeh Muslim, Saheeh Al-Bukhari

[3] Saheeh Al-Bukhari

[4] Saheeh Muslim

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