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A mesquita (parte 1 de 2): Mais que um local de oração

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Descrição: Um breve olhar na história das mesquitas e sua função na história e propagação do Islã.

  • Por Aisha Stacey (© 2017 IslamReligion.com)
  • Publicado em 06 Mar 2017
  • Última modificação em 07 Jul 2019
  • Impresso: 9
  • Visualizado: 6506 (média diária: 5)
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Mosque01.jpgA mesquita ou edificação que os muçulmanos se referem como a masjid é uma visão familiar em muitas partes do mundo.  Não importa que país ou época, a mesquita é sempre reconhecida por sua arquitetura única e ambientação nobre.  Além disso, devido à natureza arrebatadora da globalização a maioria das pessoas sabe que a mesquita é uma casa de adoração, o local onde o muçulmano crente oferece oração.  Mas a mesquita é muito mais que isso.  Desde o começo sempre atendeu a muitas necessidades e, se Deus quiser, continuará a fazê-lo até o fim dos tempos.

Um orientalista e cristão evangélico forte, o administrador colonial escocês Sir William Muir (1819 1905 CE) foi o principal erudito sobre o Islã do Ocidente por muitos anos, apesar do fato de ser negativo e crítico do Islã.  Entretanto, em seu livro, publicado em 1852, A Vida de Maomé, descreveu o papel da mesquita na sociedade muçulmana de maneira muito brilhante.  Da descrição, até mesmo para um homem como esse, somos capazes de ver que a mesquita sempre significou mais que um local de oração.

"Embora cru em material e insignificante em dimensões, a mesquita de Muhammad é gloriosa na história do Islã.  Aqui, o profeta e seus companheiros passavam a maior parte de seu tempo; aqui, o serviço diário, com suas orações recorrentes foi estabelecido publicamente; e, aqui, a grande congregação se reunia toda sexta-feira, ouvindo com reverência e admiração as mensagens do Paraíso.  Aqui o profeta planejou suas vitórias, recebeu embaixadas de tribos conquistadas e contritas e emitiu éditos..."[1]

 Em 622 EC, imediatamente após a imigração de Meca para Medina, os muçulmanos construíram a "mesquita da profeta" e o próprio profeta participou em sua construção.   A partir daquele momento a mesquita se tornou um ponto focal de qualquer cidade islâmica.   Tornou-se um local de adoração, um local de encontro, um instituto educacional, um local de atividades sociais e de descanso.  A mesquita se torna o centro de vida ritual, social, política e cultural.  Entretanto, existe uma função que a mesquita não cumpre - é proibido engajar em negócios e transações comerciais dentro dos confins da mesquita.

Embora negócios não pudessem ser conduzidos na mesquita, pequenas cidades e aldeias com mercados e comerciantes frequentemente eram construídos ao redor da mesquita.  Isso era devido à mesquita ser o centro da vida cotidiana.  As orações eram conduzidas cinco vezes ao dia e as pessoas do local ouviam as últimas notícias por meio dos sermões e grupos que se reuniam dentro e fora da mesquita. 

Ao longo da história do Islã a mesquita desempenhou um papel de destaque na propagação do Islã e na educação dos muçulmanos.  Em todos os lugares que o Islã se estabeleceu, foram estabelecidas mesquitas e começou a educação básica.  As mesquitas ensinaram às pessoas, (homens, mulheres, meninos e meninas) não apenas a recitar o Alcorão e compreender as normas islâmicas, mas a ler, escrever, formar opiniões e debater.  A educação por meio das mesquitas segue a tradição estabelecida pelo profeta Muhammad.  A mesquita do profeta era uma escola e hostel para os pobres e viajantes.

"Dificilmente em outra cultura a vida literária desempenhou o papel que teve no Islã.  O conhecimento (ilm), que significa todo o mundo do intelecto, engajou o interesse dos muçulmanos mais que qualquer outra coisa... A vida que evoluiu nas mesquitas se difundiu para fora, para colocar sua marca em círculos influentes em todos os lugares."[2]

Em 859 EC foi estabelecida uma universidade na mesquita de Qarawiyin, na cidade de Fez, Marrocos.  É considerada por muitos a universidade mais antiga no mundo.  Havia três bibliotecas separadas contendo livros sobre assuntos como religião, ciência, intelecto e idiomas.  A mesquita conduzia aulas em vários assuntos incluindo gramática, retórica, lógica, matemática, astronomia e, muito possivelmente, história, geografia e química.[3]

As mesquitas não eram só locais perfeitos para educação, mas também alojavam o sistema judicial islâmico.  Juízes e juristas atendiam as necessidades legais diárias da comunidade e também emitiam opiniões legais e realizavam pesquisas.  Devido à pouquíssima burocracia, o sistema judicial era eficiente e a maioria dos requerentes e réus se representavam.  A interpretação legal era deixada para o juiz, que se empenhava para tomar decisões baseadas no Alcorão e na Sunnah autêntica.   Mais uma vez a mesquita al-Qarawiyin do Marrocos é um exemplo perfeito de uma mesquita como o centro da vida e conhecimento, e o mesmo acontece com a mesquita de Al-Azhar do Egito, que continua até hoje a exercer uma influência na vida cotidiana dos egípcios.

Em muitos lugares no mundo muçulmano em rápida expansão a mesquita se tornou a fonte de água.  O Islã exige que os crentes realizem lavagem ritual antes da oração e, assim, o pátio da mesquita tradicionalmente continha fontes de água.  O efeito decorativo da água se tornou central na arquitetura islâmica e lagos e fontes decorativos podem ser encontrados em todo o mundo islâmico e Andaluzia.  A mesquita sultão Ahmed em Istambul, na Turquia, e a mesquita de Córdoba na Espanha contêm exemplos esplêndidos de efeito decorativo de água.  Poços e fontes em mesquitas limpam o corpo e refrescam o ar e no passado supriram água para a comunidade local.

A mesquita é o alicerce da comunidade muçulmana.  Eram usadas raramente como locais exclusivos para oração, mas serviam como centros comunitários.   As pessoas iam para a mesquita para educação religiosa e secular, para acertar disputas e visitar a biblioteca.  Iam para a mesquita para orar e descansar em jardins e prédios seguros e silenciosos.  As mesquitas eram locais de descanso para os pobres e destituídos.  As mesquitas tradicionalmente distribuíam alimentos e roupas para os necessitados.  Ensinaram gerações incontáveis como ler e memorizar o Alcorão e outras ciências islâmicas.  A mesquita era o local de encontro e a fonte de notícias em tempos de problema e conflito.  Em resumo, a mesquita era o centro da sociedade muçulmana.

As mesquitas ainda realizam essas funções? Qual é o papel da mesquita no século 21?  Responderemos a essas perguntas e mais na parte 2.



Notas de rodapé:

[1] The life of Mahomet from original sources edição condensada.  1878, 624 pp. Londres: Smith, Elder, & Co.  P177

[2] J Pedersen: The Arabic Book, Tr.  Geoffrey French, Princeton University Press; Princeton, Nova Jersey, 1984.

[3] http://www.muslimheritage.com/article/education-islam-role-mosque

 

 

A mesquita (parte 2 de 2): O papel da mesquita no século 21

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Descrição: As mesquitas precisam enfrentar os desafios do século 21 abraçando o papel original da mesquita na comunidade muçulmana.

  • Por Aisha Stacey (© 2017 IslamReligion.com)
  • Publicado em 06 Mar 2017
  • Última modificação em 06 Mar 2017
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Mosque02.jpgComo aprendemos na parte 1, desde o início da história islâmica a mesquita foi o alicerce da comunidade muçulmana.  Não foi estabelecida simplesmente como uma casa de oração.   É fácil chegar a essa conclusão porque Deus deu à nação de Muhammad um presente único.  A maior parte do mundo, com pouquíssimas exceções, é um local de oração.  Edifícios, monumentos e mesquitas específicos não são requisitos para atender a essa necessidade. O Profeta, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, disse:

"A terra toda foi feita uma mesquita (ou um local de oração) e um meio de purificação para mim. Então, onde quer que um homem de minha Ummah[1] esteja quando chegar a hora da oração, que ele ore."[2]

Portanto, supõe-se que a mesquita seja mais que apenas uma área abrigada para orar.  Claro que é, e não devemos ignorar isso, um local no qual muçulmanos, independentemente de sua raça ou etnia, se reúnem 5 vezes ao dia.   Isso transmite uma mensagem sutil sobre a importância de estar juntos, unidos como uma nação de muçulmanos.  A unidade é particularmente importante no século 21 porque mais que nunca a nação muçulmana está desunida e espalhada pelo mundo.

Mas o tempo e as circunstâncias têm o hábito de fazer pequenas mudanças e essas pequenas mudanças aconteceram no papel da mesquita, quando a história seguiu em frente.   Como as comunidades em nações muçulmanas ficaram maiores, foi necessário mais que um poço, mais que uma escola, mais que um mercado e mais que uma mesquita.  Mesquitas foram construídas em todos os cantos, mas muitas delas se tornaram pouco mais que locais de oração.  As mesquitas maiores continuaram a cumprir suas várias funções e, nos países muçulmanos, frequentemente a mesquita serve ao mesmo propósito estabelecido há quase 1.500 anos.  Entretanto, as coisas são diferentes no ocidente e, embora os muçulmanos tenham suas próprias áreas de compras, restaurantes e escolas, tradicionalmente esses não são locais que deem e mantenham um sentido islâmico de identidade.   Esse lugar é a mesquita local. 

É na mesquita que um muçulmano mantém viva sua espiritualidade, fortalece o vínculo com seu Criador, encontra e se comunica com outros muçulmanos e renova seu senso de pertencimento.  Infelizmente muitas mesquitas atualmente servem como locais de adoração, para quebrar o jejum durante o Ramadã e pouco mais além disso.  Entretanto, se as mesquitas pelo mundo voltassem aos propósitos e papéis tradicionais na sociedade muçulmana, poderiam trazer grande mudança social e influenciar os não-muçulmanos a repensarem as opiniões predominantes atuais sobre o Islã.  Para ser o coração de uma sociedade muçulmana vibrante, as mesquitas precisam enfrentar os desafios trazidos pela globalização e crescimento do século 21.

O desafio mais importante é oferecer uma atmosfera acolhedora.  Para desempenhar uma função útil na sociedade muçulmana as mesquitas do século 21 precisam deixar a porta da frente aberta para todas as seções da sociedade, assim como fez a primeira mesquita.   Mulheres, mães com crianças pequenas, idosos, jovens, pobres e destituídos e não-muçulmanos interessados no Islã devem encontrar na mesquita um local acolhedor.  A mesquita e seus arredores tipicamente chamados de centro islâmico no ocidente, podem alojar instalações como cafeteria, local de esportes especialmente para os jovens, uma biblioteca com computadores e internet, salas de aula, loja de alimentos halal e um centro de cuidados para crianças para que homens e mulheres possam desfrutar das instalações educacionais e esportivas sem se preocuparem com seus filhos.  A mesquita pode distribuir auxílio aos pobres e necessitados. A mesquita moderna deve ser o ponto central da vida de um muçulmano.  Deve ser um local acolhedor para todos os muçulmanos e todos os interessados em saber mais sobre muçulmanos e Islã.

Em todo o mundo muçulmano muitas mesquitas se tornaram atrações turísticas.  São conhecidas por sua arquitetura bela e inovadora, mas infelizmente as mais visitadas pelos turistas não são mais casas de oração.  As inumeráveis mesquitas pequenas localizadas em toda a vizinhança em muitos países da Ásia e Oriente Médio não são convidativas para não-muçulmanos, turistas e mulheres.  Em cidades maiores, os centros culturais e islâmicos foram construídos objetivando especificamente as necessidades de não-muçulmanos.  As necessidades dos muçulmanos são atendidas por fundações de zakat e outras organizações de caridade.  Já se foram os dias em que pequenas mesquitas comunitárias cuidavam umas das outras.  Isso é verdade também no mundo ocidental.  Todos vimos os sinais que relegam às mulheres as portas dos fundos, e muitos não-muçulmanos continuaram andando quando foram confrontados por grupos de homens de pé do lado de fora das entradas das mesquitas.

Em sua pesquisa para o documentário Unmosqued, os cineastas encontraram estatísticas preocupantes sobre as mesquitas nos EUA.  Constataram que as mesquitas não têm financiamento e funcionários suficientes.  Embora a frequência das mesquitas seja mais alta que a de outras congregações religiosas, as verbas das mesquitas são menos da metade da verba de outras congregações.  Apenas 44% de todos os imames trabalham em tempo integral e são remunerados.  Metade das mesquitas não têm funcionários em tempo integral.  Funcionário de programas como diretores para a juventude ou de alcance compõem apenas 5% de toda a equipe em tempo integral.  Somente 3% das mesquitas consideram aulas para "novos muçulmanos" uma prioridade. 

Parece que os desafios para a mesquita no século 21, nos mundos muçulmano e ocidental, é fazer da mesquita um espaço mais inclusivo.  Na época do profeta Muhammad não era incomum que os sem teto dormissem na mesquita, enquanto questões de estado eram discutidas em uma área próxima.  Hoje em dia algumas mesquitas ficam fechadas entre os horários de oração. 

Um grande exemplo de uma mesquita do século 21 que mistura tradição com modernidade é a grande mesquita Sheikh Zayed aberta em 2008 nos Emirados Árabes.  É administrada de acordo com os padrões mais modernos e suas coleções e recursos incluem uma biblioteca de última geração com instalações modernas, para o desenvolvimento de pesquisa e conhecimento.  São organizados eventos culturais e sociais que incluem seminários, palestras, exibições, cursos para ensino do Alcorão, arquitetura islâmica, caligrafia e sintaxe árabe e também competições sobre recitação corânica e o chamado para a oração.  A mesquita, no espírito tradicional, reflete um entendimento informado de religiões baseado no respeito, derivado da crença de que o Islã é uma religião de tolerância e amor.  A mesquita é acolhedora e um espaço humanitário aberto a todos os visitantes.

 



Notas de rodapé:

[1] A palavra árabe Ummah pode ser traduzida como nação.

[2] Saheeh Al-Bukhari

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