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Jerald F. Dirks, Ministro da Igreja Unida Metodista, EUA (parte 1 de 4)

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Descrição: A vida pregressa e educação de um bolsista Hollis de Harvard e autor do livro “A Cruz e o Crescente”, desiludido pelo Cristianismo devido à informação aprendida em sua Escola de Teologia.  Parte 1.

  • Por Jerald F. Dirks
  • Publicado em 27 Sep 2010
  • Última modificação em 27 Sep 2010
  • Impresso: 444
  • Visualizado: 10162 (média diária: 3)
  • Classificação: 4 de 5
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Uma das primeiras memórias de minha infância era ouvir o sino da igreja tocar para a adoração de domingo de manhã na pequena cidade rural onde cresci.  A Igreja Metodista era uma estrutura antiga de madeira com uma torre de sino, duas salas de aula pequenas, mas confortáveis, para crianças na Escola Dominical, portas de madeira para separá-las do santuário, e um balcão elevado que servia de salas de aula para as crianças mais velhas.  Ficava a menos de duas quadras de minha casa.  Quando o sino soava, nos reuníamos como uma família e fazíamos nossa peregrinação semanal para a igreja.

Naquele ambiente rural dos anos 50 as três igrejas na cidade de aproximadamente 500 habitantes eram o centro da vida comunitária.  A Igreja Metodista local, a qual minha família pertencia, patrocinava encontros sociais com sorvete feito em casa, jantares com empadão de galinha e torradas de milho.  Minha família e eu estávamos sempre envolvidos em todos os três, mas cada um acontecia apenas uma vez por ano.  Além disso, havia uma escola bíblica comunitária de duas semanas todo mês de junho, e fui um frequentador regular durante a minha oitava série na escola.  Entretanto, a adoração dominical pela manhã e a escola dominical eram eventos semanais e me empenhava para continuar aumentando minha coleção de broches de frequência perfeita e de prêmios por memorizar versos da Bíblia.

Na época do meu segundo grau a Igreja Metodista local tinha fechado e estávamos frequentando a Igreja Metodista na cidade vizinha, que era ligeiramente maior que a da cidade na qual vivia.  Lá, pela primeira vez, meus pensamentos começaram a focar no ministério como um chamado pessoal.  Tornei-me ativo no Grupo Jovem Metodista e eventualmente servi como representante de distrito e de conferências.  Também me tornei um “pregador” regular durante o serviço jovem de domingo.  Minha pregação começou a chamar a atenção de toda a comunidade e logo eu estava ocasionalmente frequentando os púlpitos de outras igrejas, creches e vários grupos de jovens e de senhoras afiliados à igreja, onde em geral eu batia recordes de comparecimento.

Com a idade de 17, quando comecei meu primeiro ano na Universidade de Harvard, minha decisão de entrar no ministério tinha se solidificado.  Durante esse ano me inscrevi em um curso de dois semestres em religião comparada, que era ensinado por Wilfred Cantwell Smith, cuja área de especialização era Islã.  Durante o curso dei muito menos atenção ao Islã do que às outras religiões, como Hinduísmo e Budismo, já que essas duas pareciam muito mais esotéricas e estranhas para mim.  Em contraste, o Islã parecia ser de alguma forma semelhante ao meu próprio Cristianismo.  Como tal, não me concentrei nele tanto quanto provavelmente deveria, embora me lembre de escrever um trabalho para o curso sobre o conceito de revelação no Alcorão.  Entretanto, como o curso tinha exigências e padrões acadêmicos rigorosos, adquiri uma pequena biblioteca de meia dúzia de livros sobre o Islã, todos escritos por não-muçulmanos, os quais me serviriam muito 25 anos depois.   Também adquiri duas traduções diferentes em inglês do significado do Alcorão, que li na época.

Naquela primavera Harvard me nomeou um bolsista Hollis, o que significava que era um dos pré-estudantes de teologia mais importantes na universidade.  No verão entre meu primeiro e segundo anos em Harvard trabalhei como um ministro de jovens em uma grande Igreja Metodista Unida.  No verão seguinte obtive minha Licença para Pregar da Igreja Metodista Unida.  Quando me graduei na Universidade de Harvard em 1971, me inscrevi na Escola de Divindade de Harvard, onde obtive meu Mestrado em Divindade em 1974.  Previamente tinha sido ordenado no Diaconato da Igreja Metodista Unida em 1972 e antes havia recebido uma bolsa Stewart da Igreja Metodista Unida, como complemento às minhas bolsas da Escola de Divindade de Harvard.  Durante minha educação seminarista também completei um programa de dois anos como capelão no Hospital Peter Bent Brigham em Boston.  Em seguida à minha graduação na Escola de Divindade de Harvard, passei o verão como ministro de duas igrejas Metodistas Unidas na área rural de Kansas, onde o comparecimento foi às alturas de uma forma não vista nessas igrejas em muitos anos.

De fora, eu era um jovem ministro muito promissor, que tinha recebido uma excelente educação, atraído grandes multidões ao serviço religioso dominical e sido bem-sucedido em cada passo no caminho ministerial.  Entretanto, por dentro, estava em luta constante para manter minha integridade pessoal em face das minhas responsabilidades ministeriais.  Essa guerra era muito diferente da que foi presumivelmente travada por alguns televangelistas posteriores, ao tentarem em vão manter sua moralidade sexual pessoal.  Da mesma forma, era muito diferente daquela travada pelos padres pedófilos que hoje ganham as manchetes.  Entretanto, minha batalha para manter integridade pessoal pode ser a mais comum entre os membros mais educados do ministério.

Existe certa ironia no fato de que os supostamente melhores, mais brilhantes e mais idealistas dos futuros ministros sejam selecionados pela melhor educação seminarista, ou seja, aquela oferecida na época na Escola de Divindade de Harvard.  A ironia é que, recebida essa educação, o seminarista é exposto a toda verdade histórica conhecida sobre:

1)    A formação da igreja “principal”, primitiva, e como foi moldada por considerações geopolíticas;

2)    A leitura “original” de vários textos bíblicos, muitos dos quais estão em profundo contraste com o que a maioria dos cristãos lê quando pegam sua Bíblia embora, gradualmente, algumas dessas informações estejam sendo incorporadas às novas e melhores traduções;

3)    A evolução desses conceitos como uma divindade trina e a “filiação” de Jesus, que Deus o louve;

4)    As considerações não-religiosas que formam a base de muitas crenças e doutrinas cristãs;

5)    A existência daquelas igrejas e movimentos cristãos primitivos que nunca aceitaram o conceito de uma divindade trina e que nunca aceitaram o conceito de divindade de Jesus, que Deus o louve; e

6)    etc.  (Alguns dos frutos de minha educação seminarista são recontados em mais detalhes em meu recente livro The Cross and the Crescent: An Interfaith Dialogue between Christianity and Islam (A Cruz e o Crescente: Um Diálogo Inter-religioso entre o Cristianismo e o Islã, em tradução livre, Amana Publications, 2001)

Dessa forma, não é de surpreender que praticamente a maioria dos graduados nesse seminário deixe o seminário não para “encher púlpitos”, onde teriam que pregar o que sabem não ser verdade, mas para entrar em várias profissões de aconselhamento.  Esse também foi o meu caso, que prossegui na obtenção de um mestrado e doutorado em psicologia clínica.  Continuei a me chamar de cristão, porque essa era uma parte necessária de auto-identidade e porque eu era, afinal de contas, um ministro ordenado, apesar de meu emprego em tempo integral ser um profissional da área de saúde mental.  Entretanto, minha educação no seminário tinha dado conta de qualquer crença que pudesse ter relação com a divindade trina ou a divindade de Jesus, que Deus o louve. (Pesquisas regulares revelam que os ministros estão menos propensos a acreditar nesses e outros dogmas da igreja do que os leigos que servem, com ministros mais propensos a entender metaforicamente termos como “filho de Deus”, enquanto seus paroquianos o entendem literalmente.)  Assim me tornei um “cristão de Natal e Páscoa”, frequentando a igreja muito esporadicamente e rangendo meus dentes e mordendo a língua quando ouvia a sermões apoiando o que eu sabia que não era o caso.

Nada do que foi dito deve ser tomado como implicando que eu fosse menos religioso ou orientado espiritualmente do que costumava ser.  Orava regularmente, minha crença em uma deidade suprema permanecia sólida e segura e conduzia minha vida pessoal de acordo com a ética que me foi um dia ensinada na igreja e escola dominical.  Simplesmente tinha conhecimento suficiente para não comprar dogmas feitos pelo homem e artigos de fé da igreja organizada fortemente apoiados em influências pagãs, noções politeístas e considerações geopolíticas de uma época antiga.

 

 

Jerald F. Dirks, Ministro da Igreja Unida Metodista, EUA (parte 2 de 4)

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Descrição: A vida pregressa e educação de um bolsista Hollis de Harvard e autor do livro “A Cruz e o Crescente”, desiludido pelo Cristianismo devido à informação aprendida em sua Escola de Teologia.  Parte 2: Falta de fé, contato com muçulmanos, auto-questionamento, e a resposta.

  • Por Jerald F. Dirks
  • Publicado em 27 Sep 2010
  • Última modificação em 27 Sep 2010
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À medida que os anos passavam, comecei a me preocupar com a perda de fé na sociedade americana como um todo.  A fé é uma espiritualidade e moralidade vivas e naturais dentro dos indivíduos e não deve ser confundia com religiosidade, que está preocupada com ritos, rituais e credos formalizados de alguma entidade organizada, ou seja, a igreja.  A cultura americana cada vez mais parecia ter perdido seu compasso moral e religioso.  Dois em cada três casamentos acabavam em divórcio; a violência estava se tornando cada vez mais parte inerente de nossas escolas e estradas; a auto-responsabilidade declinava; autodisciplina estava submergindo por uma moralidade do tipo “se é bom, faça”; vários líderes e instituições cristãos estavam sendo tomados pelos escândalos sexuais e financeiros; e emoções justificavam o comportamento, por mais odioso que pudesse ser.  A cultura americana estava se tornando uma instituição moral rumo à falência; e estava me sentindo muito sozinho em minha vigília religiosa pessoal.

Foi nesse ponto que comecei a ter contato com a comunidade muçulmana local.  Por alguns anos minha esposa e eu tínhamos estado ativamente envolvidos em pesquisa sobre a história dos cavalos árabes.  Eventualmente, para assegurar traduções de vários documentos árabes, essa pesquisa nos colocou em contato com árabe-americanos que, por acaso, eram muçulmanos.  Nosso primeiro contato foi com Jamal no verão de 1991.

Depois de uma conversa telefônica inicial, Jamal visitou nossa casa e se ofereceu para fazer algumas traduções para nós e nos ajudar com a história dos cavalos árabes no Oriente Médio.  Antes de Jamal partir naquela tarde, ele perguntou se podia usar nosso banheiro para se lavar antes de fazer suas orações programadas; pegou emprestado um pedaço de jornal para usar como tapete de oração para que pudesse fazer a oração antes de deixar nossa casa.  Nós, claro, concordamos, mas ficamos pensando se não havia algo mais apropriado para oferecer do que um jornal.  Sem que percebêssemos na época, Jamal estava praticando uma forma muito bonita de Dawa (pregação ou exortação).  Não fez comentário sobre o fato de não sermos muçulmanos e não pregou qualquer coisa para nós sobre suas crenças religiosas.  Ele “simplesmente” nos apresentou seu exemplo, um exemplo que falou muito, se alguém fosse receptivo à lição.

Nos próximos 16 meses o contato com Jamal aumentou lentamente em frequência, até que ocorria em uma base semanal ou quinzenal.  Durante essas visitas Jamal nunca me pregou o Islã, nunca me questionou sobre minhas próprias crenças ou convicções religiosas, e nunca sugeriu verbalmente que me tornasse muçulmano.  Entretanto, eu estava começando a aprender muito.  Primeiro, havia o constante exemplo do comportamento de Jamal em observar suas orações programadas.  Segundo, havia o exemplo do comportamento de como Jamal conduzia sua vida diária de uma forma altamente moral e ética, tanto no mundo dos negócios quanto em seu mundo social.  Terceiro, havia o exemplo do comportamento de como Jamal interagia com seus dois filhos.  Para minha esposa, a esposa de Jamal fornecia um exemplo semelhante.  Quarto, sempre dentro de uma estrutura de me ajudar a entender a história do cavalo árabe no Oriente Médio, Jamal começou a compartilhar comigo:  1) histórias dos árabes e história islâmica; 2) ditos do Profeta Muhammad, que Deus o louve; e 3) versículos corânicos e seu significado contextual.  De fato, agora cada visita incluía uma conversa de pelo menos 30 minutos centrada em algum aspecto do Islã, mas sempre apresentada em termos de me ajudar a entender intelectualmente o contexto islâmico da história do cavalo árabe.  Nunca me foi dito “é assim que as coisas são”; era-me simplesmente dito “é assim que os muçulmanos costumam acreditar.”  Uma vez que não estava sendo feita uma pregação e que Jamal nunca perguntou sobre minhas crenças, nunca precisei me incomodar em tentar justificar minha própria posição.  Tudo estava sendo tratado como um exercício intelectual, não proselitismo.

Gradualmente Jamal começou a nos introduzir a outras famílias árabes na comunidade muçulmana local.  Havia Wa’el e sua família, Khalid e sua família e alguns outros.  De forma consistente, observei indivíduos e famílias que viviam suas vidas em um plano ético mais elevado que a sociedade americana da qual todos nós fazíamos parte.  Talvez tivesse perdido algo sobre a prática do Islã durante meus tempos de universidade e seminário.

Por volta de dezembro de 1992, comecei a me fazer algumas sérias perguntas sobre onde estava e o que estava fazendo.  Essas perguntas foram instigadas pelas seguintes considerações:

1)    Durante o curso dos 16 meses anteriores, nossa vida social tinha se tornado fortemente centrada no componente árabe da comunidade muçulmana local.  Por volta de dezembro, provavelmente 75% de nossa vida social era passada com muçulmanos árabes.

2)    Em função de meu treinamento e educação no seminário, sabia o quanto a Bíblia havia sido corrompida (e geralmente sabia quando, onde e por que), não cria em qualquer divindade trina, e não acreditava em nada além de uma "filiação" metafórica de Jesus, que Deus o louve.  Em resumo, embora certamente acreditasse em Deus, era um monoteísta tão estrito quanto meus amigos muçulmanos.

3)    Meus valores pessoais e senso de moralidade eram muito mais próximos dos de meus amigos muçulmanos do que da sociedade “cristã” à minha volta.  Acima de tudo, tive exemplos não-confrontacionais de Jamal, Khalid e Wa'el como ilustrações.  Em resumo, meu anseio nostálgico pelo tipo de comunidade no qual tinha sido criado estava encontrando gratificação na comunidade muçulmana.  A sociedade americana pode ter ido à falência moralmente, mas não parecia ser o caso para aquela parte da comunidade muçulmana com a qual tinha tido contato.  Os casamentos eram estáveis, os cônjuges eram comprometidos uns com os outros, e a honestidade, integridade, auto-responsabilidade e valores familiares eram enfatizados.  Minha esposa e eu tínhamos tentado viver nossas vidas da mesma forma, mas por vários anos senti que estávamos fazendo isso no contexto de um vácuo moral.  A comunidade muçulmana parecia ser diferente.

As diferentes linhas estavam sendo tecidas em uma única corda.  Cavalos árabes, minha infância, minha incursão no ministério cristão e minha educação no seminário, meu anseio nostálgico por uma sociedade moral, e meu contato com a comunidade muçulmana estavam se tornando intrincadamente entrelaçados.  Meu auto-questionamento veio à cabeça quando finalmente me perguntei o que me separava das crenças de meus amigos muçulmanos.  Suponho que podia ter feito essa pergunta a Jamal ou Khalid, mas não estava pronto para dar esse passo.  Nunca discuti minhas próprias crenças religiosas com eles e não sabia se queria introduzir esse tipo de conversa em nossa amizade.  Assim, comecei a tirar da estante todos os livros sobre o Islã que tinha adquirido durante meus anos de universidade e seminário.  Entretanto, por mais distantes que fossem as minhas próprias crenças da posição tradicional da igreja, e por mais que raramente frequentasse a igreja, ainda me identificava como cristão e, assim, me voltei para os trabalhos de estudiosos ocidentais.  Naquele mês de dezembro li meia dúzia de livros sobre o Islã escritos por estudiosos ocidentais, inclusive uma biografia do Profeta Muhammad, que Deus o louve.  Além disso, comecei a ler duas traduções diferentes para o inglês do significado do Alcorão.  Nunca falei com meus amigos muçulmanos sobre essa busca pessoal de auto-descoberta.  Nunca mencionei que tipos de livros estava lendo, nem por que os estava lendo.  Entretanto, ocasionalmente fazia uma pergunta muito rebuscada a um deles.

Embora nunca tivesse falado com meus amigos muçulmanos sobre esses livros, minha esposa e eu tivemos várias conversas sobre o que eu estava lendo.  Por volta da última semana de dezembro de 1992 fui forçado a admitir para mim mesmo que não pude encontrar nenhuma área na qual tivesse uma discordância substancial entre minhas próprias crenças religiosas e os princípios gerais do Islã.  Apesar de estar pronto para reconhecer que Muhammad, que Deus o louve, era um profeta (alguém que falou por ou sob a inspiração) de Deus, e embora não tivesse absolutamente nenhuma dificuldade em afirmar que não havia divindade exceto Deus, glorificado e exaltado seja, continuava hesitando em tomar qualquer decisão.  Podia admitir para mim mesmo que tinha muito mais em comum com as crenças islâmicas na forma como as entendia, do que com o Cristianismo tradicional da igreja organizada.  Sabia muito bem que podia confirmar facilmente de meu treinamento e educação no seminário a maior parte do que o Alcorão tinha a dizer sobre o Cristianismo, a Bíblia e Jesus, que Deus o louve.

 

 

Jerald F. Dirks, Ministro da Igreja Unida Metodista, EUA (parte 3 de 4)

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Descrição: A vida pregressa e educação de um bolsista Hollis de Harvard e autor do livro “A Cruz e o Crescente”, desiludido pelo Cristianismo devido à informação aprendida em sua Escola de Teologia.  Parte 3: Jogos psicológicos e a luta para se submeter.

  • Por Jerald F. Dirks
  • Publicado em 04 Oct 2010
  • Última modificação em 04 Oct 2010
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Entretanto, hesitava.  Racionalizei minha hesitação afirmando a mim mesmo que não conhecia realmente todos os detalhes do Islã e que minhas áreas de concordância estavam confinadas aos conceitos gerais.  Assim, continuei a ler e reler.

O senso de identidade, o senso de quem se é, é uma afirmação poderosa da posição de alguém no cosmos.  Em minha prática profissional, ocasionalmente fui chamado para tratar de certas desordens relacionadas a vícios, que iam de fumo, alcoolismo, ao abuso no consumo de drogas.  Como clínico, sabia que o vício físico básico tinha que ser superado para criar a abstinência inicial.  Essa era a parte fácil do tratamento.  Como Mark Twain disse uma vez: “Deixar de fumar é fácil; fiz isso centenas de vezes.” Entretanto, também sabia que a chave para manter a abstinência por um período prolongado de tempo era superar o vício psicológico do cliente, que era fortemente enraizado no seu senso básico de identidade, ou seja, o cliente se identificava como um “fumante”, ou como “um beberrão”, etc. O comportamento viciado se torna parte do senso básico de identidade do cliente, seu senso básico de ser.  Mudar esse senso de identidade era crucial para a manutenção da “cura” psicoterapêutica.  Essa era a parte difícil do tratamento.  Mudar o senso básico de identidade de alguém é a tarefa mais difícil.  A psique tende a se agarrar ao que é antigo e familiar, que parece mais confortável e seguro psicologicamente do que o novo e desconhecido.

Profissionalmente eu tinha o conhecimento acima e o usava diariamente.  Entretanto, ironicamente, não estava pronto para aplicá-lo a mim mesmo, e à questão de minha própria hesitação em relação à minha identidade religiosa.  Por 43 anos minha identidade religiosa tinha sido rotulada como “cristã”, embora muitas qualificações pudessem ser adicionadas àquele termo ao longo dos anos.  Abrir mão daquele rótulo de identidade pessoal não era tarefa fácil.  Era parte de como definia meu próprio ser.  Fazendo um retrospecto, era claro que minha hesitação servia ao propósito de me assegurar que poderia manter minha identidade religiosa familiar de ser um cristão, embora sendo um cristão que acreditava como um muçulmano.

Era o final de dezembro e minha esposa e eu estávamos preenchendo nossos formulários para tirar passaportes americanos, para que uma viagem ao Oriente Médio pudesse se tornar realidade.  Uma das perguntas tinha a ver com afiliação religiosa.  Não pensei sobre o assunto e automaticamente recaí no antigo e familiar, e preenchi “cristão.” Era fácil, era familiar e era confortável.

Entretanto, aquele conforto foi momentaneamente interrompido quando minha esposa me perguntou como eu havia respondido à pergunta sobre identidade religiosa no formulário.  Imediatamente respondi “cristão” e ri de forma audível.  Uma das contribuições de Freud ao conhecimento da psique humana foi sua percepção de que a gargalhada geralmente é uma liberação de tensão psicológica.  Por mais errado que Freud possa ter estado em muitos aspectos de sua teoria de desenvolvimento psicossexual, suas opiniões sobre o riso foram bem no alvo.  Eu tinha gargalhado!  Qual era essa tensão psicológica que eu precisava liberar através da gargalhada?

Apressei-me em oferecer à minha esposa uma afirmação breve de que era um cristão, não um muçulmano.  Em resposta ela educadamente informou que estava apenas perguntando se eu tinha escrito “cristão”, “protestante” ou “metodista.” Profissionalmente eu sabia que uma pessoa não se defende contra uma acusação que não foi feita.  (Se, no curso de uma sessão de psicoterapia meu cliente gritasse “Não estou zangado com isso” e eu não tivesse nem falado sobre o tópico da raiva, era claro que meu cliente sentia a necessidade de se defender contra uma acusação que seu próprio inconsciente fazia. Em resumo, ele estava realmente zangado, mas não estava pronto para admitir ou lidar com isso.) Se minha esposa não tinha feito a acusação, ou seja, “você é um muçulmano”, então a acusação tinha que vir de meu próprio inconsciente, já que eu era a única outra pessoa presente.  Estava consciente disso, mas continuava a hesitar.  O rótulo religioso que tinha sido colado ao meu senso de identidade por 43 anos não sairia facilmente.        

Um mês tinha se passado desde a pergunta de minha esposa.  Era agora final de janeiro de 1993.  Tinha colocado de lado todos os livros sobre Islã escrito por estudiosos ocidentais, porque já os tinha lido extensivamente.  As duas traduções para o inglês do significado do Alcorão estavam de volta à estante, e estava ocupado lendo uma terceira tradução para o inglês do significado do Alcorão.  Talvez nessa tradução eu encontrasse alguma justificativa repentina para...

Estava na hora de almoço de meu atendimento particular em um restaurante árabe local que comecei a frequentar.  Entrei como de costume, me sentei em uma pequena mesa e abri minha terceira tradução para o inglês do significado do Alcorão no ponto onde havia parado minha leitura.  Pensei que poderia ler um pouco durante meu horário de almoço.  Momentos depois me dei conta de que Mahmoud estava ao meu ombro, esperando para receber meu pedido.  Ele olhou de relance para o que eu estava lendo, mas não disse nada.  Meu pedido foi feito e voltei à solidão de minha leitura.

Poucos minutos depois, a esposa de Mahmoud, Iman, uma muçulmana americana que usava o Hijab (lenço) e vestimenta modesta que passei a associar com as muçulmanas, trouxe meu pedido.  Ela comentou que eu estava lendo o Alcorão e educadamente perguntou se eu era muçulmano.  A palavra saiu de minha boca antes de poder ser modificada por qualquer etiqueta social ou educação: “Não!” Aquela única palavra saiu de forma forçada e com mais do que um toque de irritação.  Com isso, Iman educadamente se retirou de minha mesa.

O que estava acontecendo comigo?  Tinha me comportado de forma rude e, de certa forma, agressivamente.  O que essa mulher tinha feito para merecer esse comportamento de minha parte?  Esse não era eu.  Por conta de minha educação na infância, continuava a usar “senhor” e “senhora” quando me dirigia a balconistas e caixas que me atendiam em lojas.  Podia fingir ignorar minha própria gargalhada como liberação de tensão, mas não podia ignorar esse tipo de comportamento inconsciente vindo de mim mesmo.  Minha leitura foi deixada de lado e mentalmente refleti sobre esses eventos durante minha refeição.  Quanto mais refletia, mais culpado me sentia por meu comportamento.  Sabia que quando Iman trouxesse minha nota no final da refeição, teria que fazer certas correções.  Se não fosse por outra razão, simplesmente porque a educação exigia.  Além disso, estava realmente muito perturbado com o quão resistente tinha sido à sua pergunta inócua.  O que estava acontecendo comigo que respondi com tanta violência à uma pergunta simples e direta?   Por que aquela pergunta simples me levou a esse comportamento atípico de minha parte?

Mais tarde, quando Iman veio com minha nota, tentei ensaiar um pedido de desculpas dizendo: “Temo ter sido um pouco abrupto ao responder sua pergunta anteriormente. Se você estava me perguntando se acredito que só existe um Deus, então minha resposta é sim. Se você estava me perguntando se acredito que Muhammad era um dos profetas de Deus, então minha resposta é sim.” Ela, de forma muito gentil e incentivadora, disse: “Tudo bem; algumas pessoas levam mais tempo que outras.”

Talvez os leitores sejam gentis o suficiente em notar os jogos psicológicos que estava jogando comigo mesmo sem rir muito com minha ginástica mental e comportamento.  Sabia muito bem que, usando minhas próprias palavras, tinha acabado de dizer a Shahada, o testemunho islâmico de fé, ou seja, “Testemunho que não existe deus mas Deus e testemunho que Muhammad é o mensageiro de Deus.” Entretanto, ao dizer isso e ao reconhecer o que havia dito, pude continuar me agarrando ao meu rótulo antigo e familiar de identidade religiosa.  Afinal de contas, não tinha dito que era muçulmano.  Era simplesmente um cristão, embora um cristão atípico, que estava disposto a dizer que havia um Deus, não uma divindade trina, e que estava disposto a dizer que Muhammad era um dos profetas inspirados por aquele Deus.  Se um muçulmano quisesse me aceitar como sendo muçulmano isso era problema dele, e seu rótulo de identidade religiosa.  Entretanto, não era meu.  Pensei que tivesse encontrado uma saída para minha crise de identidade religiosa.  Era um cristão que cuidadosamente explicaria que concordava com, e estava disposto a testemunhar, o testemunho de fé islâmico.  Concluída minha explicação tortuosa e elaboração detalhada da língua inglesa, os outros poderiam me rotular do que quisessem.  Era o rótulo deles, não meu.

 

 

Jerald F. Dirks, Ministro da Igreja Unida Metodista, EUA (parte 4 de 4)

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Descrição: A vida pregressa e educação de um bolsista Hollis de Harvard e autor do livro “A Cruz e o Crescente”, desiludido pelo Cristianismo devido à informação aprendida em sua Escola de Teologia.  Parte 4: “Da Cruz para o Crescente.”

  • Por Jerald F. Dirks
  • Publicado em 04 Oct 2010
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Agora era março de 1993 e minha esposa e eu estávamos desfrutando de umas férias de cinco semanas no Oriente Médio.  Também era o mês islâmico de Ramadã, quando os muçulmanos jejuam da alvorada ao pôr-do-sol.  Como estávamos sempre acompanhados por membros das famílias de nossos amigos muçulmanos dos Estados Unidos, minha esposa e eu tínhamos decidido que também jejuaríamos, pelo menos por uma questão de cortesia.  Durante esse período também comecei a realizar as cinco orações diárias do Islã com meus novos amigos muçulmanos do Oriente Médio.  Afinal de contas, não havia nada naquelas orações com o qual eu discordasse.

Era um cristão, ou assim me dizia.  Tinha nascido em uma família cristã, recebido uma educação cristã, frequentado a igreja e a escola dominical quando criança, me graduado em um seminário de prestígio e fui ordenado ministro em uma grande denominação protestante.  Entretanto, também era um cristão que não acreditava em uma divindade trina ou na divindade de Jesus, que Deus o louve, que sabia muito bem o quanto a Bíblia tinha sido corrompida, que tinha dito o testemunho islâmico de fé em minhas próprias palavras cuidadosamente escolhidas; que tinha jejuado durante o Ramadã; que estava fazendo as orações islâmicas cinco vezes ao dia; e que estava profundamente impressionado pelos exemplos comportamentais que tinha testemunhado na comunidade muçulmana, tanto na América quanto no Oriente Médio.  (Tempo e espaço não me permitem o luxo de documentar em detalhes todos os exemplos de moralidade e ética pessoal que encontrei no Oriente Médio.) Se perguntado se era muçulmano, fazia um monólogo de cinco minutos detalhando o que disse acima e basicamente deixava a pergunta sem resposta.  Estava jogando jogos intelectuais e sendo muito bem-sucedido.

Era o final de nossa viagem ao Oriente Médio.  Um amigo idoso que não falava inglês e eu estávamos andando por uma pequena estrada sinuosa em algum lugar em uma das áreas em desvantagem econômica da grande Amã, Jordânia.  Enquanto andávamos, um homem idoso se aproximou de nós vindo da direção oposta e disse “Salam Alaikum”, ou seja, “que a paz esteja com você”, e ofereceu para apertar as mãos.  Éramos apenas três pessoas.  Eu não falava árabe e nem meu amigo e nem o estrangeiro falavam inglês.  Olhando para mim o estranho perguntou: “Muçulmano?”

Naquele preciso momento me senti pego totalmente em uma armadilha.  Não havia jogos de palavras intelectuais a serem jogados porque eu só podia me comunicar em inglês e eles só podiam se comunicar em árabe.  Não havia tradutor presente para me tirar daquela situação e permitir que me escondesse atrás de meu monólogo cuidadosamente preparado em inglês.  Não podia fingir que não entendi a pergunta, porque era muito óbvio que tinha entendido.  Minhas escolhas ficaram de repente, e de forma imprevisível e inexplicável, reduzidas a apenas duas: podia dizer “N’am”, ou seja, “sim”; ou podia dizer “La”, ou seja, “não.” A escolha era minha e eu não tinha outra.  Tinha que escolher e tinha que escolher agora; simples assim.  Louvado seja Deus, respondi “N’am.”

Ao dizer aquela palavra, todos os jogos intelectuais de palavras estavam agora para trás.  Com os jogos intelectuais de palavras para trás, os jogos psicológicos com relação à minha identidade religiosa também ficaram para trás.  Não era um cristão estranho, atípico.  Era muçulmano.  Louvado seja Deus, minha esposa de 33 anos também se tornou muçulmana na mesma época.

Poucos meses após nosso retorno para a América um vizinho nos convidou para sua casa, dizendo que queria falar conosco sobre nossa conversão ao Islã.  Era um ministro metodista aposentado, com quem tinha tido várias conversas no passado.  Embora nós ocasionalmente falássemos superficialmente sobre esses assuntos, como a construção artificial da Bíblia a partir de várias fontes independentes anteriores, nunca tínhamos tido qualquer conversa profunda sobre religião.  Sabia apenas que ele parecia ter adquirido uma sólida educação seminarista e que cantava no coro da igreja local todo domingo.

Minha reação inicial foi “Ai, ai, vai começar.” Entretanto, é um dever islâmico ser um bom vizinho e é um dever islâmico estar disposto a discutir o Islã com outros.  Assim, aceitei o convite para a noite seguinte, e a maior parte das 24 horas seguintes em que estava acordado contemplei qual seria a melhor forma de abordar esse cavalheiro em seu pedido para conversar.  A hora marcada chegou e fomos para o nosso vizinho.  Depois de alguns momentos de conversa ele finalmente perguntou por que eu tinha decidido me tornar muçulmano.  Esperava por essa pergunta e tinha minha resposta preparada cuidadosamente.  “Como você sabe através de sua educação no seminário, existem muitas considerações não-religiosas que moldaram as decisões do Concílio de Nicéia.” Ele imediatamente me interrompeu com uma afirmação simples: “Você finalmente não pôde mais aguentar o politeísmo, não é?” Ele sabia exatamente porque eu era muçulmano e não discordava de minha decisão!  Para si próprio, a essa idade e momento da vida, estava escolhendo ser “um cristão atípico.” Se Deus quiser, por agora ele completou sua jornada da cruz para o crescente.

Existem sacrifícios a serem feitos para ser muçulmano na América.  Na verdade, existem sacrifícios a serem feitos para ser muçulmano em qualquer lugar.  Entretanto, esses sacrifícios podem ser sentidos de forma mais aguda na América, especialmente entre os convertidos americanos.  Alguns desses sacrifícios são muito previsíveis e incluem mudança na vestimenta e abstinência de álcool, porco e recebimento de juros.  Alguns desses sacrifícios são menos previsíveis.  Por exemplo, uma família cristã, de quem éramos amigos próximos, nos informou que não podiam mais se associar conosco, porque não podiam se associar com ninguém que “não tivesse Jesus Cristo como seu salvador pessoal.” Em acréscimo, um número razoável de meus colegas profissionais mudaram sua forma de se relacionar comigo.  Coincidência ou não, a minha base de indicações profissionais diminuiu, e houve uma queda de quase 30% em minha renda, como resultado.  Alguns desses sacrifícios menos previsíveis eram difíceis de aceitar, embora os sacrifícios sejam um preço pequeno a pagar pelo que se recebe em troca.

Para aqueles que contemplam a aceitação do Islã e a submissão a Deus – glorificado e exaltado seja Ele, podem haver sacrifícios no caminho.  Muitos desses sacrifícios são facilmente previsíveis, enquanto outros podem ser surpreendentes e inesperados.  Não há como negar a existência desses sacrifícios e não pretendo dourar a pílula para vocês.  Entretanto, não se preocupe demais com esses sacrifícios.  Na análise final, eles são menos importantes do que você pode pensar no momento.  Se Deus quiser, você descobrirá que esses sacrifícios são uma moeda muito barata a pagar pelos “bens” que está adquirindo.

 

 

Por favor note: o certificado de ordenação acima era grande demais para escanear completamente – a linha de cima do texto está faltando e diz “Que Se Faça Saber a Todos os Homens Que”

 

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