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Cat Stevens, ex-Pop star, Reino Unido (parte 1 de 2)
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Descrição:
Uma das figuras musicais mais proeminentes dos anos 70 e sua busca pela verdade. Parte 1: Vida como músico.
Por Cat Stevens
Publicado em 04 Jan 2009 - Última modificação em 07 Jan 2009
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Categoria: Artigos
> Histórias de Novos Muçulmanos
> Personalidades
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Tudo que eu tenho a dizer é tudo que
vocês já sabem, para confirmar o que vocês já sabem, a mensagem do Profeta [que
Deus o exalte] como concedida por Deus – a Religião da Verdade. Como seres
humanos nós recebemos uma consciência e um dever que nos coloca no topo da
criação... É importante entender a obrigação para nos livrarmos de todas as ilusões
e fazer de nossas vidas uma preparação para a próxima vida. Qualquer um que
perde essa chance não terá outra, e não será trazido de novo e de novo, porque
é dito no Glorioso Alcorão que quando um homem for prestar contas, ele dirá, “Ó
Senhor, nos envie de volta e nos dê uma outra chance. O Senhor dirá, ‘Se eu o enviar de volta você fará o mesmo.’”
Minha Educação Religiosa
Eu fui educado no mundo moderno
e luxuoso do show business. Eu nasci em um lar cristão, mas nós sabemos que
toda criança nasce em sua natureza original – são seus pais que a levam para
essa ou aquela religião. Eu recebi esta religião (Cristianismo) e pensava
dessa forma. Eu fui ensinado que Deus existe, mas não havia contato direto com
Deus, de modo que nós tínhamos que fazer o contato com Ele através de Jesus –
ele era de fato a porta para Deus. Isso era mais ou menos aceito por mim, mas
eu não engolia completamente.
Eu vi algumas estátuas de
Jesus; elas eram apenas pedras sem vida. E quando eles diziam que Deus é três,
eu ficava ainda mais confuso mas não podia argumentar. Eu acreditava
parcialmente nisso, porque eu tinha que respeitar a fé dos meus pais.
Pop Star
Gradualmente eu me alienei
dessa educação religiosa. Eu comecei a fazer música. Eu queria ser uma grande
estrela. Todas aquelas coisas que eu via nos filmes e na mídia tomaram conta
de mim e, talvez, eu tenha pensado que o objetivo de ganhar dinheiro fosse o
meu Deus. Eu tinha um tio que tinha um bonito carro. “Bem, eu disse, “ele
conseguiu. Ele tem muito dinheiro.” As pessoas ao meu redor me influenciaram
a pensar que isso era tudo; este mundo era seu Deus.
Eu então decidi que essa era a
vida para mim; ganhar muito dinheiro, ter uma ‘grande vida.’ Os meus exemplos
eram os pop stars. Eu comecei a fazer canções, mas no fundo eu tinha um
sentimento por humanidade, um sentimento de que se eu ficasse rico eu ajudaria
os necessitados. (É dito no Alcorão que nós fazemos uma promessa, mas quando
conseguimos algo nós nos apegamos e nos tornamos gananciosos).
O que aconteceu foi que eu
fiquei muito famoso. Eu ainda era um adolescente e meu nome e foto foram
espalhados em toda a mídia. Eles me fizeram maior que a vida, e eu queria
viver mais que a vida, e o único caminho de fazer isso era me drogando (com bebidas
e drogas).
No Hospital
Após um ano de sucesso
financeiro e vida ‘alta’, eu fiquei muito doente, contraí tuberculose e tive
que ser hospitalizado. Foi então que eu comecei a pensar: o que aconteceu
comigo? Eu era apenas um corpo, e meu objetivo na vida era meramente
satisfazer este corpo? Eu percebi que esta calamidade foi uma bênção que Deus
me concedeu, uma chance de abrir os meus olhos – “Por que eu estou aqui? Por
que eu estou na cama?” - e comecei a procurar por algumas das respostas. Naquela
época havia um grande interesse no misticismo oriental. Eu comecei a ler, e a
primeira coisa que me chamou a atenção foi a morte, e que a alma continua; não
pára. Eu senti que estava no caminho para a bênção e realização. Eu comecei a
meditar e até me tornei vegetariano. Eu acreditava no ‘poder da paz e da
flor’, e essa era a tendência geral. Mas o que eu acreditava em particular era
que eu não era apenas um corpo. Essa consciência veio a mim no hospital.
Um dia quando eu estava
caminhando, eu fui pego pela chuva, e comecei a correr para um abrigo e então
eu percebi, ‘Espere um minuto, o meu corpo está se molhando, o meu corpo está
me dizendo que eu estou me molhando.’ Isso me fez pensar em um ditado que diz
que o corpo é como um jumento, e ele tem que ser treinado para onde ir. De
outra forma, o jumento o levará onde ele quer ir.
Então eu percebi que tinha uma
vontade, um dom concedido por Deus: seguir a vontade de Deus. Eu estava
fascinado pela nova terminologia que estava aprendendo na religião oriental. Por
essa época, eu não agüentava mais o Cristianismo. Eu comecei a fazer música
novamente, e dessa vez eu comecei a refletir meus próprios pensamentos. Eu
lembro da letra de uma de minhas canções. É assim: “Eu queria saber, eu queria
saber o que faz o Paraíso, o que faz o Inferno. Eu Te conheço em minha cama ou
alguma pequena célula enquanto outros chegam ao grande hotel?" e eu sabia
que estava no Caminho.
Eu também escrevi outra canção,
“The Way to Find God Out” (O Caminho para Descobrir Deus)). Eu me
tornei ainda mais famoso no mundo da música. Eu realmente estava passando por
tempos difíceis porque eu estava ficando rico e famoso e, ao mesmo tempo, eu
estava sinceramente buscando a Verdade. Então eu cheguei a um estágio onde eu
decidi que o Budismo era elevado e nobre, mas eu não estava pronto para deixar
o mundo. Eu estava muito apegado ao mundo e não estava preparado para me
tornar um monge e me isolar da sociedade.
Eu tentei Zen e Ching,
numerologia, cartas de tarô e astrologia. Eu tentei procurar novamente na
Bíblia e não pude encontrar nada. Nesse momento eu não sabia nada sobre o Islã
e, então, o que eu considero um milagre aconteceu. Meu irmão tinha visitado
uma mesquita em Jerusalém e ficou muito impressionado de, por um lado, ela
estar cheia de vida (ao contrário das igrejas e sinagogas que estavam vazias)
e, por outro lado, prevalecer uma atmosfera de paz e tranqüilidade.
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Cat Stevens, ex-Pop star, Reino Unido (parte 2 de 2)
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Descrição:
Uma das figuras musicais mais proeminentes dos anos 70 e sua busca pela verdade. Parte 2: O Alcorão e a aceitação do Islã.
Por Cat Stevens
Publicado em 04 Jan 2009 - Última modificação em 07 Jan 2009
Visualizado: 3870 (média diária: 3) - Classificação: 5 de 5 - Classificado por: 3 Impresso: 297 - Enviado por email: 1 - Comentado em: 0
Categoria: Artigos
> Histórias de Novos Muçulmanos
> Personalidades
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O Alcorão
Quando ele veio a Londres, ele trouxe
uma tradução do Alcorão, que me deu. Ele não se tornou muçulmano, mas sentiu
algo nesta religião, e pensou que eu pudesse encontrar algo nela também.
Quando eu recebi o livro, uma
orientação que explicava tudo para mim – quem eu era; qual era o propósito da
vida; qual era a realidade e qual seria a realidade; e de onde eu vim – eu
percebi que esta era a religião verdadeira; religião não no sentido como o
Ocidente entende, não o tipo para quando você ficar velho. No Ocidente, quem
quer que deseje abraçar uma religião e fazer dela seu único modo de vida é
considerado um fanático. Eu não era um fanático; eu inicialmente estava
confuso entre o corpo e a alma. Então eu percebi que o corpo e a alma não
estão separados e você não tem que ir para a montanha para ser religioso. Nós
devemos seguir a vontade de Deus. Então nós podemos nos elevar mais que os
anjos. A primeira coisa que eu queria fazer era ser um muçulmano.
Eu percebi que tudo pertence a
Deus, que o sono não O domina. Ele criou tudo. Nesse ponto eu comecei a perder
o meu orgulho, porque até então eu achava que a razão de eu estar aqui era por
causa de minha própria grandeza. Mas eu percebi que eu não criei a mim mesmo,
e que todo o propósito do meu ser aqui era se submeter aos ensinamentos que
foram aperfeiçoados pela religião que conhecemos como Islã. Nesse ponto eu
comecei a descobrir a minha fé. Eu senti que era um muçulmano. Ao ler o
Alcorão, eu percebia que todos os Profetas enviados por Deus trouxeram a mesma
mensagem. Por que então os judeus e cristãos eram diferentes? Eu sei agora
como os judeus não aceitaram Jesus como o Messias, e que eles mudaram a Palavra
de Deus. Até mesmo os cristãos não compreenderam a Palavra de Deus e chamaram
Jesus de filho de Deus. Tudo fazia muito sentido. Esta é a beleza do Alcorão;
ele pede a você para refletir e usar a razão, e não para adorar o sol ou a lua,
mas Aquele que criou tudo. O Alcorão pede ao homem que reflita sobre o sol e a
lua e a criação de Deus em geral. Você percebe o quanto o sol é diferente da lua? Eles estão a distâncias diferentes da terra, e ainda assim parecem do
mesmo tamanho para nós; às vezes, parece que um se sobrepõe ao outro.
Quando muitos dos astronautas
vão para o espaço, eles vêem o tamanho insignificante da terra e a vastidão do
espaço. Eles se tornam muito religiosos, porque eles vêem os Sinais de Deus.
Quando eu prossegui na leitura
do Alcorão, vi ele falava sobre oração, gentileza e caridade. Eu não era um
muçulmano ainda, mas eu sentia que a única resposta para mim era o Alcorão, e
que Deus o tinha enviado para mim, mas eu mantive isso em segredo. Mas o Alcorão também fala em níveis diferentes. Eu comecei a compreendê-lo em
outro nível, onde o Alcorão diz, “Aqueles que crêem não adotam os descrentes
como amigos e os crentes são irmãos.” Neste ponto eu quis encontrar meus
irmãos muçulmanos.
Conversão
Então eu decidi fazer uma
viagem para Jerusalém (como meu irmão havia feito). Em Jerusalém eu fui à
mesquita e sentei. Um homem me perguntou o que eu queria. Eu disse a ele que
eu era um muçulmano. Ele perguntou qual era o meu nome. Eu disse a ele,
“Stevens.” Ele estava confuso. Eu então me juntei à oração, embora não de
forma bem-sucedida. De volta a Londres, eu encontrei uma irmã chamada Nafisa.
Eu disse a ela que queria abraçar o Islã e ela me orientou a ir à mesquita New
Regent. Isso foi em 1977, aproximadamente um ano e meio depois de eu ter
recebido o Alcorão. Eu percebi que eu tinha que me livrar do meu orgulho, de
Satanás, e me voltar para uma direção. Então numa sexta-feira, após o serviço
da oração congregacional, eu me dirigi ao Imame e declarei a minha fé (a
Shahadah). Você tem diante de si alguém que alcançou fama e fortuna. Mas a orientação
foi algo que me fugia à compreensão, não importa o quanto eu tentasse, até que
me foi mostrado o Alcorão. Eu percebi que eu podia ter contato direto com
Deus, ao contrário de no Cristianismo ou qualquer outra religião. Como uma
senhora hindu me disse, “Você não entende os hindus. Nós acreditamos em um Deus; nós usamos esses objetos (ídolos) simplesmente para nos concentrarmos.” O que ela
estava dizendo é que de modo a alcançar Deus, alguém tem que criar associados,
que são ídolos para o propósito. Mas o Islã remove todas essas barreiras. A
única coisa que separa os crentes dos descrentes é o salat (oração). Esse é o
processo de purificação.
Por fim, eu queria dizer que
tudo que eu faço é para a satisfazer a Deus e eu oro a Deus que você obtenha
alguma inspiração a partir das minhas experiências. Além disso, eu gostaria de
enfatizar que eu não entrei em contato com qualquer muçulmano antes de abraçar
o Islã. Eu li o Alcorão primeiro e percebi que nenhuma pessoa é perfeita. O
Islã é perfeito, e se nós imitarmos a conduta do Profeta nós seremos
bem-sucedidos.
Que Deus nós dê orientação para
seguir o caminho da nação de Muhammad, que Deus o exalte. Amém!
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