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Kristin, Ex-Católica, EUA (parte 2 de 2)
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Descrição:
Depois de ser introduzida ao Islã em uma sala de bate-papo, Kristin se descobre chorando ao ler o Alcorão em uma biblioteca, enquanto pesquisava a religião.
Por Kristin
Publicado em 18 Oct 2010 - Última modificação em 18 Oct 2010
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Categoria: Artigos
> Histórias de Novos Muçulmanos
> Mulheres
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Nesse ponto estava tão confusa e
frustrada quanto quando comecei minha busca. Senti-me jogando os braços para o
alto, para Deus, e gritando: “E agora?” Não era uma judia, não era uma cristã;
era apenas uma pessoa que acreditava em um Deus. Pensei em desistir de uma religião organizada. Tudo que queria era a verdade, não
me importava de que livro sagrado vinha; apenas a queria.
Um dia estava lendo na internet
e decidi dar uma parada e encontrar uma sala de bate-papo. Notei um “chat de
religião” que, claro me interessou, e cliquei. Vi uma sala chamada “chat
islâmico”. Devia entrar? Esperava que nenhum terrorista conseguisse acesso ao
meu email e me enviasse vírus – ou pior. Imagens de homens enormes vestidos em
negro com barbas enormes vindo à minha porta e me sequestrando apareceram em
minha mente. (Dá para perceber o quanto eu sabia sobre o Islã - zero!) Mas
então pensei que era só uma investigação inocente. Decidi entrar e notei que
as pessoas na sala não eram tão assustadoras quanto tinha imaginado. De fato,
a maioria deles se chamava de “irmão” ou “irmã” mesmo que tivessem acabado de
se encontrar! Disse oi para todos e pedi a eles para falarem o básico do Islã
– sobre o qual eu nada sabia. O que eles tinham a dizer era interessante e
coincidia com o que já acreditava. Algumas pessoas me ofereceram livros e eu
aceitei. (A propósito, nunca peguei nenhum vírus e nenhum homem apareceu na
minha porta para me levar embora, exceto meu marido, mas fui espontaneamente!)
Quando saí do bate-papo fui
diretamente para a biblioteca e chequei cada livro sobre o Islã, como tinha
feito com o Judaísmo. Agora estava interessada em ler e aprender mais. Antes
de ter uma enorme pilha de livros em casa, queria examinar alguns. Esse foi um
momento decisivo para mim... Os primeiros poucos que examinei explicavam o
básico mais detalhadamente, alguns eram muito didáticos e tinham algumas
figuras de belas e enormes mesquitas com mulheres usando lenços. Felizmente
também chequei um Alcorão... o abri aleatoriamente e comecei a ler. A
linguagem foi o que me afetou primeiro, porque senti uma autoridade falando
comigo, não um homem falando como aconteceu com os outros textos “sagrados”. A
passagem que li (e infelizmente não sei qual era) falava sobre o que Deus
espera de você nessa vida e como vivê-la de acordo com Seus mandamentos. Afirmava
que Deus é Benevolente, Misericordioso e Perdoador. E o mais importante, que o
nosso retorno era para Ele. Antes que me desse conta, pude ouvir cada uma das
minhas lágrimas quando atingiram as páginas do que estava lendo. Estava chorando
no meio da biblioteca porque, finalmente, depois de toda minha busca e
curiosidade tinha encontrado o que estava procurando – o Islã. Sabia que o
Alcorão era único porque tinha lido muita literatura religiosa e NENHUMA era
tão clara ou me passou essa sensação. Agora eu podia ver a sabedoria de
Deus... por me deixar explorar o Judaísmo e o Cristianismo tão profundamente
antes de encontrar o Islã, para que eu pudesse compará-los e perceber que NADA
se compara ao Islã.
Daquele ponto em diante continuei
pesquisando o Islã. O abordei procurando inconsistências como tinha feito com
o Judaísmo e o Cristianismo, mas não havia nenhuma. Explorei o Alcorão,
buscando por qualquer discrepância; até essa data não fui capaz de encontrar
NENHUMA inconsistência nele! Outra ótima coisa que amo sobre o Alcorão é que
desafia o leitor a questioná-lo. Diz a seu próprio respeito que se não fosse
de Deus você certamente encontraria muita inconsistência nele! O Islã não
apenas era livre de inconsistências, mas também tinha uma resposta para
qualquer pergunta que pudesse pensar – uma resposta que fazia sentido.
Depois de três meses decidi que
o Islã era a resposta e fiz minha conversão oficial dizendo a Shahada. Entretanto,
tive que fazer minha Shahada através de um microfone com um imame da
Pensilvânia porque não havia muçulmanos ou mesquitas perto de mim (a MAIS
PRÓXIMA ficava a 6 horas de distância). Nunca me arrependi da decisão de me
converter. Uma vez que não havia muçulmanos vivendo perto de mim, tive que
tomar a iniciativa e aprender sozinha, mas nunca me cansei porque estava
aprendendo a verdade. Aceitar o Islã foi um despertar do meu espírito, de minha
mente e até de como via o mundo.
Posso comparar com alguém que
tem visão ruim; se esforça para acompanhar a turma, não se concentra e está
constantemente sendo desafiado por sua dificuldade. Se simplesmente recebe um
par de óculos tudo se torna claro e em foco. É assim a minha experiência com o
Islã: como receber um par de óculos que, pela primeira vez, me permitiram
realmente ver.
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