|
|
|
|
|
|
A Busca por Paz Interior (parte 1 de 4): Os Obstáculos para Alcançar Paz Interior
|
   
Descrição:
Um olhar em como as pessoas definem paz interior e como se empenham para alcançá-la e também sobre os obstáculos que nos impedem de alcançar paz interior.
Por Dr. Bilal Philips (transcrito por Abu Uthman de uma áudio-conferência)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 01 Jan 2012
Visualizado: 5378 (média diária: 5) - Classificação: 5 de 5 - Classificado por: 1 Impresso: 361 - Enviado por email: 3 - Comentado em: 0
Categoria: Artigos
> Os Benefícios do Islã
> Felicidade Verdadeira e Paz Interior
|
|
O tópico de paz interior aborda uma
necessidade universal. Não existe ninguém nesse planeta que não deseje paz
interior. Não é um desejo novo de nosso tempo; ao contrário, é algo que todos
buscam através dos tempos, independentemente de cor, credo, religião, raça,
nacionalidade, idade, gênero, riqueza, habilidade ou avanço tecnológico.
As pessoas têm adotado uma variedade de
caminhos diferentes na tentativa de alcançar paz interior, algumas acumulando bens
materiais e riqueza, outras através das drogas; algumas através da música,
outras através da meditação; algumas através de seus maridos e esposas, outras
através de suas carreiras e algumas através das realizações de seus filhos. E
a lista continua.
Ainda assim a busca também continua. Em
nossa época fomos levados a acreditar que avanço tecnológico e modernização
produzirão para nós confortos físicos através dos quais alcançaremos paz
interior.
Entretanto, se tomarmos a nação mais
industrializada e avançada tecnologicamente no mundo, a América, então veremos
que o que fomos levados a acreditar não é fato. As estatísticas mostram que na
América em torno de 20 milhões de adultos sofrem anualmente de depressão; e o
que é depressão se não uma falta total de paz interior? Além disso, no ano 2000 a taxa de mortalidade devido a suicídio foi o dobro da taxa daqueles que morreram de AIDS. Entretanto,
sendo a mídia jornalística o que é, ouvimos mais sobre aqueles que morrem de AIDS
do que sobre aqueles que morrem cometendo suicídio. Mais pessoas morrem
através de suicídio do que de homicídio na América e a taxa de homicídios em si
é alta.
Então, a realidade é que avanço
tecnológico e modernização não trouxeram paz interior e tranquilidade. Ao
contrário, apesar do conforto que a modernização nos trouxe, estamos mais
distantes da paz interior do que nossos ancestrais.
A paz interior é muito ilusória durante
a maior parte de nossas vidas; parece que nunca conseguimos pôr as mãos nela.
Muitos de nos confunde prazeres
pessoais com paz interior; alcançamos elementos de prazer a partir de uma
variedade de coisas, seja fortuna, relações sexuais ou outras coisas. Mas isso
não dura vem e vai. Sim, tempos prazeres pessoais de tempos em tempos e
ficamos satisfeitos com várias coisas de tempos em tempos, mas isso não é paz
interior. A verdadeira paz interior é um senso de estabilidade e contentamento
que nos leva através de todas as tribulações e dificuldades da vida.
Precisamos entender que paz não é algo
que existirá nesse mundo que nos cerca porque quando definimos paz de acordo
com a definição do dicionário, ele afirma que paz é estar livre de guerra ou
disputa civil. Onde temos isso? Existe sempre uma guerra ou algum tipo de
desordem civil acontecendo em algum lugar no mundo. Se olharmos para a paz em
termos do nível de estado então paz é estar livre da desordem pública e segurança,
mas onde no mundo temos isso em uma forma completa? Se olharmos para a paz em
um nível social, família e trabalho, então paz é estar livre de
desentendimentos e discussões, mas existe algum meio social que nunca tem
desentendimentos ou discussões? Em termos de localização, então, sim, podemos
ter um local que é calmo, pacífico e tranquilo, como algumas ilhas, por
exemplo, mas essa paz externa só existe por um pequeno período de tempo, mais
cedo ou mais tarde uma tempestade ou furacão virá.
Deus diz:
“Verdadeiramente, criei o homem na labuta
(conflito).” (Alcorão 90:4)
Essa é a natureza de nossas vidas,
estamos na labuta e no conflito, altos e baixos, tempos de dificuldade e tempos
de facilidade.
É uma vida cheia de testes como Deus
diz:
“Certamente que vos poremos à prova mediante
o temor, a fome, a perda dos bens, das vidas e dos frutos. Mas tu (ó
Mensageiro), anuncia (a bem-aventurança) aos perseverantes.” (Alcorão
2:155)
Para lidar com nossas circunstâncias, as circunstâncias
da labuta e conflito no qual vivemos, paciência é a chave.
Mas se voltarmos para a paz interior que estamos
buscando, então paciência não pode se manifestar se não tivermos paz interior.
Vivemos em um mundo de labuta e conflito, mas ainda
assim dentro de nós mesmos é possível alcançar paz interior, paz com o meio
ambiente, com o mundo no qual vivemos.
Obviamente existem alguns obstáculos
que nos impedem de alcançar paz interior. Então primeiro devemos identificar
os obstáculos que nos impedem de alcançar paz interior máxima em nossas vidas e
desenvolver algum tipo de estratégia para removê-los. Os obstáculos não serão
removidos simplesmente por pensarmos que precisamos removê-los; temos que
estabelecer algumas etapas para termos êxito. Então, como removemos esses
obstáculos para que possamos alcançar o que for possível de paz interior?
A primeira etapa é identificar os
obstáculos. Temos que ter consciência deles, porque se não pudermos
identificá-los não podemos removê-los.
A segunda etapa é aceitá-los como
obstáculos dentro de nós mesmos. Por exemplo, a raiva é um dos maiores
obstáculos à paz interior. Se uma pessoa está com raiva, perturbada e perdeu a
paciência, como ele ou ela pode ter paz interior nessa circunstância? Não é
possível. Então essa pessoa precisa reconhecer que a raiva é um obstáculo à
paz interior.
Entretanto, se uma pessoa afirma que,
“Sim, é um obstáculo, mas eu não me zango”, então essa pessoa tem um problema.
Não aceitou aquele obstáculo como um problema e está em negação. Dessa forma não pode removê-lo.
Se olharmos para os obstáculos na vida podemos
colocá-los sob uma variedade de tópicos: problemas pessoais, questões
familiares, dilemas financeiros, pressões do trabalho e confusão espiritual. E
existem muitos temas sob esses tópicos.
|
A Busca por Paz Interior (parte 2 de 4): Aceitar o Destino
|
   
Descrição:
Esse segundo artigo fornece exemplos e histórias reais que ilustram a importância de perceber que todos na vida enfrentam obstáculos dentro de seu controle e obstáculos além de seu controle e que os obstáculos além do controle devem ser considerados como destino de Deus Todo-Poderoso.
Por Dr. Bilal Philips (transcrito por Abu Uthman de uma áudio-conferência)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 18 Mar 2009
Visualizado: 4276 (média diária: 4) - Classificação: 3.7 de 5 - Classificado por: 3 Impresso: 363 - Enviado por email: 2 - Comentado em: 0
Categoria: Artigos
> Os Benefícios do Islã
> Felicidade Verdadeira e Paz Interior
|
|
Temos tantos problemas, tantos
obstáculos que são como doenças. Se tentarmos lidar com eles um a um nunca
terminaremos. Precisamos identificá-los, colocá-los em algum tipo de categoria
geral e atacá-los como um grupo ao invés de tentar atacar cada obstáculo e
problema individual.
Para fazer isso temos primeiro que
remover os obstáculos que estão além de nosso controle. Temos que ser capazes
de distinguir quais obstáculos estão dentro de nosso controle e quais estão
além de nosso controle. Embora percebamos aqueles que estão além de nosso
controle como obstáculos, na realidade eles não são. São as coisas que Deus
nos destinou em nossas vidas, não são realmente obstáculos, mas os
interpretamos de forma errada como obstáculos.
Por exemplo, alguém que nasceu negro em
um mundo que favorece os brancos em relação aos negros; ou nasceu pobre em um
mundo que favorece os ricos em relação aos pobres, ou nasceu baixo, ou manco,
ou com qualquer condição física que é considerada uma deficiência.
Todas são coisas que estão além de
nosso controle. Não escolhemos em que família nascer; não escolhemos em qual
corpo nosso espírito será soprado, não é nossa escolha. Então, se encontrarmos
esses tipos de obstáculos apenas temos que ser pacientes e perceber que, de
fato, não são realmente obstáculos. Deus nos disse:
“... é possível que repudieis algo que seja
um bem para vós e, quiçá, gosteis de algo que vos seja prejudicial. Deus sabe,
mas tu não sabes.” (Alcorão 2:216)
Então podemos não gostar dos obstáculos
que estão além do nosso controle e podemos até tentar mudá-los. De fato,
algumas pessoas gastam muito dinheiro tentando mudá-los. Michael Jackson é um exemplo clássico. Nasceu
negro em um mundo que favorece pessoas brancas e então gastou muito dinheiro
tentando mudar-se, mas acabou fazendo misturando as coisas.
Paz interior só pode ser alcançada se
os obstáculos que estão além de nosso controle forem aceitos por nós
pacientemente como parte do destino de Deus.
Saiba que o que quer que aconteça que
não tivemos ou não temos controle, então Deus colocou nisso algum bem, sejamos
ou não capazes de captar esse bem; o bem continua lá. Então aceitamos!
Havia um artigo em um jornal que tinha
uma fotografia de um egípcio sorridente. Ele tinha um sorriso no rosto de
orelha a orelha, com suas mãos estendidas e ambos os polegares para cima; seu
pai o beijava em uma bochecha e sua irmã na outra.
Abaixo da fotografia havia uma legenda.
Ele deveria estar no vôo da Gulf Air no dia anterior, de Cairo para Bahrain. Ele
havia corrido para o aeroporto para pegar o vôo e quando chegou lá faltava um
carimbo em seu passaporte (no Cairo você tem que ter muitos carimbos em seus
documentos. Uma pessoa carimba isso e assina aquilo, e aquela pessoa carimba
aquilo e assina isso), mas lá estava ele no aeroporto com um carimbo faltando.
Como era professor em Bahrain e aquele vôo era o último de volta para Bahrain
que permitiria que ele se apresentasse a tempo, perdê-lo significava perder seu
emprego. Então ele os importunou continuadamente para que o deixassem pegar o
vôo. Ficou furioso, começou a chorar e a gritar de forma frenética, mas não
pôde entrar no avião. Partiu sem ele. Ele foi (para sua casa no Cairo)
perturbado, pensando que estava acabado e sua carreira tinha terminado. Sua
família o confortou e disse a ele para não se preocupar. No dia seguinte ele
ouviu a notícia de que o avião que deveria ter pegado sofreu um acidente e
todos a bordo morreram. E lá estava ele, em êxtase porque não pegou o vôo, mas
no dia anterior era como se fosse o fim de sua vida, uma tragédia ele não ter
pegado o vôo.
Esses são sinais, e esses sinais podem
ser encontrados na história de Moisés e Khidr (o que poderia ser melhor para
recitar toda Jumah, ou seja, o Capítulo al-Kahf do Alcorão Sagrado). Quando
Khidr fez um buraco no barco das pessoas que foram gentis o bastante para
levá-lo e a Moisés para atravessar o rio, Moisés perguntou por que ele (Khidr)
fez aquilo.
Quando os donos do barco viram o buraco
se perguntaram quem teria feito aquilo e consideraram que era uma coisa
terrível para se fazer. Um pouco mais tarde o rei desceu para o rio e pela força
levou todos os barcos, exceto o que tinha um buraco. Então os donos do barco
louvaram a Deus por haver um buraco em seu barco.
Existem outros obstáculos ou coisas que
são percebidas como obstáculos em nossa vida. São coisas nas quais não
conseguimos entender o que há além delas. Uma coisa acontece e não sabemos por
que, não temos uma explicação para isso. Para algumas pessoas isso as leva à
descrença. Se alguém ouvir um ateu, ele não tem paz interior e rejeitou Deus.
Por que aquela pessoa se torna um ateu? É anormal descrer em Deus, enquanto
que é normal para nós crer em Deus porque Deus nos criou com uma inclinação
natural para crer Nele.
Deus diz:
“Volta o teu rosto (Muhammad) para a religião
monoteísta. É a obra de Deus, sob cuja qualidade inata Deus criou a humanidade. A criação feita por Deus é imutável. Esta é
a verdadeira religião; porém, a maioria dos humanos o ignora.” (Alcorão 30:30)
O Profeta Muhammad, que a misericórdia
e bênçãos de Deus estejam sobre ele, disse:
“Toda criança nasce com uma
natureza pura (como um muçulmano, com uma inclinação natural para crer em
Deus)...” (Saheeh Al-Bukhari, Saheeh Muslim)
Essa é a natureza dos seres humanos,
mas uma pessoa que se torna atéia sem ter aprendido isso na infância,
geralmente o faz por causa de uma tragédia. Se uma tragédia acontece em suas
vidas, elas não têm explicação.
Por exemplo, uma pessoa que se tornou atéia pode dizer
que ele/ela tinha uma tia maravilhosa; uma pessoa muito boa e todos a amavam,
mas um dia enquanto cruzava a estrada um carro veio do nada, a atingiu e ela
morreu. Por que isso aconteceu com ela, entre tantas pessoas? Por que? Nenhuma
explicação! Ou uma pessoa (que se tornou atéia) pode ter tido
um filho que morreu e dizer ‘por que isso aconteceu com meu filho?’ Por quê? Nenhuma explicação! Como resultado dessas tragédias elas
pensam que não pode haver um Deus.
|
A Busca por Paz Interior (parte 3 de 4): Paciência e Objetivos na Vida
|
   
Descrição:
Nesse mundo turbulento, paciência e não fazer desta vida o objetivo supremo são soluções valiosas na solução de obstáculos que estão dentro de nosso controle.
Por Dr. Bilal Philips (transcrito por Abu Uthman de uma áudio-conferência)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 18 Mar 2009
Visualizado: 4275 (média diária: 4) - Classificação: 5 de 5 - Classificado por: 1 Impresso: 367 - Enviado por email: 1 - Comentado em: 0
Categoria: Artigos
> Os Benefícios do Islã
> Felicidade Verdadeira e Paz Interior
|
|
Voltando à história de Moisés e Khidr,
depois de cruzarem o rio encontraram uma criança, e Khidr intencionalmente a
matou. Moisés perguntou a Khidr como ele podia ter feito tal coisa. A criança
era inocente e Khidr simplesmente a matou! Khidr disse a Moisés que a criança
tinha pais virtuosos e se a criança tivesse crescido (Deus sabia disso) teria
se tornado um terror para seus pais a ponto de levá-los à descrença, e então
Deus ordenou a morte da criança.
É claro que os parentes sofreram quando
encontraram seu filho morto. Entretanto, Deus substituiu seu filho por outro
que era virtuoso e melhor para eles. Essa criança os honrou e foi boa para
eles, mas os pais terão um vazio em seus corações devido à perda de seu
primeiro filho até o Dia do Juízo, quando se apresentarão perante Deus e Ele
lhes revelará a razão pela qual Ele tirou a alma de seu primeiro filho. Então
entenderão e louvarão a Deus.
E assim é a natureza de nossas vidas. Existem
coisas, coisas que são aparentemente negativas, coisas que acontecem em nossas
vidas que parecem ser obstáculos à paz interior porque não as compreendemos ou
porque aconteceram conosco, mas temos que colocá-las de lado.
Elas vêm de Deus e temos que acreditar
que no final existe um bem por trás delas, independentemente de podermos vê-lo
ou não. Então prosseguimos para as coisas que podemos mudar. Primeiro as
identificamos, então prosseguimos para o segundo maior passo que é remover os
obstáculos desenvolvendo soluções para eles. Para remover os obstáculos
devemos focar principalmente em nos modificarmos e isso é porque Deus diz:
“Deus jamais mudará as condições que concedeu
a um povo, a menos que este mude o que tem em seu íntimo.” (Alcorão
13:11)
Essa é uma área sobre a qual temos
controle. Podemos até desenvolver a paciência, embora a idéia comum seja a de
que algumas pessoas já nascem pacientes.
Um homem veio até o Profeta, que
Deus eleve seu nome, e perguntou do que precisava para alcançar o Paraíso e o
Profeta lhe disse: “Não se zangue.” (Saheeh Al-Bukhari)
O homem era um indivíduo que se zangava
facilmente e por isso o Profeta disse ao homem que ele precisava mudar sua
natureza. Então, modificar-se é algo atingível.
O Profeta também disse: “Quem quer
que finja ser paciente (com um desejo de ser paciente) Deus lhe dará
paciência.”
Isso está registrado em Saheeh Al-Bukhari. Isso significa que embora algumas pessoas nasçam pacientes,
o resto de nós pode aprender a ser paciente.
É interessante que na psiquiatria e
psicologia ocidental costumem nos dizer para extravasarmos, não guardarmos nada
porque se o fizermos explodiremos.
Depois descobriram que quando as
pessoas extravasavam pequenos vasos sanguíneos se rompiam no cérebro porque
elas estavam muito zangadas. Agora viram que é de fato perigoso e
potencialmente prejudicial extravasar tudo. Agora dizem que é melhor se
controlar.
O Profeta nos disse para tentarmos ser
pacientes. Então, externamente devemos passar a imagem de sermos pacientes
mesmo quando internamente estamos fervendo. Não
tentamos ser pacientes externamente para enganar as pessoas; ao contrário, o
fazemos para desenvolver paciência. Se formos
consistentes nisso então a imagem externa de paciência também se torna interna
e como resultado a paciência completa é alcançada, e ela é atingível, como
mencionado no Hadith citado acima.
Entre os métodos existentes está
observar como os elementos materiais em nossas vidas desempenham um papel
importante em relação à paciência e como a alcançamos.
O Profeta nos deu conselho sobre como
lidar com esses elementos ao dizer:
“Não olhe para aqueles que estão
acima ou são mais afortunados mas, ao contrário, olhe para aqueles que estão
abaixo ou são menos afortunados...”
Isso é porque independentemente de
nossa situação, existem sempre aqueles que estão piores que nós. Essa deve ser
nossa estratégia geral com relação à vida material. Hoje em dia a vida
material é uma parte importante de nossa vida, parecemos obcecados com isso;
ganhar tudo que pudermos nesse mundo parece ser o ponto principal no qual a
maioria de nós foca as energias. Então, se alguém deve fazer isso que faça sem
afetar sua paz interior.
Ao lidar com o mundo material não
devemos manter o foco naqueles que estão melhores que nós ou nunca nos satisfaremos
com o que temos. O Profeta disse:
“Se der ao filho de Adão um vale
de ouro, ele vai querer outro.” (Saheeh Muslim)
O dito é que a grama do vizinho é
sempre mais verde; e quanto mais uma pessoa tem, mais ela quer. Não podemos
nos satisfazer no mundo material se o estivermos perseguindo dessa forma; ao
contrário, devemos olhar para os menos afortunados e dessa forma lembraremos as
dádivas, benefícios e misericórdia que Deus nos concedeu com relação à nossa
própria fortuna, não importando o quão pequena ela possa parecer.
Existe outro dito do Profeta Muhammad
que nos ajuda no campo do mundo material a colocar nossos assuntos na
perspectiva correta e é um exemplo profético do princípio de “as primeiras
coisas primeiro” de Stephen Covey.
O Profeta afirmou esse princípio há mais de 1.400 anos e o estabeleceu para os
crentes ao dizer:
“Quem fizer desse mundo seu
objetivo Deus confundirá seus assuntos e colocará a pobreza diante de seus
olhos, e ele não será capaz de alcançar nada nesse mundo exceto o que Deus já
tiver escrito para ele...” (Ibn Maajah, Ibn Hibbaan)
Assim os assuntos da pessoa não se organizarão. Ela irá a todas as direções, como uma galinha com a cabeça cortada,
andando a esmo; se fizer desse mundo seu objetivo. Deus
colocará a pobreza diante de seus olhos e independentemente de quanto dinheiro
tiver, se sentirá pobre. Toda vez que alguém for
gentil ou sorrir, pensará que estão fazendo isso porque querem seu dinheiro,
não confiará em ninguém e não será feliz.
Quando a bolsa de valores quebra se lê
que alguns investidores cometeram suicídio. Uma pessoa pode ter tido 8 milhões
e perdido 5 milhões, ficando com 3 milhões depois da quebra da bolsa, mas
perder aqueles 5 milhões parece o fim. Não vê sentido em viver depois disso,
porque Deus colocou a pobreza diante de seus olhos.
|
A Busca por Paz Interior (parte 4 de 4): Paz Interior é alcançada pela submissão a Deus
|
   
Descrição:
A verdadeira paz interior é alcançada pela submissão a Deus Todo-Poderoso, vivendo essa vida por Ele, recordando Dele e fazendo da Vida Futura uma prioridade em relação a essa vida.
Por Dr. Bilal Philips (transcrito por Abu Uthman de uma áudio-conferência)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 18 Mar 2009
Visualizado: 4190 (média diária: 4) - Classificação: 4 de 5 - Classificado por: 4 Impresso: 374 - Enviado por email: 2 - Comentado em: 0
Categoria: Artigos
> Os Benefícios do Islã
> Felicidade Verdadeira e Paz Interior
|
|
Temos que ter em mente que as pessoas
não levarão nada desse mundo exceto o que Deus já escreveu para elas. Depois
de toda a correria, de ficar acordado até tarde da noite, ser um viciado em
trabalho, uma pessoa só terá o que Deus já destinou para ela. O Profeta, que
Deus eleve seu nome, disse:
Quem estabelecer a Outra Vida como
seu objetivo, Deus tratará de seus assuntos, dará riqueza (de fé) no coração e
o mundo virá para ele de forma relutante e submissa.” (Ibn Maajah, Ibn
Hibbaan)
Essa pessoa alcança a riqueza do
coração. A riqueza não se trata de ter muitos bens, mas ter prosperidade do
coração e o que é prosperidade do coração? É contentamento, e é dele que vem a
paz, quando uma pessoa se submete a Deus e isso é Islã.
A paz interior é aceitar o Islã em
nossos corações e viver pelos princípios do Islã. Então Deus colocará
prosperidade no coração de uma pessoa e esse mundo virá a ela de forma
submissa, de joelhos e humilhado. A pessoa não terá que persegui-lo.
Essa é a Promessa do Profeta se uma
pessoa colocar “as primeiras coisas primeiro” e isso é a Outra Vida. Se for o
Paraíso que queremos então isso deve se manifestar em nossas vidas, deve ser o
ponto de nosso foco, o que mantemos em primeiro plano.
Então como sabemos quando o Paraíso é
nosso foco? Se sentarmos com uma pessoa e tudo que conversarmos a respeito for
os últimos modelos de carros, casas caras, viagens e feriados e dinheiro, se a
maioria de nossas conversas é sobre coisas materiais ou é fofoca, falar sobre
essa ou aquela pessoa, então significa que o Paraíso não é nosso foco. Se o
Paraíso for nosso foco então ele se refletiria em nossa conversa. Esse é um
nível muito básico através do qual podemos nos avaliar, então devemos parar e
nos perguntar: “Falando sobre o quê gastamos a maior parte do nosso tempo”?
Se descobrirmos que nossa prioridade é
esse mundo, então precisamos focar novamente, precisamos colocar “as primeiras
coisas primeiro”, o que significa que o Paraíso antes da vida desse mundo, e se
fizermos isso poderemos alcançar a paz interior. Deus nos informou disso no
Alcorão, um passo preciso para atingir a paz interior e Deus diz:
“De fato, é na recordação de Deus que o
coração encontra tranquilidade.” (Alcorão 13:28)
Então, apenas através da recordação de
Deus o coração encontra tranquilidade. Essa é a paz interior. A recordação de
Deus está em tudo que fazemos como muçulmanos. O Islã é viver uma vida de recordação
de Deus e Deus diz:
“Realize a oração para celebrar Meu
nome...” (Alcorão 20:14)
Tudo que fazemos (no Islã), como
muçulmanos, envolve a recordação de Deus. Deus diz:
“Dize: Minhas orações, minhas devoções, minha
vida e minha morte pertencem a Deus, Senhor do Universo.” (Alcorão 6:162)
Então, aqui está a forma de alcançar a
paz interior, recordar de Deus em todos os aspectos de nossas vidas.
Essa recordação (dhikr) não é o
que algumas pessoas pensam, ou seja, sentar no canto de um quarto escuro
repetindo constantemente “Allah, Allah, Allah...”. Não é assim que nos recordamos
de Deus. Sim, essa pessoa está dizendo o no me de
Deus, mas se pensarmos sobre isso, se alguém vier a você (e, por exemplo, seu
nome for Muhammad) e continuar dizendo “Muhammad, Muhammad, Muhammad...” você
se perguntaria o que há de errado com essa pessoa. Ela
quer alguma coisa? Há algo que
ela precisa? Qual o propósito
de repetir meu nome sem falar mais nada?
Essa não é a forma de recordar de Deus porque não era
assim que o Profeta recordava de Deus e não existe registro dele fazer isso. Algumas
pessoas dizem que devemos recordar de Deus dançando ou balançando de um lado
para outro. Essa não é a forma de recordar de Deus, porque não
era assim que o Profeta recordava de Deus e não existe registro dele fazer
isso.
O Profeta se recordou de Deus em sua
vida. Sua vida foi uma vida de recordação de Deus, ele viveu uma vida na recordação
de Deus e essa é a verdadeira recordação, em nossas orações e nossa vida e
nossa morte.
Em resumo, a busca por paz interior
envolve reconhecer os problemas que temos em nossas vidas, reconhecer nossos
obstáculos, reconhecer que a paz interior virá somente quando identificarmos
aqueles obstáculos e compreender quais deles podemos mudar, e que focando
naqueles obstáculos podemos mudar os que são relacionados ao nosso eu.
Se mudarmos o nosso eu, então Deus
mudará o mundo à nossa volta e nos dará os meios para lidar com ele. Mesmo que
o mundo esteja em desordem, Deus nos dará paz interior.
O que quer que aconteça sabemos que é o
destino de Deus, que são os testes de Deus e que, em última instância, são para
o nosso bem e existe um bem nisso. Deus nos criou nesse mundo e o mundo é um
meio de alcançar o Paraíso. Os testes desse mundo são nosso crescimento
espiritual. Se pudermos aceitar tudo isso, aceitar
Deus em nossos corações, então podemos alcançar paz interior.
|
|
|
|
|
|
Online diariamente:
De para
(de acordo com o horário de seu PC)
|
| |
Seus Favoritos |
 |
|
Sua lista de favoritos está vazia. Você pode adicionar artigos a esta lista usando as ferramentas do artigo. |
| |
Sua História |
 |
|
|