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Estudiosos Cristãos Reconhecem Contradições na Bíblia (parte 1 de 5): Introdução
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Descrição:
Um olhar no que alguns importantes estudiosos cristãos disseram sobre a autenticidade da Bíblia.
Por Misha’al ibn Abdullah (retirado do livro: What did Jesus really Say?(O que Jesus Realmente Disse?
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 04 Sep 2011
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> Religião Comparada
> A Bíblia
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“Ai daqueles que copiam o Livro,
(alterando-o) com as suas mãos, e então dizem: Isto emana de Deus, para
negociá-lo a vil preço. Ai deles, pelo que as suas mãos escreveram! E ai deles, pelo que lucraram!” (Alcorão 2:79)
“E quando lhes foi apresentado um Mensageiro
(Muhammad) de Deus, que corroborou o que já possuíam, alguns dos adeptos do
Livro (os judeus) atiraram às costas o Livro de Deus, como se não o
conhecessem.” (Alcorão 2:101)
“Não acrescentareis à palavra que
vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor
vosso Deus, que eu vos mando.” (Deuteronômio 4:2)
Comecemos do começo. Nenhum estudioso
da Bíblia na terra jamais reivindicará que a Bíblia foi escrita pelo próprio
Jesus. Todos concordam que a Bíblia foi escrita depois da partida de Jesus,
que a paz esteja sobre ele. O Dr. W Graham Scroggie do Instituto Bíblico
Moody, em Chicago, uma missão evangélica cristã de prestígio, diz:
“... Sim, a Bíblia é humana, embora alguns em nome do zelo que não está
de acordo com o conhecimento, neguem isso. Aqueles
livros passaram pelas mentes dos homens, são escritos na língua do homem, foram
escritos pelas mãos dos homens e carregam em seu estilo as características dos
homens... É Humano e, ainda assim, Divino,”
Outro estudioso cristão, Kenneth Cragg, o bispo
anglicano de Jerusalém, diz:
“...Nem tanto
o Novo Testamento... Existe uma condensação e edição; existe
escolha na reprodução e testemunho. Os Evangelhos têm
a mente da igreja por trás dos autores. Representam
experiência e história...”
“É bem conhecido que o Evangelho cristão primitivo foi inicialmente
transmitido oralmente e que essa tradição oral resultou em relatos variantes de
palavras e atos. É igualmente verdade que quando o registro cristão foi
transformado em escrita continuou a ser sujeito à variação oral involuntária e
intencional, nas mãos dos escribas e editores.”
“De fato, todos os livros do Novo Testamento com exceção das quatro
grandes epístolas de São Paulo são no momento mais ou menos temas de
controvérsias, e interpolações são reivindicadas mesmo naqueles.”
O Dr. Lobegott Friedrich Konstantin Von
Tischendorf, um dos defensores cristãos da Trindade mais conservadores e
inflexíveis, foi ele mesmo levado a admitir que:
“[o Novo Testamento tinha] sofrido modificações tão sérias de
significado em muitas passagens que nos deixava em incerteza dolorosa em
relação ao que os Apóstolos tinham de fato escrito”
Depois de listar muitos exemplos de
afirmações contraditórias na Bíblia, o Dr. Frederic Kenyon diz:
“Além das discrepâncias maiores, como essas, são raros os versos nos
quais não exista algum tipo de variação de frase em algumas cópias [dos
manuscritos antigos dos quais a Bíblia foi coletada]. Ninguém pode dizer que essas
adições ou omissões ou alterações são assuntos de mera indiferença”
Ao longo desse livro você encontrará
incontáveis citações semelhantes de alguns dos principais estudiosos da
Cristandade. Vamos nos contentar com essas por enquanto.
Os cristãos em geral são pessoas boas e
decentes e quanto mais fortes são suas convicções, mais decentes eles são. Isso
é atestado no nobre Alcorão:
“...aqueles que estão mais próximos do afeto
dos crentes são os que dizem: Somos cristãos!, porque possuem sacerdotes e não
ensoberbecem de coisa alguma. E, ao escutarem o que
foi revelado ao Mensageiro, tu vês lágrimas a lhes brotarem nos olhos;
reconhecem naquilo a verdade, dizendo: Ó Senhor nosso, cremos! Inscreve-nos
entre os testemunhadores!” (Alcorão
5:82-83)
Todas as “versões” bíblicas da Bíblia
anteriores à versão revisada de 1881 dependiam das “Cópias Antigas” (aquelas
que datavam de quinhentos a seiscentos anos depois de Jesus). Os revisores da
Versão Padrão Revisada (Revised Standard Version (RSV)) de 1952 foram os
primeiros estudiosos bíblicos a terem acesso às “cópias MAIS antigas” que datam
de trezentos a quatrocentos anos depois de Cristo. É lógico supormos que
quanto mais próximo um documento é da fonte, mais autêntico ele é. Vejamos
qual é a opinião da Cristandade com relação à versão mais revisada da Bíblia
(revisada em 1952 e novamente em 1971):
“A melhor versão que foi produzida no século atual” – (jornal da
Igreja da Inglaterra)
“Uma tradução completamente nova por estudiosos da mais alta
eminência” - (suplemento literário do Times)
“As características muito amadas da versão autorizada combinadas com
uma nova precisão de tradução” (Life and Work)
“A versão mais precisa e próxima do original” – (jornal “The Times)
Os próprios editores (Collins) mencionam
na página 10 de suas notas:
“Esta Bíblia (RSV) é o produto de trinta e dois estudiosos
assistidos por um comitê consultivo representando cinquenta denominações”
Vejamos o que esses trinta e dois
estudiosos cristãos da mais alta eminência apoiados pelas cinquenta
denominações cristãs têm a dizer sobre a Versão Autorizada, ou como é mais
conhecida, a Versão do Rei Jaime (KJV). No prefácio da RSV de 1971 encontramos
o seguinte:
“...Ainda assim a Versão do Rei Jaime tem DEFEITOS GRAVES...”
Prosseguem nos prevenindo que:
“...Esses defeitos SÃO TANTOS E TÃO SÉRIOS que requerem uma revisão”
As Testemunhas de Jeová em sua revista
“DESPERTAI!” datada de 8 de setembro de 1957 publicou a seguinte manchete: “50.000 Erros na Bíblia” onde diziam
“...existem provavelmente 50.000 erros na Bíblia...erros que se infiltraram no
texto bíblico... 50.000 erros sérios...” Depois de tudo isso, entretanto, eles prosseguem dizendo: “... como um todo a Bíblia é precisa.” Vejamos apenas alguns poucos desses erros.
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Estudiosos Cristãos Reconhecem Contradições na Bíblia (parte 2 de 5): Exemplos de Interpolação
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Descrição:
Alguns exemplos das interpolações na Bíblia, como mencionado por estudiosos cristãos.
Por Misha’al ibn Abdullah (retirado do livro: What Did Jesus Really Say?(O que Jesus Realmente Di
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 18 Mar 2009
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> Religião Comparada
> A Bíblia
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Em João 3:16 – Versão Autorizada lemos:
“Porque Deus amou o mundo de tal
maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não
pereça, mas tenha a vida eterna.”
[...] essa fabricação “unigênito” foi
agora extirpada sem cerimônia por esses revisores mais eminentes da Bíblia. Entretanto,
a humanidade não teve que esperar 2.000 anos por essa revelação.
Em Maria (19):88-98 do nobre Alcorão,
lemos:
“Afirmam: O Clemente teve um filho! Sem
dúvida que haveis proferido uma heresia. Por isso, pouco faltou para que os céus se fundissem, a terra se
fendesse e as montanhas, desmoronassem. Isso, por
terem atribuído um filho ao Clemente, Quando é
inadmissível que o Clemente houvesse tido um filho. Sabei
que tudo quanto existe nos céus e na terra comparecerá, como servo, ante o
Clemente. Ele já os destacou e os enumerou com
exatidão. Cada um deles comparecerá, solitário, ante
Ele, no Dia da Ressurreição. Quanto aos crentes que
praticarem o bem, o Clemente lhes concederá afeto perene. Só to facilitamos (o Alcorão), na tua língua para que, com ele,
exortes os devotos e admoestes os impugnadores. Quantas
gerações anteriores a eles aniquilamos! Vês, acaso, algum deles ou ouves algum murmúrio deles?”
Na primeira epístola de João 5:7
(Versão do Rei Jaime) encontramos:
“Porque três são os que testificam
no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um.”
Como já vimos na seção 1.2.2.5, esse
verso é o mais próximo do que a Igreja chama de sagrada Trindade. Entretanto,
como visto naquela seção, esse pilar da fé cristão também foi descartado da RSV
pelos mesmos trinta e dois estudiosos cristãos da mais alta eminência apoiados
por cinquenta denominações cristãs, mais uma vez tudo de acordo com os
“manuscritos mais antigos.” E mais uma vez, descobrimos que o nobre Alcorão
revelou essa verdade há mil e quatrocentos anos:
“Ó adeptos do Livro, não exagereis em vossa
religião e não digais de Deus senão a verdade. O Messias, Jesus, filho de
Maria, foi tão-somente um mensageiro de Deus e Seu Verbo, com o qual Ele
agraciou Maria por intermédio do Seu Espírito. Crede, pois, em Deus e em Seus
mensageiros e não digais: Trindade! Abstende-vos disso, que será melhor para
vós; sabei que Deus é Uno. Glorificado seja! Longe está a hipótese de ter tido
um filho. A Ele pertence tudo quanto há nos céus e na terra, e Deus é mais do
que suficiente Guardião.” (Alcorão
4:171)
Antes de 1952 todas as versões da
Bíblia faziam menção a um dos eventos mais milagrosos associados com o profeta
Jesus, que a paz esteja sobre ele, que é a sua ascensão aos céus:
“Ora, o Senhor, depois de lhes ter
falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de Deus.” (Marcos
16:19)
... e mais uma vez em Lucas:
“E aconteceu que, abençoando-os
ele, se apartou deles e foi elevado ao céu. E, adorando-o eles, tornaram com
grande júbilo para Jerusalém.” (Lucas 24:51-52)
Na RSV de 1952 Marcos 16 termina no
verso 8 e o restante é relegado a nota de rodapé em letras pequenas (mais
informações adiante). De forma semelhante, no comentário sobre os versos de
Lucas 24, nos é dito nas notas de rodapé da Nova Bíblia RSV “Em outras
autoridades antigas falta “e foi elevado ao céu” e “Em outras autoridades
antigas falta ‘adorando-o eles.’” Dessa forma, vemos que o verso de Lucas em
sua forma original apenas dizia:
“E aconteceu que, abençoando-os
ele, se apartou deles. E tornaram com grande júbilo para Jerusalém.”
Foram séculos de “correção inspirada”
para nos dar Lucas 24:51-52 em sua forma atual.
Como outro exemplo, em Lucas 24:1-7
lemos:
“E, no primeiro dia da semana, muito de madrugada,
foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. E acharam a pedra do sepulcro removida. E,
entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. E
aconteceu que, estando elas perplexas a esse respeito, eis que pararam junto
delas dois varões com vestes resplandecentes. E, estando elas muito
atemorizadas e abaixando o rosto para o chão, eles lhe disseram: Por que
buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando
ainda na Galiléia, dizendo: Convém que o Filho do Homem seja entregue nas mãos
de homens pecadores, e seja crucificado, e, ao terceiro dia, ressuscite.”
Mais uma vez, em referência ao verso 5,
as notas de rodapé dizem: “Em outras autoridades antigas falta ‘Não está aqui,
mas ressuscitou’”.
Os exemplos são muito numerosos para
listá-los aqui. Entretanto, o encorajamos a obter uma cópia da Nova Versão
Revisada da Bíblia e examinar os quatro evangelhos. Você terá grande dificuldade em encontrar ao menos duas páginas
consecutivas que não contenham as palavras “Em outras autoridades antigas
falta...” ou “Em outras autoridades antigas é adicionado...” etc., nas notas de rodapé.
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Estudiosos Cristãos Reconhecem Contradições na Bíblia (parte 3 de 5): Supostos Autores do Novo Testamento
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Descrição:
Evidência de contradições encontradas pelos estudiosos cristãos das narrativas dos supostos autores do Novo Testamento.
Por Misha’al ibn Abdullah (retirado do livro: What Did Jesus Really Say?(O que Jesus Realmente Di
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 18 Mar 2009
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Notaremos que todo Evangelho começa com
a introdução "De acordo com...", como “O Evangelho de acordo com
Mateus”, “o Evangelho de acordo com Lucas,” “o Evangelho de acordo com Marcos,”
“o Evangelho de acordo com João.” A conclusão óbvia para o homem comum é que
essas pessoas são conhecidas como os autores dos livros atribuídos a elas. Esse,
entretanto, não é o caso. Por que? Porque nenhuma das alardeadas quatro mil
cópias existente apresenta a assinatura de seu autor. Foi apenas suposto que
eles eram os autores. Descobertas recentes, entretanto, refutam essa crença. Até
as evidências internas provam que, por exemplo, Mateus não escreveu o Evangelho
atribuído a ele:
“E Jesus, passando adiante dali,
viu assentado na alfândega um homem chamado Mateus e (Jesus) disse-lhe:
Segue-me. E ele (Mateus), levantando-se, o seguiu.” (Mateus 9:9)
Não é preciso ser um cientista espacial
para ver que nem Jesus e nem Mateus escreveram esse verso de “Mateus.” Essa
evidência pode ser encontrada em muitos lugares ao longo do Novo Testamento. Embora
muitas pessoas tenham levantado a hipótese de que é possível que um autor às
vezes escreva na terceira pessoa, ainda assim, à luz do resto da evidência que
veremos nesse livro, existe simplesmente muita evidência contra essa hipótese.
Essa observação não está de forma
alguma limitada ao Novo Testamento. Existe até prova de que ao menos partes do
Deuteronômio não foram nem escritas por Deus e nem por Moisés. Isso pode ser
visto em Deuteronômio 34:5-10 no qual lemos:
“Então Moisés... MORREU… e ele
(Deus Todo-Poderoso) O ENTERROU (Moisés)... Tinha 120 anos QUANDO MORREU... e
não houve um profeta DESDE ENTÃO em Israel como Moisés...”
Moisés escreveu seu próprio obituário? Josué
também fala em detalhes sobre sua própria morte em Josué 24:29-33. A evidência
apóia de forma esmagadora o reconhecimento atual de que a maioria dos livros da
Bíblia não foi escrita por seus supostos autores.
Os autores da RSV pela Collins dizem
que o autor de “Reis” é “desconhecido”. Se soubessem se tratar da palavra de
Deus a teriam indubitavelmente atribuído a Ele. Ao contrário, escolheram
honestamente dizer “Autor... desconhecido.” Mas se o autor é desconhecido então
por que atribuí-la a Deus? Como se pode então alegar que foi “inspirada”? Continuando, lemos que o livro de Isaías é
“Creditado principalmente a Isaías. Partes podem ter sido escritas por outros.” Eclesiastes: “Autor. Duvidoso, mas
comumente atribuído a Salomão.” Rute: “Autor. Não é definitivamente conhecido, talvez Samuel,” e assim por diante.
Olhemos mais detalhadamente apenas um
livro do Novo Testamento:
“O autor do Livro dos Hebreus é
desconhecido. Martim Lutero sugeriu que Apolo fosse o autor... Tertuliano
disse que Hebreus era uma carta de Barnabé... Adolf Harnack e J. Rendel Harris
especularam que foi escrito por Priscila (ou Prisca). William Ramsey sugeriu
que foi feito por Felipe. Entretanto, a posição tradicional é que o apóstolo
Paulo escreveu Hebreus... Eusébio acreditava que Paulo o escreveu, mas Orígenes
não foi positivo em relação à autoria paulina.”
Isso é como definimos “inspirado por
Deus”?
Como visto no capítulo um, São Paulo e
sua igreja depois dele foram responsáveis por mudanças por atacado na religião
de Jesus (que a paz esteja sobre ele) depois de sua partida, e foram
posteriormente responsáveis pelo estabelecimento de uma campanha maciça de
morte e tortura de todos os cristãos que se recusaram a renunciar aos
ensinamentos dos apóstolos em favor das doutrinas paulinas. Todos os
evangelhos que não estavam de acordo com a fé paulina foram então
sistematicamente destruídos ou reescritos. O Rev. Charles Anderson Scott tem o
seguinte a dizer:
“É altamente provável que nenhum dos Evangelhos
Sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) existisse na forma que os temos, antes da
morte de Paulo. Se os documentos fossem adotados em sua ordem cronológica
estrita, as epístolas paulinas viriam antes dos Evangelhos sinóticos.”
Essa afirmação é confirmada
posteriormente pelo Prof. Brandon: “Os primeiros escritos cristãos que foram
preservados para nós são as cartas do apóstolo Paulo”
Na última parte do segundo século,
Dionísio, Bispo de Coríntios, disse:
“Como os irmãos desejavam que escrevesse
epístolas (cartas), eu o fiz, e isso os apóstolos do demônio encheram com
elementos indesejáveis, mudando algumas coisas e adicionando outras, para quem
existe uma aflição reservada. Não é, portanto, uma questão de espanto se
alguns também tentaram adulterar os escritos sagrados do Senhor, uma vez que
tentaram o mesmo em outros trabalhos que não são comparados com esses.”
O Alcorão confirma isso com as
palavras:
“Ai daqueles que copiam o Livro,
(alterando-o) com as suas mãos, e então dizem: Isto emana de Deus, para
negociá-lo a vil preço. Ai deles, pelo que as suas
mãos escreveram! E ai deles, pelo que lucraram!” (Alcorão 2:79)
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Estudiosos Cristãos Reconhecem Contradições na Bíblia (parte 4 de 5): Alterações nas Escrituras Cristãs
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Descrição:
Escrituras cristãs “corrigidas” por cristãos ortodoxos.
Por Misha’al ibn Abdullah (retirado do livro: What Did Jesus Really Say?(O que Jesus Realmente Di
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 18 Mar 2009
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Vitor de Tununa, um bispo africano do
século seis relatou em sua Crônica (566 AD) que quando Messala foi cônsul em
Constantinopla (506 AD), ele “censurou e corrigiu” os Evangelhos gentílicos
escritos por pessoas consideradas analfabetas pelo imperador Anastácio. A
implicação foi que foram alterados para se adequarem ao Cristianismo do século
seis que diferia do Cristianismo dos séculos anteriores.
Essas “correções” não estavam de forma
alguma confinadas aos primeiros séculos depois de Cristo. Sir Higgins diz:
“É impossível negar que os monges
beneditinos de Saint Maur, com relação às línguas latina e grega, eram muito
letrados e talentosos, assim como muitos grupos de homens. Em ‘Life of
Lanfranc, Archbishop of Canterbury’ (Vida de Lanfranc, Arcebispo de
Canterbury, em tradução livre) de Cleland, existe a seguinte passagem: ‘Lanfranc,
um monge beneditino, Arcebispo de Canterbury, ao constatar as escrituras muito
corrompidas por copistas, se aplicou para corrigi-las, assim como os escritos
dos patriarcas, em conformidade com a fé ortodoxa, secundum fidem orthodoxam.”
Em outras palavras, as escrituras
cristãs foram reescritas para se adequarem às doutrinas dos séculos onze e
doze, e até os escritos dos fundadores da igreja primitiva foram “corrigidos”
para que as mudanças não fossem descobertas. Sir Higgins prossegue dizendo: “O
mesmo divino Protestante tem essa passagem notável: ‘A imparcialidade exige de
mim a confissão, de que os ortodoxos alteraram os Evangelhos em alguns lugares’”.
O autor então prossegue demonstrando
como um esforço maciço foi empreendido em Constantinopla, Roma, Canterbury e no
mundo cristão em geral para “corrigir” os Evangelhos e destruir todos os
manuscritos anteriores a esse período.
Teodoro Zahan, ilustrou os profundos
conflitos dentro das igrejas estabelecidas nos Artigos do Credo Apostólico. Ele
destaca que os católicos romanos acusam a Igreja Ortodoxa grega de remodelar o
texto das escrituras sagradas por adições e omissões, com boas e más intenções.
Os ortodoxos gregos, por outro lado, acusam os católicos romanos de se
desviarem em muitos lugares do texto original. Apesar de suas diferenças,
ambos unem forças para condenar os cristãos não-conformistas de desvio do
“caminho verdadeiro” e condená-los como hereges. Os hereges por sua vez
condenam os católicos por terem “cunhado novamente a verdade como ferreiros.” O
autor conclui “Fatos não suportam essas acusações?”
14. “E também aceitamos a promessa daqueles
que disseram: Somos cristãos! Porém, esqueceram-se de grande parte do que lhes
foi recomendado, pelo que disseminamos a inimizade e o ódio entre eles, até ao
Dia da Ressurreição. Deus os inteirará, então, do que cometeram.
15. Ó adeptos do Livro, foi-vos apresentado o
Nosso Mensageiro para mostrar-vos muito do que ocultáveis do Livro e
perdoar-vos em muito. Já vos chegou de Deus uma Luz e um Livro lúcido,
16. Pelo qual Deus conduzirá aos caminhos da
salvação aqueles que procurarem a Sua complacência e, por Sua vontade,
tirá-los-á das trevas e os levará para a luz, encaminhando-os para a senda
reta.
17. São blasfemos aqueles que dizem: Deus é o
Messias, filho de Maria. Dize-lhes: Quem possuiria o mínimo poder para impedir
que Deus, assim querendo, aniquilasse o Messias, filho de Maria, sua mãe e todos
os que estão na terra? Só a Deus pertence o reino dos céus e da terra, e tudo
quanto há entre ambos. Ele cria o que Lhe apraz, porque é Onipotente.
18. Os judeus e os cristãos dizem: Somos os
filhos de Deus e os Seus prediletos. Dize-lhes: Por que, então, Ele vos castiga
por vossos pecados? Qual! Sois tão-somente seres humanos como os outros! Ele
perdoa a quem Lhe apraz e castiga quem quer. Só a Deus pertence o reino dos
céus e da terra e tudo quanto há entre ambos, e para Ele será o retorno.
19. Ó adeptos do Livro, foi-vos apresentado o
Nosso Mensageiro, para preencher a lacuna (na série) dos mensageiros,a fim de
que não digais. Não nos chegou alvissareiro nem admoestador algum! Sim, já vos
chegou um alvissareiro e admoestador, porque Deus é Onipotente.” (Alcorão 5:14-19)
O próprio Santo Agostinho, um homem
reconhecido e consultado tanto por protestantes quanto por católicos, professou
que existiam doutrinas secretas na religião cristã e que:
“... existiam muitas coisas verdadeiras na
religião cristã que não era conveniente para o vulgar [pessoa comum] saber, e
algumas coisas eram falsas, mas era conveniente para o vulgar acreditar nelas.”
Sir Higgins admite:
“Não é injusto supor que nessas verdades
ocultadas temos parte dos mistérios cristãos modernos, e penso que dificilmente
será negado que a igreja, cujas autoridades mais altas mantiveram essas
doutrinas, não teve escrúpulos em retocar as escrituras sagradas.”
Mesmo as epístolas atribuídas a Paulo
não foram escritas por ele. Após anos de pesquisa, católicos e protestantes
concordam que das treze epístolas atribuídas a Paulo apenas sete são
genuinamente dele. São elas: Romanos 1, Coríntios 2, Gálatas, Filipenses,
Filemom e Tessalonicenses 1.
Denominações cristãs não concordam nem
mesmo sobre a definição do que é exatamente um livro “inspirado” de Deus. Os
protestantes são ensinados que existem 66 livros verdadeiramente “inspirados”
na Bíblia, enquanto que os católicos são ensinados que existem 73 livros
verdadeiramente “inspirados”, sem mencionar muitas outras denominações e seus
livros “mais novos”, como os mórmons, etc. Como veremos brevemente, os
primeiros cristãos, por muitas gerações, não seguiram nem os 66 livros dos
protestantes nem os 73 livros dos católicos. Muito pelo contrário, eles acreditavam
nos livros que, muitas gerações depois, foram “reconhecidos” como fabricações e
apócrifos por uma época mais iluminada do que a dos apóstolos.
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Estudiosos Cristãos Reconhecem Contradições na Bíblia (parte 5 de 7): Começando a Ser um Pouco Mais Honesto
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Descrição:
Algumas traduções mais recentes da Bíblia estão agora começando a mencionar as contradições e dúvidas das passagens.
Por Misha’al ibn Abdullah (retirado do livro: What Did Jesus Really Say?(O que Jesus Realmente Disse?
Publicado em 06 Sep 2010 - Última modificação em 05 Sep 2010
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> A Bíblia
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Bem, de onde todas essas Bíblias vêm e
por que a dificuldade em definir qual é realmente a palavra “inspirada” de
Deus? Elas vêm de “manuscritos antigos” (também conhecidos como MSS). O mundo
cristão hoje apresenta um excesso de 24.000 “manuscritos antigos” da Bíblia
todos datando do século quatro depois de Cristo (mas não da época de Cristo ou
dos apóstolos). Em outras palavras, temos conosco evangelhos que datam do
século em que os trinitaristas assumiram o controle da Igreja Cristã. Todos os
manuscritos anteriores a esse período estranhamente pereceram. Todas as
Bíblias em existência hoje são compiladas desses “manuscritos antigos”. Qualquer
estudioso da Bíblia nos dirá que não existem dois manuscritos exatamente
idênticos.
As pessoas hoje geralmente acreditam de
só existe UMA Bíblia e UMA versão de qualquer verso da Bíblia. Isso está longe
de ser verdade. Todas as Bíblias em nossas mãos hoje (como a do Rei Jaime,
NVI, etc.) são o resultado de um extenso recortar e colar desses vários
manuscritos sem nenhum deles atuando como a referência definitiva.
São casos incontáveis em que um parágrafo aparece em um “manuscrito antigo”,
mas não aparece em muitos outros. Por exemplo, Marcos 16: 8-20 (doze versos
inteiros) não aparece nos manuscritos mais antigos disponíveis hoje (como o
manuscrito sinaítico, o Vaticano 1209 e a versão armênia), mas aparece em
“manuscritos antigos” mais recentes. Também existem muitos casos
documentados em que até as localizações geográficas são completamente
diferentes de um manuscrito antigo para outro. Por exemplo, no “manuscrito
pentateuco samaritano”, o Deuteronômio 27:4 fala de “monte Gerizim”, enquanto
que o “manuscrito hebreu” o mesmo verso fala de “monte Ebal.” De
Deuteronômio 27: 12-13 podemos ver que esses são dois locais totalmente
diferentes. Da mesma forma, Lucas 4:44 em alguns “manuscritos antigos”
menciona “sinagogas da Judéia”, enquanto que em outros menciona “sinagogas da
Galiléia.” Essas são apenas amostras. Seria necessário
um livro para uma lista abrangente.
Existem inúmeros exemplos na Bíblia em
que versos de natureza questionável são incluídos no texto sem qualquer aviso
ao leitor de que muitos estudiosos e tradutores fazem sérias reservas em
relação às suas autenticidades. A Bíblia do Rei Jaime (também conhecida como
“Versão Autorizada”), a única nas mãos da maioria da Cristandade hoje, é uma
das mais notórias a esse respeito. Não dá ao leitor nenhuma pista quanto à
natureza questionável desses versos. Entretanto, traduções mais recentes da
Bíblia estão agora começando a ser um pouco mais honestas e acessíveis a esse
respeito. Por exemplo, a Nova Versão Revisada da Bíblia, da Oxford Press,
adotou um sistema extremamente sutil de colocação de parênteses duplos ([[ ]])
nos exemplos mais evidentes desses versos questionáveis. É altamente
improvável que o leitor casual perceba a verdadeira função desses parênteses. Estão
lá para dizer ao leitor informado que os versos marcados são de uma natureza
altamente questionável. Alguns exemplos são a história da “mulher tomada em
adultério” em João 8:1-11, Marcos 16:9-20 (ressurreição e retorno de Jesus) e
Lucas 23:34 (que, muito interessantemente, está lá para confirmar a profecia de
Isaías 53:12)... e assim por diante.
Por exemplo, com relação a João 8:1-11,
os comentadores dessa Bíblia dizem em letras muito pequenas no rodapé:
“As autoridades mais antigas não têm
7.53-8.11; outras autoridades acrescentam a passagem depois de 7.36 ou depois
de 21.25 ou depois de Lucas 21.38 com variações de texto; algumas marcam o
texto como duvidoso.”
Com relação a Marcos 16:9-20, nos é
dada, estranhamente, a escolha de como gostaríamos que o Evangelho de
Marcos terminasse. Os comentadores forneceram um “final curto” e um “final
longo”. Então, nos é dada uma escolha do que preferimos que seja a
“palavra inspirada de Deus.” Mais uma vez, no fim desse evangelho em letras
muito pequenas, os comentadores dizem:
“Algumas das autoridades mais
antigas terminam o livro no fim do verso 8. Uma autoridade conclui o livro com
um final mais curto; outras incluem o final mais curto e então continuam com os
versos 9-20. Na maioria das autoridades, os versos 9-20 seguem imediatamente o
verso 8, embora em algumas dessas autoridades a passagem esteja marcada como
duvidosa.”
O Comentário de Peake sobre a Bíblia
registra:
“Agora é geralmente aceito que 9-20
não são uma parte original de Marcos. Não são encontrados nos MSS mais antigos
e, de fato, aparentemente não estavam nas cópias usadas por Mateus e Lucas. Um
manuscrito armênio do século 10 atribui a passagem a Aristion, o presbítero
mencionado por Papias (ap. Eus. HE III, xxxix, 15).
“De fato, uma tradução armênia de
São Marcos foi descoberta muito recentemente, na qual os últimos doze versos de
São Marcos são atribuídos a Aristion, conhecido como um dos primeiros dos
fundadores da Igreja Cristã; e é muito possível que essa tradição esteja
correta.”
“Our Bible and the Ancient
Manuscripts,” (“Nossa Bíblia e os Manuscritos Antigos”), F. Kenyon, Eyre
and Spottiswoode, pp. 7-8
Nesse ponto esses versos estão
destacados como tendo sido narrados de forma diferente em diferentes
“autoridades”. Por exemplo, é dito pelos comentadores que o verso 14 teve as
seguintes palavras acrescentadas em algumas “autoridades antigas”:
“e se justificaram dizendo ‘Essa
época sem lei e descrente está sob Satanás, que não permite que a verdade e o
poder de Deus prevaleçam sobre as coisas impuras dos espíritos. Assim, revelem
sua retidão agora” falaram para Cristo e Cristo lhes respondeu “O termo dos
anos do poder de Satanás foi cumprido, mas outras coisas terríveis se
aproximam. E por aqueles que pecaram fui entregue para a morte, para que
possam retornar à verdade e não pequem mais, para que possam herdar a glória
espiritual e imperecível da virtude que está no paraíso.”
Comentário
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Estudiosos Cristãos Reconhecem Contradições na Bíblia (parte 6 de 7): Adulteração Impiedosa com o Texto da Bíblia
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Descrição:
Mais exemplos de adulteração da Bíblia.
Por Misha’al ibn Abdullah (retirado do livro: What Did Jesus Really Say? (O que Jesus Realmente Disse?))
Publicado em 25 Oct 2010 - Última modificação em 25 Oct 2010
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> Religião Comparada
> A Bíblia
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O Dr. Lobegott Friedrich Konstantin Von
Tischendorf foi um dos estudiosos cristãos conservadores mais eminentes do
século dezenove. Também foi um
dos defensores mais leais e inflexíveis da Trindade que a história conheceu. Uma
das suas grandes realizações foi a descoberta do manuscrito bíblico conhecido
pela humanidade mais antigo, o “Codex Sinaiticus”, do monastério de Santa
Catarina no Monte Sinai. Uma das descobertas mais devastantes feitas a partir
do estudo desse manuscrito do século quatro foi que o Evangelho de Marco
terminava originalmente nos versos 16:8 e não no verso 16:20 como acontece
hoje. Em outras palavras, os últimos 12 versos (Marcos 16:9 a Marcos 16:20)
foram “injetados” pela igreja na Bíblia em algum momento depois do século 4. Clemente
de Alexandria e Orígenes nunca citaram esses versos. Posteriormente também foi
descoberto que os ditos 12 versos, onde consta o relato da “ressurreição de
Jesus”, não aparecem nos códigos Siríaco, Vaticano e Bobiensis. Originalmente o
“Evangelho de Marcos” não continha menção da “ressurreição de Jesus” (Marcos
16: 9-20). Pelo menos quatrocentos anos (se não mais) depois da partida de
Jesus a Igreja recebeu a “inspiração” divina para adicionar a história da
ressurreição ao final desse evangelho.
O autor do “Codex Sinaiticus” não tinha
dúvida de que o Evangelho de Marcos terminava em Marcos 16:8. Para enfatizar
esse ponto encontramos que imediatamente a seguir desse verso ele termina o
texto com um til artístico e as palavras “O Evangelho de acordo com Marcos”. Tischendorf
foi um cristão conservador inflexível e como tal conseguiu deixar de lado essa
discrepância, uma vez que em sua estimativa o fato de Marcos não ser um
apóstolo nem uma testemunha ocular do ministério de Jesus, tornava o seu relato
secundário em relação aos dos apóstolos Mateus e João. Entretanto, como visto
várias vezes nesse livro, a maioria dos estudiosos cristãos reconhece os
escritos de Paulo como os mais antigos da Bíblia. Eles são seguidos de perto
pelo “Evangelho de Marcos”, e os “Evangelhos de Mateus e Lucas” são quase que
universalmente reconhecidos como sendo baseados no “Evangelho de Marcos.” Essa
descoberta foi o resultado de séculos de estudos detalhados e esmerados por
esses estudiosos cristãos e os detalhes não podem ser repetidos aqui. É
suficiente dizer que os estudiosos cristãos de maior reputação hoje reconhecem
isso como um fato básico indisputável.
Hoje, os tradutores e editores de
nossas Bíblias modernas estão começando a ser um pouco mais acessíveis e
honestos com seus leitores. Embora não admitam abertamente que esses doze
versos sejam fraudes da Igreja e não a palavra de Deus, pelo menos estão
começando a chamar a atenção do leitor para o fato de que existem duas
“versões” do “Evangelho de Marcos” e então deixam que o leitor decida o que
fazer com essas duas “versões”.
Agora a pergunta passa a ser “se a
Igreja adulterou o Evangelho de Marcos, parou por aí ou tem mais nessa
história?” Tischendorf também descobriu que o “Evangelho de João” tinha sido
fortemente retrabalhado pela Igreja ao longo dos séculos. Por exemplo:
1.
Foi descoberto que os versos
começando de João 7:53 a 8:11 (a história da mulher tomada em adultério) não
são encontrados nas cópias mais antigas da Bíblia disponíveis para o
Cristianismo hoje, especificamente os códigos Sinaiticus ou Vaticano.
2.
Também foi encontrado que João
21:25 foi uma inserção posterior e que um verso do evangelho de Lucas (24:12)
que fala de Pedro descobrindo o túmulo vazio de Jesus não é encontrado nos
manuscritos antigos.
(Para mais sobre esse tópico por favor
leia “Secrets of Mount Sinai” (Segredos do Monte Sinai) de James
Bentley, Doubleday, Nova Iorque, 1985).
Muitas das descobertas do Dr. Tischendorf
em relação à adulteração contínua e impiedosa do texto da Bíblia ao longo dos
tempos foi verificada pela ciência do século vinte. Por exemplo, um estudo do Codex Sinaiticus sob luz ultravioleta
revelou que o “Evangelho de João” terminava originalmente no verso 21:24 e foi
seguido por um pequeno til e então pelas palavras “O Evangelho de acordo com
João.” Entretanto, algum tempo depois, um indivíduo “inspirado” diferente pegou
a pena, apagou o texto que se seguia ao verso 24 e então adicionou o texto
“inspirado” de João 21:25 que encontramos em nossas Bíblias hoje.
A evidência de adulteração prossegue. Por
exemplo, no Codex Sinaiticus o Pai-Nosso de Lucas difere substancialmente da
versão que chegou até nós através da atuação de séculos de correção
“inspirada”. Lucas 11: 2-4 nesse manuscrito mais antigo de todos diz:
“Pai, Santificado pelo teu nome, Teu
reino vem. Seja feito, como nos céus, na terra. Dê-nos nosso pão de cada dia. E
perdoe nossos pecados como perdoamos todos que nos estão em dívida. E não nos deixe cair em tentação.”
Além disso, o “Codex Vaticanus” é outro
manuscrito antigo mantido pelos estudiosos do Cristianismo na mesma posição
reverencial do Codex Sinaiticus. Esses códigos do século quatro juntos são
considerados as cópias mais antigas da Bíblia disponíveis hoje. No codex
Vaticanus encontramos uma versão de Lucas 11:2-4 ainda mais curta que a do
Codex Sinaiticus. Nessa versão até as palavras “Seja feito, como nos céus,
na terra” não são encontradas.
Qual tem sido a posição oficial da
Igreja em relação a essas “discrepâncias”? Como a Igreja decidiu lidar com essa
situação? Conclamaram os estudiosos mais destacados da literatura cristã para
se reunirem em uma conferência, para juntos estudarem os manuscritos cristãos
mais antigos disponíveis para a Igreja e chegarem a um acordo em relação à
verdadeira palavra original de Deus? Não!
Imediatamente dedicaram todos os
esforços para fazer cópias em massa dos manuscritos originais e enviá-los para
o mundo cristão para que pudessem tomar suas próprias decisões sobre qual era a
verdadeira palavra imutável de Deus? Mais uma vez, não!
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Estudiosos Cristãos Reconhecem Contradições na Bíblia (parte 7 de 7): Modificações “Inspiradas” da Igreja
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Descrição:
O papel da Igreja na ocultação e adulteração da verdade.
Por Misha’al ibn Abdullah (retirado do livro: What Did Jesus Really Say?(O que Jesus Realmente Disse?))
Publicado em 01 Nov 2010 - Última modificação em 01 Nov 2010
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> Religião Comparada
> A Bíblia
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O que eles fizeram? Perguntemos ao
reverendo Dr. George L. Robertson. Em seu livro “Where did we get our
Bible?” (Onde Conseguimos nossa Bíblia?) ele escreve:
“Dos MSS da Escritura Sagrada em
grego que continuam a existir lá se diz existirem vários milhares de variantes
significativas... Três ou quatro em particular desses documentos antigos,
desbotados e sem atrativos constituem os tesouros mais antigos e mais preciosos
da Igreja Cristã e são, dessa forma, de interesse especial.” Em primeiro na lista
do reverendo Richardson está o “Codex Vaticanus” do qual ele diz: “Esse é
provavelmente o mais antigo de todos os MSS gregos que se tem conhecimento. É
designado como Codex “B”. Em 1448 o Papa Nicolau V o trouxe para Roma onde tem
estado desde então, sendo guardado diligentemente por oficiais papais na
biblioteca do Vaticano. Sua história é breve: Erasmus em 1533 sabia de sua
existência, mas nem ele nem nenhum de seus sucessores receberam permissão para
estudá-lo... se tornando muito inacessível para os estudiosos, até que
Tischendorf em 1843, depois de meses de adiamentos, teve permissão de vê-lo por
seis horas. Outro especialista, chamado de Muralt em 1844 também recebeu
permissão para vê-lo por nove horas. A história de como o Dr. Tregelles em 1845
recebeu permissão das autoridades para segurá-lo página por página enquanto
memorizava o texto é fascinante. O Dr. Tregelles o fez. Recebeu permissão para
estudar o MS continuamente por um longo tempo, mas não para tocá-lo ou fazer
anotações. De fato, todos os dias quando entrava na sala em que documentos
preciosos estavam guardados, seus bolsos eram revistados e caneta, papel e
tinta eram tirados dele, se carregasse esses acessórios com ele. A permissão
para entrar, entretanto, foi repetida até que ele finalmente levou e anotou em
seu quarto a maioria das principais variantes de leitura desse texto mais
antigo. Entretanto, no processo, com frequência as autoridades papais retiravam
o MS dele se observassem que ele estava muito absorvido em uma seção, e dirigiam
sua atenção para outra folha. Finalmente descobriram que Tregelles tinha
praticamente roubado o texto e que o mundo bíblico sabia os segredos de seu MS
histórico. O Papa Pio IX ordenou que devia ser fotografado e publicado e foi,
em cinco volumes que apareceram em 1857. Mas o trabalho foi feito de maneira
insatisfatória. Por
volta da mesma época Tischendorf fez uma terceira tentativa de ganhar acesso ao
manuscrito e examiná-lo. Teve sucesso e posteriormente pôs em circulação o
texto das primeiras vinte páginas. Finalmente em 1889-90, com permissão papal,
o texto inteiro foi fotografado, distribuído em fac-símile e publicado para que
uma cópia do caro livro fosse obtida, e está agora em posse de todas as
principais bibliotecas do mundo bíblico.”
O que todos os Papas temiam? O que todo
o Vaticano temia? Por que o conceito de liberar o texto da cópia mais antiga da
Bíblia para o público em geral era tão terrível para eles? Por que acharam
necessário enterrar as cópias mais antigas da palavra de Deus em um canto
escuro do Vaticano para não ser vista por olhos de fora? Por quê? E os milhares
e milhares de outros manuscritos que até hoje permanecem enterrados nas
profundezas escuras dos escaninhos do Vaticano para nunca serem vistos ou
estudados pelas massas em geral da Cristandade?
“Recorda-te de quando Deus obteve a promessa
dos adeptos do Livro, (comprometendo-se a) evidenciá-lo (o Livro) aos homens, e
a não ocultá-lo. Mas eles jogaram às costas, negociando-o a vil preço. Que
detestável transação a deles!” (Alcorão 3:187)
“Dize: Ó adeptos do Livro, não exagereis em
vossa religião, profanado a verdade, nem sigais o capricho daqueles que se
extraviaram anteriormente, desviaram muitos outros e se desviaram da verdadeira
senda!” (Alcorão 5:77)
Retornando ao nosso estudo de algumas
das “discrepâncias” encontradas em nossas Bíblias modernas e entre as cópias mais antigas da Bíblia disponíveis para uns poucos escolhidos, descobrimos que o verso
de Lucas 24:51 contém o alegado relato de Lucas da partida final de Jesus, que
a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, e como ele foi “elevado aos
céus”. Entretanto, como visto nas páginas anteriores, no Codex Sinaiticus e
outros manuscritos antigos as palavras “e foi elevado aos céus” estão
totalmente ausentes. O verso só diz:
“E aconteceu que, enquanto os
abençoava, apartou-se deles.”
C.S.C Williams observou, se essa
omissão fosse correta, “não há nenhuma referência à Ascensão no texto original
do Evangelho.”
Algumas outras modificações
“inspiradas” da Igreja para o Codex Sinaiticus e nossas Bíblias modernas:
·
Mateus 17:21 está faltando no
Codex Sinaiticus.
·
Em nossas Bíblias modernas, em Marcos 1:1
se lê “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus”. Entretanto,
nos manuscritos cristãos mais antigos esse verso somente diz “Princípio do
Evangelho de Jesus Cristo”. Estranhamente, as mesmas palavras que são mais
discordantes para o Alcorão dos muçulmanos, “o filho de Deus”, estão
totalmente ausentes. Não
é interessante?
·
As palavras de Jesus em Lucas
9:55-56 estão faltando.
·
O texto original de Mateus 8:2
como encontrado no Codex Sinaiticus nos diz que um leproso pediu a Jesus para
curá-lo e Jesus “de forma zangada, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero,
fica limpo!” Em nossas Bíblias modernas, as palavras “de forma zangada”
estranhamente estão ausentes.
·
Lucas 22:44 no Codex Sinaiticus e
nossas Bíblias modernas alegam que um anjo apareceu diante de Jesus,
fortalecendo-o. No Codex Vaticanus esse anjo estranhamente está ausente. Se
Jesus era o “Filho de Deus” então obviamente seria muito inapropriado que
necessitasse de um anjo para fortalecê-lo. Esse verso, então, deve ter
sido um erro do escriba. Certo?
·
As alegadas palavras de Jesus na
cruz “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34)
estavam originalmente presentes no Codex Sinaiticus, mas foram apagadas
posteriormente do texto por outro editor. Tendo em mente como a Igreja
considerava e tratava os judeus na Idade Média, podemos pensar em alguma razão
para esse verso ter sido um obstáculo para a política oficial da Igreja e suas
“inquisições”?
·
João 5:4 está faltando no Codex
Sinaiticus.
·
Em Marcos capítulo 9 as palavras “Onde
seus vermes não morrem e o fogo não se extingue” novamente estão ausentes.
·
Em Mateus 5:22 as palavras “sem
causa” estão faltando tanto no Vaticanus quanto no Sinaiticus.
·
Em Mateus 21:7 em nossas Bíblias modernas se lê “E [os discípulos] trouxeram a jumenta e o jumentinho, e sobre
eles puseram os seus mantos e fizeram-no [Jesus] assentar em cima.” Nos manuscritos originais esse verso se lê “e fizeram-no [Jesus] assentar em cima dele”
(“dele” quem?) Logo depois a tradução para o inglês evitou completamente esse
problema ao traduzir como “nisso”.
·
Em Mateus 10:15 nossas Bíblias
modernas contem as palavras “Em verdade vos digo que menos rigor haverá para
Sodoma e Gomorra, no Dia do Juízo, do que para aquela
cidade.” Entretanto, essas palavras não são encontradas em nenhum dos dois
manuscritos bíblicos cristãos mais antigos, tendo sido introduzidas no texto
séculos depois.
·
As palavras de Mateus 6:13 “pois
teu é o reino, o poder e a glória para sempre” Não são encontradas nesses
dois manuscritos mais antigos e em muitos outros. As passagens paralelas
em Lucas também são incompletas.
·
Mateus 27:35 em nossas Bíblias modernas contém as palavras “Depois de o crucificarem, repartiram entre si as
suas vestes, tirando a sorte.” Essa passagem, mais uma vez, não é encontrada de
acordo com o reverendo Merrill em nenhum manuscrito uncial bíblico datando de
antes do século nove.
·
Em 1 Timóteo 3:16 originalmente se
lê “Evidentemente, grande é o mistério da piedade: que foi manifestado na
carne.” Isso foi então modificado (como visto anteriormente) alterado
sutilmente para “Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que
foi manifestado na carne...” Assim nasceu a doutrina da
“encarnação”.
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