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O Milagroso Alcorão (parte 1 de 11): Meu Caminho Para o Islã
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Descrição:
Uma das personalidades islâmicas mais influentes na América, Jamaal Zarabozo, discute o milagre do Alcorão e sua influência em sua jornada para o Islã. Parte Um: Introdução a esse tópico, junto com uma breve descrição do Alcorão e do Profeta Muhammad.
Por Jamaal al-Din Zarabozo (IslamReligion.com)
Publicado em 26 Jan 2009 - Última modificação em 26 Jan 2009
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Categoria: Artigos
> O Alcorão Sagrado
> A Autenticidade e Preservação do Alcorão Sagrado
Categoria: Artigos
> Evidência de que o Islã é a Verdade
> A Autenticidade e Preservação do Alcorão Sagrado
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Declaração de Abertura
Deixem-me declarar na abertura que, após
ser muçulmano por muitos anos, se me dessem o tópico “O Milagroso Alcorão,”
como eu o vejo agora, eu estaria enfatizando e discutindo aspectos que eram
completamente desconhecidos para mim na época em que eu estava estudando o Islã
como um não-muçulmano. Eu venho estudando o Alcorão por mais de trinta anos e
ele nunca deixa de me fascinar. De fato, o fenômeno de continuar descobrindo
novos aspectos fascinantes do Alcorão tem sido uma verdade para os eruditos
muçulmanos ao longo dos anos. Ao longo de séculos, eles têm falado sobre o
Alcorão, com os eruditos mais recentes reconhecendo os aspectos milagrosos que
os eruditos anteriores mencionaram, ao mesmo tempo em que se deparam com outros
aspectos que consideram igualmente notáveis e surpreendentes. Assim, por
exemplo, nós tivemos Aishah bint al-Shaati, Sayyid Qutb e Mustafa Saadiq
al-Raafi’ee adicionando componentes à teoria geral da natureza milagrosa do
Alcorão no século passado. Mais recentemente, muitos têm enfatizado os que são chamados de “milagres
científicos do Alcorão”, um tópico que tentaremos visitar no fim dessa
exposição.
Entretanto, essa preleção é sobre a
“minha história” e meu caminho até o Islã através do Alcorão. Portanto, eu
enfatizarei aqueles aspectos do Alcorão que mais me influenciaram na época e
dedicarei menos tempo aos outros aspectos que eu tenho estudado em detalhes
desde então.
Uma Breve Introdução ao Profeta Muhammad e
ao Alcorão
Estou certo de que a maioria de vocês
tem algum tipo de familiaridade com o Profeta Muhammad, que Deus o exalte, e o
Alcorão, mas por causa de alguns pontos que eu destacarei mais tarde, eu
acredito que uma breve introdução aos dois seria adequado.
Muhammad nasceu por volta de 570 anos
após o nascimento de Jesus Cristo. Ele nasceu em Meca, na Península Arábica. O
povo de Meca era devotado à adoração de ídolos. A área não era conhecida como
um local de civilização ou conhecimento avançados naquele tempo. De fato, o
Profeta Muhammad era iletrado. Com a idade de quarenta anos Muhammad recebeu
sua primeira revelação. Embora ele fosse conhecido entre as pessoas como “o
confiável”, a maioria dos árabes o ironizou e logo após começou uma campanha
massiva para persegui-lo e àqueles que acreditavam nele. Depois de treze anos
de pregação em Meca, o próprio Profeta foi forçado a partir para a cidade de
Medina, onde já tinha alguns seguidores. Eles fizeram dele o líder da cidade.
Os descrentes de Meca não descansaram e tentaram esmagar militarmente a nova
fé. Entretanto, o que era originalmente um pequeno grupo de muçulmanos cresceu
em número e foi capaz de resistir ao ataque violento dos descrentes. Dentro
de dez anos, o próprio Profeta liderou um exército de volta à Meca e a
conquistou em uma vitória sem derramamento de sangue. Dessa forma o Islã se
tornou vitorioso na Arábia e começou a se propagar através do mundo. O Profeta
Muhammad, que Deus o exalte, finalmente morreu em 632.
Quanto ao Alcorão, ele foi revelado ao
Profeta Muhammad em um período de vinte e três anos. Foi revelado diretamente
a ele através do anjo Gabriel. Ele recebia a mensagem e depois a transmitia a
seus seguidores. Portanto, o Alcorão é muito diferente da Bíblia. Não existem
contribuições humanas ao Alcorão; é apenas a revelação de Deus. Em outras
palavras, você não encontrará histórias sobre o Profeta escrita por seus
Companheiros no Alcorão. De fato, você não encontrará no Alcorão nenhum dos
discursos do Profeta fora do que ele afirmou ser a revelação do Alcorão. As
palavras do Profeta foram mantidas completamente separadas do Alcorão.
Um comentário final: o Alcorão é apenas
em árabe. A melhor tradução não é o Alcorão. Uma vez que você perde algo em
seu estilo original de expressar as palavras e se apóia somente na tradução, o
original é completamente perdido.
A História de Minha Conversão e a
Proximidade do meu Batismo
A história de minha conversão não é das
mais fascinantes. Entretanto, um aspecto é interessante: o efeito que o
Alcorão teve em mim.
A minha família se mudou para a
Califórnia vindo da Espanha. Assim, nós éramos nominalmente católicos. Eu
tive pouquíssima exposição a qualquer religião até que um amigo meu na escola
me convidou para sua igreja. Eu comecei a freqüentar e essa foi a primeira vez
que eu comecei a ler a Bíblia. Eu definitivamente estava levando tudo muito a
sério. Então chegou o momento de eu ser batizado. Eu não tinha problemas em
relação a isso exceto que eu tinha decidido que, uma vez que era a primeira
religião a qual eu tinha sido exposto, eu deveria pesquisar sobre outras religiões
para me assegurar do que estava fazendo. Eu não pensei que isso fosse de fato
afetar minha decisão final quando, na realidade, a proximidade do batismo me
levou a tornar-me um muçulmano.
Eu comecei a estudar sobre todas as
religiões que eu pude encontrar. Isso, obviamente, foi o que me levou até o
Alcorão.
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O Milagroso Alcorão (parte 2 de 11): O Alcorão e os Orientalistas
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Descrição:
Uma das personalidades islâmicas mais influentes na América, Jamaal Zarabozo, discute o milagre do Alcorão e sua influência em sua jornada para o Islã. Parte Dois: Uma comparação entre o Alcorão e o que os orientalistas tem a dizer sobre ele.
Por Jamaal al-Din Zarabozo (IslamReligion.com)
Publicado em 26 Jan 2009 - Última modificação em 26 Jan 2009
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> O Alcorão Sagrado
> A Autenticidade e Preservação do Alcorão Sagrado
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> A Autenticidade e Preservação do Alcorão Sagrado
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Estudando o Alcorão em 1976: O Alcorão
Versos Muitos Escritores Não-Muçulmanos
Você deve ter em mente que isso
aconteceu em 1976. Foi antes da Revolução Iraniana e do Islã ser atacado pela
mídia. Eu não conhecia nenhum muçulmano na época.
(Eu vivia em uma cidade relativamente pequena e erroneamente
supus que não havia muçulmanos lá.) Portanto, não havia ninguém tentando me
convencer da verdade do Islã. De fato, eu eventualmente
me converti ao Islã antes de encontrar um muçulmano, fazendo o melhor para
aprender as orações a partir de um livro escrito por um missionário, o Dicionário
do Islã, de T.P. Hughes.
Portanto, a informação que eu recebia
sobre o Islã veio principalmente de não-muçulmanos que escreviam sobre o Islã.
Havia pouquíssimos livros escritos por muçulmanos disponíveis para mim naquela
época. Na verdade, eu só me lembro de ter encontrado um trabalho escrito por
um muçulmano, relativamente pequeno, de Maududi. Entretanto,
eu consegui encontrar algumas cópias do Alcorão traduzidas por muçulmanos. Em
particular, eu estava lendo a tradução de Abdullah Yusuf Ali.
Em essência, era o Alcorão versos um
número de trabalhos escritos por não-muçulmanos. Em geral, esses
não-muçulmanos eram forçados a elogiar o Islã de vez em quando mas sempre
tentavam encontrar alguma falha nos princípios da fé. E assim eles inventavam
muitas teorias sobre o Profeta Muhammad e o Alcorão. Eu lia suas críticas lado
a lado com o Alcorão.
A maioria dos autores que eu estava
lendo claramente dizia que o Alcorão não era uma revelação de Deus, mas que foi
escrito pelo Profeta Muhammad, que Deus o exalte. Essa era a opinião expressa
por Richard Belle em The Qur'an: Translated With a Critical
Re-arrangement of the Surahs (O Alcorão: Traduzido com uma Reorganização
Crítica das Suratas, em tradução livre), Arberry em sua introdução a sua
tradução do Alcorão, e Kenneth Cragg em The Call of the Minaret, ad nauseum (O Chamado do Minarete, ad nauseum, em tradução livre).
Entretanto, como Montgomery Watt
destacou, isso por si só levantava uma variedade de perguntas. Se Muhammad era
um impostor, ele fez o que fez de forma maliciosa? Ele não era conhecido por
ser uma pessoa desonesta ou maliciosa, então o que o levou a essa mudança? Além
disso, se ele fez isso de forma maliciosa, como reuniu toda a informação
contida no Alcorão, especialmente vivendo em um lugar como Meca? Ele teve
professores? Se sim, quem eram eles e onde está documentado que teve
professores?
Para ser franco, eu não estava muito
impressionado com aqueles que clamavam que o Profeta tinha algum professor que
deu a ele toda a informação que mais tarde formou o Alcorão. Em geral, aqueles
autores se referiam a encontros ao acaso ou únicos entre o Profeta e indivíduos
específicos. Por exemplo, Muir e Margoliouth atribuíram a informação
encontrada no Alcorão a Baheerah, um monge que o Profeta havia encontrado na
Síria durante sua juventude quando tomava parte de uma caravana, muito antes de
reivindicar ser um Profeta. Esses argumentos eram totalmente ilógicos e
extremamente forçados. Eu não gastei muito tempo com eles.
Alguns críticos eram forçados a admitir
que o Profeta Muhammad era conhecido por ser uma pessoa extremamente honesta e
sincera. Eles também mencionaram como ele não se beneficiou materialmente de
suas ações, já que continuou a viver uma vida muito sincera e humilde. Portanto,
eles concluíam que ele era honesto e sincero mas terrivelmente iludido. Mas
ainda assim, se ele estava iludido, de onde veio essa informação? Alguns
fizeram parecer que era algo de seu subconsciente. Anderson até chamou de
“criação ilusória de fatos que ele desejava que fossem realidade.” Outros
disseram que ele sofria de ataques epiléticos e que as revelações eram
resultado desses ataques. Essas teorias podem ter sido convincentes para
alguém que simplesmente lia o que esses autores escreviam sem tirar um tempo
para ler e estudar o Alcorão. Como será mencionado posteriormente nessa
preleção, existe muita informação no Alcorão que não seria possível vir do
subconsciente de alguém.
Outra alegação comum que li era que o
Profeta Muhammad era um tipo de líder “nacionalista”, cujo objetivo principal
era unir os árabes. Essa forma típica de pensar é a que está declarada na Nova
Enciclopédia Católica: “Por volta dos 40 anos ele recebeu seu ‘chamado
profético’ para unir os árabes sob um monoteísmo.” Essa
abordagem pode ser considerada mais complementar, já que não procura
ridicularizar o Profeta de forma alguma. Ainda assim, ao mesmo tempo, não fez
sentido para mim com base no que lia no Alcorão. É suficiente notar que não
existe uma passagem no Alcorão que seja endereçada aos árabes. No Alcorão Deus
fala à humanidade ou às pessoas, crentes e descrentes. Se esse livro fosse
apenas para os árabes, por que eles nunca são abordados diretamente e, ao invés
disso, são usados termos gerais que valem para toda a humanidade?
Em qualquer caso, o excesso de opiniões
diferentes em relação ao Profeta era para mim um sinal de que tinha acontecido
algo insondável para esses autores. Tudo para mim era evidência de que havia
realmente algo com o Alcorão, ou ele poderia simplesmente ter sido descartado
como um trabalho trivial, que não valia o esforço de refutar ou discutir. Isso
me fez até mais interessado no Alcorão e é algo que veremos mais tarde: os
trabalhos que deveriam ter me dissuadido de continuar a pesquisar o Alcorão me
deixaram mais convencido de que eu precisava pesquisá-lo mais.
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O Milagroso Alcorão (parte 3 de 11): Uma Escritura Sagrada Deve Ser de Deus
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Descrição:
Para uma religião ser verdadeira, deve ser de Deus em um sentido total, e não meramente em sua origem.
Por Jamaal al-Din Zarabozo (IslamReligion.com)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 18 Mar 2009
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Meu Primeiro Parâmetro: Se é a Religião de
Deus que Eu Estou Procurando, a Escritura Sagrada Deve Ser de Deus
No meu estudo de outras religiões, um
dos meus objetivos era ler as escrituras sagradas de cada religião, para
entender diretamente da fonte o que era a religião. Isso obviamente despertou
minha curiosidade no Alcorão.
Eu já tinha uma forte crença em Deus e
estava convencido da existência de um Ser Supremo. De fato, durante um tempo,
eu às vezes era um cristão e às vezes simplesmente era um deísta, seguindo os
passos de Voltaire e muitos dos “fundadores” dos Estados Unidos.
Já acreditando em Deus, portanto, o meu
primeiro parâmetro por uma religião verdadeira era que a religião devia ter
Deus como sua fonte original. Ninguém pode conhecer os detalhes sobre Deus
exceto Deus. Ele está acima e além do campo da experiência humana. E o mais
importante é que ninguém sabe como Ele deve ser adorado exceto Ele mesmo. Ninguém
sabe qual estilo de vida é mais agradável a Ele exceto Ele. Embora os humanos
sejam capazes de muitas conclusões embasadas sobre Deus, nenhum humano pode logicamente
reivindicar que de alguma forma – independentemente de revelação de Deus –
descobriu a maneira com a qual Deus deve ser adorado e a maneira que é mais
agradável a Deus. Assim, se o objetivo supremo é verdadeiramente satisfazer e
adorar a Deus como Ele deve ser adorado, então não se tem alternativa exceto
voltar-se para Ele em busca de orientação.
Com base nessa primeira premissa,
qualquer religião feita pelo homem não é uma alternativa lógica. Não importa o
quanto os humanos tentem, eles não podem falar com autoridade sobre como Deus
supostamente deve ser adorado.
É importante mencionar que esse
parâmetro não significa que alguma vez Deus desempenhou um papel na formação de
uma religião específica. Não, esse parâmetro significa que o escopo inteiro
dos ensinamentos vêm de Deus. Existem algumas religiões que podem ter
originado de Deus mas, depois, seus aderentes se sentiram livres para se
apoiarem no raciocínio humano para ajustar, modificar e alterar a religião. No
processo, eles de fato criaram uma nova religião, diferente da que Deus havia
revelado. Isso, mais uma vez, destrói completamente o propósito. O que Deus
revelou não precisa de qualquer aprimoramento ou mudança da humanidade. Qualquer
mudança ou alteração significa um desvio do que Deus revelou. Assim, qualquer
mudança ou alteração apenas levará a humanidade para longe da verdade e da
maneira adequada de adorar a Deus. Além disso, Deus é mais do que capaz de
revelar uma revelação perfeita para qualquer época ou circunstância. Se houver
qualquer necessidade de alterar ou mudar quaisquer das leis de Deus, a
autoridade para isso está apenas com Deus. Em outras palavras, Deus está livre
para mudar Suas leis devido a Sua sabedoria e conhecimento, por exemplo, por
misericórdia ou como uma forma de punição para Seus servos. Ele pode fazê-lo
enviando uma nova revelação ou até enviando um novo profeta. Com isso, não
existe problema lógico. Mas existe um problema grave quando os humanos assumem
o encargo de “consertar” a revelação de Deus.
Portanto, o primeiro parâmetro declara
que a religião se origine de Deus. Entretanto, isso não é suficiente. O
segundo parâmetro é que os ensinamentos de Deus devem ser preservados em sua
forma original. A lógica por trás desse ponto deve ser óbvia. Se a revelação
original veio de Deus mas foi posteriormente adulterada e distorcida por
humanos, tem-se agora a mistura da religião de Deus e de interpolação humana. Não
é mais a religião pura de Deus. Embora isso possa parecer uma premissa óbvia,
é surpreendente ver quantas pessoas nunca consideraram esse ponto, seguindo
cegamente escrituras ou ensinamentos que não podem ser autenticados
historicamente.
O Primeiro Aspecto Milagroso do Alcorão: Sua
Preservação Detalhada
De fato, essa foi uma das primeiras
coisas que me impressionaram em relação ao Alcorão. Até aqueles que eram
claramente contra o Islã em seus escritos, como Sir William Muir, admitiam que
o Alcorão que temos hoje foi preservado desde o tempo do Profeta, que Deus o
exalte.
De fato, mesmo aqueles que tentavam ser mais críticos e
levantar dúvidas sobre a autenticidade completa do Alcorão, como Jeffrey, me
impressionaram ainda mais por conta da quantidade de informação que temos com
relação a história desse texto.
Para apreciar plenamente esse ponto,
deve-se ter em contexto o meu histórico cristão. Incidentalmente, esse
trabalho de forma alguma pretende ser uma crítica ao Cristianismo. Entretanto,
é o meu histórico e foi o parâmetro através do qual eu examinei outras
religiões. Portanto, eu fiz muitas comparações cruzadas entre o Cristianismo e
outras religiões, inclusive o Islã. Assim, eu não tenho escolha senão me
referir ao Cristianismo durante o curso desse trabalho, já que esse trabalho é
sobre a minha experiência.
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O Milagroso Alcorão (parte 4 de 11): A Preservação Detalhada do Alcorão
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Descrição:
Uma das qualidades singulares do Alcorão é sua preservação detalhada, um fato que o faz muito diferente de todas as outras religiões.
Por Jamaal al-Din Zarabozo (IslamReligion.com)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 18 Mar 2009
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Eu estava dolorosamente consciente de
muito da história da Bíblia e esse era um dos problemas principais que eu tinha
com o Cristianismo.
Eu perguntei a pastores sobre essa questão e a maioria deles
na época, isso foi antes dos fundamentalistas se tornarem predominantes, foram
muito abertos sobre isso e admitiram que havia problemas com a autenticidade
histórica da Bíblia. Ao mesmo tempo, entretanto, a maioria deles proclamava
que os “ensinamentos” tinham sido preservados embora os detalhes possam não ter
sido. Em outras palavras, a Bíblia claramente não era a palavra de Deus; eles
alegavam que os escritores bíblicos foram “inspirados” por Deus. Isso é o
máximo que podiam alegar, embora até isso eles não pudessem provar. Isso me
parecia uma fé cega porque se você não sabe se os detalhes foram preservados,
como pode estar tão certo de que os ensinamentos principais foram realmente
preservados? Na realidade, nós não sabemos quem eram Mateus, Marcos, Lucas e
João e nem por que exatamente seus nomes foram atrelados àqueles famosos
Evangelhos.
À luz disso, eu encontrei Jeffrey,
enquanto ele tentava provar que havia algumas dificuldades menores com o
Alcorão, demonstrando que a compilação do Alcorão desde os seus anos iniciais
era conhecida em detalhes, já que a maior parte de seu trabalho se relacionava
com a época dos Companheiros do Profeta. Eu estava muito impressionado e seu
suposto ataque ao Alcorão simplesmente, como eu já aludi antes, me fez
continuar em meu estudo do Alcorão. (Claro, muito depois eu li respostas aos
argumentos de Jeffrey, refutando totalmente suas alegações de que o Alcorão não
havia sido preservado.)
A Promessa do Alcorão de que Seria
Preservado
Em qualquer caso, chamou a minha
atenção o que o Alcorão diz dele mesmo:
“Nós revelamos a Mensagem e Somos seu
preservador.” (Alcorão 15:9)
Era interessante para mim porque dentro
do Alcorão existe uma referência clara a como os povos anteriores fracassaram
em preservar completamente a mensagem que receberam. Portanto,
à luz do que o Alcorão estava dizendo sobre as revelações anteriores, era uma
afirmação muito audaciosa. E, incidentalmente, pode ser considerada uma das
profecias do Alcorão – vindo de uma perspectiva judaico-cristã, profecias eram
importantes para mim. Se elas não acontecessem seriam muito prejudiciais aos
meus olhos, ao passo que se acontecessem eu consideraria um bom sinal.
Mais uma vez, a história do Islã
apresenta um cenário diferente das revelações anteriores. O Profeta Muhammad,
que Deus o exalte, viveu há apenas 1.400 anos. Ele é definitivamente o mais
“histórico” dos vários profetas. Portanto, a história do Alcorão é conhecida e
documentada.
O Alcorão foi preservado com cuidado
meticuloso. Ele se descreve como uma “leitura” (Alcorão) e como um livro (kitaab).
De fato, foi através de ambos os meios que o Alcorão foi meticulosamente
preservado.
Durante a vida do Profeta, o Profeta
tinha escribas específicos cujo trabalho era registrar a revelação quando ele a
recebia. O Alcorão não foi revelado de uma única vez. Foi registrado por um
período de vinte e três anos. Durante aquela época, a revelação podia vir ao
Profeta a qualquer momento. Quando ela vinha, era reconhecida pelos sinais
físicos sobre o Profeta (um ponto que levou alguns a alegarem que ele
simplesmente era epilético). Ele então chamava seus escribas e dizia a eles o
que havia sido revelado e exatamente onde a nova passagem se encaixava em
relação ao que já havia sido revelado por Deus.
O Alcorão, que não é um livro grande,
também foi preservado na memória assim como na forma escrita desde a época do
Profeta Muhammad. Muitos dos Companheiros do Profeta tinham memorizado o
Alcorão inteiro e, temendo o que havia acontecido com as comunidades das
religiões anteriores, eles adotaram as medidas necessárias para protegê-lo de
qualquer forma de adulteração. O Alcorão continua a ser memorizado hoje –
outro aspecto surpreendente do Alcorão. De fato, Deus diz sobre o Alcorão:
“Em verdade, fizemos o Alcorão fácil de
compreender e lembrar...” (Alcorão 54:17)
Até hoje, milhares de muçulmanos sabem
o Alcorão de cor. Se Fahrenheit 451de Ray Bradbury se tornasse uma
realidade hoje e todos os livros fossem reduzidos a cinzas, o Alcorão
sobreviveria. Os muçulmanos seriam capazes de reescrever todo o Alcorão de
memória.
Logo após a morte do Profeta o Alcorão
foi todo compilado e pouco depois cópias oficiais foram enviadas a terras
distantes, para assegurar que o texto ficasse puro. Até hoje, pode-se viajar
para qualquer parte do mundo, pegar uma cópia do Alcorão e constatar que ela é
a mesma em todo o mundo.
Até o idioma do Alcorão, que é
essencial para manter o entendimento verdadeiro do texto, foi preservado. O
mesmo não pode ser dito dos profetas anteriores como Moisés e Jesus, cujos
hebraico e aramaico não existem mais.
Como mencionado anteriormente, todo
cuidado foi tomado para assegurar que qualquer coisa que não pertencesse à
revelação direta de Deus - inclusive as próprias afirmações do Profeta - fosse
mantida fora do Alcorão. Apenas as palavras que o Profeta recebeu como
revelação e informou a seus seguidores fizeram parte do Alcorão. Conseqüentemente,
o Alcorão é completamente diferente da Bíblia, que inclui histórias sobre os
profetas, comentários sobre suas vidas e ensinamentos, cartas e escritos de
não-profetas e assim por diante. Nenhuma interpolação e adição humana pode ser
encontrada no Alcorão.
Assim, o Alcorão originalmente me
impressionou de duas formas: primeiro, claramente se proclamou ser a palavra de
Deus que não estava entrelaçada com palavras de humanos. Segundo, foi
minuciosamente preservado desde a época de sua revelação. Esses dois pontos
significavam que o Alcorão atendia meus parâmetros lógicos para religião e
revelação. Eu estava pronto para prosseguir em meus estudos e analisar seus
ensinamentos.
A propósito, pode-se com toda razão
perguntar por que Deus permitiu que suas revelações anteriores fossem
distorcidas e não preservadas. Pode-se de fato pensar sobre muitas razões
importantes por trás disso. Primeiro, como está claro em suas próprias
escrituras, os profetas anteriores, como Moisés e Jesus, não foram enviados
para toda a humanidade. Suas mensagens eram claramente para a Tribo de Israel
e para suas épocas em particular. De fato, Deus nos ensina que todos os povos
tiveram um mensageiro que lhes foi enviado e cujos propósitos eram limitados. O
Profeta Muhammad e, conseqüentemente, sua revelação, é para toda a humanidade
desde a sua época até o Dia do Juízo. Segundo, se suas revelações fossem
preservadas, seus seguidores poderiam usar isso como justificativa para
continuarem a seguir seus profetas e se recusarem a seguir o Profeta Muhammad.
Uma vez que está muito claro através de muitos meios, como evidência histórica,
declarações contraditórias dentro do texto e assim por diante, que suas
escrituras não foram preservadas em seus detalhes e que eles não podem alegar
seguir o que é a religião pura de Deus - sem mistura com interpolação humana –
eles não têm justificativa válida para não abandonarem suas revelações
não-preservadas por uma revelação verdadeira, completa e exata de Deus
encontrada no Alcorão.
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O Milagroso Alcorão (parte 5 de 11): A Excelência de seus Ensinamentos I
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Descrição:
O próprio Alcorão contém provas para sua verdade e seus ensinamentos são claros e fazem sentido. Ele não requer uma “dose de fé” para acreditar. E também um olhar na acusação de que Muhammad tomou emprestado ou roubou de outras religiões, em particular, os cristãos e os judeus.
Por Jamaal al-Din Zarabozo (IslamReligion.com)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 18 Mar 2009
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> O Alcorão Sagrado
> A Autenticidade e Preservação do Alcorão Sagrado
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Eu estava muito impressionado com os
ensinamentos do Alcorão sobre Deus e o achei diferente de qualquer outra escritura
que tinha estudado. Isso mais uma vez me provou que essa escritura era livre
de qualquer interpolação humana. Eu também estava muito impressionado com a
forma como ele tratava a crença em Deus em particular, e seu sistema de crenças
como um todo.
Deixem-me explicar o que eu quero dizer
com isso.
Sem Dose de Fé
Vindo de um histórico cristão, eu
experimentei o que muitos experimentaram em relação a questões de crença e como
entendê-las. Era virtualmente impossível obter respostas diretas de pastores e
sacerdotes com relação aos fundamentos das crenças cristãs. A realidade é que
os conceitos de crença foram destinados a serem um “mistério” e a crença no que
não se pode verdadeiramente compreender era o que provava a fé de uma pessoa.
Essa abordagem simplesmente não se
adequava a mim e eu a considerava, e continuo considerando, ilógica. Não
parece que a verdade como revelada pelo Deus Misericordioso e Sábio, que deu
tantos sinais maravilhosos na criação, deveria levar alguém a dizer, como o
sacerdote Tertuliano da Igreja Norte-Africana do século 2: credo quia
absurdum est (creio porque é absurdo). A religião não deve ser simplesmente
“baseada na fé” – uma dose de fé. De fato, deve ser primeiro “baseada em
conhecimento”, para que ambos, o coração e a mente, encontrem conforto nela e
se submetam a ela com resolução firme. E foi isso que encontrei no Islã.
Você deve se lembrar que o Profeta
Muhammad, que Deus o exalte, primeiro encontrou um povo que estava engajado em idolatria. Além disso, eles, em geral, não acreditavam na Outra Vida. Alguns deles, parece,
não tinham uma percepção clara do Ser Supremo.
Foi nesse ambiente que o Alcorão foi
revelado. O Alcorão não deu a eles simplesmente uma ordem para acreditar. Não,
de fato! O Alcorão deu a eles prova após prova, lição após lição, sinal após
sinal que deveriam fazer qualquer um acreditar que há um Criador e que o
Criador criou os humanos e tudo desse maravilhoso Universo em funcionamento com
um propósito, já que Ele não é um Criador tolo ou ignorante.
Conseqüentemente, o Alcorão está
repleto de passagens exigindo que os humanos pensem. Em essência a mensagem
foi essa: Allah sabe que se os humanos usarem suas capacidades mentais
adequadamente, eles reconhecerão a verdade que Allah está dizendo no Alcorão. De
fato, o Islã ensina que o reconhecimento desses fatos é inato dentro das almas
dos humanos.
O fato é que a crença de alguém em
Allah, no Alcorão e no Profeta Muhammad não é baseada em mera emoção ou em uma
dose cega de fé. É baseada em razões e evidências reais.
Vindo de onde eu vim, essa audácia em
propagar a crença e o desafio aos humanos para pensarem e ponderarem era
milagroso.
Roubando de Cristãos e Judeus
Um conceito que muitos dos escritores
não-muçulmanos alegavam era que o Profeta Muhammad, que Deus o exalte,
simplesmente roubou a maioria de seus ensinamentos dos judeus e cristãos. Veja,
por exemplo, o título do livro de Bell, The Origin of Islam in
its Christian Environment (A Origem do Islã em seu Ambiente Cristão, em tradução livre) – que, a propósito, se você disser a qualquer
árabe que o Islã se desenvolveu em um ambiente cristão, será realmente um
choque para ele!
Eu reconheço que existem duas
possibilidades:
(1) o Profeta Muhammad roubou seu
material ou
(2) a revelação recebida era do
mesmo Deus que enviou Moisés, Jesus e os profetas anteriores, como o próprio
Profeta Muhammad alegou. Se for a última, explicaria por que existem tantas sobreposições
nos ensinamentos e na mensagem. O mesmo Deus enviou os profetas anteriores e
está simplesmente recontando suas histórias novamente na nova revelação.
Entretanto, eu comecei imediatamente a
notar algumas diferenças evidentes entre o Alcorão e a Bíblia, até com respeito
aos ensinamentos sobre Deus. Se o Profeta Muhammad estava “editando” o que ele
ouvia da Bíblia – e a propósito, naquela época, não havia Bíblia disponível em
árabe - então ele estava fazendo um excelente trabalho.
Eu descobri que os ensinamentos
estranhos sobre Deus que se encontram ao longo da Bíblia estão completa e
inequivocamente ausentes do Alcorão.
Em nome da brevidade, serão dados
apenas um poucos exemplos para ilustrar esse ponto.
Na Nova Versão Internacional de Gênesis
3:8-11, se lê:
8 E o homem e sua mulher ouviram o som do
SENHOR Deus, que passeava no jardim no frescor do dia; e esconderam-se da
presença do SENHOR Deus, entre as árvores do jardim. 9 E chamou o SENHOR Deus a Adão, e disse-lhe: “Onde
estás?” 10 E ele disse: “ Te
ouvi no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.” 11 E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei
que não comesses?”
Aqui, Deus é retratado como andando no
jardim no frescor do dia. O que é mais espantoso é que Adão e Eva foram
capazes de se esconder de Deus e Ele teve que perguntar “Onde estás?” Se um
humano é capaz de se esconder Dele no jardim, como é que o Senhor terá
conhecimento dos pecados que as pessoas cometem? Seria difícil para qualquer
humano desenvolver em seu coração o tipo de amor e temor de Deus que ele deve
ter quando acredita que seu Deus é tão fraco e imperfeito que um evento como
esse poderia acontecer.
Em Gênesis 32: 24-28, existe a
história e a descrição literal de Jacó lutando com e derrotando Deus. No verso
28, ele diz: “Tu [Jacó] lutaste com Deus e com homens, e prevaleceste.” Em
outras palavras, o criador do universo a quem a humanidade deve adorar e se
submeter foi derrotado por um mero mortal em um jogo de luta.
O Velho Testamento até retrata Deus
como aquele que teve a intenção de fazer o mal mas se arrepende. Êxodo 32:14
afirma: “E o Senhor se arrependeu do mal que ele pensou em fazer às pessoas” (Versão
do Rei James). Não seria surpresa se alguém se afastasse de Deus e não O
considerasse merecedor de adoração, se Ele próprio tem que se arrepender de Seu
próprio mal.
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O Milagroso Alcorão (parte 6 de 11): A Excelência de seus Ensinamentos II
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Descrição:
As descrições de Deus e dos Profetas no Alcorão vs. a Bíblia e o Talmude.
Por Jamaal al-Din Zarabozo (IslamReligion.com)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 18 Mar 2009
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> O Alcorão Sagrado
> A Autenticidade e Preservação do Alcorão Sagrado
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Além disso, no Talmude - e alguns
eruditos não-muçulmanos como Rodinson, alegaram que o material corânico veio do
Talmude – ele afirma que houve uma disputa entre Deus e os eruditos judeus. Após
um longo debate sem solução, eles decidiram referir a questão a um dos rabinos.
Após a decisão do rabino, Deus foi forçado a admitir que Ele estava errado. Portanto,
Deus, de acordo com eles, não é perfeito nem com respeito ao Seu conhecimento.
A concepção cristã de Deus e Deus tendo
um filho é, claro, totalmente blasfema na perspectiva islâmica. Eu com
freqüência me pergunto como pode ter havido um filho semihumano de Deus ou como
Jesus em particular poderia ser o filho de Deus. Da forma que Jesus é
retratado no Novo Testamento, além de realizar alguns milagres que profetas
anteriores realizaram, não havia nada de especial sobre ele. Ele viveu como um
ser humano, comendo e bebendo. Sofreu como um humano e até orou para Deus. Os
romanos e os judeus
derrotaram o suposto filho de Deus e ele não pôde se salvar, mesmo clamando por
seu pai. Além disso, existem as questões difíceis encontradas pelos cristãos:
ele era parcialmente divino e parcialmente humano, era completamente divino,
era completamente humano, era divino desde o nascimento, era divino em um
momento e então a divindade o deixou? E assim por diante. Na concepção
islâmica de Deus, não existe nada dessa natureza. De fato, o Alcorão até nega
a crucificação – certamente se o Profeta Muhammad, que Deus o exalte, estivesse
simplesmente copiando da Bíblia, teria incluído essa história.
No Alcorão, por outro lado, Deus é
retratado de uma forma que se percebe que Ele é merecedor de adoração. Se é
grato a Ele e se tem esperança Nele. Deus se torna verdadeiramente amado para
o indivíduo a medida que entende mais sobre Ele através do Alcorão. Algumas
passagens que descrevem Deus são dignas de nota:
“Ele é Deus, não há mais divindade além
d’Ele, conhecedor do cognoscível e do incognoscível. Ele é o Clemente, o
Misericordiosíssimo. Ele é Deus, não há mais divindade além d’Ele, Soberano,
Augusto, Pacífico, Salvador, Zeloso, Poderoso, Compulsor, Supremo! Glorificado
seja Deus, de tudo quanto (Lhe) associam! Ele é Deus, Criador, Onifeitor,
Formador. Seus são os mais sublimes atributos. Tudo quanto existe nos céus e na
terra glorifica-O, porque é o Poderoso, o Prudentíssimo.” (Alcorão 59:22-24)
“Deus! Não há mais divindade além d’Ele,
Vivente, Subsistente, a Quem jamais alcança a inatividade ou o sono; d’Ele é
tudo quanto existe nos céus e na terra. Quem poderá interceder junto a Ele, sem
a Sua anuência? Ele conhece tanto o passado como o futuro, e eles (humanos)
nada conhecem a Sua ciência, senão o que Ele permite. O Seu Trono abrange os
céus e a terra, cuja preservação não O abate, porque é o Ingente, o
Altíssimo.” (Alcorão 2:255)
“Dize: Ele é Deus, o Único! Deus! O Absoluto!
Jamais gerou ou foi gerado! E ninguém é comparável a Ele!” (Alcorão
112:1-4)
A propósito, mesmo ao descrever os
Profetas, histórias muito importantes mas desprezíveis que são proeminentes na
Bíblia foram completamente ignoradas no Alcorão. Por exemplo, Êxodo 32:1-6 tem
a história de Aarão, o irmão de Moisés e um dos líderes religiosos da tribo de
Israel, fazendo um bezerro de ouro como um ídolo para adoração. Em
Samuel 2 capítulo 11, versos 1-17, o líder do povo judeu, Davi, que os
muçulmanos consideram um profeta, é desavergonhadamente retratado como
cometendo adultério, fazendo de tudo para ocultá-lo e então fazendo de tudo
para ver o marido da mulher morto.
Salomão também é acusado de cometer idolatria simplesmente por
amor às suas muitas esposas.
Adicionalmente, a Bíblia também alega o
seguinte: Jacó cometeu truques fraudulentos em relação ao seu pai, Isaque. O
Profeta Lot, bêbado, cometeu incesto com suas filhas. Judas cometeu incesto
com sua nora. Farez e Zarah que foram resultado daquele incesto são honrados
como os tataravôs e tataravós de Jesus. É relatado que Jesus repeliu sua
própria mãe quando disse, “Mulher, que tenho eu contigo?”
Todas essas histórias não são
encontradas no Alcorão e um muçulmano não acredita nessas acusações ignóbeis
aos nobres profetas selecionados por Deus para guiar a humanidade.
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O Milagroso Alcorão (parte 7 de 11): Vários Aspectos da Lei
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Descrição:
A abrangência, integralidade, equilíbrio e praticalidade da lei em si.
Por Jamaal al-Din Zarabozo (IslamReligion.com)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 18 Mar 2009
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> A Autenticidade e Preservação do Alcorão Sagrado
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Eu notei quase que imediatamente que os
ensinamentos corânicos são muito abrangentes, completos, equilibrados e
práticos. Em nome da brevidade eu não entrarei em detalhes nesse aspecto, mas
foi algo que me impressionou bastante. A amplitude e flexibilidade das leis do
Alcorão são impressionantes. Estava claro para mim que esse livro não foi
revelado apenas para um povo em uma época específica, mas que era para todos os
povos em diferentes épocas e lugares.
O Alcorão é muito abrangente naquilo
que aborda e dá orientação clara com referência a assuntos diversos como atos
rituais de adoração, transações comerciais, casamento, divórcio, as leis da
guerra e assim por diante. Existe um equilíbrio definitivo que se sente ao ler
o Alcorão. As necessidades espirituais e mundanas dos homens são atendidas
simultaneamente na mesma passagem. Mesmo as passagens mais detalhadas
referentes à lei contêm advertência, lembrança de Allah e exortação ao melhor
comportamento possível.
O escopo dos ensinamentos corânicos não
é para o próprio indivíduo. Não é o caso de Allah ter dado algum tipo de
orientação espiritual para, talvez, apenas guiar a sua moral e caráter. Ao
invés disso, Allah também revelou uma lei que é voltada para a sociedade como
um todo. Os humanos não têm que fazer tentativas para decidir o que é melhor
para toda a comunidade. Isso foi dado por Allah para guiar a humanidade para o
melhor modo de vida.
Cobre a prática e piedade pessoal do
indivíduo e seu relacionamento com seus pais, cônjuge, filhos, vizinhos,
comunidade e humanidade como um todo. Tudo isso com um equilíbrio adequado e
dentro de uma estrutura geral para fazer da vida uma forma verdadeira e
completa de adoração somente a Deus. Existe claramente apenas um único objetivo
para os humanos – adorar a Deus – e todos os atos dessa vida terrena estão
dentro do escopo desse objetivo. Não existe esquizofrenia na vida de uma
pessoa. Ela não está tentando agradar a Deus e a César ao mesmo tempo ou mesmo
em momentos diferentes. Ela nem precisa recorrer à perseguição de desejos vãos
e comprometer a sua ética para viver uma vida gratificante nesse mundo. Ela
precisa simplesmente viver sua vida nesse mundo de uma maneira geral sob a
sombra da orientação abrangente do Alcorão.
Um Aspecto Particular da Lei Islâmica: Sua
Praticalidade
A praticalidade da Lei Islâmica é um
aspecto particular que verdadeiramente me impressionou naquela época, por conta
de meu antecedente cristão. É uma grande bênção que no Islã se encontre
ensinamentos detalhados que resultam em objetivos desejados enquanto que, ao
mesmo tempo, são extremamente práticos e consistentes com a natureza humana. A
falta desses ensinamentos é um dos maiores dilemas enfrentados pelo
Cristianismo. Por exemplo, com respeito à coesão e interação social, os maiores
ensinamentos encontrados no Novo Testamento são os conhecidos como os “ditos
difíceis” de Jesus. São eles:
“Ouvistes que foi dito: Olho por
olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se
qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; E, ao que quiser
pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; E, se qualquer
te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pedir, e não te
desvies daquele que quiser que lhe emprestes. Ouvistes que foi dito: Amarás o
teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos
inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai
pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai
que está nos céus; Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a
chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que
galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos
irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o
vosso Pai que está nos céus.” (Mateus 5:38-48)
Os próprios eruditos cristãos ficam
perplexos. Como esses ensinamentos obviamente impossíveis ou impraticáveis
podem ser aplicados? Apenas um exemplo de uma discussão dessas palavras será
suficiente para mostrar o quão confusos eles são para aqueles que acreditam
firmemente neles:
[Para interpretar essas palavras, o modelo
proposto por Joaquim Jeremias é simples, representativo e de influência
contínua. De acordo com esse modelo, o Sermão usualmente é visto em uma das
três formas: (1) como um código perfeccionista, totalmente em acordo com o
legalismo do Judaísmo rabínico; (2) como um ideal impossível, para direcionar o
crente primeiro ao desespero e depois a confiar na misericórdia de Deus; ou (3)
como uma ‘ética provisória’ idealizada para o que se esperava que fosse um
breve período de espera do fim dos tempos, que agora é obsoleta. Jeremias
acrescenta sua própria quarta tese: o Sermão é uma descrição indicativa da vida
insipiente no reino de Deus, que pressupõe como sua condição de possibilidade a
experiência da conversão. Esquemas mais complexos ou abrangentes foram
oferecidos, mas a maioria dos intérpretes importantes podem ser entendidos em
relação às opções apresentadas por Jeremias.
No Islã, não existem esses dilemas. Os
ensinamentos são fáceis, flexíveis, práticos e completamente adequados à vida
diária, mesmo para um muçulmano recém-convertido em um ambiente completamente
não-islâmico, como eu era. O famoso autor James A. Michener também mencionou e
apreciou esse aspecto do Islã. Em um de seus primeiros escritos que eu li sobre
o Islã, intitulado “Islam—the Misunderstood Religion,” (Islã - A Religião
Mal-Compreendida, em tradução livre) Michener escreve:
O Alcorão é notavelmente prático em sua
discussão da vida boa. Em uma passagem memorável ele orienta: “Quando lidarem
em transações envolvendo obrigações futuras, coloquem-nas por escrito...e
consigam duas testemunhas...’ É essa combinação de dedicação a um Deus, mais a
instrução prática, que faz do Alcorão único.
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O Milagroso Alcorão (parte 8 de 11): De Selvagens a Santos
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Descrição:
O Efeito do Alcorão Sobre a Geração do Profeta e Após.
Por Jamaal al-Din Zarabozo (IslamReligion.com)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 18 Mar 2009
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O próximo aspecto que chamou minha
atenção – isso, mais uma vez, era algo que os não-muçulmanos mencionavam em
seus trabalhos – foi o efeito que o Alcorão teve sobre a geração do Profeta. Que
Deus o exalte.
Está claro que os árabes na época do
Profeta eram habituados à bebida, diversão e engajados em batalhas tribais. Eles
eram conhecidos por às vezes matarem seus bebês do sexo feminino. Entretanto,
descobre-se que em um curto espaço de tempo de aproximadamente vinte anos um
movimento que começou com um homem justo foi capaz, devido à graça de Deus e ao
efeito milagroso do Alcorão, mudar quase todos os árabes e não-árabes na
Península Arábica e uni-los em uma irmandade de fé e misericórdia que era tão
forte que se alguma parte dessa irmandade estava em angústia, a irmandade como
um todo era afetada negativamente. Naquela época, podia-se encontrar duas pessoas
que eram de tribos previamente antagônicas compartilhando sua fortuna e
dispostas a darem suas vidas uma pela outra. De fato, um estava disposto a
dividir metade de sua fortuna e se divorciar de uma de suas esposas por seu
novo irmão, que era de uma tribo “estrangeira”.
Talvez uma das melhores descrições da
mudança que ocorreu entre os muçulmanos possa ser vista na famosa declaração do
Companheiro Jafar ibn Abu Talib que foi perguntado pelo rei Negus da Abissínia
sobre a missão do Mensageiro. Ele lhe disse:
Ó rei, nós éramos um povo ignorante,
idólatras, que comia carniça e se entregava aos prazeres sexuais. Nós
ridicularizávamos nossos vizinhos, um irmão oprimia seu irmão, e o forte
devorava o fraco. Nesse momento um homem surgiu entre nós, que já era conhecido
por ser confiável, nobre e honesto. Esse homem nos chamou para o Islã. E nos
ensinou a abandonar a adoração de estátuas, a falar a verdade, a nos abstermos
de matança e não defraudar os órfãos de suas propriedades. Ele nos ensinou a
fornecer conforto aos nossos vizinhos e não caluniar as mulheres castas. Ele
nos prescreveu oferecer orações, observar jejuns e fazer caridade. Nós o
seguimos, abandonamos o politeísmo e a idolatria e nos abstemos de todos os
maus atos. É por causa dessa nova maneira que o nosso povo se tornou hostil a
nós e nos compeliu a retornar à nossa antiga vida desencaminhada.
Aquela geração, por sua vez, levou a
mensagem para o resto do mundo. Eles eram claramente um povo que foi tirado das
trevas para a luz e para o caminho reto de Deus. Quando dois Companheiros
diferentes foram questionados pelo imperador da Pérsia sobre o que havia
trazido os muçulmanos às suas terras, ambos responderam em termos semelhantes: “Deus
nos enviou para tirar quem quiser da servidão aos homens para a servidão a
Deus, da limitação desse mundo para sua expansão e da injustiça dos estilos de
vida [nesse mundo] para a justiça do Islã.”
Durante a vida do Profeta, que Deus o
exalte, pôde-se ver como essas pessoas foram transformadas em uma geração piedosa,
temente a Deus e esperançosa da recompensa de Deus. Mesmo quando eles, como
humanos, escorregavam e cometiam pecados, eles fervorosamente se arrependiam e
se voltavam para Deus e para o Seu perdão. Eles preferiam enfrentar uma punição
severa nessa vida, como a morte, do que enfrentar Deus com seus pecados em suas
mãos. Isso pode ser visto nos casos de Maaiz ibn Maalik al-Aslami e a mulher
chamada al-Ghaamidiyah. Ambos foram até o Profeta para admitir que tinham
cometido adultério e cada um pediu ao Profeta pela punição terrena para apagar
seus pecados. No caso de al-Ghaamidiyah, depois de sua confissão o Profeta
pediu a ela que retornasse após dar à luz. Ela voltou com sua criança nos
braços e pediu ao Profeta para purificá-la de seus pecados. O Profeta então
pediu a ela que retornasse após ter desmamado a criança. Então ela retornou
após algum tempo e disse ao Profeta que a criança não precisava mais ser
amamentada. Mais uma vez ela pediu expiação de seu pecado. Então, finalmente,
o Profeta implementou a punição legal como uma expiação pelo seu pecado de
adultério. O Profeta então a louvou por seu ato de arrependimento.
O efeito dessa mudança nos Companheiros
continuou muito depois da morte do Profeta. Notem os seguintes relatos dos
Companheiros enquanto buscavam propagar a mensagem do Islã para o resto do
mundo:
O caráter e qualidades excelentes dos
soldados muçulmanos foram louvados uma vez por um oficial romano com essas
palavras: “À noite são encontrados em oração; durante o dia são encontrados em jejum. Eles mantêm suas promessas, ordenam bons atos, suprimem o mal e mantêm completa
igualdade entre si.”
Um outro testemunhou: “Eles são cavaleiros
de dia e ascéticos à noite. Pagam pelo que comem nos territórios sob sua
ocupação. São os primeiros a saudar quando chegam em um local e são combatentes
destemidos que varrem o inimigo.”
Um terceiro disse: “Durante a noite parece
que não pertencem a esse mundo e não têm outra ocupação além de orar, e durante
o dia, quando os vemos montados em seus cavalos, têm-se a impressão de que não
fizeram mais nada em suas vidas. São grandes arqueiros e lanceiros, e ainda
assim são tão devotamente religiosos e lembram tanto de Deus que geralmente mal
se ouve falar sobre qualquer outra coisa em sua companhia.”
Os benefícios da civilização
desenvolvida com base nos ensinamentos do Alcorão foram muito além das terras
muçulmanas. Muitos estão familiarizados com a influência dos muçulmanos na
Europa e como as influências islâmicas eventualmente levaram à Renascença. O
autor de A History of the Intellectual Development of Europe (História do
Desenvolvimento Intelectual na Europa, em tradução livre), John
Draper escreveu: “Quatro anos após a morte de Justiniano, em 569 AD, nasceu em
Meca, na Arábia, o homem que, de todos os homens, exerceu a maior influência
sobre a raça humana.”Esse trabalho me abriu os
olhos na época de minha conversão ao Islã. Draper, escrevendo no século 19,
estava muito desapontado e aparentemente zangado com o fato dos muçulmanos
continuamente não receberem as honras adequadas por tudo que contribuíram para
a sociedade e civilização européias. Por exemplo, ele escreve: “A esses
sarracenos devemos muitos de nossos confortos pessoais. Religiosamente limpos,
não era possível para eles, como era costume para os nativos da Europa, usarem
uma vestimenta sem ser trocada até que caísse em pedaços, uma massa repugnante
de insetos, mau cheiro e trapos... Eles nos ensinaram o uso da roupa de baixo de linho e algodão,
freqüentemente trocada e lavada, que ainda é conhecida entre as senhoras por
seu antigo nome árabe...”
Muitos eruditos reconheceram a
importância do Islã e dos ensinamentos do Alcorão para o aprimoramento da
humanidade. O famoso intelectual George Bernard Shaw afirmou uma vez:
“Eu sempre tive a religião de Muhammad em alta estima por causa de
sua maravilhosa vitalidade...Eu previ que a fé de Muhammad seria aceitável
amanhã como está começando a ser aceitável para a Europa de hoje. Os
eclesiásticos medievais, por ignorância ou intolerância, pintaram o Maometismo
nas cores mais escuras. Eles foram, de fato, treinados para odiar o homem
Muhammad e a sua religião. Para eles Muhammad era o Anticristo. Eu o estudei, o
homem maravilhoso, e em minha opinião longe de ser um Anticristo ele deve ser
chamado de salvador da Humanidade.
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O Milagroso Alcorão (parte 9 de 11): Uma Profecia Única
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Descrição:
Uma profecia que lida com eventos completamente fora do controle do Profeta ou dos árabes, a conquista dos persas.
Por Jamaal al-Din Zarabozo (IslamReligion.com)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 18 Mar 2009
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> O Alcorão Sagrado
> A Autenticidade e Preservação do Alcorão Sagrado
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> Evidência de que o Islã é a Verdade
> A Autenticidade e Preservação do Alcorão Sagrado
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Vindo de uma perspectiva cristã, eu
estava ansioso para ver que tipo de profecias foram relacionadas ao Alcorão e
ao Profeta Muhammad. Que Deus o exalte. Ensinaram-me que se as profecias de um
profeta não acontecessem, ele não era um profeta verdadeiro de Deus.
Existem várias dessas profecias no Alcorão
mas eu destacarei apenas uma delas – na verdade eu já mencionei uma, a de que o
Alcorão seria preservado. (De forma semelhante, Deus prometeu, apesar do
Profeta ter vários adversários que queriam vê-lo morto, que Ele protegeria o
Profeta Muhammad até que sua missão fosse concluída. De fato, o Profeta não
morreu até Deus revelar o versículo, “Hoje completei a religião para vós...”)
Eu estou destacando essa profecia
porque ela tem a ver com eventos que estavam completamente fora do controle do
Profeta ou dos árabes.
Existe uma passagem do Alcorão na qual
se lê:
“Os bizantinos foram derrotados. Em terra
muito próxima; porém, depois de sua derrota, vencerão, dentro de alguns anos;
porque é de Deus a decisão do passado e do futuro. E, nesse dia, os crentes se
regozijarão, Com o socorro de Deus. Ele socorre quem Lhe apraz e Ele é o
Poderoso, o Misericordiosíssimo.” (Alcorão 30:1-5)
Essa revelação chegou ao Profeta em uma
época na qual os muçulmanos estavam sendo pesadamente perseguidos em Medina. De fato, foi mais ou menos na mesma época da primeira migração dos muçulmanos de Meca
para a Abissínia - uma migração que ocorreu devido àquela perseguição. Foi no
ano de 615 EC. Na mesma época, o Império Bizantino estava sendo completamente
dominado pelos persas. Os idólatras de Meca se identificaram com os persas, que
eram zoroastrinos e adoravam um deus da luz e um deus das trevas, enquanto que
os muçulmanos se identificaram com os cristãos bizantinos, já que acreditavam
em revelação de Deus, profetas e algo semelhante. De fato, a guerra entre o
Império Bizantino e os persas foi descrita como um tipo de cruzada, já que
muitos locais sagrados cristãos foram destruídos. Conseqüentemente, os
descrentes de Meca estavam muito felizes com o que estava acontecendo. Foi nesse
contexto que veio essa revelação de Deus.
Na verdade, mesmo após essa revelação
vir, os bizantinos continuaram a perder terreno para os persas. A situação
ficou tão ruim que o imperador bizantino foi forçado a mudar sua capital de
Constantinopla para Tunis, no Norte da África. Entretanto, Deus afirmou que
eles seriam vitoriosos dentro de três a nove anos.
Em resumo, o historiador britânico
Gibbon escreveu: “Mesmo sete a oito anos após essa predição do Alcorão, as
condições eram tais que ninguém poderia imaginar que o Império Bizantino jamais
conseguiria superar o Irã. Sem considerar obter o domínio, ninguém poderia
esperar que o Império, sob as circunstâncias, pudesse sobreviver.”
Entretanto, Heráclito começou seu
contra-ataque em 623 EC a partir da Armênia e em 624 EC ele destruiu o
principal templo do fogo do Irã e derrotou os persas. Foi no mesmo ano em que a
Batalha de Badr aconteceu. Depois dos muçulmanos serem forçados a fugir para
Medina e depois do próprio Profeta migrar e estabelecer um estado islâmico lá,
os descrentes de Meca continuaram a perseguir os muçulmanos e a tentar dar um
fim ao Islã. O primeiro conflito militar entre os dois lados aconteceu na
Batalha de Badr. Mal armados e em número inferior, o pequeno grupo de
muçulmanos foi capaz de alcançar uma vitória surpreendente sobre os politeístas
de Meca. Maududi escreve: “Ibn 'Abbas, Abu Sa'id Khudri, Sufyan Thauri, Suddi e
outros declararam que a vitória dos romanos contra os iranianos e a vitória dos
muçulmanos em Badr contra os politeístas ocorreram quase ao mesmo tempo. Os
muçulmanos, portanto, ficaram duplamente satisfeitos. O mesmo é apoiado pelas
histórias de Bizâncio e do Irã. 624 AD foi o ano no qual a Batalha de Badr
ocorreu e o mesmo ano no qual o imperador bizantino destruiu o lugar de
nascimento de Zoroastro e destruiu o principal templo do fogo do Irã.”
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O Milagroso Alcorão (parte 10 de 11): Milagres Científicos
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Descrição:
Um olhar sobre alguns dos fatos científicos mencionados no Alcorão que os cientistas modernos, muçulmanos e não-muçulmanos, afirmam como verdadeiros.
Por Jamaal al-Din Zarabozo (IslamReligion.com)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 18 Mar 2009
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Milagres Científicos do Alcorão
Os “milagres científicos” do Alcorão é
um tópico que muitas pessoas falam hoje em dia, uma vez que a pesquisa em
muitos ramos continua. A fonte para isso é provavelmente o fato de que existem
literalmente centenas de versículos do Alcorão nos quais Deus aponta para
diferentes aspectos de sua criação e encoraja os humanos a refletirem e
aprenderem com o que estão vendo.
Pouco depois de eu me tornar muçulmano,
tomei conhecimento do livro A Bíblia, o Alcorão e a Ciência, de Maurice
Bucaille. Em nome da brevidade, desejo compartilhar com vocês as
conclusões importantes que ele chegou:
O Alcorão vem depois de duas Revelações que o precederam e não
apenas está livre de contradições em suas narrativas, o sinal de várias
manipulações humanas encontradas nos Evangelhos, mas fornece uma qualidade
própria para aqueles que o examinam objetivamente e à luz da ciência, ou seja,
está em completa concordância com dados científicos modernos. O que é mais
importante, essas afirmações estão em acordo com a ciência: e é impensável que
um homem da época de Muhammad pudesse ter sido o autor delas. O conhecimento
científico moderno nos permite compreender certos versículos do Alcorão que,
até agora, eram impossíveis de interpretar.
Em vista do nível de conhecimento na época de Muhammad, é
inconcebível que muitas das afirmações no Alcorão que estão conectadas com a
ciência sejam o trabalho de um homem. É, além disso, perfeitamente legítimo,
não apenas considerar o Alcorão como expressão de uma Revelação, mas também
conceder-lhe uma posição muito especial, com base na garantia de autenticidade
que fornece e a presença nele de afirmações científicas que, quando estudadas
hoje, parecem um desafio à explicação em termos humanos.
Em sua discussão do Alcorão, Bucaille
enfatiza três pontos importantes:
a)
Primeiro, não há nada no Alcorão
que contradiga a ciência moderna;
b)
segundo, não existe menção de
algumas das falsas crenças que as pessoas tinham no tempo do Profeta Muhammad,
que Deus o exalte, com relação à criação, o universo e a ciência em geral; e,
c)
três, não existe modo do Profeta
Muhammad conhecer em seu tempo muitos dos fatos aludidos no Alcorão.
Em nome da brevidade, entretanto, será
possível discutir aqui apenas um versículo com alguns detalhes demonstrando os
“milagres científicos” do Alcorão.
Ao ler o Alcorão, um tópico que chama a
atenção do leitor é a discussão da criação do homem dentro do útero da mãe. Deus
diz no Alcorão:
“Criamos o homem de essência de barro. Em
seguida, fizemo-lo uma gota de esperma, que inserimos em um lugar seguro. Então,
convertemos a gota de esperma em alaqah (sanguessuga, coisa suspensa e
coágulo de sangue), então transformamos a alaqah em mudghah
(semelhante à substância mastigada)...” (Alcorão 23:12-14)
Essa breve passagem é marcante em sua
descrição precisa do processo real e também é livre de todas as teorias e
opiniões incorretas que eram prevalentes na época de Muhammad. Como mencionado
na tradução, a palavra árabe alaqah pode significar sanguessuga, coisa
suspensa ou coágulo de sangue. Na realidade, todos esses termos descrevem o
embrião. De fato, em seu estágio inicial, o embrião não apenas se parece
fisicamente com uma sanguessuga
como também “obtém sua nutrição do sangue da mãe, semelhante à sanguessuga, que
se alimenta do sangue de outros.”
Alaqah, pode igualmente
significar “coisa suspensa,” que também é verdade em relação ao embrião nesse
estágio, já que se encontra suspenso no útero da mãe. Finalmente, alaqah pode significar coágulo de sangue. Mais
uma vez, a relação com o processo físico real é milagrosa. Ibrahim escreve:
Encontramos que a aparência externa do embrião e seu saco durante o
estágio alaqah é semelhante ao de um coágulo de sangue. Isso é devido à
presença de quantidades relativamente grandes de sangue presentes no embrião
durante esse estágio... Além disso, durante esse estágio o sangue no embrião
não circula até o fim da terceira semana. Portanto, o
embrião nesse estágio é como um coágulo de sangue.
O versículo afirma que o próximo estágio
é o de mudghah ou “substância mastigada.” Também é uma descrição
surpreendentemente precisa do próximo estágio embriônico. Nesse estágio, o
embrião desenvolve somitas em suas costas e eles “de alguma forma se assemelham
a marcas de dentes em uma substância mastigada.”
O tipo de informação descrita acima foi
somente “descoberta” e vista pelos humanos depois do desenvolvimento de
poderosos microscópios. Ibrahim menciona que Hamm e Leeuwenhoek foram os
primeiros a observarem as células do esperma humano, em 1677, devido a um
microscópio aperfeiçoado.
Isso aconteceu uns 1.000 anos depois da época do Profeta
Muhammad, que Deus o exalte.
De fato, os detalhes e a análise dos
versículos corânicos relacionados à embriologia são tão notáveis que Keith
Moore, Professor Emérito de Anatomia e Biologia Celular da Universidade de
Toronto, os incluiu em uma edição especial de seu livro The Developing
Human: Clinically Oriented Embryology (O Humano em Desenvolvimento:
Embriologia Clinicamente Orientada, em tradução livre). Esse é um
trabalho interessante que é composto do livro completo de Moore com inserções
descrevendo alguns dos mesmos tópicos do ponto de vista do Alcorão e dos ditos
do Profeta. Após discutir tópicos avançados em
embriologia – muitos dos quais são resultado de pesquisa nas décadas passadas –
páginas foram inseridas descrevendo o que o Alcorão afirmou em relação aos
mesmos assuntos. Já imaginaram pegar o melhor livro
médico de apenas 200 anos atrás e fazer algo dessa natureza? Seria absurdo e
ridículo já que o material do antigo livro seria completamente irrelevante.
Entretanto, eles puderam fazer isso com o Alcorão, um livro
que nem reivindica ser um livro médico. Claro, ele faz uma reivindicação mais forte: reivindica ser de Deus.
Ao comentar sobre a consistência
milagrosa entre as afirmações no Alcorão e o desenvolvimento histórico da
embriologia, o Dr. Moore afirmou em 1981: “Foi um grande prazer ajudar a
esclarecer afirmações no Alcorão sobre o desenvolvimento humano. Está claro
para mim que essas afirmações devem ter chegado a Muhammad vindas de Deus,
porque quase todo esse conhecimento não havia sido descoberto até muitos
séculos depois. Isso me prova que Muhammad deve ter sido um mensageiro de
Deus.”
De fato, o Alcorão aborda muitas ciências
além da embriologia, como astronomia, física, geografia, geologia,
oceanografia, biologia, botânica, zoologia, medicina e fisiologia. Assim,
vários outros cientistas de ramos diversos chegaram a conclusões semelhantes em
relação ao Alcorão.
Como esse homem iletrado de quatorze
séculos atrás, o Profeta Muhammad, poderia produzir um livro dessa natureza
contendo tantos fatos e detalhes científicos com perfeita precisão? Seria o
caso de tudo ser uma coincidência e o Profeta ser um impostor? Pelo menos em
minha opinião, as respostas a perguntas como essa estão muito claras. De
fato, a reivindicação de que o Alcorão não é uma revelação de Deus se tornou
mais e mais difícil de se manter quando se aprende mais sobre o Alcorão.
Incidentalmente, existem outros
aspectos milagrosos do Alcorão relacionados à história.. Por exemplo, ao
contrário da Bíblia, o Alcorão se refere ao governante do tempo de José como um
“rei” e nunca se refere a ele como Faraó, embora aquele termo seja usado na
Bíblia na história de José, e o Alcorão use o termo na história de Moisés. Parece,
a partir do melhor que se pode determinar hoje, que José viveu entre os reis
semitas Hicsos, do Egito, e que esse governante não era de fato um Faraó. O
Alcorão deixa claro que o corpo do Faraó do Êxodo seria recuperado e
preservado.
É considerado que todos os Faraós daquela época foram de fato
preservados como múmias, algo que o Profeta não poderia saber naquela época. Isso
levou dois pesquisadores a afirmar:
Se o Alcorão Sagrado fosse derivado da Bíblia [como algumas pessoas
falsamente alegam, então] os muitos erros bíblicos teriam sido passados para
ele. Por que, por exemplo, o Alcorão Sagrado descreve os israelitas como uma
pequena nação quando a Bíblia alega que eles eram de 2 a 3 milhões, um número enormemente inflado que nenhum erudito aceitaria?... Por que o Alcorão
Sagrado não concorda com a crença bíblica até lógica de que o Faraó foi
engolido pelo mar, para ao contrário declarar que o “corpo” do Faraó seria
resgatado? E por que o Alcorão Sagrado diria isso sobre o Faraó em particular
e não sobre outras pessoas que também foram destruídas por Deus?...
Finalmente, os eruditos muçulmanos
mencionaram que o milagre particular dado a cada profeta foi relacionado a
questões que mais fascinavam os seus povos. Assim, por exemplo, durante o
tempo de Moisés, a magia era muito popular, e um dos seus sinais estava
diretamente relacionado à realização dos fracos truques dos humanos. Durante o
tempo de Jesus, a medicina era um assunto popular e alguns dos sinais de Jesus
incluíram curar o doente, ressuscitar o morto e assim por diante. Os árabes na
época eram muito orgulhosos de suas habilidades literárias e o Alcorão é uma
obra-prima que não puderam igualar. Entretanto, o Profeta Muhammad não foi
enviado apenas para os árabes ou apenas para as pessoas de seu século. Em
nossa época a ciência praticamente se tornou um “deus” para substituir o Deus
tradicional da tradição judaico-cristã. O milagre do Profeta Muhammad é
completamente relevante para o ramo da ciência que cativa tantas pessoas hoje,
indicando mais uma vez que o Profeta Muhammad foi verdadeiramente um profeta
para toda a humanidade até o Dia do Juízo.
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O Milagroso Alcorão (parte 11 de 11): Um Desafio para a Humanidade
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Descrição:
O milagre lingüístico do Alcorão, o desafio do Alcorão e a decisão final.
Por Jamaal al-Din Zarabozo (IslamReligion.com)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 18 Mar 2009
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Categoria: Artigos
> O Alcorão Sagrado
> A Autenticidade e Preservação do Alcorão Sagrado
Categoria: Artigos
> Evidência de que o Islã é a Verdade
> A Autenticidade e Preservação do Alcorão Sagrado
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O Milagre Lingüístico do Alcorão
Existe um outro aspecto importante que
os eruditos muçulmanos têm tradicionalmente considerado o maior aspecto
milagroso do Alcorão, que é seu milagre lingüístico. Infelizmente, entretanto,
antes de me tornar um muçulmano (e mesmo depois), eu não tinha meios de
apreciar esse tópico. Eu só podia ler o que alguns eruditos haviam escrito
sobre o idioma e beleza do Alcorão. Por exemplo, John Naish escreveu:
O Alcorão em sua vestimenta árabe original tem uma beleza e charmes
sedutores próprios. Expresso em um estilo conciso e exaltado, suas frases
breves e fecundas, com freqüência rimadas, apresentam uma força expressiva e
energia explosiva que é extremamente difícil de transmitir em tradução literal
palavra por palavra.
Da mesma forma, Arberry tinha saudades
dos dias em que ouvia o Alcorão ser recitado durante o Ramadã, no Egito. Eu
de fato não tive acesso à audição do Alcorão sendo recitado e, portanto, não
sabia que experiência emocionante era essa. Além disso, sem conhecimento da
língua árabe, a impressão das traduções em inglês não podiam ser como a do
original em árabe. Entretanto, devo discutir esse milagre aqui, embora de
forma breve, porque é de fato um dos aspectos mais surpreendentes do Alcorão.
Tradicionalmente os eruditos muçulmanos
têm considerado o milagre lingüístico do Alcorão como talvez o aspecto
milagroso mais importante do Alcorão – e é definitivamente aquele que teve mais
influência na época do Profeta Muhammad, que Deus o exalte. Os árabes eram
muito orgulhosos de sua língua. A própria palavra que usavam para estrangeiro,
ajami, basicamente significava alguém que é bárbaro na forma de falar e
que carece de clareza em seu discurso.
Entretanto, mesmo eles não estiveram à altura do Alcorão. Antes
do Alcorão, costumavam haver feiras e competições para ver quais deles podia
produzir o mais belo trabalho em árabe. Entretanto, de acordo com Draz:
Mas quando o Alcorão foi revelado todas essas feira terminaram, e os
encontros literários acabaram. De agora em diante, o Alcorão era o único
trabalho a chamar a atenção das pessoas. Nenhum deles pode desafiar ou
competir com ele, ou até mesmo sugerir que uma única palavra foi mudada,
movida, adicionada ou omitida de uma frase. Ainda assim o Alcorão não fechou a
porta para a competição. De fato, ele a deixou bem aberta, conclamando-os,
individualmente ou coletivamente, a enfrentar seu desafio e produzir algo
semelhante a ele. Ele repetiu o desafio em formas diferentes, repreendendo
severamente sua inabilidade em enfrentá-lo, e reduzindo a tarefa de tempos em
tempos.
Os eruditos árabes identificaram muitos
aspectos lingüísticos que distinguem o Alcorão de todos os outros trabalhos e o
identifica como um milagre. Aqui, apenas uns poucos serão mencionados
brevemente:
(1) Cada palavra que é usada em
seu lugar preciso e não pode ser movida ou trocada por um sinônimo próximo sem
sua beleza ou significado serem perdidos.
(2) O Alcorão tem uma estrutura
de frases e ritmo únicos que se destaca da prosa e da poesia, algumas vezes
lembrando uma mais do que a outra, mas nunca sendo completamente uma ou outra.
(3) As frases usam um número
pequeno de palavras sem perderem qualquer significado necessário. Em outras
palavras, elas são concisas, o que aumenta sua beleza, enquanto ao mesmo tempo
transmitem tudo que é necessário ser transmitido.
(4) Existe um equilíbrio perfeito
e também uma consistência em estilo entre passagens emocionais e intelectuais
do Alcorão. Draz mencionou que essa beleza só pode ser verdadeiramente
encontrada no Alcorão:
Duas forças estão sempre ativas dentro de um ser humano: a
intelectual e a emocional. Elas têm papéis e direções diferentes. A primeira
tem como objetivo saber a verdade e identificar o que é bom e benéfico a ser
adotado. A outra registra seus sentimentos de dor e prazer. Um estilo
perfeito é aquele que satisfaz ambas as necessidades ao mesmo tempo, dando a
satisfação intelectual e o prazer emocional...Encontramos essa perfeição no
estilo humano? Vimos os escritos de cientistas e filósofos, e trabalhos de
poetas e de fina prosa [e ainda assim eles não podem alcançar esse objetivo]...
O Desafio do Próprio Alcorão
Os eruditos mencionaram muitos outros
aspectos milagrosos do Alcorão, como sua consistência perfeita e ser livre de
contradição mesmo tendo sido revelado em um período de vinte e três anos, o efeito que
o Alcorão tem sobre os indivíduos que o ouvem
e assim por diante. Entretanto, o que discutimos aqui é definitivamente
suficiente para os nossos propósitos, uma vez que eu cobri as questões que mais
me influenciaram no meu caminho para o Islã. Além disso, eu acredito que o que
já foi discutido é suficiente para demonstrar que o Alcorão é, de fato,
milagroso.
De acordo com os muçulmanos, o Alcorão
é o discurso e palavra de Deus. Portanto, não é surpresa que seja inimitável.
Entretanto, Deus desejou deixar isso muito claro para a humanidade, não lhe
deixando espaço para argumentação, dúvidas ou desculpas. No Alcorão, Deus
desafia a humanidade a produzir qualquer coisa semelhante ao Alcorão. De fato,
o desafio de Deus vai mais além: existe um desafio de produzir ao menos um
capítulo como os capítulos do Alcorão.
Esse desafio continua válido para a
humanidade hoje. Qualquer um é livre para tentar refutar o Alcorão produzindo
algo semelhante à uma porção do Alcorão. Na realidade, Deus deixa claro que
toda a humanidade nunca será capaz de produzir qualquer coisa comparável ao
Alcorão - qualquer profecia surpreendente do Alcorão.
O desafio de Deus acontece em cinco
lugares diferentes no Alcorão. Aqui estão os versículos relevantes na ordem em
que foram revelados por Deus:
“E se tendes dúvidas a respeito do que
revelamos ao Nosso servo (Muhammad), componde uma surata semelhante à dele (o
Alcorão), e apresentai as vossas testemunhas, independentemente de Deus, se
estiverdes certos. Porém, se não o dizerdes - e certamente não podereis
fazê-lo - temei, então, o fogo infernal cujo combustível serão os idólatras e
os ídolos; fogo que está preparado para os incrédulos.” (Alcorão 2:23-24,
ênfase adicionada)
“Dizem: Ele o forjou! Dize: ‘Componde, pois,
uma surata semelhante às dele; e podeis recorrer, para isso, a quem quiserdes,
em vez de Deus, se estiverdes certos.’” (Alcorão 10:38)
“Ou dizem: ‘Ele o forjou!’ Dize: ‘Pois bem,
apresentais dez suratas forjadas, semelhantes às dele, e pedi (auxílio), para
tanto, a quem possais, em vez de Deus, se estiverdes certos.’” (Alcorão 11:13)
“Dize-lhes: Mesmo que os humanos e os gênios
se tivessem reunido para produzir coisa similar a este Alcorão, jamais teriam
feito algo semelhante, ainda que se ajudassem mutuamente. ’” (Alcorão 17:88)
“Dirão ainda: ‘Porventura, ele o tem forjado
(o Alcorão)?’ Qual! Não crêem! Que apresentem, pois,
uma mensagem semelhante, se estiverem certos.” (Alcorão 52:33-34)
Em resumo, se alguém tiver alguma
dúvida sobre o Alcorão, que se levante para esse desafio.
Uma Declaração Muito Importante do Profeta e
Minha Decisão
Não foi uma reflexão tardia que
declarou esse Alcorão milagroso. Não foram os eruditos depois do tempo do
Profeta, que Deus o exalte, que olharam para ele e declararam que era um
milagre. Não, de fato, esse Livro se destinava a ser o milagre do Profeta
Muhammad e seu maior sinal. Os descrentes no tempo do Profeta estavam buscando
algum tipo de milagre – talvez mais tangível ou que exigisse menos esforço
mental – mas Deus deixou claro que esse Alcorão seria suficiente como um sinal
testemunhando a veracidade do Profeta. Deus diz:
“E dizem: ‘Por que não lhe foram revelados
uns sinais do seu Senhor?’ Responde-lhes: ‘Os sinais só estão com Deus, quanto
a mim, sou somente um elucidativo admoestador’. Não lhes basta, acaso, que te
tenhamos revelado o Livro, que lhes é recitado? Em verdade, nisto há mercês e
mensagem para os crentes.” (Alcorão 29:50-51)
De fato, esse Livro deve ser suficiente
para qualquer indivíduo sincero em busca da verdade. Não existe necessidade
para quaisquer outros sinais ou milagres depois desse Livro. Essa é a essência
do que Deus disse nessa passagem e é o que meu coração e mente concluíram
quando estudei o Alcorão apesar de todos os escritores que alegavam que ele não
era uma revelação de Deus.
O Profeta também fez uma declaração
muito importante com relação a esse sinal e milagre que Deus deu a ele. Uma
vez que ele era o último profeta, a natureza de seu sinal e milagre tinha que
ser diferente de todos os que o precederam. Tinha que ser um milagre que
pudesse ter um efeito duradouro até o Dia do Juízo. De fato, é. Além disso, é
um tipo muito diferente de milagre. É um sobre o qual os humanos podem
refletir e estarem completamente convencidos de sua verdade. Assim, o Profeta
disse: “Não houve nenhum profeta que não recebeu milagres de Deus para que as
pessoas acreditassem nele. Eu recebi (como meu milagre) a revelação que Deus
revelou para mim. Eu espero, portanto, que terei o maior número de seguidores
no Dia do Juízo.” (Registrado por Al-Bukhari.) Dada a natureza do
sinal que o Profeta recebeu, não existe desculpa para as pessoas de outras
épocas não seguirem o Profeta. Portanto, se Deus quiser, ele terá o maior
número de seguidores no Dia do Juízo.
O Alcorão exigiu uma decisão de minha
parte – como na verdade exige uma decisão da parte de todo mundo. Os sinais
apontando sua natureza milagrosa e que devia ser uma revelação verdadeira de
Deus foram simplesmente esmagadores para mim. Nenhuma das teorias se opondo ao
Alcorão ou negando a sinceridade do Profeta foram fortes ou lógicas o
suficiente para me convencer do contrário. Por essa razão, eu, através do
Alcorão, abracei o Islã, e todos os louvores e agradecimentos são devidos a
Deus.
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