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Paz e Segurança (parte 1 de 3): Paz com Deus
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Descrição:
Como o Islã cria um senso de paz com o Criador e consigo mesmo.
Por Jamaal al-Din Zarabozo (© 2011 IslamReligion.com)
Publicado em 26 Sep 2011 - Última modificação em 01 Apr 2012
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Categoria: Artigos
> Os Benefícios do Islã
> Benefícios para a Sociedade
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Talvez a melhor maneira de começar uma
discussão da relação entre Islã, paz e segurança seja lidar com uma afirmação
que é ouvida com frequência esses dias: “Islã significa paz.” Se quem faz essa
afirmação quer dizer que o significado real da palavra “Islã” é “paz”, então
está definitivamente equivocado. É verdade que a palavra Islã e a palavra
árabe para paz (salaam) vêm da mesma raiz. Isso demonstra que vai haver
uma relação entre as duas. É vitalmente importante entender o que é essa
relação e como ela ocorre.
A palavra “Islã” é o substantivo verbal
do verbo aslama. Esse verbo é definido como “ele se resignou ou
submeteu”. Quando usado em relação a Deus, significa “ele se tornou submisso a
Deus.” Dessa forma, o Islã refere-se a um indivíduo
que reconhece quem é seu Senhor e reconhece que sua atitude em relação ao seu
Senhor e Criador deve ser de submissão e adoração.
Essa compreensão do que a palavra Islã
significa é vital para o entendimento da relação entre Islã e paz. Islã, a
submissão a Deus, é o que leva à paz verdadeira. A paz verdadeira – interna e
externamente - só pode ser o resultado da implementação correta do Islã. Claro,
o que se quer dizer não é simplesmente paz como em “ausência de um estado de
guerra.” Paz significa muito mais que isso. Pode-se estar livre de guerra e
ainda assim sofrer de ansiedade ou desespero e falta de paz. Aqui estamos
referindo a um senso completo de paz. O Islã traz tranquilidade e paz de
espírito completas que são resultado de perceber que se crê e age de acordo com
a orientação do Criador. Essa paz interior pode então se propagar para a
família, a comunidade, a sociedade e o mundo como um todo. É uma forma especial de tranquilidade que só
pode ser produzida pela crença adequada em Deus. Assim, Deus diz:
“Já vos chegou de Deus uma Luz e um Livro
lúcido através do qual Deus conduzirá aos caminhos da salvação aqueles que
procurarem a Sua complacência e, por Sua vontade, tirá-los-á das trevas e os
levará para a luz, encaminhando-os para a senda reta” (Alcorão 5:15-16)
De fato, Deus está chamando os humanos
para a morada de paz eterna:
“Deus convoca à morada da paz e encaminha à
senda reta quem Lhe apraz” (Alcorão 10:25)
Para aqueles
que seguem esse caminho, sua recompensa suprema será a morada de paz:
“Obterão a morada de paz junto ao seu Senhor,
porque ele será o seu protetor por tudo quanto fizerem” (Alcorão 6:127)
Em resumo, não é correto dizer “Islã
quer dizer paz”, mas certamente a paz verdadeira vem somente através do Islã.
Como o Islã Traz Paz
Paz verdadeira e completa só pode ser
obtida quando os próprios indivíduos alcançam paz interior. Isso resulta
somente do Islã ou da verdadeira submissão a Deus. É o único modo de vida
consistente com a natureza dos seres humanos. De fato, é o que pode ser
chamado de “vida verdadeira.” Assim, Deus diz:
“Ó vós que credes! Atendei a Deus e ao
Mensageiro, quando ele vos convocar à salvação.” (Alcorão 8:24)
Conhecer Deus é o que traz verdadeiro
contentamento à alma. Se o indivíduo não conhece seu Criador, sua alma estará
sempre ansiando por algo que falta em sua vida. Estará sempre agitado e
confuso. Se e quando busca outras coisas além de Deus – mesmo coisas que ele
acredita que sejam seu “deus” – terminará em desespero quando perceber que
todas as coisas que busca não são o Ser que seu coração anseia.
Ibn Taimiyyah escreveu:
Você deve saber que a necessidade humana por Deus – adorá-Lo e
não associá-Lo com qualquer parceiro – é uma necessidade com a qual não se pode
fazer analogia. Em algumas questões parece a necessidade do corpo por alimento
e bebida. Entretanto, existem muitas diferenças entre as duas.
A realidade de um ser humano está em seu coração e alma. Não podem
ser prósperos exceto através de sua relação com Deus, sem existir outro deus. Não
existe [por exemplo] tranquilidade nesse mundo, a não ser em Sua recordação. Verdadeiramente
o homem caminha na direção de seu Senhor e O encontrará. Deve definitivamente
encontrá-Lo. Não existe bondade verdadeira para ele exceto encontrá-Lo. Se o humano experimenta qualquer prazer ou
felicidade fora de Deus, aquela alegria e felicidade não durarão. Mudará de
uma natureza para outra ou de uma pessoa para outra. A pessoa a desfrutará uma
vez ou somente parte do tempo. De fato, às vezes a coisa que desfruta e da
qual obtém prazer não lhe traz prazer ou satisfação. Às vezes até o prejudica
quando chega até ele. E é ainda mais prejudicado por isso. Mas seu Deus está
sempre definitivamente com ele sob quaisquer circunstâncias e todos os
momentos. Onde quer que esteja, Deus está com ele [através de Seu conhecimento
e ajuda]...
Se alguém adora qualquer outra coisa além de Deus - mesmo que a ame
e obtenha algum amor nesse mundo e alguma forma de prazer a partir disso – [a
falsa adoração] destruirá a pessoa de uma forma maior que o dano causado a uma
pessoa que consome veneno...
Saiba que se alguém ama algo por outro motivo que não seja Deus,
então aquela coisa amada definitivamente será uma causa de prejuízo e
punição... Se alguém ama algo por outro motivo que não seja Deus, aquela coisa
o prejudicará esteja com ele ou não....
Toda a fortuna e os bens desse mundo
não serão capazes de trazer ao humano contentamento interior verdadeiro. Abu
Hurairah narrou que o Profeta, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam
sobre ele, afirmou:
“A verdadeira riqueza não é através
de muitas propriedades e bens. A verdadeira riqueza está na autossatisfação.”
Outro hadith afirma:
“A verdadeira riqueza é a riqueza
do coração. Pobreza verdadeira é a pobreza do coração.”
Uma vez que um indivíduo esteja em paz
consigo mesmo e livre de agitações interiores, ele pode entrar em relações
verdadeiramente pacíficas com outros. Não terá razão para sentir ressentimento
em relação ao resto do mundo – aqueles a quem ele pode culpar por sua falta de
paz interior. De fato, uma vez que o objetivo dele é a Vida Futura, não tem
motivos até para sentir inveja ou ódio em relação aos outros por conta do que
receberam nesse mundo – enquanto que a inveja e o ódio atingem a raiz das
relações pacíficas com outros.
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Paz e Segurança (parte 2 de 3): Sociedade
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Descrição:
Como o Islã cria um senso de paz dentro da sociedade e o papel das leis na manutenção da segurança.
Por Jamaal al-Din Zarabozo (© 2011 IslamReligion.com)
Publicado em 26 Sep 2011 - Última modificação em 30 Oct 2011
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Categoria: Artigos
> Os Benefícios do Islã
> Benefícios para a Sociedade
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Sua liberdade de agitação interior deve
definitivamente, por tanto, afetar como ele interage com aqueles ao seu redor.
Isso começa com os mais próximos a ele em sua família e se estende aos seus
vizinhos e outros na comunidade, abrangendo, por fim, a humanidade como um
todo. Assim, o Islã estabelece uma estrutura social inteira na qual as pessoas
interagem com outras baseadas em relacionamentos, direitos e obrigações, de
maneira a proporcionar uma coexistência pacífica. As crianças reconhecem os
direitos de seus pais sobre elas, enquanto os pais reconhecem seus papéis em
relação a seus filhos. Maridos e esposas se unem não como competidores, mas
como parceiros que cooperam para produzir um lar repleto de paz e amor. De
fato, Deus aponta para essa relação que criou como um grande sinal:
“Entre os Seus sinais está o de
haver-vos criado companheiras da vossa mesma espécie, para que com elas
convivais; e colocou amor e piedade entre vós. Por certo que nisto há sinais
para os sensatos.” (Alcorão
30:21)
Dessa forma Deus estabeleceu leis
estritas que protegem a santidade do lar, como as leis referentes ao adultério,
fornicação e calúnia. A razão é que o lar é verdadeiramente a fundação para a
sociedade como um todo. Se não houver paz no lar, não se pode esperar que as
pessoas saiam de suas casas em um estado inquieto e sejam membros pacíficos e
cumpridores de deveres na sociedade.
Uma vez que a orientação do Islã cobre
não apenas o que é tradicionalmente conhecido como “lei”, mas também conduta e
comportamento éticos, o Islã fornece orientação detalhada para a maneira na qual
os membros de uma sociedade devem interagir uns com os outros. Existe grande
ênfase no respeito mútuo, com cada membro da sociedade percebendo que é parte
de uma unidade maior que implica em direitos e obrigações. Esse sentimento
mútuo produz uma sociedade que é cheia de paz, na qual cada indivíduo cuida do
bem-estar e necessidades dos outros membros da sociedade.
Assim, quando o Islã é implementado, o
indivíduo encontra paz ao seu redor, em si mesmo e em toda a sociedade. De
fato, até a paz mundial só pode realmente vir quando houver justiça. Em anos
recentes mais e mais pessoas têm percebido esse fato e enfatizado: “Não existe
paz sem justiça.” (Justiça muitas vezes é um lema usado quando se vai à guerra,
mas geralmente não é nada além disso, um lema). Mas não pode haver justiça ou
verdadeiras até que as pessoas se elevam acima dos interesses nacionais,
étnicos, econômicos ou políticos. Não pode haver justiça ou paz verdadeira
enquanto as pessoas continuarem a acreditar que podem ir à guerra contra outras
simplesmente por conta de seus próprios interesses econômicos, como, por
exemplo, para explorar recursos naturais que estão na terra de outros. Justiça
verdadeira só pode ocorrer quando as pessoas se dedicarem a Deus, aplicando Sua
orientação ao mesmo tempo em que removem seus egos e desejos de suas decisões.
Na Vida Futura, claro, será apenas
através da crença em Deus e na observância de Sua orientação que se alcançará
paz eterna. Deus deixa muito claro que é para isso que Ele de fato conclama os
humanos:
“Deus convoca à morada da paz e encaminha à
senda reta quem Lhe apraz”. (Alcorão 10:25)
Antes de deixar essa questão sobre paz
existe um assunto muito importante, mas talvez sua discussão completa esteja
além do escopo desse artigo: pode alguém ter paz interior verdadeira quando a
vida que está levando nessa vida não lhe dá qualquer pista de como se sairá na
Vida Futura, ou se existir uma desconexão completa entre as duas ou, ainda, se
parecer existir alguma contradição entre as duas? Por exemplo, capitalismo,
socialismo e democracia prometem fornecer algo nesse mundo e, ainda assim, na
realidade, não podem prover nada ao indivíduo com relação à Vida Futura. Assim,
deixam um vácuo na vida do indivíduo que o impedirá de encontrar paz interior verdadeira.
O resultado é que o indivíduo pode tentar dicotomizar sua vida: ser secular com
relação a esse mundo e ter alguma forma de crença espiritual em relação à Vida
Futura. Mas como ele pode saber se suas buscas seculares são compatíveis com o
que seus ensinamentos espirituais lhe dizem que acontecerá na Vida Futura? Ele
tem que se tornar esquizofrênico? Pior ainda, e se os ensinamentos espirituais
nos quais acredita apontam para o fato de que sua vida mundana está errada,
como quando seus ensinamentos espirituais lhes dizem que a carne e esse mundo
são maléficos e assim por diante. Como indivíduos dessa natureza podem algum
dia encontrar paz verdadeira em si mesmos?
Como o Islã Traz Segurança
A segurança pode ser considerada um
corolário à questão da paz. Os fatores que trazem paz contribuem para o
estabelecimento de segurança.
Entretanto, provavelmente a primeira
coisa que vem à mente das pessoas quando pensam em segurança tem a ver com
leis. Leis são definitivamente importantes para segurança, uma vez que
determinam parâmetros de comportamento aceitável. Na verdade o Islã é uma
religião que não apenas fornece princípios gerais para a vida, mas também
fornece leis detalhadas. Essas leis ajudam a trazer paz e segurança. Paz e
segurança sem dúvida serão os objetivos de qualquer sociedade. Entretanto,
Deus é o único que tem o conhecimento dessa criação para ser capaz de
determinar leis que tragam paz e segurança. Quanto aos humanos, estão sempre conjecturando.
Pode-se apontar o exemplo da pena de morte (pena capital). A pena de morte é,
com certeza, um dos maiores impedimentos para os principais crimes. Entretanto
a União Européia a baniu completamente. Nos Estados Unidos as massas continuam
mudando de opinião, nunca muito certa se é ou não uma coisa boa. Na realidade,
nunca serão capazes de ter certeza. Isso porque jamais serão capazes de
colocar humanos em uma experiência de laboratório e determinar se a pena de
morte é mais positiva do que negativa. Assim, continuarão sempre conjecturando.
Até a União Européia que é completamente contra, é de fato completamente contra
com base em nada além de conjecturas. Por outro lado, um dos principais
objetivos da lei islâmica é a preservação e continuação da vida. Como parte desse objetivo, a lei de talião e a pena de morte são parte da lei islâmica. Essas
leis não têm como finalidade simplesmente punir. Essas leis
têm a finalidade de proteger a vida, como Deus diz:
“Tendes, no talião, a segurança da vida, ó
sensatos, para que vos refreeis.” (Alcorão 2:179)
Essa afirmação vem do único que pode
fazer essa declaração e que sozinho conhece a realidade. Assim, ao se afastar
da orientação de Deus, os humanos estarão sempre tateando e não parece
provável, portanto, que serão capazes de recomendar um sistema social completo
por conta própria que possa verdadeiramente produzir paz e segurança. Por
isso, o Islã, a religião do Criador, é o único modo de vida que pode assegurar
segurança.
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Paz e Segurança (parte 3 de 3): Consciência de Deus
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Descrição:
O papel da crença em Deus e de estar constantemente consciente Dele em relação à paz e segurança na sociedade.
Por Jamaal al-Din Zarabozo (© 2011 IslamReligion.com)
Publicado em 03 Oct 2011 - Última modificação em 03 Oct 2011
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Categoria: Artigos
> Os Benefícios do Islã
> Benefícios para a Sociedade
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Na realidade, entretanto, somente leis
não podem trazer paz e segurança. Isso leva a outro fator muito importante que
distancia o Islã de todas as tentativas humanas sobre paz e segurança. O
primeiro e mais importante fator que contribui para a segurança tem a ver não
com leis, mas com o que está nos corações das pessoas. O objetivo final da lei
islâmica é estabelecer, fortalecer e apoiar a fé em indivíduos e na comunidade
como um todo. Como discutido acima, essa fé traz paz no coração que
imediatamente inibe sentimentos violentos em relação aos outros. Além disso,
parte dessa fé é a implantação de taqwa (consciência de Deus) nos
corações dos indivíduos. Como notado acima, essa fé e taqwa lhe trazem
paz, mas também restringe suas ações. Ele deve se comportar somente dentro de
um conjunto de princípios gerais e um dos objetivos desses princípios é o
estabelecimento de paz e segurança. Se estiver descontente, por exemplo,
entende que não tem o direito de ir para seu trabalho e começar a gritar com
todos ao redor, como aconteceu em mais de uma ocasião nos Estados Unidos em
anos recentes. Então, existem limites ao seu comportamento que garantem segurança
e paz.
Existe um ponto muito importante que
realça toda a perspectiva de uma pessoa sobre a vida que, novamente, resulta em
segurança e paz. Essa fé e taqwa fornecem um propósito para a vida e
uma compreensão de ser uma criatura nobre com um objetivo na vida. Essa vida
não é sem sentido. Não é resultado de alguma combinação aleatória de matéria.
Da mesma forma, humanos não são simplesmente descendentes de outros animais. Essa
compreensão em si tem um efeito profundo sobre as ações do indivíduo. Esse
autor teve experiência pessoal trabalhando em prisões nos Estados Unidos. Ao
perguntar a vários presidiários por que cometeram seus crimes, a resposta foi
invariavelmente “Por que não?” A única questão para eles era se conseguiriam
levar um ato adiante sem serem pegos. Não havia nenhuma questão de
responsabilidade em relação ao Criador ou qualquer sentido de propósito nessa
vida. De fato, não se pode argumentar muito contra seu modo de pensar se
alguém for tolo o bastante para acreditar que sua existência não tem propósito
e é um mero acaso.
Não apenas existe um impedimento às
ações via fé e taqwa, mas é desenvolvido um desejo correspondente de fazer
o que é bom. Nesse ponto pode-se tomar o famoso exemplo da proibição de álcool
nos Estados Unidos decretada em 1919. Essa lei foi passada como resultado de
bebedeira generalizada e também o aumento nas taxas de crime e violência.
Mesmo que as pessoas pudessem ver a sabedoria da lei e
acreditassem na lei - e foi por isso que a lei foi passada - muitas delas não
tinham nada em seus corações que pudessem levá-las a obedecer a lei. Quando existe crença nas leis de Deus e taqwa, a situação é
muito diferente. Desenvolve-se um ódio no coração pelo
ato banido. O crente reconhece que o ato em si é
maléfico e, pior ainda, desagrada seu Senhor. Assim, o
crente se reprime da melhor maneira possível de cometer esses atos ilegais.
E, uma vez que o decreto das leis de Deus resulta em
segurança, o resultado final é alcançado.
O que contribui ainda para a
implementação das leis de Deus que garantem segurança é a ênfase que o Islã
coloca no espírito de comunidade. Em anos recentes nos Estados Unidos, como
reação à falta de paz e segurança, muitas comunidades desenvolveram o que é
conhecido como “sentinelas da vizinhança.” São vizinhos que cuidam uns dos
outros e mantêm as coisas sob vigilância. O objetivo não é simplesmente
identificar violações de paz e segurança, mas fazer as pessoas perceberem que
são parte de uma comunidade e que devem se preocupar com o que acontece com as
outras em sua vizinhança. Claro, o que desenvolveram não pode ser comparado ao
tipo de espírito de comunidade e irmandade que é desenvolvido dentro do Islã. A
realidade é que algumas pessoas são fracas e podem ser facilmente levadas pelos
desejos ou por outras pessoas más. Elas precisam de pessoas nas quais possam
se apoiar para mantê-las na Senda Reta e ajudá-las a superar suas fraquezas. Dessa
forma o espírito de irmandade no Islã é permeado pela obrigação de se cuidarem
mutuamente, se encorajarem mutuamente a fazer o bem e se prevenirem mutuamente
de fazer o mal. Assim, Deus diz:
“Os crentes e as crentes são protetores uns
dos outros; recomendam o bem, proíbem o ilícito...” (Alcorão 9:71)
O Profeta, que a misericórdia e bênçãos
de Deus estejam sobre ele, afirmou:
“O crente em relação a outro
crente é como um edifício, uma parte fortalecendo a outra.”
Essa relação entre os membros da sociedade,
como o espírito por trás dos programas de Sentinela da Vizinhança, promove a
paz e segurança para os indivíduos da sociedade.
O Islã cuida tanto dessa vida quanto da
Vida Futura. De fato, conecta as duas. Pode-se argumentar que é somente
através dessa relação íntima que a paz e segurança verdadeiras serão
alcançadas. A orientação deve vir de Deus - e só pode vir de Deus - para saber
quais são as crenças, leis e etapas que fornecerão paz e segurança. Através do
Islã o indivíduo pode encontrar paz interior. Isso pode lhe permitir estar em
paz com os outros. Ao mesmo tempo, ele tem as etapas e leis que precisa para
garantir paz e segurança para a sociedade como um todo.
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