|
|
|
|
|
|
Coesão Social no Islã (parte 1 de 3): Vínculos de Fé
|
Descrição:
Estabelecimento da base para coesão dentro da sociedade.
Por Jamaal al-Din Zarabozo (© 2011 IslamReligion.com)
Publicado em 25 Jul 2011 - Última modificação em 25 Jul 2011
Visualizado: 611 (média diária: 2) - Classificação: nenhum ainda - Classificado por: 0 Impresso: 27 - Enviado por email: 0 - Comentado em: 0
Categoria: Artigos
> Os Benefícios do Islã
> Benefícios para a Sociedade
|
|
As sociedades são compostas de
indivíduos diferentes que variam em raça, etnia e religião. Hoje existe muita
conversa sobre sociedades pluralistas e como a coesão social pode ser promovida
nessas sociedades. A abordagem do Islã nessa questão é única. No processo,
cria o vínculo mais forte possível.
Antes de entrar em uma descrição do
vínculo mais forte, é importante notar que o Islã ataca a principal raiz da
desunião social: racismo e preconceito. Podem-se aprovar quantas leis quiser,
mas enquanto a doença está enraizada no coração, nunca pode haver verdadeira
coesão social. Nada chama mais atenção para esse fato do que os debates em
andamento na Europa e EUA sobre imigração. O ódio aos “estrangeiros”, mesmo
aqueles que são membros plenos e cidadãos da sociedade, sempre impedirá a
verdadeira coesão social.
O Islã varreu essa doença com um versículo
que indica onde reside o verdadeiro valor de uma pessoa: Deus disse:
“Ó humanos! Nós vos criamos de um homem e de uma mulher, e vos fizemos como nações e tribos, de modo que vos conheçais uns aos outros. Sabei que o mais honrado, dentre vós, ante Deus, é o mais temente. Verdadeiramente, Deus é Onisciente,
Conhecedor.” (Alcorão 49:13)
Assim, raça e etnia não devem ter
qualquer efeito em relação à coesão social aos olhos de um muçulmano. Existe,
entretanto, uma diferença que o Islã leva em consideração: a diferença de fé e
religião. Por essa razão, essa discussão sobre coesão social focará na coesão
social no contexto de uma sociedade pluralista com respeito à religião.
O Vínculo de Fé
Se perguntássemos a muitos hoje qual o
vínculo mais forte que pode existir entre as pessoas, a maioria provavelmente
responderia algo como relação de sangue, origem étnica, nacionalidade e assim
por diante. Na verdade o Alcorão mostra que esses tipos de vínculos não são
tão fortes se as bases por trás dele são fracas. No Alcorão Deus dá os
exemplos de Caim e Abel, que eram irmãos e ainda assim um matou o outro e
também o exemplo dos irmãos de José, que o jogaram em um poço. Eram todos
parentes de sangue e, entretanto, colocaram esse mundo acima de sua relação com
outros. Isso ocorre hoje em todo o mundo. Os laços entre as pessoas são
subservientes aos seus desejos, objetivos e necessidades desse mundo. Muitos
indivíduos rápida e facilmente estão dispostos a abrir mão de seu próprio
sangue para seguir nesse mundo ou obter algo que queiram nesse mundo.
Tudo isso demonstra uma coisa: quando
os laços entre as pessoas são baseados em considerações mundanas, mesmo se
forem originalmente ligados pelo sangue, esses laços são deixados de lado
quando as considerações mundanas exigem. Sendo assim, não são os laços mais
fortes que podem ser construídos entre as pessoas. Os laços mais fortes que
podem ser alcançados entre pessoas são os laços do Islã e da verdadeira fé. Esses
são laços forjados entre pessoas que resultam unicamente de sua crença em Deus
e seu amor por Ele. Isso foi claramente destacado por Deus no Alcorão, quando
Deus declarou:
“E foi Quem conciliou os seus corações. E
ainda que tivesses despendido tudo quanto há na terra, não terias conseguido
conciliar os seus corações; porém, Deus o conseguiu, porque é Poderoso,
Prudentíssimo.” (Alcorão 8:63)
Deus também diz:
“E apegai-vos, todos, ao vínculo com Deus e
não vos dividais; recorda-vos das mercês de Deus para convosco, porquanto éreis
adversários mútuos e Ele conciliou os vossos corações e, mercê de Sua graça,
vos convertestes em verdadeiros irmãos; e quando estivestes à beira do abismo
infernal, (Deus) dele vos salvou. Assim, Deus vos elucida os Seus versículos,
para que vos ilumineis.” (Alcorão
3:103)
O Alcorão e a Sunnah mostram que o
vínculo de fé é o mais forte de todos os vínculos. Representa humanos de todo
o mundo que se reúnem para somente um propósito: estabelecer a adoração a Deus
somente. Para alcançar esse objetivo, os muçulmanos trabalham juntos e se ajudam
em compaixão, misericórdia e amor.
Existem na verdade vários textos do
Alcorão e hadith que demonstram sem qualquer dúvida que os muçulmanos pertencem
a uma fraternidade internacional e universal.
Em nome da brevidade, apenas uns poucos exemplos desses textos
serão apresentados aqui:
Deus diz:
“Os crentes e as crentes são auliyaa
(protetores) uns dos outros; recomendam o bem, proíbem o ilícito, praticam a
oração, pagam o zakat, e obedecem a Deus e ao Seu Mensageiro. Deus Se
compadecerá deles, porque Deus é Poderoso, Prudentíssimo.” (Alcorão 9:71)
Outro versículo diz:
“Os crentes são irmãos uns dos outros...” (Alcorão
49:10)
Deus também diz:
“Muhammad é o Mensageiro de Deus, e aqueles
que estão com ele são severos para com os descrentes, porém compassivos entre
si.” (Alcorão (48:29)
O Profeta, que a misericórdia e bênçãos
de Deus estejam sobre ele, afirmou:
“O crente em relação a outro
crente é como um edifício, uma parte fortalecendo a outra.” (Saheeh
Al-Bukhari, Saheeh Muslim)
Outro hadith afirma:
“A parábola dos crentes em relação
a seu amor, misericórdia e compaixão por outro é como o corpo: se um dos
membros está ferido, todo o restante do corpo sofre com insônia e febre.” (Saheeh
Muslim)
Mas essa grande irmandade do Islã não é
algo simplesmente teórico. É, de fato, bem definida e apoiada por orientação
prática. Tem certos componentes básicos e direitos e obrigações específicos
determinados no Alcorão e na Sunnah. Esses direitos e obrigações são devidos a
todo muçulmano, de qualquer época e lugar.
É uma grande bênção que no Islã se encontre
ensinamentos detalhados que resultam nos objetivos desejados enquanto que, ao
mesmo tempo, são extremamente práticos e consistentes com a natureza humana. A
falta desses ensinamentos é um dos grandes dilemas enfrentados pelo
Cristianismo. Com relação à coesão social, os grandes ensinamentos encontrados
no Novo Testamento são conhecidos como os “ditos duros” de Jesus. São os
seguintes: “Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.Eu,
porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face
direita, oferece-lhe também a outra; E, ao que quiser pleitear contigo, e
tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; E, se qualquer te obrigar a
caminhar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pedir, e não te desvies
daquele que quiser que lhe emprestes. Ouvistes que foi dito: Amarás o teu
próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos,
bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que
vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos
céus; Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre
justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não
fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos
irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? Sede vós pois
perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.” (Mateus 5:38-48). (Note
que os muçulmanos estão bem cientes do fato de que as palavras de Jesus não
foram preservadas de forma adequada e, consequentemente, ninguém pode
argumentar que verdadeiramente essas foram suas palavras). Os próprios sábios
cristãos estão perplexos. Como ensinamentos tão obviamente impossíveis ou
impraticáveis podem ser aplicados? Apenas um exemplo de uma discussão dessas
palavras será suficiente para mostrar o quão desconcertantes elas são: “[Para
interpretar essas palavras o modelo apresentado por Joaquim Jeremias é simples,
representativo e de influência contínua. De acordo com esse modelo, o sermão
geralmente é visto em uma das três maneiras: (1) como um código perfeccionista,
totalmente de acordo com o legalismo do Judaísmo rabínico; (2) como um ideal
impossível, para levar o crente primeiro ao desespero e então a confiar na
misericórdia de Deus, ou (3) como uma “ética interina”, para uma expectativa de
um breve período de tempo de espera no fim dos tempos e que é agora obsoleto.
Jeremias acrescenta sua própria quarta tese: o sermão é uma descrição
indicativa da vida inicial no reino de Deus, que pressupõe como sua condição de
possibilidade a experiência de conversão. Esquematizações mais complexas ou
abrangentes foram oferecidas, mas a maioria dos intérpretes podem ser
entendidos em relação às opções apresentadas por Jeremias.” Lisa Sowle Cahill, Love
Your Enemies: Discipleship, Pacifism, and Just War Theory (Ame Seus
Inimigos: Discipulado, Pacifismo e Teoria da Guerra Justa, em tradução livre)
(Minneapolis, MN: Fortress Press, 1994), p. 27.
|
Coesão Social no Islã (parte 2 de 3): Fraternidade Islâmica
|
Descrição:
Os aspectos necessários de fraternidade e os vários meios práticos estabelecidos pelo Islã para alcançar essa fraternidade em sociedade.
Por Jamaal al-Din Zarabozo (© 2011 IslamReligion.com)
Publicado em 25 Jul 2011 - Última modificação em 25 Jul 2011
Visualizado: 599 (média diária: 2) - Classificação: nenhum ainda - Classificado por: 0 Impresso: 26 - Enviado por email: 0 - Comentado em: 0
Categoria: Artigos
> Os Benefícios do Islã
> Benefícios para a Sociedade
|
|
Um dos aspectos necessários dessa
fraternidade é amor. Ou seja, é uma obrigação de todos os muçulmanos amarem
seus irmãos muçulmanos. De fato, devem amá-los de uma forma semelhante à que
amam a si mesmos. Como o Profeta, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam
sobre ele, afirmou:
“Nenhum de vocês verdadeiramente
crê até que ame para o seu irmão o que ama para si mesmo.” (Saheeh
Al-Bukhari, Saheeh Muslim)
Um segundo aspecto necessário dessa
fraternidade é apoio, ajuda e assistência mútuos. Quando seu irmão está sendo
oprimido ou injustiçado, oferece ajuda e assistência com sua riqueza e alma, se
possível. Isso é descrito, por exemplo, nos versículos que se seguem:
“E o que vos impede de combater pela causa de
Deus e dos indefesos, homens, mulheres e crianças? que dizem: Ó Senhor nosso,
tira-nos desta cidade (Makka), cujos habitantes são opressores. Designa-nos, de
Tua parte, um protetor e um socorredor.” (Alcorão 4:75)
Um terceiro aspecto essencial dessa
fraternidade islâmica é misericórdia e ternura entre os crentes. Vai além do
simples amor, mas significa que cada irmão sente em seu coração o que seu irmão
está passando. O profeta descreveu os muçulmanos da seguinte forma:
“A semelhança dos crentes relação
a seu amor mútuo e afeição é como o corpo: se um dos membros está ferido, todo
o restante do corpo sofre com insônia e febre.” (Saheeh Muslim)
Um componente final necessário de nossa
fraternidade são atos comuns de cortesia. A verdadeira fraternidade tem que
ser colocada em prática e não pode ser simplesmente de boca para fora. Um
aspecto belo e surpreendente do Islã é que não trata de assuntos a nível
hipotético para que cada indivíduo tente entender como os objetivos podem ser
alcançados. Assim, por exemplo, o profeta detalhou atos específicos que se tem
o direito de esperar de um irmão e que também devem ser executados em relação a
um irmão. Sendo assim, entre esses atos obrigatórios comuns de cortesia estão
seis mencionados pelo profeta:
“Seis são os direitos de um
muçulmano sobre outro muçulmano... Quando encontrá-lo, ofereça saudações;
quando ele o convidar para jejuar, aceite; quando pedir seu conselho sincero, dê;
quando espirrar e disser ‘alhamdulillah’, diga ‘que Deus lhe mostre
misericórdia’; quando ficar doente, visite-o; e quando morrer, siga seu cortejo
fúnebre.” (Saheeh Muslim)
Além dessas seis práticas bem
conhecidas, a lei islâmica orienta os muçulmanos para muitas outras práticas
para ajudar a gerar amor e proximidade entre os crentes, que é o objetivo óbvio
da lei em si. Então, por exemplo, se um muçulmano ama outro muçulmano em nome
de Deus, deve informar o outro indivíduo desse sentimento. O profeta explicou
a razão para fazer isso quando disse:
“Se um de vocês ama seu irmão em
nome de Deus, ele deve ser informado porque isso tornará o vínculo mais
duradouro e o amor mais confirmado.”
O Profeta também disse:
“Por Aquele em Cujas mãos está
minha alma, vocês não entrarão no paraíso até que creiam. E não crerão até que
amem uns aos outros. Certamente, deixem-me informá-los do que estabelecerá tal
coisa: propagar a paz entre vocês.” (Saheeh Muslim)
Esse hadith pode significar a
propagação de saudações de paz ou fazer ações que tragam a paz e proximidade.
O profeta também destacou a importância
de presentear uns aos outros. Ele disse:
“Troquem presentes e se amarão
mutuamente.” (As-Suyooti)
O profeta também encorajou os
muçulmanos a se visitarem. Ele afirmou:
“Visitem-se ocasionalmente e o
amor [entre vocês] aumentará.” (al-Tabaraani)
Além desses atos positivos, quando se
evita atos proibidos os resultados também serão positivos para as relações
interpessoais. Em outras palavras, quando se evita calúnia, difamação,
mentiras, traição, espionar e assim por diante, só o bem resultará de se
esquivar dessas más práticas que o Islã claramente proibiu.
Pode-se concluir que a coesão social
entre muçulmanos é definitivamente um dos objetivos mais buscados no Islã. Além
disso, etapas práticas são estabelecidas para assegurar que esse objetivo será
alcançado.
|
Coesão Social no Islã (parte 3 de 3): Muçulmanos e Não-Muçulmanos
|
Descrição:
Os meios através dos quais a coesão pode ser alcançada em uma sociedade pluralista, na qual as diferenças de crença podem levar a conflito e hostilidade.
Por Jamaal al-Din Zarabozo (© 2011 IslamReligion.com)
Publicado em 01 Aug 2011 - Última modificação em 01 Aug 2011
Visualizado: 530 (média diária: 2) - Classificação: nenhum ainda - Classificado por: 0 Impresso: 31 - Enviado por email: 0 - Comentado em: 0
Categoria: Artigos
> Os Benefícios do Islã
> Benefícios para a Sociedade
|
Um Muçulmano vis-à-vis Não-Muçulmanos
Obviamente a sociedade não consistirá
somente de muçulmanos. Além disso, muçulmanos e não-muçulmanos seguem caminhos
muito diferentes. A vida de um muçulmano revolve inteiramente em torno da
crença adequada em Deus. A atitude de um muçulmano em relação ao outro é
determinada pela atitude do outro em relação a Deus. Um muçulmano não pode
sentir afinidade e amor completos em relação a alguém que voltou suas costas
para Deus, se recusa a se submeter a Deus ou ridiculariza a crença em Deus. Simplesmente não é natural haver amor completo entre essas duas pessoas.
Entretanto, mesmo com esse possível sentimento negativo no
coração, um muçulmano deve lidar com não-muçulmano com base em princípios
justos. Isso se aplica a todos os não-muçulmanos - muitos não-muçulmanos não
são antagonistas em relação aos muçulmanos enquanto que outros exibem escárnio
e ódio claro e inequívoco em relação aos muçulmanos.
Um dos princípios básicos de
comportamento em relação a não-muçulmanos não beligerantes é encontrado nos
seguintes versículos do Alcorão:
“Deus nada vos proíbe, quanto àqueles que não
nos combateram pela causa da religião e não vos expulsaram dos vossos lares,
nem que lideis com eles com gentileza e equidade, porque Deus aprecia os
equitativos.” (Alcorão 60:8)
Uma obrigação importante em relação aos
descrentes é tratamento adequado e justo. Isso é descrito por um sábio
muçulmano bem conhecido, Sheikh ibn Baaz, que disse:
“[o muçulmano] não pode cometer injustiça com outra pessoa em
relação à sua vida, bens ou honra. Se o não-muçulmano for um cidadão do estado
islâmico ou obteve outra proteção. Ele deve observar os direitos do outro. Não pode injustiçá-lo em relação a seus bens roubando-o, enganando-o
ou trapaceando-o. Não pode
feri-lo ou matá-lo. Sua
proteção do estado garante sua segurança em relação a essas coisas.”
Um muçulmano pode interagir com
não-muçulmanos comprando, vendendo ou alugando deles, por exemplo.
Mesmo a nível social pode haver interação, como se reunir
para refeições e coisas do gênero. Entretanto essas interações serão, por
natureza, limitadas devido a diferenças em costumes e práticas sociais. Talvez
possamos dizer que o objetivo final do muçulmano em suas relações com
não-muçulmanos é trazê-los para o Islã, abrindo assim a porta para que haja uma
relação completa de amor e fraternidade entre eles. Mesmo que o não-muçulmano
seja antagonista e indelicado, o muçulmano sabe que deve repelir esse mal com
bondade. Deus diz:
“Jamais poderão equiparar-se a bondade e a
maldade! Retribui (ó Muhammad) o mal da melhor forma possível, e eis que aquele
que nutria inimizade por ti converter-se-á em íntimo amigo!” (Alcorão 41:34)
Em resumo, como ibn Baaz escreveu:
“É obrigatório para os muçulmanos lidar com os descrentes de uma
maneira islâmica adotando comportamento adequado, desde que eles não estejam
combatendo os muçulmanos. Deve-se cumprir o acordado, não se deve enganá-los, traí-los
e nem mentir para eles. Se houver uma discussão ou debate entre eles, deve-se
argumentar da melhor maneira e ser justo nas disputas.” Isso é em obediência
ao mandamento de Deus:
“E não disputeis com os adeptos do Livro
(judeus e cristãos), senão da melhor forma, exceto com os iníquos, dentre
eles.” (Alcorão 29:46)
É sancionado para o muçulmano convidá-los para o bem, aconselhá-los
e ser paciente com eles e, ao mesmo tempo, ser educado e um vizinho prestativo.
Isso porque Deus declarou:
“Convoca (os humanos) à senda do teu Senhor
com sabedoria e uma bela exortação e dialoga com eles de maneira benevolente.”
(Alcorão 16:125)
Deus também
disse:
“...falai ao próximo com doçura;...”
(Alcorão 2:83)
Um Muçulmano vis-à-vis Sociedade como um
Todo
Quando um muçulmano aceita viver em
certa sociedade, ele está, em essência, fazendo um pacto com o país de que
cumprirá as leis daquele estado. Não tem o direito de violar as leis daquele
estado simplesmente porque é muçulmano e o estado não é um estado islâmico. Assim,
todos os princípios de comportamento adequado descritos nesse capítulo se
aplicam a um muçulmano onde quer que esteja vivendo. Na maioria dos países
hoje, muitas coisas consideradas legais são proibidas para um muçulmano. Essas
coisas legais um muçulmano simplesmente evita. Também deve exigir direitos
legais para se assegurar que não seja forçado a fazer nada proibido no Islã. No
geral, entretanto, deve estar entre os cidadãos cumpridores da lei.
Além disso, um muçulmano deve ser um
fator positivo para qualquer sociedade em que esteja vivendo. Deve ser um cidadão
modelo de muitas maneiras. Como descrito anteriormente, deve ser um bom
vizinho. Tem a obrigação de encorajar o que é bom e impedir o mal onde quer
que esteja vivendo. Além disso, deve evitar e se opor ao que a maioria das
sociedades vê como os maiores crimes, como assassinato, roubo, extorsão e assim
por diante. Ademais, deve se manter longe do álcool ou uso de drogas, não
sobrecarregando a sociedade como um todo com sua fraqueza pessoal e vícios. Finalmente,
deve ser justo em sua conduta com os outros membros da sociedade.
O Islã reconhece o fato de que é
natural para um indivíduo amar seu país e ter afinidade com a terra na qual
cresceu. Quando os muçulmanos foram forçados a migrar de Meca, que estava sob
controle dos politeístas, muitos deles expressaram seu amor por Meca. Sendo
assim, é natural para os muçulmanos desenvolverem amor pela terra na qual
estejam, mesmo que o país não seja um estado islâmico. Também é natural para
os muçulmanos desejarem o melhor para sua terra natal. Mas, infelizmente, sua
idéia do que é o melhor pode não ser compartilhada ou apreciada por outros. Por
exemplo, os muçulmanos podem desejar ver o fim do jogo, prostituição e
pornografia. Os muçulmanos acreditam que é o melhor para todas as pessoas
envolvidas, muçulmanos e não-muçulmanos também. Entretanto, muitos
não-muçulmanos não compartilharão desse sentimento. Aí reside o X do problema.
Teoricamente falando, entretanto, em sociedades contemporâneas “livres”, isso
não deve ser um problema. Os muçulmanos devem ser capazes de se aterem aos
seus valores e costumes - sem prejudicar outros - enquanto os outros seguem a
cultura dominante em terras não-muçulmanas. Se os países “livres” não estão
dispostos a dar isso aos muçulmanos, significa que não estão dispostos a viver
de acordo com seus próprios ideais. Não é que os muçulmanos estejam tentando
prejudicá-los. Estão simplesmente tentando ser bons cidadãos apesar de viverem
um estilo de vida diferente da cultura dominante.
Conclusões
Mesmo em sociedades pluralistas os
ensinamentos islâmicos contribuem para a coesão social. Primeiro, o maior
empecilho a essa coesão, racismo e preconceito, é removido. Segundo, um amor e
vínculo fortes são criados entre os de crença islâmica. Terceiro, instruções
claras e decisivas de comportamento justo e adequado são dados para tratamento
com aqueles fora do vínculo de fé. Quarto, o muçulmano entende sua
responsabilidade em relação aqueles ao seu redor e, dessa forma, contribui para
o bem de todos, aumentando ainda mais os bons sentimentos e coesão dentro da
sociedade.
|
|
|
|
|
|
Online diariamente:
De para
(de acordo com o horário de seu PC)
|
| |
Seus Favoritos |
 |
|
Sua lista de favoritos está vazia. Você pode adicionar artigos a esta lista usando as ferramentas do artigo. |
| |
Sua História |
 |
|
|