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A Natureza Coesiva da Família (parte 1 de 4): Introdução
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Descrição:
Uma introdução a como o Islã assegura a coesividade da instituição da família no Islã, com seus primeiros e principais constituintes, os pais.
Por Jamaal al-Din Zarabozo (© 2011 IslamReligion.com)
Publicado em 02 Jan 2012 - Última modificação em 02 Jan 2012
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> Sistemas no Islã
> Família
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Deus diz no Alcorão - em uma passagem
que o profeta, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele,
costumava repetir com frequência quando começava seus discursos:
“Ó humanos! Temei a vosso Senhor, que vos criou de um só ser, do qual criou a
sua companheira e, de ambos, fez descender inumeráveis homens e mulheres. Temei
a Deus, em nome do Qual exigis os vossos direitos mútuos e reverenciai os laços
de parentesco. Porque Deus é
vosso Observador.” (Alcorão 4:1)
A família é o núcleo da sociedade como
um todo. Se a família está sobre uma fundação sólida, é mais provável que a
sociedade como um todo estará em boa situação. Assim, em geral, os mensageiros
de Deus, os exemplos primordiais para os humanos, aderiram a essa instituição
do casamento e família. Deus declara:
“Antes de ti havíamos enviado mensageiros; e
lhes concedemos esposas e descendência,...” (Alcorão 13:38)
O profeta Muhammad também estabeleceu o
casamento como um estilo de vida, dizendo:
Por Deus, sou o mais temente a
Deus dentre vocês e tenho mais devoção, entretanto, jejuo e quebro meu jejum,
oro [à noite] e durmo e caso com as mulheres. Quem quer que se desvie de minha
sunnah
não é de mim.” (Saheeh Al-Bukhari, Saheeh Muslim)
Sem dúvida, o Islã coloca grande ênfase
sobre a coesão e as relações familiares. Sábios da lei islâmica destacaram que
quando se estuda as leis encontradas no Islã e o que parece ser a sabedoria por
trás dela, se encontra que foram formuladas para estabelecer, proteger,
reforçar e perpetuar necessidades específicas de vida. As necessidades de vida
como previstas pela lei islâmica são:
(1) religião;
(2) vida;
(3) laços familiares e
relacionamentos;
(4) capacidade mental e
(5) bens e propriedades.
Assim, por exemplo, é necessário apenas
ponderar sobre as leis precisas relacionadas à preservação da santidade da
família para compreender a grande ênfase que o Islã coloca sobre a família. No
“ocidente moderno”, hoje em dia, por exemplo, adultério e outros atos que
atingem a base de uma família não são considerados crimes.
No Islã, a situação é muito diferente. O Islã exorta todos
os membros de uma família a se tratarem bem evitando atos promíscuos que são em
si mesmos danosos e prejudiciais para qualquer casamento. Por exemplo, Deus
diz:
“Evitai a fornicação. É uma obscenidade e um
péssimo exemplo!” (Alcorão 17:32)
Entretanto, essas exortações não são
simplesmente palavras vazias. Ao invés disso, também são apoiadas com a força
da lei para alguns dos atos mais notórios que não podem ser negligenciados. Assim,
Deus ordena:
“Quanto à adúltera e ao adúltero,
vergastai-os com cem vergastadas, cada um; que a vossa compaixão não vos demova
de cumprir a lei de Deus, se realmente credes em Deus e no Dia do Juízo Final.
Que uma parte dos fiéis testemunhe o castigo.” (Alcorão 24:2)
Não é permitido que a piedade supere o
que deve ser feito, porque no fim, aquela piedade - e piedade é algo que leva
alguém a fazer o bem a outros - levará a maus resultados. Além disso, em um
dito do profeta registrado por al-Bukhari e Muslim, está confirmado que ele
ordenou o apedrejamento até a morte para o adúltero. De fato, o Islã vai além
disso para proteger a santidade da família: aqueles que acusam falsamente as
mulheres castas desses maus atos também recebem punições severas. Deus diz:
“E àqueles que difamarem as mulheres castas,
sem apresentarem quatro testemunhas, infligi-lhes oitenta vergastadas e nunca
mais aceiteis os seus testemunhos, porque são depravados.” (Alcorão 24:4)
Em particular, Deus oferece orientação
para a humanidade em relação ao comportamento com todos os membros da família.
Em nome da brevidade, esse pequeno artigo apresentará uma visão geral do
comportamento adequado de um muçulmano em relação aos outros membros de sua
família, incluindo pais, filhos, cônjuges e outros parentes.
Os Pais
Deus exigiu que os muçulmanos tratem
seus pais da melhor maneira possível. Os muçulmanos devem ser um povo grato. Devem
ser gratos a Deus e a todos que lhes fazem bem. Depois de Deus, talvez não
exista ninguém mais merecedor da gratidão de uma pessoa do que seus pais. Assim,
vários versículos do Alcorão tocam a questão do tratamento dos pais. Na
verdade, em mais de uma passagem, Deus vinculou o bom comportamento em relação
aos pais com a ordem de adorar somente a Ele. Note, por exemplo, o seguinte
versículo do Alcorão:
“Adorai a Deus e não Lhe atribuais parceiros.
Tratai com benevolência vossos pais e parentes, os órfãos, os necessitados, o
vizinho próximo, o vizinho estranho, o companheiro, o viajante e os vossos
servos. Porque Deus não estima
arrogante e jactancioso algum.” (Alcorão 4:36)
Deus também diz:
“Dize (Ó Muhammad): ‘Vinde, eu recitarei o
que vosso Senhor vos proibiu: Não Lhe atribuais parceiros; tratai com
benevolência vossos pais;...” (Alcorão 6:151)
“E vosso Senhor decretou que não adoreis
outro senão Ele. Que sejais indulgentes com vossos pais, mesmo que a velhice
alcance um deles ou ambos, em vossa companhia; não os reproveis, nem os
rejeiteis; outrossim, dirigi-lhes palavras honrosas. E estende sobre eles a asa
da humildade, e dize: Ó Senhor meu, tem misericórdia de ambos, como eles
tiveram misericórdia de mim, criando-me desde pequenino! Vosso Senhor é mais
sabedor do que ninguém do que há em vossos corações. Se sois virtuosos, sabei
que Ele é Indulgente para com os contritos.” (Alcorão 17:23-25)
“E lembra-lhes de quando firmamos o pacto com
os Filhos de Israel, (dizendo): Não adoreis senão a Deus; tratai com
benevolência vossos pais...” (Alcorão 2:83)
O profeta também enfatizou o bom
tratamento com os pais, colocando-o depois da oração em seu horário correto
como um ato que é muito amado por Deus. Perguntaram ao profeta:
“Qual o ato mais amado por Deus?” Ele
respondeu: “A oração em seu horário correto.” Perguntaram: “E depois?” Ele
respondeu: “Ser indulgente com os pais...” (Saheeh Al-Bukhari, Saheeh
Muslim)
Deus lembra aos crentes que seus pais,
em particular a mãe, passaram por grande dificuldade e esforço para criar seu
filho e, portanto, merecem amor, respeito e gratidão. Deus diz:
“Recorda-te de quando Lucman disse ao seu
filho, exortando-o : Ó filho meu, não atribuas parceiros a Deus, porque a
idolatria é grave iniquidade. E recomendamos ao homem benevolência para com os
seus pais. Sua mãe o suporta, entre dores e dores, e sua desmama é aos dois anos.
(E lhe dizemos): Agradece a Mim e aos teus pais, porque retorno será a Mim.” (Alcorão 31:13-14)
“E recomendamos ao ser humano benevolência
para com seus pais. Sua mãe carrega-o penosamente e o
dá à luz, penosamente. E sua gestação e desmama são, ao todo, de trinta meses,
até que quando ele atinge sua força plena e alcança os quarenta anos, ele diz: ‘Meu Senhor! Conceda-me o poder e a habilidade para agradecer-Te a graça com que
me agraciaste a mim e a meus pais, e a fazer o bem que Te agrade, e conceda-me
boa descendência. Verdadeiramente, volto-me
arrependido para Ti e, por certo, eu sou dos muçulmanos (submisso à Tua
Vontade).’” (Alcorão 46:15)
Assim, em particular, a mãe é mais
merecedora de mais amizade e proximidade por parte de seus filhos. Perguntaram
ao profeta:
“Quem entre as pessoas tem mais
direito ao meu companheirismo?” ‘O Profeta respondeu: ‘Sua mãe.’ O homem
perguntou: “E depois, quem?” ‘O
Profeta respondeu novamente: ‘Sua mãe.’ O homem perguntou de novo: “E depois, quem?”
O Profeta mais uma vez respondeu: ‘Sua mãe.’ O homem perguntou de novo: “E depois,
quem?” Dessa vez o profeta
respondeu: “Seu pai.” (Saheeh
Muslim)
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A Natureza Coesiva da Família (parte 2 de 4): O Papel do Marido e da Esposa
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Descrição:
As razões e propósito do casamento e a ênfase dada ao tratamento gentil e tranquilo com as esposas e como elas ajudam na manutenção da harmonia na família.
Por Jamaal al-Din Zarabozo (© 2011 IslamReligion.com)
Publicado em 09 Jan 2012 - Última modificação em 09 Jan 2012
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> Família
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O casamento é uma instituição muito
importante no Islã. O Alcorão mostra que existe um vínculo claro entre homens
e mulheres. Em várias passagens no Alcorão Deus lembra os humanos de que vêm
do mesmo ser humano original. É através desse vínculo que estão interligados e
é através desses vínculos que alguns de seus direitos mútuos se estabelecem. Deus
afirma na abertura do capítulo 4, intitulado “As Mulheres”:
“Ó humanos! Temei a vosso Senhor, que vos
criou de um só ser, do qual criou a sua companheira e, de ambos, fez descender
inumeráveis homens e mulheres. Temei a Deus, em nome do Qual exigis os vossos
direitos mútuos e reverenciai os laços de parentesco, porque Deus é vosso
Observador.” (Alcorão 4:1)
Entretanto, além do início que os dois
sexos têm em comum, Deus destaca que o amor e afeição mútuos que Ele criou nos
corações dos cônjuges estão entre Seus grandes sinais, agindo como portento
para aqueles que compreendem. Em outras palavras, essas pessoas podem olhar para
esse aspecto e se lembrarem da grandeza do trabalho e poder de Deus, a
perfeição de Sua criação e a magnificente misericórdia que Deus colocou nesse
mundo. Deus diz:
“Entre os Seus sinais está o de haver-vos
criado companheiras da vossa mesma espécie, para que com elas convivais; e
colocou amor e piedade entre vós. Por certo que nisto há sinais para os
sensatos.” (Alcorão 39:21)
Deus também diz:
“Ele foi Quem vos criou de um só ser (Adão) e,
do mesmo, plasmou a sua companheira (Eva), para que ele convivesse com ela...” (Alcorão
7:189)
Portanto, de acordo com o Alcorão, a
relação entre um homem e sua esposa deve ser de amor, misericórdia e
entendimento mútuo. Deus também ordena que os homens tratem suas esposas com
gentileza no versículo:
“E harmonizai-vos entre elas, pois se as
menosprezardes, podereis estar depreciando seres que Deus dotou de muitas
virtudes.” (Alcorão 4:19)
Devem ser fornecidas umas poucas
palavras sobre o propósito do casamento no Islã. Isso é necessário porque
muitas vezes as pessoas entram no casamento ou desejam se casar sem perceber os
papéis e propósito do casamento em si. Não percebem os tipos de responsabilidades que estarão sobre seus ombros quando se casarem. Entretanto, se os
propósitos do casamento são conhecidos e as responsabilidades que o casamento
trará são entendidos no começo, a probabilidade do casamento ser bem-sucedido
aumentará. A pessoa saberá o que é esperado dela, tanto em relação às suas
responsabilidades e deveres quanto em relação aos seus direitos.
Obviamente, o propósito do casamento
não é simplesmente “diversão” ou a liberação de “ímpetos animais”. Existe
muito mais que isso no casamento. Alguns dos objetivos por trás do casamento
incluem:
procriação, experimentar prazer físico permissível, obtenção da maturidade
completa, assistência mútua na construção da vida nesse mundo, obtenção de
vários benefícios psicológicos e fisiológicos, formação do alicerce de uma
sociedade moral, educar a próxima geração em um ambiente mais conducente para o
crescimento moral e espiritual e unir pessoas e famílias.
Os Direitos de um Marido e uma Esposa
Para o casamento funcionar melhor, cada
parceiro deve entender plenamente seus direitos, responsabilidades, papéis e
obrigações. Por essa razão a lei islâmica traçou direitos e responsabilidades
muito claros para marido e esposa muçulmanos. Ao mesmo tempo, entretanto, toda
pessoa casada deve perceber que seu cônjuge é acima de tudo outro muçulmano. Ele/ela
é irmão/irmã no Islã. Consequentemente, todos os direitos que recaem sobre um
muçulmano devido à irmandade geral do Islã também são devidos ao cônjuge. Existem
livros sobre o comportamento de um muçulmano e sobre irmandade, amor e lealdade
entre muçulmanos e todos aqueles princípios se aplicam à pessoa casada e seu cônjuge,
como parte daquela irmandade e comunidade islâmicas. Além disso, o Profeta,
que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, enfatizou esse ponto
quando afirmou:
“Nenhum de vocês verdadeiramente
crê até que ame para o seu irmão o que ama para si mesmo.” (Saheeh
Al-Bukhari, Saheeh Muslim)
Entretanto, o cônjuge tem até mais
direitos devido ao grande e importante contrato que foi feito entre eles.
Assim, ao discutir os direitos dos
maridos e esposas, essa questão não deve ser tratada de forma fria ou legal. A
relação entre marido e esposa deve ser muito mais que uma questão de direitos
declarados por lei que cada um deve estar sujeito. Ao invés disso, deve ser
uma relação de amor, apoio e entendimento mútuos. Cada cônjuge deve levar em
consideração as necessidades e habilidades do outro. Devem tentar fazer o
outro feliz, mesmo se tiverem que ceder às vezes, e não simplesmente se
assegurar de estar recebendo todos os direitos no casamento. Na verdade, geralmente
nenhum dos cônjuges observa os direitos do outro e faz o outro feliz de forma
completa. Assim, ambos têm que perceber e aceitar suas falhas.
O profeta, em particular, aconselhou os
maridos a tratarem suas esposas da melhor maneira - talvez devido à sua maior
autoridade ou devido à sua maior força, em geral. O Profeta disse:
“O melhor de vocês é o melhor para
sua família (esposa) e eu sou o melhor para minha família.” (Al-Tirmidhi
e ibn Majah)
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A Natureza Coesiva da Família (parte 3 de 4): Direitos Mútuos dos Cônjuges
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Descrição:
Os direitos do marido e da esposa e os papéis complementares que desempenham na criação de um lar pacífico.
Por Jamaal al-Din Zarabozo (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 16 Jan 2012 - Última modificação em 16 Jan 2012
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Na realidade, ambos os cônjuges, em
geral, deixam de observar parte das obrigações com o outro. Portanto, antes de
criticar o outro ou ser duro com o outro devido a alguma falha, a pessoa deve
olhar para si mesma e perceber que erro está cometendo.
Ao mesmo tempo, entretanto, a lei
islâmica claramente estabelece alguns direitos e responsabilidades de modo que
ambas as partes no casamento sabem exatamente o que é esperado delas e sabem o
que precisam para ser um bom cônjuge. Por exemplo, Deus diz:
“... elas têm direitos [sobre seus maridos]
equivalentes aos seus deveres,...” (Alcorão 2:228)
Em resumo, os direitos da esposa ou as
obrigações do marido incluem, entre outros, os seguintes:
(1) Receber o dote adequado. Deus
diz:
“Concedei os dotes que pertencem às mulheres
e, se for da vontade delas conceder-vos algo, desfrutai-o com bom proveito.” (Alcorão
4:4)
(2) Ser plena e completamente
mantida financeiramente pelo marido. Deus diz:
“Os homens são os protetores das mulheres,
porque Deus dotou uns com mais (força) do que as outras, e pelo o seu sustento
do seu pecúlio.” (Alcorão 4:34)
Além disso, em um hadith registrado por
al-Bukhari e Muslim, o profeta, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam
sobre ele, disse a Hind bint Utbah, quando ela reclamou que o marido (Abu
Sufian) era muito pão-duro, não a estava sustentando e perguntou se podia pegar
do dinheiro dele sem o seu conhecimento:
“Pegue o que for suficiente para você e seu filho,
de acordo com o que é costume.”
(3) Ser tratada de maneira
adequada e gentil. Deus declara:
“E harmonizai-vos entre elas, pois se as
menosprezardes, podereis estar depreciando seres que Deus dotou de muitas
virtudes.” (Alcorão 4:19)
(4) Ter direito a intercurso
sexual. No sahih de Ibn Hibban existe a seguinte narração:
A esposa de Uthman ibn Madh’oon
reclamou ao mensageiro de Deus que o marido não sentia falta de mulheres. Durante
o dia jejuava e, à noite, orava. O profeta perguntou a ele: “Não sou o melhor
exemplo a ser seguido?” Ele respondeu: “Certamente, que meus pais sejam
sacrificados por você.” O mensageiro de Deus então lhe disse: “Quanto a você,
ora durante a noite e jejua durante o dia. Certamente sua esposa tem direitos
sobre você. E seu corpo tem um direito sobre você. Então ore e durma e jejue
e quebre seu jejum.”
(5) Direito à “privacidade”. Note o seguinte
hadith do profeta:
“Existe algum homem entre vocês
que vai até sua esposa, fecha a porta, se cobrem e se ocultam com a ocultação
de Deus?” Eles disseram: “Sim.” Então ele disse: “Então se senta depois disso
[com outros] e diz: ‘Fiz isso e aquilo.’” Ficaram em silêncio. Então se voltou para as mulheres e disse: “Alguma de vocês fala sobre essas
coisas?” Também ficaram em silêncio. Então uma jovem veio na ponta do pé para que o profeta pudesse vê-la e ouvi-la e disse: “Ó mensageiro de Deus, eles [os homens]
certamente falam disso e elas [as mulheres] também.” Ele disse: “Você
sabe com quem se parecem? Com um casal de demônios que se
encontrou na rua e satisfez seus desejos com todos olhando.”
(6) O direito de aprender a religião
dela.
Por outro lado, os direitos do marido
ou as responsabilidades das mulheres incluem:
(1) Ser o chefe da família. Deus
disse:
“Os homens são os protetores das mulheres,
porque Deus dotou uns com mais (força) do que as outras, e pelo o seu sustento
do seu pecúlio.” (Alcorão 4:34)
Embora isso seja geralmente afirmado como um direito
do marido, é de fato uma pesada responsabilidade sobre seus ombros, já que
significa que tem a responsabilidade de orientar sua família e mantê-la na
senda reta.
(2) Ter o direito de ser
obedecido. Isso está associado ao primeiro direito. Uma
pessoa não pode ser chefe de algo se não tem autoridade.
(3) Que sua esposa atenda ao seu
chamado para atender suas necessidades sexuais.
(4) Que a esposa não permita
ninguém em sua casa exceto com a permissão dele. Em um hadith registrado em
al-Bukhari e Muslim, o mensageiro de Deus disse:
“Não permita ninguém na casa dele exceto com
permissão.”
Se o marido e esposa entram no
casamento com a intenção certa de agradar a Deus e agradar um ao outro,
reconhecendo seus papéis e responsabilidades no casamento e tratando um ao
outro com o comportamento islâmico correto, se Deus quiser, sua união será
abençoada e se estenderá dessa vida até a Vida Futura.
Depois do que foi dito sobre casamento,
o Islã, contudo, é também uma religião prática. Leva em consideração todos os
cenários comuns possíveis. É possível que um homem e uma mulher entrem em uma
união com boas intenções e ainda assim suas personalidades e gostos
simplesmente não coincidam. Existem momentos em que um bom casamento
simplesmente não pode ser alcançado e os cônjuges entram em estado de miséria.
Sob tais circunstâncias a lei islâmica permite um término ao casamento e ao
sofrimento do casal. O objetivo é ficar juntos de maneira amigável ou separar de uma
forma bondosa. Por exemplo, Deus diz:
“Quando vos divorciardes das mulheres, ao
terem elas cumprido o seu período prefixado, tomai-as de volta equitativamente,
ou liberta-as equitativamente.” (Alcorão 2:231)
Deus também diz:
“Todavia, quando tiverem cumprido o seu
término prefixado, tomai-as em termos equitativos ou separai-vos delas, em
termos equitativos.” (Alcorão 65:2)
Obviamente, o divórcio não é um
objetivo desejado ou um assunto simples. Em um mundo perfeito, todos os casais
estariam felizes. Entretanto, existem momentos em que essa opção é a melhor
para todos os envolvidos. Assim, a opção do divórcio está de acordo com o
objetivo geral de preservar a família - o que se deseja não é simplesmente
quantidade, de modo que todos os casamentos sempre estejam intactos, mas
qualidade.
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A Natureza Coesiva da Família (parte 4 de 4): Filhos e Parentes
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Descrição:
Os direitos dos filhos sobre seus pais e a ênfase que o Islã dá na manutenção das boas relações com outros parentes.
Por Jamaal al-Din Zarabozo (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 23 Jan 2012 - Última modificação em 23 Jan 2012
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> Sistemas no Islã
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Os Filhos
É claro de muitos versículos no Alcorão
que ter filhos é considerado uma bênção de Deus. Portanto, Deus diz quando
relata algumas de suas bênçãos para a humanidade:
“Deus vos designou esposas de vossa espécie,
e delas vos concedeu filhos e netos, e vos agraciou com todo o bem; crêem,
porventura, na falsidade e descrêem das mercês de Deus?” (Alcorão 16:72)
Assim, encontra-se o profeta Zacarias
orando a Deus que lhe conceda filhos (Alcorão 3:38). Além disso, ter filhos é
algo conhecido por ser amado pelos pais. Assim, Deus
diz:
“Os bens e os filhos são o ornamento da vida
terrena.” (Alcorão 18:46)
Ao mesmo tempo, entretanto, todo pai
deve perceber que ter filhos é uma grande responsabilidade e teste de Deus. Deus
disse:
“Em verdade os vossos bens e os vossos filhos
são uma mera tentação. Mas sabei que Deus vos reserva uma magnífica
recompensa.” (Alcorão 64:15)
Deus também diz:
“Ó crentes, precavei-vos, juntamente com as
vossas famílias, do fogo, cujo alimento serão os homens e as pedras,...” (Alcorão
66:6)
O significado desse versículo foi reiterado pelo profeta
Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, quando disse:
“Todos vocês são protetores e
serão questionados sobre o que lhes foi dado em custódia. O homem é responsável por sua casa e será questionado sobre suas
responsabilidades. A esposa será questionada sobre a casa de seu marido e as
responsabilidades dela.”
O Islã, portanto, enche o humano com
apreciação por ser abençoado com um filho ao mesmo tempo em que percebe que
essa criança é uma pesada responsabilidade. Os pais devem cuidar da criança e
educá-la da melhor maneira possível, tentando protegê-la do Inferno.
Os sábios muçulmanos consideram que os
direitos das crianças começam muito antes de serem concebidas, através da
seleção de um cônjuge devoto e virtuoso. Esse é o primeiro passo para prover
um bom lar e ambiente para a criança. No período do nascimento da criança
existem outras obrigações importantes, como escolher um bom nome e oferecer um
animal em sacrifício em nome da criança.
Além disso, os direitos mais importantes da criança incluem:
(1) ser mantida e provida de uma
maneira saudável;
(2) aprender os princípios da
religião;
(3) ser tratada com compaixão e
misericórdia;
(4) justiça entre vários irmãos;
e
(5) ter um bom exemplo
estabelecido por seus pais.
Outros Parentes
Uma família também inclui irmãos e
outros parentes próximos. O Islã certamente não ignorou nenhum parente de um
indivíduo. Em várias passagens no Alcorão Deus enfatiza a importância de
tratar os parentes de forma boa e gentil. Por exemplo, Deus diz:
“Adorai a Deus e não Lhe atribuais parceiros.
Tratai com benevolência vossos pais e parentes,...” (Alcorão 4:36)
Deus também fala sobre o dispêndio com parentes:
“Perguntam-te que parte devem gastar (em caridade). Dize-lhes: Toda a caridade que fizerdes, deve ser para os pais,
parentes,...” (Alcorão 2:215)
Deus também diz:
“A virtude não consiste só em que orientais
vossos rostos até ao levante ou ao poente. A verdadeira virtude é a de quem crê
em Deus, no Dia do Juízo Final, nos anjos, no Livro e nos profetas; de quem
distribuiu seus bens em caridade por amor a Deus, entre parentes,...” (Alcorão
2:177)
Perguntaram ao profeta Muhammad:
“Informe-me de uma ação que me
aproximará do Paraíso e me distanciará do Inferno.” Ele respondeu: “Adore a
Deus e não Lhe atribua nenhum parceiro, estabeleça a oração, pague o zakat e
mantenha os laços de parentesco.”
Manter os laços de parentesco se refere
a fazer o bem a eles com a fala, ações e bens. Inclui palavras gentis,
visitas, caridade e generosidade. Também inclui impedir que qualquer dano os
atinja e fazer o melhor para levar-lhes felicidade.
O muçulmano deve entender que manter os
laços de parentesco é uma obrigação e não simplesmente um ato meritório. No
Alcorão, Deus louva aqueles...
“...unem o que Deus ordenou fosse unido,
temem seu Senhor e receiam o terrível ajuste de contas.” (Alcorão
13:21)
O Profeta disse:
“Aquele que corta os laços de parentesco não
entrará no Paraíso.”
O Islã enfatizou todo tipo de laço
familiar possível. Forneceu orientação mostrando a importância dos laços com
parentes, filhos, cônjuges e outros parentes. Exorta todo muçulmano a manter
esse laços para receber de volta a satisfação de Deus. Além disso (embora não
totalmente enfatizado nesse breve trabalho), forneceu leis e regulamentos
estritos que permitem ao indivíduo perceber como manter da melhor maneira os
laços adequados com todos de sua família.
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