A Jornada para a Outra Vida (parte 1 de 8): Introdução
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Descrição:
Introdução ao conceito da existência de vida após a morte no Islã, e como ele faz a nossa vida ter um significado e propósito.
Por IslamReligion.com (co-author Abdurrahman Mahdi)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 02 Oct 2011
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> A Outra Vida
> A Jornada Após a Morte
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Introdução
Muhammad, o Profeta do Islã que morreu
em 632, relatou:
“Gabriel veio até mim e disse, ‘Ó
Muhammad, viva como quiser, porque eventualmente você morrerá. Ame a quem
desejar, porque eventualmente você partirá. Faça o que quiser, porque você
pagará. Saiba que a oração da noite
é a honra de um crente e seu orgulho está em não ser dependente dos outros.’” (Silsilah al-Saheehah)
Se existe uma coisa que é certa sobre a
vida, é que ela tem um fim. Essa verdade instintivamente levanta uma questão
que preocupa a maioria das pessoas pelo menos uma vez em suas vidas: o que
existe além da morte?
A nível psicológico, a jornada que o
morto empreende é clara para todas as testemunhas. Se considerarmos apenas
causas naturais,
o coração parará de bater, os pulmões pararão de respirar, e as células do
corpo morrerão por falta de sangue e oxigênio. O término do fluxo de sangue
para as extremidades externas em breve as tornará pálidas. Com o corte do
oxigênio, as células respirarão anaerobicamente por um período, produzindo
ácido lático que causa rigor mortis - o endurecimento dos músculos do cadáver.
Então, enquanto as células começam a se decompor, o endurecimento se desvanece,
a língua fica protuberante, a temperatura cai, a pele descolore, a carne
apodrece, e os parasitas têm sua festa – até que tudo que resta são dentes e
ossos secos.
Quanto à jornada da alma após a morte,
não é algo que possa ser testemunhado, nem medido através de pesquisa
científica. Mesmo um corpo vivo, a consciência, ou alma, de uma pessoa não
podem ser sujeitos à experimentação empírica. Está simplesmente além do
controle humano. Em função disso, o conceito de uma Vida Futura – uma vida
além da morte, ressurreição, e um Dia do Juízo; sem mencionar a existência de
um Criador Divino, Onipotente, Seus anjos, destino e assim por diante – se
encaixam no tema da crença no invisível. A única forma na qual um homem vem a
conhecer qualquer coisa do incognoscível é através de revelação divina.
“Ele possui as chaves do incognoscível, coisa
que ninguém, além d’Ele, possui; Ele sabe o eu há na terra e no mar; e não cai
uma folha (da árvore) sem que Ele disso tenha ciência; não há um só grão, no
seio da terra, ou nada verde, ou seco, que não esteja registrado no Livro
lúcido.” (Alcorão 6:59)
Embora tudo que chegou até nós da Torá,
dos Salmos e do Evangelho – as escrituras reveladas aos profetas anteriores –
falem da Vida Futura, apenas através da Revelação Final de Deus à humanidade, o
Alcorão Sagrado, como revelado ao seu Último Profeta, Muhammad, nós aprendemos
mais sobre a vida futura. E como o Alcorão está, e permanecerá para sempre,
preservado e sem corrupção de mãos humanas, o discernimento que ele nos dá do
mundo invisível é, para o crente, tão factual, real e verdadeiro como qualquer
coisa que possa ser aprendida através de esforço científico (e com margem zero
de erro!).
“...Nada omitimos no Livro; então, serão
congregados ante seu Senhor.” (Alcorão 6:38)
Associada à questão do que acontece
após morrermos, está a pergunta: por que estamos aqui? Por que se de fato não
existir propósito para a vida (ou seja, algo maior do que simplesmente viver a
vida em si), a questão do que acontece após a morte se torna acadêmica, e até
sem sentido. Apenas se aceitarmos que nosso projeto inteligente, ou criação,
requer uma inteligência e planejador, um Criador que nos julgará pelo que
fazemos, é que a vida na terra tem qualquer sentido significativo.
“Pensais, porventura, que vos criamos por
diversão e que jamais retornareis a Nós? Exaltado seja Deus,
Verdadeiro, Soberano! Não há mais divindade além d’Ele, Senhor
do honorável Trono!” (Alcorão
23:115-116)
No mínimo, uma pessoa com discernimento
seria forçada a concluir que a vida na terra está cheia de injustiças,
crueldade e opressão; que a lei da selva, sobrevivência do mais forte, é o que
conta; que se alguém não tiver felicidade nessa vida, seja devido à ausência de
confortos materiais, amor físico, ou outras experiências agradáveis, então a
vida simplesmente não vale a pena ser vivida. De fato, é precisamente porque
uma pessoa se desespera dessa vida mundana por ter uma fé pequena ou
imperfeita, ou mesmo nenhuma fé, em uma vida futura, que ela pode cometer
suicídio. Afinal, o que o infeliz, não-amado e não-desejado; o desanimado,
(desesperadamente) deprimido e desesperado tem a perder?!
“Disse-lhes: E quem desespera a misericórdia
do seu Senhor, senão os desviados?” (Alcorão 15:56)
Então, podemos aceitar que a nossa
morte está limitada ao mero término fisiológico, ou que a vida é meramente um
produto de evolução cega e egoísta? Certamente, existe mais na morte, e o
mesmo na vida, do que isso.
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A Jornada para a Outra Vida (parte 2 de 8): O Crente no Túmulo
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Descrição:
Uma descrição da vida no túmulo, para os crentes, entre a morte e o Dia do Juízo.
Por IslamReligion.com (co-author Abdurrahman Mahdi)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 22 Jun 2010
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> A Jornada Após a Morte
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O Mundo do Túmulo
Nós agora daremos uma breve olhada na
jornada da alma após a morte. É de fato uma história surpreendente, ainda mais
porque é verdadeira e todos nós a empreenderemos. O conhecimento profundo que
temos com referência a essa jornada, sua precisão e detalhes, é um sinal
manifesto de que Muhammad foi de fato o Último Mensageiro de Deus para a
humanidade. A revelação que ele recebeu e nos comunicou de Seu Senhor é tão
sem ambigüidades em sua descrição da vida futura quanto abrangente. Nossa
rápida análise desse conhecimento começará com uma exploração breve da jornada
da alma crente do momento da morte até seu lugar final de descanso no Paraíso.
Quando um crente está para deixar esse
mundo, os anjos com rostos brancos descem dos céus e dizem:
“Ó alma em paz, venha para o
perdão de Deus e Sua satisfação.” (Hakim e outros)
O crente ansiará por encontrar seu
Criador, como o Profeta, que Deus o exalte, explicou:
“...quando o momento da morte de
um crente se aproxima, ele recebe as boas novas da satisfação de Deus e de Suas
bênçãos sobre ele, de modo que a partir daquele momento nada é mais querido
para ele do que o que está por vir. Ele, portanto, ama encontrar Deus, e Deus
ama encontrá-lo.” (Saheeh Al-Bukhari)
A alma sai do corpo de forma pacífica
como uma gota de água que emerge de um recipiente de água. Os anjos a seguram e
gentilmente a extraem, dizendo:
“...Não temais, nem vos atribuleis;outrossim,
regozijai-vos com o Paraíso que vos está prometido! Temos sido os vossos
protetores na vida terrena e (o seremos) na outra vida, onde tereis tudo quanto
anelam as vossas almas e onde tereis tudo quanto pretendeis. Tal é a hospedagem
do Indulgente, Misericordiosíssimo!” (Alcorão 41:30-32)
Uma vez extraída do corpo, os anjos
envolvem a alma em uma mortalha com perfume de almíscar e ascendem aos céus. Quando
os Portões do Paraíso se abrem para a alma, os anjos a saúdam:
“Uma boa alma veio da terra, que
Deus a abençoe e ao corpo no qual costumava habitar.”
...apresentando-a com os melhores nomes
com as quais era chamada nessa vida. Deus ordena que seu “livro” seja
registrado e a alma é devolvida à terra.
A alma então permanece em um local de
limbo em seu túmulo, o Barzakh, esperando o Dia do Juízo. Dois temíveis e
aterradores anjos chamados Munkar e Nakir visitam a alma para perguntá-la sobre
sua religião, Deus e profeta. A alma crente se senta aprumada em seu túmulo já
que Deus a concede a força para responder aos anjos com plena fé e certeza.
Munkar
e Nakir: “Qual é a sua religião?”
Alma
crente: “Islã.”
Munkar
e Nakir: “Quem é o seu Senhor?”
Alma
crente: “Allah.”
Munkar
e Nakir: “Quem é seu Profeta?” (ou “O que você diz a
respeito desse homem?”)
Alma crente: “Muhammad.”
Munkar
e Nakir: “Como você tomou conhecimento dessas coisas?”
Alma
crente: “Eu li o Livro de Allah (ou seja, o Alcorão) e
eu acreditei.”
Então, quando a alma passa no teste,
uma voz dos céus gritará:
“Meu servo falou a verdade, o
supram com guarnições do Paraíso, o vistam com vestimentas do Paraíso e abram
uma porta para ele no Paraíso.”
O túmulo do crente se torna amplo e
espaçoso e preenchido com luz. A ele é mostrada qual seria sua morada no
Inferno – se ele tivesse sido um pecador perverso – antes de um portal ser
aberto para ele toda manhã e toda noite mostrando sua verdadeira morada no
Paraíso. Atordoado de excitação e cheio de alegria antecipada, o crente
continuará dizendo: ‘Quando chegará a Hora (da Ressurreição)?! Quando chegará
a Hora?!’ até que lhe seja dito para se acalmar.
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A Jornada para a Outra Vida (parte 3 de 8): O Crente no Dia do Juízo
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Descrição:
Como os crentes experimentarão o Dia do Juízo, e algumas das qualidades do crente que facilitarão sua passagem pelos portões do Paraíso.
Por IslamReligion.com (co-author Abdurrahman Mahdi)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 22 Jun 2010
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O Dia do Juízo
“Nesse Dia, o homem fugirá do seu irmão, da
sua mãe e do seu pai, da sua esposa e dos seus filhos. Porque nesse dia, a
cada qual bastará a preocupação consigo mesmo.” (Alcorão 80:34-37)
A Hora da Ressurreição será um evento
aterrador e esmagador. Ainda assim, apesar do seu trauma, o crente estará em
êxtase, assim como o Profeta Muhammad, que Deus o exalte, relatou de seu
Senhor:
Deus diz, “Por Minha Glória e
Majestade, Eu não darei ao Meu servo duas seguranças e dois terrores. Se ele
se sente seguro de Mim no mundo,
Eu instilarei o temor nele no Dia em que reunirei Meus servos; e se ele Me teme
no mundo, Eu o farei sentir seguro no Dia em que reunirei Meus servos.”
“Não é, acaso, certo que os diletos de Deus
jamais serão presas do temor, nem se atribularão? Estes são os crentes e
são tementes. Obterão alvíssaras de boas novas na vida
terrena e na outra; as promessas de Deus são imutáveis. Tal é o magnífico benefício.” (Alcorão 10:62-64)
Quando todos os humanos criados forem
reunidos para se apresentarem nus e não circuncisados em uma grande planície
sob o calor escaldante do Sol, uma elite de homens e mulheres piedosos terão a
sombra do Trono de Deus. O Profeta Muhammad previu quem essas almas
afortunadas serão, no Dia em que não haverá nenhuma sombra:
·
um governante justo que não abusou
de seu poder, mas estabeleceu a justiça divinamente revelada entre as pessoas.
·
um homem jovem que cresceu na
adoração de seu Senhor e controlou seus desejos para permanecer casto
·
aqueles cujos corações estavam
ligados às mesquitas, desejando retornar toda vez que as deixavam
·
aqueles que amavam uns aos outros
em nome de Deus
·
aqueles que foram tentados por
belas mulheres sedutoras, mas seu temor a Deus os preveniu de pecar
·
aquele que despendeu sinceramente
pela causa de Deus, mantendo a sua caridade em segredo.
·
aquele que chorava solitariamente
por temor a Deus
Atos específicos de adoração também
manterão as pessoas seguras naquele dia:
·
esforços nesse mundo para aliviar
os sofrimentos dos aflitos, ajudar os necessitados e deixar passar os erros de
outros aliviarão a própria aflição no Dia do Juízo
·
a leniência em relação aos
endividados
·
os justos que são razoáveis com
suas famílias e questões confiadas a eles
·
aquele que controla a sua raiva
·
quem quer que faça a chamada para
a oração
·
aquele que envelheceu no Islã
·
a realização da ablução ritual (wudu’)
de forma regular e correta
·
os que lutaram ao lado de Jesus,
filho de Maria, contra o Anticristo e seu exército
·
os mártires
Deus trará o crente para perto de Si, o
abrigará, cobrirá, e o perguntará sobre seus pecados. Após reconhecer seus
pecados ele acreditará que está condenado, mas Deus dirá:
“Eu ocultei seu pecado no mundo, e
Eu o perdôo por ele nesse Dia.”
“Quanto àquele a quem for entregue o registro
na mão direita, será julgado com doçura e retornará, regozijado, aos seus.” (Alcorão
84:7-8)
Feliz ao olhar para seu registro, ele
anunciará sua alegria:
“Então, aquele a quem for entregue o seu
registro, na mão direita, dirá; ‘Ei-lo aqui! Lede o meu registro; Sempre soube
que prestaria contas!’ E ele gozará de uma vida prazenteira, em um jardim
sublime, cujos frutos estarão ao seu alcance. (E será dito àqueles que lá
entrarem): ‘Comei e bebei com satisfação, pelo bem que propiciastes em dias
pretéritos!’” (Alcorão 69:19-24)
O registro das boas ações será então
pesado, literalmente, para determinar se excede o registro de más ações, e a
recompensa ou punição será aplicada de acordo.
“E instalaremos as balanças da justiça para o
Dia da Ressurreição. Nenhuma alma será defraudada no mínimo que seja; mesmo se for do peso de um grão de mostarda, tê-lo-emos em conta. Bastamos Nós por cômputo.” (Alcorão 21:47)
“Quem tiver feito o bem, quer seja do peso de
um átomo, vê-lo-á (os bons frutos de seu trabalho).” (Alcorão 99:7)
“O que terá mais peso na Balança
de uma pessoa no Dia da Ressurreição [depois do testemunho de fé] será boas
maneiras, e Deus odeia uma pessoa obscena e imoral.” (Al-Tirmidhi)
Os crentes saciarão sua sede em um
reservatório especial dedicado ao Profeta Muhammad. Quem quer que beba dele
nunca experimentará sede novamente. Sua beleza, imensidão, doçura e excelente
sabor foram descritos em detalhes pelo Profeta.
Os crentes no Islã – tanto os pecadores
quanto os piedosos – assim como os hipócritas, serão deixados em uma grande
planície depois dos descrentes serem levados para o Inferno. Uma grande ponte
atravessando o Inferno e envolta em escuridão os separará do Paraíso.Os crentes receberão força e
conforto em sua rápida travessia sobre o fogo estrondoso do Inferno e terão a
‘luz’ que Deus colocará à sua frente, guiando-os para sua eterna morada:
“(Será) o dia em que verás (ó Muhammad) os
crentes e as crentes com a luz a se irradiar, ante eles, pela sua crença. Nesse
dia vos alvissaremos com jardins, abaixo dos quais correm os rios, onde
morareis eternamente. Tal é o magnífico benefício.” (Alcorão
57:12)
Finalmente, após cruzar a ponte, o
crente será purificado antes de entrar no Paraíso. Todas as ofensas entre os
crentes serão resolvidas para que nenhum homem nutra ressentimento em relação a
outro.
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A Jornada para a Outra Vida (parte 4 de 8): O Crente e o Paraíso
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Descrição:
Como aqueles que alcançam o sucesso do Paraíso por conta de sua fé serão recebidos.
Por IslamReligion.com (co-author Abdurrahman Mahdi)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 22 Jun 2010
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Paraíso
Os crentes serão conduzidos na direção
dos oito grandes portões do Paraíso. Lá eles receberão a alegre recepção dos
anjos e serão felicitados por sua chegada segura e pela salvação do Inferno.
“Em troca, os tementes serão conduzidos, em
grupos, até o Paraíso e, lá chegando, abrir-se-ão as suas portas e os seus
guardiães lhes dirão: ‘Que a paz esteja convosco! Quão excelente é o que
fizestes! Adentrai, pois! Aqui permanecereis eternamente.’” (Alcorão 39:73)
(Será dito aos virtuosos): “E tu, ó alma em
paz, retorna ao teu Senhor, satisfeita (com Ele) e Ele satisfeito (contigo)! Entre
no número dos Meus honrados servos! E entra no Meu Paraíso!” (Alcorão
89:27-30)
O melhor dos muçulmanos entrará no
Paraíso primeiro. O mais virtuoso deles ascenderá aos níveis mais altos.
“E aqueles que comparecerem ante Ele, sendo
crentes e tendo praticado o bem, obterão as mais elevadas dignidades;” (Alcorão
20:75)
“E o dos primeiros (crentes) - E quem são os
primeiros (crentes)? Estes serão os mais próximos de Deus, nos Jardins do
Prazer.” (Alcorão 56:10-12)
A descrição corânica do Paraíso nos dá
uma visão do quanto ele é um lugar fantástico. Uma morada eterna que preenche
todos os nossos desejos, seduz todos os nossos sentidos, nos concede tudo que
poderíamos querer e muito mais. Deus descreve Seu Paraíso como tendo a terra
feita de pó fino de almíscar,
solo de açafrão,
tijolos de ouro e prata, e seixos de pérolas e rubis. Abaixo dos jardins do
Paraíso correm rios de água cristalina, leite, mel e vinho não intoxicante. Os
leitos de suas margens são domos de pérolas côncavas.
Todo o espaço é cheio de luz cintilante, plantas com doces
aromas e fragrâncias que podem ser sentidos de longe.
Existem palácios luxuosos, enormes mansões, vinhedos,
tamareiras, romãzeiras,
árvores de lótus e acácias cujos troncos são feitos de ouro.
Frutos abundantes e maduros de todos os tipos: morangos, cerejas,
uvas, melões, romãs; todos os tipos de fruta, tropical e exótica; qualquer
coisa que o crente possa desejar!
“...aí, as almas lograrão tudo quanto lhes
apetecer, bem como tudo que deleitar os olhos;” (Alcorão 43:71)
Cada crente terá a mais bela, piedosa e
pura esposa, usando uma primorosa vestimenta; E haverá muito mais em um novo
mundo de alegria eterna e radiante.
“Nenhuma alma caridosa sabe que deleite para
os olhos lhe está reservado, em recompensa pelo que fez.” (Alcorão 32:17)
Além dos prazeres físicos, o Paraíso
também dará a seus residentes um estado de bênção emocional e psicológica, como
o Profeta disse:
“Quem quer que entre no Paraíso é
abençoado com uma vida de alegria; ele nunca se sentirá miserável, suas roupas
nunca se corroerão, e sua juventude nunca desaparecerá. As pessoas ouvirão um
chamado divino: ‘Eu concedo que seja saudável e nunca fique doente, viverá e
nunca morrerá, será jovem e nunca envelhecerá, será alegre e nunca se sentirá
miserável.’” (Saheeh Muslim)
Por fim, o que mais deleitará os olhos
será o Rosto do Próprio Deus. Para o verdadeiro crente, essa visão abençoada
de Deus é conquistar o prêmio supremo.
“No Dia, haverá semblantes radiantes,
dirigindo os seus olhares para o seu Senhor.” (Alcorão 75:22-23)
Esse é o Paraíso, a morada eterna e
destino final do crente virtuoso. Que Deus, o Altíssimo, nos faça merecedores
dele.
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A Jornada para a Outra Vida (parte 5 de 8): O Descrente no Túmulo
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Descrição:
Uma descrição da vida no túmulo, entre a morte e o Dia do Juízo, para os descrentes.
Por IslamReligion.com (co-author Abdurrahman Mahdi)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 22 Jun 2010
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> A Outra Vida
> A Jornada Após a Morte
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Quando a morte se aproxima de um
descrente perverso, ele sente o calor do Inferno. Essa mostra do que está por
vir faz com que ele peça uma segunda chance na terra, para fazer o bem que ele
sabia que deveria ter feito. Qual! O seu pedido será em vão.
“(Quanto a eles, seguirão sendo idólatras)
até que, quando a morte surpreender algum deles, este dirá: ‘Ó Senhor meu, mande-me
de volta (à terra) a fim de eu praticar o bem que negligenciei!’ Pois sim! Tal será a frase que dirá! E ante eles
haverá uma barreira, que os deterá até ao dia em que forem ressuscitados.” (Alcorão
23:99-100)
A ira e a punição divinas são
transmitidas à alma perversa por dois anjos negros terrivelmente feios que se
sentam distante dela:
“Receba as boas novas da água
fervente, supuração de feridas e tormentos múltiplos e semelhantes.” (Ibn
Majah, Ibn Katheer)
A alma descrente não ansiará por
encontrar seu Senhor Deus, como o Profeta explicou:
“Quando o momento da morte de
um descrente se aproxima, ele recebe as más notícias do tormento de Deus e de
Sua Retribuição, e depois disso nada é mais odioso para ele do que o que está
por vir. Conseqüentemente, ele odeia o encontro com Deus e Deus também, odeia
encontrá-lo.” (Saheeh Al-Bukhari)
O Profeta também disse:
“Quem quer que ame encontrar
Deus, Deus ama encontrá-lo, e quem quer que odeie encontrar Deus, Deus odeia
encontrá-lo.” (Saheeh Al-Bukhari)
O Anjo da Morte se senta na cabeceira
do descrente em seu túmulo e diz: “Alma perversa, saia para o desagrado de
Allah” enquanto ele arrebata a alma para fora do corpo.
“Ah, se pudesses ver os iníquos na agonia da
morte quando os anjos, com mãos estendidas, lhes disserem:‘Entregai-nos vossas
almas! Hoje, ser-vos-á infligido do castigo afrontoso, por haverdes dito
inverdades acerca de Deus e por vos haverdes ensoberbecido perante os Seus
versículos.’” (Alcorão 6:93)
“Ah, se pudésseis ver a ocasião em que os
anjos receberão os descrentes, esbofeteando-os, açoitando-os e dizendo-lhes:
‘Provai o suplício do fogo infernal!’” (Alcorão 8:50)
A alma maléfica deixa o corpo com
grande dificuldade, arrastada pelos anjos.
O Anjo da Morte então agarra a alma e a coloca em um saco
tecido com fios de cabelo que exala um odor pútrido, tão repugnante e ofensivo
quanto o cheiro do cadáver em decomposição mais repugnante encontrado na terra.
Os anjos então passam a alma para outro grupo de anjos que perguntam: “Quem
é essa alma perversa?” ao que eles respondem: “Fulano, o filho de
fulano e fulano” - usando os piores nomes com os quais ele era chamado
durante seu tempo na terra. Então, quando ele é trazido para a região mais
baixa do céu, um pedido é feito para que o portão seja aberto para ele, mas o
pedido é negado. Enquanto o Profeta descrevia esses eventos, quando chegou
nesse ponto, ele recitou:
“...jamais
lhes serão abertas as portas do céu, nem entrarão no Paraíso, até que um camelo
passe pelo buraco de uma agulha.” (Alcorão 7:40)
Deus dirá: “Registre seu livro em
Sijjin na região mais baixa da terra.”
... e sua alma é lançada. Nesse ponto,
o Profeta, que Deus o exalte, recitou:
“...porque
aquele que atribuir parceiros a Deus, será como se houvesse sido arrojado do
céu, como se o tivessem apanhado das aves, ou como se o vento o lançasse a um
lugar longínquo.” (Alcorão 22:31)
A alma perversa é então restaurada ao
seu corpo e dois temíveis e aterradores anjos, Munkar e Nakir, vêm para
interrogá-la. Após fazerem com que ela se sente, eles perguntam:
Munkar e Nakir: “Quem é o seu
Senhor?”
Alma descrente:
“Ai de mim, eu não sei.”
Munkar e Nakir: “Qual é a sua
religião?”
Alma descrente: “Ai de mim, eu não
sei.”
Munkar e Nakir: “O que você diz
sobre o que esse homem (Muhammad) enviou a você?”
Alma descrente: “Ai de mim, eu não
sei.”
Ao falhar em seu teste, a cabeça do
descrente é atingida com um martelo de ferro com uma força tão violenta que
desintegraria uma montanha. O choro será ouvido dos céus: “Ele mentiu,
então espalhem os tapetes do Inferno para ele, e abram para ele o portão do
Inferno.” O piso de seu túmulo é então aceso com um pouco do fogo ardente do
Inferno, e seu túmulo é feito estreito e apertado a ponto de suas costelas
ficarem entrelaçadas, enquanto seu corpo é esmagado.
Então, um ser incrivelmente feio, usando vestimentas
horrorosas e exalando um odor repugnante e ofensivo vem para a alma descrente e
diz: “Angustie-se com o que lhe desagrada, porque esse é o dia que lhe foi
prometido.” O descrente perguntará: “Quem é você, com um rosto tão feio
e trazendo o mal?” O feio responderá: “Eu sou seus atos perversos!”
O descrente então provará um amargo remorso enquanto lhe é mostrada qual seria
sua morada no Paraíso – se ele tivesse vivido uma vida virtuosa – antes de um
portal ser aberto para ele toda manhã e toda noite mostrando sua verdadeira
morada no Inferno. Allah menciona em Seu Livro como o povo perverso do Faraó está,
nesse exato momento, sofrendo dessa exposição do Inferno dentro de seus
túmulos:
“É o fogo infernal, ao qual serão
apresentados, de manhã e à tarde; e no dia em que chegar a Hora, (Deus dirá):
‘Fazei entrar o povo do Faraó, para o mais severo dos castigos.’” (Alcorão
40:46)
Tomado pelo medo e repugnância,
ansiedade e desespero, o descrente em seu túmulo continuará a pedir: “Meu
Senhor, não traga a última hora. “Não
traga a última hora.”
O Companheiro Zaid b. Thabit narrou
como o cavalo do Profeta empinou e quase o derrubou quando o Profeta Muhammad e
seus Companheiros passaram por alguns túmulos dos politeístas. O Profeta, que
Deus o exalte, disse:
“Essas pessoas estão sendo
torturadas em seus túmulos, e se não fosse pelo fato de que isso poderia
fazê-los parar de enterrar seus mortos, eu pediria a Deus que lhes permitisse
ouvir a punição no túmulo que eu (e esse cavalo) podemos ouvir.” (Saheeh
Muslim)
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A Jornada para a Outra Vida (parte 6 de 8): O Descrente no Dia do Juízo
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Descrição:
Alguns dos testes que o descrente enfrentará no Dia do Juízo.
Por IslamReligion.com (co-author Abdurrahman Mahdi)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 22 Jun 2010
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> A Outra Vida
> A Jornada Após a Morte
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Um grande terror cairá sobre os
ressuscitados no poderoso Dia da Ressurreição:
“...Ele somente os tolera, até o dia em que
seus olhos ficarão atônitos.” (Alcorão 14:42)
O descrente é ressuscitado de seu
‘túmulo’ como descrito por Deus:
“Dia em que sairão apressados dos seus
sepulcros, como se corressem para uma meta. Seus olhares serão de humilhação,
cobertos de ignomínia. Assim será o dia que lhes foi prometido.” (Alcorão
70:43-44)
O coração estará trêmulo e confuso
sobre qual castigo o aguarda:
“E também haverá, nesse dia, rostos cobertos
de pó. Cobertos de lugubridade. Estes serão os rostos dos descrentes, dos
perversos. (Alcorão 80:40-42)
“E não creiais que Deus está desatento a tudo
quanto cometem os iníquos. Ele somente os tolera, até o dia em que seus olhos
ficarão atônitos. Correndo a toda a brida, com as cabeças hirtas, com os
olhares inexpressivos e os corações vazios.” (Alcorão 14:42-43)
Os descrentes serão reunidos da forma
como nasceram – nus e não circuncisados – em uma grande planície, e serão
arrastados sobre suas faces, cegos, surdos e mudos:
“No Dia da Ressurreição os congregaremos,
prostrados sobre os seus rostos, cegos, surdos e mudos; o inferno será a sua
morada e, toda a vez que se extinguir a sua chama, avivá-la-emos.” (Alcorão
17:97)
“Em troca, quem desdenhar a Minha Mensagem,
levará uma mísera vida, e, cego, congregá-lo-emos no Dia da Ressurreição.” (Alcorão
20:124)
Eles “encontrarão” Deus três vezes. Na
primeira vez eles tentarão se defender com um argumento fútil contra Deus
Todo-Poderoso, dizendo coisas como: “Os profetas não chegaram até nós!” Apesar
de Allah ter revelado em Seu Livro:
“...Jamais castigamos (um povo), sem antes
termos enviado um mensageiro.” (Alcorão 17:15)
“...a fim de que não digais. Não nos chegou
alvissareiro nem admoestador algum!...” (Alcorão 5:19)
Na segunda vez eles apresentarão suas
justificativas, enquanto reconhecem sua culpa. Até os demônios tentarão se
justificar de seus crimes de desviar os homens:
“Seu acompanhante (sedutor) dirá: ‘Ó Senhor
nosso! Eu não o fiz transgredir; porém, ele é que estava em um erro profundo.”
(Alcorão 50:27)
Mas Deus, Todo-Poderoso e Justo, não
será enganado. Deus dirá:
“Não disputeis em Minha presença, uma vez que
nos enviei antecipadamente a advertência. A palavra é insubstituível perante
Mim, e jamais sou injusto para com os Meus servos.” (Alcorão 50:28-29)
Na terceira vez a alma perversa
encontrará seu Criador para receber seu Livro das Ações, um registro que nada omite.
“O Livro-registro será exposto. Verás os
pecadores atemorizados por seu conteúdo, e dirão: ‘Ai de nós! Que significa este
Livro? Não omite nem pequena, nem grande falta, senão que as enumera!’ E
encontrarão registrado tudo quanto tiverem feito. Teu Senhor não defraudará
ninguém.” (Alcorão 18:49)
Ao receberem seus registros, os
perversos serão repreendidos na frente de toda a humanidade.
“Então serão apresentados em filas, ante o
seu Senhor, que lhes dirá: ‘Agora compareceis ante Nós, tal como vos criamos
pela primeira vez.’ Embora pretendêsseis que jamais vos fixaríamos este
comparecimento.” (Alcorão
18:48)
O Profeta Muhammad disse: “Esses são
os que não acreditavam em Deus!”
E esses são os que Deus questionará em relação às bênçãos que
eles subestimaram. Cada um será perguntado: ‘Você achava que Nós nos
encontraríamos?' E cada um responderá: ‘Não!’ Deus dirá: ‘Eu
esquecerei de vocês como vocês esqueceram de Mim!’ Então, como o descrente tentará mentir para encontrar uma saída,
Deus selará sua boca e as partes do seu corpo testemunharão contra ele.
“Neste dia, selaremos as suas bocas; porém,
as suas mãos Nos falarão, e os seu pés confessarão tudo quanto tiverem
cometido.” (Alcorão 36:65)
Além de seus próprios pecados, o
descrente também carregará os pecados daqueles que desencaminhou.
“E quando lhes é dito: ‘Que é que o vosso
Senhor tem revelado?’ Dizem: ‘As fábulas dos primitivos.’ Carregarão com
todos os seus pecados no Dia da Ressurreição, e com parte dos pecados daqueles
que, nesciamente, eles desviaram. Que péssimo é o que carregarão!” (Alcorão 16:24-25)
A dor psicológica da privação, solidão
e abandono se unirá à tortura física.
“...Deus não lhes falará, nem olhará para
eles, no Dia da Ressurreição, nem tampouco os purificará, e sofrerão um
doloroso castigo.” (Alcorão 3:77)
Enquanto todos os crentes terão a
intercessão do Profeta Muhammad, o descrente não terá nenhum intercessor;
aquele que adorou falsas divindades além do Único e Verdadeiro Deus.
“...e os malfeitores não terão protetor nem
ajudante.” (Alcorão 42:8)
Seus santos e conselheiros espirituais
se dissociarão dele, e o descrente desejará que pudesse voltar à vida e fazer o
mesmo com aqueles que agora o repudiam:
“E os prosélitos dirão: Ah, se pudéssemos
voltar (à terra), repudiá-los-íamos como eles nos repudiaram! Assim Deus lhes demonstrará
que suas ações são a causa de seus lamentos, e jamais se salvarão do fogo
infernal.” (Alcorão 2:167)
A tristeza da alma oprimida pelo pecado
será tão intensa que ele suplicará: ‘Ó Deus, tenha misericórdia de mim e
coloque-me no Fogo.’ E lhe será perguntado: ‘Você desejaria ter o equivalente a terra
cheia de ouro para que pudesse pagar pela sua liberdade?' Ao qual ele
responderá: ‘Sim.’ Quando lhe será dito: ‘Foi pedido algo muito mais
fácil que isso - adorar somente a Deus.’
“E lhes foi ordenado que adorassem
sinceramente a Deus, fossem monoteístas, observassem a oração e pagassem o
zakat; esta é a verdadeira religião.” (Alcorão 98:5)
“Quanto aos descrentes, as suas ações são
como uma miragem no deserto; o sedento crerá ser água e, quando se aproximar
dela, não encontrará coisa alguma. Porém, verá ante ele Deus, que lhe pedirá
contas, porque Deus é Expedito no cômputo.” (Alcorão 24:39)
“Então, Nos disporemos a aquilatar as suas
ações, e as reduziremos a moléculas de pó dispersas.” (Alcorão 25:23)
A alma descrente receberá o seu
registro escrito, que foi mantido pelos anjos que anotaram todos os seus atos
em sua vida terrena, em sua mão esquerda e por trás de suas costas.
“Em troca, aquele a quem for entregue o seu
registro na sinistra, dirá: ‘Ai de mim! Oxalá não me tivesse sido entregue meu
registro, nem jamais tivesse conhecido o meu cômputo.’” (Alcorão 69:25-26)
“Porém, aquele a quem for entregue o
registro, por trás das costas, suplicará, de pronto, por sua destruição.” (Alcorão
84:10-11)
Finalmente, entrará no Inferno:
“E os descrentes serão conduzidos, em grupos,
até o inferno, cujas portas, quando chegaram a ele, se abrirão, e os seus
guardiães lhes dirão: ‘Acaso, não vos foram apresentados mensageiros de vossa
estirpe, que vos ditaram os versículos do vosso Senhor e vos admoestaram acerca
do comparecimento deste dia?’ Dirão: ‘Sim! Então, o decreto do castigo recairá
sobre os descrentes.’” (Alcorão 39:71)
Os primeiros a entrarem no Inferno
serão os pagãos, seguidos por aqueles judeus e cristãos que corromperam a
verdadeira religião de seus profetas.
Alguns serão levados para o Inferno, outros cairão nele,
presos por ganchos. Nesse ponto o descrente desejará que tivesse sido transformado em
pó, ao invés de colher os frutos amargos de suas más ações.
“Sabei que vos temos advertido do castigo
iminente, o dia em que o homem verá as obras das suas mãos, e o incrédulo dirá:
‘Oxalá me tivesse convertido em pó!’” (Alcorão 78:40)
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A Jornada para a Outra Vida (parte 7 de 8): O Descrente e o Inferno
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Descrição:
Como o Inferno receberá os descrentes.
Por IslamReligion.com (co-author Abdurrahman Mahdi)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 22 Jun 2010
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> A Outra Vida
> A Jornada Após a Morte
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Ele receberá os descrentes com sua
fúria e estrondo:
“...Temos destinado o tártaro para aqueles
que negam a Hora:Quando este (o tártaro), de um lugar longínquo, os avistar,
eles lhe ouvirão o ribombar e a crepitação.” (Alcorão 25:11-12)
Quando se aproximarem dele, anteciparão
que serão presos por grilhões e que seus destinos serão servirem como
combustível:
“Em verdade, aos descrentes, destinamos
correntes, grilhões e o tártaro.” (Alcorão 76:4)
“Porque lhes reservamos os grilhões e o
fogo.” (Alcorão 73:12)
Os anjos correrão ao receberem o
comando de Deus para prendê-los e agrilhoá-los:
“(Será dito): Pegai-o e agrilhoai-o.” (Alcorão
69:30)
“...E carregaremos de pesadas argolas os
pescoços dos descrentes.” (Alcorão 34:34)
Presos em correntes…
“...Então, fazei-o carregar uma corrente de
setenta cúbitos.” (Alcorão 69:32)
...eles serão arrastados:
“(Ah, se tu pudesses vê-los) quando lhes
forem postas as argolas nos pescoços, e forem arrastados com as cadeias.” (Alcorão
40:71)
Enquanto eles são amarrados,
acorrentados e arrastados para serem jogados no Inferno, ouvirão sua fúria:
“Bem como a pena do inferno, para aqueles que
negam o seu Senhor. Que funesto destino! Quando nele forem precipitados,
ouvi-lo-ão rugir, borbulhante, a ponto de estalar de fúria. Cada vez que um
grupo (de réprobos) for precipitado nele, os seus guardiães lhes perguntarão.
Acaso, não vos foi enviado nenhum admoestador?” (Alcorão 67:6-8)
Já que serão retirados da grande
planície de encontro, nus e famintos, eles implorarão aos habitantes do Paraíso
por água:
“Os condenados ao inferno clamarão os diletos
do Paraíso: ‘Derramai por sobre nós um pouco de água ou algo com que Deus vos
agraciou.’ Dir-lhes-ão: Deus vedou ambos aos descrentes.’” (Alcorão 7:50)
Ao mesmo tempo em que os crentes no
Paraíso serão recebidos com honra, acomodados de forma confortável, e servidos
com deliciosos banquetes, o descrente fará sua refeição no Inferno:
“Logo, sereis vós, ó desviados,
desmentidores. Sem dúvida que comereis do fruto do zacum, do qual fartareis os
vossos estômagos.” (Alcorão 56:51-53)
Zacum: uma
árvore cujas raízes estão no fundo do Inferno e cujos galhos estão em seus
outros níveis; seu fruto se assemelha às cabeças dos demônios:
“Qual é melhor recepção, esta (do Paraíso) ou
a da árvore do zacum? Sabei que a estabelecemos como prova para os iníquos. Em
verdade, é uma árvore que cresce no fundo do inferno. Seus ramos frutíferos
parecem cabeças de demônios. Que os réprobos comerão, e com eles fartarão os
seus bandulhos.” (Alcorão 37:62-66)
Os perversos terão outro alimento
também, alguns que asfixiam e alguns como arbustos
espinhosos e secos.
“Nem mais alimento do que o excremento; Que
ninguém comerá, a não ser os pecadores.” (Alcorão 69:36-37)
E para engolir suas refeições
melancólicas, uma mistura extremamente fria de seu próprio pus, sangue suor e
secreção de ferimentos, além de água fervente e
escaldante que dissolve seus intestinos:
“...a quem será dada a beber água fervente, a
qual lhes dilacerará as entranhas.” (Alcorão 47:15)
A vestimenta dos habitantes do Inferno
será feita de fogo e piche:
“Quanto aos descrentes, serão cobertos com
vestimentas de fogo.” (Alcorão 22:19)
“As suas roupas serão de alcatrão, e o fogo
envolverá os seus rostos.” (Alcorão 14:50)
Suas sandálias,
leito e dosséis serão igualmente feitos de fogo; uma punição
que envolve todo o corpo, da cabeça negligente ao pé transgressor:
“Então, atormentai-o, derramando sobre a sua
cabeça água fervente.” (Alcorão 44:48)
“Será) o dia em que o castigo os cobrirá por
cima e por baixo; então, ser-lhe-á dito: Sofrei as conseqüências das vossas
ações!” (Alcorão 29:55)
Sua punição no Inferno variará de
acordo com sua descrença e outros pecados.
“Qual! Sem dúvida que ele será precipitado
naquilo que consome. E o que te fará entender o que é aquilo que consome? É o
fogo de Deus, aceso, que abrasará os corações. Em verdade, isso será desfechado
sobre eles. Em colunas estendidas!” (Alcorão 104:4-9)
Toda vez que a pele se queimar, será
substituída por uma pele nova:
“Quanto àqueles que negam os Nossos
versículos, introduzi-los-emos no fogo infernal. Cada vez que a sua pele se
tiver queimado, trocá-la-emos por outra, para que experimentem mais e mais o
suplício. Sabei que Deus é Poderoso, Prudentíssimo.” (Alcorão 4:56)
E o pior de tudo é que a punição
continuará aumentando:
“Sofrei, pois, conquanto nada vos
proporcionaremos, senão castigo.” (Alcorão 78:30)
O efeito psicológico dessa punição será
tremendo. Um castigo tão severo que aqueles que os estão recebendo implorarão
para que seja multiplicado sobre aqueles que os desencaminharam:
“Exclamarão: ‘Ó Senhor nosso, àqueles que nos
induziram a isto, duplica-lhes o castigo no fogo infernal!’” (Alcorão 38:61)
O audacioso fará sua primeira tentativa
para escapar, mas:
“Em adição, haverá clavas de ferro (para o
castigo). Toda a vez que dele (do fogo) quiserem sair, por angústia, ali serão
repostos e lhes será dito: ‘Sofrei a pena da queima!’” (Alcorão 22:21-22)
Após cair várias vezes, eles pedirão
ajuda a Iblis, o Grande Satanás.
E quando a questão for decidida, Satanás lhes
dirá: ‘Deus vos fez uma verdadeira promessa; assim, eu também vos prometi;
porém, faltei à minha, pois não tive autoridade alguma sobre vós, a não ser
convocar-vos, e vós me atendestes. Não me reproveis, mas reprovai a vós mesmos.
Não sou o vosso salvador, nem vós sois os meus. Renego (o fato de) que me
tenhais associado a Deus, e os iníquos sofrerão um doloroso castigo!’” (Alcorão
14:22)
Deixando Satanás de lado, eles se
voltarão para os anjos que guardam o Inferno para terem seu tormento reduzido,
mesmo que seja por um dia:
“E os réprobos pedirão aos guardiães do
inferno: ‘Invocai vosso Senhor para que nos alivie, em um só dia, do
suplício!’” (Alcorão 40:49)
Após esperarem pela resposta pelo tempo
que Deus desejar, os guardas retornarão e perguntarão:
“’Retrucar-lhes-ão: Acaso, não vos
apresentaram, os vossos mensageiros, as evidências?’ Dirão: ‘Sim!’ Dir-lhes-ão:
‘Rogai, pois, embora o rogo dos descrentes seja improfícuo!’” (Alcorão 40:50)
Ao perderem a esperança na redução do
castigo, eles buscam a morte. Dessa vez eles se voltarão para o Guardião Chefe
do Inferno, o anjo Malik, implorando-lhe por quarenta anos:
“E gritarão: Ó Malik, que teu Senhor nos
aniquile! ...’” (Alcorão 43:77)
Sua resposta curta após mil anos será:
“Sabei que permanecereis aqui (eternamente)!”
(Alcorão 43:77)
Eventualmente eles retornarão para
Aquele Que se recusaram a se voltar nesse mundo, pedindo por uma última chance:
“Exclamarão: ‘Ó Senhor nosso, nossos desejos
nos dominam, e fomos um povo extraviado! Ó Senhor nosso, tira-nos daqui! E se
reincidirmos, então seremos iníquos!’” (Alcorão 23:106-107)
A resposta de Deus será:
“Entrai aí e não Me dirijas a palavra.” (Alcorão
23:108)
A dor dessa resposta será pior do que
seu terrível tormento. Porque o descrente saberá que sua estada no Inferno
será por uma eternidade e a sua falta do Paraíso será absoluta e final:
“(Quanto) àqueles que rejeitaram a fé e
cometeram injustiças, Deus nunca os perdoará, nem os orientará qualquer
caminho, a não ser o do inferno, onde morarão eternamente, porque isso é fácil
para Deus.” (Alcorão 4:168-169)
A maior privação e tristeza para um
descrente será espiritual: ele será velado de Deus e será privado de vê-Lo:
“Qual! Em verdade, nesse dia, estar-lhes-á
vedado contemplar o seu Senhor.” (Alcorão 83:15)
Assim como eles se recusaram a “vê-Lo”
nessa vida, eles serão separados de Deus na próxima vida. O crente zombará
deles.
“Porém, hoje, os crentes rirão dos
descrentes. E, reclinados sobre almofadas, observarão. Acaso, os descrentes não
serão punidos, por tudo quanto tiverem cometido?” (Alcorão 83:34-36)
Seu total desespero e aflição
culminarão quando a morte for trazida em forma de um porco e abatida na sua
frente, para que nenhum refúgio jamais seja encontrado em uma morte final.
“E admoesta-os sobre o dia do lamento, quando
a sentença for cumprida, enquanto estão negligentes e não crêem.” (Alcorão 19:39)
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A Jornada para a Outra Vida (parte 8 de 8): Conclusão
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Descrição:
Algumas razões para a existência do Paraíso e Inferno.
Por IslamReligion.com (co-author Abdurrahman Mahdi)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 22 Jun 2010
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> A Outra Vida
> A Jornada Após a Morte
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Muhammad, o Profeta do Islã que morreu
em 632, relatou:
“Esse mundo é uma prisão para
o crente, mas para o descrente ele é um Paraíso. Enquanto que para o descrente
a Vida Futura será uma prisão, para o crente será seu Paraíso.”
Uma vez, no período inicial do Islã, um
cristão pobre encontrou com um dos grandes eruditos do Islã, que naquele
momento estava montado em um belo cavalo e vestido com roupas finas. O cristão
recitou para o muçulmano bem-sucedido o hadith citado acima, antes de fazer a
ressalva: “Ainda assim eu lhe apresento um não-muçulmano, pobre e destituído
nesse mundo, enquanto você é um muçulmano rico e próspero.” O sábio do
Islã respondeu: “De fato. Mas se você soubesse a realidade do que pode
esperá-lo (de punição eterna) na Vida Futura, você se consideraria agora no
Paraíso, em comparação. E se você soubesse a realidade do que pode esperar-me
(de bênção eterna) na Vida Futura, você me consideraria agora em uma prisão, em
comparação.”
Portanto, é por causa da grande
misericórdia e justiça de Deus que Ele criou o Paraíso e o Inferno. O
conhecimento do Inferno serve para dissuadir o homem de maus atos, enquanto um
breve olhar nos tesouros do Paraíso o incita a fazer boas ações e ser virtuoso.
Aqueles que negam seu Senhor, fazem o mal e não se arrependem entrarão no
Inferno: um lugar de dor e sofrimento reais. Enquanto a recompensa para a
retidão é o lugar de beleza física e perfeição inimagináveis que é Seu Paraíso.
Com freqüência as pessoas testemunham a
bondade de suas próprias almas alegando que qualquer bem que elas façam é pura
e exclusivamente por amor genuíno a Deus, ou por viverem um código de moral e
virtude e, por causa disso, não precisam de atrativos para se comportarem dessa
forma. Mas quando Deus fala ao homem no Alcorão, Ele o faz conhecendo a
volubilidade de sua alma. Os prazeres do Paraíso são reais, físicos e tangíveis.
O homem pode começar a apreciar o quão desejável o alimento, vestimenta e
moradia perfeitos e infindáveis do Paraíso podem ser justamente por ter
consciência do quanto essas coisas podem ser doces e gratificantes nessa
realidade presente.
“Aos homens foi abrilhantado o amor à
concupiscência relacionada às mulheres, aos filhos, ao entesouramento do ouro e
da prata, aos cavalos de raça, ao gado e às sementeiras. Tal é o gozo da vida
terrena; porém, a bem-aventurança está ao lado de Deus.” (Alcorão 3:14)
Da mesma forma, o homem pode começar a
apreciar o quão tortuoso e terrível o Inferno e suas guarnições podem ser
justamente por ter consciência do quão terrível uma queimadura por fogo pode
ser nesse mundo. Assim, a jornada da alma após a morte, como descrita a nós em
detalhes vívidos por Deus e Seu Profeta, Muhammad, que Deus o exalte, devem
servir como um incentivo para o que toda a humanidade reconhece como seu
propósito nobre: a adoração e serviço de seu Criador em amor, devoção e
gratidão abnegados. Afinal,
“E lhes foi ordenado que adorassem
sinceramente a Deus, fossem monoteístas, observassem a oração e pagassem o
zakat; esta é a verdadeira religião.” (Alcorão 98:5)
Mas, aqueles muitos entre a humanidade
que, através dos tempos, negligenciaram seu dever moral com seu Senhor Deus e com
seus iguais, não esqueçam que:
“Toda a alma provará o sabor da morte e, no
Dia da Ressurreição, sereis recompensado integralmente pelos vossos atos; quem
for afastado do fogo infernal e introduzido no Paraíso, triunfará. Que é a vida
terrena, senão um prazer ilusório?” (Alcorão 3:185)
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