O Estabelecimento da Nação de Deus sob Jesus
A morte do Falso Messias traumatizará os
cristãos e judeus que o tinham seguido, porque isso lhes revelará que ele não
era quem alegava ser. De fato, o papel de Jesus em sua derrota convencerá a
maioria dos cristãos sobreviventes, pelo menos, de que o Falso Messias tinha
sido o Anticristo profetizado em suas próprias escrituras. O Profeta do Islã,
que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, disse:
“O filho de Maria descerá entre
vocês em breve e os julgará de forma justa (de acordo com a Lei de Deus): quebrará as cruzes e
matará os porcos...” (Saheeh Al-Bukhari)
O quebrar das cruzes pode ser
figurativo ou literal: a destruição de ídolos erigidos nas igrejas e a remoção
de cruzes de seus campanários, assim como a proibição do uso de cruzes pessoais
como símbolos da religião; ou a destruição do mito de que foi executado pelos
romanos em uma cruz na instigação feita pelos judeus. Da mesma forma, a
matança de porcos pode ser literal e figurativa: conduzir literalmente uma
campanha para matar todos os porcos para que o consumo de sua carne se torne
impossível, permitir que sejam mortos ou simplesmente impor novamente a
proibição de Deus feita desde tempos imemoriais
em relação ao consumo de sua carne, forçando os criadores de porcos a se
livrarem de sua criação por sua inutilidade. De fato, duas das principais
práticas cristãs serão removidas, indicando que a religião como ensinada por
cristãos modernos será extinta, fazendo um retorno à religião como pretendida
originalmente (Islã).
“... e não haverá Jizya.”(Saheeh Al-Bukhari)
Além disso, depois da grande perda de
vidas entre os judeus, a morte de seu líder provará que ele foi uma falsa
esperança. É provável que a alegação de divindade do Falso Messias semeie
dúvidas em seus corações, e quando Jesus anunciar que a Jizya não será mais um meio
através do qual os não-muçulmanos poderão evitar a submissão à vontade de Deus,
eles estarão prontos para abrir mão da orientação de seus rabinos em favor do
retorno à orientação
de Deus. O fato de que nenhuma Jizya será aceita sublinha a abolição de
todas as religiões, exceto uma. Será exigido que o Povo do Livro siga a Lei do
Islã que Jesus imporá. Os obstinados que se recusarem serão perseguidos e
mortos, ao invés de terem permissão de continuar em sua crença obsoleta.
“A hora não chegará até que os
muçulmanos combatam os judeus e os matem. Os judeus buscarão abrigo atrás de
pedras e árvores, mas a pedra ou a árvore falará: “Ó servo de Deus, existe um
judeu [obstinado] atrás de mim, venha e mate-o!” Mas a árvore de Gharqad não
falará, porque é parcial em relação aos judeus.” (Saheeh Muslim)
Não há menção nesse ponto em relação ao
destino daqueles que não são nem muçulmanos nem do Povo do Livro, mas
acreditamos que alguns deles também ficarão sobre o governo de Jesus, ou
morrerão. Talvez outros sejam destruídos por aqueles que são referidos como
Gog e Magog.
A Invasão de Gog e Magog
Quem são exatamente Gog e Magog não se
sabe, embora seja sabido de um hadith, encontrado nos dois principais livros de
narrações autênticas (Saheeh Al-Bukhari e Saheeh Muslim), que são das
nações da humanidade.
Sobre eles, o Alcorão diz:
“Até que chegou a um lugar entre duas
montanhas, onde encontrou um povo que mal podia compreender uma palavra. Disseram-lhe:
Ó Zul Carnain! Gog e Magog são devastadores na terra. Queres que te paguemos
um tributo, para que levantes uma barreira entre nós e eles?” (Alcorão
18:93-94)
Depois de Zul Carnain executar seu
pedido (sem determinar tributo), ele lhes disse:
“Esta muralha é uma misericórdia de meu
Senhor. Porém, quando chegar a Sua promessa, Ele a reduzirá a pó, porque a
promessa de meu Senhor é infalível. Nesse dia, deixaremos alguns deles insurgirem-se contra os outros...”
(Alcorão 18:98-99)
Isso significa que será um povo que não
está sob a jurisdição de Jesus quando ele aceita o compromisso de ex-judeus e
cristãos. E Gog e Magog serão a ameaça final aos crentes antes de seu reinado
de paz. Novamente, o Alcorão diz:
“Até o instante em que for aberta a barreira
do (povo de) Gog e Magog e todos se precipitarem por todas as colinas, e
aproximar a verdadeira promessa. E eis os olhares fixos dos incrédulos, que
exclamarão: Ai de nós! Estivemos desatentos quanto a isto; qual, fomos uns
iníquos!” (Alcorão 21:96-97)
Nem mesmo Jesus será capaz de resistir
à vinda de Gog e Magog, porque atropelarão a terra de forma destrutiva, como
gafanhotos.
Abu Sa’id al-Khudri relatou que o
profeta, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, disse que
somente os muçulmanos que se retirarem para suas cidades e fortalezas com seu
gado e ovelhas sobreviverão ao ataque violento. Também é dito:
Deus
revelará a Jesus, filho de Maria: “Trouxe um povo
dentre Minhas criaturas que ninguém será capaz de combater. Leve meus adoradores em segurança para o Monte Tur.” (Saheeh
Muslim)
Gog e Magog serão tantos que quando os
últimos do bando passarem através do leito de um lago de cuja água a primeira
fileira bebeu, dirão: ‘Costumava haver água aqui.’ Todos que não sejam
de seu bando, exceto os muçulmanos em suas fortalezas e refúgios, serão mortos,
e o bando declamará: ‘Derrotamos o povo da terra. Agora só existe o povo
dos céus [para derrotarmos]’. Nesse momento, alguém lançará uma flecha
para o céu e ela cairá de volta na terra manchada de sangue.
Embora Gog e Magog pensem que
conseguiram a vitória, sua ostentação será sua queda, porque o sangue em suas
armas será um teste de Deus. O próximo artigo lidará com como Gog e Magog
serão derrotados, e o que acontece depois disso.
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