O Retorno de Jesus (parte 1 de 5)
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Descrição:
Semelhanças e diferenças sobre a segunda vinda de Jesus entre cristãos e muçulmanos. O Messias no fim dos tempos de acordo com o Judaísmo.
Por Jeremy Boulter (© 2009 IslamReligion.com)
Publicado em 11 May 2009 - Última modificação em 12 Feb 2012
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> Religião Comparada
> Jesus
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Tanto o Islã quanto o Cristianismo esperam
o retorno de Jesus no fim dos tempos, e ambos esperam que testes e tribulações
ocorram na época. Muitos dos temas desses testes são semelhantes, mas também
são diferentes em detalhes e definição. Ambas as religiões esperam que a nação
de crentes seja vitoriosa, mas os cristãos acreditam que seja definida como os
crentes no Evangelho do Novo Testamento e em Cristo como ‘o Salvador’ e ‘a
Encarnação’ de Deus, enquanto o muçulmano sabe que se refere àqueles que
acreditam no monoteísmo puro vinculado à submissão ao Único e Verdadeiro Deus.
O retorno de Jesus é precedido
em ambas as religiões por sinais, novamente semelhantes na descrição geral, mas
sutilmente diferentes nos detalhes. Ambas as religiões ensinam que o retorno
de Jesus será precedido por uma grande e poderosa figura de falsidade e
tentação, chamada o Masih ad-Dajjal (O Falso Messias) pelos muçulmanos e o
Anticristo pelos cristãos. Antes desse evento outros sinais que estão de
acordo incluem um aumento geral na imoralidade e fornicação, assassinato e
crimes, e ilegalidade generalizada, libertinagem e distanciamento da religião e
conhecimento verdadeiro. Acompanhando esses sinais de mal-estar civil existirão
guerras destrutivas e desastres
naturais que se sucederão. Os detalhes e períodos, entretanto, são
substancialmente diferentes, mesmo dentro de crenças particulares. Como a
crença cristã vê a segunda vinda depende da interpretação doutrinária adotada.
Quatro opiniões são predominantes: pré-milenismo histórico e dispensacionalista,
pós-milenismo preterista e amilenismo.
O pré-milenismo tem dois ramos de interpretação. Ambas postulam que Jesus virá e então, após derrotar o Anticristo,
governará a terra com os ‘eleitos’ por 1.000 anos antes das almas maléficas
serem ressuscitadas e Satanás ser libertado no Anticristo ressuscitado. Elas diferem de forma
significativa com relação aos eventos que cercam a segunda vinda.
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Pré-milenismo Dispensacionalista
Embora ambas concordem que isso
ocorrerá durante o período de Tribulação de sete anos durante o reinado do
Anticristo, uma determina o retorno dos judeus para Israel e a reconstrução do
templo durante esse período de sete anos, enquanto que a outra mantém que Jesus
restabelecerá Jerusalém como sua capital, reconstruindo o templo durante seu
reinado. A primeira determina que os eleitos anteriores da Igreja sejam
ressuscitados antes da tribulação começar, e então escolhidos para governar com
Jesus, enquanto que os judeus virtuosos serão ressuscitados junto com heróis
que se mantiveram firme contra o Anticristo e morreram no fim da tribulação,
anunciando seu reino de paz e fartura. A segunda mantém que o ‘arrebatamento’
de todos os eleitos, no caso todos os santos mortos do Cristianismo e os
virtuosos do Judaísmo antes do advento de Cristo, acontecerá na segunda vinda
de Jesus e dessa forma constituirão, com sua descendência, os cidadãos
merecedores do governo do milênio. Quando Satanás for finalmente libertado no
Anticristo ressuscitado, uma grande batalha ocorrerá com os seguidores de Satanás
e Satanás, o falso profeta, será derrotado e lançado no Inferno, anunciando o
fim do mundo. Aqui, mais uma vez, dois ramos diferem. O Histórico vê Gog e
Magog como nações que Satanás lidera em rebelião quando é libertado, enquanto
que o Dispensacionalista, embora concorde que Satanás liderará um exército de
nações iludidas, não coloca Gog e Magog entre elas.
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Pré-milenismo Histórico
Após
a derrota das forças do mal, as montanhas se desintegrarão, a terra se tornará
uma planície e o Julgamento será instituído para as pessoas da terra. Os
verdadeiros crentes em Cristo serão recompensados com o paraíso e a comunhão
eterna com Deus e os descrentes e pecadores que não se arrependeram serão
consignados ao inferno e à separação eterna de Deus.
O Preterismo é o nome genérico para o
ponto de vista encontrado em ambas as opiniões que se opõem ao pré-milenismo. Vê o retorno de Jesus como já tendo acontecido na época da
destruição do templo de Jerusalém, pelo menos em termos de julgamento. Ou
seja, vêem as pessoas julgadas quando morrem. Dessa forma, a terra em si é
eterna, e o aperfeiçoamento de nossa fé e a verdade sobre Deus é uma tarefa
interminável que nos foi determinada por Deus.
Entre os preteristas parciais, o momento de perfeição é a
segunda vinda física de Jesus, que reinará para sempre sobre aqueles que
alcançaram salvação.
O pós-milenismo vê o reinado de 1.000 anos de Jesus de uma forma mais figurativa do
que literal, e considera que ele já começou. Jesus é
literalmente o rei da terra agora, julgando o morto no momento de sua morte, e
a igreja cristã está em processo de aperfeiçoar sua crença nele e a derrota de
Satanás. Então Jesus retornará para derrotar o Anticristo, anunciando o fim do
mundo e estabelecer a Igreja para governar com ele.
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Pós-milenismo
O Amilenismo também vê o reinado de 1.000 anos como
figurativo e já estabelecido, mas como o pré-milenismo, entende o Dia do Juízo
como o dia de separar os bons dos maus e consigná-los eternamente aos seus
respectivos destinos.
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Amilenismo
Esses pontos-de-vista com
frequência se sobrepõem então, não se tem certeza quando uma doutrina termina e
a outra começa. Nenhuma delas, entretanto, está em conformidade com a visão
islâmica do reino de Jesus e seu papel na segunda vinda.
O Islã vê o retorno de Jesus
como uma conclusão de sua vida e missão, que ele deixou incompletos.
Como o verdadeiro Messias, apenas ele tem o poder que lhe foi
concedido por Deus de derrotar o falso Messias no final dos tempos. Seu
governo testemunhará a invasão de Gog e Magog, a quem nem ele será capaz de
derrotar. Ao contrário, ele orará a Deus que então os destruirá. O fim de Gog
e Magog anunciará o começo de um mundo hegemônico no qual todos serão crentes,
ou pelo menos submissos, ao seu reino como representante de Deus. Ele
governará pela Lei de Deus como ensinada por Muhammad (ou seja, Islã) (que a
misericórdia e as bênçãos de Deus estejam sobre ele), até morrer com uma idade
de 70 ou 75 anos. Nesse período haverá fartura para todos, e paz em todo o
mundo. Então, algum tempo depois dele morrer e ser enterrado, todos os
muçulmanos serão pegos por uma brisa e levados para a vida futura. As pessoas
remanescentes na terra serão descrentes, e apenas elas testemunharão o capítulo
final da terra.
Muitos desses eventos descritos
no Islã ecoam o conceito do Messias no final dos tempos concebido no Judaísmo,
embora eles acreditem que a Lei com a qual ele reinará será a Lei de Moisés, ao
invés da de Muhammad, que Deus louve a ambos. O Islã e o Judaísmo consideram a
vinda do Messias como essencialmente aglomeradora, reunindo crentes dos confins
da terra. Ambas vêem seu governo como o retorno aos fundamentos da fé e da
Lei. Ambas vêem seu papel como de um líder que lutará a guerra de Deus contra
as forças do mal, e que essa guerra será seguida de uma hegemonia pacífica na
qual a Lei de Deus prevalecerá em todo o mundo.
Onde eles diferem é quem essa
figura do final dos tempos representa. Para os judeus, o Messias
necessariamente será um líder judeu que restabelece Israel e o templo e todos
os rituais em Jerusalém. Para os muçulmanos, ele representa a vitória do Islã
puro, separando hipócritas de verdadeiros crentes.
Todas as três visões do Messias
no final dos tempos têm algo em comum. Nos próximos quatro artigos, entretanto,
exporemos a descrição islâmica do futuro, que é considerada como estando
próxima. Essa visão é muito clara e sujeita à pouca variação doutrinal, ao
contrário das opiniões judaica e cristã. Depende de você traçar os paralelos
aparentes e rejeitar o que não reflete a verdade.
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O Retorno de Jesus (parte 2 de 5)
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Descrição:
As profecias e portentos no Islã da descida de Jesus no Alcorão e nas narrações proféticas.
Por Jeremy Boulter (© 2009 IslamReligion.com)
Publicado em 18 May 2009 - Última modificação em 18 May 2009
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> Religião Comparada
> Jesus
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Os cristãos acreditam que Jesus está
vivo home, e muitas denominações acreditam que ele esteja ativo. Também
acreditam que ele já foi ressuscitado, e que nunca morrerá novamente. A
posição islâmica, entretanto, é que ele nunca morreu e, portanto, continua
vivo. É dito no Alcorão que os judeus alegaram:
“Matamos Jesus, o filho de Maria, Mensageiro
de Deus.”
Entretanto, Deus nega, já que o
versículo continua:
“Embora não sendo, na realidade,
certo que o mataram, nem o crucificaram, senão que isso lhes foi simulado. Porém,
o fato é que não o mataram. Outrossim, Deus fê-lo ascender até Ele.” (Alcorão
4:157-8)
Essa elevação é literalmente um
movimento ascendente, ser fisicamente tirado da terra até os céus, assim como
ele será trazido de volta fisicamente nas asas de anjos dos céus para a terra,
quando retornar. Os cristãos estimam que sua idade era de 31-33 anos na época
da ascensão, porque se considera que os evangelhos sinóticos descrevem
aproximadamente 1 ano de sua vida. O Evangelho de João descreve de forma
significativa 3 anos de sua vida a partir do momento que começou sua pregação, sobre
os quais Lucas diz:
“Ora, Jesus, ao começar o
seu ministério, tinha cerca de trinta anos; sendo (como se cuidava) filho de
José, filho de Eli;...” (Lucas 3:23 e 4:1)
Eruditos muçulmanos concordam.
Hasan Basri disse: “Jesus tinha 34”, enquanto que Sa’eed bin Mussayyib
disse: “Ele tinha 33”, quando foi elevado aos céus.
“Nenhum dos adeptos do Livro deixará
de acreditar nele (Jesus), antes da sua morte, que, no Dia da Ressurreição,
testemunhará contra eles.” (Alcorão 4:159-)
Deus, aqui, está falando sobre
o ‘Povo do Livro’ acreditar em Jesus antes dele morrer bem depois dele ter sido
elevado aos céus. A implicação é de que ele não está morto ainda. De fato,
ele é mantido seguro por Deus até que complete seu termo. Como Deus diz no
Alcorão:
“Deus recolhe as almas, no momento da
morte e, dos que não morreram, ainda (recolhe) durante o sono. Ele retém aqueles
cujas mortes têm decretadas e deixa em liberdade outros, até um término
prefixado.” (Alcorão 39:42)
E:
“Ele é Quem vos recolhe, durante o
sono, e vos reanima durante o dia, bem sabendo o que fazeis, a fim de que se
cumpra o período prefixado; logo, a Ele será o vosso retorno. Então, Ele vos
inteirará de tudo quanto houverdes feito.” (Alcorão 6:60)
‘O termo’ denota os dias de nossas vidas, já conhecidos e confirmados por
Deus. A palavra “ser levado” é uma promessa feita por Deus a Jesus do que Deus
fará quando Seu mensageiro for ameaçado pela descrença. O Alcorão nos informa
que Ele disse a Jesus:
“Ó Jesus, por certo que porei termo à
tua estada na terra; ascender-te-ei até Mim e salvar-te-ei dos incrédulos,…”
(Alcorão 3:55)
Sendo assim, temos uma promessa
de Deus cumprida quando salvou Jesus da crucificação, e outra que será cumprida
quando Ele retornar Jesus a terra e ele completar sua vida aqui – uma promessa
confirmada na revelação dada à Maria na anunciação:
“Ó Maria, por certo que Deus te
anuncia o Seu Verbo, cujo nome será o Messias, Jesus, filho de Maria, nobre
neste mundo e no outro, e que se contará entre os diletos de Deus. Falará aos
homens ainda no berço, bem como na maturidade,
e se contará entre os virtuosos.” (Alcorão 3:45-46)
Uma vez que a meia-idade
equivale a mais do que trinta e poucos anos, essa profecia se refere a ele
falar às pessoas após o seu retorno. Então essa segunda promessa (de que todos
acreditarão nele antes de ele morrer) se refere à sua segunda missão quando
descer a terra novamente. Quando chegar ele terá a mesma idade de quando
partiu, e então viverá por outros quarenta anos.
O Profeta, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre
ele, disse:
“Não existe nenhum profeta
entre eu e ele (Jesus), e ele descerá. Ele... ficará no mundo por quarenta
anos; então morrerá e os muçulmanos oferecerão a oração fúnebre por ele.” (Abu
Dawood, Ahmed)
O retorno de Jesus será próximo
do fim dos tempos. De fato, sua descida será um dos sinais maiores de que a
hora final está próxima. O Alcorão revela que:
“E (Jesus) será um sinal (do advento)
da Hora. Não duvideis, pois, dela, e segui-me, porque esta é a senda reta.” (Alcorão
43:61)
Seu aparecimento será seguido
de dois ou três outros portentos inconfundíveis. Entre eles está o
aparecimento da besta,
os crentes serem levados da terra em uma lufada de vento, deixando apenas os descrentes
para trás, e o nascimento do sol no ocidente.
Os
dez sinais maiores, entre os quais está a segunda vinda de Jesus, são resumidos
em um hadith:
“A Hora não chegará até
vejam dez sinais: a fumaça, o Falso Messias, a Besta; o sol nascer no Ocidente;
a descida de Jesus, filho de Maria; o Gog e Magog; e três tremores – um no
Oriente, um no Ocidente e um na Arábia, no fim dos quais fogo será expelido da
direção de Aden conduzindo as pessoas para o local de sua congregação final.” (Ahmed)
Que
Deus nos salve da descrença e nos preserve de estar entre os que testemunharão
os momentos finais.
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O Retorno de Jesus (parte 3 de 5)
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Descrição:
O contexto da segunda vinda de Jesus, os testes e tribulações que ocorrerão antes, o surgimento do Mahdi e o advento do Maseeh ad-Dajjal (o Falso Messias) e o papel de Jesus em sua morte.
Por Jeremy Boulter (© 2009 IslamReligion.com)
Publicado em 25 May 2009 - Última modificação em 25 May 2009
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> Religião Comparada
> Jesus
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O Surgimento do Mahdi e o Advento do Falso
Messias
As circunstâncias da segunda vinda
envolverão outras duas pessoas do final dos tempos, o Mahdi e o Maseeh ad-Dajjal, árabe
para o Falso Messias, e os testes e tribulações associados a eles. A tarefa
primária de Jesus em seu retorno será salvar o mundo do Falso Messias e uni-lo
mais uma vez sob o Governo de Deus.
O advento do Falso Messias,
entretanto, será precedido por um homem que une todos os muçulmanos sob sua
liderança. Desse homem, o Profeta, que a misericórdia e as bênçãos de Deus
estejam sobre ele, disse que antes do mundo terminar, uma pessoa de sua família
com seu nome (Muhammad bin Abdullah) governará os árabes, enchendo a terra com
equidade e justiça onde antes havia opressão e injustiça, por 7 anos.
Disse ainda que ele será apoiado pela nação muçulmana, da qual
disse:
“Um grupo de meu povo não
parará de lutar pela Verdade e prevalecerá até o Dia da Ressurreição. E Jesus,
filho de Maria, descenderá e seu líder (dos muçulmanos) dirá: ‘Venha e nos
lidere em oração.’” (Saheeh Muslim)
Sendo assim, antes da vinda de
Jesus, a nação muçulmana defenderá a religião sob um homem que descende
diretamente do profeta, que convidará Jesus para liderar a oração interrompida
por sua vinda. O tempo que ele liderará a nação muçulmana será de menos de 7
anos, mas quanto menos não se sabe exatamente. O que é sabido é que será um
comandante relutante para quem as pessoas acorrerão, somente após um exército
atacando Meca ser engolido pela terra.
O Profeta, que a misericórdia e
bênçãos de Deus estejam sobre ele, disse:
“Haverá desentendimento na
morte de um califa e um homem do povo de Medina fugirá para Meca. Algumas das
pessoas de Meca irão até ele, o trarão contra sua vontade e declararão lealdade
a ele entre o Canto
e o Maqam. Uma força expedicionária
será então mandada contra ele vinda da Síria, mas será engolida no deserto
entre Meca e Medina. Quando as pessoas testemunharem isso, os homens mais
virtuosos da Síria e as melhores pessoas do Iraque virão até ele, e declararão
lealdade entre o Canto e o Maqam.” (Abu Dawood)
“Também existirão várias
campanhas, a primeira contra elementos internos,
e então contra elementos externos. Um exército consistindo dos melhores
soldados muçulmanos no mundo virão de Medina para impedir a invasão ocidental
de Ash-Sham.”
“Quando se organizarem em
fileiras, os romanos dirão: ‘Não fiquem entre nós e aqueles que fizeram
prisioneiros dos nossos. Deixe-nos combatê-los.’ Os muçulmanos dirão: ‘Não,
por Deus, nunca ficaremos de lado para que possa combater nossos irmãos.’” (Saheeh
Muslim)
A luta durará três dias com
grande matança em todos os lados até que, no quarto dia, os remanescentes do
exército muçulmano derrotarão as forças ocidentais e prosseguirão para conquistar
Istambul. Enquanto os soldados estiverem saqueando a cidade os alcançará um
falso rumor de que o Falso Messias chegou, e eles retornarão à Síria. Quando
chegarem a Damasco, onde o Mahdi os preparará para a guerra contra o
Falso Messias, o Falso Messias aparecerá.
Sua estada na terra será de 40
dias. Entretanto, esses 40 dias terão algo de especial. O primeiro dia e a
primeira noite durarão um ano inteiro, o segundo um mês inteiro, e o terceiro
uma semana inteira, e os 37 dias remanescentes serão normais.É nesses 37 dias finais que
Jesus provavelmente virá, já que matará o Falso Messias pouco depois de sua
chegada.
O Falso Messias aparecerá do
oriente, no caminho entre a Síria e o Iraque,
e sua chegada propagará grandes problemas e injustiça. Ele estará em todo o
redor, como uma nuvem levada pelo vento, vindo primeiro para um povo e depois
para outro. Convidará as pessoas a segui-lo, recompensando aqueles que
responderem e afirmarem sua fé nele ordenando o céu a chover, o que fará com
que a terra e os animais domésticos floresçam e produzam. Aqueles que se
recusarem sofrerão seca, fome e perda de bens. Onde quer que vá, chamará os
tesouros da terra, que se reunirão perante ele como um enxame de abelhas e ele
até matará um homem, cortando-o ao meio, trazendo-o de volta à vida depois.
A Vinda de Jesus e a Morte do Falso
Messias
Como pode ser visto, serão
concedidos milagres ao Falso Messias para convencer as pessoas a se desviarem
do caminho, e muitas o seguirão. Alguns hadiths mencionam que muitas pessoas,
especialmente os judeus,
o tomarão pelo Messias verdadeiro, já que ele se anunciará como o representante
de Deus. Entretanto, logo ele reivindicará poder divino para si e
eventualmente reivindicará ser o Senhor. Conquistará a maior parte do mundo e irá contra o Mahdi em
Damasco, e esse será o momento em que o verdadeiro Messias, Jesus, descerá.
“Deus enviará o Messias,
filho de Maria, que descerá no minarete branco no lado oriental de Damasco
usando duas vestimentas, ligeiramente tingidas com açafrão, suas mãos se
apoiando nas asas de dois anjos. Quando ele abaixar sua cabeça, gotas de suor
cairão e quando ele a levantar, gotas como pérolas se espalharão. Todo
não-crente que sentir seu aroma morrerá, e seu sopro alcançará tudo que ele for
capaz de ver.” (Saheeh Muslim)
Em outro hadith é dito:
“Certamente, o momento da
oração virá e então Jesus, o filho de Maria, descerá e os liderará em oração. Quando
o vir, o inimigo de Deus começará a se dissolver, como o sal se dissolve na
água.” (Saheeh Muslim)
O primeiro hadith continua
dizendo que ele o encontrará em Lida:
“Ele (Jesus)
perseguirá o Falso Messias até capturá-lo nos portões de Lida e matá-lo.” (Saheeh
Muslim)
Jesus usará uma lança guiada
por Deus,
através da qual as forças da tentação serão vencidas.
“Então, pessoas a quem
Deus protegeu virão a Jesus, filho de Maria, e ele limpará seus rostos e os
informará de suas posições no Paraíso.” (Saheeh Muslim)
Essa informação não é o
julgamento do Dia do Juízo, mas conhecimento dado a Jesus por Deus. Essas
pessoas não são eleitas do arrebatamento cristão, mas os sobreviventes da
desordem envolvendo sua vinda. E esse é o primeiro episódio da vida do Messias
em seu retorno, o qual o próximo texto elaborará, se Deus quiser.
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O Retorno de Jesus (parte 4 de 5)
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Descrição:
Depois do Falso Messias; a anulação das falsas religiões do povo do livro, o estabelecimento da nação de Deus sob Jesus, e a invasão de Gog e Magog.
Por Jeremy Boulter (© 2009 IslamReligion.com)
Publicado em 01 Jun 2009 - Última modificação em 01 Jun 2009
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> Religião Comparada
> Jesus
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O Estabelecimento da Nação de Deus sob Jesus
A morte do Falso Messias traumatizará os
cristãos e judeus que o tinham seguido, porque isso lhes revelará que ele não
era quem alegava ser. De fato, o papel de Jesus em sua derrota convencerá a
maioria dos cristãos sobreviventes, pelo menos, de que o Falso Messias tinha
sido o Anticristo profetizado em suas próprias escrituras. O Profeta do Islã,
que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, disse:
“O filho de Maria descerá entre
vocês em breve e os julgará de forma justa (de acordo com a Lei de Deus): quebrará as cruzes e
matará os porcos...” (Saheeh Al-Bukhari)
O quebrar das cruzes pode ser
figurativo ou literal: a destruição de ídolos erigidos nas igrejas e a remoção
de cruzes de seus campanários, assim como a proibição do uso de cruzes pessoais
como símbolos da religião; ou a destruição do mito de que foi executado pelos
romanos em uma cruz na instigação feita pelos judeus. Da mesma forma, a
matança de porcos pode ser literal e figurativa: conduzir literalmente uma
campanha para matar todos os porcos para que o consumo de sua carne se torne
impossível, permitir que sejam mortos ou simplesmente impor novamente a
proibição de Deus feita desde tempos imemoriais
em relação ao consumo de sua carne, forçando os criadores de porcos a se
livrarem de sua criação por sua inutilidade. De fato, duas das principais
práticas cristãs serão removidas, indicando que a religião como ensinada por
cristãos modernos será extinta, fazendo um retorno à religião como pretendida
originalmente (Islã).
“... e não haverá Jizya.”(Saheeh Al-Bukhari)
Além disso, depois da grande perda de
vidas entre os judeus, a morte de seu líder provará que ele foi uma falsa
esperança. É provável que a alegação de divindade do Falso Messias semeie
dúvidas em seus corações, e quando Jesus anunciar que a Jizya não será mais um meio
através do qual os não-muçulmanos poderão evitar a submissão à vontade de Deus,
eles estarão prontos para abrir mão da orientação de seus rabinos em favor do
retorno à orientação
de Deus. O fato de que nenhuma Jizya será aceita sublinha a abolição de
todas as religiões, exceto uma. Será exigido que o Povo do Livro siga a Lei do
Islã que Jesus imporá. Os obstinados que se recusarem serão perseguidos e
mortos, ao invés de terem permissão de continuar em sua crença obsoleta.
“A hora não chegará até que os
muçulmanos combatam os judeus e os matem. Os judeus buscarão abrigo atrás de
pedras e árvores, mas a pedra ou a árvore falará: “Ó servo de Deus, existe um
judeu [obstinado] atrás de mim, venha e mate-o!” Mas a árvore de Gharqad não
falará, porque é parcial em relação aos judeus.” (Saheeh Muslim)
Não há menção nesse ponto em relação ao
destino daqueles que não são nem muçulmanos nem do Povo do Livro, mas
acreditamos que alguns deles também ficarão sobre o governo de Jesus, ou
morrerão. Talvez outros sejam destruídos por aqueles que são referidos como
Gog e Magog.
A Invasão de Gog e Magog
Quem são exatamente Gog e Magog não se
sabe, embora seja sabido de um hadith, encontrado nos dois principais livros de
narrações autênticas (Saheeh Al-Bukhari e Saheeh Muslim), que são das
nações da humanidade.
Sobre eles, o Alcorão diz:
“Até que chegou a um lugar entre duas
montanhas, onde encontrou um povo que mal podia compreender uma palavra. Disseram-lhe:
Ó Zul Carnain! Gog e Magog são devastadores na terra. Queres que te paguemos
um tributo, para que levantes uma barreira entre nós e eles?” (Alcorão
18:93-94)
Depois de Zul Carnain executar seu
pedido (sem determinar tributo), ele lhes disse:
“Esta muralha é uma misericórdia de meu
Senhor. Porém, quando chegar a Sua promessa, Ele a reduzirá a pó, porque a
promessa de meu Senhor é infalível. Nesse dia, deixaremos alguns deles insurgirem-se contra os outros...”
(Alcorão 18:98-99)
Isso significa que será um povo que não
está sob a jurisdição de Jesus quando ele aceita o compromisso de ex-judeus e
cristãos. E Gog e Magog serão a ameaça final aos crentes antes de seu reinado
de paz. Novamente, o Alcorão diz:
“Até o instante em que for aberta a barreira
do (povo de) Gog e Magog e todos se precipitarem por todas as colinas, e
aproximar a verdadeira promessa. E eis os olhares fixos dos incrédulos, que
exclamarão: Ai de nós! Estivemos desatentos quanto a isto; qual, fomos uns
iníquos!” (Alcorão 21:96-97)
Nem mesmo Jesus será capaz de resistir
à vinda de Gog e Magog, porque atropelarão a terra de forma destrutiva, como
gafanhotos.
Abu Sa’id al-Khudri relatou que o
profeta, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, disse que
somente os muçulmanos que se retirarem para suas cidades e fortalezas com seu
gado e ovelhas sobreviverão ao ataque violento. Também é dito:
Deus
revelará a Jesus, filho de Maria: “Trouxe um povo
dentre Minhas criaturas que ninguém será capaz de combater. Leve meus adoradores em segurança para o Monte Tur.” (Saheeh
Muslim)
Gog e Magog serão tantos que quando os
últimos do bando passarem através do leito de um lago de cuja água a primeira
fileira bebeu, dirão: ‘Costumava haver água aqui.’ Todos que não sejam
de seu bando, exceto os muçulmanos em suas fortalezas e refúgios, serão mortos,
e o bando declamará: ‘Derrotamos o povo da terra. Agora só existe o povo
dos céus [para derrotarmos]’. Nesse momento, alguém lançará uma flecha
para o céu e ela cairá de volta na terra manchada de sangue.
Embora Gog e Magog pensem que
conseguiram a vitória, sua ostentação será sua queda, porque o sangue em suas
armas será um teste de Deus. O próximo artigo lidará com como Gog e Magog
serão derrotados, e o que acontece depois disso.
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O Retorno de Jesus (parte 5 de 5)
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Descrição:
O fim de Gog e Magog, seguido de paz e fartura, um mundo sem guerra, a universalidade da Verdadeira Religião de Deus, e a morte de Jesus.
Por Jeremy Boulter (© 2009 IslamReligion.com)
Publicado em 08 Jun 2009 - Última modificação em 08 Jun 2009
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> Religião Comparada
> Jesus
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O Fim de Gog e Magog
Quando Gog e Magog tiverem expulsado os
muçulmanos para suas fortalezas e refúgios, e quando virem o sangue em suas
armas, que retornará do céu, tomarão isso como evidência de sua vitória
iminente sobre os muçulmanos. Entretanto, naquela noite:
“Jesus e seus companheiros implorarão
a Deus e Deus enviará contra eles (Gog e Magog) vermes que atacarão seus
pescoços; e de manhã, todos perecerão.” (Saheeh Muslim)
Sem saber que o bando já foi destruído,
os muçulmanos em suas fortalezas chamarão por um voluntário para observar o que
o inimigo está fazendo. O voluntário, sabendo que provavelmente morrerá,
descerá para encontrar todos mortos, deitados uns sobre os outros. Ao
retornar, ele gritará: ‘Ó muçulmanos, alegrem-se! Deus foi o bastante
contra nossos inimigos!’
Quando Jesus e o povo que se refugiou
no Monte Tur descerem, encontrarão a mesma cena, sem um único lugar da terra ao
seu redor livre do mau cheiro de corpos apodrecendo. A situação será tão repugnante
e perigosa para a saúde que Jesus orará a Deus novamente, e Ele enviará enormes
pássaros para carregá-los
e jogá-los no mar onde o sol nasce.
As Consequências
Depois disso, Deus enviará uma chuva
intensa e purgativa que penetrará em tudo, com duração de quarenta dias. Ao
contrário do Dilúvio,
“A terra será lavada até que
pareça um espelho. Deus então ordenará a terra: ‘Traga seus frutos e restaure
suas bênçãos.’” (Saheeh Muslim)
Os muçulmanos permitirão que seu gado e
criações pastem novamente e eles engordarão de uma forma que nenhuma vegetação
os tinha engordado antes. Pomares produzirão frutos de tamanho e qualidade nunca vistos antes,
e o gado produzirá um leite de excelente qualidade em enormes quantidades,
suficiente para que ninguém experimente qualquer tipo de escassez.
Os benefícios, então, do advento de Gog
e Magog, será a dizimação dos não-crentes, deixando o mundo para uma nação de
crentes e alimento em abundância depois da terra ter absorvido todos os corpos
decompostos dos mortos causados por sua invasão e posterior extermínio. Por um
período a riqueza será tão abundante que as pessoas não serão capazes de
encontrar a quem dar caridade. Abu Hurayrah relatou que o Profeta, que a misericórdia e bênçãos de
Deus estejam sobre ele, disse:
“... e não haverá Jizya. O
dinheiro será abundante de modo que ninguém o aceitará (em caridade).” (Saheeh
Al-Bukhari)
A redução do número de homens não será
benéfica, causando um grande desequilíbrio na taxa entre os sexos. As mulheres
excederão os homens em números, possivelmente devido às baixas na guerra, como
foi o caso na Alemanha depois da Segunda Guerra Mundial.
O Reino e Morte de Jesus
O reino de Jesus, que Deus lhe conceda
paz, será pela Lei que Muhammad, que a misericórdia e as bênçãos de Deus
estejam sobre ele, trouxe. Isso está de acordo com a Aliança que Deus fez com
todos os Seus profetas. No Alcorão, é dito:
Quando Deus aceitou a promessa dos profetas,
disse-lhes: “Eis o Livro e a sabedoria que ora vos entrego. Depois vos chegou
um Mensageiro que corroborou o que já tendes. Crede nele e socorrei-o.” Então, perguntou-lhes: “Comprometer-vos-eis
a fazê-lo?” Disseram: “Comprometemo-nos.” Ele disse: “Testemunhai, que também
serei, convosco, Testemunha disso.” (Alcorão 3:81)
O reino de Jesus, portanto, será de
acordo com a Aliança com Deus, e isso é suportado por uma explicação do dito do
Profeta, que a misericórdia e as bênçãos de Deus estejam sobre ele, por Abu
Hurayrah, quando relatou uma pergunta que ele fez aos seus companheiros. Ele
disse:
O Mensageiro de Deus disse: “O que
fariam se o filho de Maria descesse em seu meio e os liderasse como um de
vocês?"
Um dos companheiros, Ibn Abu Thib,
perguntou:
O que significa ‘Ele os liderasse
como um de vocês’?
Abu Hurayrah respondeu:
“Ele os liderará de acordo com o
Livro de seu Senhor, exaltado e louvado seja Ele, e o Caminho de seu
Mensageiro, que a misericórdia e as bênçãos de Deus estejam sobre ele.”
Seu reino será marcado por respeito
mútuo, paz e prosperidade entre as pessoas. Em outro hadith, Abu Hurayrah
disse:
“Rancor, ódio mútuo e inveja
desaparecerão e quando ele (Jesus) convocar as pessoas para aceitarem fortuna,
ninguém aceitará.” (Saheeh Al-Bukhari)
A falta de rancor entre as pessoas será
absoluta, não relativa, por pelo menos sete anos, quando duas pessoas serão
instigadas a sentir ódio
e a palavra entre elas será ‘paz’. De fato, a religiosidade e piedade serão a
ordem do dia, porque para cada pessoa:
“Uma única prostração para Deus
(em oração) será melhor do que o mundo todo e tudo que ele contém.” (Saheeh
Al-Bukhari)
O próprio Jesus não somente governará e
julgará pela Sharia islâmica, mas também completará todos os pilares
islâmicos. O Profeta do Islã disse:
“Por Aquele em Cujas mãos está a
minha vida, o filho de Maria certamente invocará o nome de Deus para o Hajj ou
Umrah ou ambos no vale de Rauha
(um vale próximo de Medina).” (Saheeh Muslim)
Então, quarenta anos após sua segunda
vinda ele morrerá, e os muçulmanos realizarão a oração fúnebre por ele.
E esse é o momento ao qual Deus se refere no versículo
corânico:
“Nenhum dos adeptos
do Livro deixará de acreditar nele (Jesus), antes da sua morte...” (Alcorão
4:159)
Se Deus quiser, todas as pessoas serão
de um único Livro naquela época.
Conclusão
Como podemos ver, o retorno de Jesus a
Terra será um evento verdadeiramente magnificente, cercado por incidentes
verdadeiramente magnificentes, tão magnificentes que podem parecer fantasias. Jesus
chegará em um momento no qual o mundo estará em necessidade real da Ajuda
Divina. De fato essa Ajuda Divina virá com Jesus, mas algumas das tribulações
daqueles dias serão tão grandes que nem mesmo ele será capaz de enfrentá-las,
fugindo para os topos das montanhas com seus seguidores. Somente Deus será
capaz de salvar a humanidade naquele momento. Não obstante, a Ajuda Divina não
somente colocará um fim às grandes tribulações enfrentadas pela humanidade
desde o princípio dos tempos - o Falso Messias e Gog e Magog - mas também virá
para mostrar a verdade sobre Deus, colocando um fim em toda a falsidade, com todos
se unindo sob a verdadeira religião de Deus.
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