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O Alcorão contém muitas profecias que foram
cumpridas, mas nessa discussão, nos limitaremos a apenas cinco. As duas primeiras profecias são dignas de nota: ao contrário de
qualquer outra escritura no mundo, o Alcorão profetiza sua própria preservação
sob cuidado divino, e nós demonstraremos como isso de fato ocorreu.
A Proteção do Alcorão Contra
Corrupção
O Alcorão faz uma reivindicação
que nenhum outro texto religioso faz, de que o próprio Deus manterá seu texto
protegido de alteração. Deus diz:
“Nós revelamos a Mensagem e somos o
Seu Preservador.” (Alcorão 15:9)
A Facilidade de Memorizar o Alcorão
Deus fez o Alcorão fácil de
memorizar:
“Em verdade, fizemos o Alcorão fácil
de lembrar. Haverá, porventura, alguém disposto a memorizá-lo?” (Alcorão 54:17)
A facilidade com a qual o
Alcorão é memorizado é inimitável. Não existe uma única escritura ou texto
religioso no mundo que seja tão fácil de memorizar; mesmo os não-árabes e
crianças o memorizam facilmente. O Alcorão inteiro é memorizado por quase
todos os sábios islâmicos e centenas de milhares de muçulmanos comuns, geração
após geração. Quase todo muçulmano sabe uma porção do Alcorão de cor para
recitar em suas orações.
A Profecia Dupla
Antes do surgimento do Islã, os
romanos e os persas eram dois superpoderes que competiam entre si. Os romanos
eram liderados por Heráclio (620-641 EC), um imperador cristão, enquanto os
persas eram zoroastrinos liderados por Khosru Parviz (reinou de 590-628 EC),
sob quem o império alcançou sua maior expansão.
Em 614 os persas conquistaram a
Síria e a Palestina, tomando Jerusalém, destruíram o Santo Sepulcro e
transportaram a ‘Vera Cruz’ para Ctesifonte. Então, em 619, ocuparam Egito e
Líbia. Heráclio encontrou-os em Heracléia (617 ou 619) mas eles tentaram
capturá-lo e ele cavalgou loucamente de volta à Constantinopla, perseguido de
perto.
Os muçulmanos ficaram tristes
pela derrota romana já que se sentiam espiritualmente mais próximas da Roma
cristã do que da Pérsia zoroastrina, mas os habitantes de Meca ficaram
naturalmente muito felizes com a vitória da Pérsia pagã. Para os habitantes de
Meca, a humilhação de Meca era um presságio sinistro da derrota dos muçulmanos
em mãos pagãs. Naquele momento a profecia de Deus confortou os crentes:
“Os romanos foram derrotados em terra
muito próxima; porém, depois de sua derrota, vencerão – dentro de dez anos. Com
Deus está a decisão do passado e do futuro. E, nesse dia, os crentes se
regozijarão com o socorro de Deus. Ele socorre quem
Lhe apraz e Ele é o Poderoso, o Misericordiosíssimo.” (Alcorão 30:2-4)
O Alcorão fez uma profecia de
duas vitórias:
(i) A futura vitória
romana dentro de dez anos sobre os persas, algo inimaginável naquele momento
(ii) A alegria dos
crentes sobre uma vitória sobre os pagãos
Ambas as profecias de fato
ocorreram.
Em 622 Heráclio deixou
Constantinopla enquanto orações se elevavam de seus muitos santuários pela vitória
sobre os zoroastrinos persas e pela reconquista de Jerusalém. Ele devotou os
próximos dois anos a campanhas na Armênia. Em 627, ele encontrou os persas
perto de Nínive. Lá, ele matou três generais persas em um único combate, matou
o comandante persa e dispersou o exército persa. Um mês depois, Heráclio
entrou em Dastagird com seu estupendo tesouro. Khosru foi deposto por seu
filho, que selou a paz com Heráclio. Retornando à Constantinopla em triunfo,
Heráclio foi saudado como um herói.
E no mesmo ano de 624 da
Hégira, os muçulmanos derrotaram os mecanos na primeira e decisiva Batalha de
Badr.
Nas palavras de um sábio
indiano:
“...uma única linha de profecia
foi relacionada a quatro nações e ao destino de dois grandes impérios. Tudo
isso prova que o Alcorão Sagrado é o Livro de Deus.”
A Profecia da Derrota Pagã
O Alcorão previu a derrota dos
descrentes em Meca enquanto o Profeta Muhammad e seus seguidores ainda eram
perseguidos por eles:
“Ou eles (os descrentes de Meca)
dizem: ‘Somos uma multidão e seremos vitoriosos?’ Sua multidão será derrotada
e eles sairão em debandada!” (Alcorão 54:45)
A profecia foi revelada em
Meca, mas foi cumprida na Batalha de Badr, dois anos depois da imigração do
Profeta para a cidade de Medina.
O Destino de Indivíduos Específicos
Walid bin Mughira era um forte
inimigo que ridicularizava abertamente o Alcorão:
“E disse: ‘Este (Alcorão) não é mais
do que magia, oriunda do passado; não é mais do que a palavra de um mortal!’” (Alcorão
74:24-25)
O Alcorão profetizou que ele
nunca aceitaria o Islã:
“Em breve introduzi-lo-ei no Inferno!
E o que te fará entender o que é o Inferno? Nada deixa perdurar e nada deixa a
sós.” (Alcorão 74:26-28)
Walid morreu em estado de
descrença, como profetizado pelo Alcorão.
Também, em relação a Abu Lahab,
um veemente oponente do Islã, o Alcorão previu que ele morreria se opondo à
religião de Deus:
“Que pereça o poder de Abu Lahab e
que ele pereça também! De nada lhe valerão os seus bens, nem tudo quanto
lucrou. Entrará no fogo flamígero.” (Alcorão 111:1-3)
Especificamente, três profecias
foram feitas sobre Abu Lahab:
(i) As conspirações de
Abu Lahab contra o Profeta não seriam bem-sucedidas.
(ii) Sua fortuna e filhos
não o beneficiariam.
(iii) Ele morreria se
opondo à religião de Deus e entraria no Fogo.
Abu
Lahab também morreu em estado de descrença, como profetizado pelo Alcorão. Se
Walid ou Abu Lahab tivessem aceitado o Islã mesmo que apenas externamente, eles
teriam desacreditado suas profecias e conseqüentemente sua fonte celestial!
Além disso, Abu Lahab tinha
quatro filhos, dois dos quais morreram jovens durante a sua vida. Os outros
dois filhos e uma filha abraçaram o Islã e frustraram suas esperanças! Finalmente,
ele morreu de uma praga; as pessoas não tocavam seu corpo por medo de contaminação
e jogaram lama e pedra sobre ele no lugar onde morreu, para fazerem seu túmulo.
Uma premissa básica para
acreditar que uma escritura é de fato uma revelação de Deus é sua verdade
interna, seja em relação a ocorrências no passado, que estão por vir, ou em
épocas contemporâneas. Como se pode ver, existem muitas profecias mencionadas
nas quais isso pode ocorrer, algumas das quais foram cumpridas durante a vida
do Profeta, ou foram cumpridas desde a sua morte, enquanto outras ainda estão
por se cumprir.
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