Abraão e Ismael Constroem a Caaba
Depois de uma separação de vários anos,
mais uma vez pai e filho se encontram. Foi nessa jornada que os dois construíram
a Caaba por ordem de Deus como um santuário permanente; um local estabelecido
para a adoração de Deus. Foi aqui, no mesmo deserto árido onde Abraão deixou
Agar e Ismael anteriormente, que ele suplicou a Deus para fazer dele um lugar
onde pudessem estabelecer a oração, livre de idolatria.
“E recorda-te de quando Abraão disse: Ó
Senhor meu, pacifica esta Metrópole e preserva a mim e aos meus filhos da
adoração dos ídolos! Ó Senhor meu, já se desviaram muitos humanos. Porém, quem
me seguir será dos meus, e quem me desobedecer... Certamente Tu és Indulgente,
Misericordiosíssimo! Ó Senhor
nosso, estabeleci parte da minha descendência em um vale inculto perto da Tua
Sagrada Casa para que, ó Senhor nosso, observem a oração; faze com que os
corações de alguns humanos os apreciem, e agracia-os com os frutos, a fim de
que Te agradeçam. Ó Senhor nosso, Tu sabes tudo quanto ocultamos e tudo quanto
manifestamos, porque nada se oculta a Deus, tanto na terra como no céu. Louvado
seja Deus que, na minha velhice, me agraciou com Ismael e Isaac! Como o meu
Senhor é Exorável! Ó Senhor
meu, faze-me observante da oração, assim como à minha prole! Ó Senhor nosso,
escuta a minha súplica! Ó
Senhor nosso, perdoa-me a mim, aos meus pais e aos fiéis, no Dia da prestação
de contas!” (Alcorão 14:35-41)
Agora, anos depois, Abraão mais uma vez
reunido com seu filho Ismael, estabelecia a honrada Casa de Deus, o centro de
adoração, para cuja direção as pessoas deveriam voltar seus rostos oferecendo
orações, tornando-se um local de peregrinação. Existem muitos belos versículos
no Alcorão que descrevem a santidade da Caaba e o propósito de sua construção.
“E (recorda-te) de quando indicamos a Abraão
o local da Casa, dizendo: Não Me atribuas parceiros, mas consagra a Minha Casa
para os circungirantes, para os que permanecem em pé e para os genuflexos e
prostrados. E proclama a peregrinação às pessoas; elas virão a ti a pé, e
montando toda espécie de camelos, de todo longínquo lugar.” (Alcorão 22:26-27)
“Lembrai-vos que estabelecemos a Casa, para o
congresso e local de segurança para a humanidade: Adotai a Estância de Abraão
por oratório. E estipulamos a Abraão e a Ismael, dizendo-lhes: Purificai Minha
Casa, para os circundantes (da Caaba), os retraídos, os que genuflectem e se
prostram.” (Alcorão 2:125)
A Caaba é o primeiro lugar de adoração
apontado para toda a humanidade com o propósito de orientação e bênção:
“A primeira Casa (Sagrada), erigida para o
G6enero humano, é a de Bakka, onde reside a bênção servindo de orientação à
humanidade. Encerra sinais evidentes; lá está a Estância de Abraão, e quem quer
que nela se refugie estará em segurança. A peregrinação à Casa é um dever para com Deus, por parte de todos os seres humanos, que estão em condições de
empreendê-la;” (Alcorão 3:96-97)
O Profeta Muhammad, que a misericórdia
e bênçãos de Deus estejam sobre ele, disse:
“De fato esse local foi feito sagrado
por Deus no dia em que Ele criou os céus e a terra, e permanecerá assim até o
Dia do Juízo.” (Saheeh Al-Bukhari, Saheeh Muslim)
As Orações de Abraão
A construção de um santuário a ser
preservado para todas as gerações posteriores era uma das melhores formas de
adoração que homens de Deus podiam fazer. Eles invocaram Deus durante seu
feito:
“E quando Abraão e Ismael levantaram os
alicerces da Casa, exclamaram: Ó Senhor nosso, aceita-a de nós pois Tu és
Oniouvinte, Sapientíssimo. Ó Senhor nosso, permite que nos submetamos a Ti e
que surja, da nossa descendência, uma nação submissa à Tua vontade. Ensina-nos
os nossos ritos e absolve-nos, pois Tu és o Remissório, o Misericordiosíssimo.” (Alcorão 2:127-128)
“E quando Abraão implorou: Ó senhor meu, faze
com que esta cidade seja de paz, e agracia com frutos os seus habitantes que
crêem em Deus e no Dia do Juízo Final!” (Alcorão 2:126)
Abraão também orou que um profeta
surgisse da descendência de Ismael, que seriam os habitantes dessa terra, como
a descendência de Isaque habitaria as terras de Canaã.
“Ó Senhor nosso, faze surgir, dentre eles, um
Mensageiro, que lhes transmita as Tuas leis e lhes ensine o Livro, e a
sabedoria, e os purifique, pois Tu és o Poderoso, o Prudentíssimo.” (Alcorão
2:129)
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A Caaba construída por Abraão e Ismael e a
Estação de Abraão, que abriga a pegada do Profeta Abraão.
A oração de Abraão por um Mensageiro
foi respondida vários milhares de anos depois quando Deus fez surgir o Profeta
Muhammad entre os árabes, e como Meca foi escolhida para ser um santuário e
Casa de Adoração para toda a humanidade, o Profeta de Meca também foi enviado
para toda a humanidade.
Foi esse apogeu da vida de Abraão que
foi a conclusão de seu propósito: a construção de um local de adoração para
toda a humanidade, não para qualquer raça ou cor escolhida, para a adoração do
Único e Verdadeiro Deus. O estabelecimento dessa casa foi a garantia de que
Deus, o Deus a Quem ele chamava e para Quem fez intermináveis sacrifícios,
seria adorado para sempre, sem a associação com qualquer outro deus. Foi de
fato um dos maiores favores concedidos a qualquer humano.
Abraão & e a Peregrinação do Hajj
Anualmente os muçulmanos de todo o
mundo se reúnem para responder à oração de Abraão e o chamado para a
Peregrinação. O ritual é chamado Hajj, e comemora muitos eventos do amado
servo de Deus Abraão e sua família. Depois de circular em torno da Caaba os
muçulmanos oram atrás da Estação de Abraão, a pedra na qual Abraão ficou de pé
para construir a Caaba. Depois das orações um muçulmano bebe do mesmo poço,
chamado Zamzam, que fluiu em resposta à oração de Abraão e Agar, provendo
sustento para Ismael e Agar, e foi a causa para a habitação da terra. O ritual
de andar entre Safa e Marwah comemora a busca desesperada de Agar por água
quando ela e seu bebê estavam sozinhos em Meca. O sacrifício de um animal em Mina durante o Hajj e por muçulmanos em todo o mundo em suas próprias terras,
segue o exemplo da disposição de Abraão de sacrificar seu filho em nome de
Deus. E por fim, o apedrejamento dos pilares de pedra em Mina exemplifica a
rejeição de Abraão das tentações satânicas que o impediam de sacrificar Ismael.
O “servo amado de Deus” sobre quem Deus
disse “Designar-te-ei um imam dos homens”, retornou à Palestina e lá
morreu.
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