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Jesus no Islã (parte 2 de 3)

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Descrição: A segunda parte de um artigo de três partes discutindo o conceito islâmico de Jesus: Parte 2: A questão de sua divindade e missão.

  • Por M. Abdulsalam (IslamReligion.com)
  • Publicado em 04 Jan 2009
  • Última modificação em 07 Jan 2009
  • Impresso: 687
  • Visualizado: 22431 (média diária: 7)
  • Classificação: 2.3 de 5
  • Classificado por: 3
  • Enviado por email: 2
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Sua Divindade

Os muçulmanos acreditam na Unicidade Absoluta de Deus, Que é um Ser Supremo livre de limitações, necessidades e desejos humanos.  Ele não tem parceiros em Sua Divindade. Ele é o Criador de tudo e é completamente separado de Sua criação, e toda adoração deve ser direcionada a Ele somente.

Essa foi a mesma mensagem trazida por todos os profetas de Deus, incluindo Jesus.  Ele nunca clamou quaisquer qualidades de divindade, nem clamou que merecia ser adorado.   Ele não disse que era o “filho” de Deus ou parte da “Trindade”, mas ao contrário que ele era apenas um servo de Deus enviado aos judeus para trazê-los de volta à verdadeira religião, adorando o Deus Único e seguindo sua instrução.  A maioria dos versículos no Alcorão que mencionam Jesus discute esse aspecto.  Eles provam que ele foi tomado como um objeto de adoração como resultado de mentiras que pessoas inventaram contra ele. Isso confirma relatos de sua vida onde o próprio Jesus negou claramente que ele merecesse qualquer adoração, e apóia a noção de que as parábolas e exemplos que Deus deu mostravam sua natureza mortal, não sua divindade ou relação filial com Deus.  Deus narra sobre Jesus no Alcorão:

“De fato, descrêem os que dizem, ‘Deus é o Messias, o filho de Maria’, enquanto o Messias disse, ‘Ó Filhos de Israel, adorai a Deus, meu Senhor e vosso Senhor.’” (Alcorão 5:72)

Deus diz sobre a crença de que Jesus é parte de uma “Trindade”:

“De fato descrêem os que dizem, ‘Deus é o terceiro de três.’ (Ao contrário) não existe ninguém merecedor de adoração exceto o Deus Único.  E se não se abstiverem do que dizem, certamente um doloroso castigo afligirá os descrentes entre eles.  Então não se voltam, arrependidos, para Deus e imploram Seu perdão?   E Deus é Perdoador e Misericordioso.  O Messias (Jesus), filho de Maria, não é mais que um Mensageiro; antes dele muitos mensageiros passaram. E sua mãe aderiu totalmente à verdade, e ambos se alimentavam (como outros mortais).  Vê como tornamos evidentes para eles Nossos sinais; e vê como se distanciam!" (Alcorão 5:73-75)

E também:

“Ó Povo do Livro (judeus e cristãos)!  Não vos excedais nos limites de vossa religião, e não digais de Deus senão a verdade.  O Messias, Jesus, filho de Maria, foi apenas um Mensageiro de Deus, e Seu Verbo que Ele concedeu à Maria, e um espírito vindo Dele.  Então crede em Deus e em Seus Mensageiros e não digais: ‘Deus é uma Trindade.’ Abstende-vos de dizê-lo; é melhor para vós.  Porque Deus apenas é o Deus Único.  Longe de Sua glória que Ele teria um filho.  A Ele pertence tudo que está nos céus e na terra.  E Deus é suficiente como guardião”   (Alcorão 4:171)

Deus considera essa crença como uma enormidade contra Sua Essência:

“E eles dizem: ‘O Misericordioso (Deus) tomou para Si um filho.’ De fato fizestes algo abominável. Por causa disso os céus se dividem, a terra se fende e as montanhas se desmoronam; por atribuírem um filho ao Misericordioso, quando não é adequado para a (Majestade) do Misericordioso que Ele tome para Si um filho.  Tudo nos céus e na terra chega ao Misericordioso como servo. (Alcorão 19:88-93)

No Dia do Juízo, Jesus novamente se isentará dessa falsa atribuição.  Deus nos deu um breve resumo do que ele dirá quando for perguntado sobre por que as pessoas o adoram:

“E lembra-lhes de quando Deus dirá, “Ó Jesus, filho de Maria, disseste tu aos homens, ‘Tomai a mim e minha mãe como divindades ao lado de Deus?’”  Ele dirá, ‘Glorificado sejas!  Não me é admissível dizer o que não tenho direito.  Se o tivesse dito, Tu o saberias.  Tu sabes o que há em mim, e não sei o que há em Ti.  Por certo, Tu és o Conhecedor do invisível.  Eu não lhes disse senão o que me ordenaste – adorai a Deus, meu Senhor e vosso Senhor...’”  (Alcorão 5:116-117)

Nesses versículos, Deus proclama que atribuir a Jesus o atributo de ‘filho de Deus’ ou ‘parte da Trindade’ é de fato uma grande blasfêmia.  A razão para isso tem a ver com a assertiva fundamental chave de que Deus é Singular e diferente de Sua criação; assim como em Sua Essência, Ele é Singular em Sua Divindade, Seus Atributos e Sua Senhoria. Tudo que foi dito acima forma o estrito monoteísmo que Ele revelou em Suas Escrituras, delas o primeiro dos Dez Mandamentos:

“Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão.  Não terás outros deuses diante de mim.” (Êxodo 20:1-3)

Atribuir um filho a Deus está em clara oposição àquele princípio para o qual Ele criou a Criação e enviou profetas.  Deus diz no Alcorão:

“E Eu não criei os jinns e os humanos senão para adorar-Me...” (Alcorão 51:56)

Ele também disse:

“E Nós certamente enviamos para cada nação um mensageiro, (dizendo), ‘Adorai a Deus e evitai todos os falsos objetos de adoração.’” (Alcorão 16:36)

Sua Missão

Como discutido anteriormente, o Alcorão afirma claramente que Jesus foi um profeta, assim como o fato de que ele não foi mais do que isso.  Os profetas de fato são o melhor da criação. Eles são aqueles a quem Deus escolhe para receber Sua revelação, e ao mesmo tempo, eles são meros emissários de Deus e não merecem receber adoração.  Jesus, como mencionando no Alcorão, não é diferente de qualquer um deles a esse respeito.

Ao longo de todo o Alcorão, Jesus é identificado fundamentalmente como um profeta de Deus enviado aos judeus que haviam se desviado dos ensinamentos de Moisés e outros mensageiros.

“E quando Jesus, filho de Maria, disse: ‘Ó Filhos de Israel, eu sou o Mensageiro de Deus para vós, confirmando o Torá que veio antes de mim.’” (Alcorão 61:6)

Jesus Cristo, o filho de Maria, foi o último de uma linha de profetas judeus.  Ele viveu de acordo com o Torá, a Lei de Moisés, e ensinou seus seguidores a fazer o mesmo.  Em Mateus 5:17-18, Jesus afirmou:

“Não penseis que vim revogar a lei e os profetas; não vim para revogar mas para cumprir.”

Nesse aspecto, ele e sua mensagem não eram diferentes dos profetas anteriores escolhidos por Deus, que chamaram à adoração de Deus e de Deus somente, assim como à obediência de Seus mandamentos.  Como ele foi milagrosamente apoiado por Deus em sua concepção, nascimento e infância, ele também foi apoiado por numerosos milagres para provar que ele era um mensageiro de Deus.  Entretanto, a maioria dos judeus rejeitou a sua missão profética.

Jesus não apenas confirmou as escrituras reveladas antes dele, mas também predisse um outro profeta a vir depois dele.  Deus diz:

“E quando Jesus, filho de Maria, disse: ‘Ó Filhos de Israel!  De fato sou para vós o Mensageiro de Deus, confirmando o que foi revelado antes de mim no Torá, e trazendo boas novas de um mensageiro que virá depois de mim, cujo nome é o Louvado (Ahmad).’” (Alcorão 61:6)

Esse fato também é mencionado no Novo Testamento.  Estudo cuidadoso mostra que Jesus, que a paz esteja sobre ele, se refere ao mesmo profeta em João 14:16-17:

“E eu enviarei um outro Consolador (o Profeta Muhammad, que Deus o exalte), para ficar convosco para sempre, o Espírito da Verdade."

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