As Cores Unidas do Islã (parte 1 de 3)
|
   
Descrição:
A igualdade racial do Islã e exemplos práticos da história. Parte 1: Racismo na tradição judaico-cristã.
Por AbdurRahman Mahdi, www.Quran.nu, (editado por IslamReligion.com)
Publicado em 01 Mar 2010 - Última modificação em 20 May 2012
Visualizado: 4035 (média diária: 5) - Classificação: 3.5 de 5 - Classificado por: 6 Impresso: 162 - Enviado por email: 0 - Comentado em: 0
Categoria: Artigos
> Atualidades
> Direitos Humanos
Categoria: Artigos
> Os Benefícios do Islã
> Benefícios para a Sociedade
|
|
“Deus disse: Que foi que te impediu de
prostrar-te, embora to tivéssemos ordenado? Respondeu: Sou superior a ele; a
mim criaste do fogo, e a ele do barro.” (Alcorão 7:12)
Assim começa a história de racismo. Satanás
se considerou superior a Adão por causa de sua origem. Desde aquele dia
Satanás tem desencaminhado muitos descendentes de Adão para que também
acreditem que são superiores a outros, fazendo com que persigam e explorem seus
semelhantes. Com muita frequência a religião é usada para justificar o
racismo. O Judaísmo, por exemplo, apesar de suas origens no Oriente Médio,
passa facilmente como uma religião ocidental; mas a entrada de judeus em todos
os níveis da sociedade ocidental de fato trai a realidade elitista do Judaísmo.
Uma leitura piedosa do verso bíblico:
“Não existe nenhum Deus em todo o
mundo, exceto em Israel.” (2 Reis 5:15)
... sugere que naqueles dias Deus não
era adorado, exceto pelos israelitas. Entretanto, o Judaísmo hoje se mantém
centrado em sua ostentação de superioridade racial “escolhida”.
“Dize: Ó judeus, se pretendeis ser os
favorecidos de Deus, em detrimento dos demais humanos, desejai, então, a morte,
se estais certos!” (Alcorão 62:6)
De modo inverso, embora a maioria dos
cristãos seja esmagadoramente de não-judeus, Jesus, como o último dos profetas
israelitas, foi enviado apenas para os judeus.
“E quando Jesus, filho de Maria, disse: ‘Ó Filhos de Israel! Em verdade, sou o mensageiro de Deus, enviado a vós, corroborante de
tudo quanto a Tora antecipou no tocante às predições, e alvissareiro de um
Mensageiro que virá depois de mim, cujo nome será Ahmad!”
(Alcorão 61:6)
E, da mesma forma, todo profeta foi
enviado exclusivamente para seu próprio povo. Todo profeta,
exceto Muhammad.
“Dize (Ó Muhammad): “Ó humanos! Sou o
Mensageiro de Deus enviado para toda a humanidade” (Alcorão 7:158)
Como Muhammad foi o Profeta e
Mensageiro final de Deus sua missão foi universal, pretendida não só para sua
própria nação, os árabes, mas para todos os povos do mundo. O Profeta disse:
“Todos os outros profetas foram
enviados exclusivamente para suas nações, enquanto que eu fui enviado para toda
a humanidade.” (Saheeh Al-Bukhari)
“E não te enviamos, senão como universal
(Mensageiro), alvissareiro e admoestador para os humanos; porém, a maioria dos
humanos o ignora.” (Alcorão 34:29)
Bilal, o Abissínio
Um dos primeiros a aceitar o Islã foi
um escravo abissínio chamado Bilal. Tradicionalmente os negros africanos eram
um povo inferior aos olhos dos árabes, que achavam que eles tinham pouco uso
além da diversão e escravidão. Quando Bilal abraçou o Islã seu mestre pagão o
torturou brutalmente no deserto escaldante até que Abu Bakr, o amigo mais
próximo do Profeta, o resgatou comprando sua liberdade.
O Profeta nomeou Bilal para chamar os
crentes para a oração. O athan ouvido dos minaretes em todos os cantos
do mundo desde então, ecoa as mesmas palavras exatas recitadas por Bilal. Assim,
aquele que antes era escravo humilde conquistou a honra única de ser o primeiro
muezim do Islã.
“E de fato honramos os filhos de Adão…” (Alcorão
17:70)
Os românticos ocidentais aclamam a
antiga Grécia como o berço da democracia. A
realidade era que, como escravos e mulheres, a vasta maioria dos atenienses
tinham negado o direito de eleger seus governantes. Ainda assim, o Islã
ordenou que um servo pudesse ser um governante! O Profeta respondeu:
“Obedeça a seu governante mesmo
que seja um escravo abissínio.” (Ahmad)
|
As Cores Unidas do Islã (parte 2 de 3)
|
   
Descrição:
A igualdade racial do Islã e exemplos práticos da história. Parte 2: Exemplos da época do Profeta.
Por AbdurRahman Mahdi, www.Quran.nu, (editado por IslamReligion.com)
Publicado em 08 Mar 2010 - Última modificação em 22 Jun 2010
Visualizado: 2613 (média diária: 3) - Classificação: 1 de 5 - Classificado por: 1 Impresso: 157 - Enviado por email: 0 - Comentado em: 0
Categoria: Artigos
> Atualidades
> Direitos Humanos
Categoria: Artigos
> Os Benefícios do Islã
> Benefícios para a Sociedade
|
Salman, o Persa
Como a maioria de seus conterrâneos,
Salman foi educado como um zoroastrino devoto. Entretanto, após um encontro
com alguns cristãos em adoração, ele aceitou o Cristianismo como “algo melhor”.
Salman então viajou extensivamente em busca de conhecimento, do serviço de um
monge sábio a outro, o último deles disse: “Ó filho! Não conheço ninguém que
tenha o mesmo credo que nós. Entretanto, o tempo da emergência de um Profeta
está próximo. Este Profeta é da religião de Abraão.” O monge então
prosseguiu descrevendo esse profeta, seu caráter e onde ele apareceria. Salman
migrou para a Arábia, a terra da profecia, e quando ouviu sobre Muhammad e o
encontrou, imediatamente o reconheceu a partir das descrições de seu mestre e
abraçou o Islã. Salman se tornou renomado por seu conhecimento e foi a
primeira pessoa a traduzir o Alcorão em outro idioma, o persa. Uma vez,
enquanto o Profeta estava entre seus Companheiros, o seguinte lhe foi revelado:
“Ele foi Quem escolheu, entre os iletrados,
um Mensageiro da sua estirpe, para ditar-lhes os Seus versículos, consagrá-los
e ensinar-lhes o Livro e a sabedoria, porque antes estavam em evidente erro. E
ensinar aos outros (não-árabes) que o sucederão, porque Ele é o Poderoso, o
Prudentíssimo.” (Alcorão
62:2-3)
O Mensageiro de Deus então colocou sua
mão sobre Salman e disse:
“Mesmo que a Fé estivesse próxima
das estrelas de Plêiades, um homem dentre esses (persas) certamente a
alcançaria.” (Saheeh Muslim)
Suhaib, o Romano
Suhaib nasceu de forma privilegiada na
casa luxuosa de seu pai, que era um governador dependente do imperador persa. Enquanto
era criança Suhaib foi capturado pelos invasores bizantinos e vendido como
escravo em Constantinopla.
Suhaib finalmente escapou da escravidão
e fugiu para Meca, um local popular de refúgio, onde logo se tornou um mercador
próspero apelidado de “ar-Rumi”, o romano, devido ao seu idioma e educação
bizantinos. Quando Suhaib ouviu Muhammad pregar, foi imediatamente convencido
da verdade de sua mensagem e abraçou o Islã. Como todos os primeiros
muçulmanos, Suhaib foi perseguido pelos pagãos de Meca. Então ele negociou
toda sua riqueza em troca de passagem segura para se unir ao Profeta em Medina,
onde o Profeta, satisfeito ao ver Suhaib, o saudou três vezes: “Seu negócio deu
frutos, Ó Suhaib! Seu negócio deu frutos!” Deus tinha informado ao Profeta da
proeza de Suhaib antes de se reunirem com essa revelação:
“Entre os homens há também aquele que se
sacrifica para obter a complacência de Deus, porque Deus é Compassivo para com
os servos.” (Alcorão 2:207)
O Profeta amava muito Suhaib e o
descreveu como tendo precedido a entrada dos romanos ao Islã. A piedade e
reputação de Suhaib entre os primeiros muçulmanos eram tão elevadas que quando
o Califa Omar estava em seu leito de morte, ele selecionou Suhaib para
liderá-los até que chegassem a um acordo sobre um sucessor.
Abdullah, o Hebreu
Os judeus eram outra nação que os
árabes preislâmicos menosprezavam. Muitos judeus e cristãos esperavam um novo
profeta aparecer na Arábia durante o tempo do Profeta Muhammad. Os judeus da
tribo Levita, em particular, tinham se estabelecido em grandes números nos
arredores da cidade de Medina. Entretanto, quando o Profeta muito antecipado
veio, não como um hebreu filho de Israel, mas como o árabe descendente de
Ismael, os judeus o rejeitaram. Exceto por uns poucos, como Hussein bin Salam.
Hussein era o rabino mais erudito e líder dos judeus medinenses, mas foi
denunciado e vilificado por eles quando abraçou o Islã. O Profeta renomeou
Hussein como “Abdullah”, que significa “Servo de Deus”, e deu a ele as boas
novas de que estava destinado ao Paraíso. Abdullah se dirigiu aos homens de
sua tribo dizendo:
“Ó assembléia de judeus! Tenham
consciência de Deus e aceitem o que Muhammad trouxe. Por Deus! Certamente sabem
que ele é Mensageiro de Deus e podem encontrar profecias sobre ele e a menção
de seu nome e características em sua Torá. De minha parte declaro que ele é o Mensageiro de Deus. Tenho fé nele e acredito que ele é verdadeiro. Eu o reconheço.”
Deus revelou o seguinte sobre Abdullah:
“Se (o Alcorão) emana de Deus e vós o negais,
e mesmo um israelita confirma a sua autenticidade e nele crê, vós (judeus) vos
ensoberbeceis!” (Alcorão 46:10)
Assim, entre os Companheiros do Profeta
Muhammad podiam ser encontrados africanos, persas, romanos e israelitas,
representantes de cada continente conhecido. Como o Profeta disse:
“De fato, meus amigos e aliados
não são dessa e daquela tribo. Ao invés disso, meus amigos e aliados são os
piedosos, onde quer que estejam.” (Saheeh Al-Bukhari, Saheeh Muslim)
|
As Cores Unidas do Islã (parte 3 de 3)
|
   
Descrição:
A igualdade racial do Islã e exemplos práticos da história. Parte 3: O Hajj e a diversidade encontrada entre os muçulmanos de hoje.
Por AbdurRahman Mahdi, www.Quran.nu, (editado por IslamReligion.com)
Publicado em 15 Mar 2010 - Última modificação em 22 Jun 2010
Visualizado: 2404 (média diária: 3) - Classificação: 3 de 5 - Classificado por: 2 Impresso: 138 - Enviado por email: 0 - Comentado em: 0
Categoria: Artigos
> Atualidades
> Direitos Humanos
Categoria: Artigos
> Os Benefícios do Islã
> Benefícios para a Sociedade
|
|
Essa irmandade universal pregada pelo
Islã foi advogada pelos Companheiros do Profeta depois dele. Quando o
Companheiro Ubada bin as-Samit liderou uma delegação a Muqawqis, o patriarca
cristão de Alexandria, o último exclamou: “Tire esse negro de minha frente e
traga outro para falar comigo! ... Como podem ficar satisfeitos que um
negro seja o mais destacado entre vocês? Não é mais adequado que ele esteja
abaixo de vocês?” “De fato, não!” responderam os companheiros
de Ubada, “Embora seja negro como se pode ver, ele é o mais destacado entre nós
em posição, inteligência e sabedoria, porque o negro não é desprezado entre
nós.”
“Em verdade, os crentes são irmãos uns dos
outros...” (Alcorão 49:10)
É o Hajj, ou peregrinação a Meca, que
permanece o símbolo supremo da unidade e irmandade do homem. Aqui, ricos e
pobres de todas as nações ficam de pé e se curvam em uníssono perante Deus no
que é a maior congregação da humanidade, testemunhando as palavras do Profeta
quando ele disse:
“Na verdade não existe excelência
de um árabe sobre um não-árabe ou de um não-árabe sobre um árabe; ou de um
branco sobre um negro ou de um negro sobre um branco, exceto em piedade.” (Ahmad)
E isso confirma o Alcorão, que diz:
“Ó humanos! Nós vos criamos de macho e fêmea
e vos dividimos em povos e tribos, para reconhecerdes uns aos outros. Sabei que
o mais honrado, dentre vós, ante Deus, é o mais temente. Sabei que Deus é
Sapientíssimo e está bem inteirado.” (Alcorão 49:13)
Quanto ao nacionalismo, com sua divisão
de muçulmanos em linhas étnicas ou tribais, é considerado uma inovação prejudicial.
“Se vossos pais, vossos filhos, vossos
irmãos, vossas esposas, vossa tribo, os bens que tenhais adquirido, o comércio,
cuja estagnação temeis, e as casas nas quais residis, são-vos mais queridos do
que Deus e Seu Mensageiro, bem como a luta por Sua causa, aguardai, até que
Deus venha cumprir os Seus desígnios. Sabei que Ele não ilumina os rebeldes.” (Alcorão 9:24)
O Profeta disse:
“... quem quer que lute sob a
bandeira do subterfúgio, ficando furioso por causa do nacionalismo, conclamando
ao nacionalismo ou dando apoio ao nacionalismo e morre, morre a morte da
jahiliyah (ou seja ignorância e descrença preislâmicas).” (Saheeh Muslim)
Ao invés disso, o Alcorão diz:
“Enquanto os descrentes fomentaram o
fanatismo - fanatismo da idolatria - em seus corações Deus infundiu o sossego
em Seu Mensageiro e nos crentes...” (Alcorão 48:26)
De fato, os muçulmanos constituem um único corpo e
supranação, como o Profeta explicou:
“A parábola dos crentes em seu
amor e misericórdia mútuos é como a de um corpo vivo: se uma parte sente dor, o
corpo inteiro sofre, sem dormir e com febre.” (Saheeh Muslim)
O Alcorão confirma essa unidade:
“E, deste modo, (ó muçulmanos), constituí-vos
em uma nação equilibrada...” (Alcorão 2:143)
Talvez uma das maiores barreiras à
aceitação do Islã da parte muitos ocidentais seja a falácia de que é uma
religião primariamente para orientais ou pessoas de pele escura. Sem dúvida,
injustiças raciais contra muitos negros, sejam escravos abissínios da Arábia preislâmica
ou os afroamericanos do século 20, fez com que muitos abraçassem o Islã. Mas
isso não vem ao caso. O próprio Profeta Muhammad era de complexão clara,
descrito por seus Companheiros como sendo “branco e rosado” – uma descrição que
muitas dezenas de milhões de árabes, berberes e persas crentes compartilham. Até
louros de olhos azuis não são tão raros entre os habitantes do Oriente Próximo.
Além disso, a Europa tem mais muçulmanos brancos nativos do que seus imigrantes
“de cor”. Os bósnios, por exemplo, que foram dizimados no final do século 20,
mas que devido ao seu heroísmo e tradição de tolerância contribuíram muito para
a paz e estabilidade dos Bálcãs. Os albaneses, descendentes dos antigos
ilírios da Europa, também são majoritariamente muçulmanos. De fato, um
destacado sábio muçulmano do século 20, Imame Muhammad Nasir-ud-Deen al-Albani,
era, como seu título sugere, albanês.
“Em verdade, criamos os humanos na melhor das
formas.” (Alcorão 5:4)
Brancos têm sido chamados de
“caucasianos” desde que antropólogos declararam que as montanhas do Cáucaso,
lar dos picos mais altos da Europa, o “Berço da Raça Branca.” Hoje, os nativos
dessas montanhas são muçulmanos. Entre muitos, uma tribo menos conhecida de
bravos montanheses e donzelas louras estão os circássios, famosos por sua
bravura e beleza que, como os governantes mamelucos da Síria e Egito, ajudaram
a defender o mundo civilizado e proteger suas terras sagradas dos ataques das
hordas mongóis. Então existem os chechenos brutalizados, questionavelmente as
criaturas de Deus mais difíceis de controlar, cuja tenacidade e resistência têm
ajudado a evitar que tenham o mesmo destino dos circássios. Enquanto isso,
mais de 1.000.000 de brancos caucasianos norte-europeus e americanos –
anglo-saxões, francos, germanos, escandinavos e celtas incluídos – agora
professam o Islã. De fato, o Islã entrou de forma pacífica em partes da Europa
antes do Cristianismo, quando: “Muito tempo atrás, quando os eslavos russos
ainda não tinham começado a construir igrejas cristãs no Oka, nem conquistado
esses lugares em nome da civilização européia, os protobúlgaros já ouviam o
Alcorão nas margens do Volga e do Kama.” (Solov’ev, 1965) [Em 16 de maio de 922
o Islã se tornou a religião de estado oficial dos protobúlgaros do Volga, com
os quais os búlgaros de hoje compartilham uma ancestralidade comum.]
Toda fé além do Islã chama para a
adoração da criação de algum modo, aspecto ou forma. Além disso, raça e cor
desempenham um papel central e divisor em quase todos os sistemas de crença
não-islâmicos. Uma deificação cristã de Jesus e dos santos ou uma deificação
budista de Buda e os dalai lamas têm pessoas de uma raça e cor particular sendo
adorada em detrimento de Deus. No Judaísmo, a salvação é negada aos gentios
não-judeus. O sistema de castas do Hinduísmo, da mesma
forma, restringe as aspirações econômicas, sociopolíticas e espirituais das
castas mais baixas e “impuras”. O Islã, entretanto,
busca unir e unificar todas as criaturas do mundo com base na Unidade e Unicidade
de seu Criador. Sendo assim, somente o Islã libera
todas as pessoas, raças e cores na adoração de Deus somente.
“E entre os Seus sinais está a criação dos
céus e da terra, as variedades dos vossos idiomas e das vossas cores. Em
verdade, nisto há sinais para os que discernem.” (Alcorão 30:22)
|
|