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As Cores Unidas do Islã (parte 3 de 3)

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Descrição: A igualdade racial do Islã e exemplos práticos da história.  Parte 3: O Hajj e a diversidade encontrada entre os muçulmanos de hoje.

  • Por AbdurRahman Mahdi, www.Quran.nu, (editado por IslamReligion.com)
  • Publicado em 15 Mar 2010
  • Última modificação em 22 Jun 2010
  • Impresso: 263
  • Visualizado: 7337 (média diária: 3)
  • Classificação: 3 de 5
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Essa irmandade universal pregada pelo Islã foi advogada pelos Companheiros do Profeta depois dele.  Quando o Companheiro Ubada bin as-Samit liderou uma delegação a Muqawqis, o patriarca cristão de Alexandria, o último exclamou: “Tire esse negro de minha frente e traga outro para falar comigo! ... Como podem ficar satisfeitos que um negro seja o mais destacado entre vocês? Não é mais adequado que ele esteja abaixo de vocês?” “De fato, não!” responderam os companheiros de Ubada, “Embora seja negro como se pode ver, ele é o mais destacado entre nós em posição, inteligência e sabedoria, porque o negro não é desprezado entre nós.”

“Em verdade, os crentes são irmãos uns dos outros...” (Alcorão 49:10)

É o Hajj, ou peregrinação a Meca, que permanece o símbolo supremo da unidade e irmandade do homem.  Aqui, ricos e pobres de todas as nações ficam de pé e se curvam em uníssono perante Deus no que é a maior congregação da humanidade, testemunhando as palavras do Profeta quando ele disse:

“Na verdade não existe excelência de um árabe sobre um não-árabe ou de um não-árabe sobre um árabe; ou de um branco sobre um negro ou de um negro sobre um branco, exceto em piedade.” (Ahmad)

E isso confirma o Alcorão, que diz:

“Ó humanos! Nós vos criamos de macho e fêmea e vos dividimos em povos e tribos, para reconhecerdes uns aos outros. Sabei que o mais honrado, dentre vós, ante Deus, é o mais temente. Sabei que Deus é Sapientíssimo e está bem inteirado.” (Alcorão 49:13)

Quanto ao nacionalismo, com sua divisão de muçulmanos em linhas étnicas ou tribais, é considerado uma inovação prejudicial.

“Se vossos pais, vossos filhos, vossos irmãos, vossas esposas, vossa tribo, os bens que tenhais adquirido, o comércio, cuja estagnação temeis, e as casas nas quais residis, são-vos mais queridos do que Deus e Seu Mensageiro, bem como a luta por Sua causa, aguardai, até que Deus venha cumprir os Seus desígnios. Sabei que Ele não ilumina os rebeldes.” (Alcorão 9:24)

O Profeta disse:

“... quem quer que lute sob a bandeira do subterfúgio, ficando furioso por causa do nacionalismo, conclamando ao nacionalismo ou dando apoio ao nacionalismo e morre, morre a morte da jahiliyah (ou seja ignorância e descrença preislâmicas).” (Saheeh Muslim)

Ao invés disso, o Alcorão diz:

“Enquanto os descrentes fomentaram o fanatismo - fanatismo da idolatria - em seus corações Deus infundiu o sossego em Seu Mensageiro e nos crentes...” (Alcorão 48:26)

De fato, os muçulmanos constituem um único corpo e supranação, como o Profeta explicou:

“A parábola dos crentes em seu amor e misericórdia mútuos é como a de um corpo vivo: se uma parte sente dor, o corpo inteiro sofre, sem dormir e com febre.” (Saheeh Muslim)

O Alcorão confirma essa unidade:

“E, deste modo, (ó muçulmanos), constituí-vos em uma nação equilibrada...”  (Alcorão 2:143)

Talvez uma das maiores barreiras à aceitação do Islã da parte muitos ocidentais seja a falácia de que é uma religião primariamente para orientais ou pessoas de pele escura.  Sem dúvida, injustiças raciais contra muitos negros, sejam escravos abissínios da Arábia preislâmica ou os afroamericanos do século 20, fez com que muitos abraçassem o Islã.  Mas isso não vem ao caso.  O próprio Profeta Muhammad era de complexão clara, descrito por seus Companheiros como sendo “branco e rosado” – uma descrição que muitas dezenas de milhões de árabes, berberes e persas crentes compartilham.  Até louros de olhos azuis não são tão raros entre os habitantes do Oriente Próximo.  Além disso, a Europa tem mais muçulmanos brancos nativos do que seus imigrantes “de cor”.  Os bósnios, por exemplo, que foram dizimados no final do século 20, mas que devido ao seu heroísmo e tradição de tolerância contribuíram muito para a paz e estabilidade dos Bálcãs.  Os albaneses, descendentes dos antigos ilírios da Europa, também são majoritariamente muçulmanos.  De fato, um destacado sábio muçulmano do século 20, Imame Muhammad Nasir-ud-Deen al-Albani, era, como seu título sugere, albanês.

“Em verdade, criamos os humanos na melhor das formas.” (Alcorão 5:4)

Brancos têm sido chamados de “caucasianos” desde que antropólogos declararam que as montanhas do Cáucaso, lar dos picos mais altos da Europa, o “Berço da Raça Branca.”  Hoje, os nativos dessas montanhas são muçulmanos.  Entre muitos, uma tribo menos conhecida de bravos montanheses e donzelas louras estão os circássios, famosos por sua bravura e beleza que, como os governantes mamelucos da Síria e Egito, ajudaram a defender o mundo civilizado e proteger suas terras sagradas dos ataques das hordas mongóis.  Então existem os chechenos brutalizados, questionavelmente as criaturas de Deus mais difíceis de controlar, cuja tenacidade e resistência têm ajudado a evitar que tenham o mesmo destino dos circássios.  Enquanto isso, mais de 1.000.000 de brancos caucasianos norte-europeus e americanos – anglo-saxões, francos, germanos, escandinavos e celtas incluídos – agora professam o Islã.  De fato, o Islã entrou de forma pacífica em partes da Europa antes do Cristianismo, quando: “Muito tempo atrás, quando os eslavos russos ainda não tinham começado a construir igrejas cristãs no Oka, nem conquistado esses lugares em nome da civilização européia, os protobúlgaros já ouviam o Alcorão nas margens do Volga e do Kama.” (Solov’ev, 1965) [Em 16 de maio de 922 o Islã se tornou a religião de estado oficial dos protobúlgaros do Volga, com os quais os búlgaros de hoje compartilham uma ancestralidade comum.]

Toda fé além do Islã chama para a adoração da criação de algum modo, aspecto ou forma.  Além disso, raça e cor desempenham um papel central e divisor em quase todos os sistemas de crença não-islâmicos.  Uma deificação cristã de Jesus e dos santos ou uma deificação budista de Buda e os dalai lamas têm pessoas de uma raça e cor particular sendo adorada em detrimento de Deus. No Judaísmo, a salvação é negada aos gentios não-judeus.  O sistema de castas do Hinduísmo, da mesma forma, restringe as aspirações econômicas, sociopolíticas e espirituais das castas mais baixas e “impuras”.  O Islã, entretanto, busca unir e unificar todas as criaturas do mundo com base na Unidade e Unicidade de seu Criador.  Sendo assim, somente o Islã libera todas as pessoas, raças e cores na adoração de Deus somente.

“E entre os Seus sinais está a criação dos céus e da terra, as variedades dos vossos idiomas e das vossas cores. Em verdade, nisto há sinais para os que discernem.” (Alcorão 30:22)

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