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As Cores Unidas do Islã (parte 2 de 3)

  
Description: A igualdade racial do Islã e exemplos práticos da história.  Parte 2: Exemplos da época do Profeta.
By AbdurRahman Mahdi, www.Quran.nu, (editado por IslamReligion.com)
Published on 08 Mar 2010 - Last modified on 22 Jun 2010
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Category: Artigos > Atualidades > Direitos Humanos
Category: Artigos > Os Benefícios do Islã > Benefícios para a Sociedade

Salman, o Persa

Como a maioria de seus conterrâneos, Salman foi educado como um zoroastrino devoto.  Entretanto, após um encontro com alguns cristãos em adoração, ele aceitou o Cristianismo como “algo melhor”.  Salman então viajou extensivamente em busca de conhecimento, do serviço de um monge sábio a outro, o último deles disse: “Ó filho! Não conheço ninguém que tenha o mesmo credo que nós. Entretanto, o tempo da emergência de um Profeta está próximo. Este Profeta é da religião de Abraão.” O monge então prosseguiu descrevendo esse profeta, seu caráter e onde ele apareceria.  Salman migrou para a Arábia, a terra da profecia, e quando ouviu sobre Muhammad e o encontrou, imediatamente o reconheceu a partir das descrições de seu mestre e abraçou o Islã.  Salman se tornou renomado por seu conhecimento e foi a primeira pessoa a traduzir o Alcorão em outro idioma, o persa.   Uma vez, enquanto o Profeta estava entre seus Companheiros, o seguinte lhe foi revelado:

“Ele foi Quem escolheu, entre os iletrados, um Mensageiro da sua estirpe, para ditar-lhes os Seus versículos, consagrá-los e ensinar-lhes o Livro e a sabedoria, porque antes estavam em evidente erro. E ensinar aos outros (não-árabes) que o sucederão, porque Ele é o Poderoso, o Prudentíssimo.” (Alcorão 62:2-3)

O Mensageiro de Deus então colocou sua mão sobre Salman e disse:

“Mesmo que a Fé estivesse próxima das estrelas de Plêiades, um homem dentre esses (persas) certamente a alcançaria.” (Saheeh Muslim)

Suhaib, o Romano

Suhaib nasceu de forma privilegiada na casa luxuosa de seu pai, que era um governador dependente do imperador persa.  Enquanto era criança Suhaib foi capturado pelos invasores bizantinos e vendido como escravo em Constantinopla.

Suhaib finalmente escapou da escravidão e fugiu para Meca, um local popular de refúgio, onde logo se tornou um mercador próspero apelidado de “ar-Rumi”, o romano, devido ao seu idioma e educação bizantinos.  Quando Suhaib ouviu Muhammad pregar, foi imediatamente convencido da verdade de sua mensagem e abraçou o Islã.  Como todos os primeiros muçulmanos, Suhaib foi perseguido pelos pagãos de Meca.  Então ele negociou toda sua riqueza em troca de passagem segura para se unir ao Profeta em Medina, onde o Profeta, satisfeito ao ver Suhaib, o saudou três vezes: “Seu negócio deu frutos, Ó Suhaib! Seu negócio deu frutos!” Deus tinha informado ao Profeta da proeza de Suhaib antes de se reunirem com essa revelação:

“Entre os homens há também aquele que se sacrifica para obter a complacência de Deus, porque Deus é Compassivo para com os servos.” (Alcorão 2:207)

O Profeta amava muito Suhaib e o descreveu como tendo precedido a entrada dos romanos ao Islã.  A piedade e reputação de Suhaib entre os primeiros muçulmanos eram tão elevadas que quando o Califa Omar estava em seu leito de morte, ele selecionou Suhaib para liderá-los até que chegassem a um acordo sobre um sucessor.

Abdullah, o Hebreu

Os judeus eram outra nação que os árabes preislâmicos menosprezavam.  Muitos judeus e cristãos esperavam um novo profeta aparecer na Arábia durante o tempo do Profeta Muhammad.  Os judeus da tribo Levita, em particular, tinham se estabelecido em grandes números nos arredores da cidade de Medina.  Entretanto, quando o Profeta muito antecipado veio, não como um hebreu filho de Israel, mas como o árabe descendente de Ismael, os judeus o rejeitaram.  Exceto por uns poucos, como Hussein bin Salam.  Hussein era o rabino mais erudito e líder dos judeus medinenses, mas foi denunciado e vilificado por eles quando abraçou o Islã.  O Profeta renomeou Hussein como “Abdullah”, que significa “Servo de Deus”, e deu a ele as boas novas de que estava destinado ao Paraíso.  Abdullah se dirigiu aos homens de sua tribo dizendo:

“Ó assembléia de judeus! Tenham consciência de Deus e aceitem o que Muhammad trouxe. Por Deus! Certamente sabem que ele é Mensageiro de Deus e podem encontrar profecias sobre ele e a menção de seu nome e características em sua Torá. De minha parte declaro que ele é o Mensageiro de Deus. Tenho fé nele e acredito que ele é verdadeiro. Eu o reconheço.” Deus revelou o seguinte sobre Abdullah:

“Se (o Alcorão) emana de Deus e vós o negais, e mesmo um israelita confirma a sua autenticidade e nele crê, vós (judeus) vos ensoberbeceis!” (Alcorão 46:10)

Assim, entre os Companheiros do Profeta Muhammad podiam ser encontrados africanos, persas, romanos e israelitas, representantes de cada continente conhecido.  Como o Profeta disse:

“De fato, meus amigos e aliados não são dessa e daquela tribo. Ao invés disso, meus amigos e aliados são os piedosos, onde quer que estejam.” (Saheeh Al-Bukhari, Saheeh Muslim)

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