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O Véu Desvelado: A Verdadeira Condição das Mulheres no Islã (parte 1 de 3)
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Descrição:
O véu e seu significado no Islã e na tradição judaico-cristã, e também um breve olhar na postura islâmica em relação às mulheres. Parte 1: O conceito de véu no Judaísmo, Cristianismo e Islã.
Por AbdurRahman Mahdi, www.Quran.nu, (editado por IslamReligion.com)
Publicado em 11 May 2009 - Última modificação em 10 Apr 2011
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> Mulheres
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O véu islâmico ou hijab se refere
a vestimentas soltas, lisas e opacas que cobrem o corpo da muçulmana. Embora
seja basicamente idêntico à vestimenta retratada nas representações cristãs
tradicionais de Maria (que Deus a exalte e a seu filho), e a todas as freiras
que procuram imitá-la desde então, o hijab é classificado como um sinal
de extremismo e da condição supostamente inferior das muçulmanas. Aqueles que
vêem as muçulmanas como pouco mais do que objetos sexuais ficam desanimados com
o fenômeno de mulheres ocidentais educadas e profissionais ou, em qualquer
caso, ‘livres’, se voltando para o Islã. A alegação de
que as convertidas são fanáticas cegas por seus véus ou vítimas oprimidas a
serem liberadas não é mais aceita. Entretanto,
relatórios sensacionalistas e, em geral, politicamente motivados, de muçulmanas
oprimidas em algumas sociedades retrógradas contemporâneas ainda reforçam o
estereótipo. O que se segue é um breve olhar na
condição das mulheres no Islã comparando o papel do véu no Islã e no
Cristianismo.
“A quem praticar o bem, seja homem ou mulher,
e for fiel, concederemos uma vida agradável e premiaremos com uma recompensa,
de acordo com a melhor das ações.” (Alcorão 16:97)
No que faria parte de um ‘Novo
Testamento’, Paulo tornou obrigatória a prática comum do véu para todas as
mulheres:
‘Todo o homem que ora ou
profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta,
desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada. Portanto, se a
mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa
indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu. O homem, pois, não deve
cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do
homem. Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem. Porque
também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do
homem.
Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos
anjos.’ (1 Coríntios 11:4-10)
Tertuliano (o primeiro homem a formular
a Trindade), em seu ensaio, Sobre o Véu das Virgens, obrigou o seu uso
mesmo em casa: ‘Jovens mulheres, se usam seus véus nas ruas, então devem
usá-los na igreja; os usam quando estão entre estranhos, então devem usá-los
entre seus irmãos.’
Então o Islã não inventou o véu,
simplesmente o endossou. Entretanto, enquanto Paulo apresentou o véu como um
sinal da autoridade do homem, o Islã esclarece que é simplesmente um sinal de
fé, modéstia e castidade que serve para proteger a devota de assédio.
“Ó Profeta, dize a tuas esposas, tuas filhas
e às mulheres dos crentes que (quando saírem) se cubram com as suas mantas;
isso é mais conveniente, para que distingam das demais e não sejam molestadas; ...”(Alcorão
33:59)
O orientalista do século 19, Sir Richard Burton,
observou como:
‘As mulheres que se deliciam com restrições
que visam sua honra, o aceitaram (o véu) espontaneamente e não desejam uma
liberdade ou uma licença que consideram inconsistente com suas noções de decoro
e delicadeza femininos. Elas pensariam muito mal de um marido que as
permitissem se exporem, como cortesãs, ao olhar do público.
Na verdade, o véu islâmico é apenas uma
faceta de sua condição nobre, que é em parte devida à tremenda responsabilidade
que carregam. Colocando de forma simples, a mulher é a primeira professora na
construção de uma sociedade virtuosa. É por isso que a obrigação individual
mais importante de uma pessoa é demonstrar gratidão, gentileza e companheirismo
com sua mãe. Uma vez perguntaram ao Profeta Muhammad, que Deus o exalte:
“Ó Mensageiro de Deus! Quem dentre
a humanidade tem direito ao meu melhor companheirismo? ‘O Profeta respondeu: ‘Sua mãe.’ O homem perguntou: ‘E depois
quem?’ O Profeta respondeu: ‘Sua mãe.’ O homem perguntou: ‘E depois quem?’ O
Profeta repetiu: ‘Sua mãe.’ De novo, o homem perguntou: ‘E depois quem?’ O
Profeta finalmente disse: ‘Então seu pai.’” (Saheeh Al-Bukhari, Saheeh
Muslim)
Embora a mãe receba precedência sobre o
pai em gentileza e bom tratamento, o Islã, como o Cristianismo, ensina que Deus
designou o homem para ser o chefe natural da família.
“...porque elas tem direitos (sobre seus
maridos) equivalentes (aos direitos de seus maridos) sobre elas, embora os
homens tenham um grau sobre elas…” (Alcorão 2:228)
No Islã, a autoridade do homem é
proporcional às suas responsabilidades socioeconômicas,
responsabilidade que refletem as diferenças psicológicas e fisiológicas com as
quais Deus criou os sexos.
“…e o homem não é como a mulher...” (Alcorão
3:36)
O casamento é o meio através do qual
ambos os sexos podem cumprir seus papéis diferentes mas mutuamente
complementares e beneficiais.
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O Véu Desvelado: A Verdadeira Condição das Mulheres no Islã (parte 2 de 3)
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Descrição:
O véu e seu significado no Islã e na tradição judaico-cristã, e também um breve olhar na postura islâmica em relação às mulheres. Parte 2: As mulheres em relação ao sexo, educação e o pecado original no Judaísmo, Cristianismo e Islã.
Por AbdurRahman Mahdi, www.Quran.nu, (editado por IslamReligion.com)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 22 Jun 2010
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“Entre os Seus sinais está o de haver-vos
criado companheiras da vossa mesma espécie, para que com elas convivais; e
colocou amor e piedade entre vós. Por certo que nisto há sinais para os
sensatos.” (Alcorão 30:21)
‘O apelo do Islã, onde quer que ele
tenha triunfado, tem sido sua simplicidade. Requer submissão a algumas normas
básicas e diretas que são facilmente mantidas e em contrapartida oferece mais
maravilhosa e rara comodidade e paz de espírito... sua disciplina, segurança e
certezas têm um apelo para as meninas perdidas envolvidas nos mares da
permissividade, cujas próprias famílias foram enfraquecidas pela desagregação
familiar, ausência dos pais e a instabilidade dos maridos, se existirem maridos
para começar, ao invés de namorados e “pais temporários”. E na maioria das
sociedades as mulheres é que mantêm as religiões nos lares e entre as
crianças.’ (Peter Hitchens, Will Britain Convert to Islam? (A Grã-Bretanha Se Converterá ao Islã?, em tradução livre) no
jornal “Mail”, domingo, 11/02/2003)
“...porque elas (suas esposas) são vossas
vestimentas e vós o sois delas.” (Alcorão 2:187)
O sexo em si não é tabu no Islã. Ao
contrário, relações sexuais lícitas são consideradas atos de caridade! A
renomada erudita e ex-freira, Karen Armstrong, escreve:
‘Mohammed certamente não pensava que as
mulheres eram sexualmente repulsivas. Quando sua esposa estava menstruada ele
costumava fazer questão de reclinar em seu colo e pegar seu tapete de orações
da mão dela dizendo, para o benefício de seus discípulos: “Sua menstruação não
está na sua mão.” Ele bebia da mesma xícara, dizendo: “Sua menstruação não
está em seus lábios...” As duras punições sexuais enfrentadas pelos criminosos
sexuais em alguns países islâmicos é porque a sexualidade é valorizada e o
ideal foi corrompido, e não, como no passado no Ocidente, porque a sexualidade
é repugnante.’ (The Gospel According to Woman (O Evangelho de Acordo com a
Mulher, em tradução livre, 1986:2)
A justificativa tradicional da Igreja
para a autoridade do homem é herdada do Judaísmo: o mal inerente da mulher! De
acordo com a Bíblia, Satanás seduziu Eva a desobedecer Deus comendo da árvore
proibida e Eva, por sua vez, seduziu Adão a comer com ela. Quando Deus
repreendeu Adão por sua desobediência, Adão culpou Eva, e assim Deus a
condenou:
“Multiplicarei grandemente a tua
dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o
teu marido, e ele te dominará.” (Gênesis 3:16)
Foi essa imagem de Eva como uma
sedutora enganadora que deixou um legado negativo para as mulheres através do
Judaísmo e da Cristandade. O próprio Paulo, que foi um judeu veementemente
anticristão, escreveu na Bíblia: ‘A mulher aprenda em silêncio, com toda a
sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre
o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos.’ (I Tim. 2:11-5)
A concepção islâmica da mulher é
radicalmente diferente. O Alcorão esclarece que Satanás foi o único enganador
na história do Jardim, enquanto Adão e Eva receberam culpa igual por sua
desobediência. Não existe a menor insinuação de que Eva foi a primeira a comer
do fruto proibido ou de que ela tentou Adão a fazê-lo. Adão e Eva pecaram,
pediram a Deus Seu Perdão, e Ele imediatamente o concedeu:
“Disseram: ‘Ó Senhor nosso, nós mesmos nos
condenamos e, se não nos perdoares a Te apiedares de nós, seremos
desventurados!’” (Alcorão 7:23)
Lingüisticamente os termos corânicos
para ‘útero’ e ‘misericórdia’ são sinônimos. Isso ocorre porque, ao invés de
punição de Deus, o parto no Islã é visto como uma de Suas incontáveis bênçãos.
Além disso, a noção de que Deus condena o inocente é muito blasfema! E,
enquanto o Cristianismo sustenta que todo recém-nascido é um pecador – fruto da
punição de sua mãe, o Islã ensina que todas as crianças nascem inocentes e sem
pecados com base na fitra: uma disposição natural virtuosa e monoteísta.
Conseqüentemente, se diz que quem abraça o Islã reverte à sua religião natural.
Somente a educação imoral da criança a converte em um pecador rebelde.
“Quem cometer uma iniqüidade, será pago na
mesma moeda; por outra, aqueles que praticarem o bem, sendo crentes, homens ou
mulheres, entrarão no Paraíso, onde serão agraciados imensuravelmente.” (Alcorão
40:40)
As palavras de Paulo, anteriormente,
também mostram como o pecado de Eva foi usado para justificar a limitação das
aspirações educacionais das mulheres. No Islã, entretanto, as mulheres são
iguais aos homens na busca de conhecimento. O Profeta disse:
“A busca do conhecimento é compulsório
para todo muçulmano (homem ou mulher).” (Ibn Maja)
Além disso, a posição mais honrada que
alguém pode alcançar na sociedade muçulmana é a de erudito [o Islã não tem
classe sacerdotal]. A esposa do Profeta, Aisha, de quem Companheiros
importantes adquiriram conhecimento, é um exemplo de mulher instruída que
continua a ter grande influência na sociedade islâmica. Como foram as várias
professoras do celebrado sábio, guerreiro e mestre de ciências islâmicas, Ibn
Taymiyya (falecido em 1328).
“...Poderão, acaso, equiparar-se os sábios
com os insipientes? Só os sensatos recordarão.” (Alcorão 39:9)
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O Véu Desvelado: A Verdadeira Condição das Mulheres no Islã (parte 3 de 3)
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O véu e seu significado no Islã e na tradição judaico-cristã, e também um breve olhar na postura islâmica em relação às mulheres. Parte 3: Condição das mulheres em alguns países muçulmanos, porque as ocidentais ‘livres’ estão se voltando para o Islã, e um breve olhar em alguns dos direitos que o Islã concede às mulheres.
Por AbdurRahman Mahdi, www.Quran.nu, (editado por IslamReligion.com)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 22 Jun 2010
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Muitas das práticas culturais
pré-islâmicas ressurgentes que têm tragicamente sido associadas ao Islã, como
casamentos forçados, mutilação genital feminina, dotes pagos pela noiva (ao
invés de pagos pelo noivo), crimes de honra e a criminalização das vítimas de
estupro, somente ressurgiram após a disrupção causada pelo colonialismo e a
desconexão resultante dos muçulmanos comuns de suas fontes de conhecimento. Os
eruditos do Islã, homens e mulheres, são sempre as primeiras vítimas de
qualquer expurgo imperialista. Todavia, à luz do Alcorão e da Sunnah, o véu da
desinformação cobrindo a verdadeira condição das mulheres no Islã é facilmente
removido. Além disso, o Islã continua a se expandir mais rapidamente do que
qualquer outro estilo de vida entre as mulheres, contando com 75% de todas as
revertidas européias e americanas - o que é irônico, dado o amplo preconceito
ocidental de que o ‘Islã oprime as mulheres!
‘Ocidentais em desespero com suas
próprias sociedades - crimes em alta, desagregação familiar, drogas e
alcoolismo – passou a admirar a disciplina e segurança do Islã. Muitos
convertidos são ex-cristãos, desiludidos pela incerteza da igreja e infelizes
com o conceito da Trindade e da divinização de Jesus.’ (Lucy Berrington, “Why
British women are turning to Islam” (“Por que as mulheres britânicas estão
se voltando para o Islã”, Times, 11/09/1993)
Essas mulheres reconheceram a mesma
verdade que levou o cristão Negus da Abissínia a abraçar o Islã depois de um
discurso no qual os Companheiros o informaram: ‘O Mensageiro de Deus nos
proibiu de caluniar as mulheres.’ (Ibn Hisham)
“Em verdade, aqueles que difamarem as
mulheres castas, inocentes e crentes, serão malditos, neste mundo e no outro, e
sofrerão um severo castigo.” (Alcorão 24:23)
Hoje em dia, muitas freiras e devotas
das igrejas ortodoxa, católica, oriental e africana continuam a usar o véu
cristão. A muçulmana também usa o seu hijab, declarando sua fé em
humildade e servidão perante Deus. Apenas aqueles que têm uma sanção divina –
seus familiares imediatos e outras mulheres crentes – podem ver sua beleza. De
fato, ela está dizendo: ‘Julguem-me por minha fé, não pelo meu corpo – eu não
dou outra escolha.’ Quando implementado fielmente, como foi pelos primeiros
aderentes, o Islã oferece às mulheres a liberdade, dignidade, justiça e proteção
que por muito tempo permaneceram fora de seu alcance. A humanidade herdou do
Profeta uma grande tradição islâmica quando ele disse:
‘O melhor dentre vós (homens) são
aqueles que tratam melhor vossas mulheres.’
Enquanto as cristãs herdaram uma tradição
de misoginia do rabinismo judaico e do pensamento grego. Foi a reação da
mulher ocidental a essa condição pobre proporcionada a ela e à sua
‘sexploração’ que levou ao surgimento do movimento feminista.
“Os crentes e as crentes são protetores uns
dos outros; recomendam o bem, proíbem o ilícito, praticam a oração, pagam o
zakat, e obedecem a Deus e ao Seu Mensageiro. Deus Se compadecerá deles, porque
Deus é Poderoso, Prudentíssimo.” (Alcorão 9:71)
O Islã concedeu às mulheres direitos
contratuais, conjugais, à herança, a iniciar o divórcio, ter e controlar de
forma independente fortuna e propriedades, estabelecer e administrar negócios,
receber pagamento igual, reter seu nome de solteira, etc., 1400 anos atrás,
enquanto o ocidente democrático concedeu direitos semelhantes somente nos
últimos 50 anos do século 20! De fato, exceto pelo aborto, muito pelo qual as
feministas continuam a lutar já tinha sido sancionado pelo Islã. Sem mencionar
que a emancipação ao estilo ocidental – essencialmente as mulheres copiarem os
homens – não somente impôs exigências impossíveis sobre o sexo mais fraco, mas
também deixou as qualidades femininas sem qualquer valor intrínseco. Quanto às
muçulmanas com véu que celebram suas qualidades femininas, são um reflexo de
castidade, humildade e dignidade, um espelho de sua devoção e crença em Deus –
fatores que liberam, não subjugam – e pelos quais elas esperam uma grande
recompensa.
“Quanto aos muçulmanos e às muçulmanas, aos
crentes e às crentes, aos consagrados e às consagradas, aos verazes e às
verazes, aos perseverantes e às perseverantes, aos humildes e às humildes, aos
caritativos e às caritativas, aos jejuadores e às jejuadoras, aos recatados e
às recatadas, aos que se recordam muito de Deus e às que se recordam d’Ele,
saibam que Deus lhes tem destinado a indulgência e uma magnífica recompensa.” (Alcorão
33:35)
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