|
|
|
|
|
|
Equívocos sobre Allah (parte 1 de 3): Allah é Deus?
|
Descrição:
Quem é o único Deus?
Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 05 Nov 2012 - Última modificação em 05 Nov 2012
Visualizado: 506 (média diária: 3) - Classificação: nenhum ainda - Classificado por: 0 Impresso: 16 - Enviado por email: 0 - Comentado em: 0
Categoria: Artigos
> Crenças do Islã
> Sobre Deus
|
|
Sim, Allah é Deus. Ele é Allah, o Único. Ele é o mesmo Deus adorado nas crenças
judaica e cristã e é reconhecível como tal. Em todo o mundo e através da história, os povos de todas as crenças
voltaram-se para Deus, ou a divindade suprema, o Criador do universo. Ele é Allah. Allah é Deus. Deus,
o Criador. Deus, o
Sustentador.
A palavra Deus é soletrada e
pronunciada de formas diferentes em muitos idiomas: o francês fala Dieu, o
espanhol Dios e o chinês se refere ao Deus Único como Shangdi. Em árabe Allah significa o Único e
Verdadeiro Deus, merecedor de toda submissão e devoção. Os árabes judeus e cristãos se
referem a Deus como Allah e Ele é o mesmo mencionado na passagem bíblica:
“Ouça, Ó
Israel; O Senhor nosso Deus é o único Senhor.” (Deuteronômio
6:4 e Marcos 12:29)
Em todas as três religiões monoteístas
(Judaísmo, Cristianismo e Islã), Deus e Allah são o mesmo. Entretanto, ao perguntar se Allah é
Deus, é igualmente importante compreender o que Allah não é.
Ele não é um homem, nem é um espírito
etéreo e, consequentemente, quando os muçulmanos falam sobre Allah não há
conceito de uma trindade. Não
foi gerado e nem gera e, consequentemente, não tem filhos ou filhas. Não tem parceiros ou subalternos;
portanto, não existem semideuses ou deidades menores inerentes no conceito de
Allah. Ele não é parte de Sua
criação e Allah não está em todo mundo e todas as coisas. Consequentemente, não é possível tornar-se
semelhante a Allah.
“Dize (Ó Muhammad): Ele é Allah, o Único! Allah, o Absoluto! Jamais gerou ou foi gerado!
E ninguém é comparável a Ele!” (Alcorão
112)
O Alcorão, o livro de orientação de
Deus para toda a humanidade foi revelado em árabe; portanto, os que não falam
árabes ficam confusos com terminologia e nomes. Quando um muçulmano diz a palavra Allah, está falando sobre Deus. Deus o Supremo, Deus o Magnificente, Deus
o Onipotente. O Criador de
tudo que existe.
“Ele criou, com justa finalidade, os céus e a
terra. Exaltado seja, pelos parceiros que Lhe atribuem.” (Alcorão 16:3)
Os muçulmanos acreditam que o Islã é a
mensagem final de Deus para a humanidade e acreditam que Deus deu o Torá ao
profeta Moisés e o Evangelho ao profeta Jesus. Os muçulmanos creem que o
Judaísmo e o Cristianismo, em suas formas puras, eram religiões divinas. De fato, um dos princípios do Islã é
acreditar e todos os livros revelados de Deus. Os profetas do Islã incluem os mesmos profetas presentes nas
tradições judaicas e cristãs; todos vieram para seus povos com a mesma mensagem
- reconhecer e adorar o Deus Único.
“Estáveis, acaso, presentes, quando a morte
se apresentou a Jacó, que perguntou aos seus filhos: Que adorareis após a minha
morte? Responderam-lhe: Adoraremos a teu Deus e o de teus pais: Abraão, Ismael
e Isaac; o Deus Único, a Quem nos submetemos.” (Alcorão 2:133)
Os muçulmanos amam e respeitam a todos
os profetas e mensageiros de Deus. Entretanto, os muçulmanos creem que o Alcorão contém o único
conceito de Deus que não foi contaminado por ideias feitas pelo homem e
práticas idólatras.
Ele, Allah/Deus tornou muito claro no
Alcorão que tinha enviado mensageiros para cada nação.
Não sabemos todos os nomes ou datas; não sabemos todas
as histórias ou as calamidades, mas sabemos que Deus não criou uma única pessoa
para depois abandoná-la. A
mensagem de misericórdia, amor, justiça e verdade de Deus ficaram acessíveis a
toda a humanidade.
“Em verdade, enviamos para cada povo um
mensageiro (com a ordem): Adorai a Deus e afastai-vos do sedutor!” (Alcorão
16:36)
“Cada povo teve seu mensageiro…” (Alcorão 10:47)
Por milhares de anos a humanidade viveu
e morreu nessa ampla terra. Toda
vez que uma mulher olha para o céu em busca de um Criador, ela está se voltando
para Allah. Toda vez que um
homem cobre seu rosto com as mãos e implora misericórdia ou alívio, está
pedindo a Allah. Toda vez que
uma criança se encolhe em um canto com medo, seu coração está em busca de
Allah. Allah é Deus. Sempre que uma pessoa agradece por um
novo dia, ou pela chuva refrescante, ou pelo vento sussurrando nas árvores, ele
ou ela está agradecendo a Allah, agradecendo a Deus.
A humanidade tirou a pureza de Deus e
misturou-a com imaginações extravagantes e superstições estranhas. Deus não é três, Ele é Um. Deus não tem parceiros ou associados; Ele
é Único em Sua majestade e em Seu domínio. Não é possível tornar-se semelhante a Deus, porque não há nada
comparável a Deus. Deus não é
parte de Sua criação; Ele está além disso. Ele é o primeiro e o último. Deus é Allah, o Misericordiosíssimo.
“... Nada se assemelha a Ele…” (Alcorão
42:11)
“E ninguém é comparável a Ele!” (Alcorão 112:4)
“Ele é o Primeiro e o Último; o Visível e o
Invisível, e é Onisciente.” (Alcorão
57:3)
Sim! Deus é Allah.
|
Equívocos sobre Allah (parte 2 de 3): Allah - o Único
|
Descrição:
Se Deus é Único, por que o Alcorão usa a palavra Nós?
Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 05 Nov 2012 - Última modificação em 05 Nov 2012
Visualizado: 515 (média diária: 3) - Classificação: nenhum ainda - Classificado por: 0 Impresso: 33 - Enviado por email: 0 - Comentado em: 0
Categoria: Artigos
> Crenças do Islã
> Sobre Deus
|
|
Allah é Deus. É
para Ele que você se volta nos momentos de necessidade. É a Ele que agradece quando os milagres de sua vida tornam-se
claros. Allah é uma palavra que contém muitas camadas
de significados. É o nome de Deus (o mestre do universo) e é a base da
religião do Islã. Ele é Allah, o Único merecedor de toda adoração.
“Originador dos céus e da terra! Como poderia
Ter prole, quando nunca teve esposa, e foi Ele Que criou tudo o que existe, e é
Onisciente? Tal é Deus, vosso
Senhor! Não há mais divindade além d’Ele, Criador de tudo! Adorai-O, pois
porque é o Guardião de todas as coisas. A visão não O alcança, mas Ele alcança todas as visões. Ele é o Onisciente, o Sutilíssimo.” (Alcorão 6:101-103)
Na língua árabe a palavra para Deus (Allah) vem do verbo
ta’allaha (ou ilaha) que significa “ser adorado”. Portanto
em árabe, a palavra “Allah” significa “O Único merecedor de toda adoração.”
Allah é Deus, o Criador, o Sustentador
do mundo, mas as diferenças e confusões surgem porque a palavra deus em
português pode ser pluralizada como em deuses, ou mudar o gênero, como em deusa. Esse não é o caso em árabe. A palavra Allah se destaca e não existe plural ou gênero.
O uso das palavras Ele ou Dele são apenas gramaticais e de forma alguma
indicam que Allah tenha qualquer forma de gênero que seja compreensível para
nós. Allah é único. Na língua árabe o Seu nome é imutável. Allah Se descreve
para nós no Alcorão:
“Dize: Ele é Deus, o Único! Allah-us-Samad.
Deus! O Absoluto! Jamais gerou ou foi gerado! E ninguém é comparável a
Ele!” (Alcorão 112)
Esse breve capítulo do Alcorão é
conhecido como o capítulo de pureza ou sinceridade. Em apenas poucas palavras
resume o sistema de crença islâmico; que Allah ou Deus é Único. Está sozinho
em Sua majestade; sozinho em Sua onipotência. Não tem parceiros ou associados.
Estava lá no início e estará lá no fim. Deus é Um. Alguns podem perguntar:
“Se Deus é Único, por que o Alcorão usa a palavra Nós?”
Essa é uma construção gramatical
conhecida como plural de majestade. Muitos idiomas usam essa construção como o
árabe, o hebraico e o urdu. Ouvimos membros de várias famílias reais ou dignitários
usando a palavra nós, como “nós decretamos” ou “nós não estamos satisfeitos”. Não
indica que mais de uma pessoa está falando; mas sim, denota excelência, poder
ou dignidade daquele que fala. Quando temos esse conceito em mente, fica óbvio
que não há ninguém mais merecedor de usar o “nós” de majestade do que Allah -
Deus.
“Um Livro que Nós te temos revelado
para que retires os humanos das trevas (e os transportes) para a luz...” (Alcorão
14:1)
“Nós enobrecemos os filhos de Adão e
os conduzimos pela terra e pelo mar; agraciamo-los com todo o bem, e preferimos
enormemente sobre a maior parte de tudo quanto Nós criamos.” (Alcorão
17:70)
“Se quiséssemos, poderíamos anular tudo
quanto Nós te temos inspirado, e não encontrarias, então, defensor
algum, ante Nós.” (Alcorão 17:86)
“Ó humanos! Se
estais em dúvida sobre a ressurreição, reparai em que Nós vos criamos do pó…” (Alcorão 22:5)
Estudioso islâmico respeitado do século
13, o sheikh al Islam Ibn Taymiyyah disse que: “Toda vez que Allah usa o plural
para referir-Se a Si mesmo, é baseado no respeito e honra que Ele merece, no
grande número dos Seus nomes e atributos e de Suas tropas e anjos.”
O uso das palavras nós, nahnu ou
nós, inna, de forma alguma indicam que exista mais de um deus. Não têm
nenhuma correlação com o conceito de trindade. Toda a fundação da religião
islâmica se apoia na crença de que só existe um Deus e Muhammad é Seu
mensageiro final.
“Vosso Deus e Um só. Não há mais divindade
além d’Ele, o Clemente, o Misericordiosíssimo.” (Alcorão 2:163)
|
Equívocos sobre Allah (parte 3 de 3): O deus lua
|
Descrição:
Religião na Arábia pré-islâmica.
Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 12 Nov 2012 - Última modificação em 12 Nov 2012
Visualizado: 617 (média diária: 3) - Classificação: nenhum ainda - Classificado por: 0 Impresso: 26 - Enviado por email: 0 - Comentado em: 0
Categoria: Artigos
> Crenças do Islã
> Sobre Deus
|
|
Pessoas mal informadas às vezes
referem-se a Allah como uma interpretação moderna de um antigo deus lua. Essa
deturpação grosseira de Allah geralmente vem combinada com afirmações estranhas
e infundadas de que o profeta Muhammad, que Deus o louve, ressuscitou esse deus
e o fez o foco da religião do Islã. Isso é categoricamente falso. Allah é
Deus, o Único, o Misericordiosíssimo. Allah é o Deus de Abraão, Moisés e
Jesus.
“Esta é a puríssima verdade: não há mais
divindade além de Deus e Deus é o Poderoso, o Prudentíssimo.” (Alcorão 3:62)
Sabe-se muito pouco a respeito da
religião dos árabes antes do profeta Abraão. Há pouca dúvida de que os árabes
erradamente adoravam ídolos, corpos celestes, árvores e pedras e que alguns de
seus ídolos inclusive tinham características animais. Embora um número de
deidades menores em toda a Península Arábica possam ter sido associados com a
lua, não
há evidência de que os árabes algum dia adoraram um deus lua acima dos demais
deuses.
Por outro lado, há evidência de que o
sol, construído como um deus feminino, era adorado em toda a Arábia. O Sol
(Shams) foi honrado por várias tribos árabes com santuários e ídolos. O nome Abdu
Shams (servo do sol) era encontrado em muitas partes da Arábia. No norte,
o nome Amr-I-Shams, “homem do sol”, era comum e o nome Abd-al-Sharq,
“servo do Nascente”, é evidência da adoração do sol nascente.
Um dos tios do profeta Muhammad
chamava-se Abdu Shams e também o homem com o apelido de Abu Hurairah, um
renomado estudioso islâmico da primeira geração de muçulmanos. Quando Abu
Hurairah converteu-se ao Islã, o profeta Muhammad mudou o nome dele para Abdu
Rahman (servo do Misericordioso).
Os muçulmanos acreditam com certeza
plena que, desde o começo da criação, Allah enviou profetas e mensageiros para
orientar e ensinar a humanidade. Portanto, a religião original da humanidade
era a submissão a Allah. Os primeiros árabes adoravam a Allah, entretanto, com
o passar do tempo sua adoração foi corrompida por ideias feitas pelo homem e
superstições. A razão para isso foi perdida no tempo, mas devem ter caído na
prática da idolatria da mesma forma que o povo do profeta Noé.
Os descendentes do profeta Noé eram uma
comunidade que acreditava na unicidade de Allah, mas a confusão e o desvio
tomaram conta. Homens virtuosos tentaram lembrar o povo de suas obrigações com
Allah, mas o tempo passou e Satanás viu uma oportunidade de desviar o povo. Quando
os homens virtuosos morreram, Satanás sugeriu ao povo que construíssem estátuas
dos homens para ajudá-los a lembrar de suas obrigações com Allah.
O povo construiu estátuas em seus
locais de congregação e em suas casas e Satanás deixou-os de lado até que todos
tinham esquecido a razão para a existência das estátuas. Muitos anos depois
Satanás apareceu entre o povo novamente, dessa vez sugerindo que adorassem os
ídolos diretamente. Uma narração autêntica do profeta Muhammad, que Deus o
louve, resume o início da idolatria da seguinte maneira:
“Os nomes (dos ídolos) formalmente
pertenciam aos homens virtuosos do povo de Noé e quando morreram Satanás
inspirou seu povo a preparar e colocar ídolos nos lugares em que costumavam
sentar-se e chamar aqueles ídolos pelos nomes deles. O povo assim fez, mas os
ídolos não eram adorados até que aquelas pessoas (que os iniciaram) morreram e
a origem dos ídolos tornou-se obscura, período a partir do qual o povo começou
a adorá-los.”
Quando o profeta Abraão e seu filho
Ismael reconstruíram a Casa Sagrada de Allah (a Caaba), a maioria dos árabes
seguiu seu exemplo e retornou para a adoração do Deus Único. Entretanto, com o passar do tempo os árabes voltaram ao seu velho
hábito de adorar ídolos e semideuses. Há pouca dúvida e muita evidência para sugerir que nos anos entre os
profetas Abraão e Muhammad a religião da Península Arábica passou a ser
dominada pela adoração de ídolos.
Cada tribo ou residência tinha imagens
esculpidas e estátuas e os árabes acreditavam em adivinhos, usavam pêndulos
para prever eventos futuros e realizavam sacrifícios de animais e rituais no
nome dos seus ídolos. Diz-se que os ídolos principais do povo de Noé foram
encontrados enterrados na área em que hoje fica Jedá, na Arábia Saudita, e distribuídos
entre as tribos árabes.
Quando o profeta Muhammad retornou triunfantemente a Meca, a Caaba
continha mais de 360 ídolos diferentes.
Os ídolos mais conhecidos na Arábia
pré-islâmica eram Manat, al Lat, e al Uzza. Não há evidência que ligue qualquer um desses ídolos com deuses
lua ou com a lua. Os árabes adoravam esses ídolos e recorriam a eles para
intercessão. Allah repudiou essa adoração a falsos ídolos.
“Considerai Al-Lát e Al-Uzza. E a outra, a
terceira (deusa), Manata. Porventura, pertence-vos o sexo masculino e a Ele o
feminino? Tal, então, seria uma partilha injusta. Tais (divindades) não são
mais do que nomes, com que as denominastes, vós e vossos antepassados, acerca
do que Deus não vos conferiu autoridade alguma. Não seguem senão as sua
próprias conjecturas e as luxúrias das suas almas, não obstante ter-lhes
chegado a orientação do seu Senhor!” (Alcorão 53: 19-23)
No meio do paganismo e politeísmo
predominantes os árabes pré-islâmicos nunca invocaram um deus lua como
divindade suprema. De fato, não há evidência de que algum dia invocaram um deus
lua. Por gerações não
perderam sua crença no Único governante supremo do universo (mesmo que na maior
parte do tempo mantivessem o conceito errôneo de crença em Allah). Estavam cientes de Suas bênçãos e Sua
punição e acreditavam no Dia do Juízo. Poetas da época referiam-se a Allah regularmente.
Nabigha,
um poeta muito conhecido do século 5 EC disse: “Fiz uma promessa e não
deixei margem para dúvida sobre quem pode dar apoio ao homem, além de Allah”
e Zuhair b. Abi. Salma afirma sua fé no Dia do Juízo dizendo: “As ações são
registradas no pergaminho a ser apresentado no Dia do Juízo. A vingança também
pode ser adotada nesse mundo.” O Alcorão também testemunha o fato de que os árabes pré-islâmicos
eram cientes de Allah - Deus - o Único.
“E se lhes perguntas: Quem criou os céus e a
terra e submeteu o sol e a lua? Eles respondem: Allah (Deus)! Então, por que se
retraem? Deus prodigaliza e restringe a subsistência a quem Lhe apraz, dentre
os Seus servos, porque Deus é Onisciente. E se lhes perguntas: Quem faz descer
a água do céu e com ela vivifica a terra, depois de haver sido árida?
Respondem-te: Deus! Dize: Louvado seja Deus! Porém, a maioria é insensata.” (Alcorão 29: 61-63)
|
|
|
|
|
|
Online diariamente:
De para
(de acordo com o horário de seu PC)
|
| |
Seus Favoritos |
 |
|
Sua lista de favoritos está vazia. Você pode adicionar artigos a esta lista usando as ferramentas do artigo. |
| |
Sua História |
 |
|
|