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Quarto, em Apocalipse 1:8 a versão do Rei James
deixa implícito que Jesus disse que ele era o Alfa e o Ômega. Uma vez que Deus diz que Ele é Alfa e Ômega em Isaías 44:6, Jesus,
de acordo com os cristãos, está aqui reivindicando divindade. Entretanto, o uso das palavras em Rei Jaime é impreciso. Não apenas todas as traduções modernas
esclarecem que foi Deus quem disse isso, não Jesus, mas o transmissor das
palavras é um dos anjos de Deus.
Apocalipse 1:1-3
“A revelação de Jesus Cristo, que
Deus lhe concedeu para manifestar aos seus servos as coisas que cedo devem
acontecer, as quais ele, enviando-as por intermédio do seu anjo,
significou ao seu servo João, que testificou a palavra de Deus, e o
testemunho de Jesus Cristo, sim tudo quanto viu. Bem-aventurado o que lê e
bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que
nela estão escritas; pois o tempo está próximo.”
Com essas correções, se torna evidente
que essa foi uma afirmação de Deus e não uma afirmação de Jesus, o Profeta de
Deus.
Apocalipse 1:8
Rei James “Eu sou o Alfa e o
Ômega, o começo e o fim, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há
de vir, o Todo-Poderoso.”
Nova Versão Internacional “Eu sou
o Alfa e o Ômega,” diz o Senhor Deus, “aquele que é, aquele que era e aquele
que está por vir, o Todo-Poderoso.”
Quinto, Apocalipse
22:13 é parte da visão de um João desconhecido (não o autor do evangelho) na
qual ele alega ter sido visitado por um anjo, mencionado em Apocalipse 21:9.
“Veio um dos sete anjos que tinham as sete taças,
cheias das sete últimas pragas e falou comigo: Vem cá, e mostrar-te-ei a noiva,
a esposa do Cordeiro.”
O anjo está falando de Apocalipse 22:10-13:
“Disse-me também: Não seles as
palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo. Quem faz
injustiça, faça-a ainda; quem está sujo, suje-se ainda; quem é justo,
justifique-se ainda; e quem é santo, santifique-se ainda. Eis que venho à
pressa; e está comigo a minha recompensa para retribuir a cada um segundo as
suas obras. Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o
fim.”
Jesus não disse aquelas palavras, nem
existe qualquer indicação de que se refiram a ele. Então a passagem continua
nos versos 14 e 15.
“Bem-aventurados os que lavam as
suas vestiduras, para que tenham o direito de se chegarem à árvore da vida, e
para que entrem pelas portas na cidade. Fora acham-se os cães, os feiticeiros,
os fornicários, os homicidas, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a
mentira.”
Isso não parece ser Jesus Cristo
falando porque o aparecimento do pronome da primeira pessoa do singular em
22:16 sinaliza uma mudança no narrador. Portanto, Alfa e Ômega na passagem se
referem ao próprio Deus, falando através do anjo. Isso começa em Apocalipse
21:5-7, que diz:
“Disse aquele que estava sentado
sobre o trono: Eis que faço novas todas as coisas. Disse-me ele também:
Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. Disse-me ainda:
Tudo está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o
fim. Àquele que tem sede, eu
lhe darei a beber gratuitamente da fonte da água da vida. O vencedor herdará estas coisas; eu serei o seu Deus, e ele será meu
filho.”
O que é relatado que Jesus diz é:
Apocalipse 22:16: “Eu, Jesus,
enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou
a raiz e a geração de Davi, a estrela brilhante, e da manhã.”
Portanto, em nome do argumento, a frase “Eu sou o Alfa e
o Ômega” não devia pertencer a outro que não Jesus? Alguém
pode jogar a salvação pessoal em uma visão reivindicada por um autor cuja
identidade não é clara, e cujo livro é contestado como um cânone confiável?
Sexto, o que é significativo não é tanto o uso
desse nome, mas o fato de que Deus é sempre superior a Jesus quando a Bíblia
descreve a relação entre Deus e Jesus como explicado em outros lugares.
Podemos ver dessa análise que esses
versos que os cristãos usam para provar que Jesus é o filho de Deus não podem
ser usados na prova da Trindade. Ao contrário, um exame da história do
desenvolvimento teológico na filosofia da igreja revelará que a Trindade foi um
conceito desenvolvido muito posteriormente no Cristianismo devido a vários
fatores sócio-políticos, que os cristãos das gerações seguintes tentaram
justificar através de várias passagens da Bíblia.
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