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O Propósito da Criação (parte 1 de 3): Uma Introdução
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Descrição:
Uma introdução à pergunta mais intrigante da história humana, e uma discussão sobre as fontes que podem ser usadas para encontrar a resposta. Parte 1: A fonte para a resposta.
Por Dr. Bilal Philips
Publicado em 12 Jan 2009 - Última modificação em 15 Mar 2009
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> Crenças do Islã
> O Propósito da Vida
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Introdução
O propósito da criação é um tópico que
intriga todo ser humano em algum ponto de sua vida. Todos em algum momento se
perguntam “Por que eu existo?” ou, “Para qual propósito estou na terra?"
A variedade e complexidade dos
intrincados sistemas que constituem a fábrica dos seres humanos e do mundo
indica que deve ter havido um Ser Supremo que os criou. O projeto indica um
projetista. Quando seres humanos encontram pegadas na praia, imediatamente
concluem que um ser humano caminhou por ali anteriormente. Ninguém imagina que
as ondas do mar se fixaram na areia e produziram ao acaso uma depressão que se
parece exatamente com pegadas humanas. Nem os humanos concluem instintivamente
que foram trazidos à existência sem um propósito. Uma vez que uma ação com
propósito é um produto natural da inteligência humana, os humanos concluem que
o Ser Inteligente Supremo que os criou deve tê-lo feito para um propósito
específico. Portanto, os seres humanos precisam saber o propósito de sua
existência para que suas vidas tenham sentido e para fazer o que, no final das
contas, é benéfico para eles.
Através dos tempos, entretanto, têm
havido uma minoria entre os humanos que nega a existência de Deus. A matéria,
em sua opinião, é eterna e a humanidade é simplesmente produto das combinações
acidentais de seus elementos. Conseqüentemente, para eles, a questão “Por que
Deus criou o homem?” continua sem resposta. De acordo
com eles, simplesmente não existe propósito para a existência. Entretanto, a
vasta maioria da humanidade através dos tempos acreditou e continua a acreditar
na existência de um Ser Supremo que criou esse mundo com um propósito. Para
eles era importante, e continua a ser, saber sobre o Criador e o propósito para
o qual Ele criou os seres humanos.
A Resposta
Para responder
à pergunta “Por que Deus criou o homem?” primeiro deve ser determinado de qual
perspectiva a pergunta está sendo feita. Do ponto de
vista de Deus seria, “O que fez com que Deus criasse os seres humanos?” enquanto que do ponto de vista humano
seria “Para qual propósito Deus criou os humanos?” Ambos os pontos de vista representam aspectos da pergunta intrigante
“Por que eu existo?”...ambos os aspectos da questão serão explorados com base
em uma imagem clara pintada pela revelação divina. Esse
não é um tópico para especulação humana, porque a conjectura humana não pode
produzir a verdade completa nesse assunto. Como os
seres humanos podem deduzir de forma intelectual a realidade de sua existência
quando eles mal compreendem como seus próprios cérebros ou sua entidade mais
elevada, a mente, funciona? Conseqüentemente,
os muitos filósofos que especularam sobre essa questão através dos tempos
vieram com inumeráveis respostas, todas baseadas em suposições que não podem
ser provadas. As perguntas sobre o tópico levaram
muitos dos filósofos a alegarem que nós realmente não existimos e que o mundo
todo é imaginário. Por exemplo, o filósofo grego
Platão (428-348 AC) argumentou que o mundo das coisas mutáveis do dia a dia,
que o homem conhece através do uso de seus sentidos, não é a realidade
primária, mas um mundo de aparências. Muitos outros,
como mencionado anteriormente, alegaram e continuam a alegar que não existe
nenhum propósito para a criação dos humanos. De acordo
com eles, a existência humana é meramente um produto do acaso. Não pode haver propósito se a vida evoluiu de matéria inanimada que
se tornou animada por pura sorte. Os supostos ‘primos’
da humanidade, os macacos, não se preocupam com questões relacionadas à
existência, e então por que os seres humanos deveriam se preocupar?
Embora a maioria das pessoas coloque a
questão de por que fomos criados após uma breve reflexão ocasional, é
extremamente importante para os seres humanos saberem a resposta. Sem conhecimento da resposta correta, os seres humanos se tornam
indistinguíveis dos outros animais ao seu redor. As
necessidades e desejos do animal de se alimentar, beber e procriar
automaticamente se tornam o propósito da existência humana, e o esforço humano
então se foca nessa esfera limitada. Quando a
satisfação material se transforma no objetivo mais importante da vida, a
existência humana se torna ainda mais degradada do que a do mais baixo dos
animais. Os seres humanos consistentemente farão mau
uso da inteligência dada por Deus quando desconhecem o propósito de sua
existência. A mente humana degradada usa suas
habilidades para criar drogas e bombas e se envolve em fornicação, pornografia,
homossexualidade, adivinhação, suicídio, etc. Sem
conhecimento do propósito da vida, a existência humana perde todo o significado
e é conseqüentemente desperdiçada, e a recompensa de uma vida eterna de
felicidade na outra vida é completamente destruída. Portanto,
é de máxima importância que os seres humanos saibam a resposta à pergunta, “Por
que estamos aqui?”
Os humanos se voltam a outros seres humanos em busca das
respostas. Entretanto, somente nos livros de revelação divina respostas claras
e precisas a essas questões podem ser encontradas. Foi necessário que Deus
revelasse o propósito para o homem através de Seus profetas, porque os seres
humanos são incapazes de chegar às respostas corretas sozinhos. Todos os
profetas de Deus ensinaram aos seus seguidores as respostas à pergunta “Por que
Deus criou o homem?”
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O Propósito da Criação (parte 2 de 3): A Resposta Judaico-Cristã
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Descrição:
Uma introdução à pergunta mais intrigante da história humana, e uma discussão sobre as fontes que podem ser usadas para encontrar a resposta. Parte 2: Um olhar na Bíblia e na crença cristã sobre esse assunto.
Por Dr. Bilal Philips
Publicado em 19 Jan 2009 - Última modificação em 19 Jan 2009
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> Crenças do Islã
> O Propósito da Vida
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Escrituras Judaico-Cristãs
Uma pesquisa na Bíblia deixa perdido
aquele que busca a verdade honestamente. O Velho Testamento parece mais
preocupado com leis e com a história do homem primitivo e do povo judeu do que
em responder à pergunta vital relacionada à criação da humanidade. Em Gênesis,
Deus cria o mundo e Adão e Eva em seis dias e ‘descansa’ de Seu trabalho no
sétimo. Adão e Eva desobedecem a Deus e são punidos, e seu filho Caim mata seu
outro filho Abel e vai viver na terra de Nod. E Deus ‘lamenta’ ter criado o
homem! Por que as respostas não estão lá em termos claros e inequívocos? Por
que existe tanta linguagem simbólica, deixando o leitor adivinhar seus
significados? Por exemplo, em Gênesis 6:1-2 e 6:6 é dito:
“E ACONTECEU que, como os homens
começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, viram
os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si
mulheres de todas as que escolheram... Então arrependeu-se o SENHOR de haver
feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração.”
Quem são esses ‘filhos de Deus?’ Cada
seita judaica e cada uma das muitas seitas cristãs têm sua própria explicação.
Qual é a interpretação correta? A verdade é que o propósito da criação do
homem foi ensinado pelos profetas da antigüidade, entretanto, alguns de seus
seguidores – em conluio com os demônios – posteriormente alteraram as
escrituras. As respostas se tornaram vagas e muito da revelação ficou oculto
em linguagem simbólica. Quando Deus enviou Jesus Cristo aos judeus, ele
derrubou as mesas dos mercadores que tinham estabelecido negócios dentro do
templo, e pregou contra a interpretação ritualística da lei praticada pelos
rabinos judeus. Ele reafirmou a lei do Profeta Moisés e a reviveu. Ensinou o
propósito da vida aos seus discípulos e demonstrou como cumpri-lo até seus
últimos momentos nesse mundo. Entretanto, após a sua partida desse mundo, a
sua mensagem também foi distorcida por alguns que clamavam estar entre seus
seguidores. A verdade clara que ele trouxe se tornou vaga, como as mensagens
dos profetas antes dele. O simbolismo foi introduzido, especialmente através
do “Apocalipse” de João, e o Evangelho que foi revelado a Jesus foi perdido. Quatro
outros evangelhos compostos por homens foram escolhidos por Atanásio, um bispo
do século 4, para substituir o Evangelho perdido de Jesus Cristo. E os 23
livros dos escritos de Paulo e outros incluídos no Novo Testamento excederam em
número até as quatro versões do evangelho. Como resultado, os leitores do Novo
Testamento não podem encontrar respostas precisas à pergunta “ Por que Deus
criou o homem?” e é forçado a seguir cegamente os dogmas inventados de qualquer
seita a qual pertençam ou adotem. Os evangelhos são interpretados de acordo
com as crenças de cada seita, e aquele que busca a verdade é deixado mais uma
vez se perguntando qual é a resposta correta.
A Encarnação de Deus
Talvez o único conceito comum à maioria
das seitas cristãs em relação ao propósito da criação da humanidade, é que Deus
se tornou homem para que pudesse morrer nas mãos dos homens e purificá-los do
pecado herdado de Adão e seus descendentes. De acordo com eles, esse pecado
se tornou tão grande que nenhum ato humano de expiação ou arrependimento
poderia apagá-lo. Deus é tão bom que o pecador não pode se apresentar diante
Dele. Conseqüentemente, somente o próprio sacrifício de Deus poderia salvar a
humanidade do pecado.
A crença nesse mito feito pelo homem se
tornou a única fonte para salvação, de acordo com a Igreja. Assim, o propósito
cristão da criação se tornou o reconhecimento do ‘sacrifício divino’ e a
aceitação de Jesus Cristo como o Senhor Deus. Isso pode ser deduzido das
seguintes palavras atribuídas a Jesus no Evangelho de João:
“Deus amou o mundo de tal maneira
que deu seu filho unigênito para que aquele que nele crê não pereça, mas tenha
vida eterna.”
Entretanto, se esse é o propósito da criação e o
pré-requisito para a vida eterna, por que não foi ensinado por todos os
profetas? Por que Deus não se tornou homem na época de Adão e sua descendência,
para que toda a humanidade tivesse uma chance igual de cumprir seu propósito
para existência e alcançar vida eterna? Ou aqueles antes da época de Jesus
tinham outro propósito para sua existência? Todas as pessoas hoje a quem Deus
destinou nunca ouvir de Jesus também não têm chance de cumprir seu suposto
propósito da criação. Tal propósito é obviamente muito limitado para se
adequar às necessidades da humanidade.
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O Propósito da Criação (parte 3 de 3): A Tradição Hindu
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Descrição:
Uma introdução à pergunta mais intrigante da história humana, e uma discussão sobre as fontes que podem ser usadas para encontrar a resposta. Parte 3: Um olhar nas Escrituras Hindus, e uma conclusão para o assunto.
Por Dr. Bilal Philips
Publicado em 19 Jan 2009 - Última modificação em 19 Jan 2009
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> Crenças do Islã
> O Propósito da Vida
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Tudo é Deus
As escrituras hindus ensinam que
existem muitos deuses, encarnações de deuses, pessoas de Deus e que tudo é
Deus, Brama. Apesar da crença de que o ego (atman) de todas as criaturas vives
é de fato Brama, um opressivo sistema de castas se desenvolveu no qual os
Brâmanes, a casta sacerdotal, possui supremacia espiritual pelo nascimento. Eles
são os professores dos Vedas e representam o ideal de pureza ritual e prestígio
social. Por outro lado, a casta Sudra é excluída do status religioso e seu
único dever na vida é “servir humildemente” as outras três castas e suas
milhares de subcastas.
De acordo com os filósofos monistas
hindus, o propósito da humanidade é a realização de sua divindade e – seguindo
um caminho (marga) para emancipação (moksha) no ciclo do renascimento – a
reabsorção da alma humana (atman) na realidade suprema, Brama. Para aqueles
que seguem o caminho bhakti, o propósito é amar a Deus porque Deus criou a
humanidade para “desfrutar uma relação - como um pai desfruta de seu filho”
(Srimad Bhagwatam). Para o hindu comum, o principal objetivo da vida terrena
reside na conformidade com os deveres sociais e rituais e com as normas
tradicionais de conduta para sua casta – o caminho do carma.
Embora a maior parte da religião dos
textos vedas, que revolve em torno de rituais de sacrifício de fogo, tenha sido
eclipsada pelas doutrinas e práticas hindus encontradas em outros textos, a
autoridade e sacralidade absolutas dos Vedas permanece um dogma central de
virtualmente todas as seitas e tradições hindus. Os Vedas são compostos de
quatro coletâneas e a mais antiga é o Rigveda (“Sabedoria dos Versos”). Nesses
textos, Deus é descrito nos termos mais confusos. A religião refletida no
Rigveda é um politeísmo preocupado principalmente com deidades apaziguadoras
associadas com o céu e a atmosfera. As mais importantes são Indra (deus dos
céus e da chuva), Baruna (guardião da ordem cósmica), Agni (o fogo sacrificial)
e Surya (o Sol). Nos textos védicos posteriores, o
interesse nos deuses rigvédicos declina e o politeísmo começa a ser substituído
por um panteísmo sacrifical à Prajapati (“Senhor das Criaturas”), que é Tudo.
Nos Upanishads (ensinamentos secretos referentes a equações
cósmicas), Prajapati funde o conceito de Brama, a realidade suprema e
substância do universo, substituindo qualquer personificação específica,
transformando, portanto, a mitologia em filosofia abstrata. Se os conteúdos dessas escrituras fossem tudo que os seres humanos
tivessem para escolher para orientação, teria-se que concluir que Deus ocultou
a Si próprio e o propósito da criação da humanidade.
Deus não é o autor de confusão, nem Ele deseja
dificuldades para a humanidade. Conseqüentemente, quando Ele revelou Sua
comunicação final à humanidade mil e quatrocentos anos atrás, Ele Se assegurou
de que fosse perfeitamente preservada para todas as gerações de seres humanos
que estavam por vir. Nessa escritura final, o Alcorão, Deus revelou Seu
propósito para criar a humanidade e, através de Seu último profeta, Ele
esclareceu todos os detalhes que o homem pode compreender. É com base nessa
revelação e nas explicações proféticas que devemos analisar as respostas
precisas à pergunta “Por que Deus criou o homem?”...
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