Escrituras Judaico-Cristãs
Uma pesquisa na Bíblia deixa perdido
aquele que busca a verdade honestamente. O Velho Testamento parece mais
preocupado com leis e com a história do homem primitivo e do povo judeu do que
em responder à pergunta vital relacionada à criação da humanidade. Em Gênesis,
Deus cria o mundo e Adão e Eva em seis dias e ‘descansa’ de Seu trabalho no
sétimo. Adão e Eva desobedecem a Deus e são punidos, e seu filho Caim mata seu
outro filho Abel e vai viver na terra de Nod. E Deus ‘lamenta’ ter criado o
homem! Por que as respostas não estão lá em termos claros e inequívocos? Por
que existe tanta linguagem simbólica, deixando o leitor adivinhar seus
significados? Por exemplo, em Gênesis 6:1-2 e 6:6 é dito:
“E ACONTECEU que, como os homens
começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, viram
os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si
mulheres de todas as que escolheram... Então arrependeu-se o SENHOR de haver
feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração.”
Quem são esses ‘filhos de Deus?’ Cada
seita judaica e cada uma das muitas seitas cristãs têm sua própria explicação.
Qual é a interpretação correta? A verdade é que o propósito da criação do
homem foi ensinado pelos profetas da antigüidade, entretanto, alguns de seus
seguidores – em conluio com os demônios – posteriormente alteraram as
escrituras. As respostas se tornaram vagas e muito da revelação ficou oculto
em linguagem simbólica. Quando Deus enviou Jesus Cristo aos judeus, ele
derrubou as mesas dos mercadores que tinham estabelecido negócios dentro do
templo, e pregou contra a interpretação ritualística da lei praticada pelos
rabinos judeus. Ele reafirmou a lei do Profeta Moisés e a reviveu. Ensinou o
propósito da vida aos seus discípulos e demonstrou como cumpri-lo até seus
últimos momentos nesse mundo. Entretanto, após a sua partida desse mundo, a
sua mensagem também foi distorcida por alguns que clamavam estar entre seus
seguidores. A verdade clara que ele trouxe se tornou vaga, como as mensagens
dos profetas antes dele. O simbolismo foi introduzido, especialmente através
do “Apocalipse” de João, e o Evangelho que foi revelado a Jesus foi perdido. Quatro
outros evangelhos compostos por homens foram escolhidos por Atanásio, um bispo
do século 4, para substituir o Evangelho perdido de Jesus Cristo. E os 23
livros dos escritos de Paulo e outros incluídos no Novo Testamento excederam em
número até as quatro versões do evangelho. Como resultado, os leitores do Novo
Testamento não podem encontrar respostas precisas à pergunta “ Por que Deus
criou o homem?” e é forçado a seguir cegamente os dogmas inventados de qualquer
seita a qual pertençam ou adotem. Os evangelhos são interpretados de acordo
com as crenças de cada seita, e aquele que busca a verdade é deixado mais uma
vez se perguntando qual é a resposta correta.
A Encarnação de Deus
Talvez o único conceito comum à maioria
das seitas cristãs em relação ao propósito da criação da humanidade, é que Deus
se tornou homem para que pudesse morrer nas mãos dos homens e purificá-los do
pecado herdado de Adão e seus descendentes. De acordo com eles, esse pecado
se tornou tão grande que nenhum ato humano de expiação ou arrependimento
poderia apagá-lo. Deus é tão bom que o pecador não pode se apresentar diante
Dele. Conseqüentemente, somente o próprio sacrifício de Deus poderia salvar a
humanidade do pecado.
A crença nesse mito feito pelo homem se
tornou a única fonte para salvação, de acordo com a Igreja. Assim, o propósito
cristão da criação se tornou o reconhecimento do ‘sacrifício divino’ e a
aceitação de Jesus Cristo como o Senhor Deus. Isso pode ser deduzido das
seguintes palavras atribuídas a Jesus no Evangelho de João:
“Deus amou o mundo de tal maneira
que deu seu filho unigênito para que aquele que nele crê não pereça, mas tenha
vida eterna.”
Entretanto, se esse é o propósito da criação e o
pré-requisito para a vida eterna, por que não foi ensinado por todos os
profetas? Por que Deus não se tornou homem na época de Adão e sua descendência,
para que toda a humanidade tivesse uma chance igual de cumprir seu propósito
para existência e alcançar vida eterna? Ou aqueles antes da época de Jesus
tinham outro propósito para sua existência? Todas as pessoas hoje a quem Deus
destinou nunca ouvir de Jesus também não têm chance de cumprir seu suposto
propósito da criação. Tal propósito é obviamente muito limitado para se
adequar às necessidades da humanidade.
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