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A Viagem Noturna e a Ascensão (parte 1 de 6): A Viagem Noturna
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Descrição:
O começo da viagem e alguns detalhes sobre o início da vida do profeta Muhammad, que a misericórdia e as bênçãos de Deus estejam sobre ele.
Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 13 Feb 2012 - Última modificação em 13 Feb 2012
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Categoria: Artigos
> O Profeta Muhammad
> Evidência de Sua Missão Profética
Categoria: Artigos
> Evidência de que o Islã é a Verdade
> Evidência da Missão Profética de Muhammad
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Prólogo
A viagem do profeta e mensageiro,
Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, à noite da
mesquita sagrada de Meca até a mesquita em Jerusalém foi um milagre concedido a
ele por Deus. É a primeira parte de uma noite de admiração e estupefação, que
culmina na ascensão do profeta Muhammad através dos céus chegando até a
presença de Deus.
“Glorificado seja Aquele que, durante a
noite, transportou o Seu servo, tirando-o da Sagrada Mesquita (em Meca) e
levando-o à Mesquita de Alacsa (em Jerusalém), cujo recinto bendizemos, para
mostrar-lhe alguns dos Nossos sinais.
Sabei que Ele é Oniouvinte, o Onividente.” (Alcorão 17:1)
Foi uma viagem física e todos os
eventos a serem descritos ocorreram em uma noite.
Essa série de artigos usará a palavra masjid
ao invés de sua tradução, mesquita. A razão para isso é que a palavra masjid
implica muito mais que a construção reconhecível onde os muçulmanos oram. A
palavra masjid vem da raiz “sa-ja-da” que significa “se prostrar”
e, consequentemente, uma masjid é qualquer lugar de prostração. O profeta
Muhammad nos disse “que a terra foi feita uma masjid para mim.” Essa dádiva de Deus foi dada somente à nação de Muhammad.
Um muçulmano pode orar em qualquer
lugar que não seja impuro (com algumas poucas exceções). Existem construções
especificamente para oração, mas qualquer lugar em que um muçulmano ore é uma
masjid, no sentido literal - um lugar de prostração. O ato da prostração é a
parte mais honrada da oração. Quando a testa de um muçulmano toca o solo, ele
ou ela está muito próximo de Deus. A oração estabelece a conexão entre o
crente e seu Senhor e foi nessa noite milagrosa que as cinco orações
diárias foram estabelecidas.
Na história a seguir você aprenderá um
pouco mais sobre esse homem chamado Muhammad e entender um pouco sobre porque
os muçulmanos o amam. Também descobrirá porque a Masjid al-Aqsa em
Jerusalém é uma das três masjids sagradas no Islã. Deus Se refere à Jerusalém
no Alcorão como “a vizinhança que abençoamos.” O Domo da Rocha, parte dos
arredores da Masjid al-Aqsa, é o símbolo mais reconhecível de Jerusalém e ocupa
um lugar especial nos corações de todos os muçulmanos. Nessa viagem que
estamos prestes a empreender, você aprenderá por que. Então, vamos viajar
através dos tempos para a Arábia do século 7, na cidade de Meca e acompanhar o
profeta Muhammad nessa viagem noturna e ascensão.
A Viagem Começa
Aproximadamente dez anos após o profeta
Muhammad receber as primeiras revelações do Alcorão, ele sofreu duas grandes
perdas. Uma foi a morte de seu tio Abu Talib, o homem que o havia apoiado e
amado desde a época em que era um jovem órfão e, apenas dois meses depois, a
amada esposa de Muhammad, Khadija, morreu. Esse ano ficou conhecido como o Ano
da Tristeza.
Nos anos que se seguiram a esses
tristes eventos, os novos muçulmanos, especialmente o profeta Muhammad, foram
perseguidos, ridicularizados e abusados. A força e lealdade de seu tio
combinado com o amor e compaixão demonstrados a ele por Khadija o ajudavam a se
manter forte e a continuar propagando a mensagem em face de grande adversidade.
Entretanto, ele agora se sentia sozinho e extremamente dominado por sua
tristeza.
Quando alguém verdadeiramente se rende
a Deus, as dores e tristezas dessa vida forma parte de um teste de fé e esses
testes são sempre seguidos por alívio. No capítulo 94 do Alcorão, chamado O
Conforto, Deus assegura ao profeta Muhammad que com cada adversidade vem o
alívio e Ele repete isso uma segunda vez com ênfase - com cada adversidade vem
o alívio. Depois desse ano extremamente difícil o profeta Muhammad sentiu seu
alívio na forma de uma bênção maior, a Viagem Noturna e Ascensão.
“Em verdade, com a adversidade está a
facilidade! Certamente, com a adversidade está a facilidade!” (Alcorão 94:4-6)
Embora fosse perigoso e arriscasse um
ataque pelos pagãos de Meca, o profeta Muhammad com frequência passava a noite
em oração na masjid sagrada em Meca. Nessa noite particular ele estava deitado
próximo à Caaba (o cubo negro no meio da masjid) em um estado de sonolência. Um
anjo veio e abriu seu peito da garganta até abaixo do estômago. O anjo removeu
o coração do profeta Muhammad e o colocou em um vaso de ouro cheio de fé, o
coração foi purificado, preenchido (com fé) e devolvido ao seu lugar.
Não foi a primeira vez que um anjo
desceu e extraiu o coração de Muhammad. Quando era criança, Muhammad viveu nos
desertos da Arábia com uma família adotiva de acordo como era costume, porque o
ambiente do deserto era conhecido por ser muito mais saudável e mais adequado
para o desenvolvimento do que as cidades. Quando tinha quatro ou cinco anos de
idade e brincava nesse deserto com seus jovens amigos, o anjo Gabriel apareceu,
removeu o coração de Muhammad e extraiu dele uma parte, referindo-se a ela como
“uma parte de Satanás”. O anjo Gabriel lavou o coração com a água de zamzam
(o poço de Meca que jorrou para saciar a sede de Ismael) e o devolveu ao seu
lugar. As outras crianças correram gritando, pensando que Muhammad estava
sendo assassinado, mas quando voltaram com o socorro ele estava sozinho,
assustado e pálido, mas com somente uma pequena marca do acontecido.
A missão do profeta Muhammad era guiar
toda a humanidade para a adoração do Deus Único, assim cada aspecto de sua vida
formou parte do plano de Deus para prepará-lo para essa grande
responsabilidade. Quando criança a parte de Satanás foi removida de seu
coração e como adulto, prestes a empreender a construção da nação muçulmana,
seu coração foi purificado e preenchido com fé pura. A próxima parte dessa
noite milagrosa começou.
O profeta Muhammad foi apresentado a um
animal branco que ele descreveu como sendo menor que um cavalo, mas maior que
um jumento, que ficou conhecido como al-Buraq. Esse animal, ele disse,
podia dar uma passada na medida do que podia ver. Com um pulo, al Buraq podia
cobrir uma distância incrivelmente vasta.
O anjo Gabriel disse ao profeta Muhammad para montar o animal
e juntos viajaram mais de 1.200 km para a masjid mais distante - a Masjid
al-Aqsa.
O profeta Muhammad foi no lombo de
al-Buraq, enquanto a passada do animal alcançava o horizonte e as estrelas
brilhavam no céu sobre os desertos da Arábia e além. Deve ter sentido o vento
em seu rosto e ciente de seu coração recém-preenchido batendo em seu peito. Imagine
que sinais e maravilhas de Deus o profeta Muhammad deve ter visto naquela
milagrosa viagem pela noite!
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A Viagem Noturna e a Ascensão (parte 2 de 6): Masjid Al-Aqsa
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Descrição:
O profeta Muhammad alcança a Masjid al-Aqsa e encontra alguns dos profetas anteriores de Deus.
Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 13 Feb 2012 - Última modificação em 13 Feb 2012
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Categoria: Artigos
> O Profeta Muhammad
> Evidência de Sua Missão Profética
Categoria: Artigos
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> Evidência da Missão Profética de Muhammad
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Essa foi uma época difícil na vida do
profeta Muhammad e essa jornada foi uma grande homenagem para ele. A
transmissão da mensagem estava entrando em uma nova fase e o estabelecimento da
nação muçulmana estava prestes a começar. O profeta Muhammad estava se
sentindo sobrecarregado e sozinho. A vasta maioria dos mecanos tinha se
recusado a ouvir seu chamado ou aceitar sua mensagem. Tanto seu amado tio
quanto sua querida esposa tinham morrido e esse presente de Deus lhe ofereceu
apoio e abriu seus olhos para os sinais e maravilhas do universo. Depois de
viajar a enorme distância para Jerusalém no lombo de al-Buraq, o profeta
Muhammad alcançar a área conhecida como Masjid al-Aqsa. Desmontou e amarrou
al-Buraq a um elo no portão.
Outro Milagre Acontece
O profeta Muhammad entrou na Masjid - o
lugar de prostração - sendo recebido por um grupo dos profetas anteriores; ele
então teve a grande honra de liderá-los na oração. Deus recompensou Seu
mensageiro e fez com que entendesse que os profetas antes dele também passaram
por tempos difíceis pregando aos seus povos. Ficaram atrás do profeta Muhammad
e o reconheceram como seu líder. Essa foi outra indicação de sua importância e
excelência e também da natureza de sua mensagem.
Antes do advento do profeta Muhammad
todos os profetas transmitiram suas mensagens de submissão ao Deus Único para
seu próprio povo; Muhammad, entretanto, tinha vindo para toda a humanidade. Deus
Se refere a ele como uma misericórdia. Deus diz no Alcorão:
“É todo ouvidos sim, mas para o vosso bem;
crê em Deus, acredita nos crentes e é uma misericórdia para aqueles que, de
vós, crêem!” (Alcorão 9:61)
A mensagem era internacional e essa
comunicação distribuída em todo o mundo era o Islã. Os profetas de Deus
ficaram atrás do mensageiro mais novo e final de Deus e o apoiaram quando sua
necessidade foi maior. O profeta Muhammad menciona em seus ditos que todos os
profetas são irmãos.
Essa congregação de pé atrás do profeta Muhammad foi um sinal
de irmandade real e eterna.
O Significado de Al-Aqsa
O fato de que essa ocasião momentosa
ocorreu em Jerusalém também é significativo. Essa é a terra dos profetas de
Deus; é a terra de Abraão, Moisés e Jesus. Deus estava forjando um elo entre
sua Casa Sagrada em Meca e Masjid Al-Aqsa em Jerusalém. Deus também estava vinculando o chamado berço da religião, a Terra Sagrada
ao redor de Jerusalém, com a terra da Arábia, o local de nascimento da religião
designada pelo Criador para toda a humanidade, o Islã.
Deus estabeleceu Al-Aqsa como uma das
três Masjids sagradas no Islã. A Masjid sagrada em Meca, a Masjid do profeta
Muhammad, ainda a ser estabelecida em Medina, e essa Masjid nessa vizinhança
abençoada de Jerusalém. Somente para essas três masjids os muçulmanos podem
viajar com o propósito de adoração.
Uma oração na Masjid Al-Aqsa equivale a 250 orações em qualquer
outro lugar, excluindo a Masjid do profeta, onde uma oração equivale a 1.000
orações e a Masjid sagrada em Meca, onde uma oração contém a recompensa de
100.000 orações.
Deus enfatizou o significado e santidade da Masjid Al-Aqsa, e
por essa razão ela desempenha um papel importante na vida de um muçulmano. Por
isso é guardada e protegida zelosamente.
Al-Aqsa foi a primeira qiblah (a
direção para onde os muçulmanos se voltam para orar) no Islã, mas essa direção
foi mudada posteriormente para a Masjid sagrada em Meca. É difícil estabelecer
a data exata dessa mudança, mas a partir de evidência podemos descobrir
aproximadamente quando ocorreu, porque a missão do profeta Muhammad é dividida
em dois períodos distintos. O período mecano, definido pelo chamamento das
pessoas à religião do Islã e o período medinense, definido pelo estabelecimento
do estado muçulmano. O profeta Muhammad e a maioria de seus seguidores
migraram para a cidade de Medina no 14º ano da missão profética.
A Viagem Noturna e a Ascensão ocorreram
no final do período mecano, enquanto que a mudança da qiblah para Meca
aconteceu cerca de 15 meses depois da migração do profeta para Medina. A
partir disso, podemos inferir que os muçulmanos se voltaram para Al-Aqsa quando
oravam por aproximadamente três anos, antes de Deus mudar a direção para Meca.
Isso de forma algum diminui o significado de Jerusalém ou da Masjid Al-Aqsa;
representa meramente outro passo no estabelecimento da mensagem para toda a
humanidade. A Masjid sagrada em Meca foi fixada como ponto central no Islã.
A Viagem e o Milagre Continuam
Enquanto estava nos arredores sagrados
da Masjid Al-Aqsa, o anjo Gabriel apresentou ao profeta Muhammad duas xícaras.
Uma estava cheia de leite e a outra com vinho e ambas foram oferecidas ao
profeta. O profeta Muhammad escolheu e bebeu o leite. O anjo Gabriel então
disse a ele: “Agradeça a Deus, que o guiou para a fitrah; se tivesse
escolhido o vinho, seus seguidores teriam se desviado”. É difícil traduzir a palavra árabe fitrah; ela denota o
estado natural e puro no qual nascemos, um sentimento inato que orienta a fazer
a coisa “certa”. O profeta Muhammad instintivamente escolher o certo sobre o
errado, o bem sobre o mal e a Senda Reta ao invés do caminho desviado para o
inferno.
Foi a partir da cidade sagrada de
Jerusalém, nos arredores sagrados da Masjid Al-Aqsa, que o
profeta Muhammad começou a próxima etapa de sua milagrosa Viagem Noturna. O
profeta Muhammad ascendeu ao nível mais baixo do paraíso a partir de uma rocha.
Essa rocha pode ser encontrada dentro do Domo da Rocha, o símbolo mais famoso
de Jerusalém. Não deve ser confundido com o prédio atual da masjid, que fica
no outro lado do complexo de Al-Aqsa. Todo o complexo é a masjid, mas existem
muitas construções separadas. É importante lembrar que embora o Domo da Rocha
esteja dentro do complexo da masjid, não é a Masjid Al-Aqsa e não é o lugar de
prostração onde o profeta Muhammad liderou os profetas anteriores em oração. A partir da rocha, agora coberta pelo familiar domo dourado, o profeta Muhammad
ascendeu ao nível mais baixo do paraíso na companhia do anjo Gabriel.
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A Viagem Noturna e a Ascensão (parte 3 de 6): A Ascensão
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Descrição:
A viagem do profeta Muhammad através dos céus.
Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 20 Feb 2012 - Última modificação em 20 Feb 2012
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> O Profeta Muhammad
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> Evidência da Missão Profética de Muhammad
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A Viagem Noturna e a Ascensão foram uma
grande bênção concedida a Muhammad, o profeta de Deus. Foi uma viagem que
começou na Masjid sagrada em Meca, dirigiu-se à Masjid al-Aqsa em Jerusalém e,
finalmente, continuou através dos sete céus até a presença de Deus, o
Todo-Poderoso. À medida que viajamos através dos sete céus com o profeta
Muhammad é importante lembrar que os lugares que ele visita não são parte do
Paraíso.
Geralmente usamos a palavra céu
para significar o plano espiritual de felicidade eterna, a recompensa para uma
vida virtuosa e o oposto de inferno, o local de punição eterna. Entretanto,
nem sempre foi esse o caso; a palavra céu, do latim caelu, referia-se à área
acima da terra onde estão os corpos celestiais. Mas com o passar do tempo céu
passou a significar também Paraíso. Em árabe, entretanto, sempre existiram
duas palavras separadas, sama e jennah. A palavra sama é
usada para os céus acima de nós e eles são parte do mundo temporário que será
destruído no Dia do Juízo. A palavra jennah, entretanto, denota
Paraíso, a terra de bênção eterna, o lar permanente dos crentes virtuosos e o
oposto de Inferno.
“Assim, completou-os, como estes céus, em
dois dias, e a cada céu assinalou a sua ordem. E adornamos o firmamento terreno
com luzes, para que servissem de sentinelas. Tal é o decreto do Poderoso,
Sapientíssimo.” (Alcorão 41:12)
“O seu Senhor lhes anuncia a Sua
misericórdia, a Sua complacência, e lhes proporcionará jardins, onde gozarão de
eterno prazer. Onde morarão eternamente, porque com Deus está a magnífica
recompensa.” (Alcorão 9:21-22)
As Maravilhas de Deus
O profeta Muhammad ascendeu aos céus a
partir da rocha agora abrigada no domo dourado que se tornou símbolo de
Jerusalém. Essa é uma viagem que nenhum outro humano
jamais havia feito ou fez desde então. Demonstra a habilidade de Deus de fazer
o que parece impossível. Aqui, os conceitos de tempo e espaço como conhecemos
não se aplicam e está além de nossas capacidades humanas compreendermos a
verdadeira onipotência de Deus. Em seus ditos e tradições o profeta Muhammad
descreveu o tamanho dos céus; o primeiro céu, comparado com o segundo, é
semelhante a um pequeno anel no deserto; ele continuou essa narrativa até que
descreveu o sexto céu como sendo do tamanho de um anel no deserto, comparado
com o sétimo céu. A magnitude disso é inimaginável. Nossa terra e o que
chamamos de universo está contido dentro do primeiro céu. Mesmo com o
conhecimento científico do século 21, não temos idéia de sua dimensão, do
quanto o universo se estende ou que maravilhas contêm.
O profeta Muhammad viajou com o anjo
Gabriel até o mais alto dos céus. Juntos chegaram ao portão do primeiro céu,
onde o anjo Gabriel pediu permissão para entrar. Os guardiões perguntaram:
“Quem é?”, ao que Gabriel respondeu: “Sou eu, Gabriel.”
Os guardiões então perguntaram quem o acompanhava;
quando lhes foi dito que era Muhammad, perguntaram se ele tinha recebido
permissão para guiar toda a humanidade para a adoração do Deus Único. O anjo Gabriel respondeu em afirmativa e assim os anjos deram as
boas vindas ao profeta Muhammad, disseram que sua chegada era um prazer e
abriram o portão.
Saudando os Profetas
O profeta Muhammad nos conta que viu
seu pai Adão, o pai de toda a humanidade. Ele o saudou com a saudação de todos
os muçulmanos - Assalamu alaikum (que a paz esteja contigo). Adão
retornou a saudação e expressou sua fé na missão profética de Muhammad. Chamou-o
de filho puro, o profeta puro. Imagine o prazer que esse encontro deve ter
dado a ambos. Após milhares de anos, Adão foi capaz de ver seu filho Muhammad,
o maior de seus descendentes. Muhammad foi capaz de olhar nos olhos do pai da
humanidade. As maravilhas, entretanto, estavam apenas começando. O anjo
Gabriel e o profeta Muhammad então ascenderam ao segundo céu.
No portão o anjo Gabriel, mais uma vez,
pediu permissão para entrar. Quando os guardiões souberam que o profeta
Muhammad tinha recebido sua missão e estava tentando entrar, deram a ele as
boas vindas e abriram o portão. Lá o profeta Muhammad viu os dois primos, o
profeta João (conhecido nas tradições cristãs como o Batista) e o
mensageiro de Deus, o profeta Jesus; o profeta Muhammad trocou saudações com
eles.
O profeta Muhammad e o anjo Gabriel
ascendeu mais uma vez aos portões do terceiro céu. Em cada portão a mesma
troca ocorria. Quando os guardiões tomavam conhecimento de que era o anjo
Gabriel na companhia do profeta Muhammad, que tinha de fato recebido sua
missão, davam permissão para entrar. Aqui, no terceiro céu, o profeta Muhammad
encontrou José e o descreveu como uma personificação de metade de toda a
beleza.
À medida que o profeta Muhammad encontrava
profetas em cada céu e trocava saudações com eles, era sempre Assalamu
alaikum, a saudação de paz usada por todos que se submetem ao Verdadeiro e
Único Deus. No quarto céu o profeta Muhammad encontrou o profeta Idris, a quem
Deus descreveu no Alcorão (19:57) como sendo elevado a um nível muito
alto. No quinto céu ele encontrou o profeta Aarão, o irmão de Moisés. A cada
encontro os profetas expressavam sua fé na missão profética de Muhammad. No
sexto céu o profeta Muhammad encontrou Moisés.
Sempre que o profeta Moisés é
mencionado no Alcorão ou nas narrações do profeta Muhammad, sabemos que algo
importante está prestes a ser descrito. Após os dois profetas terem trocado
saudações e o profeta Moisés expressado sua fé na missão profética de Muhammad,
Moisés começou a chorar. Quando lhe foi perguntado por que, ele respondeu: “Um
rapaz veio depois de mim e mais seguidores dele do que meus entrarão no
paraíso”.
Até o advento do Islã, o profeta Moisés
tinha tido o maior número de seguidores do que qualquer profeta. Moisés chorou
e, a partir disso, podemos entender que houve um tipo de rivalidade entre os
profetas, mas não uma competição cheia de ciúme ou inveja. Ao invés disso, foi
cheia de compaixão. Quando prosseguirmos com a viagem, veremos o amor e
compaixão que o profeta Moisés tinha por Muhammad e seus seguidores. O profeta
Muhammad e o anjo Gabriel então ascenderam ao sétimo céu.
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A Viagem Noturna e a Ascensão (parte 4 de 6): O Sétimo Céu
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Descrição:
O profeta Muhammad encontra o profeta Abraão e testemunha a região onde os anjos estão mais densamente devotados à adoração.
Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 20 Feb 2012 - Última modificação em 20 Feb 2012
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Categoria: Artigos
> O Profeta Muhammad
> Evidência de Sua Missão Profética
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> Evidência de que o Islã é a Verdade
> Evidência da Missão Profética de Muhammad
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O anjo Gabriel e o profeta Muhammad
continuaram a ascensão milagrosa através dos céus. Essa viagem estava muito
além da mais extravagante imaginação de qualquer ser humano. Começou nos
desertos da Arábia e foi além do universo conhecido. No portão do sétimo céu
trocaram as mesmas perguntas e respostas anteriores e os anjos declararam sua
satisfação em encontrar o profeta Muhammad. Foi dada permissão para entrarem e
o profeta de Deus, acompanhado de Gabriel, o anjo confiado com as revelações de
Deus, entraram no último céu.
O sétimo céu é uma expressão usada
pelos cristãos para denotar felicidade ou bênção extrema, como em “estou no
sétimo céu”. No Islã o sétimo céu é onde o profeta Muhammad encontrou o
profeta Abraão; e, de fato, ele (Muhammad) deve ter ficado extremamente feliz e
em estado de bênção, tendo sido honrado com sua viagem de maravilhas. Os
profetas trocaram saudações dizendo Assalamu alaikum (que a paz esteja
contigo) e, como todos os outros profetas tinham feito, o profeta Abraão
expressou sua crença e fé na missão profética de Muhammad.
Através de seu filho Ismael, Abraão é o
pai dos árabes e ancestral do profeta Muhammad; é um ancestral do povo que se
tornou os Filhos de Israel (seguidores do profeta Moisés) através de seu filho
Isaque. Nas tradições judaicas Abraão é chamado de pai dos judeus. Entretanto,
o Islã rejeita essa idéia porque o Alcorão afirma claramente que ele não era
judeu ou cristão, mas um crente no monoteísmo puro (crença no Único Deus).
“Ó Povo do Livro, por que discutis acerca de
Abraão, se a Tora e o Evangelho não foram revelados senão depois dele? Por que discutis, então, sobre coisas das
quais não tendes conhecimento algum? Abraão jamais foi judeu ou cristão; foi,
outrossim, monoteísta, muçulmano [muslim Hanifa], e nunca se contou
entre os idólatras.”
(Alcorão 3:65-67)
É exigido dos muçulmanos que acreditem
em todos os profetas de Deus; Abraão, entretanto, detém um lugar especial como
um dos mensageiros importantes de Deus e tem a honra única de ser chamado,
tanto nas tradições islâmicas quanto cristãs,
de servo amado de Deus. Juntos, Abraão e seu filho Ismael construíram a Caaba
(a construção em forma de cubo negro no meio da Masjid sagrada em Meca).
“E quando Abraão e Ismael levantaram os
alicerces da Casa, exclamaram: Ó Senhor nosso, aceita-a de nós pois Tu és
Oniouvinte, Sapientíssimo.” (Alcorão 2:127)
Os muçulmanos voltam seus rostos para a
Caaba muitas vezes todos os dias enquanto realizam suas orações e, em cada
oração, pedem a Deus que abençoe Abraão e sua família.
O Mundo dos Anjos
Enquanto estava no sétimo céu o profeta
Muhammad conheceu a construção conhecida como a casa muito frequentada ou al
Bayt al-Mamoor, em árabe. É adequado que o profeta Abraão estivesse com
essa casa, já que é o equivalente celestial da Caaba em Meca. A cada ano no período de peregrinação (Hajj), mais de 2 milhões de muçulmanos de todo
o mundo se reúnem em Meca para seguir os passos do profeta Abraão e realizar
certos rituais, incluindo circundar a Caaba. Todo dia 70.000 anjos visitam
essa casa muito frequentada no sétimo céu para adorar Deus. O profeta Muhammad
nos informou que, uma vez que os anjos tinham visitado a Bayt al-Mamoor,
nunca retornavam. Deus jura por essa casa no Alcorão.
“Pelo templo frequentado (Bayt al-Mamoor).”
(Alcorão 52:4)
Setenta mil anjos todos os dias! Quais
são as implicações disso? Pense sobre isso e imagine por quantos muitos
milhares ou até milhões de anos isso vem acontecendo? Quantos desses seres,
criados por Deus a partir da luz, existem? Essa foi outra maravilha que o
profeta Muhammad teve o privilégio de ver e ser capaz de descrever para nós. Em
suas tradições ele também nos informa que os céus sobre nós estão se
lamentando, com cada espaço da largura de quatro dedos ocupado por um anjo
adorando Deus.
A Fronteira Suprema
O profeta Muhammad então se moveu
através do sétimo céu para a fronteira suprema, para Sidrat al-Muntaha,
uma árvore de lótus.
“Junto a Sidrat al-Muntaha (limite da
árvore de lótus). Junto ao Paraíso.” (Alcorão 53:14-15)
Ele descreveu seus frutos como cântaros
e suas folhas como tão grandes quanto as orelhas de um elefante. Quatro rios
se originam das raízes da árvore de lótus. Quando perguntou sobre eles, foi
dito ao profeta Muhammad que dois dos rios se originaram no Paraíso. Nada nos
chegou sobre os nomes e importância desses dois rios da narrativa da ascensão.
Entretanto, lhe foi dito que os outros dois rios eram réplicas do Nilo e do
Eufrates, dois rios que são especialmente abençoados nesse mundo.
Sidrat al-Muntaha é chamada a fronteira suprema porque tudo que sobe da terra ou dos
céus para lá e tudo que desce para lá e por causa do conhecimento dos anjos para naquele ponto. Ninguém foi além disso, exceto o profeta Muhammad. Além desse ponto, deixamos os céus e entramos na região da Outra Vida,
a região que contém o Paraíso e o Trono de Deus. À medida que o profeta
Muhammad continua sua viagem milagrosa, entra nessa região e fica na presença
de Deus Todo-Poderoso.
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A Viagem Noturna e a Ascensão (parte 5 de 6): Na Presença de Deus
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Descrição:
Na presença de Seu Senhor, Muhammad recebe o mandamento de estabelecer as cinco orações diárias.
Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 27 Feb 2012 - Última modificação em 27 Feb 2012
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Categoria: Artigos
> O Profeta Muhammad
> Evidência de Sua Missão Profética
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> Evidência de que o Islã é a Verdade
> Evidência da Missão Profética de Muhammad
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Além da árvore de lótus, a fronteira
suprema é um lugar em que, com uma única exceção, nenhum humano jamais esteve.
A viagem noturna e a ascensão através dos céus culminaram com o profeta
Muhammad atravessando a fronteira suprema e se apresentando na presença de Deus
Todo-Poderoso. Além da árvore de lótus é a região da Outra Vida, do Paraíso,
do trono de Deus e do próprio Deus.
A palavra milagre não é suficiente para
descrever a maravilha que deve ter sido para o profeta Muhammad. É além de
descrição e imaginação. Entretanto, o profeta Muhammad não viu Deus com seus
olhos, como Deus nos conta no Alcorão:
“Os olhares não podem percebê-Lo.” (Alcorão
6:103)
Um dos companheiros perguntou ao
profeta Muhammad diretamente se ele tinha visto Deus, ao que ele respondeu:
“Ele é velado pela luz e eu não
pude vê-Lo.” (Saheeh Muslim)
Permanece o fato, entretanto, que
Muhammad, o profeta de Deus, se apresentou na presença de Deus.
A Importância da Oração
Deus falou ao profeta Muhammad e não
temos detalhes da troca exceto que Deus determinou as orações diárias para o profeta
Muhammad e seus seguidores. A partir disso, imediatamente compreendemos a
importância da oração. É o único mandamento que Deus ordenou nos céus; todos
os outros decretos se originaram na terra. A oração é uma dádiva de Deus para
aqueles que verdadeiramente crêem em Sua Unicidade. Deus concedeu essa dádiva ao profeta Muhammad que, por sua vez, a deu aos
seguidores do Islã. É uma dádiva cheia de grandes bênçãos e graças. Estabelece
e mantém nossa conexão com Deus. Deus não precisa de nossas orações, mas nós,
como seres humanos impotentes, precisamos muito de nos sentir conectados a Ele.
De fato, a palavra árabe para as cinco orações diárias é salah, que vem
da palavra raiz que significa “conexão”.
“Observai as orações, especialmente as
intermediárias, e consagrai-vos fervorosamente a Deus.” (Alcorão 2:238)
Deus determinou 50 orações para o
profeta Muhammad e seus seguidores. Quando o profeta Muhammad estava descendo
passou pelo profeta Moisés que pediu para saber o que havia sido determinado. Quando
o profeta Muhammad explicou que lhe tinha sido ordenado orar 50 vezes por dia,
Moisés ficou atônito e imediatamente disse: “Volte para seu Senhor e peça uma
redução”. Quando Deus prescreveu 50 orações o profeta Muhammad aceitou, mas
Moisés, sendo ele próprio um grande profeta, sabia a partir de seus seguidores
com o que as pessoas podiam e não podiam lidar em relação a obrigações
religiosas. Estava certo que os seguidores de Muhammad não seriam capazes de
realizar tantas orações. O profeta Muhammad tinha conhecimento, mas o profeta
Moisés nessa época tinha mais experiência.
O profeta Muhammad aceitou o conselho
de seu irmão mais velho/profeta, voltou para a presença de Deus e pediu uma
redução. Deus as reduziu para quarenta orações. O profeta Muhammad desceu
novamente e o profeta Moisés lhe perguntou o que tinha acontecido. Ao ouvir
que a redução era de apenas dez, o profeta Moisés o enviou de volta para pedir
novamente mais redução.
Essa troca continuou até que o número
de orações obrigatórias se tornou cinco. O profeta Moisés sugeriu mais uma
redução, dizendo: “Ó Muhammad, conheço seu povo e sua nação não será capaz
de lidar com isso. Volte e peça que o encargo sobre seu povo seja aliviado.” O profeta Muhammad respondeu: “Não”.
Sentia-se envergonhado de pedir mais redução e disse que
estava satisfeito com cinco orações diárias. Uma voz
ressoou, dizendo: “As orações foram reduzidas para cinco, mas eles serão
recompensados como se fossem cinquenta”. Deus deixou
claro para nós que mesmo fazer essas cinco orações pode ser difícil para
algumas pessoas, mas aqueles que estabelecerem a conexão e confiarem que um dia
encontrarão seu Senhor as acharão fáceis.
“Amparai-vos na perseverança e na oração.
Sabei que ela (a oração) é carga pesada, salvo para os humildes, que sabem que
encontrarão o seu Senhor e a Ele retornarão.” (Alcorão 2: 45-46)
Misericórdia, Amor e Compaixão
Essa noite milagrosa foi concluída com
esse sinal da misericórdia de Deus. Imagine como seria difícil orar 50 vezes
ao dia. Embora tenhamos aprendido durante essa viagem que Moisés chorou quando
percebeu que o profeta Muhammad teria mais seguidores que ele no Dia do Juízo,
também aprendemos o quanto o profeta Moisés estava ansioso para aconselhar o
profeta Muhammad e o quanto estava empenhado em facilitar a prática do Islã
para os crentes. A competição entre os profetas era de amor e compaixão e
disso aprendemos como tratar uns aos outros. Embora Deus nos diga para
competirmos uns com os outros em atos de virtude, devemos encorajar e capacitar
uns aos outros a fazer isso de forma fácil.
“Emulai-vos, pois, na benevolência, porque
todos vós retornareis a Deus, o Qual vos inteirará das vossas divergências.” (Alcorão
5:48)
O profeta Muhammad então desceu para a
mesquita sagrada em Meca. Os companheiros do profeta estavam agora prestes a
enfrentar o maior teste de fé até então. Muhammad, o profeta de Deus, estava
prestes a revelar que tinha retornado de uma viagem noturna até a masjid mais
distante de Jerusalém, uma viagem que normalmente levava mais de um mês. Também
estava prestes a dizer que havia viajado para onde nenhum homem tinha ido
antes, através dos céus e na presença de Deus. Essa foi uma viagem milagrosa à
noite, mas seus companheiros acreditariam nele? E como seus inimigos reagiriam?
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A Viagem Noturna e a Ascensão (parte 6 de 6): O Retorno
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Descrição:
O grande milagre e honra se torna uma chance para os descrentes atacarem o Islã e também um teste de fé para os muçulmanos.
Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 27 Feb 2012 - Última modificação em 27 Feb 2012
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Categoria: Artigos
> O Profeta Muhammad
> Evidência de Sua Missão Profética
Categoria: Artigos
> Evidência de que o Islã é a Verdade
> Evidência da Missão Profética de Muhammad
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O profeta Muhammad viajou no lombo de
Al-Buraq até a mesquita mais distante em Jerusalém. Ascendeu através dos sete céus e se maravilhou com o inimaginável. Viu os rostos
e saudou muitos de seus pares, os profetas anteriores, e o servo final e
mensageiro de Deus, Muhammad, esteve na presença do próprio Deus. Na mesma
noite, apenas algumas horas após ter começado sua viagem, o profeta Muhammad
retornou para Meca.
Essa viagem milagrosa estava prestes a
se tornar uma arma dos inimigos contra o profeta Muhammad e seus seguidores e,
da mesma forma, seria um extremo teste de fé para os crentes. Ao voltar para
casa o profeta Muhammad foi para Umm Ayman e contou a ela sobre sua viagem
milagrosa. Ela respondeu: “Ó mensageiro de Deus, não conte a ninguém sobre
isso.” Umm Ayman tinha perfeita fé no profeta Muhammad e acreditava em seu
relato da viagem, mas temia como os outros reagiriam.
O profeta Muhammad descreveu Umm Ayman
como “minha mãe depois de minha própria mãe.” Era uma serva fiel de sua mãe
Amina e permaneceu com o profeta Muhammad com as mortes da mãe e do avô dele. O
profeta Muhammad e Umm Ayman sempre foram muito próximos e na conclusão dessa
magnífica viagem, ele foi para a casa dela, talvez em busca de conforto e
alívio, enquanto contemplava esse milagre e decidia seu próximo passo.
O profeta Muhammad respondeu dizendo
que contaria às pessoas sobre a magnífica noite. Considerou sua
responsabilidade perante Deus transmitir a mensagem, independente da reação ou
consequências; Deus era responsável pelo resultado. Deixou a casa quietamente
em contemplação melancólica e foi até a mesquita sagrada. Encontrou pessoas
pelo caminho e lentamente as notícias da viagem noturna se espalharam.
A Reação
Enquanto
o profeta Muhammad estava sentado em silêncio na mesquita, Abu Jahl se
aproximou dele e perguntou de forma casual: “Ó Muhammad, alguma novidade?” Conhecido
como um dos maiores inimigos do Islã, Abu Jahl foi responsável pela tortura,
punição, assassinato e assédio dos novos muçulmanos nos primeiros dias do Islã.
Embora estivesse ciente da animosidade e ódio que Abu Jahl sentia em relação a
ele, o profeta Muhammad respondeu de forma verdadeira e disse: “Essa noite
viajei a Jerusalém e voltei”.
Abu
Jahl, incapaz de conter seu divertimento, respondeu pedindo a Muhammad que
repetisse essas palavras na frente do povo de Meca. O profeta Muhammad
respondeu na afirmativa e Abu Jahl deixou a mesquita correndo, chamando as
pessoas à medida que corria pelas ruas. Quando pessoas suficientes tinham se
reunido na mesquita, a pedido de Abu Jahl o profeta Muhammad disse para todos
ouvirem: “Estive na mesquita de Jerusalém e voltei”.
A
multidão começou a gargalhar, assobiar e bater palmas. Trataram como uma
grande piada e caíram de tanto rir. Essa era a reação esperada por Abu Jahl e
ele estava muito feliz. Os descrentes na multidão viram uma chance de dar um
fim ao Islã. Ridicularizaram e depreciaram a alegação do profeta Muhammad. Entre
a multidão estavam pessoas que tinham viajado até Jerusalém e elas pediram ao
profeta Muhammad para descrever o que tinha visto.
O
profeta de Deus começou a descrever sua viagem, mas ficou irritado. Ele tinha
passado pouco tempo em Jerusalém e a natureza milagrosa de suas viagens significavam
que ele não lembrava de pequenos detalhes e descrições. Entretanto o profeta
Muhammad nos conta que Deus mostrou a ele os detalhes “bem na frente de seus
olhos” e ele descreveu o que tinha visto “pedra por pedra, tijolo por tijolo”.
Os viajantes confirmaram suas descrições. (Saheeh Bukhari)
Existe outra narração que
diz que enquanto viajava de volta para Meca, o profeta Muhammad passou sobre
uma caravana. Foi capaz de descrever claramente. A caravana havia perdido um
camelo e o profeta Muhammad chamou do céu dizendo onde estava o camelo. Ele
também bebeu do suprimento deles de água.
O povo de Meca imediatamente despachou
alguém para encontrar a caravana antes que ela entrasse na cidade para fazer
perguntas sobre a noite anterior. Eles confirmaram que uma voz estranha disse
o local do camelo perdido e que parte de seu suprimento de água havia
desaparecido. Ainda assim essas confirmações não foram suficientes. As
pessoas zombaram, riram e não acreditaram nas palavras do profeta de Deus. Esse
evento milagroso foi um grande teste de fé que até alguns dos novos muçulmanos
descreram e se afastaram da fé do Islã.
A Doçura da Fé
Para aqueles cuja fé era forte e
verdadeira o poder de Deus era óbvio. Alguns entre os que acharam toda a
história difícil de acreditar foram ver Abu Bakr, o melhor amigo e apoiador
leal do profeta Muhammad. Perguntaram se ele acreditava que o profeta Muhammad
tinha viajado até Jerusalém e voltado à Meca em uma noite. Sem hesitação Abu
Bakr respondeu: “Se o mensageiro de Deus disse isso, então é verdade”. Foi por
causa dessa ocasião que Abu Bakr recebeu o título de As-Sidiq (o principal
crente). Esse foi um momento crucial para muitos muçulmanos; depois já
enfrentar a tortura física e abuso dos descrentes, agora tinham que lutar com
um conceito além de suas mais extraordinárias imaginações. Alguns fracassaram,
mas muitos se elevaram a novas alturas e foram capazes de provar a doçura da
verdadeira submissão ao Deus Único.
A viagem à noite, da mesquita sagrada
em Meca até a mesquita mais distante em Jerusalém e a ascensão através dos céus
e até a presença de Deus Todo-Poderoso, foram milagres concedidos por Deus ao
Seu servo final e profeta, Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus
estejam sobre ele, e uma das maiores honras concedidas a qualquer humano.
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