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Jesus, filho de Maria (parte 1 de 5): Os Muçulmanos Também Amam Jesus!
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Descrição:
Jesus e seu primeiro milagre e um breve relato sobre o que os muçulmanos acreditam sobre ele.
Por Aisha Stacey (© 2008 IslamReligion.com)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 04 Dec 2011
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> Crenças do Islã
> Histórias dos Profetas
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Os cristãos geralmente falam sobre
desenvolver uma relação com Cristo e aceitá-lo em suas vidas. Afirmam que
Jesus é muito mais que um homem e morreu na cruz para livrar a humanidade do
pecado original. Os cristãos falam de Jesus com amor e respeito, e é óbvio que
ele tem um lugar especial em suas vidas e corações. Mas, e os muçulmanos? O
que pensam sobre Jesus e que posição Jesus ocupa no Islã?
Alguém não familiarizado com o Islã
pode se surpreender ao saber que os muçulmanos também amam Jesus. Um muçulmano
não falará o nome de Jesus sem respeitosamente acrescentar as palavras “que a
paz esteja sobre ele”. No Islã, Jesus é um homem amado e estimado e um Profeta
e Mensageiro que chamou seu povo à adoração do Verdadeiro Deus Único.
Muçulmanos e cristãos compartilham
algumas das crenças sobre Jesus. Ambos acreditam que Jesus nasceu da Virgem
Maria e ambos acreditam que Jesus foi o Messias enviado para o povo de Israel. Ambos
também acreditam que Jesus voltará a terra nos últimos dias. Entretanto, um
detalhe importante separa seus mundos. Os muçulmanos acreditam que certamente
Jesus não é Deus, não é o filho de Deus e não
é parte de uma Trindade de Deus.
No Alcorão, Deus falou diretamente aos
cristãos quando disse:
“Ó Povo do Livro! Não exagereis em vossa
religião e não digais de Deus senão a verdade. O Messias, Jesus, filho de
Maria, foi tão-somente um mensageiro de Deus e Seu Verbo, com o qual Ele
agraciou Maria por intermédio do Seu Espírito. Crede, pois, em Deus e em Seus
mensageiros. Não digais: ‘Trindade!’ Abstende-vos disso, que será melhor para
vós; Sabei que Deus é Uno. Glorificado seja! Longe está a hipótese de ter tido
um filho. A Ele pertence tudo quanto há nos céus e na terra, e Deus é mais do
que suficiente Guardião.” (Alcorão 4:171)
Assim como o Islã nega categoricamente
que Jesus era Deus, também rejeita a noção de que a humanidade nasce maculada
por qualquer forma de pecado original. O Alcorão nos diz que não é possível
que uma pessoa carregue os pecados de outra e que somos todos responsáveis,
perante Deus, por nossas próprias ações. “E nenhum pecador arcará com culpa
alheia;” (Alcorão 35: 18) Entretanto, Deus, em Sua infinita
Misericórdia e Sabedoria não abandonou a humanidade à sua própria sorte. Enviou
orientação e leis que revelam como adorar e viver de acordo com Seus
mandamentos. Os muçulmanos devem acreditar e amar todos os Profetas; rejeitar
um é rejeitar o credo do Islã. Jesus foi um em uma longa linhagem de Profetas
e Mensageiros, chamando as pessoas para adorar o Deus Único. Veio
especificamente para o Povo de Israel, que na época tinha se desviado da senda
reta de Deus. Jesus disse:
“(Eu vim) para confirmar-vos a Tora, que vos
chegou antes de mim, e para liberar-vos algo que vos está vedado. Eu vim com um
sinal do vosso Senhor. Temei a Deus, pois, e obedecei-me. Sabei que
Deus é meu Senhor e vosso. Adorai-O, pois. Essa é a senda reta.” (Alcorão
3:50-51)
Os muçulmanos amam e admiram Jesus. Entretanto,
o entendemos e a seu papel em nossas vidas de acordo com o Alcorão e as
narrativas e os ditos do Profeta Muhammad. Três capítulos do Alcorão tratam da
vida de Jesus, sua mãe Maria e sua família; cada um revela detalhes não
encontrados na Bíblia.
O Profeta Muhammad falou de Jesus
muitas vezes, descrevendo-o uma vez como seu irmão.
“De todos sou o mais próximo ao
filho de Maria, e todos os profetas são irmãos paternais, e não houve profeta
entre eu e ele (ou seja, Jesus).” (Saheeh Al-Bukhari)
Sigamos a história de Jesus através das
fontes islâmicas para entender como e por que seu lugar no Islã é de tamanho
significado.
O Primeiro Milagre
O Alcorão nos informa que Maria, a
filha de Imran, era uma jovem mulher solteira, casta e virtuosa devotada à
adoração de Deus. Um dia, enquanto estava em reclusão, o anjo Gabriel veio à
Maria e informou-lhe que seria a mãe de Jesus. Sua resposta foi de medo,
choque e desânimo. Deus disse:
“E faremos dele um sinal para os homens, e
será uma prova de Nossa misericórdia. E foi uma ordem inexorável.” (Alcorão
19:21)
Maria concebeu Jesus, e quando chegou o
momento de seu nascimento, ela se afastou de sua família e viajou para as
proximidades de Belém. Aos pés de uma tamareira Maria deu à luz seu filho
Jesus.
Quando Maria descansou e se recuperou
da dor e temor envolvendo dar à luz sozinha, percebeu que devia retornar para
sua família. Maria estava temerosa e ansiosa enquanto envolvia a criança e a
embalava em seus braços. Como ela poderia explicar seu nascimento a seu povo?
Ela atendeu às palavras de Deus e tomou o caminho de volta para Jerusalém.
“Dize: ‘Verdadeiramente! Fiz um voto de jejum ao Clemente, e hoje não falarei com pessoa
alguma.’ Regressou ao seu povo levando-o (o filho) nos braços.” (Alcorão
19:26-27)
Deus sabia que se Maria tentasse
explicar, seu povo não acreditaria nela. Então, em Sua sabedoria, disse a ela
para não falar. Desde o primeiro momento que Maria se aproximou de seu povo
eles começaram a acusá-la, mas ela sabiamente seguiu as instruções de Deus e se
recusou a responder. Essa mulher casta e tímida meramente apontou para a
criança em seus braços.
Os homens e mulheres que cercavam Maria
olharam para ela de forma incrédula e exigiram saber como poderiam falar com um
bebê. Então, pela permissão de Deus, Jesus, filho de Maria, ainda um bebê,
realizou seu primeiro milagre. Ele falou:
“Sou o servo de Deus. Ele me concedeu o Livro
e me designou como profeta. Fez-me abençoado, onde quer que eu esteja, e me
encomendou a oração e (a paga do) zakat enquanto eu viver. E me fez piedoso
para com a minha mãe, não permitindo que eu seja arrogante ou rebelde. A paz está comigo, desde o dia em que
nasci; estará comigo no dia em que eu morrer, bem como no dia em que eu for
ressuscitado.” (Alcorão 19:30-34)
Os muçulmanos acreditam que Jesus era o
servo de Deus, e um Mensageiro enviado para os israelitas de seu tempo. Ele
realizou milagres pela vontade e permissão de Deus. As palavras do Profeta
Muhammad resumem de forma clara a importância de Jesus no Islã:
“Quem testemunhar que não existe
divindade exceto Deus, sem parceiros ou associados, e que Muhammad é Seu servo
e Mensageiro, e que Jesus é Seu servo e Mensageiro, uma palavra que Deus
concedeu à Maria e um espírito criado por Ele, que o Paraíso é real, e que
o Inferno é real, Deus admitirá através de um dos oito portais do Paraíso.” (Saheeh
Bukhari e Saheeh Muslim)
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Jesus, filho de Maria (parte 2 de 5): A Mensagem de Jesus
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Descrição:
A verdadeira posição de Jesus e sua mensagem no Alcorão e a relevância da Bíblia hoje em relação às crenças islâmicas.
Por Aisha Stacey (© 2008 IslamReligion.com)
Publicado em 16 Mar 2009 - Última modificação em 16 Mar 2009
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Já estabelecemos que Jesus, filho de Maria,
ou como ele é chamado pelos muçulmanos, Eissa ibn Maryam, realizou seu
primeiro milagre enquanto estava embalado nos braços de Maria. Pela permissão
de Deus ele falou, e suas primeiras palavras foram “Sou um servo de Deus”
(Alcorão 19:30). Ele não disse “Sou Deus” ou mesmo “Sou o filho de Deus”.
Suas primeiras palavras estabeleceram a fundação de sua mensagem e sua missão:
chamar o povo de volta para a pura adoração do Deus Único.
Na época de Jesus o conceito de Deus
Único não era novo para os Filhos de Israel. O Torá tinha proclamado “Ouça,
Ó Israel, o Senhor teu Deus é Um,” (Deuteronômio: 4). Entretanto, as
revelações de Deus foram mal interpretadas e abusadas, e corações se
endureceram. Jesus veio para denunciar os líderes dos Filhos de Israel, que
caíram em vidas materialistas e de luxúria, e confirmar a lei de Moisés
encontrada no Torá que tinham mudado.
A missão de Jesus era confirmar o Torá,
tornar lícitas coisas que eram previamente ilícitas e proclamar e reafirmar a
crença em Um Criador. O Profeta Muhammad disse:
“Todo Profeta foi enviado
exclusivamente para sua nação, mas eu fui enviado para toda a humanidade” (Saheeh
Bukhari).
Portanto, Jesus foi enviado para os
israelitas.
Deus diz no Alcorão que Ele
ensinou a Jesus o Torá, o Evangelho e a Sabedoria.
“E Ele o ensinou o Livro e a Sabedoria, o
Torá e o Evangelho.” (Alcorão 3:48)
Para propagar sua mensagem de forma
efetiva, Jesus entendeu o Torá e foi provido com sua própria revelação vinda de
Deus – o Injeel, ou Evangelho. Deus também dotou Jesus com a habilidade
para guiar e influenciar seu povo com seus sinais e milagres.
Deus apoiou todos os Seus Mensageiros
com milagres que eram observáveis e faziam sentido para o povo o qual o
Mensageiro havia sido enviado. No tempo de Jesus os israelitas eram muito
desenvolvidos no campo da medicina. Consequentemente, os milagres que Jesus
realizou (pela permissão de Deus) eram dessa natureza e incluíam devolver a
visão ao cego, curar leprosos e ressuscitar os mortos. Deus disse:
“... de quando, com o Meu beneplácito, curaste o
cego de nascença e o leproso” (Alcorão 5:110)
Jesus Criança
Nem o Alcorão nem a Bíblia se referem à
infância de Jesus. Podemos imaginar, entretanto, que como filho na família de
Imran, era uma criança virtuosa devotada ao aprendizado e ansioso para
influenciar as crianças e adultos à sua volta. Depois de mencionar que Jesus
falou no berço, o Alcorão imediatamente relata a história de Jesus moldando a
figura de um pássaro de argila. Ele soprou e pela permissão de Deus
se tornou um pássaro.
“…plasmarei de barro a figura de um pássaro,
à qual darei vida, e a figura será um pássaro, com beneplácito de Deus.” (Alcorão
3:49)
O Evangelho da Infância de Tomé, parte
de um conjunto de textos escritos por cristãos primitivos não aceitos na
doutrina do Velho Testamento, também se refere a essa história. Ele relata com
alguns detalhes a história do jovem Jesus moldando pássaros de argila e
soprando-lhes a vida. Embora fascinante, os muçulmanos só acreditam na
mensagem de Jesus como relatada no Alcorão e nas narrativas do Profeta
Muhammad.
É exigido que os muçulmanos
acreditem em todos os livros revelados por Deus para a humanidade. Entretanto,
a Bíblia, como existe hoje, não é o Evangelho que foi revelado ao Profeta
Jesus. As palavras e sabedoria de Deus dadas a Jesus foram perdidas,
ocultadas, mudadas e distorcidas. O destino dos textos apócrifos dos quais o
Evangelho da Infância de Tomé faz parte, é testemunha disso. Em 325 AD, o
Imperador Constantino tentou unificar a fragmentada Igreja Cristã ao convocar
um encontro de bispos de todo o mundo conhecido. Esse encontro ficou conhecido
como o Concílio de Nicéia, e seu legado foi a doutrina da Trindade, previamente
inexistente, e a perda de algo em torno de 270 a 4.000 evangelhos. O concílio ordenou a queima de todos os evangelhos não considerados
merecedores de estarem na nova Bíblia, e o Evangelho da Infância de Tomé foi um
deles.
Entretanto, cópias de muitos evangelhos sobreviveram e, embora
não estejam na Bíblia, são valiosos por sua significância histórica.
O Alcorão Nos Liberta
Os muçulmanos acreditam que Jesus
recebeu revelação de Deus, mas não registrou por escrito uma única palavra, nem
instruiu seus discípulos a fazê-lo.
Não há necessidade para um muçulmano tentar provar ou contestar
os livros dos cristãos. O Alcorão nos liberta da necessidade de saber se a
Bíblia que temos hoje contém a palavra de Deus, ou as palavras de Jesus. Deus
disse:
“Ele te revelou (ó Muhammad) o Livro
(paulatinamente) com a verdade corroborante dos anteriores.” (Alcorão 3:3)
E também:
“Em verdade,
revelamos-te o Livro corroborante e preservador dos anteriores. Julga-os, pois,
conforme o que Deus revelou e não sigas os seus caprichos, desviando-te da
verdade que te chegou.” (Alcorão 5:48)
Qualquer conhecimento benéfico para os
muçulmanos existente no Torá ou no Injeel é afirmado claramente no Alcorão. Todo
o bem encontrado nos livros anteriores é agora encontrado no Alcorão. Se
as palavras do Novo Testamento de hoje concordam com as palavras do Alcorão,
então essas palavras são provavelmente parte da mensagem de Jesus que não foi
distorcida ou perdida com o tempo. A mensagem de Jesus era a mesma mensagem
que todos os Profetas de Deus ensinaram a seus povos. O Senhor seu Deus é Um,
então adorem somente a Ele. E Deus disse no Alcorão sobre a
história de Jesus:
“Esta é a puríssima verdade: não há mais divindade além de
Deus, Que não tem esposa e nem filho. E Deus é o Poderoso, o Prudentíssimo.” (Alcorão
3:62)
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Jesus, filho de Maria (parte 3 de 5): Os Discípulos
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Descrição:
Outro milagre de Jesus é descrito. A importância real do milagre da mesa, servida com comida.
Por Aisha Stacey (© 2008 IslamReligion.com)
Publicado em 27 Apr 2009 - Última modificação em 27 Apr 2009
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O capítulo 5 do Alcorão se chama Al
Maidah (ou A Mesa Servida). É um dos três capítulos no Alcorão que
lidam amplamente com a vida de Jesus e sua mãe Maria. Os outros capítulos são
o capítulo 3, Al Imran (A Família de Imran), e o capítulo 19, Maryam
(Maria). Os muçulmanos amam Jesus e honram sua mãe, mas não
os adoram. O Alcorão, que os muçulmanos acreditam ser as palavras diretas de
Deus, coloca Jesus e sua mãe Maria, e de fato toda sua família – a família de
Imran, em uma alta posição.
Sabemos que Jesus viveu entre seu povo,
os israelitas, por muitos anos, chamando-os de volta à adoração do Único
Verdadeiro Deus e realizando milagres pela permissão de Deus. A maioria
daqueles à sua volta rejeitou seu chamado e não atentou para sua mensagem. Entretanto,
Jesus reuniu ao seu redor um grupo de companheiros chamados Al Hawariyeen (os
discípulos de Jesus) em árabe.
Deus disse no Alcorão:
“E de que, quando Eu (Deus) inspirei os Al-Hawariyeen
(discípulos), (dizendo-lhes): Crede em Mim e no Meu Mensageiro! ‘Disseram:
Cremos! Testemunha que somos muçulmanos.’” (Alcorão 5:111)
Os discípulos chamam a si próprios de
muçulmanos: como pode ser isso se a religião do Islã foi revelada depois de 600
anos? Deus deve estar se referindo ao significado geral de “muçulmano”. Um
muçulmano é qualquer um que se submeta ao Deus Único e a Sua obediência, e
qualquer um cuja aliança e lealdade seja com Deus e os crentes acima de tudo. A
palavra muçulmano e Islã vêm da mesma raiz árabe – sa la ma – e é por
isso que paz e segurança (Salam) são inerentes à submissão a Deus. Dessa
forma pode ser entendido que todos os Profetas de Deus e seus seguidores eram
muçulmanos.
Uma Mesa Servida com Comida
Os discípulos de Jesus disseram a ele:
“Ó Jesus, filho de Maria! Poderá o teu Senhor
fazer-nos descer do céu uma mesa servida dos céus?” (Alcorão 5:112)
Estavam pedindo a Jesus para realizar
um milagre? Os discípulos de Jesus que se denominavam muçulmanos se
sentiam inseguros sobre a habilidade de Deus de prover milagres? É improvável,
porque seria um ato de descrença. Os discípulos de Jesus não estavam perguntando
se isso era possível, mas se Jesus invocaria Deus naquele momento específico
para prover-lhes de comida. Entretanto, Jesus deve ter pensado de forma
diferente, porque respondeu:
“Temei a Deus, se sois crentes (muçulmanos)!”
(Alcorão 5:112)
Quando viram a reação de Jesus, seus
discípulos tentaram explicar suas palavras. Inicialmente disseram “Queríamos
comer.”
Podiam estar com muita fome e queriam
que Deus satisfizesse suas necessidades. Pedir a Deus para prover nosso
sustento é aceitável porque Deus é o Provedor, Aquele de onde toda provisão
emana. Os discípulos prosseguiram dizendo “e para satisfazer nossos
corações.”
Queriam dizer que sua fé se tornaria
mais forte se vissem um milagre com seus próprios olhos, e isso é confirmado
pela afirmação de encerramento. “E para saber que nos disseste a verdade e
para que sejamos testemunhas.”
Embora mencionado por último, ser uma
testemunha da verdade e ver os milagres que são sua evidência de apoio eram as
justificativas mais importantes para seu pedido. Os discípulos estavam pedindo
ao Profeta Jesus para realizar esse milagre pela permissão de Deus para que
pudessem ser testemunhas perante toda a humanidade. Os discípulos queriam
propagar a mensagem de Jesus proclamando os milagres que testemunharam com seus
próprios olhos.
“Tornaram a dizer: ‘Desejamos desfrutar dela,
para que os nossos corações sosseguem e para que saibamos que nos tens dito a
verdade, e para que sejamos testemunhas disso.’ Jesus, filho de Maria, disse: ‘Ó
Deus, Senhor nosso! Envia-nos do céu uma mesa servida! Que seja um banquete
para o primeiro e último de nós, constituindo-se num sinal Teu; agracia-nos,
porque Tu és o melhor dos agraciadores.’” (Alcorão 5:113-114)
Jesus pediu pelo milagre. Orou a Deus,
pedindo que uma mesa servida com comida fosse enviada. Jesus também pediu que
fosse para todos e que fosse uma grande festa. A palavra árabe usado pelo
Alcorão é Eid, que significa uma grande festa ou celebração recorrente.
Jesus queria que seus discípulos e aqueles que viessem depois deles lembrassem
as bênçãos de Deus e fossem agradecidos.
Temos muito a aprender das súplicas
feitas pelos Profetas e outros crentes virtuosos. A súplica de Jesus não foi
apenas por uma mesa servida com comida, mas para Deus provê-los com sustento. Ele
a fez abrangente porque a comida é apenas uma parte pequena do sustento provido
pelo Melhor dos Sustentadores. O sustento de Deus abrange todos os requisitos
necessários para a vida, inclusive, mas não apenas, comida, abrigo, e
conhecimento. Deus respondeu:
“Fá-la-ei descer; porém, quem de vós, depois
disso, continuar descrendo, saiba que o castigarei tão severamente como jamais
castiguei ninguém da humanidade.” (Alcorão 5:115)
Conhecimento se Equipara a Responsabilidade
A razão porque a resposta de Deus foi
tão absoluta é porque se alguém descrê após ser provido com um sinal ou milagre
de Deus, é pior do que descrer sem ver o milagre. Você pode questionar o porquê.
É porque uma vez que se veja o milagre, tem-se conhecimento e compreensão em
primeira mão da onipotência de Deus. Quanto mais conhecimento uma pessoa tem,
maior sua responsabilidade perante Deus. Quando se vê os sinais, a obrigação
de acreditar e propagar a mensagem de Deus se torna maior. Deus estava
exigindo dos discípulos de Jesus que ficassem cientes da grande
responsabilidade que estavam assumindo, ao receberem a mesa servida com comida.
O dia da mesa se tornou um dia de festa
e celebração para os discípulos e seguidores de Jesus, mas, com o passar do
tempo, o significado e essência reais do milagre foram perdidos. Eventualmente
Jesus passou a ser adorado como um deus. No Dia da Ressurreição, quando toda a
humanidade se apresentará diante de Deus, os discípulos testemunharão a grande
responsabilidade de saberem a verdadeira mensagem de Jesus. Deus falará
diretamente a Jesus e dirá:
“Ó Jesus, filho de Maria! Foste tu quem disseste aos homens: ‘Tomai a mim e a minha mãe por
duas divindades, em vez de Deus?’ Ele (Jesus) dirá:
Glorificado sejas! É inconcebível que eu tenha dito o
que por direito não me corresponde. Se tivesse dito, tê-lo-ias sabido, porque Tu conheces a natureza da
minha mente, ao passo que ignoro o que encerra a Tua. Somente Tu és Conhecedor do incognoscível. Não lhes disse, senão o que me ordenaste:‘Adorai a Deus, meu Senhor
e vosso!’” (Alcorão 5:116-117)
Aqueles de nós abençoados com essa
mensagem verdadeira de Jesus, a mesma mensagem propagada por todos os Profetas
incluindo o último profeta, Muhammad, também terão grande responsabilidade no
Dia da Ressurreição.
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Jesus, filho de Maria (parte 4 de 5): Jesus Realmente Morreu?
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Descrição:
Esse artigo resume a crença muçulmana referente a Jesus e a crucificação. Também repudia a noção da necessidade de ‘um sacrifício’ para pagar pelo pecado original em nome da humanidade.
Por Aisha Stacey (© 2008 IslamReligion.com)
Publicado em 27 Apr 2009 - Última modificação em 27 Apr 2009
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A idéia de Jesus morrendo na cruz é
fundamental à crença cristã. Representa a convicção de que Jesus morreu pelos
pecados da humanidade. A crucificação de Jesus é uma doutrina vital no
Cristianismo; entretanto, os muçulmanos a rejeitam completamente. Antes de
descrever o que os muçulmanos acreditam sobre a crucificação de Jesus, pode ser
útil entender a reação islâmica à noção de pecado original.
Quando Adão e Eva comeram da árvore
proibida no paraíso, não foram tentados por uma serpente. Foi Satanás quem os
enganou e persuadiu e, sendo assim, eles exerceram seu livre arbítrio e
cometeram um erro de julgamento. Eva não carrega sozinha o fardo do erro. Juntos,
Adão e Eva perceberam sua desobediência, sentiram remorso e imploraram pelo
perdão de Deus. Deus, em Sua infinita misericórdia e sabedoria, os perdoou. O
Islã não tem o conceito de pecado original; cada pessoa é responsável por suas
próprias ações.
“E nenhum pecador arcará com culpa alheia;” (Alcorão
35:18)
Não é necessário Deus, um filho de
Deus, ou até mesmo um Profeta de Deus se sacrificar pelos pecados da humanidade
para comprar o perdão. O Islã recusa totalmente essa opinião. A fundação do
Islã reside em saber com certeza que não devemos adorar nada, exceto Deus. O
perdão emana do Verdadeiro Deus Único; então, quando uma pessoa busca perdão,
deve se voltar para Deus de forma submissa, com remorso verdadeiro, e implorar
perdão, prometendo não repetir o pecado. Então, e somente então, os pecados
serão perdoados.
À luz do entendimento islâmico do
pecado original e perdão, podemos ver que o Islã ensina que Jesus não
veio para expiar os pecados da humanidade; ao contrário, seu propósito era
reafirmar a mensagem dos Profetas antes dele.
“.. Ninguém tem o direito de ser adorado
exceto Deus, o Único e Verdadeiro Deus...” (Alcorão 3: 62)
Os muçulmanos não acreditam na
crucificação de Jesus, nem acreditam que ele morreu.
A Crucificação
A mensagem de Jesus foi rejeitada pela
maioria dos israelitas e também pelas autoridades romanas. Aqueles que
acreditaram formaram um pequeno grupo de seguidores ao seu redor, conhecidos
como os discípulos. Os israelitas tramaram e conspiraram contra Jesus e
formularam um plano para que fosse assassinado. Era para ser executado em público,
de uma forma particularmente horrível, conhecida no Império Romano:
crucificação.
A crucificação era considerada uma
forma vergonhosa de morrer e os “cidadãos” do Império Romano estavam isentos
dessa punição. Foi designada não apenas para prolongar a agonia da morte, mas
para mutilar o corpo. Os israelitas planejaram essa morte humilhante para seu
Messias – Jesus, o mensageiro de Deus. Deus em Sua infinita misericórdia
impediu esse evento abominável ao colocar a semelhança de Jesus em outra pessoa
e ascender Jesus vivo, em corpo e alma, para os céus. O Alcorão é silencioso
sobre os detalhes exatos de quem era essa pessoa, mas sabemos e acreditamos com
certeza que não era o Profeta Jesus.
Os muçulmanos acreditam que o Alcorão e
as narrações autênticas do Profeta Muhammad contêm todo o conhecimento que a
humanidade precisa para adorar e viver de acordo com os mandamentos de Deus. Sendo
assim, se pequenos detalhes não são explicados, é porque Deus em Sua infinita
sabedoria julgou que esses detalhes não são benéficos para nós. O Alcorão
explica, nas palavras do próprio Deus, a conspiração contra Jesus e Seu plano
para lograr os israelitas e ascender Jesus aos céus.
“Porém, (os judeus) conspiraram (contra
Jesus); e Deus, por Sua parte, planejou também. E Deus é o melhor dos
planejadores.” (Alcorão 3:54)
“E por dizerem: ‘Matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, o
Mensageiro de Deus.’ Embora não sendo, na realidade, certo que o
mataram, nem o crucificaram, senão que isso lhes foi simulado. E aqueles que discordam, quanto a isso, estão na dúvida, porque não
possuem conhecimento algum, abstraindo-se tão-somente em conjecturas; Porém, o fato é que não o mataram. Outrossim,
Deus fê-lo ascender até Ele. Porque
é Poderoso, Prudentíssimo.”
(Alcorão 4:157-158)
Jesus Não Morreu
Os israelitas e as autoridades romanas
não foram capazes de ferir Jesus. Deus diz claramente que elevou Jesus até Ele
e o livrou das afirmações falsas feitas em nome de Jesus.
“Ó Jesus! Por certo que porei termo à tua
estada na terra; ascender-te-ei até Mim e salvar-te-ei dos incrédulos...” (Alcorão
3:55)
No versículo anterior, quando Deus
disse que “elevaria” Jesus, usou a palavra mutawaffeeka. Sem
um entendimento claro da riqueza da língua árabe, e conhecimento dos níveis de
significados em muitas palavras, é possível entender mal o que Deus disse. Na
língua árabe de hoje a palavra mutawaffeeka é às vezes usada para
denotar morte, ou até sono. Nesse versículo do Alcorão, entretanto, o
significado original é usado e a abrangência da palavra denota que Deus elevou
Jesus até Ele, completamente. Portanto, ele estava vivo em sua ascensão, em
corpo e alma, sem qualquer injúria ou defeito.
Os muçulmanos acreditam que Jesus não
está morto, e que voltará para esse mundo nos últimos dias antes do Dia do
Juízo. O Profeta Muhammad disse a seus companheiros:
“Como estarão quando o filho de
Maria, Jesus, descer entre vocês e julgar pela Lei do Alcorão e não pela lei do
Evangelho?” (Saheeh Al-Bukhari)
Deus nos lembra no Alcorão que o Dia do
Juízo é um Dia que não podemos evitar, e nos alerta que a descida de Jesus é um
sinal de sua proximidade.
“E (Jesus) será um sinal (do advento) da Hora. Não duvideis, pois, dela, e segui-me, porque esta é a senda reta.” (Alcorão
43:61)
Consequentemente, a crença islâmica
sobre a crucificação de Jesus e sua morte é clara. Houve uma conspiração para
crucificar Jesus, mas não foi bem sucedida; Jesus não morreu, mas ascendeu aos
céus. Nos últimos dias que precederem o Dia do Juízo, Jesus retornará a esse
mundo e continuará sua mensagem.
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Jesus, filho de Maria (parte 5 de 5): Povo do Livro
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Descrição:
Uma visão geral de alguns dos termos que o Alcorão usa para Jesus e seus seguidores de antes do advento de Muhammad: o “Bani Israeel”, “Eissa” e o “Povo do Livro”.
Por Aisha Stacey (© 2009 IslamReligion.com)
Publicado em 04 May 2009 - Última modificação em 04 May 2009
Visualizado: 3986 (média diária: 4) - Classificação: nenhum ainda - Classificado por: 0 Impresso: 315 - Enviado por email: 0 - Comentado em: 0
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Depois de ler e compreender o que os
muçulmanos acreditam sobre Jesus, filho de Maria, algumas perguntas podem vir à
mente, ou temas requererem esclarecimento. Você pode ter lido o termo “Povo do
Livro” e não ter ficado totalmente claro o que significa. Da mesma forma, ao
explorar a literatura disponível sobre Jesus você pode ter visto o nome Eissa
e se perguntado se Jesus e Eissa eram a mesma pessoa. Se você está
pensando em investigar um pouco mais ou talvez ler o Alcorão, os pontos
seguintes podem ser de interesse.
Quem é Eissa?
Eissa é
Jesus. Talvez por causa da diferença na pronúncia, muitas pessoas podem não
estar cientes que quando ouvem um muçulmano falar sobre Eissa, ele está
de fato falando sobre o Profeta Jesus. A forma escrita de Eissa pode variar -
Isa, Esa, Essa e Eissa. A língua árabe é escrita em caracteres árabes e
qualquer sistema de transliteração tenta reproduzir o som fonético. Independentemente
da forma de escrever, todas indicam Jesus, o Mensageiro de Deus.
Jesus e seu povo falavam aramaico, uma
língua da família semítica. Faladas por mais de 300 milhões de pessoas no
Oriente Médio, Norte da África e Chifre da África, as línguas semitas incluem,
entre outras, o árabe e o hebraico. O uso da palavra Eissa é a tradução mais
próxima da palavra aramaica para Jesus – Eeshu. Em hebraico se traduz como
Yeshua.
Traduzir o nome de Jesus para línguas
não-semitas complica as coisas. Não havia nenhum “J” em nenhuma língua até o
século quatorze,
então, consequentemente, quando o nome de Jesus foi traduzido para o grego,
ficou Iesous, e em latim, Iesus.
Posteriormente, o “I” e o “J” foram usados de forma intercambiável e finalmente
o nome fez a transição para Jesus. O “S” no final é indicativo da língua
grega, na qual todos os nomes masculinos terminavam em “S”.
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Aramaico
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Árabe
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Hebraico
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Grego
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Latim
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Português
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Eeshu
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Eisa
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Yeshua
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Iesous
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Iesus
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Jesus
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Quem é o Povo do Livro?
Quando Deus se refere ao Povo do Livro,
Ele está falando principalmente dos judeus e cristãos. No Alcorão o povo judeu
é chamado de Bani Israeel, literalmente Filhos de Israel, ou
comumente, os israelitas. Esses grupos distintos seguem, ou seguiam, a
revelação de Deus como foi revelada no Torá e no Injeel. Você também pode
ouvir os judeus e cristãos serem chamados de “Povo da Escritura”.
Os muçulmanos acreditam que os livros
divinamente revelados antes do Alcorão foram perdidos na antiguidade, ou
mudados e distorcidos, mas também reconhecem que os verdadeiros seguidores de
Moisés e Jesus eram muçulmanos que adoravam o Deus Único com submissão
verdadeira. Jesus, filho de Maria, veio para confirmar a mensagem de Moisés e
guiar os Filhos de Israel de volta à senda reta. Os muçulmanos acreditam que
os judeus (Filhos de Israel) negaram a missão e mensagem de Jesus, e os cristãos
incorretamente o elevaram à posição de um deus.
“Ó Povo do Livro! Não exagereis em vossa
religião, profanando a verdade, nem sigais o capricho daqueles que se
extraviaram anteriormente, desviaram muitos outros e se desviaram da verdadeira
senda!” (Alcorão 5:77)
Já discutimos nas partes anteriores
como o Alcorão lida amplamente com o Profeta Jesus e sua mãe Maria. Entretanto, o Alcorão também inclui
muitos versículos nos quais Deus fala diretamente ao Povo do Livro,
particularmente aqueles que se chamam de cristãos.
É dito aos cristãos e judeus para não
criticarem os muçulmanos por acreditarem no Deus Único, mas Deus também chama
atenção para o fato de que os cristãos (aqueles que seguem os ensinamentos de
Cristo) e os muçulmanos têm muito em comum, incluindo seu amor e respeito por
Jesus e todos os Profetas.
“..Constatarás que aqueles que estão mais
próximos do afeto dos fiéis são os que dizem: Somos cristãos! Porque
possuem sacerdotes e não ensoberbecem de coisa alguma.
E, ao escutarem o que foi revelado ao Mensageiro, tu vês
lágrimas a lhes brotarem nos olhos; reconhecem naquilo a verdade,
dizendo: Ó Senhor nosso, cremos! Inscreve-nos entre os
testemunhadores!” (Alcorão 5:83)
Como Jesus, filho de Maria, o Profeta
Muhammad veio para confirmar a mensagem de todos os profetas antes dele; chamou
as pessoas para adorar o Deus Único. Sua missão, entretanto, era diferente dos
profetas anteriores (Noé, Abraão, Moisés, Jesus e outros) em um ponto. O
Profeta Muhammad veio para toda a humanidade, enquanto que os Profetas
antes dele vieram especificamente para seu próprio tempo e povo. O advento do
Profeta Muhammad e a revelação do Alcorão completaram a religião que tinha sido
revelada ao Povo do Livro.
Deus falou ao Profeta Muhammad no
Alcorão e lhe disse para chamar o Povo do Livro dizendo:
“Dize-lhes (Muhammad): ‘Ó adeptos do Livro,
vinde, para chegarmos a um termo comum, entre nós e vós: Comprometamo-nos,
formalmente, a não adorar senão a Deus, a não Lhe atribuir parceiros e a não
nos tomarmos uns aos outros por senhores, em vez de Deus.” (Alcorão 3:64)
O Profeta Muhammad disse a seus
companheiros e, portanto, a toda a humanidade:
“De todos sou o mais próximo ao
filho de Maria, e todos os profetas são irmãos paternais, e não houve profeta
entre eu e ele (ou seja, Jesus).”
E
também:
“Se um homem acredita em Jesus e
então acredita em mim, receberá dupla recompensa.” (Saheeh Al-Bukhari)
O Islã é uma religião de paz, respeito e tolerância, e
adota uma atitude justa e compassiva em relação às outras religiões,
particularmente em relação ao Povo do Livro.
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