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Em tudo isso a primeira luz foi
minha avó. Ela aprovou a minha escolha e se juntou a mim. Que surpresa! Eu
sempre soube que ela tinha muita sabedoria, mas isso! Ela morreu logo depois.
Quando eu paro para pensar sobre isso quase fico com inveja. No dia em que ela
pronunciou sua Shahadah todos os seus erros foram apagados, enquanto seus bons
atos foram preservados. Ela morreu logo depois de aceitar o Islã e eu sabia
que o 'LIVRO' dela seria pesado em coisas boas. Isso me enche de alegria!
À medida que meu conhecimento
aumentou e fui capaz de responder perguntas, muitas coisas mudaram. Mas foram
as mudanças em mim como pessoa que tiveram o maior impacto. Poucos anos depois
de eu ter tornado público o meu Islã, minha mãe me chamou e disse que ela não
sabia o que era essa 'coisa de Islã', mas esperava que eu continuasse com ele.
Ela gostava do que ele estava fazendo por mim. Poucos anos depois ela me
chamou novamente e perguntou o que uma pessoa tinha que fazer para ser
muçulmana. Eu disse a ela que tudo que uma pessoa tinha que saber era que só
existia UM Deus, e que Muhammad era Seu Mensageiro. Sua resposta foi:
“Qualquer tolo sabe disso. Mas o que eu tenho que fazer?” Eu repeti a mesma
informação e ela disse: “Bem...OK. Mas não vamos falar sobre isso ao seu pai
ainda.”
Ela não sabia que ele tinha
passado pela mesma conversa poucas semanas antes. Meu verdadeiro pai (aquele
que achava que eu devia ser morta) tinha feito o mesmo quase dois meses antes.
Então, minha irmã, a entendida em saúde mental, me disse que eu era a pessoa
mais 'liberada' que ela conhecia. Vindo dela foi o maior elogio que eu podia
ter recebido.
Ao invés de tentar contar como
cada pessoa aceitou o Islã, deixem-me simplesmente dizer que cada vez mais
membros da minha família continuam a encontrar o Islã a cada ano. Eu fiquei
especialmente feliz quando um caro amigo, irmão Qaiser Imam, me disse que meu
ex-marido fez a Shahadah. Quando irmão Qaiser perguntou a ele o porquê, ele
disse que era porque ele tinha me observado por 16 anos e queria que sua filha
tivesse o que eu tinha. Ele veio e me pediu para perdoá-lo por tudo que fez. Eu
o havia perdoado muito antes disso.
Agora meu filho mais velho,
Whitney, telefonou, enquanto eu estava escrevendo esse livro, e anunciou que
também quer se tornar muçulmano. Ele planeja fazer sua Shahadah na Convenção
do ISNA em algumas semanas. Por enquanto, ele está aprendendo o máximo que
pode. Deus é Misericordiosíssimo.
Ao longo dos anos fiquei
conhecida por minhas palestras sobre o Islã, e muitos ouvintes escolheram ser
muçulmanos. Minha paz interior continuou a crescer com meu conhecimento e
confiança na Sabedoria de Deus. Eu sei que Deus não é apenas meu Criador, mas
meu amigo mais querido. Sei que Deus sempre estará comigo e nunca me
rejeitará. Porque cada passo que dou na direção de Deus, Ele dá 10 na minha
direção. Que conhecimento maravilhoso.
De fato, Deus me testou, como
foi prometido, e me recompensou além do que eu jamais poderia ter esperado. Poucos
anos atrás os médicos me disseram que eu tinha câncer e era terminal. Explicaram
que não havia cura, que estava muito avançado, e prosseguiram tentando me
ajudar a me preparar para minha morte explicando como a doença progrediria. Eu
talvez tivesse mais um ano de vida. Eu estava preocupada com meus filhos,
especialmente meu mais novo. Quem cuidaria dele? Ainda assim eu não estava
deprimida. Todos morreremos. Eu estava confiante de que a dor que estava
experimentando continha Bênçãos.
Eu me lembrei de um bom amigo,
Karim Al-Misawi, que morreu de câncer quando ainda estava em seus 20 e poucos
anos. Pouco antes de morrer ele me disse que Deus era verdadeiramente
Misericordioso. Esse homem estava em agonia inacreditável e radiante com o
amor de Deus. Ele disse: “Deus pretende que eu entre no paraíso com um livro
limpo.” Sua experiência de morte me deu algo para pensar a respeito. Ele me
ensinou o amor e misericórdia de Deus. Isso era algo que ninguém tinha
discutido. O amor de Deus!
Não demorou muito para eu
começar a me conscientizar de Suas bênçãos. Amigos que me amavam vinham de
onde eu não esperava. Eu recebi o presente de fazer o Hajj. E o que era mais
importante, aprendi o quanto foi importante para mim compartilhar a Verdade do
Islã com todos. Não importa se as pessoas, muçulmanas ou não, concordavam
comigo ou até mesmo se gostavam de mim. A única aprovação que eu precisava era
de Deus. O único amor que eu precisava era de Deus. Ainda assim descobri mais
e mais pessoas que, sem razão aparente, me amavam. Eu me alegrei porque me
lembrei de ter lido que se Deus ama você, Ele faz com que os outros amem você.
Eu não valho todo esse amor. Isso significa que deve ser outra dádiva de Deus.
Deus é Maior!
Não há meio de explicar
completamente como minha vida mudou. Alhamdulillah (Todos os louvores são para
Deus)! Eu estou muito feliz por ser muçulmana. O Islã é minha vida. O Islã é
a batida do meu coração. O Islã é o sangue que corre em minhas veias. O Islã
é minha força. O Islã é minha vida tão maravilhosa e bela. Sem o Islã eu não
sou nada e se Deus não voltasse para mim Sua face magnificente, eu não
sobreviveria.
“Ó Deus! Permita que meu
coração tenha luz, e minha visão tenha luz, e minha audição (sentidos) tenha
luz, e me deixe ter luz à minha direita e ter luz à minha esquerda, e me deixe
ter luz acima de mim e me deixe ter luz abaixo de mim, e que tenha luz à minha
frente, luz atrás de mim e me deixe ter luz.” (Sahih Al-Bukhari)
“Ó meu Senhor! Perdoe meus
pecados e minha ignorância e ter ultrapassado os limites (limites da virtude)
em todos os meus atos e no que Tu sabes melhor do que eu. Ó Deus! Perdoe meus
erros, aqueles feitos intencionalmente ou por conta de minha ignorância, com e
sem seriedade, e eu confesso que tais erros foram feitos por mim. Ó Deus!
Perdoe meus pecados do passado e do futuro que fiz abertamente ou em segredo. Tu és Quem antecipa e Tu és Quem retarda, e Tu és Onipotente.” (Sahih Al-Bukhari)
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